13.01.04- Capítulo IV – O Espaço, o Tempo e o Universo

A Era da Verdade
11 de abril de 2020 Pamam

O ESPAÇO

O espaço se encontra contido na propriedade da Força, por isso ele é metafísico. Ao evoluírem por esta propriedade, os seres possuem os seus caminhos previamente traçados no espaço, cujos caminhos não se cruzam, não se atravessam, não se cortam, uns com os outros, uma vez que são individuais, portanto único para cada um dos seres.

Desde que se desprendem do Ser Total, os seres seguem as suas trajetórias evolutivas pelo espaço em caminhos próprios, para que assim o espaço possa registrar todas as suas trajetórias evolutivas realizadas por intermédio da propriedade da Força, quando então ficam gravadas as suas esteiras evolutivas pelo espaço.

Por mais que o ser humano dê expansão aos seus conhecimentos, por mais que os analise e neles se aprofunde, não poderá penetrar, partindo da limitada posição que ocupa neste planeta, toda a extensão infinita do espaço.

A mente, embora possa avançar até um certo ponto, fica sempre sem atingir a meta extrema, que se encontra sob o domínio dos valores absolutos.

Perdem tempo os que se preocupam, em demasia, com a definição integral do problema do espaço para abranger a sua concepção total, porque somente a Inteligência Universal é detentora de tão completo saber.

Antes de chegar aos problemas máximos do Universo, o ser humano precisa apenas adquirir os conhecimentos necessários à sua evolução, esforçando-se por aprender as inumeráveis lições que ainda não absorveu e que precedem, de muito, aquelas que envolvem as transcendentais concepções do espírito.

O que a respeito do espaço que compreende a atmosfera terrena e que a inteligência humana já pode compreender, vem sendo revelado pela ciência que enfeixa tais conhecimentos.

O TEMPO

O tempo se encontra contido na propriedade da Energia, por isso ele é físico. Ao evoluírem por esta propriedade, os seres possuem os seus caminhos previamente traçados no tempo, cujos caminhos fazem com que eles possam interagir uns com os outros, uma vez que é o tempo quem permite essa interação, para que assim possa haver o intercâmbio de conhecimentos e de experiências entre eles.

Desde que se desprendem do Ser Total, os seres seguem as suas trajetórias evolutivas pelo tempo em caminhos coletivos, formando os mundos, para que assim o tempo possa registrar todas as suas interações realizadas por intermédio da propriedade da Energia, quando então ficam gravadas as suas esteiras evolutivas pelo tempo.

Por mais que o ser humano dê expansão aos seus conhecimentos, por mais que os analise e neles se aprofunde, não poderá penetrar, partindo da limitada posição que ocupa neste planeta, toda a extensão infinita do tempo.

A mente, embora possa avançar até um certo ponto, fica sempre sem atingir a meta extrema, que se encontra sob o domínio dos valores absolutos.

Perdem tempo os que se preocupam, em demasia, com a definição integral do problema do tempo para abranger a sua concepção total, porque somente a Inteligência Universal é detentora de tão completo saber.

Cada ser tem a sua jornada evolutiva definida no espaço, cujos caminhos não se cruzam, não se tocam, sendo esse caminho espacial inerente apenas a um ser, e a mais nenhum. No entanto, é preciso que haja intercâmbio entre os seres, uma interação entre eles, o que se consegue apenas com o tempo. É o tempo, pois, quem promove o intercâmbio e a interação entre os seres, fazendo com que eles se aproximem uns dos outros, mas com cada um conservando o seu próprio espaço, posto que é inerente a si.

No caso dos seres infra-humanos, o tempo proporciona a que se juntem seres de uma mesma categoria evolutiva e de categorias evolutivas diferentes, para que eles possam intercambiar os seus conhecimentos e as suas experiências entre si, proporcionando um aprendizado completo, é por isso que a natureza é tão bela.

No caso dos espíritos encarnados, o tempo proporciona a que eles constituam famílias, e então possam conviver mais intimamente com espíritos que pertençam a classes evolutivas diferentes, pois que são seus parentes, assim como também realizar amizades e até travar relações com desconhecidos pertencentes a outras classes.

Sem essa aproximação proporcionada pelo tempo, não poderia haver o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os espíritos, pois que eles não poderiam interagir entre si, então a evolução se processaria de uma maneira inconcebível, atravancando o progresso espiritual, em desacordo com o preceito da evolução, que é o preceito maior.

Antes de chegar aos problemas máximos do Universo, o ser humano precisa apenas adquirir os conhecimentos necessários à sua evolução, esforçando-se por aprender as inumeráveis lições que ainda não absorveu e que precedem, de muito, aquelas que envolvem as transcendentais concepções do espírito.

O que a respeito do tempo que compreende a atmosfera terrena e que a inteligência humana já pode compreender, vem sendo revelado pela ciência que enfeixa tais conhecimentos.

O UNIVERSO

Para o espírito todas as grandezas se confundem, porque ele está em toda parte do espaço e em qualquer tempo.

O espaço é metafísico, enquanto que o tempo é físico, representando concepções absolutas que a linguagem humana é demasiado pobre para definir, diante da grandeza do infinito.

Com respeito ao espaço, existem o espaço percorrido, o espaço que se está percorrendo e o espaço a ser percorrido, e com respeito ao tempo, existem o tempo passado, o tempo presente e o tempo futuro, embora a doutrina racionalista cristã venha a afirmar que para a Inteligência Universal, com respeito ao espaço e ao tempo, há somente uma espécie de Presente Eterno, ideia que não pode ser compreendida neste mundo de tamanhas limitações.

Assim, por mais altas que sejam as velocidades, sabendo-se que a velocidade é igual ao espaço sobre o tempo, elas não passam de expressões relativas igualmente subordinadas ao meio metafísico e físico, pois no campo espiritual outras leis espaciais, outros princípios temporais e outros preceitos universais regem a vida.

Em sua essência primordial, como força, energia e luz, o espírito poderá se fazer presente, instantaneamente, tanto em um mundo como em outro, dentro do seu raio de ação, utilizando-se, tão somente, da sua luz astral, componente do Todo.

Essa luz astral, penetrando e envolvendo todos os corpos, enche literalmente o espaço e o tempo, portanto o Universo.

Quedando-se o ser humano na contemplação do Universo, em meditação sobre as incomensuráveis grandezas do infinito, a perscrutar o sentido criador da vida e o poder ilimitado da Inteligência Universal, há de perceber — se não estiver demasiadamente dominado pelas emoções terrenas —, que não passa de um ser de reduzidíssimas dimensões diante da grandiosidade do Universo, e se compenetrará, então, da grande, da imensa caminhada que terá de fazer na longa, na quase interminável estrada da evolução.

Este planeta — que serve, a um só tempo, de escola e cadinho depurador a bilhões de seres encarnados — é, como miríades de outros planetas, semelhante a uma partícula de pó, em relação ao espaço infinito.

Ele pertence a um modesto sistema solar de uma grande família estelar que se chama galáxia.

As estrelas são partículas das propriedades da Força e da Energia. O sistema solar do qual faz parte a Terra, compõe-se de reduzido número de planetas girando em torno do Sol.

Nenhum desses planetas tem luz própria. Esta provém dos raios solares que neles resplandecem, como acontece com a Lua, cujo brilho resulta da luz solar refletida em sua metade iluminada.

Excluídos os planetas, as outras estrelas que brilham no firmamento são sóis e, portanto, centros de sistemas solares. Há sistemas solares menores do que o que contém o nosso planeta, como também os há muito maiores.

Existem ainda outros bastante complexos, com vários sóis, e estes, de cores diferentes, produzem cambiantes de luz de diversas tonalidades, em combinações que se revezam com o pôr e o nascer de cada sol.

A luz emitida pelos corpos solares não pode ser confundida com a luz astral que enche o Universo infinito, por ser ela de constituição diversa.

As trevas da noite nada significam para o espírito, pois este através da luz astral que penetra todos os corpos, até ao mais ínfimo lugar do Universo. Dia e noite expressam períodos apenas relacionados com a vida terrena.

Vários são os movimentos da Terra no Universo, salientando-se o de rotação em volta do seu próprio eixo, o de translação em redor do Sol, o que é feito com todo o sistema solar, em torno do eixo da galáxia, e o que resulta do movimento da própria galáxia.

Todos estes movimentos são perfeitamente conjugados em velocidades uniformes e rigorosamente ajustadas.

A medida usada para avaliar as distâncias astronômicas é a extensão que a luz percorre no espaço em um tempo de um ano, tomando-se por base a sua velocidade, que é de cerca de trezentos mil quilômetros por segundo.

Com essa altíssima velocidade ela vai de um polo ao outro da Terra em uma insignificante fração de segundo.

A distância do Sol à Terra é atravessada em oito minutos, aproximadamente. Para atravessar, porém, a galáxia do nosso sistema solar de um extremo oposto a outro mais afastado, leva milhares de anos.

E é bom não perder de vista que existem galáxias incomparavelmente maiores, como também há sóis na galáxia a que pertence o pequeno planeta em que vivemos, dezenas de milhões de vezes maiores do que o nosso, apesar de ser este tão grande em relação à Terra, que chega a conter bem mais de um milhão de vezes o seu volume.

O UNIVERSO DE GALÁXIAS

A galáxia é uma imensa família de sistemas solares que se contam aos milhões. A de que o nosso planeta faz parte, tem a forma aproximada de uma lente biconvexa ou ovo frito, situando-se o nosso sistema solar na galáxia, mais ou menos, a um terço da distância radial que vai do eixo à sua periferia extrema.

Tudo quanto os olhos desarmados do corpo humano podem ver no firmamento, é parte integrante desta galáxia, da qual a Via-Láctea representa o aro exterior.

A distância de uma galáxia a outra mais próxima é de tal magnitude que ultrapassa a capacidade de apreciação do espírito encarnado, de percepção normal.

Apesar disso, uma galáxia, com os seus milhares ou milhões de sistemas solares, não representa mais — em comparação com a extensão infinita do espaço — do que uma insignificante ilha no oceano ou, menos ainda, do que um ponto no Universo.

Essa relação de grandezas convida a meditar na magnificência do Universo e na modestíssima participação do nosso planeta na composição do Todo.

E se o planeta é de composição modesta, de igual modo são os seus habitantes, modestos no saber, na inteligência, na espiritualidade e na evolução.

Se todos vivessem compenetrados dessa realidade, não haveria lugar para vaidades e tolas presunções que apenas refletem um estado próprio da Terra, pondo em evidência a ignorância e a inferioridade espiritual dos seus habitantes.

Para se fazer ideia, ainda que imprecisa, de quantos bilhões, vezes bilhões de espíritos estão em evolução em cada galáxia, basta levar em conta os milhões de sistemas solares de cada uma e considerar que em torno de cada sistema solar gira incontável número de planetas.

Se neste mundo, que é dos menores, evoluem cerca de oito bilhões de espíritos, logicamente nos outros planetas, em média proporcional, esse número não pode ser inferior.

A Inteligência Universal, de que o pensamento emana — na sua expressão máxima —, tem poder ilimitado. Nada existe no Universo sem razão de ser. Nenhuma criação foi obra do acaso, pois que o caso não existe, já que tudo obedeceu a uma determinação rigorosamente preestabelecida, mesmo nos mais insignificantes pormenores.

O sentido da criação aqui empregado, indica a vinda dos seres da sua fonte, que é o Ser Total, e as suas transformações por força da evolução. A idealização dos mundos corresponde às exigências da evolução.

Assim, de encarnação em encarnação, promove o espírito a sua evolução neste planeta até um determinado limite. Daí por diante prossegue em outro meio, em que as condições psíquicas e físicas obedecem a sistematização diferente.

Desenvolvendo uma velocidade no Universo de cerca de trinta quilômetros por segundo, descreve a Terra a sua órbita em torno do Sol, com precisão matemática, em um período de tempo absolutamente certo.

Arrastando, por sua vez, os componentes do seu próprio sistema, em uma órbita que tem por foco um ponto no eixo da galáxia, com velocidade semelhantemente elevada, o Sol completa, de igual modo, a trajetória em tempo rigorosamente exato.

Também a galáxia, transportando, com perfeita uniformidade, todos os sistemas solares de que é composta, e uma velocidade do mesmo modo grande, fecha a sua órbita em um período não menos regular.

Toda essa revoluteante disposição de movimentos precisos e inalteráveis é obra da Inteligência Universal, com um só fim: proporcionar meios às partículas do Todo para poderem progredir e galgar, uma a uma, os extensos degraus da evolução.

Não há qualquer exagero em afirmar que uma única dessas partículas é tão importante quanto o próprio Todo, porque Este não poderia existir sem ela, nem ela sem Ele.

A obra da natureza não contém erros e nem imperfeições. As suas leis são imutáveis e absolutas, os seus princípios são mutáveis e relativos, e os seus preceitos são invariáveis, os movimentos matematicamente exatos, e os acontecimentos mais surpreendentes que possam ocorrer em incursões variantes, não passam de consequência lógica do desdobramento da própria vida cheia de ações e reações, de causas e efeitos, mas sempre em busca do equilíbrio final.

Assim como os satélites têm os seus movimentos combinados com os dos planetas, estes com os dos sóis de cada sistema e o dos sistemas solares com todos os movimentos dos outros sistemas de cada galáxia, também os espíritos agem e evoluem coordenados uns com os outros, em fiel observância a um regime regulador de todas as funções.

O espaço se encontra contido na propriedade da Força, enquanto que o tempo se encontra contido na propriedade da Energia. Nada perde, nem ganha. Do que não sobra nada, nem possui de menos. O equilíbrio das leis, dos princípios e dos preceitos se revela tanto no macro como no microcosmo, tanto no incomensuravelmente grande, como no incomensuravelmente pequeno.

Fora do alcance visual do corpo humano, no infinito como no infinitesimal, a vida se estende ininterrupta, integral, harmonizante, com a manifestação das mais variadas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas.

NEM PAIS, NEM FILHOS

Os grandes espíritos que encarnaram neste mundo para auxiliar o progresso da grei humana, fizeram-no movidos pela ação consciente do dever. Nunca para atender à vontade de quem quer que seja, e muito menos de um suposto pai celestial.

Na esfera espiritual não há pais nem filhos. O que há, o que existe, em verdade, é uma enorme comunhão de espíritos em uma imensa graduação evolutiva, em que todos os seres — todos, sem exceção — têm uma origem comum: o Ser Total, ou a Inteligência Universal.

Nos mundos dispersos pelo Universo, encontram-se bilhões e bilhões de espíritos em cada plano de evolução, utilizando de reduzidos números para facilitar a compreensão humana.

Aqui mesmo na Terra têm encarnado, embora raramente, espíritos de evolução superior ao meio para auxiliarem a nossa humanidade a progredir, sendo que inúmeros outros, do mesmo grau de evolução, estão desenvolvendo atividades espirituais em outras regiões do Universo.

Quanto mais adiantado for o espírito, tanto maior será a vontade que sente em auxiliar a evoluir o semelhante.

Daí a razão de se submeter, voluntariamente, ao sacrifício de encarnar em mundos da espécie deste, quando a vida, nos planos correspondentes ao seu adiantamento, embora sempre trabalhosa, decorre em um ambiente de incomparável bem-estar comum.

Negarem a Jesus, o Cristo, o valor, o mérito de haver conquistado a sua evolução espiritual à custa de grandes lutas, de trabalhos, de sofrimentos, de desencarnações e reencarnações, atribuírem as qualidades, a nobreza, os altos atributos que possui esse grande espírito, ao privilégio de uma suposta filiação divina, é erro grave que cometem, além da demonstração de lamentável ignorância relativamente à vida espiritual.

Quem demonstra maior valor, o líder que ascendeu ao posto com esforços e merecimentos próprios, depois de haver vencido todas as etapas que o levaram à plenitude do conhecimento e da experiência, portanto do Saber, por excelência, ou o que foi singularmente colocado nessa posição, com fundamento na hierarquia de antepassados?

Os adoradores de Jesus, o Cristo, classificam-no, obcecadamente, nesta segunda posição, influenciados pela imaginação deísta. Para esses, o valor de tão admirável e evoluído espírito está mais na filiação ao hipotético deus-pai, do que nos seus próprios méritos, quando, na verdade, deve exclusivamente a si mesmo tudo quanto adquiriu e continua a adquirir para aumentar, mais ainda, os seus valiosos atributos espirituais.

AS DEZESSETE CLASSES

Os espíritos que fazem a sua evolução neste planeta, que é um mundo-escola, pertencem às primeiras dezessete classes, de uma série de trinta e três.

Essas classes e essas séries são aqui mencionadas apenas — tal a importância da matéria — para facilitar a compreensão do leitor.

Acima da classe décima-sétima, só eventualmente um ou outro espírito encarna neste mundo, não por exigência da sua evolução, mas para auxiliar a nossa humanidade a se levantar espiritualmente, em uma bela e espontânea manifestação de abnegação e desprendimento.

Milhões de outros, de igual categoria, embora não encarnando, dedicam-se, principalmente por intermédio das Casas Racionalistas Cristãs, a auxiliar astralmente o progresso dos seus semelhantes menos evoluídos, encarnados neste planeta.

Distribuídos na série de trinta e três classes, de acordo com o grau de desenvolvimento de cada um, os espíritos fazem a sua evolução partindo da seguinte ordem de mundos:

  1. Mundos materializados…………………….  espíritos da 1ª. à 5ª. classes
  2. Mundos opacos……………………………….   espíritos da 6ª. à 11ª. classes
  3. Mundos brancos………………………………  espíritos da 12ª. à 17ª. classes
  4. Mundos diáfanos……………………………..  espíritos da 18ª. à 25ª. classes
  5. Mundos de luz puríssima………………….. espíritos da 26ª. à 33ª. classes

Os mundos se dividem, ainda, em duas grandes categorias: Mundos de Luz, ou Mundos de Estágio, e mundos de escolaridade.

Para os primeiros, vão os espíritos que desencarnam e deixam a atmosfera da Terra, cada um ascendendo ao mundo correspondente à sua própria classe, pois neles não estagiam espíritos de classes diferentes

Para os segundos, que diz respeito ao planeta Terra, o qual é um mundo-escola, vêm os espíritos pertencentes da 1ª. à 17ª. classes, e, ocasionalmente, os das classes seguintes, estes para alavancar o progresso da nossa humanidade.

OS MUNDOS DE ESCOLARIDADE

Os mundos de escolaridade são de natureza idêntica ao nosso planeta. A eles chegam, por esta razão, espíritos de várias classes para promover, entre si, o intercâmbio de conhecimentos e de experiências espirituais.

A Terra é um mundo de escolaridade em que as dezessete primeiras classes da série de trinta e três promovem a sua evolução espiritual, partindo da primeira e chegando à décima-sétima, em períodos que variam muito, de espírito para espírito, mas que se elevam, sempre, a milhares e milhares de anos, mais propriamente milhões.

Para a ascensão de uma classe a outra imediatamente superior, não existem privilégios e nem proteções. O princípio de justiça se funda na lei de igualdade. Todos têm de enfrentar idênticas dificuldades e chegar ao triunfo pelo próprio esforço.

O mau aproveitamento de uma encarnação resulta, inapelavelmente, na necessidade de repeti-la, tendo o espírito de passar pelas mesmas atribulações até conseguir dominar os vícios e as fraquezas e recuperar o tempo que perdeu.

Conforme está explicado no Capítulo VI desta obra, quando no mundo que lhe é próprio tem o espírito conhecimento do que se passa nos mundos das classes inferiores à sua, mas ignora o que ocorre nas superiores.

Constatando, porém, as enormes vantagens da ascensão a classes mais elevadas, vive sob o incontido desejo de passar para a frente, a fim de alcançar novos conhecimentos e experiências, conquistando mais amplos atributos espirituais.

No mundo correspondente à sua classe, o espírito traça os planos para a nova encarnação que deseja, ardentemente, aproveitar ao máximo, obedecendo aos critérios do plano de espiritualização da nossa humanidade. A sua maior esperança é não perder tempo na Terra, não fracassar, não tornar inútil o sacrifício de encarnar.

Os espíritos das classes inferiores, especialmente os da primeira, encarnam sob a orientação de outros mais evoluídos. Esses espíritos são como as crianças que precisam de quem as acompanhe ao jardim de infância.

Nos mundos de escolaridade, as emoções fazem parte da vida cotidiana. Essas emoções são experimentadas, indistintamente, por todos os seus habitantes. Quando o homem se torna superior às sensações da pobreza e da fortuna que completam o quadro das referidas emoções, aí sim, o sentido da vida espiritual começa nele a despertar.

À medida que evolui, vai o espírito se tornando conhecedor das coisas do espaço e do tempo. Se na Terra tanto há que aprender, muito mais, ainda, no Universo. A este, oferece campo o espaço e o tempo. O Universo, porém, representa a evolução em marcha.

Prendem-se umas às outras — como elos de uma só corrente — estas três expressões: espaço, tempo e evolução. Investigar o espaço e pesquisar o tempo, por isso, é estudar o Universo e reconhecer a evolução.

Há um dever que a todos atinge, por igual: trabalhar para evoluir. Cada qual precisa ocupar o seu lugar e se esforçar por dar conta das suas atribuições, certo de que tem no espaço e no tempo uma posição definida e insubstituível,

Milhões de espíritos encarnados no planeta se sentem apreensivos por falta de uma bússola norteadora.

Se a que Jesus, o Cristo, trouxe, há cerca de vinte séculos, não tivesse sido parcialmente desimantada pela ganância especuladora, muitos e muitos milhões de seres humanos ainda encarnados teriam, há muito, concluído o curso na Terra, e estariam a exercer as suas atividades em outras regiões do Universo.

Tempo perdido não se recupera. É como as águas passadas que não movem moinhos. Ao Racionalismo Cristão cabe uma grande e sublime missão, ainda que bem árdua e por muitos não compreendida: estabelecer a verdade e reimplantar os magníficos ensinamentos de Jesus, o Cristo, na Terra, com a verdade se unindo, irmanando-se, congregando-se, com a sabedoria, para que finalmente alcancemos a razão.

 

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