13.01.01- Capítulo I – Traços Gerais

A Era da Verdade
10 de abril de 2020 Pamam

Antes da divulgação da matéria tratada nesta obra, julgamos oportuno registrar alguns conceitos espiritualistas de autores que se impuseram à admiração do mundo pelos extraordinários recursos de inteligência e sabedoria de que eram dotados.

A tais conceitos, como se verá, não tem faltado o apoio, desde as mais remotas eras, de grandes valores humanos, seriamente preocupados com o estado geral retardatário da nossa humanidade.

Alguns, de avançada evolução, reencarnaram para lançar a semente da doutrina que o Racionalismo Cristão hoje transmite, destinada ao esclarecimento e consequente espiritualização dos habitantes deste planeta.

Campeia por toda parte, ainda agora, uma deplorável ignorância a respeito das coisas espirituais, sendo fora de dúvida que a nossa humanidade tem sido, consciente ou inconscientemente, a grande vítima dessa ignorância.

Não são poucos os espertalhões que têm, em todos os tempos, dela tirar proveito. O ser humano precisa, por isso, ser despertado para a luz, para o conhecimento de si mesmo, para a compreensão racional da vida, a fim de poder desempenhar, com mais eficiência, a sua tarefa terrena.

Conhecidos espiritualistas vêm clamando, há muito, contra o erro multissecular de ocultar à humanidade a verdade, e de conservá-la na mais completa ignorância a respeito dos conhecimentos metafísicos que explicam a sua própria existência.

Platão, uma das encarnações anteriores de Jesus, o Cristo, afirmou o seguinte:

A ignorância da verdade é um dos maiores males que afligem o mundo”.

Jesus, o Cristo, secundou-o, quando disse:

Só a verdade poderá libertar a humanidade das garras da ignorância e levá-la para o cumprimento do dever”.

Observe-se a magnífica lição que Descartes dava, mais tarde, sobre a verdade:

Distinguir o falso do verdadeiro é o único meio de ver claras as ações e de caminhar, com segurança, nesta vida. Um perfeito conhecimento de todas as coisas que o homem pode ter, é tão necessário para regular os nossos costumes, como o uso dos olhos para nos guiar os passos. Trabalhar para bem pensar, eis o princípio da moral”.

O princípio da moral a que se referira Descartes, encontra-se resumido nestas belas e judiciosas palavras de Cícero, com relação ao homem de bem:

Observar, pontualmente, todas as regras que podem constituir o homem honrado, é o mesmo que satisfazer todas as obrigações e cumprir todos os documentos que respeitam a todas as partes e a todas as ações da vida, somente podendo ser o homem honrado, à medida que as observa.

Tudo o que se pode chamar de honrado, reduz-se a quatro princípios:

O primeiro consiste na perspicácia do espírito, que nos obriga a buscar e a descobrir a verdade. A esse, chama-se Ponderação.

O segundo é aquele que se encaminha a guardar as leis da sociedade humana. É a fé dos contratos, dando a cada um o que é seu. A esse, chama-se Justiça.

O terceiro se sintetiza na grandeza de ânimo que não nos deixando abater, faz-nos capazes das maiores empresas e nos assegura a firmeza contra os mais terríveis acidentes. A esse, chama-se Valor.

O quarto se resume na ordem e nas medidas justas e exatas que devemos guardar com todas as nossas ações e palavras. A esse, chama-se Moderação”.

Para Horácio, homem honrado é o que se vence a si mesmo, aquele a quem a morte, a pobreza e os trabalhos não atemorizam e que, sabendo reprimir os seus desejos intemperados, despreza as honrarias.

Hoje, como no passado, os que estudam os problemas e os conflitos humanos — e entre esses se encontram, destacadamente, os praticantes do Racionalismo Cristão —, sabem que somente pela educação espiritual poderá se fazer de cada ser humano um ser pacífico e verdadeiramente honrado.

Para isso, entretanto, há necessidade de varrer do senso comum o mundo de falsidades com que a vida tem sido pintada.

É indispensável o desfazimento das ideias e dos ensinamentos inverídicos sobre a existência humana, que tanta confusão têm produzido no espírito entre aqueles que buscam a verdade.

Somente estarão em condições de alcançar o ideal da plena honradez os seres que são rigorosamente verdadeiros.

Poderão porventura ser verdadeiros os que ignoram, os que desconhecem, os que nada sabem a respeito da verdade, do que somos espiritualmente e do que estamos fazendo neste mundo? Claro que não.

Nenhuma ilustração é completa, quando não transmite ao ser humano o conhecimento de si mesmo. Esse conhecimento deveria constituir o ABC da vida.

Ora, o ABC — para a aprendizagem de ler e de escrever — é ministrado às crianças tão logo ingressem nos jardins de infância ou nas escolas primárias.

E o ABC para o conhecimento do que é ainda mais importante e fundamental, o próprio “eu” — remoto, presente e futuro — de que dependem a saúde, o bem-estar e a felicidade, e com isso um mundo menos agressivo, menos intolerante e mais justo e compreensivo. Esse ABC jamais foi dado explicitamente a conhecer à humanidade!

É triste e lamentável que tal coisa tenha acontecido, uma vez que de posse de tão úteis, tão necessários, tão valiosos e imprescindíveis conhecimentos, não andaria o ser humano, há muito tempo, a mendigar a proteção e o amparo de supostos deuses paternais, porque teria aprendido a confiar em si próprio e a buscar amparo e proteção no poder imenso da sua vontade e na força invencível dos pensamentos.

A lei da encarnação — que as organizações credulárias tanto fazem para ocultar aos seus adeptos, em um deplorável atentado contra uma verdade tão elementar, que é a evolução —, é aqui ampla e minuciosamente explicada.

Mas não se pense que o Racionalismo Cristão está fazendo, com esta divulgação, uma revelação inédita.

Três mil anos ante de Cristo, Krishna, uma de suas encarnações anteriores, já proclamava, na Índia, a existência da Inteligência Universal, sustentando a imortalidade da alma e a sua evolução, através de múltiplas reencarnações.

E esclarecia o grande pensador:

O corpo é finito, porém a alma que o habita é invisível, imponderável e eterna”.

Tratando acerca da reencarnação, ele observava:

Quando o corpo morre, se o ser foi esclarecido, a alma ascende às regiões dos entes puros que possuem o conhecimento da vida. Mas se a alma, quando encarnada, deixou-se dominar pelas paixões, pelos desejos intemperados, é então de novo obrigada a voltar à Terra, para recuperar o tempo perdido”.

Nessa ordem de ideias, prosseguia:

“Eu e vós outros temos tido múltiplas reencarnações. As minhas só de mim são conhecidas, enquanto que vós não conheceis nem as vossas. Os males com que atormentamos o próximo, perseguem-nos como a sombra ao corpo. As obras cujo móvel é o amor ao semelhante, devem ser ambicionadas pelo justo, porque são as que concorrem para a evolução espiritual. O homem virtuoso é parecido com as árvores de nossas florestas, cuja sombra benéfica dá às plantas que as rodeiam a frescura da vida”.

Hermes, no Alto Egito, que foi uma das encarnações anteriores de Jesus, o Cristo, já asseverava há cerca de quatro mil anos, o seguinte:

a) Que a Inteligência Universal é o único Poder Criador de tudo quanto existe no Universo.

b) Que os Seus atributos são a imensidade, a eternidade, a independência, a vontade toda-poderosa e a bondade sem limites”.

A respeito da alma, da sua imortalidade e da reencarnação, Hermes ponderava:

O espírito do homem tem duas fases: cativeiro na matéria, e ascensão à luz. Durante a encarnação, perde a recordação da sua origem. Cativo da matéria, embriagado pelos prazeres malsãos da vida, precipita-se, como chuva de fogo, com sensações voluptuosas, através das regiões do sofrimento, do amor e da morte, até à prisão terrena, onde a vida real, parece um sonho.

As almas pouco evoluídas permanecem amarradas à Terra por múltiplos renascimentos. As almas virtuosas, porém, elevam-se às esferas superiores onde recobram a vista das coisas reais, nas quais se impregnam da luz da consciência, iluminada pela dor, com a energia da vontade adquirida na luta. Elas se fazem luminosas, pois que possuem a luz em si mesmas, e irradiam essa luz com os seus atos”.

Vieram, mais tarde, os gregos Pitágoras, Sócrates e Platão, que também fizeram interessantes dissertações a respeito da imortalidade da alma e da sua reencarnação.

*  *  *

Essas verdades, posto que conhecidas dos sacerdotes dos templos egípcios, foram por eles cuidadosamente ocultadas aos seus fiéis.

A Espiritologia, que é religiosa e científica, vem, em todos os tempos, sendo objeto de preocupação por parte de grandes intelectuais, que encontram nos seus estudos importantes e indispensáveis subsídios para aumentar a sua cultura.

Em sua obra Evolução Anímica, Gabriel Delanne, baseado em pacientes investigações, afirma o seguinte:

Com a certeza das vidas sucessivas e da responsabilidade dos atos de cada um, muitas questões se apresentarão sob outros aspectos. As lutas sociais que tornam, em nossa época, um caráter terrível, poderão ser amortecidas pela convicção de que a duração de uma existência é, apenas, um momento, na eterna evolução. Com menos orgulho na classe alta e menos inveja nas baixas camada sociais, uma solidariedade efetiva nascerá”.

Para que o leitor possa avaliar o esforço desenvolvido por alguns homens da ciência, desejosos de colocar a nossa humanidade ao corrente da verdade a respeito da vida espiritual — quando ainda não estava codificado o Racionalismo Cristão —, transcrevemos, a seguir, alguns trechos de um ensaio filosófico de autoria do médico Antônio Pinheiro Guedes, em que, criticando o materialismo dominante, apresenta convincentes argumentos sobre a existência da alma:

O sono, quer o natural quer o provocado pela hipnose ou pelos anestésicos, assim como os sonhos e as alucinações, não pode ser explicado de modo compreensível, racional e satisfatoriamente, pelos processos fisiológicos comuns e ordinários da escola organicista ou materialista.

O sono é a supressão das funções de relação; é a suspensão da atividade psíquica, a quase cessação da vida anímica.

Durante o sono, o corpo repousa e a alma se retempera.

O sono, como a vigília, é um modo de ser do vivente, ambos afirmando a existência em antítese: pois que a vida é dupla — vegetativa ou orgânica, animal ou de relação.

As Escolas materialistas procuram explicar o sono, quer o natural quer o artificial, provocado ou mórbido, por uma espécie de paralisia do cérebro devido à sua compressão, ora por falta, ora pela superabundância de sangue.

Incontestavelmente, tanto a anemia como a congestão o acompanham ou se apresentam no sono; dado o sono natural, provocado ou mórbido, o aparelho cefálico se encontra num desses estados; mas indicar o estado ou a condição de um órgão ou aparelho na realização de um fenômeno ou de uma função, explicar o seu mecanismo ou a maneira de se efetuar, não é determinar a sua causa; são fatos diferentes, que não devem ser confundidos.

A observação registra que a perda de sangue em quantidade excessiva e, às vezes, até de uma pequena porção, traz, como consequência, o sono, o delíquio, a síncope ou vertigem e, mesmo, a morte, que é um sono do qual não se desperta.

Ainda outras manobras provocam o sono: a inalação de anestésicos, os passes magnéticos, a sugestão, o repouso e até o movimento, quando cadenciado, um tanto monótono, e a ausência de luz. Tudo isso, todas essas manobras são, apenas, condições para o sono; são, quando muito, causas predisponentes.

A causa do sono, a única real, verdadeira, aquela que o determina e impõe, é a necessidade de suspensão da atividade psíquica, a supressão das funções de relação; a paralisia temporária da vida animal.

O sono é para a vida animal, o que a fome e a sede são para a vida orgânica: pela fome e a sede, o corpo reclama alimentos, pelo sono, a alma pede alento.

Os sonhos e as alucinações são fenômenos puramente psíquicos que não podem ser explicados fisiologicamente; por isso, as teorias que a ciência materialista criou para os explicar, são falsas e até irrisórias.

Para elas, os sonhos são produzidos por perturbações do aparelho digestivo!

São o produto de uma atividade inconsciente!

São o fruto da superexcitação de certos grupos de células cerebrais, quando outros centros estão em repouso, daí a sua incoerência!

Não se lembram os criadores de tais teorias esdrúxulas de que há sonhos autênticos registrados, que foram verdadeiras profecias.

Passa-se no sonho o mesmo fato que ocorre no sonambulismo lúcido: a alma do magnetizado vê e ouve aquilo que se dá a centenas de léguas: lê no passado e no futuro. Fatos que o corroborem, não faltam: encontram-se nos livros religiosos (leia-se credulários, digo eu) e nos profanos, nos romances e nas páginas da história.

Não se pode aceitar, seriamente, como perversão dos sentidos a alucinação, a audição de palavras, frases e dissertações em língua que o ouvinte não conhece e que ele repete com dificuldade, ou, ainda, a audição de uma peça de música.

Assim também a descrição exata da figura de um indivíduo falecido ou ausente que o vidente nunca vira antes, descrição minuciosa do seu porte, feições, atitudes e gestos habituais, o que revela a realidade e prova a identidade da pessoa, embora só a ele visível.

São numerosos os fatos desta natureza registrados na literatura médica, na dramática e em outras.

Portanto, as teorias inventadas pelos materialistas para explicar o como e o porquê dos sonhos e alucinações, são falsas, não passam de meras hipóteses sem fundamento, sem as condições das científicas.

Fenômenos puramente psíquicos e fatos espiríticos, como certas alucinações, verdadeiros casos de mediunidade, não obedecem às leis orgânicas.

As nevroses e, entre elas, principalmente, o sonambulismo, a catalepsia e a loucura, não têm explicação satisfatória e racional fora das teorias, princípios e leis provenientes do estudo dos fenômenos espiríticos.

Os fenômenos hoje estudados e vulgarizados sob o nome de Hipnotismo e de há muito conhecidos por Mesmer, Puysegur, Dupotet e muitos outros, antes e depois deles; a chamada transposição dos sentidos, a penetração ou leitura do pensamento e sua transmissão, assim como a exteriorização da sensibilidade e outros, não podem ter explicação plausível, racional, científica, senão na existência do corpo astral, corpo anímico, ou perispírito, que é constituído pelo fluido etéreo ou fluido universal cuja existência foi, há pouco, demonstrada experimentalmente”.

*  *  *

Esse mesmo estudioso médico-espiritualista, antevendo o desenvolvimento dos conhecimentos psíquicos da época, mesmo ignorando que as verdadeiras religiões são as fontes das ciências, predisse que a sua marcha seria feita no campo da ciência, assim se externando:

A ciência é o conhecimento das coisas, dos fatos e dos fenômenos em si mesmos, em sua natureza e nas suas relações entre si e com tudo que os cerca: o meio, o ambiente.

Esse conhecimento só se obtém pelo estudo metódico, observação atenta e análise minuciosa.

É, portanto, a ciência fruto da nossa inteligência, resultado do nosso trabalho, ela visa um fim, satisfaz uma necessidade do nosso espírito.

O espírito sente, incessantemente, necessidade de investigar; é ávido de conhecimentos, quer luz, mais luz, sempre luz!

O Universo é infinito; a avidez de luz insaciável, a matéria de estudo, inesgotável.

A Ciência Espírita (leia-se a Espiritologia, digo eu) tem por fim: esclarecer-nos sobre os outros mundos, sobre a vida de além-túmulo, provar a existência da alma, sua preexistência e sobrevivência ao corpo, satisfazendo assim uma necessidade iniludível da nossa alma, a aspiração incessante de nosso eu.

Ela estuda os fatos extraordinários, mas numerosos, numerosíssimos, que constituem uma ordem de fenômenos, até há poucos reputados sobrenaturais, e relegados, por isso, como inobserváveis, indignos de estudo, os quais, entretanto, convenientemente pesquisados, provam a existência do espírito, esclarecem-nos sobre a Vida, pondo sob os nossos olhos maravilhados, estupefatos, um outro mundo.

Os fatos que constituem o objeto da Ciência Espírita (leia-se Espiritologia, digo eu) não são sobrenaturais, nem mesmo extraordinários, senão porque escapam à observação dos que não os sabem ver; eles são naturais, como tudo quanto existe no Universo; são comuns, ordinários e até frequentes.

Mas, para vê-los, observá-los, aprender a notá-los e a reconhecê-los, quando e onde quer que se apresentem, era preciso descobrir o instrumento capaz de registrá-los, tornando-os evidentes e palpáveis.

Esse instrumento é o médium.

Achado o instrumento, estudado em suas aptidões, começaram os fatos a ser observados, a princípio os espontâneos, mais tarde os provocados, no intuito de reconhecer a natureza da causa produtora de tais fenômenos.

Como resultado dos estudos espiríticos, a imortalidade da alma é estatuída em princípio perfeitamente determinado por provas irrefutáveis.

A sucessão das existências ou multiplicidade de vidas corpóreas de uma individualidade consciente, o espírito humano, denominada reencarnação, constitui uma lei a que estão sujeitos todos os espíritos, e é condição essencial ao seu progresso.

Assim, pois, a Ciência Espírita (leia-se Espiritologia, digo eu) visa um fim, estuda uma ordem de fatos, emprega métodos, processos e instrumentos exclusivamente seus; cria teorias, estatui princípios, estabelece leis; satisfaz, assim, e preenche todos os requisitos exigidos pelos foros científicos.

O Espiritismo (leia-se a Espiritologia, digo eu) é, portanto, sem a mínima dúvida, uma ciência. Ciência vasta, profunda, eclética, ele constrói a síntese da vida humana, abrange o ciclo das evoluções dos espírito, do início ao infinito.

Seus princípios, suas leis, têm aplicação universal; são um fanal no meio das trevas que nos cercam, são um farol no mar tempestuoso da vida.

São um farol no mar tempestuoso da vida porque fazem ver um porto de abrigo na calma, na resignação, na paciência; refúgios seguros contra as tempestades morais, consequência de nossos vícios e erros; frutos do nosso atraso, do nosso orgulho.

São um fanal no meio das trevas que nos cercam, porque, desvendando o mistério de como se opera o nosso progresso moral e intelectual pelo processo da reencarnação ou sucessão de vidas corpóreas; demonstrando a preexistência e sobrevivência da alma humana, rarefaz, adelgaça o véu que oculta à nossa vista uma série de vidas, cada qual menos luminosa, menos limpa de erros, faltas, vícios e crimes, o que nos faz compreender porque o mundo é uma escola onde devemos aprender a amar ao próximo como a nós mesmos, e como a reencarnação é uma necessidade, pois que a vida corpórea é um meio de reparação, aproximando um do outro, o ofendido e o ofensor, ou reunindo, em uma mesma família, sob o véu da matéria e graças ao esquecimento do passado, a vítima e o seu algoz!

Provamos, pois, e o fizemos por demonstração analítica, que o Espiritismo (leia-se Espiritologia, digo eu) é ciência, ciência de observação, na qual também se recorre ao método experimental”.

*  *  *

Prosseguindo nas suas demonstrações científicas da vida espiritual, Antônio Pinheiro Guedes se aprofunda no exame da ciência psíquica, estabelece associações com a ciência médica, concluindo que esta precisa ser estudada em correlação com aquela, quando diz:

Provada a existência da alma, ninguém, de certo, porá em dúvida que é ela quem dirige o corpo, quem o anima e domina: ela vai ser o transmissor, o veículo dos vezos e cacoetes, e também das moléstias.

O corpo é para a alma o que a roupa é para o corpo: um agasalho, um abrigo contra as intempéries, um véu sobre a nudez.

Nem só o rosto , que se diz ser o espelho da alma, com sua feição particular, a fisionomia, mas o corpo todo, no seu conjunto, pela proporcionalidade das suas formas e por sua atitude, nos impressiona; não há quem o não tenha experimentado, e essa impressão é agradável, simpática ou antipática, mas só a temos em presença de um vivente humano ou animal; a emoção que sentimos ante o morto, é mui diversa; é antes um abalo, um choque, um sentimento de repulsa instintiva.

Assim, pois, a alma domina o corpo, envolve-o todo e até se revela nas mais simples formas físicas.

É, porém, sem dúvida, a cabeça que mais e melhor mostra a influência da alma sobre o corpo, com suas bossas e protuberâncias; a face, sede dos músculos da expressão de nossas emoções, tão bem estudada por Darwin e Duchenne de Boulogne; a boca, larga ou estreita, de lábios grossos ou finos, de comissuras levantadas ou abatidas, cuja forma, finalmente, traduz, exprime uma variedade quase infinita de sentimentos e ideias; a boca forma e emite a palavra, estereotipando esses frequentes estados da alma — o pranto e o riso!

E os olhos que são, por seu brilho e transparência, como uns globos cristalinos, onde se refletem, em cambiantes infinitas, as emoções da alma! E até o nariz e as orelhas; finalmente, todas as partes componentes do rosto são delatoras das disposições e tendências do espírito.

Lavater, com os seus belíssimos e mui interessantes estudo das fisionomias, em que colaborou o grande Moreau de La Sarthe e, antes deles, Adamantius, médico do século IV; Porta (Giambattista), célebre físico, inventor da câmara escura, que publicou um tratado de Humana Fisionomia, em Sorrento, no ano 1586; Lachambre, médico de Luís XIV; o célebre pintor Lebrun, e ainda outros; Gall e Spurzheim, médicos, criando a Frenologia, depois cultivada por Broussais, F. Combe, Vimont e outros; todos eles são intérpretes da ação, da influência e domínio da alma sobre o corpo e precursores no estudo das relações do espírito com o corpo.

Esse estudo só a Espiritologia pode tornar completo, fazendo conhecer o modo por que se estabelecem essas relações e como se formam ou se criam as ligações entre o espírito e o seu corpo, conhecimento impossível sem o concurso, sem o auxílio do instrumento — o médium.

Sabe-se, hoje, que o espírito não só assiste, como preside a formação do seu corpo, transfundindo-se, consubstanciando-se nele pelo perispírito, corpo anímico, molécula a molécula, órgão por órgão durante a gestação, até completar a evolução fetal; e dele toma posse inteira, absoluta, à natalidade, assenhoreando-se então totalmente do barco que aparelhou para navegar no mar tempestuoso da vida material.

Sabe-se, ainda, e isso é racional, cala na consciência, sente-se que deve ser assim, que é o próprio espírito quem escolhe, após demorado estudo na vida espiritual, e busca, segundo as suas necessidades de ordem moral e intelectual, o país, a sociedade, a família, os seus genitores, tudo, enfim, quando deva e possa concorrer para o seu progresso.

Assim, é ele o principal, senão o único responsável pelas contingências, pelas vicissitudes e dificuldades que o assoberbam durante a vida corpórea.

Por esse modo, admite-se que o espírito possa transmitir, aceita-se, porque é compreensível, que ele imprima em seu corpo, igualmente como o tipo e a forma, a sua feição característica, as suas tendências morais e intelectuais, dando mais desenvolvimento ora aos centros efetivos, ora àqueles que servem à inteligência.

Os espíritos, ao encarnarem, trazem consigo as suas vocações, a maior ou menor habilidade para as belas-artes ou para as artes mecânicas, e por isso se diz, e é exato, que a criatura nasce poeta, artista, comerciante, soldado, músico ou médico.

São sumamente importantes o papel da família na sociedade e a responsabilidade social dos pais a quem incumbe educar a prole, constituindo o fim principal da educação reprimir ou ao menos modificar as tendências perniciosas dos filhos, que cedo se revelam, e acoroçoar e desenvolver as benéficas.

O Espiritismo (leia-se Espiritologia, digo eu) é um poderoso foco de luz cujos raios atingem as fronteiras da esfera intelectual e iluminam todo o ciclo da vida.

Ele esclarece e justifica as chamadas ciências ocultas, explicando racionalmente as suas deduções e os porquês da vida astral e física.

A História Universal, a vida dos povos, sua natureza, seu caráter, recebem dele a mais viva luz, e a que se esparge sobre as ciências médicas, ilumina todo o seu vasto território, devassando os mais profundos recônditos dos seus domínios.

Na Antropologia, distinguem-se a Anatomia, ciência da estrutura e conformação dos órgãos; a Embriologia, ciência da formação e desenvolvimento do feto; a Teratologia, ciência das anomalias dos indivíduos (os monstros), e dos órgãos (as deformidades); o Espiritismo (leia-se Espiritologia, digo eu), que revela, desvenda e põe patente, sob os nossos olhos, o porquê desses fenômenos sempre desagradáveis, ora estupendos, muitas vezes repulsivos.

Ele nos faz ver e compreender como uma emoção perturba as funções do aparelho digestivo que, até certo ponto, isto é, no seu mecanismo íntimo, nos seus processos físico-químicos são independentes da vontade; e as do aparelho circulatório que também se efetuam fora dessa alçada, e cujo centro, o coração, tem, entretanto, o ritmo perturbado e pode imobilizar-se, determinando a extinção da vida, ao embate de uma emoção violenta e brusca.

Essas funções, como todas as que têm por fim nutrir, reparar, conservar os órgãos e são, por isso, denominadas de vida vegetativa, exercem-se e operam sob o influxo direto e imediato de uma enervação que lhes é peculiar — o sistema ganglionar, também chamado de grande simpático — constituído por uma série de gânglios nervosos (reunião, grupo de células nervosas) ligados, entre si, por cordões igualmente nervosos, compostos de 19 a 25 gânglios para cada lado, que se encontram nas cavidades esplâncnicas (região cervical, caixa torácica e ventre), junto à coluna vertebral, desde o atlas até o cóccix, circundando-a como um colar ou cadeia sem fim.

Posto que autônomo na sua função peculiar, o nervo trisplânico ou grande simpático, não só não se acha separado do sistema cérebro-espinhal, mas vive sob a sua influência, é seu subalterno, está ligado a ele pelos nervos aferentes, cordões nervosos que, partindo dos nervos cranianos e dos raquidianos ou espinhais, penetram — um por um — todos os gânglios do grande simpático, onde se originam os numerosíssimos filetes nervosos que, acompanhando os canais circulatórios sanguíneos e linfáticos, envolvendo-os, como a hera envolve o muro, e penetrando suas paredes, dirigem-se com eles a todos os órgãos e tecidos do corpo humano.

Nessas condições, só indiretamente os órgãos e aparelhos da vida de nutrição recebem influxo do sistema nervoso cérebro-espinhal adstrito à vida de relação, pelo que, para explicar a perturbação das funções digestivas e circulatórias por traumatismo moral, sente-se, reconhece-se a necessidade de um outro agente além dos nervos, capaz de fazer compreender os efeitos de uma ação indireta remota e, posto que impalpável, tão enérgica, tão terrível, que pode fulminar como o raio.

Esse outro agente é o perispírito, corpo anímico, por cujo intermédio o espírito se liga, se consubstancia, órgão por órgão, molécula a molécula com o seu corpo, a cuja organização, a cuja constituição e feitura ele assiste, preside, semelhante ao pedreiro que amassa o barro, prepara a argamassa, escolhe e afeiçoa o material com que faz o muro o constrói o edifício.

Ao embate de uma paixão violenta, o espírito se conturba, se comove, se confrange, fazendo com que o perispírito se contraia, de acordo com a intensidade do choque, e diminua o seu influxo sobre a molécula material, sobre a célula orgânica, sobre o órgão que, por isso mesmo, perde o calor, a energia, a atividade e até a vida.

Assim, desse modo, compreende-se como uma emoção brusca e violenta pode não só perturbar funções, que se não exercem sob o influxo dos nervos da vida de relação, mas até aniquilar o vivente.

Eis aí como, com um pequeno raio de luz, o Espiritismo (leia-se Espiritologia, digo eu) ilumina, esclarece pontos obscuros da Anatomia, da Fisiologia, da Patogênese e da Embriogenia, até hoje imperscrutados e, sem essa luz, imperscrutáveis.

Acaba de ver o leitor como a luz que se irradia dos estudos espiríticos, penetra nos mais fundos recessos das ciências positivas, como são as antropológicas, fazendo achar a solução racional para os intricados problemas de fisiologia patológica e embriogenia.

Supõe, talvez, que para, aí, a força iluminativa do farol que é o Espiritismo (leia-se Espiritologia, digo eu)?

Se assim pensa, engana-se, como vai ver, e para convencer-se do seu engano, basta uma digressão pelo campo da Nosologia, onde se encontram (principalmente no terreno da Etiologia, um dos mais escabrosos) os mais difíceis problemas das ciências médicas.

Aqui o auxílio da ciência espírita (leia-se espirítica, digo eu) é inestimável, pelos recursos que arma o médico para vencer as maiores dificuldades do diagnósticos, e os esclarecimentos que lhe fornece para explicar a origem de certas moléstias e também a resistência admirável do organismo às causas morbígenas.

Em geral, o indivíduo que é metódico, paciente e calmo, que segue uma norma de vida regular e não é atropelado pelo revolutear da sociedade e nem solicitada a sua atividade simultaneamente por uma multiplicidade de coisas, as mais disparatadas, esse tal é sadio, tem a vida longa.

As estatísticas da mortalidade pelas profissões são disso a melhor prova.

Para eles singra em mar sereno o batel da vida.

Aqueles, porém, cuja atividade é despertada e instigada, quase incessantemente, por mil objetos diferentes; que vivem contrariados sob a pressão de sentimentos deprimentes; esses são doentios, sua vida é raramente longa, e concorrem com a maior cifra para o obituário.

Esses são os pilotos cujas naves, acossadas pelas tormentas da vida, muitas vezes soçobram em meio da viagem, porque as ondas enfurecidas, que são as paixões, gastaram, exauriram as forças, e com elas a coragem, o ânimo do timoneiro, que tomba vencido.

A maioria das enfermidades tem as suas causas predisponentes no enfraquecimento do espírito que, por seu abatimento, por seu desânimo, não comunica, não transmite ao corpo a vitalidade que nasce da energia.

A alegria é expansiva. Ela avigora a circulação, dá calor ao corpo, anima e robustece o organismo, mantém a saúde, prolonga a vida.

A tristeza, ao contrário, é reconcentrada. Ela retarda a circulação, arrefece, tira calor ao corpo, desanima e enfraquece o organismo, arruína a saúde, encurta a vida.

Mas, como os extremos se tocam e todo o excesso é mau, se a deprimente tristeza é funesta à existência, a alegria, quando excessiva, não o é menos, podendo até fulminar.

Tendo mostrado e, assim, feito ver que as conturbações da alma, seu abatimento e desânimo, pelas inúmeras e perenes dificuldades que a assoberbam cotidianamente, são causas que predispõem às moléstias somáticas pelo estado de languidez e falta de energia do organismo para reagir sobre o circunfuso; e nesta designação estão incluídos todos os agentes capazes de modificar o organismo ou alterar a saúde e aniquilar o vivente; quer os de ordem material, quer os de ordem moral — os físicos e os sociais ou sociológicos — passo a mostrar, a tornar visível, palpável, aquilo que, entretanto, já de si é evidente, menos, porém, para os organicistas ou materialistas, isto é, que as Nevroses são moléstias ocasionadas por sofrimentos do espírito ou pura e simplesmente provocadas por espíritos.

Dá-se o nome de Nevroses, em Medicina, a estados mórbidos que consistem em perturbações funcionais sem lesões materiais nem causas apreciáveis, que se observam, principalmente, não só na vida de relação, mas também na vegetativa.

As Nevroses, com sede no aparelho digestivo, no circulatório e no respiratório, raramente são impulsivas — isto é, são capazes de dominar a vontade: a Dispepsia, a Asma e a Angor pectoris; aquelas, porém, que afetam a vida de relação e são constituídas por alteração da motilidade, da sensibilidade ou da inteligência, perturbam, suspendem, alienam a vontade, subjugam a consciência, quase reduzem a criatura humana às condições do bruto, da fera.

As primeiras têm por causa uma alteração da função dependente, ordinariamente, de vício diatésico: o herpetismo, a sífilis, a escrofulose, etc.

As segundas, que afetam a vida animal, não se filiam a causa alguma orgânica apreciável.

Destas, umas, como a Nostalgia e a Hipocondria, são mera exteriorização de estado da alma; outras, traduzem uma desordem nas relações da alma com o seu corpo, como a Catalepsia; outras, ainda, como a Histeria, representam estados complexos, mistos de desordens psíquicas e intervenção de uma vontade ou atividade estranha, invisível — um espírito; outras, finalmente, como a Loucura, na maioria dos casos são fenômenos espiríticos, são fatos da vida psíquica. O doente, neste caso, é simplesmente um médium obsedado.

O fenômeno de possessão, que significa a tomada do espírito encarnado pelo desencarnado, o qual se apossa do organismo bruscamente e com violência, ou lenta e subrepticiamente e, de um ou de outro modo, na Histeria, é o que constitui o chamado desdobramento da personalidade, que é, antes, uma duplicação do indivíduo, porque não podendo a alma separar-se completamente do seu corpo, pois seria a morte, o que de fato se dá é a subjugação do encarnado pelo desencarnado, o predomínio deste sobre aquele que, não obstante, continua ligado ao seu corpo, na posse dele, posto que contrariado, subjugado.

Isso é admissível, compreende-se; ao passo que o desdobramento da personalidade, como diz o organicista, materialista disfarçado, é inaceitável, por absurdo; a unidade é indivisível; o homem é uno, a criatura é indivisa.

A Loucura é, na maioria dos casos, uma obsessão; às vezes, simples alucinação dos sentidos, outras vezes, desordem da inteligência ou perversão do senso moral; outras, ainda, depressão, quase aniquilamento das faculdades psíquicas, verdadeiro embrutecimento.

São estados de alma devidos à ação mais ou menos direta de espíritos desencarnados ou mesmo de encarnados, influindo sobre criaturas de diversos modos: desde a simples sugestão insistente, perene, tenaz, à ação direta, enérgica, violenta, provocando os chamados ataques.

O espírito age movido pelo amor ou pelo ódio, e sob o influxo de um desses sentimentos mas, dominando a sua paixão, ele procura captar a confiança da sua vítima: sua ação é intencionalmente demorada, mas branda; incessante, mas delicada; se, porém, a paixão o domina, a agressão é violenta e brutal.

Assim se compreende e explica o porquê das formas tão variadas, quase infinitas de Histeria, desde a simples tristeza ou alegria sem causa que a justifique, desde a abstração, o enlevo, o embevecimento e o êxtase, até à loucura; desde o estado em que a vítima canta ou dança, grita e chora som saber porque, até aquele em que rasga furiosamente as vestes, debate-se e cai por terra, convulsa, em contorções medonhas, horrorosas ou lúbricas, as quais, para serem explicadas racional e satisfatoriamente, só podem ser atribuídas à natureza do sentimento que anima, agita e impulsiona o espírito agressor ou obsessor.

Assim também se explicam as formas diversas da loucura, que não podem ser atribuídas a enfermidades do órgão da mentalidade; porque a necropsia, praticada em indivíduos falecidos de moléstias intercorrentes, logo em começo da loucura, nunca revelou a mínima lesão material do cérebro; sendo certo, entretanto, que se encontram profundas alterações nos cérebros daqueles que sucumbem após longo tempo de sofrimento pela loucura, o que torna bem patente que tais lesões são efeito e não causa das perturbações psíquicas.

Estes fatos podem ser observados e analisados por quem quer que seja.

E aqueles que fizerem sem ideias preconcebidas, sem sujeição a escolas ou seitas, livres de quaisquer peias, hão de reconhecer a sua veracidade.

No processo de formação, individualização e aperfeiçoamento do espírito, está a razão de ser dos reinos da Natureza; eles são os laboratórios, as oficinas onde se realiza o trabalho ingente e maravilhoso da criação humana.

Cada um dos reinos da natureza consta de regiões diferentes, ocupadas por estados (as espécies) mais ou menos independentes, (distintas) ligados, hierarquicamente, dos mais simples aos mais complexos.

A hierarquia depende do número de oficinas; a mais ínfima contém uma única; a mais elevada encerra todas, ocupando-se, cada qual, com um trabalho peculiar, cada uma executando o seu, (as ínfimas separadas e sucessivamente) até que, criadas todas e constituído o laboratório, passam a funcionar simultânea e sinergicamente, concorrendo, cada qual, com o seu trabalho e convergindo os seus esforços para o mesmo fim — a criação.

Constituído o laboratório (o vivente) com as oficinas necessárias (as partes componentes do corpo), e estas com os seus mecanismo (órgãos), ele entra em atividade e funciona sempre, incessantemente, enquanto as máquinas funcionam regularmente e até que não possam mais ser reparadas, a menos que um acidente venha a interromper o trabalho de transmissão do movimento, porque então o laboratório emudece, temporária ou definitivamente.

A reprodução, arremedo ou simulacro da estática (formas, atitudes, feição), é uma espécie de memória, memória física, retentividade de formas, a qual se pode, ou antes se deve considerar como transformação ou melhor, vitalização da força de coesão que é aquela que conserva e torna permanente a configuração dos corpos: é o atavismo orgânico, corpóreo.

O mesmo fenômeno de ordem dinâmica (reprodução do caráter, aptidões e tendências afetivas e intelectuais) é do domínio psíquico, o qual se deve reputar como uma espécie de memória não material, mas mecânica e, portanto, ainda retentividade, que chamarei memória perispiritual, pois que é o corpo anímico quem conserva as modalidades de existências passadas”.

O Dr. Pinheiro Guedes refutou, como se vê, as teorias sustentadas pelas correntes materialistas, inclusive da medicina, contrapondo-lhes os seus conhecimentos espiritualistas hauridos em fontes da mais cristalina essência.

Fê-lo, com o sincero desejo de servir à classe médica, a que pertencia, por não ignorar que ela poderia prestar ainda maiores benefícios à humanidade, se acrescentasse aos seus valiosos estudos de fisiologia, o resultado das pesquisas, não menos importantes, no campo da Espiritologia.

O médico que puder ministrar tratamento físico, com o conhecimento das causas ou influências psíquicas que incidem sobre a maioria das enfermidades, é duas vezes médico.

Será necessário assinalar ser a presente divulgação sinceramente inspirada no desejo de ver a humanidade se reerguer para empreender, por caminhos seguros, a marcha da sua evolução, sabendo o que faz e por que o faz?

 

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