12.10- O livro

Prolegômenos
13 de junho de 2018 Pamam

Assim como é mais conhecido, o livro representa o registro de uma obra humana que foi escrita para as mais diversas finalidades, segundo os campos a que se destina, podendo conter o registro de uma obra veritológica, saperológica, ratiológica, religiosa, científica, religiocientífca, técnica profissional, técnica amadora, literária, poética, artística, ficcional, crônica, biográfica, cordelense, acadêmica, colegial, cursiva, receituária, etc.

Além do registro das obras humanas, o livro também é utilizado para o registro de outras atividades com as mais diversas finalidades, como para a anotação das leis, a anotação do ponto de funcionários, a anotação contábil, a anotação de hóspedes, etc., que aqui neste contexto não têm qualquer relação com o assunto a ser abordado, desconsiderando para esses registros o processamento eletrônico de dados que são utilizados na atualidade.

Então a escrita pode ser considerada como sendo a maior invenção do ser humano em toda a sua história, uma vez que ela permite que os acervos de conhecimentos e de experiências de determinados seres humanos, além de outros acervos, tais como os atributos superiores e inferiores, positivos e negativos, adquiridos no decorrer das suas evoluções espirituais, possam ser transmitidos aos demais seres humanos, através das palavras postas em um livro, para que assim possam haver as transferências mútuas desses acervos entre todos eles, o que sem esse intercâmbio de acervos as evoluções dos espíritos seriam imensamente retardadas, muito além da conta, alterando em demasia o ritmo evolutivo universal, que não pode ser lento, mas sim acelerado, mantendo-se assim constante para todas as humanidades.

Mas a utilidade da escrita não se restringe apenas ao intercâmbio desses acervos de conhecimentos e de experiências, de atrIbutos superiores e inferiores, positivos e negativos, postos em livros, pois os seres humanos são detentores do raciocínio e do livre arbítrio, o que lhes permitem a plena liberdade de sentimentos e de pensamentos, para que aos poucos possam ir concebendo as coisas, os fatos e os fenômenos da natureza que os rodeiam, segundo os seus melhores julgamentos, apreendendo em seus corpos mentais os conhecimentos, as experiências e os demais acervos que lhes dizem respeito, e deles fazendo um juízo. É óbvio que até um determinado estágio evolutivo, os seres humanos ainda não possuem os seus corpos mentais muito desenvolvidos, uma vez que os seus desenvolvimentos são diretamente proporcionais aos desenvolvimentos dos seus raciocínios.

Mas acontece que nas suas imaginações acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos da natureza que os rodeiam aqui neste mundo Terra, assim quando não extrapolam lamentável e estupidamente para o sobrenatural, deles fazendo um juízo que venha a ser o mais racional possível, os corpos mentais e os raciocínios dos seres humanos têm que formular, obrigatória e necessariamente, uma representação mental a respeito de tudo isso que se encontra a rodeá-los, que, de início, tende obviamente a ser apenas aparente, ilusório, em inteira conformidade com tudo aquilo que lhes vão apontando os sentimentos e os pensamentos, com essas representações mentais se desenvolvendo e se transformando naturalmente em outras representações mentais, à medida que eles vão interagindo cada vez mais com o meio ambiente e com os demais seres humanos, e assim essas representações mentais vão progredindo e se aperfeiçoando cada vez mais, pois que nesse estágio evolutivo a grande finalidade é conseguir adentrar no âmbito da realidade objetiva relativa ao mundo em que estão temporariamente a habitar, sabendo que nele se encontram presos, sendo cativos do seu ambiente.

Para que um livro possa realmente vir a ser útil à humanidade, é preciso que o autor da obra tenha conseguido apreender em seu corpo mental pelo menos uma representação mental do belo, daquilo que possa contribuir para a evolução espiritual dos demais seres humanos, seja em que campo for, mesmo que ele se situe fora do âmbito da realidade da vida, para que assim não venha procurar abordar aos assuntos que contribuam para incentivar os prazeres ditos materiais e carnais, geralmente carregados de violências, intrigas, desentendimentos, conflitos, traições, luxo, sexo e tudo o mais que faz as delícias de muitos leitores despreparados para a verdadeira vida, que é a vida espiritual, com o único intuito de vender e de se notabilizar como escritor, através da saliência social, aliás, de péssimo escritor, diga-se de passagem.

O livro, pois, em geral, apresenta para os leitores a representação mental que o autor da obra tem em relação às coisas, aos fatos e aos fenômenos da natureza, em que os próprios seres humanos se encontram inseridos, de onde ele retira as suas imagens — combinando-as — para transmiti-las aos seus semelhantes. É de relevante importância se saber a respeito dessas imagens que formam a imaginação humana e de outros assuntos correlatos transcendentes da imaginação, a qual eu considero como sendo de fundamental importância para a evolução espiritual da nossa humanidade, para tanto, torna-se necessário que se tenha adquirido algumas noções acerca da formação da nossa inteligência — imaginação e concepção —, que se fazem necessárias para a elaboração de uma boa obra, que seja útil à coletividade.

O livro é o resultado daquilo que nós temos apreendido em nosso corpo mental, que representa o nosso acervo espiritual, portanto, ele pode ser considerado como sendo a síncrese dos nossos órgãos mentais — o criptoscópio, o intelecto e a consciência —, que representam o ponto de partida para a exposição de um determinado assunto, revelando o momento propício para explicitar a visão do conjunto do todo. É através do livro que ocorre a mediação entre o autor e o leitor, em que se exploram os momentos teóricos na verdadeira intenção em determinar sentimentos e pensamentos, através de conceitos e outros, para que então possam ser observados, analisados, refletidos, meditados, etc. A partir daí, as observações, as análises, as reflexões, as meditações, etc., acerca do conteúdo do livro, passam a se incorporar ao acervo do leitor, o que ocorre através das construções e das desconstruções dos reconhecimentos do teor que foi transmitido.

O livro pode encerrar ilusões e devaneios, que são próprios da imaginação humana, encerrando expressões individuais ou coletivas. Mas ele também pode encerrar conhecimentos e experiências, verdadeiros ou falsos, assim como também expor atributos superiores ou inferiores, positivos ou negativos, cabendo, pois, ao leitor, apreender o seu conteúdo em seu corpo mental, dele fazendo um juízo acertado, para que assim venha a aproveitar tudo aquilo que de belo nele se encontra, rejeitando aquilo que lhe seja prejudicial, tirando para si uma lição de vida.

Quando o órgão mental denominado de criptoscópio e o órgão mental denominado de intelecto já se encontram bastante desenvolvidos, sendo devidamente coordenados pelo órgão mental denominado de consciência, os espíritos que são detentores desses órgãos mentais passam a ser os autores das obras mais relevantes para a nossa humanidade, sendo os que são mais apreciados por aqueles que sabem reconhecer o que existe de belo em suas almas, quando exclamam com júbilo e satisfação, em seus regojizos: isso é obra de consciência!

Não cabe aqui descrever a história do livro. Aqueles que demonstrarem alguma curiosidade a respeito da sua história, que procurem pesquisar por conta própria nos compêndios especializados acerca do assunto, pois que existem ainda muitos outros assuntos a serem escritos e postados neste site de A Filosofia da Administração, assim como também no site pamam.com.br, então eu devo me fixar nos assuntos que sejam mais importantes, que tenham uma maior relevância.

O que cabe aqui é ressaltar a importância do livro para a nossa humanidade, evidenciando a sua imensa necessidade para as trocas dos acervos adquiridos entre os seres humanos, notadamente em relação aos acervos dos espíritos mais evoluídos.

 

Continue lendo sobre o assunto:

Prolegômenos

12.11- A leitura

Todos sabem que a leitura é a ação de ler, mas todos deveriam ser sabedores também de que da leitura se obtém forçosamente um resultado para a alma do...

Leia mais »
Prolegômenos

12.12- A lógica

Às vezes se torna necessário que antes nós venhamos a discorrer sobre tudo aquilo que os estudiosos entendem a respeito de um determinado assunto, para que somente depois venhamos...

Leia mais »
Romae