13.01.04- Os casos homossexuais sacerdotais

Prolegômenos
11 de junho de 2018 Pamam

No dia 15 de outubro de 2015, o diretor da sala de imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, veio a público denunciar que a revelação de Krzystof Charamsa, sacerdote que trabalha na Congregação Para a Doutrina da Fé no Vaticano, de que é homossexual assumido, às vésperas dos bispos tratarem sobre a família, foi uma tentativa “muito grave e irresponsável” que buscava submeter a uma “indevida pressão midiática” os participantes desse evento, que para ele, o Pe. Federico Lombardi, era de suma importância.

A Congregação Para a Doutrina da Fé é o dicastério — denominação que se dá para os departamentos do governo da Igreja Católica que compõem a cúria romana — do Vaticano, onde o Pe. Krzystof Charamsa cuida primordialmente de custodiar a “reta” doutrina da Igreja Católica no mundo inteiro, entre outras tarefas.

Em 3 de outubro de 2015, em uma entrevista publicada no Jornal Il Corriere della Sera, tendo sido reproduzida por diversos meios de comunicação italianos, o sacerdote polonês Krzystof Charamsa revelou que é homossexual assumido e que se encontra em plena atividade, assim como também revelou alguns detalhes da sua vida particular, pelo que fez a seguinte declaração dirigida a todo o mundo:

Desejo que a Igreja e a minha comunidade saibam quem sou eu: um sacerdote homossexual, com um companheiro, feliz e orgulhoso da própria identidade.

Estou disposto a pagar pelas consequências, mas este é um momento para que a Igreja abra os olhos ante os homossexuais católicos e entenda que a solução que lhes propõe, a abstinência total da vida de amor, é desumana”.

Como se pode constatar claramente, o ponto em que a imaginação se apoia é a insinceridade, pois que a classe mais mentirosa que existe é a classe sacerdotal, seguida muito de perto pela classe política. Em todos os credos e as suas seitas, os sacerdotes, que são os seus mentores, sempre procuraram de todas as maneiras esconder os seus lados podres, as suas depravações, as suas degenerações, em que isso demonstra claramente o corporativismo sórdido que existe nessa classe peçonhenta, cheia de ardis, astúcias e artimanhas.

A respeito deste assunto, na tentativa vã de minimizar o fato, pois que não podia de nenhum modo encobri-lo, como é praxe do Vaticano acobertar as patifarias dos seus sacerdotes, o Pe. Federico Lombardi vem declarar que “as realidades, as situações pessoais e reflexões” como estas “ merecem respeito”, mas que é necessário observar que “a escolha de divulgar uma manifestação retumbante na véspera da abertura do Sínodo parece como algo muito grave e irresponsável”. Como se pode claramente constatar, a intenção desse sacerdote era esconder o fato de todo, se não, pelo menos até o momento do término do Sínodo, demonstrando muita preocupação com o seu sucesso, pois que acrescenta ainda que o caso “procura submeter a assembleia sinodal a uma indevida pressão midiática”, e conclui afirmando que o “Monsenhor Charamsa não poderá continuar desenvolvendo os trabalhos que realizava na Congregação Para a Doutrina da Fé e nas universidades pontifícias”, e que “Outros aspectos da sua situação são de competência do seu ordinário bispo diocesano”.

Desde o ano de 2003 que o padre Krzystof Charamsa servia na Congregação Para a Doutrina da Fé, sendo secretário adjunto da Comissão Teológica Internacional, que depende dessa congregação, desempenhando também a função de professor de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana e no Pontifício Ateneo Regina Apostolorum de Roma. A sua vida de homossexual já era do conhecimento de todos, inclusive do Pe. Federico Lombardi, que pouca importância dava ao fato, somente dele se ocupando através dessa entrevista.

Em 2013, o paulista Roberto Francisco Daniel, mais conhecido como Padre Beto, ficou ainda mais conhecido em todo o Brasil após ser excomungado pela Igreja Católica, em função da sua visão tida como se fosse progressista em relação à sexualidade. Ele foi obrigado a deixar a sua paróquia na cidade de Bauru, interior de São Paulo, por defender a homossexualidade, entre outras posições sexuais. E ele também não escondia a existência da homossexualidade dentro da Igreja Católica.

O mais interessante de tudo isso, é que depois de dois meses da excomunhão do Padre Beto, o Papa Francisco veio declarar ao mundo que os homossexuais não devem ser marginalizados pela sociedade, embora tenha excomungado um dos seus sacerdotes, que mesmo tendo sido excomungado, recusa-se peremptoriamente a abandonar a alcunha de padre, afirmando que “Continuo sendo padre, esta é a minha vocação… minha paixão”. Vocação não, paixão sim, pois que tudo isso é fruto de uma tremenda obsessão.

Após alguns meses de afastamento, o Padre Beto se dedicou a escrever um livro acerca do que aconteceu com ele e sobre a necessidade de renovação nas posições da denominação credulária sediada no Vaticano, denominado de Verdades Proibidas, que traz à tona alguns temas que são considerados como tabus para a Igreja Católica, como a homossexualidade, a homofobia credulária e o celibato.

Em entrevista ao iGay, o Padre Beto comentou sobre todos os assuntos, apontando inclusive os casos de sacerdotes católicos que “escondem a sua homossexualidade atrás da batina”. Vejamos duas das suas declarações dadas nessa entrevista:

Eu acredito que os padres, de um modo geral, têm um grande receio de tocar no tema sexualidade em si. Com a homossexualidade, então, o medo é maior, porque há o receio de receber alguma advertência dos superiores. Para os padres, defender a posição da Igreja é muito difícil. Se eles fossem honestos, iriam compartilhar da minha opinião, mas eles têm medo.

“Você não imagina quantos padres gays existem dentro da Igreja, são muitos. Mas isso não é discutido de jeito nenhum. Eu tenho a impressão de que boa parte deles tenta esconder a homossexualidade atrás da batina. Quando você é padre não existe uma pressão social do casamento, nem cobrança em relação à sexualidade, já que existe o celibato. É uma situação horrível para a Igreja, que acaba formando párocos que não têm vocação para o sacerdócio. Por outro lado, os que têm vocação não abrem a boca para defender os gays como eles, o que é inacreditável”.

As minhas experiências científicas acerca da espiritualidade tiveram início a partir da minha infância, passando a ficar mais acentuadas à medida que eu ia crescendo, passando pela adolescência, juventude, mocidade, e atingindo o seu auge na madureza. Ainda na minha infância, quando eu tinha apenas dez anos de idade, havia um sacerdote da ordem dos franciscanos chamado de Frei Ambrósio, que servia na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, sendo também capelão da Base Aérea de Fortaleza. Toda a cidade de Fortaleza era ciente de que ele era homossexual, inclusive eu, com apenas dez anos de idade, mas ninguém tomava providências em relação à sua conduta indecorosa, principalmente em relação às suas investidas degeneradas contra os jovens e adolescentes, que também eram do conhecimento de todos.

Em 1963, quando certa vez eu estava brincando com os meus coleguinhas na calçada, em frente da minha casa, na rua Jaime Benévolo n° 617, de repente vi um carro parar bem em frente. Curioso, parei a brincadeira e fiquei observando quem poderia ser o inesperado visitante. Qual não foi a minha máxima surpresa quando vi descer do carro aquele “homem” de cabelos e barba grisalhos, com batina à moda franciscano, dirigir-se ao portão da minha casa. Afastei-me automaticamente da sua presença, e fui continuar as minhas brincadeiras infantis nas vizinhanças, longe da sua presença, que me causava um verdadeiro asco. Ele então adentrou na minha residência e foi logo dizendo para a minha mãe:

— Senhora, eu vim buscar os seus dois filhos mais velhos para passear comigo e conhecer a Base Aérea.

Acontece que a minha mãe, que ainda se encontra encarnada atualmente, é um espírito superior, com um elevadíssimo senso de educadora, por isso, extremamente zelosa para com os seis filhos que formavam a sua prole, e não seria um fradeco safado e mal intencionado quem iria desencaminhar os seus dois filhos mais velhos. Sendo detentora de uma sensibilidade fora do comum, pois que era médium, ela sentiu em sua alma toda a má intenção desse sacerdote desavergonhado. E assim, sem mais nem menos, sentindo-se extremamente ofendida e revoltada por sentir em sua alma toda a peçonha desse sacerdote em relação aos seus queridos filhos, sem papas na língua, como se diz comumente por aí, qual uma onça em defesa dos seus filhotes, em alto tom, e com severidade na linguagem, assim falou para o pervertido sacerdote:

— Seu frade safado! O que é que você quer com os meus filhos? Você pensa que a sua batina me engana? Saia imediatamente da minha casa e nunca mais procure os meus filhos, caso contrário eu vou dar queixa de você na polícia!

O degenerado sacerdote pôs o rabo entre as pernas, como se diz vulgarmente, e mais do que depressa saiu da minha residência, entrou no seu carro, e nunca mais voltou.

Por aqui se pode constatar plenamente os quão ardilosos, sorrateiros e artimanhosos são os sacerdotes. E não estou me referindo apenas em relação a este caso da mais sórdida vilania, em que se constata a mais extrema depravação e degeneração do caráter humano, pois que os sacerdotes utilizam dos mesmos ardis e artimanhas para penetrar nos lares e seduzir as mulheres casadas, quando não são homossexuais, notadamente quando os maridos se encontram ausentes, como se a intenção fosse evangelizar, ou mesmo dar conselhos, e do mesmo modo para arrebanhar aos incautos pouco raciocinadores, que caem nas suas lábias.

Mas não para por aqui, pois quando já na adolescência, eu passei a frequentar o pátio, como assim nós que éramos os jovens frequentadores denominávamos a um recinto que tinha uma quadra, um palco e mais algumas áreas disponíveis para os nossos jogos e outros divertimentos juvenis, que era de propriedade dos frades capuchinhos, sob a supervisão do frei Conrado, que era um sacerdote honrado, e tanto procede a sua honradez que mesmo como sacerdote passou a namorar uma das frequentadoras do pátio, a qual era um tanto mais velha do que nós, terminando acertadamente por abandonar a batina e se casar com ela, constituindo assim a sua prole, destacando-se como sendo um excelente chefe de família.

Entretanto, em minhas experiências científicas, eu engajei no catolicismo e passei a ser acólito, auxiliando na celebração das liturgias católicas. Eu não sabia que fazia parte das minhas experiências científicas, por isso eu considerava tudo isso como simples divertimento, não dando lá qualquer importância para o caso. Mas o depravado e degenerado frei Ambrósio fazia parte dessa comunidade franciscana, embora não fosse frequentador do pátio, para alívio de todos nós que o frequentávamos.

Quando esse fradeco safado às vezes me via na sacristia da igreja, punha de imediato o seu olhar obsceno sobre mim e logo solicitava a que com ele eu fosse me confessar. Essa atitude por parte desse malfeitor da nossa humanidade era justamente para sondar a minha alma, para observar quais eram as minhas inclinações em relação ao sexo, para que assim pudesse fazer as suas investidas de cunho depravatório e degenerado, mas eu sempre dizia que não tinha pecados, e o que somente fazia na vida era estudar e brincar, e isto realmente procedia, nem tanto estudar, mas brincar sim, e como brincava. Mas mesmo assim, esse ser aviltante alisava os meus cabelos e passava a mão sobre o meu rosto, em imitação grotesca a um adulto que acaricia um jovem com carinho paternal. Eu sempre fui muito animoso, mas não podia dar umas boas pancadas nesse fradeco safado, pois em sua falsidade ele iria alegar que estava agindo como se fosse um pai, e todos iriam lhe dar razão, pois que nessa época eu já era famoso pelas minhas refregas nas ruas e nos clubes, por isso todos iriam dizer que eu era “arrochado”, como assim eram denominados aqueles que não fugiam de um confronto corpo a corpo em toda e qualquer situação assim posta para eles.

A prática do homossexualismo na Igreja Católica sempre ocorreu em todos os tempos da sua triste e lamentável história, sempre repleta dos mais variados tipos de crimes, inclusive com documentos do século XIV que comprovam as relações sexuais entre sacerdotes maduros e jovens. Sendo ciente dessa patifaria sacerdotal, Jean Verdon escreveu o seguinte:

Apesar de perseguido, o homossexualismo esteve muito presente na Idade Média. Segundo John Boswell, autor de Christianisme, Tolérance Sociale et Hhomosexualité (Cristianismo, Tolerância Social Homossexualismo), a prática teve uma importância no período que só seria igualada em nossos dias. Boswell atribui a disseminação do homossexualismo à renascença carolíngia, ao desenvolvimento das cidades e à cultura eclesiástica.

Na Idade Média, o meio monástico era um terreno propício para a sodomia: a Regra de São Bento previa que os monges deviam dormir cada um em uma cama, de preferência em um mesmo local, com sacerdotes mais antigos que cuidariam deles. Os regulamentos de Cluny proibiam que os noviços ficassem sozinhos ou na companhia de um só professor. Se um dentre eles, à noite, tivesse de sair para satisfazer suas necessidades, tinha de estar acompanhado por um mestre e por outro jovem munido de lanterna.

Foi em meio a esse ambiente que Arnaud de Verniolle, subdiácono fugido das prisões da ordem dos franciscanos no século XIV, acusado de heresia e de sodomia, afirmou ter sido iniciado nas práticas homossexuais por um colega mais velho, que se tornara padre. Aos 12 anos, seu pai o colocou em uma escola de Pamiers comandada pelo mestre Pons de Massabuc para aprender gramática. Arnaud dividia o quarto com seu professor e outros jovens. ‘Quando eu morava naquele quarto, fiquei dormindo na mesma cama, durante cerca de seis semanas, com Arnaud Auréol. Depois de duas ou três noites que passamos juntos, ele, pensando que eu dormia, me tomou nos braços e me prendeu entre suas coxas, colocando seu membro viril entre as minhas e, como se estivesse com uma mulher, se mexeu e ejaculou em minhas pernas. Quase sempre, a cada noite que dormíamos juntos, ele recomeçava esse pecado. Como eu, naquele tempo, era ainda uma criança, apesar de não gostar do ato, não ousava contá-lo a ninguém, por pudor’ (e aqui se comprova que a principal causa do homossexualismo é a obsessão, por onde também se adquire o vício na infância e na juventude, digo eu).

Arnaud declarou que, anos depois, sentia um mal físico quando se abstinha por mais de oito ou quinze dias de ter relações com um homem ou uma mulher. Tinha, então, experiências heterossexuais, mas uma aventura o fez renunciar às mulheres. Segundo o frei Pierre Record, encarcerado na mesma cela que Arnaud por alguns dias, o subdiácono lhe contou que ‘na época em que se queimavam os leprosos, ele morava em Toulouse, tendo relações com uma mulher da vida; depois de cometer esse pecado, seu rosto inchou, o que o fez acreditar que estivesse com lepra. Por isso, jurou que a partir de então nunca mais teria relações carnais com mulheres’.

Por outro lado, Arnaud prosseguia com suas aventuras, especialmente com adolescentes. Às vezes, para atingir seus objetivos, ele prometia um emprego com um cônego homossexual, como fez com o estudante Guillaume Rous. Arnaud disse a Guillaume que aquele cônego costumava ter relações com jovens e que o estudante deveria suportá-las em troca do emprego. O estudante disse que não havia problema, pois já tinha cometido esse pecado com um professor de equitação de sua região. Arnaud, aproveitando-se do fato, propôs mostrar a Guillaume como procedia e, em troca, desejava conhecer as técnicas do equitador. Os dois mantiveram relações por muitas vezes.

Para conseguir seu intento, Arnaud dizia que o pecado da sodomia e o da simples fornicação tinham a mesma gravidade. Entretanto, sabia que os padres não podiam simplesmente absolver os que confessavam a sodomia sem uma permissão especial do bispo, o que era permitido em relação à simples fornicação e ao adultério.

Guillaume, no entanto, tinha interesse em se fazer de vítima e acusou Arnaud de violação: ‘No início, eu recusei — contou — e fugi. Então, Arnaud me perseguiu e jogou-me em cima meu Doctrinal, cuja encadernação se destruiu com o golpe. Depois, pegou uma faca (…) correu atrás de mim, me agarrou e me levou à força ao local onde tínhamos estado antes, (…) torcendo-me o braço com uma mão e tendo na outra a faca apontada contra mim. Depois me tomou em seus braços, tendo dobrado os meus contra seu peito, com a intenção de me levantar e me carregar até o local em questão. Não conseguindo, me tirou dali me arrastando e me empurrando’. Arnaud foi condenado “ao muro absoluto, a pão e água, aos ferros, perpetuamente”.

O caso de Arnaud de Verniolle, longe de ser uma exceção, parece ser um exemplo detalhado de uma prática à qual uma série de documentos da época fazem alusão. Por volta de 1051, São Pedro Damião escreveu um longo tratado, O livro de Gomorra, comentando especialmente as relações sexuais entre homens, sobretudo entre clérigos. Acusava os padres de ter relações com seus seguidores e afirmava que muitos deles, para escapar às sanções da Igreja, se confessavam a outros clérigos homossexuais.

Hildebert de Lavadin, arcebispo de Tours (1055-1133) citado por Boswell, nos fez entender que o homossexualismo estava presente entre muitas pessoas, inclusive as mais eminentes: ‘Inúmeros Ganimedes honram inúmeros altares e Juno se arrepende de não mais ter aquilo a que estava acostumada. O rapaz, o homem feito, o velho, se enlameiam neste vício presente em todas as classes sociais’.

O meio urbano tinha um papel importante no desenvolvimento da homossexualidade. Chartres, Sens, Orléans e Paris seriam seus centros mais destacados. Os sermões dos pregadores, como os de Bernardino de Siena, por volta de 1420, as discussões e as medidas tomadas pelas autoridades públicas mostravam que as cidades toscanas, em particular, eram seus principais focos. A prática era muito comum entre os jovens solteiros, pois os homens eram obrigados a contrair casamentos tardios. Como o pai nem sempre se manifestava, ausente por razões profissionais, velhice ou morte, os aspectos masculinos da sociedade perdiam seu prestígio face aos caracteres femininos de doçura e polidez inculcados pelas mães, educadoras das crianças.

As condutas não heterossexuais apareciam em apenas 0,5% das cartas de remissão. O homossexualismo excluía; constituía acusação quase sempre imputada aos heréticos. Notemos que os raros casos atestados nessas cartas eram relacionados a uma inclinação amorosa. Uma carta de 1385 declara que os parceiros tinham o hábito ‘de estar juntos e de se frequentar sempre por amor, de gostarem um do outro, de jogar e se divertir sempre juntos’. Um dos dois era casado e pai de quatro filhos. Quanto às injúrias com conotação sexual, eram apenas dirigidas às relações com as mulheres. Quando não, eram utilizados termos sem relação aparente com o ato: a injúria ligada ao homossexualismo se exprimia como brincadeira, como ‘primeiro de abril’.

O homossexualismo, antes do século XIII, não fora objeto de condenações virulentas segundo John Boswell. Face ao amor e ao erotismo, parecia, pois, existir uma tradição cristã tolerante. Nos penitenciais — apanhado de pecados acompanhados cada um de uma penitência — o homossexualismo não tinha nenhum privilégio em relação aos outros desvios. Entretanto, São Columbano retomaria muitas vezes o tema da sodomia, pronunciando severas condenações. O monge que se deixasse levar a cometer atos como o homicídio ou a sodomia jejuaria por dez anos. Aquele que tivesse um filho jejuaria por sete anos a pão e água.

O laico que praticasse a sodomia jejuaria por sete anos, dos quais os três primeiros a pão e água, com sal e legumes secos apenas. Nos quatro últimos, abster-se-ia de pão e de carne.

Repressão crescente:

A condenação seria mais pesada a partir do século XIII. Um pouco antes, o conselho de Naplouse, em 1120, decretou que todo adulto condenado por ter cometido voluntariamente o pecado de sodomia seria queimado na fogueira. O III Concílio de Latrão, em 1179, previu que todo indivíduo que tivesse cometido um ato de incontinência contra a natureza seria reduzido ao estado laico ou relegado a um mosteiro, se fosse um clérigo; excomungado e totalmente excluído da comunidade de fiéis, se fosse um laico.

No final da Idade Média, uma época em que era necessário procriar nos países despovoados por epidemias e guerras, o homossexualismo foi objeto das garras da justiça. Em 1343, na região de Lyon, Mathieu de Colombetes foi condenado a uma multa de 300 florins, cem vezes mais do que a multa prevista para um concubinato.

Nos séculos XIV e XV, as autoridades se inquietavam com a progressão do homossexualismo. O discurso médico era ambíguo. Não ignorava completamente a prática, mas se mostrava discreto em seus comentários sobre o Cânon de Avicena, que a menciona por repetidas vezes. Jacques Despars, médico do século XV, foi mais explícito. Amplificando o tratamento preconizado por Avicena, detalhava os castigos aos quais os homossexuais deveriam ser submetidos. Mantinha, porém, um prudente silêncio em relação à pedofilia. Depois de ter conhecido o texto aviceniano, concluiu que poderia relatar muitos outros tipos de coitos sodomitas, mas preferiu se calar. A natureza humana, com sua tendência ao mal e desejosa de novas concupiscências, correria riscos se decidisse praticá-los.

A mesma prudência se manifestava entre os confessores: por querer informar demais, corria-se o risco de que homens e mulheres cometessem pecados desconhecidos até então. Mesmo assim, no final da Idade Média os processos contra os sodomitas se multiplicaram. Um controle da vida privada — mesmo que não se possa exagerar na importância da repressão — foi instaurado. Se as práticas não eram novas, a visão que a sociedade tinha delas havia mudado. Foi preciso esperar até 1568 para que Pio V tomasse medidas mais severas que as editadas no III Concílio de Latrão, determinando que os clérigos e monges sodomitas perdessem seu estatuto e fossem entregues ao braço secular”.

Somente aquele que se enquadra no rol dos néscios, que chega às raias da estupidez e que tem o raciocínio embotado pela fé credulária, pode acreditar nas mentiras sacerdotais, por conseguinte, acreditar que no Vaticano possa existir algum resquício de moral e de ética, pois que lá é um antro de perdição, local onde nunca, em tempo algum, Jesus, o Cristo, marcou a sua luminosa presença. Eu não vou narrar aqui neste tópico as peripécias vaticânicas papais, pois que vou deixar para tratar deste assunto em outro tópico mais adiante, pois que o papado se enquadra na história desta nossa civilização, em cujas peripécias papais se destaca Roderigo Bórgia, o famoso papa Alexandre VI, cognominado de o Príncipe dos Devassos, daí a razão pela qual eu estou tratando apenas das peripécias sacerdotais.

O leitor mais desprevenido pode chegar a pensar que as orgias, o homossexualismo, a pedofilia e os filhos clandestinos que ainda hoje fazem parte da rotina do Vaticano são exageros da parte deste explanador do Racionalismo Cristão. Mas não são não, meu querido leitor! Toda essa patifaria, toda essa depravação e toda essa degeneração que caracterizam a mais sórdida vilania é descrita em livro pelo jornalista italiano Carmelo Abbate, cujo título do livro é Sex And Vatican — Viaggio Segreto Nel Regno dei Casti, que em português significa Sexo e o Vaticano — Uma Viagem Secreta ao Reino dos Castos.

Esse jornalismo investigativo foi inspirado em uma reportagem publicada na revista italiana Panorama, que ocasionou em um profundo mergulho por parte do jornalista nesse submundo sacerdotal, o qual, munido de uma câmara escondida para garantir as provas reais e verdadeiras de tudo aquilo que iria narrar para o mundo, em seu livro esclarecedor acerca das torpezas e das vilanias degeneradas da classe sacerdotal. No entanto, apesar do jornalista haver centrado o foco da sua investigação jornalística em Roma, ele garante que esse cenário de depravação sacerdotal não se encontra restrito ao núcleo do Vaticano, sendo estendido aos outros países europeus, como Alemanha, Irlanda, Espanha, Suíça, Áustria, Polônia, e outros, e também ao restante do mundo, como a África, toda a América Latina, os Estados Unidos e o Canadá, com ele mesmo afirmando que isso acontece em toda a parte do mundo.

Sendo procurada por alguns jornalistas para os seus esclarecimentos a respeito do assunto, a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos de Brasil, afirmou que não tinha conhecimento do livro, por isso não poderia comentar acerca dos temas citados. Mentira! O mundo todo sabe a respeito desse assunto, o Vaticano é sempre informado em relação àquilo que lhe interessa e que lhe diz respeito. Por que, então, os seus sacerdotes iriam ignorar a esse fato de repercussão mundial. Na verdade, os bispos não tinham realmente o que comentar, e também não queriam criar mais polêmicas acerca do assunto, preferindo abafar o caso. Esta a realidade dos fatos.

De acordo com a descrição feita pelo jornalista Carmelo Abbate nesse seu novo livro, a cena é de uma festa em Roma, uma das tantas nas quais padres, bispos e cardeais exercem as suas sexualidades bestiais que as próprias regras da sua Igreja Católica restringem e condenam, mas que em tempo algum da sua história foram obedecidas, que o jornalista narra assim:

Os dois acompanhantes lhe homenageiam, espremendo-o no meio, em um sanduíche. Envolvem-no em uma dança muito sensual. Esfregam-se, rodeiam, esmagam-se, abrem a sua camisa, o acariciam, tocam nele. Dirty dancing (ou ritmo quente, dança comigo, é um filme estadunidense lançado em 1987, do gênero romance, digo eu) a três em uma variação homossexual. O grupo olha para eles de cima a baixo. Apreciam. Aplaudem. Incitam. Assobiam. Cutucam. O francês é um padre. Poucos dias antes havia celebrado a missa da manhã na basílica de São Pedro. No Vaticano”.

Segundo afirma o jornalista, a prática das orgias sexuais na Igreja Católica é gigantesca e até um tanto revestida de alguma complexidade, em que delas participam os sacerdotes homossexuais que optam por levar uma vida dupla, e além dos sacerdotes homossexuais, há também os sacerdotes que se relacionam com mulheres clandestinamente, em que os filhos que são gerados desses relacionamentos espúrios são abortados, escondidos ou mesmo privados de um pai pela vida inteira, para que assim os escândalos venham a ser evitados.

Em uma entrevista exclusiva ao UOL Notícias, o jornalista italiano Carmelo Abbate procedeu a várias declarações que deixam as pessoas honradas deveras estarrecidas, mas que aqueles que são credulários deixam passar em brancas nuvens, pelo fato da Igreja Católica haver enraizado em suas mentes ainda muito atrasadas a sua doutrina sobrenaturalística e manter uma postura como se fôra detentora de alguma moral, através de marketing. Vejamos alguns trechos dessa entrevista exclusiva:

Realizei a reportagem com uma câmera escondida, isso com o objetivo de ter provas sobre aquilo que iria contar. O objetivo do meu trabalho é trazer à tona a vida escondida de grande parte do clero católico, como padres que têm uma vida sexual secreta, tanto homossexuais quanto heterossexuais. Há padres que têm uma companhia fixa e até mesmo filhos.

E me choca especialmente a atitude da alta hierarquia eclesiástica, o comportamento dos bispos, quando tomam conhecimento das relações secretas dos religiosos, as tentativas de convencer as mulheres a abortarem, dar o filho para adoção, os contratos que garantem o sustento e compram o silêncio das mães com relação à identidade dos pais destas crianças.

Coletar dados para dimensionar o fenômeno é uma tarefa difícil. Difícil porque, como é óbvio, não há estudos e tabelas oficiais, é preciso se contentar com estimativas parciais, que não têm a pretensão de trazer a verdade científica, mas que podem ajudar a entender quão grande é o terreno sobre o qual caminhamos.

As tentativas mais articuladas vêm dos Estados Unidos. Segundo vários estudos do psiquiatra Richard Sipe, ex-monge beneditino e ex-sacerdote, 25% dos padres americanos tiveram relações com mulheres depois da ordenação. Outros 20% estiveram envolvidos em relações homossexuais, ou se identificam como homossexuais, ou se sentiram em conflito com essa questão.

No Brasil, o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) realizou uma pesquisa anônima com 758 padres católicos: 41% admitiram ter tido relações sexuais. Metade se diz contrária ao celibato.

Vamos à Europa. Eugene Drewermann, escritor, crítico, teólogo e ex-padre, afirma que na Alemanha, em um total de 18 mil sacerdotes, pelo menos seis mil vivem com uma mulher.

O jornal “The Guardian” fala de milhares de casos de filhos de padres católicos no Reino Unido. Segundo Pat Buckley, bispo irlandês que fundou um grupo de apoio para amantes de padres, pelo menos 500 mulheres na Irlanda têm uma relação com um padre católico.

E na Itália? Nada de nada. Ninguém nunca tentou esboçar qualquer levantamento. E tente entrar em contato com os psiquiatras que acompanham os casos mais difíceis de padres envolvidos em affaires sexuais. Evitam você como se fosse a peste.

Da Alemanha à França, da Espanha à Irlanda, da Suíça à Áustria, da Polônia à África, da América Latina aos Estados Unidos e ao Canadá. Acontece a mesma coisa em toda parte do mundo, não só em Roma e nas vizinhanças do Vaticano.

O celibato não funciona, é óbvio. Nunca funcionou. O sexo é onipresente. Estão envolvidos nesses casos não só padres, mas bispos e cardeais. A cultura do sigilo que permeia a Igreja existe há milênios, ditada pelos eclesiásticos. Os eclesiásticos são um círculo restrito que controla toda a igreja e detém todo o poder, e o poder exige um nível de sigilo. O resto do mundo que fique na ignorância.

Para o Vaticano, o centro do problema é o escândalo, não o pecado individual. Porque o escândalo vai além da questão individual e alcança a instituição, alimenta uma série de dúvidas fortes sobre quem é envolvido. O escândalo coloca o problema de uma Igreja que mantém a seu serviço aqueles que não cumprem com sua missão universal, aqueles que traem essa missão. Em resumo, o escândalo afugenta os fiéis da Igreja.

Durante o tempo em que estive envolvido com essa questão, entendi uma coisa: a Igreja não quer problemas. O respeito aos pobres fiéis ingênuos, salvo raríssimas exceções, é fator secundário. Muito diligente nas declarações de princípio, muito hipócrita nas questões práticas: esta é hierarquia vaticana. Esta é a Igreja de Roma. Seu primeiro mandamento é salvaguardar sua espécie, uma espécie a caminho da extinção”.

A prática da homossexualidade não ocorre apenas no meio do catolicismo, mas sim em toda a classe sacerdotal, sem que haja qualquer exceção em qualquer um dos credos e das suas seitas, pois que toda essa classe é materializada, vivendo apenas para os valores terrenos, em que alguns dos seus integrantes fazem as suas patifarias às escondidas, para que os seus arrebanhados não saibam das suas depravações, das suas degenerações, enquanto outros fazem as suas patifarias abertamente, pois sabem que o número de homossexuais é imenso, e contam com eles para engrossar as suas hostes.

Marcos Gladstone e Fábio Inácio, dois pastores evangélicos, fundadores da Igreja Cristã Contemporânea, pois que se fundam igrejas como se fundam empresas, já que todas elas são de fundo mercantilista, e ainda utilizam indevidamente o nome de Jesus, o Cristo, para encobrir as suas falcatruas, na prática do estelionato, foram o primeiro casal homossexual no Rio de Janeiro a registrar a união estável em cartório, após a decisão do Supremo Tribunal Federal em legalizar a essa união. A assinatura do documento foi acompanhada por alguns fiéis dessa igreja.

Os dois pastores estão juntos há alguns anos. Como resultado desse ajuntamento, ambos iniciaram um processo de adoção de duas crianças, o que é um crime contra a educação, pois as crianças devem ser adotadas por casais normais, e não por dois seres humanos transgressores da natureza ordenadora dos sexos. Um dos pastores garante que a luta pelos direitos dos homossexuais vai continuar. Então é de se perguntar: direito de quê? Ora, a própria Constituição garante os direitos civis a todos os brasileiros, independente de tudo. Então esse direito a casamento entre homossexuais não passa de uma degeneração cultural dos seres humanos, pois que o casamento verdadeiro somente pode ocorrer entre um homem e uma mulher, em conformidade com as leis da natureza.

Além do mais, existe apenas uma única opção sexual, pois que somente existem dois gêneros: o masculino e o feminino; então os que encarnam com o sexo masculino têm somente o sexo feminino como opção, e vice-versa. Mas os espíritos são detentores da faculdade do livre arbítrio. Assim, no caso da homossexualidade, não pode haver casamento, pois que esse instituto tem que ser exercido naturalmente, em conformidade com a natureza, e não com as leis dos homens. No entanto, nada impede que os homossexuais possam viver juntos e se contratarem entre si, vivendo uns com os outros de acordo com as cláusulas contratuais previamente acertadas, o que já é o bastante para as suas convivências recíprocas. Mas o que eles querem, na realidade, é violar a natureza, é conquistar a inversão dos valores naturais que se encontra no gênero humano. E para isso o astral inferior atua em todos os setores da vida.

A família é a célula da sociedade, em que todos concordam com esta realidade, pelo menos os que são mais racionais. Quando os ministros do Supremo Tribunal Federal, com as suas mentalidades ainda muito atrasadas, legalizaram o casamento entre homossexuais, eles apenas alimentaram o cancro que corrói a sociedade humana, alimentando o crescimento das células cancerígenas que tendem a matar o organismo humano, satisfazendo assim aos anseios dos espíritos que se encontram quedados no astral inferior, que agem em todos os setores da vida para extinguir com a vida neste planeta, inclusive no Supremo Tribunal Federal.

O bem somente pode ser exercido por aqueles que desenvolveram os atributos individuais superiores que formam a moral e os atributos relacionais positivos que formam a ética, portanto, pelos que são realmente educados. E o mal é praticado por aqueles que detêm os atributos individuais inferiores e os atributos relacionais negativos. A nossa humanidade se encontra no fim dos tempos, em que a luta do bem contra o mal se encontra em seu ápice, sendo por isso que os tempos são chegados, para que esta luta chegue ao seu final, com o bem vencendo o mal, através do esclarecimento espiritual, quando enfim toda a nossa humanidade deverá ser espiritualizada, por intermédio do Racionalismo Cristão.

Dos males que campeiam no seio da nossa humanidade, a classe sacerdotal se destaca de todas as demais classes como sendo a sua representante maior, e como a mentalidade comum no planeta é ainda por demais atrasada, os valores são totalmente invertidos, com essa mentalidade inferior se destacando como sendo a principal condutora da massa humana, influindo negativamente na vida da maior parte dos seres humanos, em que a sua atuação maléfica e desastrada pode ser observada claramente no caos em que vivemos.

O homossexualismo é um cancro que vai corroendo a sociedade humana e se alastrando pelo organismo humano com o fim de matá-lo. A sociedade em geral, com algumas exceções, convive pacificamente com o homossexualismo, e até sorriem com as manifestações mais exageradas daqueles homossexuais que mais acentuam as suas maneiras efeminadas. Mas a classe sacerdotal procura por todos os meios tornar natural o homossexualismo, como que querendo universalizar a sua prática, e isto influi negativamente nos jovens mais desavisados.

A igreja alemã já permite pastores homossexuais nas casas pastorais. Na Saxônia, pastores homossexuais já podem viver com os seus parceiros na casa pastoral de uma comunidade, cuja decisão se tornou polêmica entre os seus membros, tendo provocado uma cisão interna entre eles.

Durante meses a Igreja Evangélica Luterana da Saxônia se viu envolvida em um debate para decidir se os pastores ou as pastoras homossexuais poderiam viver com os seus parceiros na casa pastoral de uma comunidade. O sínodo, que é o seu parlamento, chegou a um estranho acordo que satisfaz a ambos os lados da questão, mantendo a união entre o homem e a mulher, para não fugir às regras naturais da natureza, como sendo o modelo ideal para a vida pastoral, como concessão àqueles mais racionais que exigiam a manutenção dessa forma natural de constituir a família, proibindo que “casais” do mesmo sexo ocupem a casa pastoral. No entanto, em casos excepcionais, os pastores homossexuais podem receber a permissão para ocupar a casa pastoral, desde que tenham a aprovação da direção da comunidade. Note-se aqui, que a referência é de pastores para pastores homossexuais, não se referindo aos pastores que praticam o homossexualismo fora da comunidade pastoral, do modo avulso e desordenado.

Considerando-se aqui que a Igreja Evangélica Luterana da Saxônia tem cerca de 700 pastores e pastoras, em que apenas quinze se declararam homossexuais, não se sabendo a quantidade exata daqueles que não assumiram a condição homossexual, pois que a opinião pública ainda exerce muita pressão sobre eles, que por isso têm muito receio em assumir a condição de homossexual. Matthias Oelke, o porta-voz dessa igreja, vem afirmar que a decisão do sínodo ainda não tem efeitos práticos, pois nenhum desses pastores que se declararam como sendo homossexuais manifestaram o interesse em fazer uso desse novo direito pastoral.

No entanto, a Igreja Evangélica Luterana da Saxônia não é pioneira na institucionalização do homossexualismo em suas hostes, sendo a terceira das igrejas regionais que formam a EKD, sigla alemã para as suas igrejas evangélicas, a institucionalizar a sua prática, decidindo sobre essa questão, em que as duas primeiras foram também as consideradas conservadoras Igrejas Evangélicas de Baden e de Württemberg, que também decidiram a favor dos pastores homossexuais em casos excepcionais, como que levando de roldão a probidade moral.

Christoph Wohlgemuth, pastor de Chemnitz, afirmou que “foi uma luta de um ano”, mostrando-se aliviado com tal decisão, comparando o processo interno da igreja com o também difícil caminho para assumir a própria homossexualidade, lembrando que na Saxônia um pastor que decidisse assumir a sua orientação sexual tinha que estar ciente de que não poderia ocupar a casa pastoral. Ele trabalha em um hospital e mora em uma casa particular, satisfeito porque isso agora pode mudar.

Na cidade de Salvador, capital da Bahia, Lucas Terra, um adolescente de apenas 14 anos de idade, filho de José Carlos Terra e Marion Vargas Terra, lamentavelmente envolvido com a Igreja Universal do Reino de Deus, foi vítima dos seus pastores. O pastor Sílvio Roberto Galiza, mais conhecido como “secretário do diabo”, homossexual, apaixonou-se pelo garoto, tendo-o proibido, inclusive, de namorar, segundo afirmativas do promotor de justiça Davi Gallo Barouh, em seu relato sobre a obsessão que o pastor tinha pelo adolescente.

Tendo o pastor levado Lucas Terra para com ele dormir em uma outra igreja pertencente à mesma seita, conta-se que o garoto flagrou outros pastores em pleno ato sexual, os quais, para que não fosse divulgada essa depravação, mataram o garoto e queimaram o seu corpo. Como esses dois pastores homossexuais pertenciam a alta cúpula da Igreja Universal do Reino de Deus, os dirigentes dessa igreja determinaram que o pastor-auxiliar Sílvio Roberto Galiza assumisse o crime, que em contrapartida lhe seria dado total apoio jurídico e também auxílio financeiro para a sua família. O pastor foi condenado a mais de vinte anos de prisão, tendo a defesa recorrido, quando no segundo julgamento foi condenado com apenas dezoito anos de prisão. O apoio prometido ao então ex-pastor não foi cumprido pelos dirigentes dessa seita, quando então o ex-pastor resolveu contar toda a verdade. Os jornais Correio da Bahia e A Tarde relatam esse crime hediondo, tendo sido inclusive tema de programa televisivo.

A prática da homossexualidade é intensa em toda a classe sacerdotal, mas como os sacerdotes são mentirosos, artimanhosos e ardilosos, além de embusteiros, muitos escondem as suas homossexualidades para não chocarem aos seus fiéis arrebanhados. No entanto, em suas artimanhas, ardis e embustes, eles deixam um pouco de lado as suas mentiras para que então possam viver mais livremente, dando vazão aos seus instintos bestiais, agindo intensamente no sentido de popularizar o homossexualismo por todo o mundo, assim como popularizaram o devaneio do sobrenatural, através da fé credulária.

Em Netanya, Israel, o rabino Ron Yosef, de 38 anos, rompeu com o tabu existente no fechado judaísmo ortodoxo em que vive, e se declarou homossexual. Desde muito jovem ele se conscientizou da sua homossexualidade, negando-se a abandonar o credo do qual fazia parte, assim como muitos outros homossexuais na mesma situação resolveram abandonar, para que assim pudessem viver em suas orgias em Tel Aviv, na capital do judaísmo, também conhecida em todo o mundo como sendo a “capital gay” do Oriente Médio. “Com 30 anos”, diz o rabino, “consegui ficar em paz comigo mesmo, decidindo que podia ser ortodoxo e homossexual, enquanto muitos religiosos se mudaram”.

Em 2008, ele criou uma página na internet para ajudar a outros judeus credulários homossexuais, os quais, pouco a pouco, vêm se transformando em uma grande associação, dizendo que “Queremos sensibilizar a comunidade religiosa a respeito deste fenômeno e mostrar apoio aos religiosos gays, permitindo que conciliem a sua dupla identidade”. Em 2012, o rabino homossexual declara a sua felicidade por haver “quebrado o muro de silêncio no mundo religioso”. Essa associação já congrega mais de seis mil homossexuais credulários HOD, cuja palavra é um acrônimo em hebreu de “homossexuais religiosos”, quando o correto deveria ser “homossexuais credulários”, e não religiosos, sabendo-se que a palavra acrônimo é um termo que se forma pela junção das primeiras letras ou das sílabas iniciais de um grupo de palavras, em que essa associação tem como objetivo principal levar ao debate público a homossexualidade para o âmbito de todos os credos e das suas seitas. Nesse site do rabino homossexual está escrito o seguinte: “Não queremos renunciar à nossa identidade religiosa, nem abandonar a nossa identidade homossexual”.

O HOD recebeu o apoio de dezenas e dezenas de rabinos, embora Ron Yosef ainda não venha a ser bem vindo em alguns círculos judaicos ortodoxos. Essa boa aceitação rabínica é confirmada com as suas próprias palavras, quando ele mesmo declara que “Desde que fui a público, em 2009, recebi ameaças, mas, em geral, surpreendi-me com a recepção positiva que tive na esfera religiosa”.

Mas o povo em geral prefere priorizar a fé credulária, privilegiando-a, em detrimento da moral, que deveria se encontrar em primeiríssimo plano, juntamente com a ética, pois que ambas formam a educação do espírito. Em função disso, morando no bairro credulário da cidade balneária de Netanya, ao norte de Tel Aviv, o rabino homossexual segue dando aulas de judaísmo e pregando aos seus fiéis arrebanhados, em que cerca de cinquenta famílias frequentam a sinagoga desse rabino.

Lembra Ron Yosef que “Quando anunciei a minha homossexualidade, estava pronto para me afastar da igreja, mas eles disseram que me apoiariam”, pelo que acrescenta, “Não estou pedindo para que os rabinos autorizem o que é proibido, mas pelo que exista a possibilidade de que se siga sendo religioso”. Muitos judeus homossexuais participam de “parada gay”, mas os membros da associação HOD não participam dessas paradas, cuja explicação para essa não manifestação pública em prol do homossexualismo é fornecida pelo próprio rabino homossexual, quando ele diz que “Queremos nos integrar à sociedade sem ressaltar as nossas diferenças, fazendo com que todos nos aceitem”. Ron Yosef mora com outro credulário, mas não aparece em público com ele, para que assim não venha a protagonizar a sua identidade sexual em público, evitando comentários contrários à sua condição de rabino homossexual.

Estando o leitor agora ciente de que a classe sacerdotal é a maior semeadora da ignorância da face da Terra, por ser a representante do devaneio do sobrenatural, que nada explica acerca da verdadeira espiritualidade, que somente trata de adquirir poderes e riquezas, arrebanhando e encabrestando aos incautos, tornando-os cretinos, sendo ainda destituída de qualquer fundamento moral e ético, por ser afeita às orgias e aos bacanais mundanos, eu vou agora expor outro dos seus crimes, o mais nefasto e abominável crime que se possa cometer contra a natureza humana: a pedofilia.

 

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