12.03.01- As qualidades

Prolegômenos
8 de junho de 2018 Pamam

Não se deve confundir jamais os atributos dos seres com as suas qualidades.

Deixando aqui de lado novamente a inferioridade e a negatividade espirituais, os atributos individuais superiores e os atributos relacionais positivos que formam a moral e a ética, respectivamente, representam tudo aquilo que superiormente e positivamente comanda a nossa inteligência, para que esta possa determinar o rumo a ser tomado em nossa existência eterna e universal, em que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade determinam os nossos poderes e as experiências físicas acerca da sabedoria determinam as nossas ações, com estas tendo aqueles como sendo as suas legítimas fontes, que assim juntos delineiam os caminhos da espiritualidade a serem percorridos em nossa caminhada pelo Universo, em retorno para Deus, com tudo isso tendo por base os nossos sentimentos superiores e os nossos pensamentos positivos, já que estes determinam nossas as ações e aqueles determinam os nossos poderes, ressaltando sempre que os nossos poderes devem ser pautados nos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e que as nossas ações devem ser pautadas nas correspondentes experiências físicas acerca da sabedoria, que coordenadas alcançam a razão universal.

Os atributos individuais superiores e relacionais positivos, portanto, passam a fazer parte integrante dos nossos predicados morais e éticos, por conseguinte, da nossa educação, os quais passam a ser comuns a todos os espíritos de luz, superiormente evoluídos, daí a razão pela qual a gramática os considera como sendo tudo aquilo que se afirma ou que se nega do sujeito.

Já as qualidades representam o conjunto desses atributos individuais superiores e relacionais positivos adquiridos nos seus mais diversos graus de extensão, por intermédio dos quais os espíritos passam a ser considerados tais como são e a se distinguir uns dos outros, a fim de que assim possam exprimir as suas capacidades para uma determinada finalidade. Em uma escala de valores qualitativos, não somente os espíritos mais evoluídos que formam a plêiade do Astral Superior e que se situam no topo da hierarquia da nossa humanidade, mas até os próprios seres humanos que ainda se encontram na fase da imaginação, possuem a inteligência desenvolvida o suficiente que lhes permitem avaliar e, consequentemente, aprovar ou não, aceitando ou recusando, qualquer um para assumir a um determinado encargo que exija determinadas qualidades para o seu desempenho satisfatório, a fim de que por intermédio da sua capacidade de realização consiga alcançar a finalidade que deverá ser entregue sob a sua responsabilidade.

O conjunto dos atributos individuais superiores e relacionais positivos adquiridos nos seus mais diversos graus de extensão é que vai determinar a verdadeira disposição do espírito para realizar com eficiência as tarefas que lhe serão confiadas, a fim de que a finalidade possa ser alcançada com eficácia, tudo isso em total conformidade com as suas qualidades inerentes.

Sabendo-se que os atributos individuais superiores e relacionais positivos comandam a nossa inteligência, para que esta possa determinar o rumo a ser tomado em nossa existência eterna e universal, indicando os caminhos da espiritualidade a serem percorridos através dos nossos poderes e das nossas ações, por intermédio dos nossos sentimentos superiores e dos nossos pensamentos positivos, já que ambos determinam os nossos poderes e as nossas ações, respectivamente, sendo também ambos pautados nos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e nas experiências físicas acerca da sabedoria, também respectivamente, que coordenados alcançam a razão universal, isto tudo implica em dizer que, além dos atributos individuais superiores e relacionais positivos de que são detentores, os seres humanos também são obrigados a se qualificar em termos de conhecimentos e de experiências, para que assim possam ocupar determinados cargos e exercer determinadas funções, em qualquer um dos setores da vida.

É por isso que a qualificação representa o ato ou o efeito de se qualificar para uma atividade qualquer, geralmente através do currículo da sua própria vida, para que assim ele possa comprovar que realmente é habilitado para aquilo que está se candidatando, em que o qualificador é aquele que serve para avaliar o candidato e dar o seu parecer se ele realmente é qualificado ou não para aquilo que está se candidatando. Daí a razão pela qual todos aqueles que são assinantes do site pamam.com.br estarem sendo chamados para a obra remodeladora da nossa humanidade, que é a nossa Grande Causa, mas que serão devidamente avaliados pelos moderadores do site, para que assim venham a ser chamados somente aqueles que são realmente qualificados para agir em nome do Racionalismo Cristão. Compreende-se assim perfeitamente a razão pela qual Jesus, o Cristo, afirmou que “Muitos serão chamados, poucos serão os escolhidos”.

É por essa razão que quando se diz que alguém é dotado de excelentes qualidades, está também a dizer que esse alguém é dotado de excelentes atributos morais e éticos, assim como também de conhecimentos e de experiências. Deve-se aqui ressaltar o fato do qualificador sempre procurar dar a sua aceitação para os candidatos que possuem os melhores atributos, que representam as suas melhores qualidades, mesmo em detrimento dos seus conhecimentos e das suas experiências, pois que são os atributos que comandam a inteligência. A quem uma empresa privada contrataria: um administrador com excelentes qualidades individuais superiores e relacionais positivas, com um nível médio de conhecimentos e experiências; ou um administrador sem muitas qualidades individuais superiores e relacionais positivas, que possa ser ambicioso, egoísta, prepotente, ou seja lá o for, e um alto nível de conhecimentos e experiências? Correria ela o risco de contratar inclusive um desonesto?

Para uma melhor compreensão acerca do assunto, podemos considerar dois seres humanos: João e José; relacionar alguns dos seus atributos principais: coragem, liderança, habilidade, paciência, perseverança, persuasão, resistência, atenção, estratégia, trabalho; e determinar um cargo para que um dos dois possa desempenhá-lo com eficiência: general; com uma finalidade estabelecida: ganhar a guerra. Embora ambos sejam detentores desses atributos, eles se distinguem um do outro pelas suas qualidades, no seguinte:

  • João é um pouco mais corajoso que José;
  • João é um pouco menos líder que José;
  • João e José são habilidosíssimos;
  • João é menos paciente que José;
  • João é mais perseverante que José;
  • João é tão persuasivo quanto José;
  • João e José são muito resistentes;
  • João e José são muito atenciosos;
  • João e José são excelentes estrategistas;
  • João e José são muito trabalhadores.

Pergunta-se: qual dos dois possui as melhores qualidades para assumir o cargo de general e de alcançar a finalidade estabelecida?

Em conformidade com o meu parecer, não para habilitar um dos dois, mas para que realmente possa ser habilitado o mais qualificado, eu indicaria Aníbal de Cartago para qualificá-los, pois que ele me parece haver sido o maior general de toda a nossa humanidade.

Assim, estando devidamente compreendida o que sejam as qualidades, pode-se também compreender o porquê de muitas vezes elas serem confundidas com cargos, com posições, mister de que resulta de certo número de atributos individuais superiores e relacionais positivos, que por sua vez resultam em obrigações e em direitos. É por isso muito comum serem denominados de qualidades os títulos que habilitam alguém a exercer certa profissão. Por exemplo: Antônio, na qualidade de advogado; Joaquim, na qualidade de administrador; Francisco, na qualidade chefe; Paulo, na qualidade de presidente; etc.

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