12.03.03- O ser vulgar

Prolegômenos
9 de junho de 2018 Pamam

O vulgo aqui nada tem a ver com a plebe, que assim é lamentavelmente denominada a classe mais pobre e inculta da nossa sociedade, em função do egoísmo, da ambição, da vaidade, da prepotência, da soberbia, e tudo o mais que seja afim à segregação entre os seres humanos, dividindo-os em classes, com a exceção dos males que muitos trazem ainda em suas almas, que são os criminosos, que realmente devem ser segregados, com todos esses atributos individuais inferiores e relacionais negativos desmedidos existentes nos seres humanos, ensejando a que eles cuidem apenas dos seus próprios interesses pessoais, elevando artificialmente aqueles que são detentores das riquezas terrenas, mesmo sendo egoístas, corruptos e desonestos, e desprezando lamentavelmente aqueles que são carentes dessas riquezas, comprovando assim a tremenda ignorância que reina neste mundo, em que a falta de raciocínio é tamanha, de tão elevada amplitude, que mesmo sendo todos cientes de que não se leva nada deste mundo, por ocasião da desencarnação, embora muitos ignorem que se leva apenas o acervo espiritual daquilo que é fruto das suas ações, que se forem salutares irão levá-los a um estágio evolutivo seguinte, ou que se forem maléficas irão levá-los às regenerações e aos resgates dolorosos, mesmo assim, praticamente todos buscam com o máximo anseio pela riqueza terrena, com grande parte se utilizando de meios nada recomendáveis.

Em sendo assim, os seres humanos se apegam tão ferrenhamente aos bens próprios deste mundo, que apenas a muito custo, forçosamente, por força das encarnações impostas pelo Astral Superior, eles conseguem conviver com a pobreza, e esse apego chega ao cúmulo quando vemos muitos seres humanos tirarem as suas próprias vidas ao perderem os seus bens, por não haverem adquirido ainda o valor espiritual necessário para poderem encarar de frente, com hombridade, com dignidade, com altivez, as vicissitudes que existem na vida, demonstrando ao menos alguma nobreza de caráter, que é necessária para se viver com a devida compostura neste mundo tão materializado. Aqueles que assim procedem são obrigados a retornar para reparar todo o mal que foi praticado contra si próprio, às vezes em situações ainda mais difíceis, para que assim aprendam a viver neste mundo.

Quando eu aqui utilizo o termo vulgo, quero me referir ao comum dos seres humanos, à massa popular, em que habita a quase totalidade da gente que constitui a pluralidade da nossa humanidade, e que forma a classe dos seres vulgares. Uma minoria bastante reduzida é constituída pelos seres humanos menos comuns, que formam as classes dos seres religiosos ou espaciais e dos seres cientistas ou temporais. Uma quantidade até expressiva é formada pela classe sacerdotal, a mais nociva e a mais perniciosa de todas as classes, pelo fato de semear a ignorância neste mundo e de arrebanhar bilhões de prosélitos para as suas hostes. E o diminuto saldo, quantitativamente inexpressivo, que podemos considerar como sendo a exceção humana, é constituída pelas classes dos veritólogos e dos saperólogos.

Quando o ser humano é detentor apenas dos conhecimentos e experiências comuns, ordinários, não raros, frequentes, triviais, em que os seus atributos individuais superiores e inferiores, e relacionais positivos e negativos, são mesclados uns com os outros, diz-se que ele é vulgar, uma vez que ele não é expressivo, não se distingue dos seus congêneres, não é muito destacada a sua contribuição posicionada para o progresso da sociedade, não possui as condições especiais reveladas pelo talento que realça a sua vocação, e não é recomendado por algum caráter de distinção, em razão do limitado significado que apresenta o conjunto do seu acervo espiritual para o contexto da nossa humanidade. Por isso, considera-se que esse seu acervo espiritual é relativo ou pertencente ao vulgo, à classe popular. No entanto, não deixa de ter a sua fundamental importância no contexto geral da nossa humanidade.

Como já é sabido que o ser é o verbo substantivo ou de ligação que serve para afirmar a relação existente entre o ente e os seus atributos, os seus conhecimentos e as suas experiências, então a natureza vulgar dos atributos, dos conhecimentos e das experiências é quem vai distinguir o ser humano vulgar dos demais. E assim considerado o ser humano, nessa sua vulgar natureza, ele é denominado de ser vulgar, sem qualquer depreciação à sua evolução espiritual, sendo apenas aquilo que a realidade se nos apresenta.

Entretanto, apesar da quase totalidade da nossa gente constituir a massa popular, ou a classe dos seres vulgares, a nossa humanidade não vive em uma vulgocracia, ou seja, não vive em um estado em que exista um predomínio dos seres vulgares sobre o restante dos seres humanos. Muito pelo contrário, uma vez que são eles quem seguem os conhecimentos e as experiências impostas pela comunidade científica ou pela classe sacerdotal, que predominam ignorantemente através das ditas ciências e dos credos e das suas seitas, em que estes dois últimos são as falsas religiões, que se baseiam no devaneio do sobrenatural e no irracionalismo da fé credulária, no místico e no dogmático, enquanto que aquelas são baseadas na ilusão da matéria, quando deveriam ser formadas pelos verdadeiros religiosos e pelos verdadeiros cientistas. E aqui eu não estou me referindo à classe política.

Os verdadeiros religiosos, os seguidores das verdadeiras religiões, são os que percebem, captam e transmitem os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são as causas, formando as doutrinas para cada uma das parcelas do Saber; e os verdadeiros cientistas, os seguidores das verdadeiras ciências, são os que compreendem, criam e transmitem as experiências físicas acerca da sabedoria correspondentes a essas doutrinas, que são os efeitos, formando os sistemas e estabelecendo as finalidades universais para cada uma das parcelas do Saber. Sendo tudo isso com base exclusiva no Saber, por excelência. Enquanto isso, a classe sacerdotal deverá ser extinta de vez, uma vez que ela lida com o sobrenatural, e o sobrenatural não existe, então essa classe também não deve existir, por hipótese alguma.

Eu posso afirmar, então, que a evolução da nossa humanidade é obra de uma pequena minoria, pois que a grande massa humana, formada pelos seres vulgares, dificilmente muda, por mais séculos e séculos que se passem, uma vez que os que formam a essa classe, ainda muito atrasada, são aqueles que não dão trato ao raciocínio, que não mostram o gosto para o saber, que não se entregam com ardor às investigações e as pesquisas, estudando com afinco, e nem têm curiosidade naquilo que observam no esplendor da natureza, no valor que a evolução espiritual proporciona ao espírito, nas manifestações da sua inteligência, em que os seus atributos individuais superiores e relacionais positivos devem fornecer a tônica da extensão dos seus atributos, por isso não têm gosto em aprender. E se o fazem, quando o fazem, fazem apenas exteriormente, pela rama, pela casca que encobre o âmago do saber, sem força e sem ação para descascá-la, para que assim possam passar através dela e irem ao encontro do conteúdo, da essência, já que a sua inteligência, comandada pelos seus atributos ainda mesclados de superioridade e de inferioridade, de positivismo e de negativismo, é incapaz de investigar e de pesquisar com denodo, desprendendo um esforço intenso, e até desmedido, nesse intento, sendo inaudito quando convém, para penetrar as coisas, os fatos e os fenômenos universais que se lhes apresentam a todo o instante, ininterruptamente, sem cessar, por isso vão ter alguma dificuldade em formar as suas concepções, para que possam formular alguma ideia precisa acerca da realidade em que vivem no ambiente terreno no qual habitam, cuja realidade ignoram completamente.

Os conhecimentos e as experiências que os seres vulgares possuem se limitam àquilo que as suas próprias impressões em relação ao ambiente terreno e aos demais seres vulgares vão lhe causando; àquilo que as literaturas vão retratando nas obras postas em livros, geralmente nocivas, quando são passiveis de leitura por parte deles; àquilo que os ditos conhecimentos científicos obtidos pelos sentidos vão causando nas suas impressões, de onde se originam os correspondentes efeitos que lhes mostram a tecnologia, os quais lhes saltam aos olhos, sem que apresentem o mínimo raciocínio crítico sobre eles, sendo todos inacessíveis às suas compreensões; e àquilo que os credos também vão causando em termos de impressões, incutindo-lhes nos corpos mentais o irracionalismo da fé credulária e o sobrenaturalismo místico e dogmático irreais; sem ainda contar com as influências maléficas dos espíritos quedados no astral inferior; em que para tudo isso eles, os seres vulgares, emitem as suas medíocres opiniões, a maioria com a petulância e a arrogância de também quererem impô-las de todas as maneiras aos demais seres humanos, como se eles próprios fossem as fontes ou os explanadores dessas impressões postas fora do âmbito da realidade, em que todas elas, assim como os conhecimentos e as experiências decorrentes, são todos equivocados. Ora, se tudo isso é fruto da imaginação, o que não dizer dessas opiniões infundadas?

E assim os seres vulgares vão admitindo qualquer coisa, fato ou fenômeno que julguem sejam oriundos da natureza, ou que sejam incluídos no âmbito do sobrenatural, que se incorpore àquilo que seguem ou àquilo por que se inclinam, mesmo que utópicos, pois julgam sempre pela aparência, pela superfície, pela rama. E se indignam com todos aqueles que se mostram contrários a tudo isso. Constituem, pois, um verdadeiro rebanho humano. No entanto, se esse rebanho humano se dispusesse a seguir a quem de direito, a quem reúne os conhecimentos e as experiências o suficientemente necessários para esclarecê-lo e conduzi-lo pelo caminho do bem, rumo à evolução espiritual, ao Norte da perfeição, sempre na prática do bem, em demanda de Deus, o verdadeiro, e não o bíblico e outros, a humanidade poderia encurtar, sobremaneira, a sua jornada evolutiva, e mais depressa chegar aos píncaros da glória de Deus, termo que muitos adoram pronunciar, mas que nenhum ser humano sabe ainda o seu verdadeiro significado, posto agora claramente por esta obra denominada de A Filosofia da Administração.

Por isso, aqui vai um recado prometedor aos cientistas e aos sacerdotes, principalmente a estes últimos. Ai daqueles que pelos seus interesses próprios e inconfessáveis procuram deixar permanecer os seres vulgares na sua crassa ignorância! Ai daqueles que pelos seus interesses próprios e inconfessáveis procuram fazer crer os seres vulgares naquilo que não seja verdadeiro! Ai daqueles que pelos seus interesses próprios e inconfessáveis procuram conduzir os seres vulgares no intuito de servi-los em seus propósitos egoístas e mesquinhos, portanto, interesseiros! Ai daqueles que pelos seus interesses próprios e inconfessáveis procuram desviar os seres vulgares do caminho que os fazem retornar ao verdadeiro Deus, que é o caminho da evolução espiritual!

É preciso esclarecer a todos os seres humanos que a verdadeira superioridade consiste no real conhecimento da verdade e na real experiência da sabedoria, em suas inteiras e desenvolvidas práticas, bases da moral e da ética, respectivamente, em que o espírito alcança a razão e se torna verdadeiramente educado. Assim, sim, é que o espírito de luz se torna verdadeiramente superior, sendo amado, respeitado e até temido por aqueles espíritos inferiores que trilham por caminhos incertos, pois que ele tem sempre uma postura digna e jamais se afasta do caminho que segue e que representa o bem, sendo assim sempre contrário e avesso ao mal, combatendo-o em todos os campos, independentemente da situação em que se encontre. No conhecimento da verdade e na experiência da sabedoria é que consiste, pois, a legítima superioridade dos homens, uma vez que estão ingressados na razão, tendo esta última sempre ao seu lado, pelo que dela sempre lança mão.

— E por que os seres humanos, notadamente a comunidade científica, já que a classe sacerdotal não serve para coisa alguma de útil, apenas para o inútil, não aliam a moral e a ética ao saber?

Justamente pela razão de se julgarem grandes eruditos, grandes sábios, apesar de se ignorarem a si mesmos como essência, portanto, como espíritos, e como força, energia e luz, porque as suas erudições, baseadas na mentira, portanto em efeitos proporcionados pela ilusão da matéria, provenientes de causas irreais, timbram em ignorar a verdade, mesmo quando descrita, quando demonstrada, quando provada experimental e cientificamente, como agora está sendo por esta obra esclarecedora.

Nos irracionais, a superioridade na raça se mede principalmente pela beleza e pela força física, além de outras qualidades instintivas da espécie. No gênero humano, porém, é completamente diferente, pois tem como característica básica os atributos individuais superiores e relacionais positivos que formam as naturezas moral e ética, respectivamente, portanto, educacionais, que irão comandar a sua inteligência já desenvolvida na mesma proporção, com ambos em patamares já bastante elevados, em função do tremendo esforço desprendido na evolução espiritual. E tudo isso independe totalmente da beleza física, pois caso assim fosse os artistas de cinema seriam os superiores em tudo, mas assim não é, bastando para isso observar as suas vidas desregradas e o luxo exacerbado em que vivem.

O sucesso alcançado pelos grandes vultos da nossa humanidade é o resultado desse tremendo esforço desprendido na evolução espiritual, que deles se torna próprio, com o aproveitamento das suas principais qualidades espirituais, as quais são provenientes dos atributos individuais superiores e relacionais positivos que foram por eles conquistados, com o abandono dos velhos e falsos conceitos e a substituição por outros novos e verdadeiros, através das suas inteligências peculiares a eles, portanto, invulgares.

O que diferencia os seres humanos uns dos outros não é a idade, a nacionalidade e ou a condição social, como também não é o volume e nem a forma do corpo, nem tampouco a raça ou a cor da pele, mas sim o tamanho dos sentimentos superiores e dos pensamentos positivos produzidos, que são medidos pelos cálculos das suas realizações, pois sempre por trás de todo empreendimento próspero e respeitável, haverá também sempre a ideia acerca de alguém que lutou bravamente para encontrar o melhor caminho a ser seguido, que obviamente é o caminho da perfeição, por onde na sua busca se vai praticando o bem, em demanda do Criador.

A vaidade leva muitos seres humanos a supor que são uns grandes espíritos, umas grandes inteligências, quando é certo que o espírito verdadeiramente evoluído e inteligente não é vaidoso, não tem pretensões tolas e até dá pouco valor àquilo que produz, pois considera sempre que deveria produzir ainda mais e melhor, dada a sua simplicidade. Portanto, a evolução do espírito se traduz na simplicidade, na maneira modesta como o ser vive neste mundo, agindo sempre com inteligência, com sagacidade, mas sem estar dando grande importância à sua pessoa, que muitas vezes chega até a não se aperceber do seu real valor em relação ao contexto próprio deste mundo, mas apenas em relação ao contexto espiritual.

O estado espiritual da nossa humanidade seria bem outro, se outra fosse também a mentalidade dos seus condutores espirituais. Infelizmente, os espíritos, reencarnando, não têm encontrado o campo propício para desenvolverem os ideais com que encarnaram. Por isso, os seres vulgares, sem esclarecimentos, que vivem na ignorância, adquirem um complexo de inferioridade, criam no seu mental o inexistente, por força da imaginação, e ficam convencidos de que não dão para grandes realizações, que nunca conseguirão ser felizes. Ao passo que os seres esclarecidos, sentem-se apoiados na verdade e na sabedoria, próximos à razão, e passam muitas vezes a ser aquilo que nunca pensaram ser, sentem estimulada a boa vontade e se julgam capazes de chegar às grandes realizações, porque começam a agir em busca do verdadeiro caminho que traçaram para si mesmos quando em seus Mundos de Luz, desembaraçam-se e passam a ser os grandes seres humanos de valor nos seus empreendimentos.

Todos os seres vulgares podem errar por ignorância, por falta de conhecimentos verdadeiros e de experiências positivas. Mas podem, uma vez esclarecidos, deixar de errar e se emendarem. Quando, porém, não querem ver, não querem reconhecer os seus defeitos, as lacunas dos seus caráteres, para poderem preenchê-las a contento, para poderem se corrigir, é porque são cegos propositais, e, infelizmente, há muitos seres vulgares assim. Encastelam-se naquilo que os seus mentores espirituais dizem, geralmente com base em abomináveis livros ditos sagrados, onde reinam a mentira e a estupidez, orgulhando-se de suas posições, porque falam nessas suas posições apenas uma grande vaidade, e os acastelados na vaidade se julgam os seres humanos de grande importância, por isso não ouvem, não veem, não sentem e nem compreendem nada que fira as suas vaidades. Esses são os piores espíritos para se fazer despertar e esclarecer acerca da vida fora da matéria, onde se encontra a verdadeira espiritualidade.

Educar aos seres humanos, notadamente aos seres vulgares, para que possam adquirir caráter e personalidade, é dever que assiste a todos, pois todo ser humano deve ter caráter e personalidade, porque se não os tiver, não pode ter hombridade. Mas não devem os seres humanos confundir caráter e personalidade com vaidade. O caráter é o conjunto dos atributos individuais superiores e relacionais positivos que foram adquiridos e que formam as qualidades inerentes a cada um, que assim diferenciam as pessoas umas das outras, enquanto que a personalidade é uma conquista de independência espiritual que se adquire desde a tenra idade e que se cultiva com os conhecimentos verdadeiros e com as experiências positivas, na luta pela vida, que demonstra verdadeiramente o “eu” de cada um, que assim segue o seu próprio caminho que foi previamente traçado em plano astral. As crianças, ainda em tenra idade, demonstram o seu caráter e a sua personalidade, que se tornam ainda mais acentuados quando adquirem a maioridade, daí a grande importância de serem devidamente educadas pelos pais, principalmente pelas mães, já que as mulheres são as grandes educadoras, por excelência, da nossa humanidade, sem qualquer sombra de dúvida, apesar de não estarem exercendo a esse seu papel a contento, em função da revoada dos seus lares para o mundo.

Cultivar, pois, o caráter e a personalidade dos seres humanos desde a mais tenra idade, aprimorando-os cada vez mais, não deixando envaidecer o espirito, e nem tentando sobrepô-lo em relação aos seus semelhantes, privilegiando-o em detrimento dos demais, é um dever dos pais, porque a vaidade e o falso merecimento impedem o progresso, causam a ruína espiritual e, às vezes, até a ruína material em muita gente, pois os vaidosos e os falsamente merecidos nunca enxergam os seus próprios defeitos, julgando-se como se fossem perfeitos, e assim como se fossem o centro do Universo, por isso só veem defeitos nos outros, não admitindo que lhes apontem os erros, quando então se revoltam.

Não estando orientados pelo saber, não estando esclarecidos no âmbito da espiritualidade, os seres vulgares formam uma multidão desordenada, semelhante em desejos incontidos nos tumultos que se formam, cuja multidão necessita ser guiada pelos seres humanos verdadeiramente esclarecidos, até que cada um seja libertado da ignorância e reúna as condições mentais de seguir sozinho o seu próprio caminho, e não pelo caminho apontado pelas ideologias sociais e políticas, e pelos seguidores do falso cristianismo, os quais pululam à vontade pelos quiméricos credos e as suas seitas, que teimam em conservar os seus seguidores na mais completa ignorância, sempre baseados nos irracionais livros ditos sagrados.

Geralmente, a multidão reúne seres humanos de idades, sexos e profissões diferentes, honestos e desonestos, tímidos e impulsivos, relativamente educados e mal-educados. É, pois, muito difícil conseguir alguma coisa bem equilibrada com tal diversidade psíquica. A multidão pode vibrar, radiar e radiovibrar uníssona, mas pratica somente atos comuns à ignorância da espécie humana, os quais não exigem qualquer raciocínio ou reflexão nas ações que praticam em conjunto. Somente a prática de atos individuais de nível superior por parte de espíritos evoluídos pode ser capaz de orientá-la ou dissolvê-la quando degenera.

Se não existe nos agrupamentos humanos uma coincidência de desejos de reivindicação política e social, misticismos ou sobrenaturalismos, não se formará a multidão, mas apenas uma simples massa de seres humanos espiritualmente desunidos. Para que exista multidão, não há necessidade de que os seres humanos mantenham relações diretas de qualquer espécie, mas é imprescindível que se forme uma corrente psíquica de vibrações, radiações e radiovibrações que dê coesão e unidade, mesmo que seja momentânea. Embora a maioria se reúna por curiosidade, o entusiasmo de alguns se apodera rapidamente dos sentimentos e pensamentos de todos, e surge a fera anônima, poderosíssima na conquista do objetivo a que se propõe, sempre sem a justificativa coerente para as ações grupais. Por trás dessa fera anônima se encontram os espíritos obsessores quedados no astral inferior, cujo conjunto de encarnados e desencarnados forma o ambiente fluídico propício para os mais diversos tipos de ações indesejáveis. As imagens postas logo abaixo mostram uma multidão formada em um show musical e as presenças dos espíritos obsessores agindo em seu meio.

A revista Época, edição especial de 11 de fevereiro de 2013, traz uma matéria intitulada O Perigo das Multidões, por Ivan Martins e Marcela Buscato, com Felipe Pontes, Luíza Karam e Nina Finco, cuja manchete da matéria é “A tragédia de Santa Maria lembra os riscos das aglomerações humanas”, que inclui a seguinte indagação: “Por que os grandes ajuntamentos podem ser letais?”. Vejamos alguns trechos dessa matéria:

Num planeta com 7 bilhões de pessoas, cada vez mais urbano, as aglomerações se tornaram parte do cotidiano. Elas se formam na plataforma do metrô nos horários de pico, na saída dos jogos de futebol, no interior dos grandes shows de rock, nas grandes festas religiosas. Eventos que juntam milhões de pessoas no mesmo local tornaram-se banais. As festas de Réveillon na Avenida Paulista, em São Paulo, e na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, chegam a reunir mais de 2 milhões de pessoas. E a cada ano o número de participantes aumenta. Estar no meio da massa humana é uma das grandes experiências da vida moderna. Ali, envoltos pelos gritos da torcida ou pelos acordes de nossa banda favorita, confirmamos nossa própria identidade e nos sentimos parte de um todo maior, uma célula feliz no grande tecido social da modernidade. Essa é a parte boa das aglomerações.

A mensagem negativa embutida nos números cada vez maiores de participantes de eventos urbanos é o risco. Ele cresce na mesma proporção em que a multidão aumenta. A cada ano ouvimos falar de tragédias em diferentes partes do mundo, em eventos com milhares ou milhões de pessoas. A tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde se estima que estariam reunidas entre 800 e 1.200 pessoas, mostra que mesmo as aglomerações menores, em locais fechados e relativamente controlados, são potencialmente arriscadas”.

Caso os seres humanos fossem esclarecidos acerca da vida fora da matéria, sendo cientes de que após as suas desencarnações muitos espíritos ficam decaídos no astral inferior, indo engrossar as fileiras das inúmeras e inúmeras falanges de espíritos obsessores que se encontram quedados no astral inferior, não indagariam sobre o porquê dos grandes ajuntamentos geralmente serem letais, pois que todos esses desastres são causados pelos espíritos obsessores que se encontram quedados no astral inferior, cujos espíritos obsessores passam a se encontrar no meio das multidões, em que o ambiente fluídico se torna propício para que eles possam causar os mais diversos tipos de acidentes, de onde ocorrem as tragédias, como as imagens postas logo abaixo mostram claramente.

A revista época continua com a sua matéria:

Em julho de 2010, 21 jovens morreram num festival de música eletrônica em Duisburg, na Alemanha, um país conhecido pela organização de eventos seguros. A entrada e a saída do local do festival eram feitas por um único túnel ferroviário, que não comportou a multidão. No mesmo ano, no Camboja, 353 pessoas morreram durante o festival das águas de Phnom Penh. Parte da multidão de fiéis, que reunia entre 4 milhões e 5 milhões, ficou aprisionada na passagem de uma ponte estreita. A tendência é que escutemos falar cada vez mais desse tipo de tragédia — a menos que os Poderes Públicos e os organizadores de eventos privados estudem com mais intensidade a nova ciência da gestão de multidões.

As estatísticas sugerem que há urgência nesse aprendizado. O americano Frederick M. Burkle, do Departamento de Iniciativa Humanitária da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, concluiu um dos poucos levantamentos epidemiológicos de que se tem notícia sobre tragédias envolvendo multidões. Burkle e um grupo de pesquisadores procuraram por notícias de eventos em que pessoas haviam sido mortas ou gravemente feridas em razão de tumulto. Perceberam que o número de casos está longe de ser desprezível e concluíram que eles se tornaram mais frequentes. Segundo o levantamento, a ocorrência desse tipo de tragédia aumentou mais de 400% em 30 anos. Cerca de 7 mil pessoas morreram e outras 14 mil ficaram feridas em 215 eventos, realizados entre 1980 e 2007. A tragédia não faz discriminação: os tumultos ocorrem em eventos esportivos, religiosos, musicais, políticos. ‘Em comum, todos esses casos acontecem em razão de um gargalo de circulação’, diz Burkle. ‘O pânico resulta dele’. Há casos absurdos, como no metrô de Nyamiha, em Minsk, na Belarus, em 1999. A chuva provocou uma correria para dentro da estação de jovens que participavam de um show ao ar livre nas proximidades. Mais de 50 morreram”.

Esse festival de música eletrônica em Duisburg, na Alemanha, denominado de Love Parade, foi criado pelo DJ Dr Motte, tendo acontecido pela primeira vez em 1989, em Berlim. Em 1999, o evento recebeu cerca de 1,5 milhões de visitantes, tendo conquistado fama mundial, quando então foi transferido para a região de Ruhr. Durante o inverno de 2010, houve um pânico em grande escala, que deixou 21 mortos e centenas de feridos, tendo causado o término da Love Parade. É certo que a Alemanha é um país conhecido pela organização de eventos seguros, mas a ignorância em relação aos espíritos obsessores que provocam pânico e todos os tipos de tragédias, principalmente em relação às multidões, não torna nenhum país seguro, pois que as falanges de espíritos obsessores se encontram por toda a parte, entre todas as nações.

Estando totalmente às tontas, em face da tremenda ignorância acerca da Espiritologia, os repórteres da revista Época não conseguem imaginar as causas dos acidentes que ocorrem nas multidões, ao que denominam de “Aglomerações Fatais”, afirmando que os incidentes em eventos que reúnem multidões estão atualmente muito mais frequentes, o que demonstra claramente que o ambiente terreno se encontra cada vez mais pesado, escuro, deletério, tendo chegado ao seu limite máximo de saturação, cujo quadro somente por ser revertido se os seres humanos passarem a militar no Racionalismo Cristão, procedendo com as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas, nas sessões públicas realizadas nas casas racionalistas cristãs e em seus lares.

Assim, os repórteres procuram fazer com que as pessoas entendam por que esses incidentes são potencialmente fatais, ao mesmo tempo em que tentam demonstrar como elas devem se proteger desses incidentes, sendo tudo isso em vão, pois que se deve sempre debelar as causas para que não surjam os efeitos, já que em se cessando as causas se cessam também os efeitos. O quadro posto logo abaixo é a cópia do que foi apresentado pela revista.

E assim, a matéria posta pela revista tem a sua continuidade:

Em circunstâncias como essas, a morte não costuma ser causada por fraturas ou traumas em órgãos internos em razão de pisoteamento — embora isso também possa acontecer. Em muitos casos, as pessoas morrem de pé, comprimidas umas contra as outras. A força da multidão é tamanha que se forma uma onda humana (leia o quadro acima, digo eu). ‘Essas ondas se propagam pela massa e podem empurrar pessoas a 3 metros de distância ou mais’, afirma Keith Still, professor de ciência das multidões na Nova Universidade Buckinghamshire, na Grã-Bretanha. Especialista em gestão de multidões, ele ajuda a planejar eventos com alta densidade de pessoas, como o Hajj, a peregrinação anual a Meca, na Arábia Saudita. Em tumulto, a vítima é erguida do chão e pressionada contra quem está à frente. Os braços ficam presos contra o corpo e nenhum movimento voluntário é possível. Morre-se asfixiado, em câmera lenta, pela incapacidade de executar os movimentos respiratórios. Isso ocorre mesmo na ausência de pânico ou correria. As pessoas são empurradas umas sobre as outras pela simples pressão de quem vem caminhando de trás. Às vezes, elas só caem no chão depois que o empurra-empurra termina, e o espaço aumenta —, mas então não há mais nada a fazer. Estão mortas. É o que os médicos chamam de asfixia por compressão.

A engenharia das multidões tenta evitar que se chegue a esse ponto. Um dos pioneiros desse tipo de estudo, o engenheiro americano John Fruin calculou, num artigo de 1993, que, numa concentração de cerca de sete pessoas por metro quadrado, a multidão começa a funcionar como se fosse uma massa líquida, se desloca em correntes e sofre o efeito de ondas. As recomendações de segurança, nesse caso, são semelhantes àquelas dadas a quem se sente aprisionado por uma corrente no mar, atrás da arrebentação — em vez de marchar contra a multidão que avança, caminhe na mesma direção que ela, mas movendo-se em diagonal, em direção às bordas da aglomeração. ‘O essencial é tomar uma decisão e agir antes de o problema tomar proporções maiores’, diz Paul Townsend, chefe da divisão de segurança da consultoria britânica Crowd Dynamics International Limited. ‘Se você está desconfortável em meio à multidão, saia dali. Para fazer isso, procure espaços e ande em zigue-zague. É mais rápido. E mantenha os braços à frente para proteger o peito e respirar sem pressão’.

Numa leitura rápida, parece que a culpa por esse tipo de desastre é sempre da multidão, que adota um comportamento agressivo e tem atitudes arriscadas. Desde o século XIX, quando o francês Gustave Le Bon (1841-1931) escreveu os primeiros estudos sobre o comportamento e a psicologia das massas, o senso comum passou a tratar as aglomerações humanas como uma horda capaz de emoções e movimentos explosivos. Por inspiração direta de Le Bon, criou-se a ideia de que, num incêndio, as pessoas morrem por agir de forma irracional e egoísta, em vez de se dirigir organizadamente à saída de emergência. Essa visão sustenta que a massa é burra, impulsiva e perigosa. Mas a moderna ciência das multidões diz outra coisa.

Segundo os pesquisadores, a maioria dos tumultos se origina na falta de informação. Os seres humanos — diferentemente de insetos como formigas ou abelhas — não desenvolveram a capacidade de disseminar informações sobre o espaço ao redor de maneira rápida. As formigas usam substâncias químicas para explicar, instantaneamente, o que está acontecendo vários metros à frente. O sistema humano de comunicação, a linguagem, não é totalmente eficaz para transmitir uma informação que circule rapidamente dentro de uma multidão. Nessa situação, ficamos isolados em nossa individualidade e ignorância. O sujeito que avança em direção ao palco não se dá conta de que, poucos metros a sua frente, há pessoas caindo e sendo esmagadas.

‘Não é a multidão que causa um desastre’, afirma Paul Wertheimer, dono de uma pequena consultoria de gestão de multidões nos Estados Unidos. ‘Não é o público que trava as portas, bloqueia saídas ou deixa de executar um plano de emergência. As pessoas se tornam vítimas do ambiente em que foram colocadas’. Wertheimer se tornou uma lenda nos Estados Unidos ao depor contra o gigante varejista Walmart no caso de um funcionário da rede, morto durante as famosas liquidações do dia seguinte ao feriado de Ação de Graças de 2008. Jdimytai Damour, de 34 anos — um gigante de 1,98 metro de altura e 180 quilos —, morreu quando a multidão que aguardava a abertura da loja em Long Island derrubou as portas da loja e passou por cima dele. Para Wertheimer e outros consultores de segurança, resta uma certeza: se é impossível conter a multidão depois de iniciado um tumulto, é possível evitá-lo. ‘Sempre há maneiras de impedir que pessoas morram’, diz ele.

O importante é evitar que o empurra-empurra comece. Em 2006, durante a apresentação do grupo mexicano RBD no estacionamento do shopping Fiesta, na Zona Sul de São Paulo, reuniram-se cerca de 5 mil jovens num espaço em que não caberiam com segurança 2 mil. As pessoas nas bordas da multidão não conseguiam escutar a música e empurravam quem estava na frente, para conseguir se aproximar. O efeito em cadeia acabou pressionando os jovens que estavam no gargarejo contra as grades de proteção. Três pessoas morreram, entre elas duas adolescentes de 13 e 11 anos. Quarenta ficaram feridas. Uma vez que algo aconteça dentro da multidão, é difícil impedir o pior. As leis da física, mais que as regras do comportamento humano, assumem o controle. O mesmo não ocorre em grupos humanos menores, mesmo em situações de desastre. As pessoas continuam a se comportar civilizadamente e de forma cooperativa — e isso impede a perda de muitas vidas.

No livro Impensável, a escritora americana Amanda Ripley descreve o comportamento de pessoas que sobreviveram a incêndios e desastres naturais. Fica claro que a cooperação é no mínimo tão natural ao ser humano quanto o medo. Amanda conta como, no atentado às Torres Gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001, centenas de pessoas sobreviveram porque adotaram um comportamento de grupo. Em vez de correr em pânico, cada um por si, elas se ajudaram a tomar decisões e ampararam fisicamente os mais debilitados. Amanda conta a história do conselheiro vocacional Louis Lesce, que estava sozinho numa sala do 86o andar da Torre Norte, no momento do impacto do primeiro avião. Ele não conhecia ninguém e saiu à procura de informação e ajuda. Encontrou um grupo de quatro pessoas e sentou-se com elas no chão de uma sala para discutir o que fazer, enquanto a fumaça se espalhava. Resolveram descer as escadas. Lá encontraram outras tantas pessoas. O relato de Lesce sugere que todos se apoiavam emocionalmente, trocando frases, estímulo e afagos. Garrafas de água passavam a cada minuto pela fila dos que desciam as escadas. Lesce, que tinha quatro pontes de safena e sentia-se cansado, foi apoiado e incentivado a cada minuto. ‘Se estivesse sozinho, teria feito xixi nas calças e morrido lá em cima’, diz ele. Conclusão de Amanda: num desastre, as chances de sobrevivência aumentam muito se você tiver companhia”.

Cabe aqui ressaltar que o fato aqui se inverte, pois que já não se trata mais do ambiente fluídico formado pela multidão, em conjunto com os espíritos obsessores, mas sim da amizade espiritual que existe de modo latente nos seres humanos, que faz surgir a solidariedade fraternal, com tudo isso se manifestando nos momentos em que ocorrem as tragédias, as calamidades públicas, o que implica em dizer que os espíritos trazem dos seus Mundos de Luz tudo aquilo que devem realizar enquanto encarnados aqui neste mundo estiverem, cujas realizações consistem nos cumprimentos das suas obrigações, dos seus deveres e das suas missões, estas quando forem realmente os casos.

No entanto, o ambiente fluídico constante da atmosfera terrena, ou da aura da Terra, é tão pesado, tão sujo, tão deletério, que envolve por completo os sentimentos superiores e os pensamentos positivos dos seres humanos, que são espíritos encarnados, ensejando a que as suas consciências se tornem obscurecidas, quando então as suas legítimas aspirações ficam impedidas de serem reveladas ao mundo, envoltas pelo véu enegrecido formado pelo ambiente fluídico deste mundo, fazendo com que eles passem a viver as suas individualidades, cuidando apenas de si mesmos e dos seus, tornando-se indiferentes aos seus próprios semelhantes, manifestando os seus apreços somente nos momentos de infortúnio generalizado.

E por que isso?

Porque quando um ou vários seres humanos se encontram passando por momentos de dificuldades próprios do cotidiano da vida, em função do sistema social, que é uma balbúrdia, por isso se encontra em um verdadeiro caos, aqueles que se encontram em melhores situações são cientes acerca das vicissitudes da vida, por isso esperam que cada um venha a resolver os seus próprios problemas, assim como eles estão resolvendo aos seus. Entretanto, quando ocorre uma calamidade pública, uma tragédia generalizada, os seres humanos então passam a ser cientes de que as suas vítimas não podem por si mesmas resolver os problemas que estão a enfrentar, pois que tais problemas não fazem parte do cotidiano da vida, mesmo sendo próprios dela, quando então passam a manifestar a amizade espiritual, produzindo-a, pautando as suas ações de modo solidário com os seus semelhantes.

Toda essa manifestação de amizade espiritual, que faz emergir a solidariedade fraternal, é oriunda de uma corrente que se forma advinda dos sentimentos superiores e dos pensamentos positivos produzidos pelos seres humanos, o que implica dizer que todos trazem em si a luz na consciência, mas não sabem acendê-la, sendo preciso que uma tragédia provoque uma espécie de circuito, ou seja, indique o caminho a ser percorrido com a luz da consciência estando acesa, iluminando os passos de cada um em direção aos seus semelhantes, para que assim eles venham a se aproximar uns dos outros.

No entanto, caso os seres humanos adquirissem a consciência plena de que todos os seres são irmãos em essência, passando a produzir a amizade espiritual em direção aos seus semelhantes, sendo solidários uns com os outros, tornando-se racionalistas cristãos, produzindo as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas a Deus e ao Astral Superior, após um determinado período de tempo as calamidades acabariam por se extinguir por completo, cessando-se as tragédias, inclusive os desastres tidos como sendo naturais, mas que não possuem nada de naturais, pois que são todos causados pelos espíritos obsessores que se encontram decaídos no astral inferior, como se encontra devidamente comprovado no site pamam.com.br.

E como essa tragédia que ocorreu nas Torres Gêmeas não se trata do ambiente fluídico formado pela multidão, em conjunto com os espíritos obsessores, é de se indagar: então se trata de quê? Trata-se do grande mal que os credos e as suas seitas representam para este mundo, em que o veneno da ignorância é inoculado nas mentes de todos os credulários, principalmente naqueles mais fanatizados, que sendo médiuns de incorporação deixam subjugadas as suas vontades, ao serem atuados por espíritos obsessores, quando então se tornam instrumentos dóceis do astral inferior, prontos para que possam prestar qualquer serviço que esteja voltado para o mal, como foi o caso desses dezenove terroristas que sequestraram a esses quatro aviões, como é também o caso dos homens-bomba, e tantos outros casos correlatos.

Enquanto os seres humanos não adquirirem a consciência plena de que existe uma espécie de outra humanidade de desencarnados, denominada de astral inferior, cuja quantidade de espíritos obsessores é incalculável, e que essa espécie de outra humanidade é a grande responsável por todo o mal que nos aflige, pois que os sentimentos inferiores e os pensamentos negativos dos encarnados proporcionam o ambiente propício para as suas ações malévolas, enquanto isso não ocorrer, o ambiente fluídico que nos envolve tenderá a ficar cada vez mais pesado, sujo, deletério, pestilento, ensejando a que as ações desses espíritos obsessores venham a ser cada vez mais aprofundadas. Toda essa tragédia que ocorreu nas Torres Gêmeas, em 2001, foi adredemente preparada pelo astral inferior, como comprovam as imagens dessa tragédia postas logo abaixo.

Por fim, a matéria da revista se encerra da seguinte maneira:

Os psicólogos dizem que, nessas situações, se forma, mesmo entre estranhos, um laço instantâneo de solidariedade. Se o grupo tiver sorte, isso será seguido pelo surgimento espontâneo de um líder, capaz de iniciar o processo de fuga. No relato de um incêndio letal num local de festas na cidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, Amanda conta como um auxiliar de garçom de 18 anos assumiu a responsabilidade de interromper a celebração de um casamento e ordenar a evacuação do edifício. Ele salvou centenas de vidas, enquanto seus superiores esperavam uma ordem do patrão para agir. Mesmo assim, 186 pessoas morreram. Numa das salas, os bombeiros encontraram o corpo de seis pessoas sentadas à mesa, carbonizadas. Talvez tenha faltado entre elas alguém capaz de comandar a retirada.

O pesquisador Ed Galea, da Universidade de Greenwich, no Reino Unido, desenvolveu um modelo de computador que tenta prever como as pessoas se comportarão durante um incêndio. Antigamente, os engenheiros civis imaginavam que, durante uma emergência, os ocupantes de um prédio escorreriam para fora como se fossem moléculas de água, ocupando espaços vazios até a saída. O modelo de Galea, chamado Exodus, opera de forma diferente. Ele assume que as pessoas se movem em grupos — e que são capazes de fazer coisas igualmente heroicas e estúpidas. Elas param para procurar uma criança, atrasam a própria saída, mas hesitam em reagir ao alarme de incêndio e perdem tempo voltando para apanhar a bolsa. O programa de Galea é usado em 35 países, mas ainda não conseguiu influenciar o projeto de edifícios. ‘Esses caras que constroem prédios não querem saber como as pessoas se comportam em desastres’, diz ele. ‘Dizem que é muito complicado’”.

Por aqui se pode comprovar claramente a imensa ignorância dos psicólogos, assim como também dos psiquiatras, que nada compreendem acerca da alma, por isso não podem tratar da saúde mental de quem quer que seja, sendo todos eles charlatães. No caso em questão, citado logo acima, a situação nada tem a ver com liderança, trata-se tão somente da produção de pensamentos de solidariedade do rapaz de 18 anos, auxiliar de garçom, que passou a ser intuído pelo Astral Superior para realizar aquilo que tinha que realizar, como realmente realizou, salvando centenas de vidas.

Essa iniciativa do pesquisador Ed Galea, da Universidade de Greenwich, no Reino Unido, para desenvolver um modelo de computador que venha a prever como as pessoas se comportam durante um incêndio é tempo perdido, uma vez que as pessoas se comportarão de acordo com o ambiente fluídico formado pela multidão da qual elas participam diretamente, em conjunto com o astral inferior, assim como também em outros casos. De qualquer maneira, as normas de segurança adotadas nas construções dos prédios, não são da competência dos construtores, mas sim das autoridades municipais.

As imagens postas logo abaixo mostram claramente algumas formações de multidões, e nelas as presenças dos espíritos obsessores.

O leitor deve ficar então pensando por que nas imagens dos espíritos obsessores aparecem apenas a cabeça, e não o corpo inteiro. Mas acontece que eu estou mostrando apenas algumas imagens preliminares de espíritos obsessores, em conformidade com os assuntos que estão sendo abordados. Quando eu adentrar no assunto que se refere diretamente ao astral inferior, então tudo deverá ser esclarecido. No entanto, para que o querido leitor não venha a permanecer emperrado em relação ao questionamento, eu devo esclarecer que quando os espíritos desencarnam e ficam decaídos no astral inferior, é porque eles se encontram extremamente materializados, com os seus corpos fluídicos sujos e pesados. É certo que eles tendem a assumir a forma que apresentavam quando encarnados, mas depois eles passam a perceber que somente lhes interessam os cinco sentidos, os quais podem ser utilizados apenas com a parte da cabeça, sendo inútil a manutenção do tronco e dos membros em forma fluídica, pois que ambos fazem parte do corpo humanos, e eles não são mais humanos, já que passaram a ser apenas espíritos.

Nas assembleias políticas, quer sejam passageiras ou estáveis, encontram-se as mesmas características das multidões de rua. A arte de governar se prende aos conhecimentos e às experiências das multidões, que deveria estar associada à espiritualização e aos anseios progressistas da nossa humanidade, mas que não está, pois que está associada às carreiras dos políticos, pelo menos em sua grande maioria, que se aqui neste mundo eles são considerados os maiorais em termos de autoridades governamentais, na espiritualidade não passam de meros ambiciosos que ainda têm muito que aprender, por isso vão ter que passar por muitas experiências dolorosas para que aprendam a realidade da vida, principalmente para que deixem de ser demagogos, aprendendo a ser sinceros, pois todos eles sabem o que seja a sinceridade, apenas não a praticam, pois consideram que praticando a sinceridade esta irá atrapalhar as suas carreiras políticas, quando o certo é justamente o contrário disso que consideram, além do mais o interesse coletivo deve se sobrepor à carreira política de quem quer que seja. Para dirigir as multidões é necessário melhorar e educar as massas que se formam.

O destino dos povos e das instituições depende do sentido que tomam as multidões, por isso, quando elas degeneram, merecem todo o cuidado. Esse cuidado consiste em esclarecê-las, em educá-las, aproveitando as oportunidades em todos os setores da vida social, antes, porém, que se agitem, e saiam pelas ruas agitadas ao sabor do ambiente que vão formando com o astral inferior, sendo capazes de tudo. Esses ambientes se formam através das vibrações magnéticas dos seus sentimentos, das radiações elétricas dos seus pensamentos e das radiovibrações eletromagnéticas das suas combinações.

Reunindo-se à multidão, os seres vulgares se sentem mais à vontade, mais fortes, mais capacitados, pois que são naturalmente sociais, porém buscam covardemente esconder as suas ações individuais no anonimato do aglomerado que formam, pois que se encontram fazendo parte de uma corrente formada pelas suas vibrações, radiações e radiovibrações, estando à mercê delas, o que é lastimável. Mas, à medida que a procuram, temem-na, porque ela também lhes marca a vida de amargura e desilusão. Estudar os seres vulgares em função da multidão é uma necessidade, porque diferem todas as consciências, tanto as individuais como as coletivas.

A multidão nunca é homogênea, pois sempre reúne seres vulgares de mentalidades, temperamentos e caráteres diferentes uns dos outros, que provocam verdadeiros desencontros psíquicos. De tais desencontros psíquicos somente é possível esperar sentimentos e pensamentos que revelam a mais extrema ignorância, que ainda são muito comuns à espécie humana, pois que todos eles são sempre carregados de paixões das mais diversas espécies. Esses sentimentos e pensamentos ignorantes, por serem comuns à espécie humana, serão também sempre elementares, por isso invariavelmente reagirão com a prática de atos que fogem ao raciocínio comum.

A base de uma multidão agitada é a coincidência momentânea de desejos desordenados, em suas mais variadas espécies de reivindicações, de ambições desmedidas, de credos e sectarismos, de ideologias políticas e sociais, assim como também de emoções, que se prendem a um interesse comum, quando os interesses deveriam ser buscados de outra maneira que fossem realmente racionais, à luz da razão. Todavia, ocorrem elementos apenas curiosos ou subversivos que nada têm com a verdadeira finalidade coletiva. Por isso, antes de orientar a multidão, torna-se necessário reconhecer a massa de que se forma, que não é apenas sugestionada pelo orientador, pois se estabelece uma verdadeira corrente mental do orientador para a multidão e da multidão para o orientador, através das vibrações magnéticas decorrentes das produções dos sentimentos, das radiações elétricas decorrentes das produções dos pensamentos e das radiovibrações eletromagnéticas decorrentes das suas combinações.

Se os seres vulgares que formam as multidões sempre existiram, as multidões então devem ser recebidas com todas as misérias e grandezas que contêm em seus contextos, mas importa que sejam sempre compreendidas e orientadas pelos espíritos esclarecidos no âmbito da espiritualidade, pois o destino das multidões depende da direção que se toma, mesmo que não estejam revoltadas, e as suas direções devem ser definidas por quem de direito. Por isso, pouco adianta reprimi-las ou puni-las, se não forem compreendidas para o estabelecimento das possíveis adaptações aos caminhos certos a serem seguidos pelo orientador.

O rádio, a televisão, o cinema e a internet concorrem para que tudo seja igual: moda, gíria, divertimento, ação e reação. Predomina uma imitação que não é própria das sociedades equilibradas. Mas, por incrível que pareça, são as camadas superiores que imitam as inferiores. A plasticidade da própria idade leva a juventude a se influenciar facilmente pelo mal, e desse modo os novos imaturos, inexperientes, irresponsáveis, incapazes de prever as consequências das ações que praticam, tendem para a indisciplina, principalmente quando estão em multidão. Uma palavra mal colocada e indevida, às vezes, é o bastante para arrastá-los à prática das ações mais insensatas. E quem não se enquadrar na “moral” do grupo, será desprezado, repreendido e até mesmo perseguido.

As multidões escolares procuram sempre medir forças com os adultos. A experiência das multidões escolares agitadas constitui uma lição para o futuro. Sendo bem sucedidos, os agitadores levarão para as gerações seguintes o gérmen da anarquia. Embora separados no final do curso, não passarão de seres vulgares em massa desumanizados. Considerando-se livres, pregarão em brados a liberdade, ignorando o seu verdadeiro significado, esquecidos, porém, de que formam um verdadeiro rebanho mal orientado. Tal situação os impedirá de conquistar grandes objetivos, portanto, de se individualizarem, demonstrando caráter e personalidade, se não houver uma orientação verdadeira no contexto espiritual. Estando já diplomados, imbuídos da ilusão de muito saber, mas sem que de nada saibam, os escolares têm verdadeira ânsia por alcançar as mais altas posições, sem passar pelas intermediárias. É um pendor exagerado, próprio da juventude, a respeito do valor da instrução. Mas é perigoso entrar na vida sem conhecê-la, mesmo com instrução, pois que tal instrução ainda é própria apenas deste mundo.

Não são apenas as multidões operárias que se agitam, mas também as de indivíduos de cursos literários e científicos, por isso urge estudá-las em profundidade, sempre com base na espiritualidade. A civilização atual cria uma mentalidade coletiva à espera da adaptação por parte dos seus dirigentes, e o grande problema é que nenhum e nem outro possuem a menor ideia da natureza dessa adaptação, que se encontra na espiritualização, proporcionada somente pelo Racionalismo Cristão, que deverá promover os ajustamentos necessários para que todos possam se adaptar à realidade da vida, impedindo os abusos e a falta de tato na aplicação das leis, dos princípios e dos preceitos, por isso as leis e os princípios terrenos devem ser todos modificados por intermédio do esclarecimento espiritual.

Note-se que os saperólogos de todos os tempos transmitiram as suas sabedorias para este mundo, mas nenhum deles logrou ser compreendido pelos seres humanos, apesar dos seus ensinamentos serem úteis e salutares para o bom viver. Somente com a sabedoria tendo como fonte a verdade e alcançando a razão é que os seres humanos poderão seguir com convicção aos ensinamentos saperológicos. Assim, não será a comunidade científica e muito menos a classe sacerdotal que deverão indicar o rumo a ser seguido pela nossa humanidade, mas sim o saperólogo, ou o ratiólogo, como queiram. Will Durant, um dos maiores historiadores da nossa humanidade, senão o maior, sendo também erudito, em sua obra História da Filosofia, a página 42, confirma todo esse meu dizer, quando afirma o seguinte:

Não orientado pelo saber, o povo é uma multidão desordenada, semelhante a desejos em tumulto; necessita ser guiado pelos filósofos”.

Sendo esclarecidos sobre os porquês da vida, estando espiritualizados, cientes das existências da verdade, da sabedoria e da razão, os seres vulgares passarão a ter consciência acerca das suas próprias vidas, quando então deverão ser os senhores de si mesmos, sem se deixarem influenciar por quem quer que seja, principalmente pela comunidade científica e pelas classes sacerdotal e política. A classe sacerdotal faz de tudo para arrebanhá-los e para trazê-los encabrestados, bem encabrestados, mansinhos como se fossem cordeiros, para com eles poder fazer tudo quanto lhe apraz, segundo os seus interesses pessoais, que são todos decorrentes dos seus desejos intemperados, notadamente a mania de riqueza, enquanto que a classe política tem como único escopo consolidar a sua posição de liderança no meio do povo, com a finalidade maior de alavancar a própria carreira política, e a comunidade científica julga ser a certificadora de tudo, arvorando-se de ser a única que realmente detém os conhecimentos.

Já nós, os saperólogos, agimos justamente ao contrário da comunidade científica e dessas outras duas classes, sendo ignorantes a comunidade científica e a classe política e maléfica a classe sacerdotal, já que lutamos com todas as nossas forças por ver os seres vulgares livres, autônomos, senhores de si, altivos, sem temor ao que quer que seja, venha de onde vier qualquer ameaça, sem uma mentalidade de cunho adorativo, portanto, sem curvaturas de colunas, sem estendimento de mãos em preces e sem inclinações de cabeças, que são denotadoras da subserviência, sem peditórios, sendo sabedores de que a espiritualidade somente vai agregando o real valor àqueles que primam por serem independentes de tudo, livres das peias que os tornam cativos, para que assim possam ser revelados com clareza o caráter e a personalidade de todos, e assim todos possam enxergar com os olhos do espírito, que é a visão astral, e não da ilusão da matéria ou do devaneio do sobrenatural, a importância que tem o seu semelhante no contexto da espiritualidade, para que assim possam fazer despertar em si a amizade espiritual que deve imperar em todos os seres humanos, fazendo surgir a solidariedade fraternal, que implica em responsabilidade mútua entre todos os humanos seres, e não na supremacia de uns sobre os demais, o que não implica o reconhecimento da superioridade espiritual, pois que esta visa, única e exclusivamente, ao bem comum.

A verdadeira luta no contexto espiritual deve ser pela conquista da igualdade entre todos os seres humanos, para que todos possam se situar nos patamares mais elevados da espiritualidade. E isto no futuro, apesar de um tanto quanto longe, será conseguido, quando então toda a nossa humanidade se reintegrará a Deus.

 

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