12- O JAPÃO

A Era da Sabedoria
24 de setembro de 2018 Pamam

Como sempre, invariavelmente, em todas as nações as suas histórias começam com os deuses, pois que os espíritos obsessores quedados no astral inferior sempre foram muito atuantes, em todos os tempos, até a história do mundo começa com um deus bíblico, e no Japão não foi diferente. No começo nasciam macho e fêmea e depois morriam, mas separadamente, diferentemente da mentirosa Bíblia, até que por fim dois deles, Izanagi e Izanami, irmão e irmã, receberam dos mais velhos a tarefa de criar o Japão. Postados sobre uma ponte flutuante erguida no céu, lançaram no oceano a cravejada lança, cujas gotas espirradas surgiram as Ilhas Sagradas. Observando a vida das rãs na água, os deuses aprenderam o segredo da cópula, então juntaram Izanagi e Izanami e ambos deram surgimento à raça japonesa. Do olho direito de Izanagi nasceu Amaterasu, a Deusa do Sol, e do seu neto Ninigi saíram, em uma linhagem ininterrupta, todos os imperadores do Japão, que até agora somente houve uma dinastia. A cravação da lança no oceano fez com que espirrassem 4.223 gotas, que é o número de ilhas do arquipélago, mas que somente cinco apresentam um tamanho considerável. Logicamente que todo cretino que acredita na estúpida criação bíblica, deve acreditar também na criação da raça japonesa, pois ambas foram moldadas na mesma fôrma da imaginação humana.

A palavra Japão não tem a sua etimologia muito bem explicada, segundo os estudiosos ela é uma corrupção da palavra japan ou japun, nome dado pelos malaios àquelas ilhas. Já a forma japonesa nippon procede do chinês jik-pen, que designa o lugar de onde o Sol nasce, por isso ele é denominado de A Terra do Sol Nascente.

Mas a verdadeira origem do povo japonês é incerta. Os estudiosos consideram três hipóteses para o surgimento da raça. Na primeira, uma primitiva raça branca, os ainus, que parecem ter vindo do rio Amur, nos tempos neolíticos. Na segunda, uma raça amarela, de sangue mongólico, vinda da Coreia, no século VII a.C. E na terceira, uma raça malaia ou indonésia, infiltrada nas ilhas do sul.

O animismo, o totemismo e a adoração dos antepassados e do sexo também satisfaziam as necessidades consideradas credulárias dos primitivos japoneses. Como em todos os lugares, lá os espíritos andavam por toda a parte, nas plantas, nas estrelas, nos insetos, nas árvores, inclusive, nos homens. Era a ideia equivocada que eles tinham acerca da existência dos espíritos do astral inferior. Inúmeras deidades pairavam sobre as casas e os seus moradores, dançando nas chamas das lâmpadas. A vidência do futuro era praticada por meio do estudo de linhas astuciosamente produzidas pela queima de ossos de veado e cascos de tartaruga, com tais práticas verificavam a boa ou a má sorte e se deviam ou não empreender viagens.

Como era prática comum dos povos mais antigos, os japoneses temiam e adoravam aos mortos, porque podiam gerar muitos males para o mundo. E aqui se pode comprovar uma certa noção a respeito dos mortos ficarem quedados no astral inferior, ao invés de retornarem para os seus Mundos de Luz. Com o fim de aplacar os espíritos dos mortos, eles punham objetos preciosos nos túmulos, mais precisamente uma espada, se eram homens, e espelhos, se eram mulheres, havendo ainda as orações postas nos oratórios diariamente. De vez em quando faziam sacrifícios humanos para aplacar a chuva excessiva ou para assegurar a estabilidade de uma construção ou muralha. E, ocasionalmente, os servos de um grão senhor eram com ele enterrados, para servi-lo na outra vida.

Como derivação da adoração dos ancestrais surgiu o mais velho credo japonês, o Shinto, ou seja, O Caminho dos Deuses, o qual assumiu três formas:

  1. O culto dos mortos da família;
  2. O culto dos mortos do clã;
  3. O culto dos mortos imperiais e dos deuses criadores da raça.

Ao divino progenitor da dinastia eram endereçadas humildes petições sete vezes ao ano, por intermédio do imperador ou os seus representantes, e lhe ofereciam preces especiais quando o país entrava em uma campanha.

Diferentemente dos outros credos, o Shinto não requeria crença, nem excessivo ritual, como também não possuía um código moral. Originalmente não dispunha de sacerdócio especial, nem de alguma doutrina consoladora da existência de um quimérico céu em outra vida. Tudo quanto exigia dos seus devotos era de vez em quando uma peregrinação e uma piedosa reverência pelo imperador e o passado. Assim, por não haver promessas de salvação e de um paraíso, o Shinto caiu por ser muito modesto e parco em recompensas sacerdotais.

Somente na era cristã, em 522, o budismo, que entrara na China quinhentos anos antes, passou-se para o Japão, em rápida conquista. Dois elementos influíram para lhe dar a vitória em nova terra:

  1. A tendência ignorante do povo por algum tipo de crença;
  2. As necessidades políticas do Estado.

Não se encontra na história do Japão alguma grande mentalidade que tivesse influído significativamente em sua cultura, a qual sofreu a influência de Buda.

 

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