13.01.16- Capítulo XVI– Os Fenômenos Físicos e Psíquicos

A Era da Verdade
23 de abril de 2020 Pamam

Os fenômenos físicos, apesar de diferirem, em sua classificação, dos de natureza psíquica, são ocasionados pelo mesmo poder e ação e possuem, em essência, uma origem comum.

Como o Universo se compõe das propriedades da Força, que contém o espaço, e da Energia, que contém o tempo, em que a propriedade da luz em tudo penetra, tanto nas manifestações físicas como nas psíquicas o agente é sempre um, o Ser Total, que se apresenta de múltiplas maneiras, através das suas partículas.

A exteriorização do Ser Total no Universo, quer obedecendo às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais do plano físico, quer do psíquico, não ultrapassa os limites da fenomenologia normal enquadrada na legislação universal, e fornece preciosos elementos, na órbita da espiritualidade, para estudos transcendentais.

Os sentidos mais comuns que se observam no organismo humano, como o olfato, a visão, o tato, a audição e o paladar, não se originam, como muitos erroneamente pensam, no corpo físico, mas no espírito, que os exterioriza por meio de órgãos adequados, que não funcionam sem as radiações elétricas e os impulsos que lhes são transmitidos, semelhantemente ao violino cujas cordas, para produzirem sons, precisam ser feridas pelo violinista.

Nem todas as suas faculdades podem ser manifestadas pelo espírito, enquanto encarnado. O sentido telepático, comum no plano astral, é uma delas. Somente quando alcançar um estado de superior evolução, a nossa humanidade terá condições para usar essa faculdade na Terra.

Na situação atual do mundo ela seria bastante perigosa, já que se constituiria em uma válvula de retenção das misérias humanas, que precisam ser conscientemente combatidas e não recalcadas.

Nos mundos que lhes são próprios, os espíritos se entendem pelos pensamentos. Na Terra, por muito e muito tempo, ainda perdurará, como forma, como maneira de exteriorizá-los, a linguagem articulada.

Os fenômenos psíquicos se manifestam de acordo com o grau de evolução e as peculiaridades de cada espírito. A mediunidade, que se expressa por várias formas, traz ao conhecimento humano inequívocas demonstrações desses fenômenos. Isto porque a sensibilidade dos médiuns é mais apurada do que a dos demais seres humanos, o que lhes permite entrar em contato com as vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas do plano psíquico.

Vibrações, radiações e radiovibrações harmônicas ou que se casem e se ajustem, associam-se entre si.

A LIGAÇÃO DOS DOIS PLANOS

O médium é um elemento de ligação entre os dois planos — o físico e o psíquico —, sendo essa a razão de quase sempre se revelarem por seu intermédio os fenômenos psíquicos.

Quanto mais sensível for o ser humano, maiores possibilidades tem de captar vibrações, radiações e radiovibrações. Dessas vibrações, radiações e radiovibrações, que são diferentes umas das outras, o espaço e o tempo estão repletos, podendo cada vibração, radiação e radiovibração captadas produzir uma revelação ou fenômeno correspondente.

As retinas dos olhos humanos podem captar as vibrações, radiações e radiovibrações da luz solar, mas não as da luz astral, que produz raios de luz, que são captados quando o médium intervém com a sua sensibilidade, através do fenômeno, muito conhecido, da clarividência.

O médium de incorporação pode, em determinadas condições psíquicas, desdobrar-se, e esse fenômeno, desde que praticado disciplinarmente, é de grande utilidade.

Entende-se por desdobramento o afastamento do espírito e dos seus corpos fluídico e de luz do corpo físico do médium, por alguns momentos, ficando ligado a ele por cordões fluídicos.

O que se dá com todos durante o sono, ocorre com o médium de incorporação acordado, em trabalhos de desdobramento.

A segurança dos instrumentos mediúnicos, neste caso, é assegurada pelas Forças Superiores que dirigem as operações de Limpeza Psíquica realizadas pelo Racionalismo Cristão.

O trabalho das Forças Superiores que astralmente supervisionam e dirigem a Limpeza Psíquica, constitui uma das mais notáveis realizações, no campo espirítico, pelos seus resultados benéficos em favor da nossa humanidade.

Os que apenas se restringem a apreciar os fenômenos físicos, fechando o raciocínio à análise da fenomenologia psíquica, possuem uma visão bem estreita acerca das coisas espirituais. A dialética desses seres humanos, girando dentro de um círculo de acanhadas dimensões, desaparece diante do vasto cenário ocupado pela ciência psíquica.

Dentre os fenômenos espiríticos, são as materializações, as levitações e os transportes de objetos sem contato que mais impressionam a massa humana, alheia aos poderes espirituais.

Alguns desses fenômenos são produzidos por espíritos galhofeiros do astral inferior que, agindo invisivelmente, arremessam objetos e produzem ruídos, ou por indivíduos a eles aliados que fazem mau uso da faculdade mediúnica para obter vantagens, geralmente pecuniárias.

Não são raros também os médiuns que assim procedem em condenáveis práticas com o intuito de alcançar efeitos sensacionalistas, principalmente na imprensa, e, ainda, para atrair prosélitos do meio ignorante em espiritualismo, representados por indivíduos que andam por aí mergulhados em superstições e atidos a crendices entorpecentes, originárias das místicas dogmáticas.

É sabido que se considera a matéria organizada, simples, reduzida ao átomo, que, na realidade, é um ser atômico, posto que a matéria não existe, sendo uma partícula de ínfima dimensão, mas, de qualquer maneira, uma partícula do Ser Total, imperceptível à visão normal do ser humano.

Mas como, não obstante essa invisibilidade, a sua existência é real, ele aí está compondo todos os corpos e passando, invisivelmente, de um para o outro, sob a ação dos fluidos de igual modo invisíveis.

É óbvio que os mesmos fluidos que conduzem um ser atômico transportam um incontável número deles, sem alterar o equilíbrio universal. As leis, os princípios e os preceitos que imperam nesta ação são do plano astral, independentes das que se conhecem no mundo físico.

Todos podem sentir neste planeta a atuação do governo da natureza, formada por seres que detêm parcelas das propriedades da Força e da Energia, agindo, combinados e equilibradamente, no concerto harmonioso do Universo.

Ao ser humano não é difícil constatar a força e a energia atômicas, a força e a energia interatômicas, a força e a energia intermoleculares, a força e a energia de gravidade, a força e a energia de atração e repulsão dos corpos, a força magnética e a energia elétrica, além das diversas outras forças e energias que mantêm a Terra em perfeito equilíbrio, em um movimento conjugado de todos os corpos opacos e luminosos que giram, incessantemente, no Universo.

Essas e outras forças e energias atuam diretamente sobre o ser atômico, com a intensidade dosada pela Inteligência Universal para manter o Universo em condições de completa estabilidade.

Isto quer dizer que quaisquer outras forças e energias que atuam no ser atômico para produzir fenômenos psíquicos são impulsionadas pelo espírito, por ser este igualmente uma partícula do Ser Total, do qual possui poderes e ações congêneres, porém limitados ao estado de evolução já alcançado.

A ENERGIA DO PENSAMENTO

De acordo com o seu desenvolvimento, conta o espírito com suficiente energia para, pela ação do pensamento, modificar ou alterar determinadas condições físicas. Os fenômenos psíquicos — é bom que isto fique bem claro — realizam-se pela ação do pensamento de espíritos encarnados ou desencarnados, agindo isolada ou conjuntamente.

Nesse caso está a levitação, somente possível quando a energia do pensamento for suficientemente intensificada para anular a força e a energia da gravidade que atuam sobre os seres atômicos de um corpo.

Quando isso acontece, o corpo, assim levitado, passa a pairar em qualquer ponto do espaço e do tempo, em obediência à energia que o mantém.

Uma segunda energia, também oriunda do poder do pensamento, pode ser aplicada para dar movimento direcional ao corpo.

De igual modo são operadas as materializações. Para se consumar uma materialização, há necessidade de se realizar, simultaneamente, uma desmaterialização, verificando-se, no caso, uma remoção de seres atômicos em forma fluídica, dirigida até mesmo através de obstáculos quase todos relativamente porosos, como paredes, assoalhos e tetos.

Na levitação e transporte não opera, apenas, a energia que se contrapõe à da gravidade, mas também a que imprime movimento. Nas materializações, além dessas duas, existe mais a que interfere na força de coesão, anulando-a no ato da desmaterialização e a utilizando, em seguida, na materialização.

Em tais fenômenos, como é evidente, nada há de sobrenatural. O que ocorre, em verdade, são simples manifestações de Energia, em suas numerosas realizações.

E, note-se: tudo o que aqui está mencionado com relação aos poderes, nada mais representa que uma parcela ínfima daqueles que o espírito terá quando alcançar um alto grau de evolução e passar a se desenvolver nos elevados domínios do Astral Superior.

Por ser Força e Energia cresce ele em potencial espiritual à medida que evolui, e na proporção dessa evolução. Os seus pensamentos se traduzem em ideais tanto mais elevados, quanto maior for a concentração dessas propriedades.

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