12- A INTELIGÊNCIA

Prolegômenos
7 de junho de 2018 Pamam

Formar um conceito de inteligência em termos absolutos é algo que não está ao alcance de quem quer que seja, justamente por isso a própria doutrina do Racionalismo Cristão identifica a Deus, ou o Criador, ou o Todo, como sendo também a própria Inteligência Universal.

Em sendo assim, partindo do princípio de que eu sou parte da Inteligência Universal, assim como também todos os meus semelhantes, aliás como são ainda todos os seres, eu devo explanar a inteligência naquilo que me cabe, ou seja, no contexto em que o meu estágio evolutivo se encontra em relação à Inteligência Universal. Então eu devo tirar de mim mesmo tudo aquilo que o meu espírito conseguiu apreender a respeito do Universo e que forma a minha concepção universal, de onde eu formulo a minha ideia geral do que seja a inteligência, uma vez que eu já consegui passar pela fase da imaginação e adentrar na fase da concepção, de onde se formulam verdadeiramente as ideias a respeito da existência eterna e universal.

Muitos seres humanos tentaram tirar de si mesmos tudo aquilo que entendiam como sendo Deus, mas quase todos esses entendimentos eram provenientes das suas próprias imaginações, e não das suas concepções, o que implica em dizer que eles não tinham uma verdadeira ideia acerca da Inteligência Universal, portanto, das suas próprias inteligências, por isso sempre projetavam Deus para fora de si mesmos, ignorando completamente que Ele se encontra em nós mesmos, já que somos as suas partículas, quer dizer, somos os seres do Ser Total, as criaturas do Criador, o que implica em dizer que a nossa inteligência tende para a Inteligência Universal.

O único que conseguiu tirar de si mesmo a ideia verdadeira acerca de Deus foi Jesus, mas ele conseguiu alcançar a condição do Cristo, não tendo por isso mostrado a sua alma para toda a nossa humanidade, já que pertence a uma outra humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo. Além do mais, a nossa humanidade não estava ainda preparada para conceber a grandeza da sua alma, pois que ela não podia ser concebida por quem se encontrava ainda na fase da imaginação. Mas ele chamou a Deus de Pai, o que significa a perfeita idenficação da sua inteligência com a Inteligência Universal, pois que tal Pai, tal filho.

Entretanto, alguns seres humanos mais evoluídos que conseguiram adentrar em parte na fase da concepção, ou que se posicionaram na zona fronteiriça entre a imaginação e a concepção, conseguiram formular algumas ideias a respeito da Inteligência Universal, tirando de si mesmos tudo aquilo que entendiam por Deus. O maior deles foi Luiz de Mattos, que em sua altíssima espiritualidade conseguiu a percepção da Inteligência Universal, sentindo-A em tudo que contemplava, mas grande parte em relação à sua percepção, como demonstra claramente em sua obra Vibrações da Inteligência Universal, as páginas 27 e 28, quando ele descreve a sua contemplação perceptiva da seguinte maneira:

Vê-se-a, hoje, como foi vista muitas vezes, nos templos do Egito, na Índia, na Grécia (deve-se incluir a China, pois que ele se refere às encarnações anteriores de Jesus, o Cristo, que encarnou em todos esses lugares, digo eu), e por toda parte:

1.º) Na figura de Jesus, o Cristo, quando, após a sua trágica morte, apareceu, em corpo astral, aos seus apóstolos, para lhes demonstrar, na prática, tudo quanto havia explicado, em teoria;

2.º) Na figura de Santo Antônio, deixando em Pádua o seu corpo carnal e se transportando a Lisboa em corpo astral; e na aparição de tantos outros seres, mencionados até nas publicações Católicas Apostólicas Romanas, e outras;

3.º) Na luz puríssima da aura que envolve os seres encarnados, verdadeiramente virtuosos, vista, bem claramente, pelos inúmeros videntes, e até fotografada por investigadores honrados;

4.º) Nas formas diversas de luz astral, já em globos de várias cores e tamanhos, em estrelas, em pirilampos e outros, e já na transformação desses globos e estrelas em rostos humanos aureolados, envoltos em fluido astral branco diáfano, semelhante a uma gaze que os médiuns videntes observam também nas correntes fluídicas;

5.º) Vê-se-a, ainda, quando as suas partículas, as Forças Superiores, os espíritos puros, em dias e horas próprias, atraídos por correntes fluídicas, para tal fim organizadas, apresentam-se em corpo astral branco e diáfano, aureolados pela luz que lhes é própria, a espargir fluidos sobre líquidos e corpos, e a animar as criaturas para a luta tremenda da virtude contra o vício, do bem contra o mal, da verdade contra a mentira, da luz contra as trevas”.

É certo que a Inteligência Universal se encontra em nós mesmos, mas parcelada, segundo o estágio evolutivo em que nos encontramos, consoante as parcelas das propriedades da Força, da Energia e da Luz que foram adquiridas em nossa evolução, como assim afirma Luiz de Mattos na mesma obra, a página 125, embora tratando apenas da propriedade da Força, através da qual ele evolui em primeiro plano, e que foi o representante dessa propriedade neste mundo quando aqui esteve encarnado, da seguinte maneira:

Quase todos pronunciam o nome de Deus (Grande Foco), quando se veem em dificuldades, quando iniciam qualquer trabalho custoso, demonstrando assim que os seres humanos sentem em si, e em volta do seu eu, a existência predominante de uma Força e que, por intuição, conhecem o seu alto valor, embora o não saibam definir, e desconheçam a sua essência, chegando muitos mesmo a lhe negar a existência, o seu altíssimo valor, a sua real influência em tudo quanto vive e se move no Universo”.

O certo é que o verdadeiro Deus, ou a Inteligência Universal, encontra-se contido em nós mesmos, e não fora de nós, como assim pensam os que ainda se encontram na fase da imaginação, notadamente os credulários, que O personificam e Lhe dão a imagem humana, caracterizando assim o antropomorfismo, mas com poderes sobrenaturais, por isso quanto mais nós vamos evoluindo, afastando-nos da ignorância, onde se encontra o mal, com o abandono paulatino da imperfeição, e nos aproximando do âmbito da perfeição, praticando sempre o bem, que prenuncia e caracteriza a amizade espiritual, tanto mais nós vamos universalizando a nossa inteligência, até conseguirmos tirar de nós mesmos tudo aquilo que nos identifica com a Inteligência Universal, quando então podemos comprovar que todos nós fazemos parte igualmente de um todo humano, de natureza espiritual, o qual tem que conhecer e experimentar tanto a imperfeição, portanto, o bem e o mal, como a perfeição, portanto, a amizade e o amor espirituais, em que este último no futuro todos os seres humanos deverão produzir, e em que aquela primeira todos deverão produzir nesta Grande Era que ora se aproxima.

Por isso, a nossa própria individualidade parte do âmbito da imperfeição e evolui para alcançar o âmbito da perfeição, quando então nos reintegramos Deus, à Inteligência Universal, ao Todo, depositando o nosso acervo de imperfeição no acervo total da Imperfeição do Todo, pois que Deus não pode ser Imperfeito in totum, o que implica em dizer que a imperfeição é finita, limitada, embora tenha uma extensão inconcebível para nós encarnados, enquanto que a perfeição é infinita, ilimitada. Desta maneira, a Inteligência Universal é o Todo, ou seja, Perfeita e lmperfeita, Infinita e Finita, Ilimitada e Limitada, Sapiente e Ignorante, Coletiva e Individual, e tudo o mais que se queira conceber, pois que a Inteligência Universal tem que conhecer e experimentar a tudo em suas individualidades, inclusive o bem e o mal, para que em suas individualidades possa primeiro produzir a inimizade, produzindo inclusive o ódio, até que possa produzir a amizade espiritual, em primeiro plano, que é diferente da amizade mundana, em que ela deverá culminar na produção do amor espiritual, que por sua vez é diferente do amor carnal, inclusive do amor familiar, já que este se prende por intermédio dos laços carnais, por isso não passa de um simples arremedo do amor espiritual. Ou alguém pode imaginar ou conceber que a Inteligência Universal não venha a ser o Todo, sem projetar Deus para fora de si mesmo?

Aqueles que ainda se encontram presos aos seus universos individuais, sendo cativos das suas próprias imaginações, que ainda raciocinam através das representações por imagens, combinando-as, embora sintam a Inteligência Universal em si mesmos, quer queiram, quer não, como raciocinam assim com as representações de imagens, projetam das suas próprias imaginações uma imagem de Deus para fora dos seus “eus”. Assim, sem conseguirem afastar o raciocínio imaginativo, passam a formar algumas imagens de Deus através das suas próprias imaginações, o que não deixa de ser as representações de Deus em si mesmos, mesmo através da imaginação, comprovando assim as suas próprias inteligências em relação à Inteligência Universal, por isso mesmo ignoram completamente que tudo aquilo que pensam a respeito de Deus não passa dos retratos de si mesmos, daquilo que gostariam de ser, embora não ousem confessá-lo, pois que não conseguem atentar que se encontram em demanda de Deus, sendo, pois, os espelhos dos estágios evolutivos em que se encontram. Mas mesmo assim, Deus não deixa de se encontrar em si mesmos. É por isso que na obra básica doutrinária do Racionalismo Cristão intitulada de A Verdade Sobre Jesus, as páginas 134 e 135, está contida a seguinte afirmação acerca do assunto:

Se Deus é na verdade um ente determinado fora de nós, quem julga ter relações particulares com Deus é um ‘visionário’ (grifo meu) e, como as ciências físicas e fisiológicas nos mostram que uma visão sobrenatural é uma ilusão, o deísta que seja um pouco consequente se vê na impossibilidade de compreender as grandes crenças do passado. O panteísmo por outro lado, suprimindo a personalidade divina, está tão longe quanto possível do Deus vivo das religiões (leia-se credos, digo eu) antigas.

Os homens que mais altamente compreenderam Deus — Çaqui-Muni, Platão, São Francisco de Assis, Santo Agostinho, em alguns momentos das suas vidas inconstantes — foram deístas ou panteístas?

Tal pergunta seria um contra-senso. As provas físicas e metafísicas da existência de Deus, tê-los-ia deixado indiferentes. Sentiam o divino em si mesmos. Cabe a Jesus o primeiro lugar nessa grande família dos verdadeiros filhos de Deus. Jesus não tem visões. Deus não lhe falta, como a quem está fora dele; Deus está nele; ele se sente como Deus, e tira do seu espírito o que diz do seu Pai (grifo meu)”.

Antes de mais nada, eu devo aqui ressaltar que Abraão e Moisés julgaram ter relações particulares com Deus, então eles não passaram de visionários, mais propriamente de médiuns videntes e ouvintes, em que Jeová, o deus bíblico, apareceu-lhes todo empavavonado, assim como também os seus anjos negros. Então, Jeová não passa de um espírito tremendamente obsessor e altamente trevoso quedado no astral inferior, chefe de falanges de espíritos obsessores, cujos anjos negros fazem parte do bando de malfeitores.

É óbvio e mais do que evidente que o estágio evolutivo de Jesus, o Cristo, é muito superior ao meu atual estágio evolutivo, mas isto não implica que eu também não possa tirar de mim mesmo tudo aquilo que possa revelar acerca de Deus, ou da Inteligência Universal, desde que sejam guardadas as devidas proporções, uma vez que eu não vou chegar ao ponto de chamá-Lo de Pai, assim como fazem os sacerdotes, em imitação grotesca e estúpida ao nosso Redentor, pois que assim fatalmente não saberia o que estaria dizendo, já que a concepção de Jesus, o Cristo, é muito superior à minha concepção. Mas os sacerdotes, como são sórdidos e velhacos, chamam e ensinam aos seus arrebanhados a chamarem ao deus bíblico de pai. Vejam só, um espírito tremendamente obsessor e altamente trevoso, por demais perigoso, que somente pratica o mal, sendo chamado de pai!

Mas tirando tudo de mim mesmo, eu posso afirmar que a inteligência vai se formando a partir do ser mais imperfeito que existe, que é o ser hidrogênio, e vai se desenvolvendo por todos os reinos da natureza, em que a inteligência vai evoluindo por intermédio das propriedades da Força e da Energia, até que o ser se torna um ser humano, na ocasião em que a sua inteligência passa a evoluir também por intermédio da propriedade da Luz, quando ele assim passa a adquirir o raciocínio e o livre arbítrio, recebendo a denominação de espírito, passando a formar também o seu corpo de luz, além do seu corpo fluídico que já vinha formando desde o início da sua evolução pelo Universo.

No âmbito espiritual, o ser passa a desenvolver a sua consciência, que coordena o seu criptoscópio e o seu intelecto. A sua meta, então, é sopitar os atributos individuais inferiores e os atributos relacionais negativos adquiridos através dos instintos na irracionalidade, assim como também na racionalidade, e adquirir os atributos individuais superiores e os atributos relacionais positivos na racionalidade, pois que são os atributos que comandam os seus órgãos mentais, que são o criptoscópio, o intelecto e a consciência.

Neste capítulo relativo à inteligência, eu vou partir do princípio da espiritualidade, que é o que mais interessa à nossa humanidade. No entanto, eu não vou deixar passar em brancas nuvens a formação da inteligência a partir do ser hidrogênio, pois quando da explanação acerca da ilusão da matéria, na obra explanatória relativa ao sistema, contida no site pamam.com.br, o assunto deverá ser abordado em todos os seus detalhes precisos.

Então, eu posso afirmar que a inteligência é a faculdade racional do espírito apreender em sua alma, através dos seus órgãos mentais, as naturezas das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, formando a concepção precisa acerca da existência eterna e universal, em que através da sua concepção ele formula uma ideia geral acerca da realidade do Universo, onde no Espaço Superior se encontram os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e no Tempo Futuro se encontram as experiências físicas acerca da sabedoria, e como o espaço e o tempo formam o Universo, torna-se óbivo que nele se encontra o Saber, por excelência. Assim, quanto mais o espírito for adquirindo uma concepção em sua maior extensão, tanto maior será a apreensão em sua alma das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, e tanto mais extensa será a sua ideia geral formulada acerca da realidade do Universo.

E nesse evoluir constante no âmbito da realidade, o espírito consegue apreender em sua alma as coisas, os fatos e os fenômenos que existem em toda a formação da natureza, quando então consegue formar a concepção do todo que lhe corresponde e que se encontra em si mesmo, formulando uma ideia geral cada vez mais precisa acerca do Universo. Isto quer dizer que o Universo real e verdadeiro que lhe corresponde se encontra contido em sua própria alma, dentro do seu “eu”, e não fora de si mesmo. Dentro do “eu”, encontram-se o lado objetivo, que corresponde aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, pelo fato destes serem absolutos, ontológicos e incriáveis, e o lado subjetivo, que corresponde às experiências físicas acerca da sabedoria, pelo fato destas serem relativas, empíricas e criáveis, mas relativas ao lado objetivo, portanto, ao absoluto, empíricas em relação ao ontológico, e criáveis em relação ao incriado, que assim somente pode se encontrar na fase da concepção, e jamais na fase da imaginação.

Como esse todo universal é inerente a si mesmo, ele então é consciente de que todas as coisas que se encontram nesse Universo real e verdadeiro são seus irmãos, em essência, por isso deve haver primeiro a produção da amizade espiritual, para que possa haver uma solidariedade fraternal entre todos, que consiste em uma responsabilidade mútua de cada um para cada um, de cada um para com o todo, e do todo para cada um, para que somente depois então possa haver a produção do amor espiritual, quando então tudo muda, havendo um deslocamento, ou melhor, uma maior evolução para a perfeição, com esta já podendo ser contemplada, uma vez que estamos nos encaminhando rumo à Inteligência Universal.

A nossa evolução espiritual diz respeito diretamente a Deus, ou a Inteligência Universal, já que somos as suas partículas, e não diretamente ao Universo, que Nele está contido, pois que Ele é o Todo. Então, à medida que o espírito vai evoluindo, como núcleo que é do Todo, a Inteligência Universal vai para ele convergindo, parceladamente, até que o próprio Universo vai passando a ficar nele contido, parceladamente em sua alma, quando então a sua inteligência começa a se universalizar, já que a sua inteligência na evolução tende em se aproximar cada vez mais da Inteligência Universal, pois se Jesus, o Cristo, como espírito, chamou a Deus, ou à Inteligência Universal, de Pai, é porque ele é filho de Deus, e como todos nós somos espíritos, é porque também somos filhos de Deus, ou da Inteligência Universal, então, tal Pai, tal filho, excluindo-se aqui a filiação carnal, pois que estou me referindo à Inteligência Universal, ao verdadeiro Deus, e não ao deus bíblico.

Agora há que se lembrar que Deus é formado de Substâncias, as quais se dividem em Essência e Propriedades, que são as seguintes: Essência, que é o Ser Total; Propriedades, que são a Força Total, a Energia Total e a Luz Total. Em tudo isto existe a perfeição infinita e ilimitada, onde se encontra o amor absoluto, inconcebível para os seres humanos. Mas Deus não pode ser um ignorante da finitude, do limitado, da imperfeição, onde na ignorância se encontra o mal. Então do Ser Total vem a essência individualizada, que somos nós, os seres do Ser Total, as criaturas do Criador, que na espiritualidade passamos a evoluir adquirindo as propriedades da Força, da Energia e da Luz, percorrendo toda a finitude da imperfeição, o limitado, em que ainda na ignorância todo o mal aflora em nossas almas, até conseguirmos nos espiritualizar, praticando o bem, em busca de alcançar a perfeição, que quando é alcançada, na produção do amor espiritual, nós nos reintegramos a Deus, ao produzirmos o amor espiritual absoluto.

A propriedade da Força contém o espaço, onde se encontram os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, assim como também os atributos individuais superiores que formam a nossa moral, e por onde nós desenvolvemos o nosso criptoscópio. A propriedade da Energia contém o tempo, onde são criadas as experiências físicas acerca da sabedoria, assim como também os atributos relacionais positivos que formam a nossa ética, e por onde nós desenvolvemos o nosso intelecto. E a propriedade da Luz coordena a tudo isso, por onde através dela penetramos com a nossa luz astral as coordenadas do espaço e do tempo que formam o Universo; coordenamos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade com as experiências físicas acerca da sabedoria, em que alcançamos o Saber, por excelência; coordenamos os atributos individuais superiores com os atributos relacionais positivos, unindo a nossa moral com a nossa ética, alcançando a educação universal; e coordenamos o nosso criptoscópio com o nosso intelecto, tendo a consciência plena da existência eterna e universal.

Afinal, nós não somos partículas de Deus? E em sendo partículas de Deus, ao evoluirmos em relação a Ele, não tendemos a passar de um estágio evolutivo para outro estágio evolutivo ainda mais elevado, universalizando-nos cada vez mais, até nos confundirmos com a própria Inteligência Universal, em retorno para o Criador? Então, em nossa marcha evolutiva sempre ascendente e em retorno para o Criador, adquirindo cada vez mais a inteligência proveniente da Inteligência Universal, já não estaremos também universalizando a nossa inteligência? Em sendo assim, se o Universo está contido na Inteligência Universal, é lógico e racional que ele também passa a estar contido em nós mesmos, em nossa inteligência, que vai tendendo sempre a se universalizar cada vez mais.

A não ser que a imaginação humana venha a representar uma imagem de que Deus tenha limitado a nossa evolução em relação a Ele, em decorrência, os nossos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as nossas experiências físicas acerca da sabedoria, limitando também os nossos órgãos mentais e os nossos atributos individuais superiores e os nossos atributos relacionais positivos a um estágio condizente com este mundo Terra, sem que possamos transcendê-lo em demanda do Universo. Mas isto seria totalmente ilógico, desprovido de qualquer racionalidade, pois que nesta representação combinatória de imagens, a própria imaginação nos diria claramente então que Ele estaria limitando a Si próprio, ao limitar a evolução das Suas próprias partículas em retorno para Ele mesmo. E nessa limitação haveria fatalmente um desfalque do Todo, o que é inconcebível, por ser ilógico e não racional.

Note-se que, sendo totalmente ignorantes acerca da espiritualidade, os seres humanos se danam a projetar a sua própria imagem e semelhança diretamente para Deus, pois que totalmente limitados de ideias concebidas com acerto acerca do espaço e do tempo, imaginam que a Divindade fica a perambular pelo Universo, à moda de como eles perambulam por este mundo, ou que mora em um suposto céu, sem saberem de onde vieram antes de encarnarem, o que fazem neste mundo-escola e para onde vão após desencarnarem. E assim permanecem como que estáticos, cativos da atmosfera terrena, prisioneiros do próprio mundo em que se encontram temporariamente a habitar, pelo período correspondente a uma encarnação, e isto quando não ficam quedados na atmosfera terrena após a desencarnação, engrossando as fileiras dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, sem que se disponham a desprender o esforço necessário para transcendê-lo em demanda do Universo, para que assim possam se esclarecer acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, e também para que possam se situar em relação ao próprio Universo.

Ora, quem se situa, situa-se em relação a algo finito, e jamais em relação ao infinito. Então o que temos que fazer é transcender a este mundo e perscrutar o Universo, já que o habitamos, situando-nos no âmbito da nossa imperfeição, para que assim possamos contemplar a nossa origem desde que saltamos do Ser Total e adquirimos as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia, por intermédio do Sol, que é formado por estas duas propriedades, até o seu limite que nos cabe, seguindo os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, que lá, no limite da perfeição, conseguiu contemplar o infinito e chamar a Deus de Pai, tirando de si mesmo tudo aquilo que pôde conceber em relação ao nosso Criador.

Na realidade, ninguém se encontra a perambular pelo Universo, muito menos Deus, já que todo o Universo Nele se encontra contido, por conseguinte, uma parte maior do Universo passa também a estar contido naquele que conseguiu através do seu próprio esforço transcender a este mundo e se universalizar. Assim, são os próprios seres humanos que se encontram como se estivessem a perambular, mas não no Universo, e sim neste próprio planeta, pois que ignoram tudo acerca da espiritualidade, portanto, acerca da finalidade da existência eterna e universal. E o mais interessante é que aqueles que se consideram mais inteligentes que os demais, querem porque querem conhecer o Universo partindo deste próprio mundo, quando, na realidade, o processo é totalmente inverso, pois que temos primeiro que transcendê-lo, situando-nos no Universo, para que no âmbito universal possamos conhecer a este próprio mundo, partindo de um princípio muito elementar, que diz o seguinte: é o todo quem deve conhecer a parte que lhe compõe, e não a parte componente quem deve conhecer o todo.

Além do mais, se nós habitamos o Universo, qual é a razão plausível que nos impede de conhecer o âmbito em que estamos a habitar? A lógica pode se fazer por si mesma caso o espírito esteja impedido de conhecer o âmbito em que habita? Mas, mesmo assim, ainda dizem por aí que a inteligência humana, que não deixa de ser espiritual, é limitada em relação aos limites do Universo. Neste caso eu concordo plenamente, mas este limite se estende por todo o âmbito da nossa própria imperfeição, já que podemos contemplar além deste limite, que é o âmbito da perfeição, através dos rastros luminosos de Jesus, o Cristo, o nosso Redentor, embora não o tenhamos ainda alcançado, mas que evoluímos em demanda para onde ele evoluiu, que é o mesmo que evoluirmos em demanda de Deus, ou do nosso Criador, ou, ainda, da Inteligência Universal.

Agora observemos a seguinte incoerência: os seres humanos não possuem a mínima noção do que seja realmente o infinito, mas mesmo assim eles conseguem criar o infinito de maneira equivocada para realizar as suas operações matemáticas, quando afirmam que tais resultados ou tais números tendem para o infinito, quando, na realidade, os números jamais podem tender para o infinito, pois que é a mesma maneira de afirmar que o finito tende ao infinito, e isto é uma incongruência, pois que totalmente incôngruo.

A nossa inteligência não é limitada em si, e isto eu posso perfeitamente afirmar, partindo do princípio de que a nossa inteligência tende cada vez mais para a Inteligência Universal, o que implica em dizer que ela vai se estendendo cada vez mais em demanda do Universo, no processo da evolução espiritual, pois que como partículas individualizadas estamos em demanda do Todo. Em sendo assim, rigorosamente assim, como não poderia ser jamais de outra maneira, os cientistas, que se julgam os maiorais em termos de inteligência, mas que limitados às suas próprias imaginações, não conseguem ao menos extrapolar ao âmbito dos seus próprios corpos carnais para que possam utilizá-la e assim possam ser realmente os maiorais em termo de inteligência, tais como se julgam, pois que concentram a manifestação da inteligência em seus próprios cérebros. E se não conseguem extrapolar aos seus próprios corpos carnais, fica muito difícil extrapolar a este mundo em que se encontram cativos, transcendendo-o, para que assim possam se universalizar.

Se a nossa concepção pôde ser capaz de conceber o Universo, então a nossa concepção logicamente pode ser capaz também de conhecê-lo, pois que temos esta faculdade, que se manifesta inteiramente por intermédio da nossa inteligência. Caso contrário, a racionalidade deixaria de existir, a lógica se embaraçaria, o sentido perderia o seu Norte e toda a razão se atrapalharia, sempre quando envidássemos um supremo esforço com o propósito de conhecer algo que jamais poderia ser totalmente conhecido, em face da sua infinitude. Ora, nós estamos justamente em demanda do infinito, em retorno para a nossa própria origem. Este explanador do Racionalismo Cristão, por exemplo, jamais se disporia a conhecer algo que não pudesse ser totalmente conhecido, pois que sei de antemão o que posso e o que não posso conhecer. Neste caso, alguém se dispor a conhecer algo que não pudesse ser totalmente conhecido seria, antes de tudo, uma luta inglória!

Como o criptoscópio lida com o espaço, onde se encontram os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, e como o intelecto lida com o tempo, onde se encontram as experiências físicas acerca da sabedoria, é óbvio que a consciência coordenando a tudo isso consegue apreender o Saber, por excelência, já que o espaço e o tempo formam o Universo. A doutrina racionalista cristã ainda ignora o que seja o criptoscópio, sendo por isso que a obra básica do Racionalismo Cristão utiliza o termo espiritualidade, ao invés de criptoscópio, quando a página 11, referindo-se ao assunto, afirma o seguinte:

Espiritualidade e intelectualidade (grifo meu) são atributos diferentes que o ser humano aprimora independentemente, podendo avançar mais no desenvolvimento de um ou do outro, no curso de cada encarnação. Indispensáveis, ambas, à evolução do espírito, terão de ser alcançadas com esforço e determinação”.

A própria doutrina do Racionalismo Cristão, em sua Obra Básica, na orelha da capa, ensina acertadamente que os seres humanos só podem compreender a existência universal através da inteligência, quando se referindo apenas à propriedade da Força, o que é óbvio, pois que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade se encontram nela contidos, vem afirmar o que se segue:

Força é vida, é inteligência, é o princípio que tudo cria e anima. Só podemos entender a vida, no que ela possui de universal (grifo meu), de grandioso e profundo, conhecendo-nos a nós próprios, portanto, entendendo-nos como inteligência (grifo meu)”.

Mas para que possamos nos compreender como inteligência, faz-se necessário que conheçamos o processo do nosso próprio desenvolvimento espiritual, que conheçamos a nós mesmos na nossa composição astral e carnal, para que, então, com esse cabedal de conhecimentos metafísicos fundamentais, reunamos as condições necessárias para que possamos nos conduzir com o necessário aproveitamento na vida, cumprindo bem com as nossas obrigações, deveres e missões neste mundo. Assim, podemos nos convencer de que todas as vezes que infringirmos as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, estaremos retardando inapelavelmente a marcha da nossa evolução.

E sem que os seres humanos estejam conscientes, e bem conscientes, acerca do estágio evolutivo em que se encontram atualmente as suas inteligências como um todo, ainda posta na fase da imaginação, torna-se muito difícil que eles percebam a verdade e compreendam a sabedoria, portanto, em tornarem lúcidas as suas consciências, para que então consigam aceitar racionalmente a razão de tudo que ora lhes está sendo explanado em relação à existência eterna e universal, uma vez que eles, invariavelmente, sempre buscam nos seus próprios universos pessoais os elementos necessários que os façam adquirir a consciência universal, que são restritos ou limitados à imaginação.

A própria doutrina do Racionalismo Cristão reconhece que não consegue penetrar no universo pessoal da imaginação humana, e que todas as tentativas foram quase sempre como malhar em ferro frio, como se diz comumente. Se os seres humanos não se dispuserem a adquirir a boa vontade em se esclarecerem espiritualmente; se não se dispuserem a investigar e a pesquisar com ânimo resoluto para poderem perceber e ou compreender tudo aquilo que lhes está indo ao encontro através desta explanação, esforçando-se por se deslocar da fase da imaginação para adentrar na fase da concepção; se não procurarem envidar esforços da mesma forma por encontrar o caminho verdadeiro que os levem a inteligir tudo quanto ora lhes está sendo revelado, e que se encontra fora do âmbito do seu próprio universo pessoal; desde que assim não procedam, irão sempre formar em suas imaginações — pelo processo de analogia e adequação — as representações de imagens distorcidas combinadas em suas mentes, que se referem a tudo aquilo que lhes venha de fora, ou a tudo aquilo que lhes seja explanado; levando-os assim a tudo concluir de forma precoce e precipitada, sem que possam colher os frutos de uma análise verdadeiramente investigadora e pesquisadora, notadamente no que diz respeito aos assuntos de natureza universal, quando, na realidade, já têm a obrigação de se integrarem ao Universo.

Mas para que possam se integrar ao Universo, os seres humanos têm que se deslocar por si mesmos dos próprios universos pessoais que para si formaram — sair da fase da imaginação — para que, desta forma, não fiquem limitados a fazer analogias e a adequar tudo em função das suas próprias maneiras de perceber ou de compreender as coisas, os fatos e os fenômenos que ocorrem neste mundo, portanto, limitando tudo em função das suas próprias existências, que neste planeta são relativas a uma única encarnação, e que se situam no âmbito da ilusão da matéria, no caso das ciências, ou que se situam no âmbito do devaneio do sobrenatural, no caso dos credos e das suas seitas.

Daí a grande dificuldade encontrada pela doutrina racionalista cristã para se fazer presente no espírito humano, quer dizer, no espírito das pessoas comuns que ainda não estão espiritualizadas. Daí também a explicação da vulgaridade e da improcedência das opiniões humanas, uma vez que essas opiniões são sempre provenientes de um universo particular, próprio, pessoal, formado a partir de conhecimentos irreais e de experiências físicas individuais de vida. Por isso, tais opiniões são restritas ao âmbito do universo particular, próprio, pessoal, de quem as emitiu. Assim, não resta a menor dúvida de que os seres humanos são sempre detentores de opiniões improcedentes sobre assuntos de natureza universal, assim quando não seguem as opiniões dos outros tais como sendo ovelhas arrebanhadas.

É por isso que a doutrina racionalista cristã afirma que há milhões e milhões de seres humanos encarnados no planeta, que se sentem apreensivos por falta de uma bússola norteadora que lhes indique o Norte a seguir, e que se a bússola norteadora que Jesus, o Cristo, trouxe do seu Mundo de Luz não tivesse sido parcialmente desimantada pela extrema ignorância humana, muitos já teriam concluído o curso na Terra e estariam a exercer as suas atividades em outras regiões do Universo. A essas atividades em outras regiões do Universo eu explanarei quando tratar do assunto em questão, pois que tais atividades se darão por intermédio do desdobramento, em que a volição se fará valer para se visitar outros mundos.

Para que os humanos possam se entender como inteligência, torna-se mister que eles conheçam as fases por que as suas inteligências vão passando e os correspondentes mecanismos que as vão formando, para que assim possam verdadeiramente comprovar que atualmente ainda se encontram limitados a uma delas, que é a fase da Imaginação. É por isso que Farias Brito, em sua obra Finalidade do Mundo – 2° Volume, as páginas 262 e 263, mesmo sem tratar dos órgãos mentais que formam a nossa inteligência e dos atributos que a comandam, vem afirmar o seguinte:

Desde que estudar as verdades elementares, os dados primitivos do conhecimento, é, em última análise, estudar a consciência, pode-se dizer que o primeiro problema da Filosofia consiste, no sentir de Stuart Mill e de Hamilton, em se esforçar por deduzir a verdadeira significação da consciência, isto é, procurar dar a explicação, descobrir os segredos das verdades fundamentais do conhecimento.

… estabelecer um critério seguro da verdade. Parece tudo isso muito simples, mas em verdade não o é, e para chegar a qualquer resultado é mister submeter a exame em seus fundamentos o mecanismo todo inteiro da inteligência (grifo meu)”.

Para tanto, vejamos como o grande médico e espiritualista, Dr. Pinheiro Guedes, em sua obra Ciência Espírita, as páginas 154 e 155, vai descrevendo com clareza cada uma dessas fases e os correspondentes mecanismos que as formam, como todo o processo de desenvolvimento espiritual se encontra envolvido em tal descrição, e como tudo está de inteiro acordo com o que acima foi exposto, quando ele diz o seguinte:

A INTELIGÊNCIA no homem é uma oficina completa, perfeita; ela possui todos os instrumentos necessários à inspeção do Universo (grifo meu), à análise e à síntese de todos os fatos da natureza e à descoberta das leis que os regem…”.

Mais na frente, ele diz:

“… e ainda outros mais perfeitos, constituídos pela junção de alguns daqueles, formando aparelhos mais sensíveis e de maior alcance: a concepção, a imaginação e a razão…”.

Temos agora as duas fases da inteligência por que passam os seres humanos, que como o próprio autor, com certa clareza, revela, que são as seguintes: a fase da imaginação, em que se raciocina com as representações de imagens, combinando-as, que se situa no âmbito da irrealidade; e a fase da concepção, em que se raciocina com as formulações de ideias, associando-as, por onde se alcança a razão, que se situa no âmbito da realidade.

Os militantes do Racionalismo Cristão chegaram a ler esses dizeres transmitidos pelo Dr. Pinheiro Guedes, mas todos eles passaram por cima deles sem que tivessem conseguido compreender aquilo que estavam realmente a ler, sem que tivessem percebido que se encontravam frente a frente com as fases e os verdadeiros mecanismos que formam a inteligência do espírito. Mas a verdade, em síntese, é que todos continuam a ignorar aquilo que o ilustríssimo autor já percebia em seu espírito e queria, na realidade, transmitir à nossa humanidade, pois que ele é mais perceptivo e menos compreensivo.

Analisando com critério a interpretação dos elementos em questão, qualquer um pode constatar como esse importante colaborador da nossa Grande Causa transmite com a precisão devida, mas não explana com a presteza requerida, o processo completo de formação da inteligência espiritual. E só não consegue esse intento porque não é um espírito verdadeiramente teórico, como teóricos não são igualmente os seres humanos que sejam veritólogos ou religiosos, que lidam com as teorias “a priori”, mais resumidas, pois que verdadeiramente teóricos são aqueles que sejam saperólogos ou cientistas, que lidam com as teorias “a posteriori”, mais extensas, notadamente os ratiólogos, que lidam com as verdadeiras teorias.

Eu vou agora dividir cada uma dessas duas fases da inteligência humana e explaná-las em separado, para que assim se possa obter uma compreensão mais clara e precisa a respeito do processo de formação e representação de cada uma delas.

Mas antes eu devo lembrar que Deus está contido em cada um de nós, em conformidade com o estágio evolutivo em que cada um se encontra, o que implica em dizer que os mais evoluídos são os intermediários de Deus para os menos evoluídos, e que estes têm que depositar as suas fés naqueles, para que, em contrapartida, eles possam depositar as suas convicções nos menos evoluídos, desde que todos adquiram a consciência plena desta realidade universal. É assim que vai se estabelecer uma hierarquia de natureza espiritual em nossa humanidade.

E como Deus é a própria Inteligência Universal, Jesus, o Cristo, como tendo sido o nosso chefe, foi o intermediário entre Ela e a nossa humanidade, tendo deixado Luiz de Mattos como sendo o nosso chefe em seu lugar, quando retornou para a sua própria humanidade. Por isso, Luiz de Mattos é agora o intermediário entre a Inteligência Universal e a nossa humanidade. Mas acontece que Luiz de Mattos é o espírito da verdade, enquanto que eu sou o espírito da sabedoria, que tendo unido, irmanado, congregado, a verdade e a sabedoria, consegui alcançar a razão, portanto, além do espírito da sabedoria, eu sou também o espírito da razão. Em decorrência, Luiz de Mattos e eu somos os dois expoentes da nossa humanidade.

Assim, nesta minha condição de um dos dois expoentes da nossa humanidade, eu passo a representar neste mundo o próprio Astral Superior, como sendo um dos seus dois principais instrumentos que já encarnaram neste nosso mundo-escola denominado de Terra, razão pela qual eu passo a ser aqui neste mundo o intermediário entre a Inteligência Universal e todos os seres humanos que por aqui se encontram, ou vão se encontrar. Mas a fé em mim a ser depositada depende de cada um, naquilo que a sua consciência vai determinar, nesta época atual, pois que após a minha desencarnação ela não será mais necessária, posto que vou me deslocar da nossa humanidade e me integrar a uma outra humanidade, a que nos segue na esteira evolutiva do Universo. Vejamos o que o próprio Luiz de Mattos pensa sobre o assunto, quando em sua obra Cartas ao Chefe do Protestantismo no Brasil, as páginas 163 e 164, o espírito da verdade afirma o seguinte:

Não tendes sacristias, nem coros e torres nas vossas casas, para que nelas materialmente sejam desonradas as donzelas e as mulheres casadas, como fazem os libertinos do Vaticano; nem tendes o confessionário para mentalmente, também, desonrar os mesmos seres; e isso já é alguma coisa de bom e de superior sobre a Mãe sensual, libidinosa, devassa, do Protestantismo; mas não é o bastante, querido amigo, para satisfazer as almas não podem nem querem viver sem religião, sem a RELIGAÇÃO, do seu espírito ao Astral Superior, chefiado por Jesus, o Cristo, como intermediário da Inteligência Universal (grifo meu), do Grande Foco gerador de tudo quanto existe”.

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