13.01.03- O homossexualismo nos outros credos e seitas

Prolegômenos
11 de junho de 2018 Pamam

A maioria dos setores islâmicos desaprovam a homossexualidade, em que as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são consideradas como sendo um crime, cuja punição pode ser até a condenação à morte em algumas nações muçulmanas, como a Arábia Saudita, o Iêmen, o Irã, a Mauritânia, o Sudão e a Somália. No Afeganistão, durante o regime Talibã, a homossexualidade era também um crime, sendo punido com a morte. Em outras nações muçulmanas a homossexualidade é punida com prisão, multas e até castigos corporais, como em Bahrain, Qatar, Argélia, Paquistão, Maldivas e Malásia.

Na tradição hadite, que é o conjunto das tradições relativas aos atos ou às palavras de Maomé, considerada pelos muçulmanos como sendo a maior autoridade após o Alcorão, os ensinamentos islâmicos promovem a abstinência e condenam a consumação do ato homossexual. Mas mesmo assim, nos países islâmicos o desejo de homens por rapazes atraentes é considerado como sendo uma característica humana esperável. No entanto, ensina-se que conter tais desejos é necessário, pois após a morte garantirá uma vida no paraíso, onde se é presenteado com mulheres virgens, conforme consta no Alcorão 56:34-38, mas, de qualquer maneira, o ato sexual é passível de punição.

Em outros credos e seitas, mais particularmente os orientais, a sexualidade geralmente não é discutida com frequência, e isso inclui naturalmente a homossexualidade, pois que os seus mentores credulários procuram focar as suas doutrinações em outros assuntos que são considerados como sendo mais importantes, e, também, sagrados.

O budismo, a despeito de possuir textos contrários à homossexualidade, ensina a tolerância e possui uma considerável comunidade homossexual, sobretudo no Ocidente. A grande maioria dos budistas ocidentais procura fornecer uma nova interpretação aos antigos ensinamentos, reformando-os, em busca das necessidades tidas como sendo modernas.

O confucionismo, por se caracterizar como sendo um sistema mais afeito à ética de um credo, em detrimento da moral, nunca chegou a discutir abertamente o assunto que diz respeito à homossexualidade.

Os credos mais antigos, como o hinduísmo, encaram a questão do homossexualismo sob diversas formas, divergindo todas entre si. De um modo geral, muitos hindus consideram a homossexualidade como se fosse uma das diversas formas de amor, embora muitas outras tradições hindus sigam outras orientações, como o Código de Manu, que contém em certas passagens afirmações de que é um crime punível.

Novos movimentos neopagãos, como o Wicca, aceitam a homossexualidade, embora alguns dos seus integrantes famosos, como Gerald Gardner, haverem sido contra as suas práticas, mas outros integrantes não menos famosos, como Alex Sanders e Eddie Buczynski, eram homossexuais assumidos, ou mesmo bissexuais.

A Fé Bahá’í define que a expressão sexual é aceitável somente dentro do casamento, e os seus escritos relativos ao casamento definem exclusivamente o casamento entre um homem e uma mulher, pelo que também reforça a importância da castidade absoluta para qualquer pessoa solteira. As referências acerca da homossexualidade na Fé Bahá’í, descrevem como sendo uma condição que o indivíduo deve controlar e superar. Os bahá’ís são livres para ensinar da maneira que acharem melhor, sendo reconhecida a condenação à discriminação contra qualquer pessoa que pretenda abraçar a sua causa, seja ela homossexual, alcoólatra ou que tenha incidido em outras transgressões, sendo apenas avisados que, ao se tornarem bahá’ís, estão automaticamente procurando se adaptar ao padrão de vida designado pelo seu deus.

 

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