13.03-As vestes sacerdotais

Prolegômenos
18 de junho de 2018 Pamam

Em todos os tempos, os sacerdotes sempre foram os preferidos dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, pois que eles possuem uma característica que lhes é própria: servir de intermediário entre eles e os homens. E os espíritos obsessores sempre souberam disso. Assim, como se os sacerdotes estivessem servindo ao verdadeiro Deus, tal como se fossem os seus ministros, mas, na realidade, servindo aos chefes das falanges obsessoras que se declaram deuses, como Jeová, o deus bíblico, Alá, o deus alcorânico, e outros, moldando-os ao paladar dos seus arrebanhados, quando então estes passam a adorá-los, a reverenciá-los, a temê-los, e com a inclusão da fé credulária em suas mentes, passam também a propiciá-los através dos cultos e das preces a eles dirigidas, mendigando favores, pedindo proteção para si e para os seus, sempre obedientes às ordenações sacerdotais. Esta prova da preferência dos espíritos obsessores pelos sacerdotes, em todos os tempos, nós vamos encontrar em Gênesis 14:18, 41:45-50, 46:20, 47:22, em Êxodo 2:16, 3:1, 18:1 e 19:6-22-24, cujas passagens nesta mesma ordem dizem o seguinte:

Então Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho.

O faraó deu a José o nome de Zafenate-Paneia e lhe deu por mulher Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. Depois José foi inspecionar toda a terra do Egito.

Antes dos anos de fome, Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, deu a José dois filhos.

Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, deu dois filhos a José no Egito: Manassés e Efraim.

Somente as terras dos sacerdotes não foram compradas, por que, por lei, estes recebiam sustento regular do faraó, e disso viviam. Por isso não tiveram que vender as suas terras.

Ora, o sacerdote de Midiã tinha sete filhas. Elas foram buscar água para encher os bebedouros e dar de beber ao rebanho de seu pai.

Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro, Jetro, que era sacerdote de Midiã. Um dia levou o rebanho para o outro lado do deserto e chegou a Horebe, o monte de Deus.

Jetro, sacerdote de Midiã e sogro de Moisés, soube de tudo o que Deus tinha feito por Moisés e pelo povo de Israel, como o Senhor havia tirado Israel do Egito.

Vocês serão para mim um reino de sacerdotes (grifo meu) e uma nação santa. Essas são as palavras que você dirá aos israelitas.

Mesmo os sacerdotes que se aproximarem do Senhor devem consagrar-se; senão o Senhor os fulminará.

O Senhor respondeu: ‘Desça e depois torne a subir, acompanhado de Arão. Quanto aos sacerdotes e ao povo, não devem ultrapassar o limite para subir ao Senhor; senão, o Senhor os fulminará’”.

E essa prova definitiva de preferência dos espíritos obsessores pelos sacerdotes, nós vamos encontrar no próprio Jeová, o deus bíblico, quando esse terrível espírito obsessor que se declara um deus, diz o seguinte:

E quanto a ti, faze chegar a ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, a fim de que atue para mim como sacerdote (grifo meu), Arão, Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão”.

Sendo os espíritos obsessores sagazes, astuciosos e ardilosos, assim como são também os sacerdotes, através da figura do próprio Jeová eles passaram a determinar que os sacerdotes passassem a adotar vestimentas diferenciadas das vestimentas utilizadas pelo povo em geral, para que assim, estando diferenciados, pudessem ser melhor identificados por todos os seus seguidores e pelas demais pessoas, como se as suas vestimentas pudessem representar algo sagrado, algo intocável, algo santificado, chamativo das atenções, para que assim eles pudessem esconder as suas baixezas e as suas patifarias por detrás dessas vestimentas, exatamente como hoje em dia os sacerdotes católicos e de outros credos, como os sacerdotes budistas e os da igreja ortodoxa, escondem-se por detrás das suas batinas e de outras vestimentas sacerdotais, principalmente quando vão realizar os seus cultos, que se parecem mais com fantasias carnavalescas. Foi assim, desta maneira, que se originaram as vestes sacerdotais, como podemos constatar em Êxodo 28:2 a 4, assim:

E tens de fazer vestes sagradas para Arão, teu irmão, para glória e beleza. E tu mesmo deves falar a todos os de coração sábio, que enchi com o espírito de sabedoria, e eles têm de fazer as vestes de Arão para o santificar, a fim de que atue para mim como sacerdote (grifo meu). E estas serão as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e uma túnica sem mangas, e uma comprida veste enxadrezada, um turbante e uma faixa; e eles têm de fazer as vestes sagradas para Arão, teu irmão, e para seus filhos, a fim de que atue para mim como sacerdote (grifo meu)”.

Quando Jeová diz que “deves falar a todos os de coração sábio”, é porque ele sabe que os sacerdotes são tão sagazes, astuciosos e ardilosos quanto ele, pois que tanto o lado obsessor como o lado sacerdotal são afins um ao outro, justamente por isso os sacerdotes são instrumentos dóceis nas intuições obsessoras. E quando Jeová diz que “enchi com o espírito de sabedoria” a todos aqueles a quem os sacerdotes devem falar, isto quer dizer que a sua falange de obsessores já se encontra atuando junto ao povo em geral, intuindo-o, para que ele venha acreditar naquilo que os sacerdotes falam, o que significa que é justamente o contrário da sabedoria, sendo, pois, nescidade, obtusidade, uma vez que o verdadeiro sábio não pode dar crédito a qualquer baboseira falada pela classe sacerdotal, principalmente porque ele não se deixa levar jamais pelo devaneio do sobrenatural, pelos mistérios, assim como também não se deixa levar pela ilusão da matéria.

Somente aquele que é pouco raciocinador, aquele que não possui um mínimo de senso, aquele que não é afeito aos ditames da lógica, pode aceitar essa intrujice sacerdotal de que Jesus, o Cristo, é filho unigênito de Jeová, o deus bíblico, pois que o Nazareno sempre usou roupas comuns para a época e para a região em que viveu, geralmente doadas pelos seus seguidores e admiradores, pois que viveu sempre na maior das pobrezas. Mas esse tal de Jeová, que os bíblicos lastimavelmente adotaram como sendo o seu deus, ao contrário do nosso Redentor, é cheio de vaidades, de pompas, de ostentações, como se pode comprovar em Êxodo 28:5 a 28, quando ele mesmo instrui as vestes sacerdotais, dizendo o seguinte:

E eles mesmos tomarão o ouro, e a linha azul, e a lã tingida de roxo, e as fibras carmíneas, e o linho fino. E eles têm de fazer o éfode de ouro, de linha azul e de lã tingida de roxo, de fibras carmíneas e de linho fino retorcido, trabalho de bordador. E deve ter duas ombreiras unidas nas duas extremidades, e tem de estar unido. E o cinto que há nele para atá-lo, segundo a sua feitura, deve ser dos seus materiais, de ouro, de linha azul e de lã tingida de roxo, e de fibras carmíneas, e de linho fino retorcido.

E tens de tomar duas pedras de ônix e gravar nelas os nomes dos filhos de Israel, seis dos seus nomes numa pedra e os nomes dos seis restantes na outra pedra, pela ordem dos seus nascimentos. Com o trabalho de gravador de pedras, em gravuras de sinete deves gravar nas duas pedras os nomes dos filhos de Israel. Colocadas em engastes de ouro é como as farás. E tens de pôr as duas pedras nas ombreiras do éfode como pedras memoriais para os filhos de Israel; e Arão tem de carregar seus nomes perante Jeová, nas suas duas ombreiras, como recordação. E tens de fazer engastes de ouro e duas correntinhas de ouro puro. Como cordões as farás, com a feitura duma corda; e as correntinhas em forma de corda tens de fixar nos engastes.

E tens de fazer o peitoral do julgamento com o trabalho de bordador. Fá-lo-ás como a feitura do éfode. Fá-lo-ás de ouro, de linha azul e de lã tingida de roxo, e de fibras carmíneas, e de linho fino retorcido. Deve ser quadrado quando dobrado, de um palmo de comprimento e de um palmo de largura. E tens de guarnecê-lo com uma montagem de pedras, havendo quatro fileiras de pedras. Uma fileira de rubi, topázio e esmeralda é a primeira fileira. E a segunda fileira é de turquesa, safira e jaspe. E a terceira fileira é de pedra de lesem, ágata e ametista. E a quarta fileira é de crisólito, e ônix, e jade. Deve haver encaixes de ouro nas suas montagens. E as pedras devem ser segundo os nomes dos filhos de Israel, as doze segundo os seus nomes. Devem ser em gravuras de sinete, cada uma segundo o seu nome, para as doze tribos.

E no peitoral deves fazer correntinhas trançadas, como trabalho de cordas, de ouro puro. E no peitoral tens de fazer duas argolas de ouro, e tens de pôr as duas argolas de ouro nas duas extremidades do peitoral. E passarás as duas pontas nas duas cordas pelos dois engastes, e tens de pô-los nas ombreiras do éfode, na parte dianteira dele. E tens de fazer duas argolas de ouro e colocá-las nas duas extremidades do peitoral, na sua beira, por dentro, do lado do éfode. E tens de fazer duas argolas de ouro e pô-las nas duas ombreiras do éfode, embaixo, na parte dianteira dele, perto do seu ponto de junção, acima do cinto do éfode. E amarrarão o peitoral com um cordel azul, pelas suas argolas, às argolas do éfode, para que continue acima do cinto do éfode e o peitoral não seja deslocado de cima do éfode”.

Mas, na realidade, o que significa toda essa baboseira descrita por Jeová? É fácil a sua explicação. No mais baixo espiritismo, notadamente na umbanda e no quimbanda, existem os significados dos pontos riscados pelos espíritos obsessores que atuam nos médiuns, cujos pontos riscados, geralmente desenhados no chão com a utilização de giz, expressam os símbolos que identificam os espíritos obsessores, ou as suas falanges, os seus campos de atuação e a quem se subordinam. Todos os espíritos obsessores que integram o astral inferior atuam em todos os setores da vida, obsedando aos seres humanos, causando os mais diversos tipos de loucuras, doenças e outros, assim como também agem na natureza em geral, provocando tempestades, furacões, tufões, ciclones tropicais, vulcões, incêndios, deslizamentos de terras e geleiras, enfim, causando todos os tipos de desastres, que as ciências julgam sejam naturais, com o fim de extinguir a vida na Terra. Assim, os pontos riscados pelos espíritos obsessores significam a força que eles julgam possuir, ou das suas falanges, que é dirigida para a destruição de toda a vida no planeta.

Esses pontos riscados são originários da cabala, que é considerada pelos estudiosos como sendo uma ciência oculta ligada ao judaísmo, no caso em questão, ligada diretamente a Jeová, o deus bíblico, que obsedou a Abraão, a Moisés e outros, daí a sua consideração em sentido figurado como sendo um termo utilizado com o significado de trama, de intriga secreta, de conspiração, que os espíritos obsessores adoram tramar contra os encarnados. Para evitar confusões com o sentido figurado, alguns estudiosos defendem que a pronúncia correta dessa doutrina oculta, em português, seja cabalá, e não cabala, tal como pronunciada no original qabbalah.

Em sendo de origem judaica, a Cabala passa a ser um método esotérico que engloba um conjunto de ensinamentos relacionados com Jeová, o deus bíblico, e, por extensão, com o Universo, o homem, a criação do mundo, a vida e a morte, passando a ser uma escola de pensamento espiritual que tenta decifrar o conteúdo da Torá, os primeiros cinco livros do Antigo Testamento da Bíblia, denominados de Pentateuco pelos falsos cristãos, mais propriamente anticristãos, acreditando estupidamente que os segredos da vida e os enigmas do Universos foram revelados por Jeová nesses livros mentirosos, sem conseguirem atentar para o fato de que os seres humanos são inteligências em demanda da Inteligência Universal, e que, portanto, cabe a nós, seres humanos, desvendar a tudo isso.

A Cabala teve as suas primeiras manifestações nos primeiros tempos, após a vinda de Jesus, o Cristo, tendo um maior desenvolvimento entre os séculos XI e XVI, consolidando-se como sendo uma doutrina posta em livros secretos como o Zohar, ou o Livro do Esplendor, que foi elaborado na Espanha por volta do século XIII, o qual contém os ensinamentos da Cabala e orienta aos seus seguidores.

A Árvore da Vida é um dos mais importantes símbolos cabalísticos, a qual é representada por 10 esferas, em que cada uma dessas esferas reflete os aspectos do deus bíblico dentro de cada pessoa, cujos aspectos são os seguintes:

  1. A coroa;
  2. A sabedoria;
  3. A compreensão;
  4. A compaixão;
  5. A justiça;
  6. A beleza;
  7. A vitória;
  8. A renovação;
  9. O fundamento;
  10. O reino.

Ao longo dos séculos, a Cabala foi transmitida oralmente a um número reduzido de discípulos, e ainda hoje o seu estudo não é plenamente aceito em algumas facções do judaísmo, tendo ela se tornado mais popular quando começou a ser seguida por alguns personagens famosos, como Madonna, Mick Jagger, Luciano Huck, entre outros. As figuras abaixo mostram claramente tudo aquilo que se esconde por trás das imagens cabalísticas.

A Cabala também se liga à numerologia, por intermédio de um sistema hebraico de interpretação bíblica por meio das combinações de letras do alfabeto. Mediante o valor numérico das letras hebraicas, as suas combinações de anagramas pretendem obter uma interpretação esotérica das Escrituras, que são tidas como sendo sagradas.

Em sendo originários da Cabala, torna-se óbvio que os Pontos de Umbanda trazem também em si as figuras mais grotescas, pois que ambos são originados dos espíritos obsessores quedados no astral inferior. As duas figuras abaixo comprovam as origens dos Pontos de Umbanda.

Cada um dos símbolos dos Pontos de Umbanda tem o seu significado próprio, mas os seus praticantes não possuem a mínima noção acerca  desses seus significados. Isto ocorre porque os praticantes do espiritismo, sejam eles kardecistas, umbandistas, quimbandistas, jogadores de búzios, adivinhadores de cartas de tarô, de bolas de cristal e de horóscopos, sempre ingressam no âmbito do espiritismo ignorando completamente o local em que esses espíritos se encontram, que é o astral inferior, e ignorando a existência dos Mundos de Luz, passam a interagir diretamente com os espíritos quedados no astral inferior, que atuam em todos os setores do mundo. Para o esclarecimento geral de todos, eu vou expor abaixo alguns desses símbolos, a seguir os seus significados de acordo com os entendimentos dos espíritas, e logo após os seus verdadeiros significados:

Ondas do mar:

  • Iemanjá ou o povo do mar. Risco de grande força.
    • São as falanges de espíritos obsessores que atuam diretamente no mar, provocando ondas gigantescas, maremotos e tsunamis.

Sol:

  • Força criativa. Luz. Início da criação.
    • São as falanges de espíritos obsessores que atuam diretamente no calor provocado pelo Sol, provocando as erupções de vulcões, incêndios das mais diversas naturezas e alterações no clima.

Cruz:

  • Fé cristã.
    • São as falanges de espíritos obsessores que ficam em determinados pontos das estradas, em determinados cruzamentos das ruas, provocando os mais diversos tipos de acidentes fatais, além de outras desencarnações por elas provocadas.

Âncora: 

  • Esperança.
    • São as falanges de espíritos obsessores que atuam diretamente nos naufrágios das embarcações.

Coração:

  • Caridade.
    • São as falanges de espíritos obsessores que atuam diretamente para causar os vários tipos de doenças, no caso em questão as causadoras das doenças do coração.

Flecha:

  • Vibração de caboclos.
    • São as falanges obsessoras que se encontram dirigindo as suas ações malévolas para alguma direção específica. Note-se aqui, o reconhecimento da existência das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, que emanam das auras de todos os seres, assim como em mais alguns Pontos de Umbanda.

Raio:

  • Força dos elementos da natureza.
    • São as falanges obsessoras que atuam diretamente para causar as descargas elétricas de grandes intensidades que ocorrem na atmosfera, local onde essas falanges obsessoras se encontram decaídas, quando o ambiente é propício para essas suas ações, que podem ocorrer tanto no interior de uma nuvem como entre nuvens, ou mesmo entre uma nuvem e a terra, que vêm sempre acompanhadas de relâmpagos, que são intensas emissões de radiovibrações eletromagnéticas visíveis aos olhos da cara, e de trovões, sons estrondosos. Eu sei perfeitamente que isto vai de contra as ciências, mas quando na obra relativa ao sistema eu tratar acerca do assunto, mostrarei cientificamente a esta realidade.

Tridente:

  • Trabalhos de magia.
    • O tridente é uma arma branca muito antiga que se assemelha a uma lança, mas que possui três pontas, por isso acaba por enfraquecer o poder penetrante da lança, quando não há a armadura, tendo sido aperfeiçoado para uso nas legiões romanas, principalmente durante o domínio romano na Grécia, com a transformação do terminal do cabo, ou empunhadura, em uma lâmina penetrante. O tridente, por vezes, é remetido diretamente ao cetro mitológico de Netuno, o senhor dos mares, de acordo com a mitologia romana, sendo equivalente ao deus Poseidon, na Grécia, o senhor guardião e protetor dos mares, súdito de Zeus, ou Júpiter. Além de Netuno, pode caracterizar ainda outros personagens mitológicos como os tritões, e também entidades bíblicas, como o próprio diabo ou os demônios inferiores, que provocaram a desestabilização no Olimpo, e admoestações de inimigos. Em decorrência, o tridente pode representar tanto as falanges obsessoras que se consideram os próprios demônios, em que Satanás é o chefe dessas falanges, como também as falanges obsessoras que agem na atmosfera terrena sobre os mares.

Espada:

  • Vibração de Ogum.
    • Quando o espírito se encontra quedado no astral inferior, em conformidade com o seu poder em relação aos demais que também se encontram lá decaídos, ele pode assumir a pretensão de ser um deus, assim como Jeová, o deus bíblico, e Alá, o deus alcorânico. Esse tipo de espírito obsessor tem o poder mais agudo e penetrante do que todos os demais, pois que observando as auras tanto dos encarnados como dos desencarnados, ele consegue distinguir as suas tendências umas das outras, as suas fraquezas umas das outras, dando-lhe assim o conhecimento que propicia a prática do mal, portanto, o poder, tanto para as suas próprias ações como para comandar as ações dos demais espíritos que lhe são obedientes, os quais integram as suas falanges. Tal poder que detém esse tipo de espírito é descrito na própria Bíblia em analogia à espada, em Hebreus 4:12, cuja passagem relata esse poder da seguinte maneira:
      • Porque a palavra de Deus é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e da medula, e capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração”.
    • Assim, esse tipo de espírito obsessor é considerado pelos seus comandados como se fosse deus, mas um deus do mal, assim como Jeová, o deus bíblico, e Alá, o deus alcorânico, em função do seu grande poder belicoso, mesmo com os seus comandados estando cientes de que se trata apenas de um espírito, com as suas ordens sendo seguidas à risca, como se a sua palavra estivesse acima de tudo e de todos, tal como se encontra em Efésios 6:17, assim:
      • “Aceitai também o capacete de salvação e a espada do espírito, isto é, a palavra de Deus”.
    • Em sendo assim, a espada é o símbolo que representa todos esses espíritos obsessores que consideram ao seu chefe como sendo um deus.

Estrela:

  • Povo do Oriente. Alta magia.
    • Quando os espíritos desencarnam, eles normalmente passam a servir aos credos que praticavam quando encarnados, engrossando as suas falanges, mas sempre praticando os mais diversos tipos de males para os quais demonstram as suas aptidões e as suas tendências malignas. Assim como entre os encarnados ocorre uma rivalidade entre os credos, com os seus sacerdotes disputando acirradamente entre si os arrebanhamentos de prosélitos, do mesmo modo ocorre essa rivalidade em plano astral inferior. E essa rivalidade ainda mais se agrava entre os que se consideram cristãos e os que se consideram não cristãos, principalmente sendo estes muçulmanos, em que os mais fanáticos nutrem um verdadeiro ódio por aqueles. Todas as desavenças, todos os desentendimentos e todos os conflitos que ocorrem entre os seres humanos, no âmbito credulário, têm as suas origens em plano astral inferior, sendo os seus reflexos, quando os espíritos obsessores fazem desses seres humanos mais fanáticos e mais intolerantes os seus instrumentos dóceis para todas essas agitações, para todas essas confusões, para todas essas desordens. Daí a razão pela qual esses espíritos obsessores passam a ser denominados pelos praticantes da umbanda de povo do Oriente.
    • Os espíritos que são mais adiantados, mas que se encontram quedados no astral inferior, possuem a capacidade de se transladarem no tempo, por isso essas lutas astrais refletidas nos seres humanos são também históricas, como podemos comprovar em Juízes 5:20, assim:
      • Desde o céu lutaram as estrelas, desde as suas órbitas lutaram contra Sísera (chefe do exército de Canaã, no reinado de Jebim, que juntamente com este rei oprimiram os israelitas durante 20 anos, digo eu)”.
    • Como no astral inferior há sempre um espírito obsessor mais agudo e penetrante que se considera um deus, ocorre uma disputa entre eles para se saber quem deles é o maioral, assim como se encontra em Isaías 14:13 e 47:13, cujas passagens retratam bem a essa disputa:
      • No que se refere a ti, disseste no teu coração: ‘Subirei aos céus. Enaltecerei o meu trono acima das estrelas de Deus e assentar-me-ei no monte de reunião, nas partes mais remotas do Norte. Subirei acima dos altos das nuvens; assemelhar-me-ei ao Altíssimo’”.
      • Fatigaste-te com a multidão dos teus conselheiros. Que se ponham de pé, pois, e que te salvem, os adoradores dos céus, os contempladores das estrelas, os que divulgam conhecimento nas luas novas a respeito das coisas que virão sobre ti”.
    • E assim, nessa disputa estúpida pelo poder maior no âmbito do astral inferior, por quererem se sobrepor uns aos outros, julgando-se todos esses espíritos obsessores como se fossem estrelas, como se tivessem brilho próprio, eles passam a reconhecer os poderes uns dos outros, como se assim fossem gloriosos, pois é sabido de todos que nenhuma estrela pode ter alguma glória em si, como podemos constatar em 1Coríntios 15:41, da seguinte maneira:
      • A glória do sol é de uma sorte e a glória da lua é de outra, e a glória das estrelas é de outra; de fato, estrela difere de estrela em glória”.

Lança, cachimbo e bastão:

  • Vibração dos pretos velhos.
    • No astral inferior, um chefe de espíritos obsessores divide a estes em várias falanges, com cada uma dessas falanges sendo encarregada de cumprir com determinados encargos, como, por exemplo, situar-se em determinados pontos das estradas para causar acidentes fatais, situar-se em determinados cruzamentos de ruas para também causar acidentes fatais, causar tempestades, furacões, tufões, ciclones tropicais, causar incêndios, obsedar determinados seres humanos para levá-los à loucura, causar determinados tipos de doenças, etc.
    • Existe uma hierarquia entre os espíritos obsessores, cuja hierarquia é determinada em conformidade com os seus poderes para a prática do mal, por isso todas essas falanges possuem os seus próprios chefes, que se encontram relacionadas com as manifestações das forças desses seus chefes, de acordo com os seus sentimentos inferiores e os seus pensamentos negativos, por isso eles sentem ódio, raiva, ciúmes, inveja, despeito, e tudo o mais do gênero, sendo todos passionais, o que os fazem praticar as ações mais nefastas. Esses chefes recebem a denominação de orixás. Cada orixá tem o seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, oferendas, espaços físicos e até horários. Geralmente os orixás são associados aos santos católicos, devido a imposição do catolicismo aos negros, que para manterem os seus orixás vivos, viam-se obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos quais cultuavam apenas aparentemente.
    • Além da lança, do cachimbo e do bastão, os orixás possuem muitas outras ferramentas, tais como: rebenque, foice, corrente, ponteira, tridente, gadanho, chave, cadeado, canivete, sineta, moedas, búzios, porrete, etc.

Círculo evolutivo:

  • Símbolo de amarração.
    • Geralmente, todos os Pontos de Umbanda são riscados no chão tendo um círculo ao seu redor, cujo círculo determina a área de atuação dos espíritos obsessores, o local onde eles mais se encontram e de onde podem ser invocados, no qual mais concentram as suas forças e as suas energias estúpidas e grosseiras, portanto, onde mais concentram as suas vibrações magnéticas, as suas radiações elétricas e as suas radiovibrações eletromagnéticas, através das quais formam as correntes negras das mais diversas naturezas, que em seus pontos riscados demonstram toda a potência posta nessas correntes negras.
    • No caso da amarração, quando as pessoas se encontram prestes a perder aqueles a quem julgam amar, que no caso é paixão, ou quando as pessoas se sentem atraídas por alguém, e não são correspondidas por esse alguém, elas geralmente apelam para os trabalhos de umbanda, pagando pelos trabalhos espirituais de fazer com que aqueles por quem nutrem paixão voltem, ou que aqueles por quem nutrem paixão venham a corresponder a essas suas paixões, a fim de que assim possam se assegurar que eles estarão sempre aos seus lados.

Lua crescente:

  • Vibração magnética da Lua.
    • Todas as estrelas são formadas pelas combinações entre as propriedades da Força e da Energia, de onde emanam os fluidos, que contêm o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo, e o Sol é uma estrela. Todos os mundos são formados por seres, que produzem vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que emanam das suas auras e que são conduzidas pelos fluidos, e a Terra é um mundo, mas a Lua não é um mundo, sendo ela um satélite da Terra. Em sendo a Lua um satélite da Terra, ocorre uma estreita ligação das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas que emanam da atmosfera terrena, uma vez que a Lua se encontra em sua atmosfera.
    • Os espíritos obsessores que se encontram quedados na atmosfera, formando o astral inferior, são cientes dessa estreita ligação entre a Terra e a Lua. Assim, eles também são cientes das ocasiões mais oportunas para produzir as suas vibrações magnéticas, as suas radiações elétricas e as suas radiovibrações eletromagnéticas, em conformidade com as posições em que a Lua se encontra em relação à Terra, na órbita desta ao redor do Sol. Daí a razão pela qual os espíritos obsessores utilizam as fases da Lua como símbolos.

Saturno:

  • Vibração dos astros.
    • De modo diferente da Lua, as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas que emanam das atmosferas dos planetas que se encontram sob a égide do Sol não exercem influência sobre os espíritos obsessores que se encontram quedados na atmosfera da Terra.
    • Os símbolos planetários da umbanda se ligam mais aos horóscopos, uma espécie de diagrama que tenta definir as posições relativas dos planetas e dos signos zodiacais em um determinado dia específico, em que na umbanda o signo de Câncer é regido por Netuno, o de Áries é regido por Marte, o de Escorpião é regido por Plutão, etc.
    • No entanto, em relação a Saturno o caso é diferente, pois que para a umbanda ele é considerado como sendo o senhor do tempo, por isso os espíritos obsessores que conseguem se transladar no tempo utilizam esse planeta em sem seus pontos.

Machado de dois gumes:

  • Povo das matas. Vibração de Xangô.
    • Dá-se o nome de Xangô aos orixás que atuam diretamente na natureza, provocando raios, relâmpagos, descargas elétricas, trovões, erupções vulcânicas, terremotos, incêndios e outras maldades mais do gênero. Trata-se de espíritos obsessores extremamente encolerizados e violentos. As habitações e as desencarnações causadas pelos raios são alvos da ira desses espíritos trevosos. Os espíritos que assim atuam na natureza adotaram o machado de dois gumes como símbolo, como sendo a sua ferramenta.

Cobra:

  • Símbolo de cura.
    • Quando os espíritos produzem vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas em conjunto, elas são transportadas pelos fluidos, formando-se ondas da mesma frequência, que tanto podem ser superiores e positivas, como inferiores e negativas, cujas ondas por sua vez formam uma corrente bastante poderosa.
    • No caso dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, formam-se ondas volumosas que assumem o aspecto de grandes serpentes, que assumem a representação dessas suas correntes, pois que esses espíritos obsessores lançam mão dos seus atavismos psíquicos trazidos da irracionalidade que geram essas imagens fluídicas, no caso a serpente, como nos tópicos seguintes serão mostradas essas imagens.

Além desses pontos riscados originados da Cabala, considerados pelos estudiosos como sendo uma ciência oculta ligada ao judaísmo, que se liga diretamente a Jeová, o deus bíblico, que aparecia a Abraão, em virtude desse patriarca judaico ser um médium vidente e ouvinte, as vestes sacerdotais também se ligam diretamente ao paganismo.

A palavra paganismo é proveniente do latim paganus, cuja palavra significa camponês, ou alguém rústico, que é um termo geral utilizado para se referir a tradições credulárias politeístas, sendo utilizado principalmente dentro do contexto histórico, referindo-se à mitologia greco-romana, assim como também às tradições politeístas da Europa e do norte da África, antes da pseudocristianização.

Em sentido mais amplo, o significado de paganismo se estende aos credos e às seitas contemporâneos, que incluem a maioria dos credos orientais e as tradições indígenas das Américas, da Ásia Central, da Austrália e da África, bem como os credos étnicos não abraâmicos em geral. Em sentido mais estrito, o paganismo não inclui os credos e as seitas mundiais, restringindo o termo às correntes locais ou rurais que não são organizadas como credos e seitas civis. Uma característica das tradições pagãs é a ausência do proselitismo e a presença de uma mitologia viva que procura explicar a prática credulária.

Sob a perspectiva pseudocristã, o termo pagão foi utilizado historicamente para englobar todos os credos e seitas não abraâmicos, sendo esse termo uma adaptação do falso cristianismo do termo gentio do judaísmo, que assim possui um viés abraâmico inerente a ele, com todas as conotações pejorativas entre o monoteísmo ocidental, sendo comparáveis aos pagãos e infiéis conhecidos como kafir e mushrik no islã. Em relação ao paganismo, o historiador Peter Brown vem afirmar o seguinte:

A adoção da palavra latina paganus pelos cristãos como um termo pejorativo abrangente para politeístas, representa uma vitória imprevista e, singularmente, de longa duração de um grupo religioso, com o uso de uma gíria do latim originalmente desprovida de significado religioso. A evolução ocorreu apenas no Ocidente latino e em conexão com a igreja latina. Em outra parte, ‘heleno’ ou ‘gentios’ (ethnikos) manteve-se a palavra ‘pagão’; e paganos continuou como um termo puramente secular, com toques de inferioridade”.

A partir da morte de Constantino, que aliás se constitui como sendo um marco do próprio catolicismo, os seus filhos continuaram a luta contra o paganismo, embora não tivessem a mesma força do seu avô e do seu pai, em razão disso não lograram o êxito que almejavam. Julião, imperador de Roma entre 361 e 363, sobrinho de Constantino, foi educado no credo católico, mas acabou por renegá-lo, passando a perseguir aos pseudocristãos, tentando reviver o paganismo. Ferido mortalmente em uma campanha contra os Persas, morreu pacificamente conversando com os seus amigos sobre a imortalidade da alma. Assim é que o imperador Graciano, entre 375 e 383, retomou a ofensiva contra o paganismo, até que o imperador Teodósio I, o Grande, entre 379 e 395, submetendo-se à penitência imposta por “Santo” Ambrósio, por ocasião da matança dos rebeldes da Tessalônica, tornou o falso cristianismo, através do catolicismo, o credo oficial, completando assim a obra iniciada por Helena e Constantino.

Em função das suas inúmeras conveniências sacerdotais, o catolicismo começava a desfigurar o falso cristianismo dos primeiros séculos, as reuniões simples que antes eram realizadas nas catacumbas, como que revivendo os ensinamentos de Jesus, o Cristo, passavam a receber a denominação de missa, que na realidade relembrava a antiga ceia dos mistérios mitológicos e das posteriores cerimônias maçons que foram transformadas e adaptadas em uma encenação do pseudocristianismo. A utilização da vela, um ritual originariamente pagão, era dedicado exclusivamente aos deuses ancestrais, em que a vela sendo acendida estaria imitando o renascimento do ritual dos solstícios, mantendo vivo o deus-Sol, em que os banquetes do solstício, a exemplo das comemorações do natal, começavam sempre à meia-noite.

As procissões ditas sagradas dos santos derivavam das adaptações egípcias do culto a Osíris, esquartejado e depois ressuscitado, como também através delas se reviviam as procissões romanas dos deuses-lares, dos manes antepassados das grandes famílias que eram cultuados pelos descendentes. A origem do terço remonta aos anacoretas orientais, que utilizavam pedrinhas para contar as suas preces vocais. A extrema-unção se rememorava das unções piedosas dos cadáveres com óleos rituais, praticadas no Egito Antigo. O latim utilizado pelos sacerdotes, que era a língua do Império dos césares, mantinha o prestígio dos ritos e dos sacerdotes, pois a linguagem misteriosa, que ninguém mais compreendia, resguardava o poder secreto de um mundo invisível. Os sacramentos, como o batismo, e depois a crisma, para confirmar o batismo, o matrimônio credulário, as bênçãos, os santos, os milagres, assim como todas as formas do culto romano são uma herança do passado. As suas cerimônias, os seus vasos de ouro e de prata, os cânticos, a água lustral, são todos legados do paganismo, pois os antigos pagãos usavam a água santa, ou a água lustral, para purificar as suas cidades, os seus campos, os seus templos e os homens.

Os deuses do passado e os semideuses, titãs, deusas, sílfides, ciclopes, mensageiros dos deuses, foram rebatizados pelo falso cristianismo com os nomes de anjos, arcanjos, serafins, querubins, potestades, virtudes e tronos. Assim como os sacerdotes pagãos se chamavam druidas, flamens, hierofontes, dionísios ou sacrificadores, foram eles renomeados com os títulos tidos como se fossem sagrados de clérigos, pastores, prelados, papas, cardeais, bispos, ungidos, abades e teólogos.

A abóbada das catedrais das igrejas gregas e romanas são muitas vezes adornadas de azul e salpicadas de estrelas douradas, para representar o firmamento. Semelhante quadro observamos nos templos egípcios onde o Sol e as estrelas eram adorados e referenciados. Do Bramanismo tomaram o altar, o fogo sagrado que nele arde, o pão e o licor consagrados à divindade. Do budismo copiaram o celibato dos padres e a hierarquia sacerdotal, assim como parte de suas vestes. Os cultos pseudocristãos se ligaram aos cultos agrários e pastoris, revelando as suas raízes na alegoria do cordeiro, rememorando os sacrifícios de animais praticados pelos judeus, tão comuns no templo de Jerusalém. Jesus, o Cristo, seria o cordeiro ritual, que o próprio deus bíblico enviara à Terra para ser sacrificado em seu louvor, a fim de que o sangue do sacrifício lavasse os pecados da humanidade.

O ato exterior do Batismo, vindo do essênio João Batista, foi transformado no culto pseudocristão em um processo mágico de purificação espiritual, destinado a lavar a mancha do pecado original, cometido não só pelas figuras lendárias de Adão e Eva, mas pelo ato da concepção. Os cultos matrimoniais são elementos absorvidos das práticas do paganismo ancestral, das homenagens prestadas às deusas Diana, Ceres, Afrodite, dentre outras, tanto na Grécia quanto em Roma, sendo dessas práticas que surgiram os trajes pomposos, ricos, luzentes e complexos, sem que algumas dessas coisas tenham a ver com a simplicidade e a humildade de Maria, a esposa de José e a mãe biológica de Jesus, o Cristo, como se apregoa por aí, cuja concepção ocorreu naturalmente, em conformidade com a natureza. Na realidade, Roma adaptava a todos esses velhos hábitos e costumes à nova crença, fazendo uma associação das suas divindades com as divindades pagãs.

A ressurreição de toda a natureza na primavera, a germinação das sementes que estiveram mortas e repousaram durante o inverno e que a alegoria representava como se elas estivessem aprisionadas no Hades, tal como sendo um mundo inferior, motivaram a ideia na antiguidade de renascimento, com esse pensamento assumindo tal importância em Roma, por uma razão óbvia: colocar Jesus no mesmo nível de Tammuz, Adônis, Attis, Osíris e todos os outros deuses que, morrendo e revivendo, povoaram o mundo e a consciência do seu tempo. Pela mesma razão, foi promulgada a doutrina do nascimento virgem e o festival da Páscoa, onde se celebrava a morte e a ressurreição, elaborados para coincidir justamente com os rituais da primavera de outros cultos e escolas de mistérios contemporâneos.

O próprio Jesus, o Cristo, não fugiu a isso, sendo associado ao deus-sol. Os humildes seguidores do Nazareno foram substituídos pelos deuses greco-romanos, e os chamados de santos ao longo dos tempos, ocupando um lugar de destaque nas Igrejas, assim mesmo como eram os chamados templos pagãos. O culto interior apregoado pelo nosso Redentor, asseverando enfaticamente que o reino de Deus se encontra dentro de nós mesmos, assim como eu também venho afirmando ao longo desta obra prolegômena, em conformidade com o nosso estágio evolutivo, transforma-se puramente em exterioridade sob o teto das imensas e luxuosas catedrais do Olimpo pseudocristão. O quadro do juízo após a morte do cristão, que, na realidade, é anticristão, foi uma fiel adaptação do papiro de Hunefer, escrito em 1350 a.C., aproximadamente, que é apenas um procedimento descrito no Livro dos Mortos egípcio, onde Anúbis conduz o defunto Hunefer à sala do juízo, onde encontra a grande balança. Em um dos pratos da balança é colocado o seu coração e, no outro, a pena da verdade da deusa Maat. Sob o fiel, encontra-se Amemet, o devorador de almas, um monstro que come o coração dos injustos. Thot, o de cabeça de íbis, registra o veredito. À direita, Hórus conduz Hunefer, que passou imune no julgamento perante a Osíris, soberano do mundo dos mortos.

Comparando essa descrição, podemos observar a mesma coisa na pintura do séc. XII na Espanha, em Siriguerola, em que no altar, São Miguel, em frente às portas do céu, está a discutir com o diabo sobre quem deve levar uma determinada alma que se encontra à espera do veredito. Em cada um dos pratos da balança são postas as boas e as más ações do pseudocristão, enquanto o diabo e os seus demônios tentam aumentar o peso do lado das más. Um anjo entrega a alma julgada a São Pedro.  É ainda na tradição egípcia que o diabo começa a se formar através de Set, o deus-sol, ou do céu, um dos doze deuses e deusas do panteão egípcio e irmão do deus principal, Osíris, a quem ele assassinou e esquartejou. Por esse motivo, na mitologia popular do antigo Egito, Set representa uma força maligna e destruidora. Os hebreus incluíram Set em sua mitologia, deram-lhe uma linhagem adâmica e o identificaram com os anjos rebeldes decaídos, cuja mitologia foi completamente incorporada pelo catolicismo.

A partir do século IV, é que notadamente surgiram as primeiras reformas radicais no catolicismo, o culto aos santos instituído por Basílio de Cesareia e Gregório Nazianzeno, no decorrer da Idade da Fé e da Idade das Trevas, alcançando até a Renascença, mais propriamente entre 476 e 1453, a Igreja Católica conseguiu incrementar o seu poder, acentuando a sua supremacia e a sua perseguição implacável aos demais credos, principalmente através das terríveis Cruzadas, suprimindo a ideia da realidade da reencarnação, que fazia parte dos preceitos da igreja primitiva, pois caso ela não houvesse suprimido a realidade da reencarnação, não poderia a sua doutrina estar baseada na salvação. Por conta do fanatismo e da intolerância por parte dos católicos, vários templos considerados pagãos foram totalmente destruídos, desde a Grécia ao Egito.

Após a instituição do culto aos santos, como se fossem deuses, em que nesse panteão consta a heroína francesa Joana D’Arc, que primeiro foi queimada na fogueira para somente depois ser santificada, surgiram os primeiros ensaios de altares e paramentos para as cerimônias eclesiásticas, que antes haviam sido aventados pelos pagãos convertidos, os quais todos os sistemas credulários do passado foram se adaptando continuamente à Igreja Católica. Isto se explica porque essas práticas sacerdotais são oriundas dos espíritos quedados no astral inferior, e eles apenas intuem aos sacerdotes para que eles adotem o que já existia no passado, com pequenas alterações. Assim, os sacerdotes criaram o latim nos rituais, o culto das imagens, a canonização, a confissão auricular, a adoração da hóstia, o celibato, etc.

Depois disso tudo, foram adotadas algumas formas imaginativas do passado pagão, como o céu, o inferno, o purgatório, o Juízo Final, a eternidade das penas aos pecadores, a ressurreição da carne, o diabo, e, por fim, o papado e a sua infalibilidade, o celibato, a virgindade e a ascensão de Maria, os santos, o pecado original, dentre outros, que então foram disseminados e impostos ao povo, através de inúmeros concílios, ao longo dos séculos, que visavam, única e exclusivamente, manipular as massas e assegurar a unidade da Igreja no mundo.

Como a Igreja Católica praticamente copiou tudo do passado, em relação às suas vestes sacerdotais não poderia jamais ser diferente.

As vestes sacerdotais, que são por demais pesadas e solenes, em sua maior parte foram herdadas dos cultos orientais, assim como a batina negra dos padres católicos romanos é a roupagem dos sacerdotes de Mitra, assim denominada por ser a cor dos corvos. A vestimenta de linho branco é a mesma dos sacerdotes de Ísis. A casula dos padres cristãos é cópia da vestimenta que usavam os sacerdotes fenícios, a vestimenta denominada de calársis, como assim diz Blavatsky, que, presa ao pescoço, descia aos pés. A coroa recortada do couro cabeludo dos padres, representava o disco solar dos credos pagãos, que com esse simbolismo guardava o poder das clareiras abertas nos mistérios das florestas profundas e escuras cultuadas pelos sacerdotes druidas. A auréola realmente existe, como comprovarei quando dela tratar mais adiante, ainda nesta obra prolegômena. Mas a auréola dos santos foi usada antes pelos artistas antediluvianos da Babilônia, todas as vezes que desejavam honrar ou decifrar a cabeça de um mortal. Esse costume é tão antigo, que Krishna e a sua mãe, Devanaguy, encontram-se representados por uma auréola, muito antes do catolicismo existir. O rei-sacerdote da Babilônia possuía um sinete que trazia no dedo, um anel de ouro, usava um manto branco, uma tiara de ouro com pequenas faixas, e as suas sandálias eram beijadas pelos ponteados submissos ao seu domínio. Os papas igualmente possuem o anel de ouro, um manto branco bordado de estrelas de ouro, a tiara com pequenas faixas cobertas de pedras preciosas e as sandálias para o mesmo uso por parte dos seus fiéis.

Assim, como em todos os tempos os sacerdotes sempre foram os preferidos dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, já que possuem uma maior capacidade para servir de intermediários entre eles e os homens, sendo ambos sagazes, astuciosos e ardilosos, além de extremamente mentirosos, tendo eles passado a determinar que os sacerdotes adotassem vestimentas diferenciadas das vestimentas utilizadas pelo povo em geral, para que então, estando diferenciados, pudessem ser melhor identificados por todos os seus arrebanhados, assim como também pelas demais pessoas, tal como se as suas vestes sacerdotais pudessem representar algo que fosse sagrado, intocável, santificado, chamativo das atenções, para que assim eles pudessem esconder as suas baixezas, as suas torpezas e as suas patifarias por detrás dessas vestimentas, exatamente como hoje em dia os sacerdotes católicos e de outros credos, como os sacerdotes budistas e os da igreja ortodoxa, escondem-se por detrás das suas batinas e de outras vestimentas sacerdotais, principalmente quando vão realizar os seus cultos, que se parecem mais com fantasias carnavalescas. Vamos então identificar algumas dessas fantasias carnavalescas sacerdotais, apenas as descrevendo, sem maiores comentários, para que assim eu não venha a perder tempo com essas fantasias em forma de vestimentas.

CAMAURO

O camauro é uma espécie de gorro usado tradicionalmente pelo papa, no período do inverno. Os camauros são vermelhos com bordas brancas de arminho, um mamífero das regiões polares de pele macia, que foram muito utilizados na Idade Média, tendo caído em desuso nos tempos modernos, mas que foi reintroduzido pelo papa Bento XVI, em 2005. Antes de Bento XVI, o último papa a aparecer em público com o camauro foi João XXIII.

Os espíritos quedados no astral inferior sempre acompanham os sacerdotes de todos os credos e seitas em todos os momentos, onde quer que eles estejam, e isto de um modo invariável. Tudo aquilo que se refere à classe sacerdotal, tem também as imagens dos espíritos obsessores gravadas em tudo e por tudo. O camauro usado pelo papa Bento XVI, tem também as imagens dos espíritos obsessores nele gravadas, conforme demonstra a imagem abaixo.

BATINA

A batina, ou sotaina, é uma roupa eclesiástica, própria dos clérigos, que tradicionalmente possui 33 botões de alto a baixo, representando a idade de Jesus, o Cristo, e cinco botões em cada punho, representando as suas cinco chagas. Pode ser usada uma faixa na cintura, que tem duplo significado: o primeiro, é a “castidade”, pois antigamente se acreditava que a libido sexual estava relacionada diretamente aos rins, por isso os rins cingidos tinham o significado de castidade; e o segundo, é a Igreja peregrina na Terra, pois quando Israel fazia peregrinações se usava um cíngulo para cingir os rins, de modo que ele não ficasse dolorido ao caminhar, assim, os rins cingidos assumem o significado de peregrinação. No catolicismo, a cor da faixa varia segundo a sua hierarquia, com a cor preta para os seminaristas, diáconos e padres; a cor violácea para os padres com o título de monsenhor, ou bispo, ou arcebispo; e as cores vermelha e branca somente para o uso do papa. O uso da batina por clérigos católicos teve início com a preservação das vestes talares dos antigos romanos.

Os espíritos do astral inferior acompanham sempre os sacerdotes, intuindo-os para que eles venham a semear a ignorância por todo o orbe terrestre e, também, para que eles pratiquem as suas patifarias, sendo todos eles instrumentos dóceis para esses espíritos obsessores. A imagem abaixo mostra claramente as suas imagens gravadas nos ambientes sacerdotais, em obediência à lei da afinidade e ao princípio da atração.

HÁBITO CREDULÁRIO

O hábito credulário, denominado indevidamente de hábito religioso, é uma veste credulária usada pelas pessoas das comunidades monásticas pertencentes a uma ordem ou a uma congregação credulárias, nomeadamente os monges e as monjas, os frades e as freiras, e ainda alguns leigos consagrados que professaram os votos credulários, ou então vivem no seio de alguma comunidade monástica ou conventual. Por vezes, o hábito credulário é confundido equivocadamente com a batina, que é a veste eclesiástica usada pelos sacerdotes. O uso do hábito credulário costuma se associar aos credulários que vivem constantemente em regime de clausura monástica.

FÉRULA PAPAL

A férula papal é uma insígnia papal, em forma de bastão ao alto encimado pela cruz. Trata-se de um bastão que imita o cetro, o qual era usado como apoio para os reis e os generais de antigamente, por isso foi colocado na mão do papa depois da sua eleição, justamente para significar os seus poderes, tanto o espiritual, sabendo-se hoje que tal poder provém do astral inferior, como o temporal, que hoje em dia foi completamente extinto.

Em 1963, logo após a sua eleição, Paulo VI encomendou ao escultor napolitano Lello Scorzellina um bastão pastoral para as celebrações litúrgicas solenes, em prata, demonstrando assim ser “simples” e “humilde”, tal como o Nazareno. Essa obra do escultor napolitano tomou da férula tradicional a forma da cruz, acrescentando-lhe o crucificado. Esse papa usou essa insígnia pela primeira vez em 8 de dezembro de 1965, por ocasião do encerramento do Concílio Vaticano II, e tanto ele como João Paulo II usaram em certas ocasiões a cruz tríplice, com três travessas de comprimentos diferentes, denominada de cruz papal.

As imagens abaixo são algumas das figuras retiradas da férula papal criada por Lello Scorzellina, cujas imagens demonstram claramente quais são os espíritos que acompanham o papa, em decorrência, todos os sacerdotes, não somente os católicos, mas também de todos os demais credos e seitas.

BÁCULO

Em sentido lato, o báculo é um tipo de cajado usado pelos pastores para se apoiarem ao andar e para conduzir o gado, geralmente com a extremidade curva para segurar a rês pela perna. Em sentido restrito, refere-se a um bordão usado pelos sacerdotes católicos.

Mas o seu formato lembra um báculo de um pastor de ovelhas, com a sua cabeça curva servindo para puxar a ovelha para junto do seu rebanho e a sua extremidade pontuda servindo para atacar e ferir o lobo. Julgando-se sucessores dos apóstolos, os sacerdotes católicos consideram que a sua função é reunir o seu rebanho de fiéis e defendê-los do maligno, quando, na realidade, são os espíritos malignos que atuam no sentido de arrebanhar os fiéis e trazê-los para as hostes católicas.

Na liturgia da missa, apenas prelados com caráter episcopal, tais como bispos, arcebispos, patriarcas e cardeais podem portar o báculo, sendo também muito usado nas procissões, na leitura do Evangelho e na administração dos sacramentos, desde que não haja a necessidade da imposição das mãos. No lugar do báculo, o papa usa a férula papal, que indica a sua jurisdição plena católica. Na liturgia os usos são os mesmos.

SOLIDÉU

A palavra solidéu é proveniente do latim soli deo tollitur, que significa “somente por deus pode ser tirado da cabeça”, no caso em questão o deus bíblico.

O solidéu é um pequeno barrete usado na cabeça por motivos credulários, tendo se popularizado entre os judeus a partir do século XIX como sendo a forma mais comum de quipá, que em hebraico significa cobertura, representando o símbolo de temor ao deus bíblico. Essa popularização foi de tal maneira, que, por vezes, o solidéu passou a ter a designação de “chapeuzinho de judeu” e o sinônimo de quipá, sendo utilizado como quipá em lembrança da soberania divina e como símbolo de identidade cultural judaica. Não há qualquer padrão de materiais e nem de feitios, sendo feito normalmente de tricô, seda, veludo ou tecidos sintéticos e cosidos em gomos ou em uma única peça.

O catolicismo passou a imitar o judaísmo, embora os estudiosos afirmem que o solidéu foi adotado inicialmente por razões práticas, como, por exemplo, manter a parte tonsurada da cabeça dos sacerdotes aquecida em igrejas frias e úmidas. No entanto, por imitação ao judaísmo, acabou por sobreviver como item tradicional do vestuário clerical com o significado de pertencer totalmente ao deus bíblico. O solidéu católico consiste em oito partes costuradas, com um pequeno talo no topo.

Todos os membros ordenados da Igreja Católica podem usar o solidéu. Assim como grande parte da indumentária eclesiástica, a cor do solidéu denota o grau hierárquico do portador, sendo o do papa branco, o dos cardeais vermelho e designado por barrete cardinalício, e o dos bispos, abades territoriais e prelados territoriais violeta. Já os monsenhores usam o solidéu negro com algumas linhas violetas, enquanto os padres e diáconos usam o solidéu negro, mas não é comum o uso do solidéu por padres, com a exceção dos abades, e extremamente raro o seu uso por parte dos diáconos. Todos os clérigos que possuem caráter episcopal retêm o solidéu durante a maior parte da missa, retirando-o no início do cânon e recolocando-o depois de concluída a comunhão. Os demais clérigos podem usá-lo ou não fora da liturgia.

No protestantismo, entre os séculos XVI e XVIII, era comum o uso de solidéus por ministros e teólogos, embora o uso de vestimentas distintivas para o clero protestante não seja praticado por todas as suas denominações. Em algumas das suas denominações, há ainda a proibição de o homem orar com a cabeça coberta. A partir do século XVIII, porém, o solidéu praticamente desapareceu dos paramentos clericais. Hoje em dia, o costume de usar solidéus se limita praticamente aos anglicanos.

Ocorre também o uso de solidéus no islamismo, que normalmente são feitos de crochê, sendo denominados de taqiyah, mas há vários modelos e materiais, como topi, tubeteika, doopa e kufi. O uso de solidéus se tornou costumeiro no islamismo, embora não haja mandamentos corânicos para o seu uso. As orações das sextas-feiras e os serviços nas mesquitas são ocasiões para o uso da taqiyah, mas alguns muçulmanos a usam diariamente.

PÁLIO

A palavra pálio é proveniente do latim pallium, que significa capa ou manto que cobre os ombros, que tem a sua origem da palla romana, que era um manto de lã, que por sua vez deriva do grego, com o significado de mover ligeiramente. O pálio, portanto, é uma espécie de colarinho de lã branca, com cerca de 5 cm de largura e dois apêndices, um na frente e outro nas costas, com seis cruzes bordadas ao longo da sua extensão, que expressa a unidade com o sucessor de Pedro, embora este apóstolo nunca tenha sido papa. Essas cruzes são as falanges de espíritos obsessores que ficam em determinados pontos das estradas, em determinados cruzamentos das ruas, provocando os mais diversos tipos de acidentes fatais, além de outras desencarnações, conforme foi visto anteriormente nos Pontos Riscados.

Originalmente, o pálio era exclusivo do uso dos papas, mas depois foi estendido aos metropolitas e primazes como sendo um símbolo da jurisdição delegada a eles pelo pontífice máximo do catolicismo. Assim, eles passaram a se destinar aos bispos que assumem uma arquidiocese, com o pálio passando a simbolizar o poder na província e a sua comunhão com a Igreja Católica, o ministério pastoral dos arcebispos e a sua união com o bispo de Roma.

MITRA

A mitra é a cobertura de cabeça prelatícia de cerimônia, um tipo de cobertura de cabeça fendida, consistindo de duas peças rígidas, de formato tendendo ao pentagonal, terminadas em ponta, sendo por isso às vezes denominada de corno ou cúspides, costuradas pelos lados e unidas acima por um tecido, podendo ser dobradas conjuntamente, em que as duas cúspides superiores são livres e na parte inferior se forma um espaço que permite vesti-la na cabeça, havendo ainda duas faixas franjadas na parte superior, que são denominadas de ínfulas, que descem até as espáduas, sendo supostamente sempre branca. É a mitra considerada como sendo uma insígnia pontifical, por isso utilizada pelos prelados da Igreja Católica, da Igreja Ortodoxa e da Igreja Anglicana, com eles podendo ser abades, bispos, arcebispos, cardeais ou mesmo o papa.

Sendo usada pelo bispo, a mitra simboliza um capacete de defesa que deve tornar o prelado terrível aos adversários da verdade, o que é uma tremenda incoerência, posto que todos os sacerdotes são adversários ferrenhos da verdade, assim como também da sabedoria e da razão, pois que medrando na mais extrema ignorância, além de disseminá-la no seio do povo, estão sempre postos no devaneio do sobrenatural, onde jamais, em tempo algum, pode se situar a verdade. Assim, salvo alguma especial delegação para usá-la, cabe apenas aos bispos a imposição do Espírito Santo no sacramento da crisma ou confirmação.

Nas igrejas católicas orientais o uso da mitra é prerrogativa dos bispos, mas pode ser concedida aos arciprestes, aos protopresbíteros e aos arquimandritas. A mitra presbiteral não é sobreposta pela cruz e é concedida por determinação de um sínodo.

Os bispos ortodoxos orientais às vezes usam mitras do estilo ocidental ou oriental. No passado, os bispos coptas usaram o ballin, um omofório enrolado em torno da cabeça como um turbante, em que o omofório é uma faixa de tecido originalmente de lã, decorada com cruzes e vestida pelos bispos abaixo do pescoço, em volta dos ombros, durante os rituais litúrgicos. Os bispos ortodoxos da Síria usam o masnafto, que é literalmente um turbante, ao presidirem a liturgia. Os sacerdotes ortodoxos armênios usam mitras bizantinas, enquanto os seus bispos usam mitras ocidentais.

VÉU DE OMBROS, OU VÉU UMERAL, OU UMERAL

O véu de ombros, ou véu umeral, ou, simplesmente, umeral, é uma veste litúrgica utilizada no rito romano, assim como também em algumas igrejas anglicanas e luteranas. Trata-se de um manto retangular com cerca de 2,75 m de comprimento e 90 cm de largura, colocado sobre os ombros e na frente do usuário, sendo confeccionado normalmente em seda. Algumas vezes existem bolsos nas extremidades, na parte de trás, para que neles as mãos possam ser inseridas de uma maneira tal que o usuário possa pegar itens sem tocá-los com as mãos.

O véu umeral é sempre da cor litúrgica da festa do dia em que ele é usado, sendo branco ou dourado, por isso não há véu umeral negro para o ritual de missas réquiens, que são as missas apenas com vestes negras usadas no rito romano, como que dirigida aos seus espíritos obsessores. Há, porém, uma exceção a essa regra, que é o Rito Dominicano, o qual tem um número distinto de costumes litúrgicos.

No entanto, ele é visto com mais frequência no rito romano, durante a liturgia da Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, quando o bispo, sacerdote ou diácono, em cima da pluvial, ou capa de asperges, um paramento litúrgico usado sobretudo no exterior, mas também dentro das igrejas para bênçãos e aspersões com água benta, casamentos sem missas e para os ofícios solenes, coloca sobre os ombros e cobre as mãos com as pontas do véu umeral, para que as suas mãos não venham a tocar no ostensório, como sendo um sinal de respeito para o vaso dito sagrado, e como uma indicação de que é Jesus, o Cristo, presente nas espécies eucarísticas, que abençoa o povo, e não o seu pseudoministro, quando, na realidade, o nosso Redentor jamais se fez presente nessas palhaçadas sacerdotais e nunca foi dado a abençoar a quem quer que seja, pois que as bênçãos não servem para coisa alguma, devendo ficar lá para as bandas de Jeová, o deus bíblico, além do mais os sacerdotes nunca foram ministros do Nazareno, mas sim desse deus bíblico, chefe de falanges formada por espíritos obsessores.

O véu umeral também é visto na Missa da Ceia do Senhor, quando o cibório — um tipo de cálice no qual se colocam as hóstias para serem consagradas, ou mesmo as que já foram consagradas —, contendo o Santíssimo Sacramento, é levado em procissão para o lugar de reposição, e, novamente, quando é trazido de volta para o altar, solenemente durante a sexta-feira santa. Não sabem os fiéis arrebanhados pelo catolicismo, que nessa consagração os espíritos obsessores espargem os seus fluidos deletérios sobre as hóstias.

Na missa solene, em forma tridentina, o subdiácono usa um véu umeral carregando o cálice pátena, uma espécie de prato redondo, que serve para cobrir o cálice e receber a hóstia, ou outros vasos sagrados, que devem ser tocados apenas pelo diácono, ou outras pessoas que receberam as ordens maiores. A missa tridentina, ou missa de São Pio V, é a liturgia da missa do rito romano contida nas edições típicas do missal romano, cujas publicações datam do período de 1570 a 1962, sendo ela a mais amplamente celebrada em todo o mundo, até que o Concílio Vaticano II pediu a sua revisão, o que ocasionou a promulgação de uma nova liturgia pelo papa Paulo VI, em 1969, que passou a ser conhecida como a missa de Paulo VI. Essa denominação de tridentina se refere à cidade de Trento, na Itália, porque é baseada em uma revisão do missal romano pedida pelo Concílio de Trento aos papas, e aplicada pelo papa Pio V, em 1570.

O véu umeral não deve ser confundido com a vimpa, que é um manto muito similar, porém mais estreito. As vimpas são por vezes usadas pelos acólitos ou outros auxiliares, quando um bispo celebra a missa, pois se ele usa mitra e báculo, os auxiliares designados para esta tarefa devem cobrir as mãos com a vimpa para mantê-las para o bispo enquanto ele não as usa, simbolizando que os itens não pertencem a eles. A vimpa pode ser na cor do dia ou, alternativamente, de um material simples, em branco ou verde.

PLUVIAL OU CAPA DE ASPERGES

O pluvial, ou capa de asperges, é um paramento litúrgico usado sobretudo no exterior das igrejas, mas também dentro delas para bênçãos e aspersões com água benta, casamentos em missas e para os solenes ofícios tidos como sendo divinos. Na parte da frente do paramento há o alamar, que funciona como um broche que une as duas partes do manto, que tanto pode ser fixo como removível do pluvial. O pluvial recebe também a denominação de capa de asperges, porque no rito tridentino ele era usado pelo sacerdote para o rito de aspersão de água benta sobre o povo, podendo ainda ser denominado de casula processional, uma vez que era usado nas procissões pelos bispos.

Os seres humanos que são esclarecidos nunca devem permitir que os sacerdotes católicos venham a aspergir água benta sobre eles, e também nunca devem colocar um copo com água ao lado, por sugestão dos sacerdotes protestantes, e depois bebê-lo, por determinação destes mesmos sacerdotes. A fundamentação para esta recomendação repousa no fato de que os espíritos obsessores espargem os seus fluidos pestilentos e nocivos tanto sobre a água benta como sobre a água contida no copo, impregnando assim os seus corpos fluídicos com esses fluidos deletérios, facilitando as suas aproximações obsessivas, e, além disso, esses fluidos deletérios irão se alojar também no corpo carnal, causando inúmeras doenças.

CASULA

A casula é uma veste litúrgica que tradicionalmente pode ser confeccionada em seda ou damasco, em paramentos dos séculos XVII e ou XVIII. As cores variam conforme seja o rito litúrgico, podendo ser preta, verde, roxa, rósea, vermelha, azul e branca, com essas variações podendo ainda ocorrer de acordo com o costume de cada região. Ela é utilizada sobre a alva e a estola durante a celebração da missa, podendo ter algumas variações, sendo geralmente dividida entre casula romana e casula gótica.

A casula romana é uma espécie de colete ornada com bordados e brocados dourados, sendo vários os seus motivos, possuindo um a cada tempo litúrgico. Ela é usada pelos sacerdotes mais tradicionalistas que defendem o rito tridentino de Pio V, assim como pelos sacerdotes do Ordinariato do New Liturgical Movement, o qual se destaca com um toque tradicional no rito moderno de Paulo VI.

A casula gótica é uma casula em forma arredondada que cobre o corpo inteiro do sacerdote, possuindo um galão ou bordados que representam várias imagens convenientes ao mistério litúrgico. É a mais comum encontrada em sacerdotes atualmente.

A casula é uma veste que simboliza o planeta pela sua forma arredondada, querendo dar a impressão que tira o sacerdote do mundo terreno para o mundo espiritual. E é isto mesmo o que acontece na realidade, com os sacerdotes sendo instrumentos dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, eles ficam como que adentrados nesse mundo espiritual, praticando toda a sorte de misérias neste mundo.

CASULA PLICADA

A casula plicada é uma veste litúrgica usada pelos diáconos e subdiáconos em certos dias do ano litúrgico, em dias penitenciais, que é dobrada para dentro na parte que cai para a frente, do modo que não passe abaixo da cinta. Em sua obra Compêndio de Liturgia Romana, Volume I, a página 106, o Dr. Antônio Garcia Ribeiro de Vasconcelos nos fornece uma descrição dessa veste sacerdotal:

Quando este paramente era fechado dos lados até aos pés, a casula do celebrante era sustentada dos lados sobre os braços pelos ministros, caindo, portanto, igualmente adiante e atrás. Os ministros, porque precisavam de andar desembaçados para servirem ao altar, enrolavam-na adiante e prendiam-na por forma que os braços ficassem livres. Este costume conservou-se até hoje”.

DALMÁTICA

A dalmática é o traje litúrgico próprio do diácono na Igreja Católica, sendo colocada sobre a alva, que é uma túnica, e a estola, para ser utilizada na celebração da missa. Ela é aberta dos lados, tendo as mangas largas e curtas. O seu nome deriva de uma peça luxuosa de vestuário que era usada na Dalmácia, uma região situada ao sul da Europa, por volta do século II, a qual foi adotada pelos romanos.

TUNICELA

A tunicela é uma veste litúrgica própria dos subdiáconos, mas também os bispos podem vesti-la no rito romano extraordinário antes da dalmática. Ela possui a forma de um T e é essencialmente igual à dalmática, diferindo desta apenas em ter as mangas mais estreitas e mais compridas. No entanto, por uma questão de simetria, a tunicela e a dalmática nos tempos atuais passaram a ser exatamente iguais.

O subdiácono pode ou deve usar a tunicela em todos os atos e celebrações em que a liturgia permite ou prescreve ao diácono o uso da dalmática. Quando usada pelo bispo nos pontificais sob a dalmática e a casual, ele representa a plenitude do poder de todos os graus da hierarquia da ordem católica que ela possui.

ESTOLA

A estola é um paramento litúrgico dito cristão. É constituída por uma faixa de pano, normalmente confeccionada em seda, com cerca de 1,5 a 2 metros de comprimento e 3 a 4 centímetros de largura, cujas extremidades podem ser retas ou podem ser ampliadas por fora. O centro da estola é desgastado em torno da parte de trás do pescoço, e as duas extremidades pendem paralelas uma à outra na frente, quer estejam ligadas, quer estejam soltas. Ela é sempre decorada de alguma forma, geralmente com uma cruz ou com desenhos bordados referentes ao tempo litúrgico. Muitas vezes é decorada com galões contrastantes com bordados e franja. Um pedaço de linho branco ou renda pode ser costurado na parte de trás do colarinho como sendo um aparador de suor.

Juntamente com o cíngulo e também com o manípulo, este extinto em algumas localidades, a estola simboliza os laços e algemas com as quais Jesus, o Cristo, estava vinculado durante a sua Paixão. Ela também representa o poder e a autoridade do sacerdote na celebração litúrgica. Como se pode constatar, a classe sacerdotal busca sempre o poder, querendo se revestir de alguma autoridade, mas a riqueza vem em primeiro plano.

MANÍPULO

O manípulo é uma veste litúrgica usada principalmente dentro do clero da Igreja Católica, sendo usada também ocasionalmente por alguns anglo-católicos e luteranos. Trata-se de uma faixa bordada com três cruzes, confeccionada com seda ou com tecido semelhante, que é usada pendurada no braço esquerdo. O manípulo é utilizado somente no contexto da missa, sendo da mesma cor litúrgica como os outros paramentos.

É o manípulo uma peça de vestuário obrigatória para o sacerdote celebrar a forma antiga do rito romano, embora alguns sacerdotes também o tenha utilizado na celebração da missa nova, sendo usado por um padre investido de uma casula para celebrar a missa. Um bispo ao celebrar a missa baixa, coloca o manípulo somente após as orações ao pé do altar. O código de rubricas de 1960, incorporado ao missal romano de 1962, afirma que o manípulo nunca é usado com a pluvial, como, por exemplo, na cerimônia do Asperges, ou na bênção do Santíssimo Sacramento, e se a pluvial não se encontrar disponível, o código permite que o sacerdote dê as tais bênçãos usando somente a alva e vestindo uma estola, mas sem casula e manípulo.

O manípulo é usado também com a dalmática ou a tunicela pelo diácono e pelo subdiácono em uma missa solene, pois se caracteriza como sendo uma vestimenta não somente do rito romano, mas também da maioria dos outros ritos litúrgicos latinos. No que diz respeito ao que hoje é a forma ordinária do rito romano, revisada em 1969, a Instrução Geral do Missal Romano vem afirmar o seguinte: “A veste própria do sacerdote celebrante, na Missa e outras ações sagradas diretamente ligadas com a Missa, salvo disposição em contrário indicada, é a casula, vestida sobre a alva e estola“. E para o diácono a instrução diz: “A veste própria do diácono é a dalmática, vestida sobre a alva e estola. A dalmática pode, no entanto, ser omitida por necessidade ou por conta de um menor grau de solenidade“. Mas em nenhum dos casos há qualquer menção do manípulo como uma veste em uso.

CÍNGULO

O cíngulo é uma veste litúrgica usada em volta ou acima da cintura. Na Igreja Católica Romana, desde os seus primórdios até os meados da Idade Média, o cíngulo era uma faixa de linho com 6 ou 7 centímetros de largura, com o formato de cordão tendo se popularizado somente após o século XV, sendo hoje dominante. Atualmente, o cíngulo é um cordão de 4 metros com duas borlas com franjas nas pontas, seguindo as cores do tempo litúrgico.

Usam o cíngulo todos os sacerdotes que portam a alva, tais como acólitos, clérigos e leitores, com ele sendo sempre posto sobre a alva, em volta da cintura. Quando se usa a estola, costuma-se prendê-la ao cíngulo. Ao vestir o cíngulo, o sacerdote realiza a seguinte prece:

Cingi-me, senhor, com o cíngulo da pureza, e extingui nos meus rins o fogo da paixão, para que resida em mim a virtude da continência e da castidade”.

ALVA

A alva é uma veste litúrgica que às vezes é denominada de túnica, sendo geralmente confeccionada de tecido branco, daí a origem do seu nome, que cobre todo o corpo do sacerdote, até aos pés. Ela é vestida sobre a batina e sobre o amito, quando este é usado, ou então sobre outra roupa ordinária qualquer. Ao vesti-la, o sacerdote faz a seguinte prece:

Fazei-me puro, senhor, e santificai o meu coração, para que purificado com o sangue do cordeiro, mereça gozar as alegrias eternas

Nesse momento, estando “purificado” com sangue, o sacerdote se despoja de tudo aquilo que lhe diz respeito, não obstante os crimes que comete, como se ele fosse celebrar na pessoa do próprio Jesus, o Cristo, que se encontra totalmente alheio a essas chacotas sacerdotais, quando, na realidade, o sacerdote está servindo aos espíritos obsessores, que são ávidos por sangue, sendo que essas alegrias não são eternas, pois que elas são falsas alegrias, pelo fato de serem decorrentes das maldades praticadas pelos espíritos que se encontram quedados no astral inferior, e todas essas maldades tendem a ser extintas, quando toda a nossa humanidade estiver plenamente esclarecida acerca da espiritualidade, com o bem saindo vencedor da luta contra o mal, com este cedendo aos poucos o seu lugar àquele.

Não se pode confundir a alva com a túnica, pois que a túnica é uma veste sacerdotal aprovada por especial indulto do Vaticano a algumas conferências episcopais, em substituição ao conjunto alva, amito e cíngulo; e nem com a batina, já que esta é veste talar, própria a todos os sacerdotes ordenados, sendo confeccionada em tecido, na cor preta, ou, ainda, segundo especial indulto vaticânico, para algumas conferências episcopais, na cor branca, com os botões e debruns coloridos, ou de outra cor, usada por aqueles que são autorizados a usá-la, como, por exemplo, os estudantes e integrantes de seminários e congregações credulárias, diáconos, presbíteros e bispos.

AMITO

O amito é uma das vestes ditas sagradas usadas na liturgia católica e em certos setores do anglicanismo. Trata-se de um retângulo de tecido branco, confeccionado normalmente em linho ou algodão, com uma cruz no meio, tendo fitas ou cordões em duas das pontas. É usada sendo colocada em volta do pescoço, atando-se no meio com as fitas. Todos os sacerdotes que vestem a alva, podem vestir o amito. O seu uso é obrigatório sempre que a alva ou a túnica não cubra totalmente a roupa que se usa por baixo na zona do pescoço. Ao vestirem o amido, os sacerdotes sempre pronunciam as seguintes palavras:

Senhor, colocai sobre a minha cabeça o capacete da salvação, para que possa repelir todos os assaltos diabólicos”.

O engraçado é que quando os sacerdotes pronunciam essas palavras, dirigindo-se ao deus bíblico, ao seu redor já se encontram vários espíritos obsessores, que sempre os acompanham, e essa salvação a que se referem os sacerdotes, refere-se ao fato de ficarem quedados no astral inferior, após a desencarnação, pois que a salvação nunca existiu.

Ao que tudo indica, o seu uso parece que não vai além do século VIII, quando se colocava sobre a alva e algumas vezes até sobre a casula, servindo para cobrir a cabeça do sacerdote quando ele ia ou vinha do altar, simbolizando o capacete da fé credulária, envolvendo o pescoço e o protegendo contra os acidentes do ar, simbolizando a moderação da voz, a prudência e a discrição nas palavras. Hoje em dia, segundo o rito romano, é o primeiro dos paramentos ditos sagrados, que colocado sobre as espáduas, fica entre as vestes ordinárias, a alva e o restante das vestes sacerdotais.

BARRETE

O barrete é uma veste litúrgica usada pelo clero e pelos seminaristas durante as celebrações litúrgicas e ou sempre que estejam de vestes corais, batina e sobrepeliz, ou as ditas sagradas, para cobrir a cabeça.

São vários os formatos do barrete, sendo mais comum o de forma quadrada com três palas na parte superior, com uma borla ao meio. A parte desprovida de pala fica para o lado da orelha esquerda. A cor do tecido que reveste o cartão dos vivos e da borla é de acordo com a dignidade eclesiástica de quem o usar, pelo que deveria ser negra, mas desta cor é somente o barrete dos sacerdotes, pois os monsenhores além da cor negra usam a borla violeta, já os bispos e arcebispos usam o barrete todo violeta, enquanto que os cardeais usam o barrete todo vermelho e sem a borla.

O barrete demonstra a autoridade do sacerdote e o seu juizado. Antigamente, o uso do barrete era obrigatório para os sacerdotes que iam para o confessionário saber dos erros da vida alheia, como o significado de que os sacerdotes são juízes para confessar as pessoas, absolvendo os seus pecados, assim como um juiz para absolver ou condenar a um réu, quando isso não passa de uma grande intrujice sacerdotal, para eles ficarem sabendo acerca das vidas das pessoas e formarem uma opinião sobre a sua confiança depositada nessa sua classe nociva. O uso do barrete no confessionário é decorrente do fato de que antigamente os juízes usavam o barrete para os julgamentos nos tribunais.

SOBREPELIZ

A sobrepeliz é uma veste litúrgica que faz parte das vestes corais. É usada por todos os clérigos, acólitos e seminaristas por cima da batina, sobretudo quando assistem ao coro para o ofício tido como sendo divino, mas também para as outras celebrações litúrgicas, quando não tomem parte nelas como celebrante, como concelebrante ou como diácono ministrante ao altar. Ela é como se fosse assim uma espécie de alva encurtada e com as mangas largas, sempre de cor branca, sendo normalmente confeccionada em linho, com algumas tendo rendas, bordados e um laço a guarnecer.

Em alguns lugares, muitas vezes a sobrepeliz é confundida com o roquete, que é uma veste sacerdotal parecida com a sobrepeliz, mas que possui as mangas quase sempre forradas de vermelho ou preto, sendo mais justas à altura do pulso, sobrando pouco pano sobre o busto de quem o traja, com a sua renda mais extensa, além dos punhos forrados de preto, sendo exclusiva para cardeais, prelados de honra e ao servo dos servos do deus bíblico.

PEREGRINETA

O hábito talar dos clérigos seculares de rito romano é a batina, que possui uma gola conhecida como colarinho romano ou clerical, que consta de uma pequena abertura no tecido negro que deixa aparecer um pequeno quadrilátero branco ao centro. Segundo o costume sacerdotal, a batina possui 5 botões em cada punho, lembrando as chagas de Cristo, Cristo, com os 23 botões da frente, os botões da batina somam 33, idade em que o Nazareno, teria sofrido a sua morte na cruz, em que os botões da parte superior da manga foram abolidos.

Embora não seja obrigatório, a batina dos padres pode ter ainda uma peregrineta negra junto da batina. A peregrineta é parte da veste eclesiástica que consta de uma capa curta, aberta na parte da frente, que cobre os ombros, parte das costas e dos braços. Ainda completa a batina a faixa. Antigamente, a batina dos clérigos possuía flocos na ponta.

MOZETA

A mozeta, ou murça, é uma capa curta que cobre os ombros, uma parte das costas e dos braços. Ela é usada sobre a sobrepeliz como parte da roupa coral de alguns dos clérigos da Igreja Católica, entre eles o papa, os cardeais, os bispos, os abades, os cônegos e os superiores de ordens credulárias. A mozeta é fechada na parte da frente, sendo similar à peregrineta, sendo esta aberta na frente.

Sendo geralmente usada com uma batina e, às vezes, com outras vestes corais, a cor da mozeta representa o grau hierárquico do sacerdote que a usa. Os cardeais usam uma mozeta escarlate, enquanto os bispos e aqueles com jurisdição equivalente, como o administrador apostólico, o vigário apostólico, o exarca, o prefeito apostólico, o prelado territorial e o abade territorial, se não bispos, usam uma mozeta roxa. Os padres comuns não usam a mozeta. Algumas ordens credulárias têm a mozeta como parte do seu hábito, os cônegos regulares da Congregação Austríaca usam uma mozeta roxa, os frades da Congregação de São Maurício usam uma mozeta vermelha, e os cônegos regulares da Ordem da Santa Cruz e os cônegos regulares lateranenses usam mozetas pretas.

O papa usa três versões de mozetas: a mozeta de verão, que é de cetim vermelho; a mozeta de inverno, que é de veludo vermelho com bordas de pelo de arminho branco; e a mozeta pascal, que é de seda de damasco debruada com pelo branco, usada apenas durante a páscoa. As mozetas de inverno e pascal caíram em desuso durante o pontificado de João Paulo II, entre 1978 e 2005, mas a sua utilização foi reintroduzida pelo papa Bento XVI. O Papa Francisco até agora ainda não usou a mozeta papal.

FANO

O fano é uma espécie de pequena capa de ombros, como uma dupla mozeta de seda branca com listras douradas e avivada de vermelho. Ela consiste de dois círculos de tecido, com uma abertura no centro para dar passagem à cabeça. Os círculos são presos um ao outro por esta abertura, ficando as bordas livres. No círculo inferior, que é ligeiramente menor, há uma fenda vertical para permitir a perfeita passagem da cabeça. Na parte anterior do círculo superior há uma cruz bordada em ouro. O modo de se colocar o fano é o mesmo usado para se pôr o amito, tanto na Idade Média como até hoje. O seu uso ocorre da seguinte maneira: depois do diácono ter revestido o papa com a alva, o cíngulo, o subcintório e a cruz peitoral, ele pega o fano pela abertura, passa o círculo inferior pela cabeça do papa e o ajusta nos ombros, girando a abertura para trás. O círculo superior é mantido sobre a cabeça, a seguir o papa recebe a estola, a dalmática e a casula, com o círculo superior sendo baixado sobre estes paramentos, cobrindo os seus ombros como se fosse um colar. Por cima do fano é colocado o pálio. Esta veste sacerdotal é reservada ao papa para uso na missa pontifical.

Não há nenhuma informação quanto à forma do fano e do material de que foi feito em épocas remotas. No fim da Idade Média, era feito de seda branca, como demonstra o inventário de 1295 do tesouro papal, ao que parece herdado de Jesus, o Cristo, que assim como os seus “ministros” era riquíssimo, cujo tesouro papal é bem conhecido pelos numerosos trabalhos de arte. A ornamentação preferida do fano eram as listras estreitas de ouro e de alguma cor, especialmente a vermelha, tecidas na seda. Depois do século XV, o fano passou a ter a forma quadrada. A atual forma de colar parece ter surgida no século XVI.

O fano simboliza o escudo da fé, conforme consta em Efésios 6:16, cuja passagem bíblica diz o seguinte: “Acima de tudo, tomai o grande escudo da fé, com que podereis apagar todos os projéteis ardentes do iníquo”, cujo escudo da fé protege a Igreja Católica, que é representada pelo papa, em que essa proteção se refere diretamente às demais falanges que trabalham astralmente pelos credos e seitas concorrentes no arrebanhamento e na conservação dos fiéis tornados cretinos. As listras verticais de duas cores, branco e dourado, unidas pela linha vermelha, indicam a unidade e a indissolubilidade das Igrejas Latina e Oriental. O círculo inferior, que fica oculto sobre os paramentos, representa a “Antiga Lei” e o círculo visível, sobre a casula, representa a “Nova Lei” dada por Jesus, o Cristo, como se em toda a sua existência o nosso Redentor tivesse fornecido alguma lei ao catolicismo.

O BRASÃO DO PAPADO E DO VATICANO

Na tradição europeia medieval, o brasão era um desenho especificamente criado com a finalidade de identificar as pessoas, as famílias, os clãs, as corporações, as cidades, as regiões e até as nações, sempre em obediência às leis da heráldica. O desenho de um brasão era colocado normalmente em um suporte em forma de escudo, que representava a arma de defesa homônima usada pelos guerreiros medievais. No entanto, o desenho podia ser representado sobre outros suportes, como bandeiras, vestuários, elementos arquitetônicos, mobiliário, objetos pessoais, etc. Nos séculos XIV e XV, sobretudo, era comum os brasões serem pintados ou cosidos sobre as cotas de malha, o vestuário de proteção usado pelos homens de armas.

Em sendo assim, o brasão tanto pode se ligar ao vestuário, portanto, estando diretamente ligado ao assunto em pauta, que são as vestes sacerdotais, como também aos pontos riscados que simbolizam as falanges de espíritos obsessores quedados no astral inferior, no caso em questão, as falanges de espíritos obsessores ao serviço do catolicismo.

O brasão do papado e do Vaticano é representado através das chaves do céu cruzadas, com a chave de ouro simbolizando o poder de ligar a Terra ao céu e com a chave de prata simbolizando o poder de desligar a Terra ao céu.

A expressão chaves do reino dos céus, é retirada da expressão latina na versão vulgata da Bíblia claves regni caelorum, também denominada de chaves do reino de deus, o bíblico, chaves do céu, ou chaves de São Pedro. Esse termo utilizado na Bíblia se refere a uma afirmação de Jesus, o Cristo, ao Apóstolo Pedro, que está contida em Mateus 16:19, assim:

Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos céus, e tudo o que desligardes na Terra, será desligado nos céus”.

Esta passagem bíblica tem a sua real procedência. No entanto, antes de explicar a real procedência desse dizer de Jesus, o Cristo, portanto, o seu verdadeiro significado, eu devo antes explicar o verdadeiro significado dessa expressão no simbolismo do catolicismo.

Existem diferentes interpretações sobre o significado dessa expressão, em conformidade com a classe sacerdotal. O catolicismo se refere às implicações da expressão como o poder das chaves designando a autoridade suprema que Jesus, o Cristo, concedeu a São Pedro e aos seus sucessores, os papas, para governar a Igreja Católica, embora Pedro nunca tenha sido papa, e as duas expressões tidas como se fossem as técnicas “ligar” e “desligar”, são expressões da linguagem dos rabinos que se referem a “proibir” e “permitir”, assim como também “condenar” ou “absolver”, quer dizer, refere-se ao domínio disciplinar da excomunhão, e as decisões doutrinais ou jurídicas sacerdotais. Mas não é nada disso.

Na realidade, os papas não passam de meros joguetes nas mãos do chefe das falanges que trabalham pelo catolicismo e que pretendem extinguir a vida na Terra, cujo chefe é Jeová, o deus bíblico, como mostrarei através de imagens quando mais adiante tratar diretamente acerca da doutrina católica, apenas dela, para não tornar ainda mais extensa esta minha explanação acerca de A Filosofia da Administração, pois que as demais doutrinas credulárias são todas análogas a ela, em face do sobrenaturalismo que todas encerram em si; e também quando tratar diretamente acerca do astral inferior.

Estando todos quedados no astral inferior, presos à atmosfera da Terra, alguns espíritos inferiores conseguem subir às alturas, mas sem que consigam ultrapassar a atmosfera terrena, que para eles representa o céu, onde lá se encontra o espírito obsessor que se autodenomina de deus, enquanto outros não conseguem tal proeza, ficando presos ao próprio ambiente terreno, onde praticam todos os tipos de maldades, cometendo os mais diversos tipos de crimes.

Assim, no contexto do catolicismo, tudo aquilo que diz respeito a essas falanges de espíritos obsessores que se encontram ligadas umas às outras nas alturas e no ambiente terreno representa essas chaves do brasão católico.

Desta maneira, todas as ações praticadas pelas falanges de espíritos obsessores que se encontram no ambiente terreno e que fazem parte das falanges que trabalham em prol do catolicismo, são ligadas às falanges de espíritos obsessores que se encontram nas alturas e que também trabalham em prol do catolicismo. E todas as ações praticadas pelas falanges de espíritos obsessores que se encontram no ambiente terreno e que não fazem parte das falanges católicas, são desligadas das falanges de espíritos obsessores que se encontram nas alturas.

Por outro lado, todas as ações praticadas pelas falanges de espíritos obsessores que se encontram nas alturas e que fazem parte das falanges que trabalham em prol do catolicismo, são ligadas às falanges de espíritos obsessores que se encontram no ambiente terreno e que também trabalham em prol do catolicismo. E todas as ações praticadas pelas falanges de espíritos obsessores que se encontram nas alturas e que não fazem parte das falanges católicas, são desligadas das falanges de espíritos obsessores que se encontram no ambiente terreno.

Pedro é retratado muitas vezes na Igreja Católica e na Igreja Ortodoxa Oriental com ilustrações segurando uma chave ou um conjunto de chaves, sendo notório esse simbolismo, principalmente através da estrutura geral da Basílica de São Pedro, onde supostamente estão os ossos do apóstolo, demonstrando assim toda a materialidade dos credos, que está praticamente em forma de chave, evocando às chaves confiadas a Pedro, pois que a Igreja Católica usa indevidamente a imagem de Pedro, assim como também a de Jesus, o Cristo, uma vez que ambos jamais estiveram no Vaticano.

Na cultura popular, São Pedro é retratado muitas vezes como sendo o guardião do céu, controlando as suas portas com as referidas chaves, que são apenas simbólicas. E até quando chove se costuma brincar, rogando por Pedro para que a chuva continue ou mesmo venha a parar. Tudo isso pode ser compreendido através do artigo A Voz do Povo é a Voz de Deus, escrito por Luiz de Mattos, que se encontra na obra Páginas Antigas.

Na realidade, quando Jesus, o Cristo, referiu-se ao céu, ele estava se referindo aos Mundos de Luz, onde lá se pode contemplar a Deus com mais amplitude, e onde lá se pode contemplar o quanto Deus se encontra contido em cada um, em conformidade com o estágio evolutivo em que cada um se encontra habitando ao Mundo de Luz que lhe é próprio, daí a razão da existência de uma escala hierárquica na espiritualidade. Portanto, Pedro se encontra no Mundo de Luz que lhe é próprio, e sendo ele um espírito de muita luz, evoluidíssimo, é óbvio que faz parte integrante da plêiade do Astral Superior. A obra A Verdade Sobre Jesus, as páginas 148 e 149, retrata as relações que existiam entre Jesus, o Cristo, e Pedro, da seguinte maneira:

Era extrema a afeição de Jesus por Pedro. Este possuía caráter reto, sincero e obediente. Pedro, pouco místico, comunicava a Jesus as suas dúvidas singelas, as suas repugnâncias naturais, as fraquezas puramente humanas, mas sempre com uma franqueza respeitosa. Por vezes, Jesus o repreendia, em termos amigáveis, sempre cheio de confiança e estima.

João era mais novo do que Pedro, e Jesus tinha por ele um carinho paternal. Era tal o entusiasmo de João por Jesus, que o conservou até à velhice e, ao fazer a sua biografia, por certo deturpou um pouco a verdade dos fatos.

É o mal dos homens. Platão, como biógrafo de Sócrates, fez o mesmo. Só via qualidades no mestre, apresentando-o ainda maior do que foi. De igual modo procedem os homens, quando inimigos. Ocultam a realidade dos fatos, as ações generosas e deturpam, sem escrúpulo, a verdade para ridicularizarem aqueles que lhes fizeram sombra ou que foram os seus desafetos ou inimigos gratuitos”.

Tudo aquilo que é próprio deste mundo, neste mundo fica sempre contido, não podendo jamais transcendê-lo, em nenhuma hipótese, a não ser através dos fluidos que são largados em direção ao mundo que segue a este na esteira evolutiva do Universo. Nós somos espíritos, então o nosso universo tem que ser estritamente espiritual, jamais ligado à matéria, que não existe, ou ao sobrenatural, que também não existe. Os verdadeiros poderes devem corresponder às verdadeiras ações, todos circunscritos no âmbito espiritual. Esses poderes que dizem respeito às ações, quando circunscritos no âmbito terreno, são todos efêmeros, de nada valendo no âmbito espiritual, principalmente quando são esteados nos poderios bélico e econômico, como no caso do presidente dos Estados Unidos, que todos julgam seja o homem mais poderoso do mundo, que para os espíritos superiores não tem poder algum, a não ser que os seus poderes e as suas ações venham a emanar dele mesmo, em conformidade com o seu caráter demonstrado. Muito mais poderoso do que os Estados Unidos foi o Império Romano, e muito mais poderoso do que o presidente dos Estados Unidos foi o César romano. E o que Jesus, o Cristo, afirmou acerca do homem considerado como sendo o mais poderoso do mundo, em todos os tempos? Apenas isto: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Para quem ainda não conseguiu apreender com amplitude a essas sábias palavras do nosso Redentor, basta apenas compreender que Deus se encontra em nós mesmos, e no Nazareno em uma proporção ainda inconcebível para nós, daí a sua posição hierárquica situada no topo, como sendo o chefe da nossa humanidade, mas não obedecida, em face da extrema ignorância por parte dos seres humanos. Assim, trocando em miúdos, como se diz popularmente por aí, deveria ser dado a César o poder mundano, e a Jesus, o Cristo, o poder espiritual, pelo fato da sua consciência lhe dizer o quanto Deus se encontrava nele contido.

É por isso que somente estando esclarecidos acerca da espiritualidade, existente somente no Racionalismo Cristão, que já desvendou os segredos da vida e os enigmas do Universo, afastando de vez a ignorância que imperava neste mundo, é que a nossa humanidade poderá se religar de vez aos Mundos de Luz, portanto, ao Astral Superior, que é o verdadeiro céu, o qual foi mencionado por Jesus, o Cristo.

Nós produzimos sentimentos, que tanto podem ser superiores como inferiores. Nós produzimos pensamentos, que tanto podem ser positivos como negativos. Através dos sentimentos nós produzimos vibrações magnéticas. Através dos pensamentos nós produzimos radiações elétricas. E através das produções das suas combinações nós produzimos radiovibrações eletromagnéticas. Em que todas essas vibrações, radiações e radiovibrações produzidas emanam das nossas auras, que é o campo que circunda o nosso corpo fluídico.

A atmosfera é a aura da Terra, cujo campo circunda todo o planeta, de onde emanam as vibrações, as radiações e as radiovibrações de todos os seres que aqui se encontram, interagindo uns com os outros, em obediência ao processo da evolução.

Tudo aquilo que seja inferior e negativo cruza a atmosfera terrena em todas as direções, sem conseguir ultrapassá-la, formando as mais diversas correntes escuras, nocivas, deletérias, alimentando cada vez mais aos espíritos obsessores que nela se encontram, tornando-os cada vez mais fortes para a prática do mal.

Por outro lado, tudo aquilo que seja superior e positivo também cruza a atmosfera terrena em todas as direções, mas conseguindo ultrapassá-la, formando as mais diversas correntes luminosas, proporcionando o ambiente propício para o arrebatamento dos espíritos obsessores, que assim são transladados para os Mundos de Luz que lhes são próprios, tornando cada vez mais limpo o ambiente terreno, favorecendo assim a prática do bem.

Os atributos individuais que formam a moral representam tudo aquilo que existe de superior, por onde são produzidas as vibrações magnéticas. Os atributos relacionais que formam a ética representam tudo aquilo que existe de positivo, por onde são produzidas as radiações elétricas. E os atributos individuais superiores que formam a moral, em conjunto com os atributos relacionais positivos que formam a ética, dão como resultado a educação, por onde são produzidas as radiovibrações eletromagnéticas.

Temos assim, portanto, as naturezas intrínsecas de tudo aquilo que se liga e que se desliga no Universo, em obediência à lei da afinidade e ao princípio da atração. Jesus, o Cristo, realmente nomeou a Pedro como sendo o espírito responsável por proceder a todas as interações entre este mundo e os Mundos de Luz, dando-lhe o pleno poder para ligar na Terra tudo o que deva ser ligado no Astral Superior, assim como para desligar na Terra tudo aquilo que deva ser desligado no Astral Superior, inclusive as próprias desencarnações dos espíritos que aqui se encontram encarnados, com os seus translados para os Mundos de Luz que lhes são próprios, ou as suas permanências neste mundo, ficando quedados no astral inferior. E assim como Jesus, o Cristo, precedeu com Pedro, também procedeu com Luiz de Mattos, nomeando-o chefe da nossa humanidade, antes de retornar para a sua própria humanidade.

A prova disso nós vamos encontrar no próprio Luiz de Mattos, comprovando também a preparação da doutrina racionalista cristã para o meu retorno a este mundo. É sabido que o emérito fundador do Racionalismo Cristão não era um experimentador por natureza, mas sim um conhecedor. Mas como nós temos que evoluir em todos os sentidos, Luiz de Mattos sofreu uma experiência de natureza transcendental, preparada adredemente pelo Astral Superior, para que assim pudesse servir como prova para a minha explanação acerca do Racionalismo Cristão, mais especificamente acerca deste assunto ora em pauta. Em sua obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, as páginas 362 e 363, o chefe da nossa humanidade nos diz acerca dessa sua experiência transcendental, da seguinte maneira:

Deves ter notado a falta das minhas cartas e até pensado que elas não continuariam. Natural essa falha, meu Gustavo. Uma perturbação cardíaca, obrigou-me a partir, no dia 28 de novembro, para as portas da eternidade, que me não foram abertas por determinação de São Pedro, nosso camarada e amigo velho. De lá voltei, há dias, muito contrariado, pois me parecia que já era tempo de deixar este alambique depurador de almas. Fui de aeroplano, mas tive de voltar em carro de bois, por ser essa a condução que São Pedro fornece aos apressados em bater-lhe à porta, que guarda com muito carinho.

Perguntando a São Pedro (o legítimo, o autêntico, calvo e barbudo, que antes se chamou Cícero, na sua bela Roma Tribunícia, e não o que está encarnado no ‘nosso compadre’ Leopoldo Cirne, como ele e o esbelto compadre seu Inácio afirmam por toda parte), por quanto tempo ainda teria que quedar-me neste terrível ambiente de animalizados, que tu denominas espiritualistas de todas as cores e feitios; respondeu-me o boníssimo mordomo do céu, o maioral daquela célebre corte que nós inventamos, no decorrer das encarnações diversas, para mais facilmente dominarmos os papalvos e o belo sexo, fregueses do nosso confessionário, que quando eu houvesse fechado, com lucro, o balanço da casa verdadeiramente espiritualista, que é o Centro Redentor, me daria licença para entrar lá no céu e assentar-me ao lado direito de Deus, fazendo parte do grupo dos que bem cumprem o seu dever”.

Apenas a título de ilustração, para uma melhor compreensão acerca dos dizeres de Luiz de Mattos, em uma das suas encarnações pretéritas ele havia sido São Bernardo, com o atual Gustavo, a quem eram dirigidas as suas cartas, tendo sido seu companheiro de batina nesses tempos idos, daí a razão pela qual ele vem afirmar a invenção do céu católico, que os sacerdotes usam para dominar os seus fiéis e conquistar o belo sexo, que são fregueses dos seus confessionários, quando não pendem para o homossexualismo e para a pedofilia.

 

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