12.08- O gênio

Prolegômenos
10 de junho de 2018 Pamam

Desde os tempos antigos, notadamente em Roma, que os seres humanos são conhecedores das intuições advindas da espiritualidade, só não sabiam explicá-las no âmbito da realidade, lançando mão da verdade e da sabedoria para os seus devidos esclarecimentos, por isso não conseguiam ser específicos em relação a essas intuições espirituais. É sabido que os espíritos integrantes do Astral Superior intuem aos seres humanos para prática de ações benéficas e salutares, enquanto que os espíritos obsessores quedados no astral inferior intuem aos seres humanos para a prática de ações maléficas e prejudiciais. As intuições, pois, são complementares à inteligência humana, ocorrendo por intermédio das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, de aura para aura.

Os compêndios definem o termo gênio como sendo um espírito benéfico ou maléfico, que, segundo os antigos, presidia ao destino de cada um, aos das cidades, de certos lugares, sendo o responsável pelo desencadear de determinados fatos, etc. E também como o espírito inspirador ou tutelar das artes, virtudes, paixões ou vícios. É daí que provém o termo gênio em seu sentido figurado, como sendo o ser humano detentor de uma extraordinária potência intelectual, portador de um altíssimo grau intelectivo, ou mesmo o mais alto, decorrentes da capacidade mental criadora, em qualquer sentido. E como os seres humanos geralmente são intuídos pelos espíritos obsessores quedados no astral inferior, que assim obsedados tendem para a prática de ações maléficas e prejudiciais, o que implica em um temperamento irascível e danoso, o termo gênio adota também um outro sentido figurado, o do ser humano detentor de uma índole difícil, de um temperamento imoderado, acre, áspero, que torna difícil a convivência cotidiana, daí as expressões utilizadas no dia a dia, similares a estas: “é impossível conviver com Maria, pois ela tem um gênio muito difícil”; “não se pode falar abertamente com João sobre os problemas que vem causando, pois ele é muito genioso”.

O termo gênio se aplica também a alguém que seja um polímata, ou a alguém que seja muito habilidoso em muitas áreas intelectuais. Mas no cotidiano da vida humana, o termo se aplica mais comumente e é também mais utilizado coloquialmente para indicar a posse de um talento que se destaca em qualquer campo da atividade humana, seja ela mental, física, ou artística, quando dizem, por exemplo, que o físico Oppenheimer foi um gênio na fabricação da bomba atômica, que o jogador de futebol Pelé foi um gênio do futebol e que o cantor Michael Jackson foi um gênio da música.

Entretanto, tudo isso é um tremendo equívoco, fruto de uma ignorância quase sem limites, pois que os seres humanos concentram os focos das suas atenções sempre para o talentos revelados pelos espíritos que se sobressaem em relação aos talentos da mesma natureza de outros espíritos, o que é uma demonstração inequívoca da falta de saber e de deficiência praticamente plena na avaliação geral das qualidades espirituais, pois que o “gênio” é sempre aquele que impressiona aos olhos da cara dos seus semelhantes, ou de outros sentidos, através de algum talento revelado na prática, sem qualquer demonstração da grandeza e da superioridade da alma, advindas da sua natureza espiritual.

Para o bom observador, o “gênio” de Oppenheimer demonstra uma quase que completa falta de ética, se não total, pois somente um espírito inferior pode ser capaz de utilizar o seu talento para projetar e construir um armamento bélico destinado para a desencarnação dos seus semelhantes, principalmente em se tratando de genocício, como é o caso da bomba atômica. E não cabe aqui a argumentação do medo de que o projeto da bomba atômica alemã fosse concluído antes do desenvolvimento das armas nucleares dos Aliados, pois que o projeto da bomba atômica alemã, em seu primeiro esforço, começou em abril de 1939, poucos meses após a descoberta da fissão nuclear em janeiro de 1939, mas terminou alguns meses mais tarde, em virtude da invasão alemã da Polônia, em que muitos físicos notáveis foram convocados para o Wehrmacht. E mesmo em seu segundo esforço, sob os auspícios administrativos do Wehrmacht da Heereswaffenamt, em 1° de setembro de 1939, no dia em que a Segunda Guerra Mundial teve o seu início, pois foi avaliado que a fissão nuclear não iria contribuir significativamente para acabar com a guerra, tendo o programa se dividido entre nove institutos principais, onde os diretores dominavam a pesquisa e definiam os seus próprios objetivos, sendo ele, portanto, disperso, quando então o número de cientistas que trabalhavam na fissão nuclear aplicada começou a diminuir, com muitos aplicando os seus talentos para as demandas mais urgentes da guerra. Além do mais, em maio de 1945, com a derrota da Alemanha, esta nação não oferecia mais qualquer perigo de fabricação de armamento nuclear, mas mesmo assim o Projeto Manhattan continuou, com os planos tendo sido mudados para a utilização da bomba atômica contra o Japão, que também tinha um programa de armamentos nucleares, mas muito débil, pois lhe faltavam os recursos humanos, minerais e financeiros, que o Projeto Manhattan tinha de sobra, e até hoje o governo japonês nunca fez qualquer progresso no sentido de desenvolver uma bomba atômica.

Em relação ao “gênio” de Pelé, pouco se tem a comentar de um ser humano que por pura mesquinhez e um imenso egoísmo esquece toda a nobreza de caráter que existe no papel de pai neste mundo, dádiva da natureza em sua sabedoria, para renegar a sua própria filha, que nem precisava do teste de DNA para provar a sua legítima filiação, pois que ela era tão parecida com o pai, que parecia ele esculpida e encarnada, como se diz popularmente em outras palavras, apenas de sexo diferente, e esse “gênio”, mesmo renegando a própria filha e dela vivendo afastado, sem manifestar qualquer afeição advinda da paternidade, por ocasião da desencarnação da própria filha, a quem devia ter dedicado um imenso e profundo amor paternal, ainda teve o descaramento de enviar uma coroa de flores para o seu velório, agindo tal como se fosse um político de 5ª categoria, tendo os demais familiares da falecida devolvido imediatamente a essa coroa de flores, pois que esta não representava qualquer afeição ou pesar paternos, mas apenas um mero símbolo que simulava uma fraternidade inexistente, cujo objetivo era atenuar um pouco a sua baixeza espiritual.

Quanto ao “gênio” de Michael Jackson, além da tremenda obsessão que o fazia ter medo de contrair doenças contagiosas, sendo, pois, um hipocondríaco exagerado, este espírito vivia em um mundo utópico, completamente alheio ao viver dos demais seres humanos, que mesmo vivendo na irrealidade, esta irrealidade é decorrente dos próprios sentidos que os fazem encarar o mundo consoante aquilo que se encontra representado em suas imaginações, além da falta de espiritualidade, e não de uma obsessão compulsiva como a dele.

Que eu seja um ser vulgar, um ser humano mais simples entre todos os simples, obtuso até, ou mesmo doido e tudo o mais, como queiram, mas jamais um “gênio” tal com estes citados e muitos outros que pululam por esse mundo afora de meu Deus!

Não convém ao espírito desenvolver determinados talentos se estes não forem exercidos com dignidade, com honra, com compostura, com honestidade, com probidade, com nobreza, tendo por base as regras de conduta elaboradas para o desempenho da profissão que exerce, seja ela qual for entre todas as que existem. Todos os talentos são obtidos através dos conhecimentos relativos a eles e, principalmente, através das suas práticas constantes, para que assim, quanto mais eles sejam praticados, tanto mais eles sejam exercidos com uma menor imperfeição, e nessa constância é óbvio que os espíritos mais praticantes vão se sobressair em relação aos demais, pelo menos em relação àqueles que não adquiriram toda a sua prática e não tiveram toda a sua constância. Mas isso não é sinônimo de inteligência e muito menos de genialidade, notadamente porque esta não existe.

No entanto, para que os talentos possam ser exercidos consoante os predicados expostos acima, faz-se necessário que o espírito desenvolva simultaneamente, pelo menos de modo relativo, os elementos básicos que compõem a sua inteligência, que são os seguintes:

  1. Criptoscópio: órgão mental que tem a função de perceber e a finalidade de captar os conhecimentos, e, quando muito desenvolvido, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, tanto no campo veritológico como no campo religioso, com tudo isso ocorrendo por intermédio da propriedade da Força, que contém o magnetismo;
  2. Intelecto: órgão mental que tem a função de compreender e a finalidade de criar as experiências, e, quando muito desenvolvido, as experiências físicas acerca da sabedoria, tanto no campo saperológico como no campo científico, com tudo isso ocorrendo por intermédio da propriedade da Energia, que contém a eletricidade;
  3. Consciência: órgão mental que tem a função de coordenação e a finalidade de unir, irmanar, congregar, o criptoscópio e o intelecto, e, quando muito desenvolvida, adquirir o Saber, por excelência, já que coordena os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiência físicas acerca da sabedoria, tanto no campo ratiológico como no campo religiocientífico, com tudo isso ocorrendo por intermédio da propriedade da Luz, que contém os raios luminosos;
  4. Moral: é o conjunto de todos os atributos individuais superiores que forma a moral do espírito, para que ele possa produzir os sentimentos superiores, através das vibrações magnéticas, que irão determinar os poderes de que é detentor;
  5. Ética: é o conjunto de todos os atributos relacionais positivos que forma a ética do espírito, para que ele possa produzir os pensamentos positivos, através das radiações elétricas, que irão determinar as ações que ele irá praticar, tendo como fonte o poder adquirido através das suas vibrações magnéticas;
  6. Educação: é o conjunto de todos os atributos individuais superiores que formam a moral e de todos os atributos relacionais positivos que formam a ética, que coordenados permitem a que o espírito se universalize, pois que somente pode percorrer o Universo o espírito que seja realmente educado, que produz sentimentos superiores e pensamentos positivos, através das radiovibrações eletromagnéticas, em suas combinações, que irão determinar os poderes e as ações de que é detentor;
  7. Intuição: é o cumprimento da lei da afinidade e do princípio da atração, assim como também da lei do retorno, que reza que tudo aquilo que vibramos, radiamos e radiovibramos nos retorna pelo menos em dobro, em virtude das vibrações, das radiações e das radiovibrações seguirem nas direções de outras correntes afins, com todas retornando em direção daquele que produziu a vibração, a radiação e a radiovibração, e assim os espíritos que se encontram no Astral Superior vibram, radiam e radiovibram em direção do ser humano que vibrou, radiou e radiovibrou em direção a eles, em cumprimento da lei da afinidade e do princípio da atração, fazendo com que seja cumprida a lei do retorno, em que essas vibrações, radiações e radiovibrações vêm através de intuições e outros benefícios mais, o que ocorre por intermédio da aura, campo que circunda o corpo fluídico, ou perispírito, ou duplo etéreo, beneficiando também a auréola, o campo que circunda o corpo de luz.

Em sendo assim, todos devem levar em consideração que é totalmente ineficaz adotar como referência os escores em testes de QI quando se pretende fazer um diagnóstico correto da inteligência humana, principalmente da genialidade, que não existe, como comprovado está em todas as suas considerações. E como os estudiosos que se ocupam desses testes não possuem a mínima noção acerca dos elementos que formam a inteligência humana, torna-se óbvio que eles não possuem a mínima validade. Além disso, que é o fator principal e preponderante, há que se levar em consideração que em todos os escores e em todas as medidas, existe sempre uma incerteza inerente por parte dos testadores, bem como os resultados obtidos nos testes representam a performance alcançada por um ser humano em determinadas situações, não refletindo necessariamente a sua capacidade total ou real em condições ideais, pois determinados fatores como as preocupações, os problemas cotidianos, o sono, o cansaço, o estresse, a desmotivação, a ansiedade, entre outros fatores, prejudicam os resultados de qualquer teste acerca da capacidade do ser humano, seja ele de QI ou não.

A grande maioria dos testes cognitivos utilizados em clínicas especializadas se baseia sempre em questões demasiadamente elementares para uma mente realmente superior, por isso esses testes são inadequados para estimar a capacidade inteligencial em níveis muito elevados, uma vez que também não levam em consideração os atributos individuais superiores e relacionais positivos. Além do mais, mesmo desconsiderando os atributos superiores e positivos, fixando-se apenas na capacidade intelectiva, temos o exemplo do ganhador do Nobel de Física, o norte-americano Richard Feynman, o qual veio lecionar no Brasil, tendo sido muito bem-vindo, mas que obteve um escore de 125 em um teste de QI, mesmo tendo sido considerado como sendo uma das mentes mais brilhantes do século XX, enquanto alguns professores medianos de Física alcançavam frequentemente escores entre 140 e 160. Outro exemplo é o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov, que obteve escores de 123 e 135 em dois testes de QI, embora os seres humanos considerem que a sua “genialidade” seja indiscutível. Tudo isso comprova sobejamente que nem os testes de QI possuem qualquer validade e nem existem os “gênios”.

Mas mesmo assim, em se tratando do conceito de “gênio”, os estudiosos do assunto recomendam que o “diagnóstico” seja baseado na produção intelectual, mesmo ignorando completamente a função e a finalidade do intelecto, assim como também a existência dos outros dois órgãos mentais, e todos os demais elementos formadores da inteligência.

Para comprovar de vez que os elementos que formam a nossa inteligência não são passíveis de mensuração por parte dos seres humanos, pois que os mecanismos pelos quais ela se manifesta são incontáveis em suas variações, eu poderia então passar o resto desta minha encarnação citando exemplos de tal natureza, sem conseguir chegar ao menos a 0,1 % em relação a todos eles, mesmo em uma estimativa otimista, então eu vou fornecer apenas um exemplo dessas inúmeras variações:

Suponhamos dois seres humanos, João e José. João tem um corpo mental bastante desenvolvido, enquanto que o corpo mental de José é bem menos desenvolvido. João tem uma coragem relativamente desenvolvida, além de outros atributos individuais superiores e relacionais positivos, enquanto que José tem uma coragem bastante desenvolvida, além de outros atributos individuais superiores e relacionais positivos. Ambos são políticos. Há que ser tomada uma decisão política para o bem de toda a nação, mas tal decisão é revestida de cunho extremamente impopular. Qual dos dois seria capaz de tomar tal decisão? É óbvio que seria José, pois que João ficaria com medo da opinião pública, principalmente em prejudicar a sua carreira política, decidindo por conservar a sua imagem de bom político aos olhos dos seus eleitores, engendrando algumas manobras políticas para poder se conservar sempre no topo da politicagem. Este seria considerado pela ignorância popular como sendo o mais hábil dos políticos, portanto, o “gênio” da política, e aquele o mais inábil dos políticos, portanto, o “obtuso” da política. E agora o querido leitor que se encontra a ler estas páginas neste momento, lance mão da sua consciência e nestas circunstâncias responda com sinceridade: você preferiria ser um “gênio” ou um “obtuso” da política?

Mais adiante, você, meu querido leitor, e também os demais leitores, também muito queridos, poderão constatar plenamente que apesar de alguns terem optado por ser um “gênio” da política, embora tenham a consciência plena de que em tais circunstâncias é preferível mil vezes ser “obtuso”, poderão compreender o porquê de eu ter preferido ser denominado por todos de doido e tantos outros adjetivos depreciativos mais, inclusive de obtuso, pois que é assim, e somente assim, agindo contra a poderosa corrente formada pela ignorância humana, remando contra essa maré de cunho extremamente materialista ou extensamente sobrenatural, que nós podemos alcançar a uma grande finalidade antes estabelecida em plano astral, o que implica em dizer que toda a nossa grandeza se reporta aos valores estabelecidos no âmbito espiritual, e não aos valores estabelecidos neste mundo.

Lá, no âmbito da espiritualidade, eu sou um dos dois expoentes da plêiade do Astral Superior, e aqui, neste mundo, apenas aquilo que a ignorância humana imagina que eu seja. Mas eu vim para o que vim, e não para aquilo que os seres humanos imaginam que eu tenha vindo. Então eu realizo aquilo que vim realizar, em consonância com o plano de espiritualização da nossa humanidade, e em conformidade com o meu planejamento em plano astral. Por isso, a opinião humana para mim não vale nada, e para ela eu não dou a mínima importância, pois já estou acostumado com ela, com as suas manifestações despropositadas, estando ela muito bem analisada por mim. Para o julgamento de quem eu realmente sou, no âmbito universal, apenas o tribunal da minha consciência pode ser capaz de realizar tal julgamento. Por isso, estando eu em paz com a minha consciência, estou em paz comigo mesmo, que é o primeiro sinal para se usufruir da verdadeira felicidade.

Mas o que vale ressaltar aqui neste exemplo da política, é que comandando os órgãos mentais, a coragem possibilitaria a que José fizesse trabalhar plenamente os seus órgãos mentais, os quais, obedecendo ao comando da coragem, trabalhariam em sua plenitude para encontrar os meios mais adequados para que ele alcançasse com eficácia a grande finalidade da decisão política tomada, além de ser devidamente intuído pelo Astral Superior. E assim fica devidamente explicado que os órgãos mentais obedecem aos comandos dos atributos individuais superiores e relacionais positivos em função de uma grande finalidade, uma vez que os grandes atributos individuais superiores e relacionais positivos não podem exercer os seus comandos para alguma finalidade que seja considerada como sendo pífia, sem qualquer utilidade para o bem geral da nossa humanidade. Isto implica em dizer que é preferível desenvolver, em primeiro plano, os atributos individuais superiores e relacionais positivos do que aos órgãos mentais, que simplesmente obedecem a esses comandos superiores e positivos. E em obedecendo aos comandos dos atributos individuais superiores e relacionais positivos, o desenvolvimento dos órgãos mentais se darão em conformidade com o bem comum, sem jamais estarem voltados para a prática do mal.

Por aqui logo se vê que falta a coragem necessária para que alguns integrantes da comunidade científica redirecionem as suas investigações e pesquisas do campo da matéria para o campo da espiritualidade. E essa falta de coragem não se aplica apenas em um sentido, mas em vários outros, como nos seguintes:

  • Falta de coragem para quebrar as barreiras impostas pelo próprio convencionalismo científico, cujas barreiras são provenientes da própria comunidade científica, que não admite a manifestação de qualquer teoria posta fora do materialismo convencional, para que então se possa investigar e pesquisar a Espiritologia;
  • Falta de coragem para ir de contra os integrantes da comunidade científica, com medo de não mais serem considerados como um dos seus integrantes;
  • Falta de coragem para pautar as suas ações em conformidade com a própria consciência, com medo de serem ridicularizados pelos colegas;
  • Falta de coragem para ir de contra a opinião pública, por serem cientes de que a comunidade científica influencia diretamente aos seres humanos em geral, que assim influenciados formariam uma opinião pública contra si;
  • Falta de coragem para investigar e pesquisar o desconhecido, que assim, sem qualquer ânimo, considerando-se desmotivados, e estando desprovidos da fortaleza necessária para partirem céleres em busca de desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, optam por medrar inutilmente na matéria, preferindo a irrealidade ilusória da vida provisória e efêmera como encarnado, à realidade da existência eterna e universal, no âmbito da espiritualidade.

Então que me apontem os “gênios” de plantão, os mais destacados seres humanos que são considerados como integrantes da “genialidade” mundial, e solicitem a eles que respondam às seguintes indagações:

  1. De onde vieram os seres humanos?
  2. O que os seres humanos se encontram fazendo aqui no planeta Terra?
  3. Para onde vão os seres humanos após a morte?
  4. Por que alguns seres humanos são tão inteligentes, enquanto outros são obtusos?
  5. Quais as razões que determinam que alguns seres humanos sejam ricos e outros sejam pobres?
  6. Quem é mais inteligente: o mais rico de todos os seres humanos que aqui neste mundo Terra esteve ou está, que soube angariar uma riqueza colossal, ou o mais pobre de todos os seres humanos que aqui estiveram, que soube produzir o mais puro amor, como Jesus, o Cristo, produziu?
  7. Por que existe o bem e o mal?
  8. Por que alguns seres humanos procuram praticar o bem e outros procuram praticar o mal?
  9. O que é a imperfeição?
  10. O que é a perfeição?
  11. Aonde se pode encontrar pelo menos um exemplo da perfeição?
  12. O que é a verdade?
  13. Como a inteligência humana pode alcançar a verdade?
  14. Qual a importância da verdade para a nossa humanidade?
  15. O que é a sabedoria?
  16. Como a inteligência humana pode alcançar a sabedoria?
  17. Qual a importância da sabedoria para a nossa humanidade?
  18. O que é a razão?
  19. Como a inteligência humana pode alcançar a razão?
  20. Qual a importância da razão para a nossa humanidade?
  21. O que é o conhecimento?
  22. O que é a experiência?
  23. O que é o raciocínio?
  24. Por que é que existe um perfeito equilíbrio entre os nascimentos de seres humanos, com alguns nascendo com o sexo masculino e outros com o sexo feminino?
  25. Por que o lar é considerado como sendo sagrado, em que até a própria justiça é impedida de penetrar em seu local durante a noite?
  26. Em que consiste a amizade pura e verdadeira?
  27. Por que os seres humanos não cultivam entre si a amizade pura e verdadeira?
  28. O que é o amor puro e verdadeiro?
  29. A nossa humanidade reúne atualmente as condições necessárias para produzir o amor puro e verdadeiro?
  30. Quais são as razões que impedem que todas as nações sejam solidárias umas com as outras?
  31. Por que os seres humanos produzem armas bélicas para a destruição em massa?
  32. Quais são os requisitos básicos exigidos para um grande negociador?
  33. Por que os seres humanos consideram como sendo um grande negociador aquele que sempre procura levar vantagem com o seu parceiro de negócios?
  34. Pode haver alguma parceria em negócios quando os parceiros sempre procuram levar vantagem um em relação ao outro?
  35. Por que as nações sempre procuram espionar as demais nações e as empresas as suas concorrentes?
  36. Quais são os benefícios que os segredos trazem para a nossa humanidade?
  37. O que é a liderança?
  38. Por que os seres humanos procuram de todos os modos liderar aos seus semelhantes?
  39. O que é o poder?
  40. Por que os seres humanos procuram de todos os modos exercer o poder?
  41. O que é a riqueza?
  42. Por que os seres humanos procuram de todos os modos angariar riquezas?
  43. O que é ser cristão?
  44. Por que todos os seres humanos que se dizem cristãos procuram de todos os modos angariar riquezas, inclusive aqueles que se dizem os seus ministros, os sacerdotes, se o próprio Jesus, o Cristo, foi o mais pobre entre todos os grandes seres humanos que aqui neste mundo Terra estiveram?
  45. O que é a Veritologia?
  46. O que é a Saperologia?
  47. O que é a Ratiologia?
  48. Quais são as finalidades das ciências?
  49. Deus existe?
  50. Quais as razões que comprovam a Sua existência ou a Sua não existência?

Ora, assim como alguns estudiosos se arvoram da pretensão de quantificar as inteligências dos seus semelhantes, eu também posso me arvorar de qualquer pretensão em relação às inteligências dos meus semelhantes, não especificamente em quantificá-las, mas pelo menos em realçar as suas grandezas. E as 50 perguntas acima formam um dos meus testes de Grandeza Inteligencial – GI, sem qualquer intenção de quantificar as inteligências humanas, apenas para determinar se elas são superiores, médias ou inferiores. Ora, os testes de QI também não contêm 50 perguntas? Aqueles que raciocinam com uma maior profundidade, podem lançar mão dos testes de QI que quiserem, para que então possam comparar as suas perguntas com as do meu teste, reunindo as condições necessárias para emitir os seus pareceres sobre a natureza de ambos os testes, a fim de que possam responder ao seguinte:

  1. O teste de QI realmente quantifica a inteligência humana?
  2. O teste de GI realmente identifica a grandeza da inteligência humana?

Eu não posso me alongar muito nos tópicos que se encontram dispostos na explanação de A Filosofia da Administração, pois caso eu viesse a me alongar jamais terminaria a minha explanação, pois que os assuntos são muito numerosos e assaz extensos, por isso eu tenho que resumi-los ao máximo. Mas acredito que o assunto do “gênio” esteja já devidamente explanado. No entanto, mesmo assim, eu vou complementá-lo com o parecer de duas grandes mentalidades, duas grandes mentalidades voltadas para o âmbito veritológico, e não saperológico, como todos os estudiosos assim consideram.

Trabalhando mais com o seu criptoscópio, e menos com o seu intelecto, já que era um veritólogo, mas ignorando a função e a finalidade de ambos os órgãos mentais, Schopenhauer considera que o “gênio” é uma pessoa na qual o intelecto prevalece sobre a vontade muito mais do que em uma pessoa mediana. Neste caso, ele jamais poderia ser considerado um “gênio”, pois que trabalha menos como o intelecto, como dito. E assim como ele ignora a função e a finalidade dos órgãos mentais, ignora também o que seja a vontade, pois é ela quem se contrapõe ao desejo e possibilita a que o ser humano renuncie aos prazeres terrenos e busque na espiritualidade a razão de tudo, portanto, a verdadeira felicidade. Na Estética de Schopenehauer, esta predominância do intelecto sobre a vontade permite ao “gênio” criar trabalhos artísticos ou acadêmicos, que são objetos de pura e desinteressada contemplação, o principal critério da experiência estética, o que indica que ele do mesmo modo não possui qualquer noção do que seja a experiência. Assim, sem demonstrar os pendores da verdadeira sapiência, os “gênios” de Schpenhauer são aqueles que “caem na lama, enquanto contemplam as estrelas”. Mas acontece que aqueles que “contemplam as estrelas” não caem na lama, pelo contrário, conservam os pés no chão e a cabeça no céu, como afirma Luiz de Mattos. Ora, para que o espírito caia na lama, é preciso que ele o faça como meio para se alcançar a uma grande finalidade, nela contemplando a tudo que lhe seja útil, quando somente então depois, ao sair da lama, pode “contemplar as estrelas”, a não ser que ele tenha afinidade com a lama infecta deste mundo, neste caso nada poderá contemplar, nela ficando atolado.

Do mesmo modo que Schopenhauer, trabalhando mais com o seu criptoscópio, e menos com o seu intelecto, já que era um veritólogo, mas ignorando a função e a finalidade de ambos os órgãos mentais, para Kant o “gênio” é aquele que tem a capacidade para alcançar a um objetivo independentemente de tudo e compreender conceitos que normalmente teriam de ser ensinados por outra pessoa. Howard Caygill afirma que o caráter essencial do “gênio” para Kant é a originalidade, estando correta essa sua afirmativa, pois que assim se pode compreender que esse “gênio” de Kant é detentor de um talento que formula pensamentos próprios, sem qualquer intuito de copiar os pensamentos alheios.

No entanto, é de se indagar: em que consiste essa originalidade? E a indagação é simples de se responder, desde que o raciocínio seja posto no âmbito da espiritualidade. Não existem os gênios, o que existe na realidade é a grandeza inteligencial que foi adquirida pelos espíritos de real valor, os espíritos de luz, os espíritos superiores, os quais formam a plêiade do Astral Superior, que em obediência ao plano formulado para a espiritualização da nossa humanidade, daí a existência do determinismo, demonstrando um imenso interesse pela alavancagem do progresso humano, vêm despreendidamente dos seus Mundos de Luz para encarnar neste mundo Terra com as missões que lhes foram designadas em plano astral, em que eles mesmos fazem o planejamento das suas ações a serem praticadas neste mundo, em consonância com as suas missões. Estes são os debravadores das florestas da ignorância, os pioneiros do Saber, os exploradores de uma nova cultura a ser estabelecida neste mundo-escola. Então eles não podem se misturar com as culturas materialísticas e sobrenaturalísticas que imperam neste mundo, o que possibilita a que eles, apreendendo em suas almas essas culturas humanas, e partindo delas, concebam aquilo a que se propuseram conceber quando em seus Mundos de Luz, formulando novas ideias em complemento às ideias já formuladas por outros espíritos superiores, integrantes da plêiade do Astral Superior, em contraposição às representações imaginativas dos seres humanos, pelo fato de serem todas infundadas. Daí a razão pela qual eles são originais, por isso considerados como se fossem “gênios”.

Então tudo gira em torno da evolução espiritual, pondo por terra tudo aquilo que venha a se referir a qualquer teoria que tente de alguma maneira forçar o aprendizado do ser humano em conformidade com qualquer técnica pré-estabelecida, pois aquilo que ele tenha que aprender já foi previamente traçado quando em seu Mundo de Luz, antes de encarnar.

Assim, a Teoria da Modificalidade Cognitiva Estrutural, formulada pelo psicólogo israelense Reuven Feuersteins, que se baseia na premissa de que existe um potencial de aprendizagem a ser desenvolvido por qualquer ser humano, independentemente da sua idade, origem étnica ou cultural, cai também por terra, pois o espírito, antes de encarnar, já possui determinado o país, a cidade, os pais, e tudo o mais que irá desenvolver a sua cultura.

De acordo com Reuven Feuersteins, a maioria dos seres humanos apresenta uma série de “funções cognitivas deficientes”, querendo com isso dizer que os processos mentais dos seres humanos raramente operam em um nível adequado de funcionamento. Mas acontece que ele ignora completamente os elementos formadores da nossa inteligência, e não possui a mínima noção dessas “funções cognitivas deficientes” que ele mesmo cita, portanto não sabe se eles operam em nível adequado de funcionamento ou não.

Na realidade, a verdadeira intenção desse psicólogo é a sua autoprojeção e a valorização da profissão que exerce, daí a sua afirmativa de que a partir de uma avaliação adequada, e com o auxílio de instrumentos concretos de apoio psicopedagógico, a grande maioria dos seres humanos se torna capaz de desenvolver a essas potencialidades. Neste caso, ele deveria explicar em que consiste essas potencialidades e onde elas se encontram repousando. Mas, antes de tudo, ele deveria primeiro estudar sobre a formação da palavra psicologia, já que ele é um psicólogo, ou, pelo menos, assim se considera.  Caso assim tivesse procedido, poderia constatar que a palavra psicologia é formada pelas palavras psico, oriunda do grego psichê, e que significa alma, mais a palavra logos, que significa tratado, e mais o sufixo ia. Então a Psicologia é o tratado da alma, da qual ele deveria se ocupar, ao invés de se dispor a escrever bobagens, que ele mesmo não compreende.

Então por qual razão os psicólogos, ao invés de tratarem da alma, limitam-se a tratar apenas das suas próprias baboseiras sem causa e sem efeito para as explicações psicológicas?

Caso os médicos, os psicólogos, os psiquiatras, os fisiologistas, os biólogos, e até os neurologistas, dispusessem-se a estudar a verdadeira influência da alma sobre o corpo humano, principalmente através das células, poderiam constatar a natureza das ligações químicas, que ocorrem por intermédio do magnetismo, da eletricidade e do eletromagnetismo que existem em todos os seres que compõem o corpo humano, e mesmo nos seres que não o compõem, já que eles conseguem enxergar apenas os efeitos, ignorando completamente as causas. Mas este assunto não cabe aqui neste tópico, devendo ser tratado por inteiro no site pamam.com.br, na obra relativa ao Sistema, quando então o Racionalismo Cristão irá explicar todo o mecanismo da inteligência espiritual, manifestada por intermédio do corpo humano.

 

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