13.01.05- Capítulo V – O Espírito

A Era da Verdade
13 de abril de 2020 Pamam

O espírito é uma partícula individualizada do Ser Total, que evolui adquirindo parcelas das propriedades da Força e da Energia, formando o seu corpo fluídico, ou perispírito, ou corpo astral, ou duplo etéreo, e parcelas da propriedade da Luz, formando o seu corpo de luz, por isso ele é poder, ação, vida, inteligência, cuja partícula individualizada se conserva por toda a trajetória que faz no processo da sua evolução.

Ele é indestrutível, indivisível, eterno, e evolui para um aperfeiçoamento cada vez maior. Como partícula do Ser Total é inseparável Dele e subsiste a qualquer transformação, nada havendo que o possa destruir.

Encontra-se evidenciada a evolução das partículas do Ser Total, desde o seu estado primário, inicial, como seres atômicos, até quando adquirem suficiente desenvolvimento para incitar e movimentar um corpo humano.

Dá-se á partícula do Ser Total, desde que inicia o processo evolutivo em corpo humano, a denominação de espírito, denominação esta que mantém, daí para diante, em sua longa caminhada evolucionária.

No espaço e no tempo indimensionais do Universo, em que a Inteligência Universal vibra magneticamente, radia eletricamente e radiovibra eletromagneticamente, sem interrupção, acusando permanentes poder e ação conscientes e constantes demonstrações de vida, agita o espírito o seu poder e ação intranucleares, que se exprimem, em todas as atividades, por movimentos vibratórios magnéticos, radiativos elétricos e radiovibrativos eletromagnéticos.

São esses movimentos que partem do espírito, no oceano de uma essência idêntica, que é o Todo, que assinalam a atração que faz com que a inteligência e os atributos desse Todo convirjam para o espírito, desenvolvendo-o e lhe dando maior potencialidade.

São atributos do espírito, dentre outros, inerentes ao Todo:

  1. O criptoscópio;
  2. Os atributos morais;
  3. A capacidade de percepção;
  4. A sensibilidade;
  5. Os sentimentos;
  6. O intelecto;
  7. Os atributos éticos;
  8. A capacidade de compreensão;
  9. O sentido;
  10. O pensamento;
  11. A consciência;
  12. A educação;
  13. A capacidade de raciocínio;
  14. A inteligência;
  15. A faculdade de concepção;
  16. A força de vontade;
  17. O equilíbrio mental;
  18. A lógica;
  19. O domínio de si próprio;
  20. A firmeza de caráter.

A FORÇA DE VONTADE E A CONSCIÊNCIA DE SI MESMO

A força de vontade é a mais poderosa alavanca de que dispõe o espírito para chegar ao triunfo, não existindo dificuldade ou obstáculo — dentro, naturalmente, das limitações humanas — que não seja capaz de superar.

Ela não conhece a timidez nem permite o desânimo ou o enfraquecimento, e tem o poder de subjugar todas as fraquezas, todas as paixões, todos os vícios, todos os desejos intemperados, quando o ser humano sabe se utilizar, conscientemente, desse superior atributo.

É comum confundirem os seres humanos a vontade com o desejo, apesar de serem, na verdade, coisas completamente antagônicas.

Quando o espírito encarnado é assaltado por um desejo inferior e possui a vontade suficientemente exercitada, esta intervém, dominadoramente, vencendo a esse desejo.

Chama interior que conduz à vitória os que a sabem alimentar, mesmo nas pelejas mais árduas e difíceis da vida, a força de vontade é o resultado de uma série de sucessos alcançados, com esforço e decisão, nas encarnações anteriores e, como expressão de valor, uma fortaleza inexpugnável para o espírito.

A consciência de si mesmo faz com que o espírito não ultrapasse as suas possibilidades, dispersando, em pura perda, as forças e as energias que possui.

Ela significa, pois, a autoapreciação no seu real, no seu verdadeiro sentido, não dando lugar à exaltação da vaidade nem à falsa modéstia, já que a magnitude e o valor espiritual são encarados sempre dentro de uma rigorosa visualização normal.

De posse da consciência de si mesmo, procede o espírito com simplicidade, equanimidade e respeito ao seu semelhante, por saber que todos têm uma origem comum e fazem, sem distinção, o mesmo curso evolutivo.

A CAPACIDADE DE PERCEPÇÃO

Todas as coisas produzem vibrações magnéticas, que se cruzam em todas as direções da atmosfera terrena, sendo transmitidas por outras coisas, por intermédio do criptoscópio, formando conhecimentos. Tomemos como exemplo um torrão de açúcar jogado em um canto qualquer, ele emite vibrações magnéticas que são transmitidas para certos tipos de insetos, que logo se dirigem ao local onde se encontra esse torrão de açúcar, tomando conhecimento do fato.

Os seres humanos também produzem vibrações magnéticas que se cruzam em todas as direções da atmosfera terrena, cujas vibrações magnéticas são transmitidas para outros seres humanos, por intermédio do órgão mental denominado de criptoscópio, quando então se fazem valer a sensibilidade e o sentimento inerentes às vibrações magnéticas transmitidas, fazendo com que o receptor decodifique a sensibilidade e o sentimento do emissor, através do raciocínio, quando então eles vêm à tona, revelando o conhecimento do meio ambiente em que ambos se encontram, que pode ser tanto um ambiente local como, inclusive, a própria atmosfera terrena.

Na atmosfera terrena não existem conhecimentos metafísicos acerca da verdade, pois que o seu repositório é o Espaço Superior, uma vez que eles sempre existiram, não sendo dado aos espíritos a sua criação, pois que é obra da Inteligência Universal. A propriedade da Força contém o espaço, assim como também o magnetismo, que se realiza por intermédio de vibrações.

Daí a razão pela qual a moral adquire tamanha importância, pois que é através dela que o ser humano pode se elevar ao Espaço Superior, em que lá produz vibrações magnéticas, que interagem com o magnetismo em que lá existe. Nessa interação, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são percebidos e captados pelo órgão mental denominado de criptoscópio, em conformidade com o sentimento produzido, quando então eles são decodificados por intermédio do raciocínio, com o auxílio do órgão mental denominado de consciência.

É por isso que na capacidade de percepção pesam determinados fatores psicológicos que a linguagem comum não pode definir, embora representem valores reais e facilmente reconhecíveis.

Dela são fortes componentes os recursos da intuição e da inspiração, que possuem importância destacada entre os demais atributos espirituais e os próprios poderes humanos.

A capacidade de percepção, que está intimamente ligada ao poder de penetração do espírito, à sua agudez, perspicácia e sentimento, exercendo, além disso, notável influência no terreno da observação, revelando-lhe aquilo que as conveniências tantas vezes escondem.

Quando a prudência intervém, cautelosa, nas disposições do ser humano, é ainda a capacidade de percepção quem lhe fornece os elementos de decisão.

A CAPACIDADE DE COMPREENSÃO

Todas as coisas produzem radiações elétricas, que se cruzam em todas as direções da atmosfera terrena, sendo transmitidas para outras coisas, por intermédio do intelecto, formando experiências. Tomemos como exemplo o caso de um felino que se encontra em um determinado local, ele emite radiações elétricas que são transmitidas para as suas presas, que logo se afastam do local onde se encontra esse felino, tomando experiência do fato.

Os seres humanos também produzem radiações elétricas que se cruzam em todas as direções da atmosfera terrena, cujas radiações elétricas são transmitidas para outros seres humanos, por intermédio do órgão mental denominado de intelecto, quando então se fazem valer o sentido e o pensamento inerentes às radiações elétricas transmitidas, fazendo com que o receptor decodifique o sentido e o pensamento do emissor, através do raciocínio, quando então eles vêm à tona, revelando a experiência do ambiente em que ambos se encontram, que pode ser tanto um ambiente local como, inclusive, a própria atmosfera terrena.

Na atmosfera terrena não existem experiências físicas acerca da sabedoria, pois que o seu campo de atuação é o Tempo Futuro, uma vez que elas nunca existiram, a não ser em similaridades, sendo dado aos espíritos a sua criação. A propriedade da Energia contém o tempo, assim como também a eletricidade, que se realiza por intermédio de radiações.

Daí a razão pela qual a ética adquire tamanha importância, pois que é através dela que o ser humano pode se transportar ao Tempo Futuro, em que lá produz radiações elétricas, que interagem com a eletricidade em que lá existe. Nessa interação, as experiências físicas acerca da sabedoria são compreendidas e criadas pelo órgão mental denominado de intelecto, em conformidade com o pensamento produzido, quando então elas são decodificadas por intermédio do raciocínio, com o auxílio do órgão mental denominado de consciência.

De acordo com a taxonomia de Bloom, a compreensão é uma das habilidades do domínio cognitivo que solicitam a interpretação de um contexto, ou imprimem, a ele, um significado.

Assim como na percepção, é por isso que na capacidade de compreensão pesam determinados fatores psicológicos que a linguagem comum não pode definir, embora representem valores reais e facilmente reconhecíveis.

Dela são moderados os recursos da intuição e da inspiração, embora possuam importância destacada entre os demais atributos espirituais e as próprias ações humanas, para que assim o poder de criação possa ser mais exercitado pelos seres humanos.

Do mesmo modo que na percepção, a capacidade de compreensão também se encontra ligada ao poder de penetração do espírito, à sua agudez, perspicácia e pensamento, exercendo, além disso, notável influência no terreno da observação, revelando-lhe aquilo que as conveniências tantas vezes escondem.

E, finalmente, a par da percepção, quando a prudência intervém, cautelosa, nas disposições do ser humano, é ainda a capacidade de compreensão quem lhe fornece os elementos de decisão.

A INTELIGÊNCIA

Ao evoluir por intermédio da propriedade da Força, o espírito desenvolve o órgão mental denominado de criptoscópio, que é o encarregado de perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Ao evoluir por intermédio da propriedade da Energia, o espírito desenvolve o órgão mental denominado de intelecto, que é o encarregado de compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria. E ao evoluir por intermédio da propriedade da Luz, o espírito desenvolve o órgão mental denominado de consciência, que é o encarregado de unir, irmanar, congregar, o criptoscópio e o intelecto.

Os órgãos mentais operam sob o comando dos atributos. O criptoscópio opera sob o comando dos atributos individuais superiores, que formam a moral, ou inferiores, que formam a amoral. O intelecto opera sob o comando dos atributos relacionais positivos, que formam a ética, ou negativos, que formam a aética. E a consciência opera sob o comando da educação, enquanto que a inconsciência opera sob o comando da falta de educação.

A inteligência, como faculdade mestra do espírito, interfere nos seus poderes e nas suas ações, apurando-os e contribuindo para torná-los melhores e mais eficientes.

A inteligência depende dos atributos espirituais que vão se criando e se desenvolvendo, expandindo-se, crescendo, ampliando-se e se desenvolvendo, de acordo com a evolução do espírito que faz valer a sua força de vontade.

Sendo grande aliada da perfeição, a inteligência proporciona a que o espírito venha a reconhecer as suas faltas e procure corrigi-las.

Embora exista inteligência nos seres infra-humanos, nos seres humanos ela se revela mais por intermédio do raciocínio, que os provém dos meios necessários ao seu desdobramento.

Faculdade iluminativa, por excelência, a inteligência fornece alcance ao horizonte do espírito, sendo o instrumento capaz de dissipar as trevas e destruir a ignorância, onde quer que elas se encontrem.

O PODER DO RACIOCÍNIO E A CAPACIDADE DE CONCEPÇÃO

Tomando por base a definição de R. Jolivet, podemos dizer que é através do raciocínio que os seres humanos conseguem os resultados proporcionados pelos métodos da dedução, da indução e da inferência, quando então realizam a operação de concluir sobre duas ou mais relações conhecidas, que decorrem logicamente uma da outra, cujas relações são expressas pelos juízos, o que implica também em dizer que o raciocínio pode ser também definido como sendo a operação que consiste em tirar de dois ou mais juízos um outro juízo contido logicamente nos primeiros.

Em sendo assim, podemos afirmar que o raciocínio trabalha tanto com o conhecido como com o desconhecido, sendo através dele que se abre a passagem do conhecido para o desconhecido.

A expressão verbal do raciocínio é o argumento.

O poder do raciocínio constitui valioso atributo de que dispõe o espírito para analisar os fatos da vida e tirar dos acontecimentos as lições que lhe puderem ser úteis.

O raciocínio é como que uma luz projetada sobre os problemas difíceis da existência para torná-los claros e compreensíveis.

Além de nortear o espírito no curso da sua evolução, ele representa, ainda, uma poderosa arma de defesa contra o fanatismo, contra o convencionalismo mundano, contra as crenças místicas que produzem a cegueira da fé e outras subordinações indicativas de formas agudas ou amenas de avassalamento.

Em relação à concepção, vejamos primeiramente o que o Dr. Pinheiro Guedes, em sua obra Ciência Espírita, a página 155, diz sobre ela, em que ele o faz da seguinte maneira:

A CONCEPÇÃO cria ideias (grifo meu); é um aparelho constituído pela memória, atenção, compreensão, percepção...”.

A concepção, pois, é o repositório dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e das experiências físicas acerca da sabedoria que estão contidos nos órgãos mentais, que possibilita mentalmente o poder de perceber e captar novos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, através da produção dos sentimentos e das deduções, e a ação de compreender e criar novas experiências físicas acerca da sabedoria, através da produção dos pensamentos e das induções, com a consciência coordenando a todos eles, com tudo isso sendo completamente diferente das representações materiais e sobrenaturais provenientes da imaginação.

Na faculdade de concepção estão o poder do sentimento e a ação do pensamento, combinadas com as engenhosas força e energia realizadoras de todas as transformações e melhoramentos.

Sendo essencialmente construtiva, a ela se deve, como elemento propulsor, o desenvolvimento progressivo da evolução universal.

O EQUILÍBRIO MENTAL E A LÓGICA

O equilíbrio mental provém da apuração dos sentimentos e dos pensamentos, que proporcionam o temperamento bem ajustado ao cotidiano da vida, da serenidade, da compreensão exata das possibilidades e da justa apreciação dos fatos.

A calma, a serenidade, a moderação, as atitudes ponderadas, a reflexão, o critério e o bom-senso são qualidades reveladoras de equilíbrio mental, por meio do qual o espírito, no torvelinho da existência terrena, procede com maior segurança e se abstém da prática dos erros comuns.

Deve a lapidação dessa faculdade, pois, ser objeto de constantes cuidados e interesse do espírito encarnado, por desempenhar ela um papel da mais alta significação no processo da sua evolução.

A lógica é a arte de raciocinar com acerto, sendo um atributo que dá a cada um coerência em suas atitudes, congruência na coordenação das ideias e ordenação nos sentimentos e pensamentos.

Sem educação, sem aprimoramento espiritual, a lógica é de todo impossível.

Ela é, por excelência, um atributo resultante da educação e do aprimoramento do espírito, possibilitando a este a formulação das suas conjecturas em bases firmes, certas, objetivas e reais.

Assim, nenhuma afirmação poderá ter bases sólidas se não for firmemente apoiada nesse importante atributo.

DOMÍNIO DE SI MESMO E SENSIBILIDADE

O domínio de si mesmo assegura ao ser humano o controle íntimo, evitando os atos impulsivos e as atitudes impensadas que o possam levar a cometer desatinos, muitos dos quais irreparáveis, de que se vem a arrepender, mais tarde, como acontece na maioria das vezes.

O ser humano precisa estar sempre alerta e vigilante, consciente de que é força, energia e luz, que com elas trabalha incessantemente, vibrando magneticamente, radiando eletricamente e radiovibrando eletromagneticamente, atraindo e repelindo. Correntes favoráveis e desfavoráveis ao seu progresso e bem-estar, enchem o espaço, cruzando-se em todas as direções.

Daí a necessidade do domínio próprio para não se deixar influenciar pelas vibrações, radiações e radiovibrações adversas, procedendo, unicamente, de acordo com a sua vontade.

O elemento anterior de produção do ser, no exercício da atividade básica, é a sensibilidade, enquanto que o elemento final de produção do ser, no exercício da atividade básica, é o sentimento.

A sensibilidade é o elemento de que dispõe o espírito para sentir as correntes vibratórias do meio ambiente e, por trás do invólucro das aparências, a verdade.

É pela sensibilidade que se percebe o sentimento afim que congrega, que une, que irmana os seres de idênticos ideais e de iguais aspirações.

É a sensibilidade, ainda, o instrumento da alegria e da dor, dor que faz, não poucas vezes, o espírito desatento, indiferente e transviado, concentrar-se em si mesmo, despertar e se voltar para a realidade da vida.

FIRMEZA DE CARÁTER

A firmeza de caráter, como tantos outros atributos, patenteia, inequivocamente, a evolução espiritual do ser humano.

Os que a possuem dão sempre os melhores, os mais nobres, os mais admiráveis exemplos de retidão em todos os atos da vida.

Como resultado da sua combinação harmônica com os demais atributos já mencionados, revela suficiente amadurecimento espiritual e efetivas condições  para a ascensão a classe evolutiva mais elevada.

São inumeráveis os atributos do espírito que aumentam e se desdobram na razão direta do seu crescimento como ser evolucionário.

 

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