12.02.01- A ideia

Prolegômenos
7 de junho de 2018 Pamam

De início, a ideia é confundida com a imagem daquilo que as coisas, os fatos e os fenômenos da natureza formam no corpo mental do ser humano, por intermédio do raciocínio, compondo a imaginação. Para todas as imaginações que os seres humanos vão obtendo a respeito das coisas, dos fatos e dos fenômenos da natureza que os rodeiam, as suas imagens vão sendo representadas em seus corpos mentais, por intermédio de uma falsa concepção advinda do raciocínio falho, passando a ser os modelos de tudo aquilo que eles apreenderam, formando os seus universos pessoais, de onde surge a subjetividade.

Com a descoberta da escrita, os seres humanos passaram a proceder aos registros das coisas, dos fatos e dos fenômenos da natureza que lhes rodeavam, em que estes formavam o conjunto das imagens que estavam sendo representadas em seus órgãos mentais, cuja imaginação era para eles o espelho da realidade, pois que viviam e se orientavam em conformidade com essa falsa realidade que lhes era posta pelo próprio ambiente do mundo que eles estavam formando, uma vez que as vibrações magnéticas da produção dos sentimentos, as radiações elétricas da produção dos pensamentos e as radiovibrações da produção de ambos combinados vão formando a atmosfera que envolve a esse ambiente terreno, sobrepondo-se na composição da aura da Terra.

Mas o verdadeiro Universo é como se fosse um oceano fluídico de uma extensão inimaginável, formado pelas propriedades da Força e da Energia, que em suas inúmeras e inúmeras combinações formam as estrelas, as quais fornecem as suas coordenadas através do espaço e do tempo, em que a propriedade da Luz penetra em todas essas coordenadas universais, sendo nessas coordenadas do Universo que o espírito deve viver e se movimentar, orientando-se com a sua luz astral em sua evolução, empregando todo o esforço possível que consegue desprender para que possa se livrar da imperfeição, portanto, da ignorância, onde se encontra o mal, e alcançar a perfeição, onde para ela se dirige praticando o bem, em sua luta constante e ininterrupta para que possa formar uma ideia definitiva ao seu respeito, já que a sua maior finalidade é a reintegração definitiva ao Criador, em que ele fornece o seu acervo de imperfeição e Dele passa a receber o acervo da perfeição, tal como procedeu Jesus, o Cristo, que nesse desiderato pôde, enfim, contemplá-Lo, chamando-O de Pai, embora por amor à sua humanidade não se reintegrou a Deus.

Na extensão inimaginável do Universo, o conjunto que forma a inteligência do espírito tende cada vez mais a se aproximar da Inteligência Universal, que nele vai aos poucos se alojando, com o seu evoluir constante e ininterrupto. Por intermédio da propriedade da Força, o espírito produz vibrações magnéticas, primeiramente através do elemento anterior de produção, no exercício da sua atividade básica, que é a sensibilidade, e posteriormente com o elemento final de produção, no exercício da sua atividade básica, que é o sentimento. Por intermédio da propriedade da Energia, o espírito produz radiações elétricas, primeiramente através do elemento anterior de produção, no exercício da sua atividade básica, que é o sentido, e posteriormente com o elemento final de produção, no exercício da sua atividade básica, que é o pensamento. Das combinações dessas duas propriedades o espírito produz radiovibrações eletromagnéticas. E por intermédio da propriedade da Luz, o espírito produz raios luminosos, primeiramente através do elemento anterior de produção, no exercício da sua atividade básica, que é a amizade espiritual, e posteriormente com o elemento final de produção, no exercício da sua atividade básica, que é o amor espiritual. São justamente esses raios luminosos produzidos que identificam a nossa luz astral.

Os espíritos que integram a nossa humanidade de há muito que também vêm evoluindo por intermédio da propriedade da Luz, justamente por isso são espíritos, e também por isso têm que dotar os seus comportamentos no âmbito da espiritualidade, e não nos âmbitos da ilusão da matéria e ou do devaneio do sobrenatural, dos quais eles formaram as suas representações imaginativas a respeito da amizade e do amor, que não correspondem à realidade universal.

As vibrações magnéticas, radiações elétricas, radiovibrações eletromagnéticas e raiações de luz produzidas pelos espíritos mais evoluídos, possibilitam a que eles consigam sintonizá-las com as vibrações magnéticas, as radiações elétricas, as radiovibrações eletromagnéticas e as raiações de luz idênticas ao todo universal, assinalando o poder atrativo que faz com que os atributos desse todo universal convirjam para o espírito, que é a essência, uma partícula do Ser Total, através da sua alma, cujo corpo fluídico, ou perispírito, ou corpo astral, ou duplo etéreo, é formado pelas propriedades da Força e da Energia, e cujo corpo de luz é formado pela propriedade da Luz, desenvolvendo-a e possibilitando a realização das suas aspirações, revelando cada vez mais o seu potencial latente.

Os sentimentos tanto advêm da Força como produz a esta, de onde vem o magnetismo, para que se possa adquirir o poder, daí a necessidade de uma doutrina acerca dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Esses sentimentos têm que ser correspondentes e interligados aos pensamentos, que tanto advêm da Energia como produz a esta, de onde vem a eletricidade, para que se possa praticar a ação, daí a necessidade de um sistema acerca das experiências físicas acerca da sabedoria. Dessas combinações vêm o eletromagnetismo, em que o poder e a ação também se combinam, representando a vida. Já na propriedade da Luz, o primeiro elemento de produção do ser humano, após a fase da imaginação, é a amizade espiritual, que tanto advém da Luz como produz a esta, para que se possa adquirir o poder e a ação com vistas à solidariedade fraternal, que traduz a prática do bem. Como se pode claramente constatar, o que falta aos seres humanos é o esclarecimento espiritual, para que eles possam sair da ignorância em que medram, deslocando-se da fase da imaginação para a fase da concepção, de onde podem ser formuladas as ideias. Em resumo: o que falta aos seres humanos é a luz em seus espíritos. Daí a extrema necessidade de uma finalidade universal proporcionada pela razão que venha a traduzir a existência eterna e universal.

Tudo isso tem que formar, necessária e obrigatoriamente, uma verdadeira ideia, autêntica e originalmente racional, acerca da realidade da nossa humanidade, porque ela tem que se espiritualizar e se universalizar, quer queira, quer não, uma vez que nós, seres humanos, mas que somos espíritos, não podemos continuar presos a este mundo, cativos do seu ambiente, pois que o Universo nos espera para que possamos de vez nele adentrar, transcendendo ao ambiente terreno. Quando todos os seres humanos tiverem fortalecido o suficiente em seus espíritos a produção da amizade espiritual, e quando a solidariedade fraternal estiver finalmente estabelecida de vez neste mundo, com a formação de um Estado Mundial, eles estarão prontos e aptos para a produção do amor espiritual, quando então poderão ter o seu próprio Cristo em seu meio, pois o Cristo é uma instituição universal estabelecida por Deus, para conduzir cada humanidade em retorno para Ele. Se todos os seres humanos ainda não possuem em seus corpos mentais o preparo suficiente para que possam compreender a Jesus, o Cristo, torna-se óbvio que eles também ainda não possuem em seus espíritos a luz necessária para que possam produzir o amor espiritual. Para que se possa compreender a tudo isso, basta apenas observar o caos em que vivem todos os seres humanos, o que denota claramente que eles sequer conseguem produzir a amizade espiritual, pois que não conseguem ser solidários uns com os outros, por lhes faltar a luz necessária em seus espíritos.

E como a repetição possui em seu escopo a sua grande força, eu devo repetir, foi justamente por isso que Jesus, o Cristo, afirmou enfaticamente que “a humanidade só poderá chegar ao Pai através de mim”, mas através dele como sendo a instituição do Cristo, e não como Jesus, que pertence a uma outra humanidade, e que para lá já retornou, após estabelecer em nossa humanidade o instituto do Cristo, que terá que produzir o seu próprio Cristo, por intermédio do instituto do Racionalismo Cristão, que é o seu embrião, deixando Luiz de Mattos, o seu fundador, como sendo o chefe da nossa humanidade, já que existe uma hierarquia na espiritualidade, em que os espíritos de luz mais evoluídos formam uma plêiade que comanda e determina tudo aquilo que devemos realizar neste mundo-escola, ocupando as posições mais elevadas, a tudo comandando e determinando, daí a existência do determinismo, e ao que se pode denominar adequadamente de Astral Superior.

Eu sei perfeitamente que as minhas ideias acerca da realidade universal irão abalar profundamente as consciências dos espíritos que se encontram atualmente encarnados neste nosso mundo-escola, por isso eu as estou apresentando com o máximo de sinceridade que existe em minha alma, já que apesar de haver realizado muitas experiências científicas no ambiente mundano, deste eu jamais me separei totalmente, apesar de haver deixado em minha alma alguns atributos individuais inferiores que faltavam para completar a minha moral, mesmo que estrategicamente, a fim de demonstrar através de experiências científicas a aquisição da moral racionalista cristã, assim como também para demonstrar como ela, estando já completa, pode ser utilizada experimentalmente para se elevar ao Espaço Superior, a fim de constatar a realidade dos espíritos poderem assim se elevar às alturas e lá perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, tendo antes certificado a todos eles, por intermédio da sabedoria, ao haver me transportado ao Tempo Futuro.

Assim, utilizando-me da mais extrema lealdade patriótica para com a minha nação, já que coube ao Brasil a honra do estabelecimento do Racionalismo Cristão em seu território, devendo ele ser vibrado, radiado e radiovibrado para todas as demais nações, que também têm os seus patriotas, que as honram com toda a sinceridade que possuem, e que por isso os que são verdadeiramente patriotas devem honrar as demais pátrias, assim como querem que as suas pátrias sejam também honradas, aqui me encontro reencarnado como sendo o seu explanador, já que o Astral Superior me nomeou como sendo o legítimo patrono da nossa Grande Causa, à qual todos os que possuem a boa vontade devem se integrar.

Eu sou o que sou, nem mais e nem menos, por isso não preciso de modo algum ser insincero e exibir uma falsa imagem a quem quer que seja, pois não estou praticando a reles política e nem almejando qualquer cargo em minha pátria, ou mesmo em outra qualquer. Além do mais, eu lido com ideias, que são criadas diretamente do âmbito da realidade, pois que tenho como fonte para elas a verdade. Em sendo assim, eu deixo bem patente que não lido mais com a imaginação, que é a fonte da insinceridade, por isso é o seu grande apoio.

O que eu estou fazendo com um grande esforço e com um imenso sacrifício é explanar nesta obra A Filosofia da Administração, tomando por base o Racionalismo Cristão, por mim mesmo certificado como contendo em si a doutrina da verdade, e tal como a verdade a sinceridade tem a sua grande importância no contexto espiritual, pois somente pode se posicionar ao lado da verdade aquele que seja sincero. E muito pelo contrário, ao invés de exibir a minha imagem, por intermédio da insinceridade, imaginando algo que não existe, eu me esforço ao máximo para que todos consigam me ver exatamente como realmente eu sou, pois sei que tenho a luz em meu espírito, e esta não pode e nem deve ser refratária, assim como também sei que o futuro desmascara qualquer um que ponha uma máscara que venha a ocultar a verdadeira face do seu “eu”, o que se dá fatalmente através da História. E o meu futuro eu mesmo preparo, planejando e zelando cuidadosamente por ele, pois sei que o meu presente é decorrente do meu passado, e que este meu presente é preparatório para o meu futuro, que foi todo preparado e planejado rigorosamente no âmbito da espiritualidade, justamente por isso eu zelo muito por ele, assim como cada ser humano deveria zelar pelo seu, mas que agora pode zelar, com o seu devido esclarecimento espiritual.

E realizo tudo isso não apenas por mim mesmo, já que pouca importância dou para o meu próprio valor, pois que sou simples e sem qualquer pretensão, a não ser no âmbito da espiritualidade, em que a minha pretensão é por demais elevada, por isso emprego um esforço desmedido para seguir os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, em função da consciência do tremendo encargo espiritual que carrrego sobre os meus ombros em relação aos meus semelhantes, não somente em relação à minha própria humanidade, mas também em relação às outras humanidades que nos seguem na esteira evolutiva do Universo.

Com relação à insinceridade, vejamos novamente o que Luiz de Mattos afirma em uma das suas comunicações pronunciadas na Casa Chefe do Racionalismo Cristão, que foram compiladas por Nilton Figueiredo de Almeida, em sua obra Clássicos do Racionalismo Cristão, a página 61, através das seguintes palavras:

A insinceridade traz o espírito sempre em sobressalto, faz com que crie na imaginação coisas que não existem (grifo meu). É um fato importante a observar aquilo que os seres humanos criam na sua imaginação, porque há imaginações que avolumam os casos de tal modo que até parecem realidade, quando não passam de um mito, quando não passam de pensamentos de desconfiança, e nada mais. Esses fatos criados na imaginação causam prejuízos tamanhos que levam a desarmonia e o desentendimento aos próprios lares, desentendimentos tais que nunca mais voltarão aqueles espíritos a ser uns com os outros aquilo que eram antes de ser criada a dúvida, a desconfiança imaginada”.

Para que o espírito possa ser realmente sincero é de fundamental importância que ele também seja corajoso. De há muito que venho afirmando quem eu fui na encarnação passada, assim como também transmitindo as minhas ideias espiritualistas, mesmo sabendo de antemão dos muitos adjetivos que iria receber por parte de todos que me rodeavam, principalmente de doido. Mas mesmo assim, nunca retirei uma só vírgula daquilo que transmiti aos meus semelhantes, e ainda hoje continuo a reafirmar tudo o que disse. Que cada um continue a imaginar aquilo que queira imaginar, seja em relação a mim, seja em relação à espiritualidade, que não dou a mínima importância para isso, apenas sorrio ao constatar tanta ignorância. Mas a minha sinceridade jamais será abalada em função da imaginação, seja em que sentido for, pois que ela faz parte integrante do meu caráter e da minha personalidade. Além do mais, eu nada temo, nem aos meus semelhantes, nem a esse deus bíblico trevoso e nem mesmo ao próprio Satanás, pois que o medo é fruto da imaginação, e esta passa ao largo do meu corpo mental.

No entanto, muitos seres humanos famosos que atuam nas mais diversas áreas, não somente no Brasil, mas em todas as demais nações, demonstrando a ausência quase que total da coragem, quando em seus raros rasgos de sinceridade fazem determinadas afirmativas que não se coadunam com a opinião pública, são logo criticados. Daí o medo da opinião pública logo aflora em suas almas, quando então eles se apressam de logo a dizer que foram mal interpretados, que não foi bem aquilo que estavam querendo dizer, que as suas palavras foram deturpadas, e outras desculpas amarelas mais do gênero, ocasiões em que o medo faz também aflorar as suas máximas insinceridades, neste caso medo da opinião pública, com base na imaginação. Em função disso, o medo e a insinceridade lhes tiram o predicado da vergonha, da honra que deveriam ter, principalmente quando com o semblante deslavado vêm a público pedir desculpas. Mas pedir desculpas simplesmente por haver sido sincero? Ora, se a opinião foi revelada com sinceridade, então que a sustente por cima de pau e pedra, como se diz popularmente, a não ser que realmente tenha mudado de opinião. E mais: que a opinião pública vá às favas! Que se releve esta minha exclamação, pois que esta é uma das maneiras mais amenas para que eu possa afirmar com sinceridade que a opinião pública não vale um tostão furado, um vintém sequer, sendo sempre reveladora de melindres, em que os errados querem porque querem delicadeza no trato, e como a sinceridade tem sempre que prevalecer acima de tudo, eles ficam assim magoados, ofendidos, como se fossem coisinhas frágeis e delicadas, por isso passíveis de susceptibilidade, tais como se fossem um bolo em que somente se entra o mel, uma vez que tudo isso é decorrente da própria imaginação.

Eu tenho a ideia formada de que os homens são os reis do mundo, e de que as mulheres são a rainhas do lar. Aparentemente ela parece até ser antiquada, arcaica, como se fosse algo de um passado muito distante, mas que não o é, por hipótese alguma, justamente por isso eu fui também denominado de troglodita, como vivendo no tempo das cavernas. Ora, eu estou posicionado no Espaço Superior e no Tempo Futuro, portanto, no Universo. Então como a minha ideia pode ser antiquada ou arcaica? Mas acontece que as mulheres estão abandonando os seus lares e querendo ganhar o mundo, tanto em relação ao sexo como em relação às profissões, notadamente as masculinas, considerando que essa tremenda ignorância, deveras estúpida, seja liberdade, quando não passa de uma reles idiotice de cunho depravatório, pois que ignorantes acerca da espiritualidade, não sabem que o papel dos espíritos que encarnam com o sexo feminino é para ser esposa, mãe e educadora, preparando os filhos para o mundo e as filhas para os lares, e às vezes educando até aos próprios maridos. Elas podem sim, ter as suas profissões, desde que compatíveis com a natureza feminina, e desde que não atrapalhem o seu papel de mulher, de educadora principal da sua prole, com o qual se comprometeram quando em plano astral, antes de encarnarem.

Mas acontece que os homens estãos se efeminando e incentivando essa libertinagem das mulheres, sob o falso nome de liberdade, quando não efeminados, por pura ignorância, ou então por medo da opinião pública, principalmente das críticas vindas das próprias mulheres. Daí a razão pela qual me denominam também de machista. Mas podem me denominar daquilo que quiserem e bem entenderem, pois o que tenho realmente em meu espírito são ideias, e não representações imaginativas, uma vez que eu não combino imagens.

Por isso, eu volto a afirmar, ou as mulheres voltam para os seus lares por livre e espontânea vontade, ou então voltam debaixo de peia, de muita peia, pois que nós, espíritos integrantes da plêiade do Astral Superior, sabemos como bater exatamente no local que proporciona a obediência dos espíritos renitentes, espiritualmente falando, é óbvio. Como se pode constatar, caso todas as mulheres do mundo se reunissem para mim criticar, todas as suas críticas seriam insignificantes em relação à minha sinceridade. E mais: o que eu digo, eu faço; pois que sei suportar as consequências de todas as minhas ações, e estas são sempre voltadas para o bem comum, sendo invariavelmente assim. Então que as mulheres tratem de voltar o mais rápido possível para o recanto acolhedor dos seus próprios lares, que que é o único local sagrado neste mundo repleto de dores e misérias. E que os homens paspalhões e poltrões deixem de pascentar e assumam o seu papel viril, honrando a masculinidade. Isto não é guerra dos sexos, como jamais poderia ser, pois todos nós somos espíritos, seja homem ou seja mulher, o que impossibilita totalmente qualquer representação imaginativa em relação ao assunto, sendo simplesmente o fato de cada um exercer o seu próprio papel que lhe cabe no contexto da realidade da vida neste mundo Terra, cujo papel foi assumido em plano astral, antes de encarnar. Caso as mulheres continuem nessa sua mundanidade, nessa sua libertinagem, elas tenderão a ser mais nefastas e prejudiciais à nossa humanidade do que a própria classe sacerdotal.

Por isso, eu estou procurando aliar a sinceridade e a lealdade à mais profunda lógica posta no âmbito da racionalidade, que reflete a realidade universal, tendo por base o respeito ao pensamento alheio, pois sei que a minha concepção é diferente das imaginações dos seres humanos, mas que nem por isso deve ferir o conceito da verdadeira amizade, que é espiritual, muito pelo contrário, deve estreitá-la sempre cada vez mais. Para tanto, eu procuro mostrar toda a minha alma através das minhas obras, fazendo dela um livro aberto, à disposição de todos os que queiram investigá-la e pesquisá-la, pois se eu feri a moral cristã através das minhas experimentações científicas no ambiente mundano, as chagas das feridas profundas e dolorosas se encontram todas expostas em minha alma, exclusivamente nela, e mais em nenhuma outra alma, sendo este problema, portanto, exclusivamente da minha alçada, tendo eu, pois, que resolvê-lo, somente eu, e mais ninguém, de acordo com o meu entendimento ao seu respeito. Por isso eu devo repetir: o que eu digo, eu faço!

Mas de qualquer maneira, se eu feri a moral cristã, mesmo que experimentalmente, em nome da ciência, a minha ética continua intacta em sua completitude, sem qualquer mancha ou nódoa que venha a denigri-la, já que nunca prejudiquei diretamente a quem quer que seja, pelo menos que eu tenha a consciência disso, pois as únicas coisas que eu feri, muitas e muitas vezes, foram apenas os corpos carnais dos meus adversários em lutas corpo a corpo, mas sempre com lealdade, portanto, sem qualquer vantagem, quer através de uma  maior compleixão corporal, quer através da utilização de armas, quando no ambiente mundano eu ainda me encontrava, mas sempre quando provocado, sem jamais provocar a quem quer que fosse, assim, sempre em legítima defesa, e sem jamais partir para o confronto com aqueles que me eram inferiores em tamanho, cujos porquês depois explicarei, quando no momento oportuno. Daí o fato pelo qual eu reencarnei formando um corpo carnal de médio porte, e não avantajado, pois que não precisava. Por isso, a covardia que passe ao largo da minha presença, de moita, na surdina, às escondidas, caso contrário, a justiça, a mais elevada justiça, que faz parte integrante da minha alma, tende a agir em defesa dos mais fracos e dos oprimidos, para que através de mim ela possa se fazer valer neste mundo.

E assim, como eu nunca prejudiquei a quem quer que fosse, também da mesma forma jamais desejei o mal a quem quer que fosse, o que implica ainda em dizer com convicção que jamais o pratiquei, embora tenha caminhado lado a lado com ele em minhas experiências científicas mundanas, mesmo estando açodado por concluí-las, em guerra contra o mal proveniente das falanges de espíritos obsessores que se uniram para me vencer, mas saindo este explanador como o vencedor desta guerra espiritualmente científica, em todos os sentidos. Daí a razão pela qual eu tenho apreendido em minha alma tudo aquilo que preciso para explanar o Racionalismo Cristão e resolver os magnos problemas do mundo. E aqui eu devo repetir o ensinamento de Jesus, o Cristo:

Ser bom entre os bons é fácil, o difícil é ser verdadeiramente bom entre os maus, por onde se pode constatar o verdadeiro valor do espírito”.

E se aqui eu me encontro reencarnado, afora outros encargos pertinentes à minha missão, é justamente para decretar o final de uma Grande Era e determinar o início de uma nova Grande Era, para que aqueles que ainda carregam o mal em suas almas não mais atrapalhem aqueles que trazem o bem em suas almas, e também aos de boa vontade, que é justamente a separação entre o joio e o trigo, anunciada há 2.000 anos atrás por Jesus, o Cristo, para que assim a justiça impere neste mundo de degredo, em que as almas depuram as suas imperfeições.

Tudo isto é apenas uma pequena parte da minha ideia de justiça, da minha ideia que eu quero fazer valer e prevalecer neste mundo cheio de misérias, de interesses egoístas, mesquinhos e ambiciosos, onde sempre impera a lei do mais forte, mas do mais forte materialmente falando, pois que ele não tem a capacidade intelectiva de fazer valer a sua fortaleza através da justiça, não passando de um tremendo covarde, de um reles patife. O restante das minha ideias acerca da justiça, estarão sendo continuamente transmitidas, mas aos poucos, para que assim elas possam ir se instalando nos espíritos dos seres humanos de boa vontade, à medida que os assuntos doutrinários racionalistas cristãos forem se desdobrando.

E para que as minhas ideias acerca da justiça venham a se fazer valer e prevalecer neste mundo repleto de misérias, eu paguei um preço tremendamente caro por elas, caríssimo até, mas levando de vencida a guerra que travei contra o ambiente mundano, embora tenha saído com a alma sangrando. Mas mesmo assim, eu saí vencedor! Como vencedor porque eu sempre coloco os cumprimentos das minhas obrigações, dos meus deveres e, principalmente, da minha missão neste mundo, acima de tudo. Daí a razão pela qual a espiritualização e a reforma social têm que se realizar no seio da minha humanidade, cuja realização não será de uma maneira ou de outra, mas sim à minha maneira, custe o que custar, pois que a tudo eu planejei antes de reencarnar, quando no meu Mundo de Luz, e como disse o notável Luiz de Souza:

É pela coragem que se elegem os condutores dos agrupamentos humanos”.

Eu respeito a tudo e a todos, mesmo ao maior criminoso da nossa humanidade, pois sei perfeitamente que ele será devidamente regenerado, nem que seja através de lições provenientes de sofrimentos extremamente dolorosos, já que no futuro ele deverá ser muito útil para os seus semelhantes, utilizando-se das suas experiências adquiridas no âmbito da imperfeição e da ignorância, que ocasionou todo o mal por ele praticado.

Essa regeneração dos criminosos contumazes é uma questão típica da justiça no âmbito da espiritualidade. O preceito de causa e efeito, no âmbito da justiça espiritual, toma outro aspecto, pois o poder das forças cósmicas, impulsionado pela ação constante das energias cósmicas, estão efetuando o permanente reajustamente do Todo, para evitar que os elementos negativos ultrapassem aos seus próprios limites. O mal realmente existe, mas não como os seres humanos imaginam. Ele é produto da imperfeição, praticado por intermédio da ignorância acerca da espiritualidade, que vai gerando os efeitos negativos, enquanto for ignorância, para que logo em seguida esses efeitos negativos, por sua vez, possem gerar as consequências dolorosas. A dor, portanto, trabalha para despertar o ser errante para o sentido real da vida. É por isso que o poder das forças cósmicas, em conjunto com a ação constante das energias cósmicas, são sempre no sentido de evitar que os elementos negativos, que são produtos da imperfeição, praticados através da ignorância, ultrapassem aos seus limites, que são reduzidos em relação aos limites do bem, que por sinal quase não tem limites, sendo, pois, quase ilimitado, pelo menos até o limite em que se alcança o amor espiritual, que com a minha luz astral consigo contemplar através dos rastros luminosos de Jesus, o Cristo.

Isso implica em dizer que os seres humanos se encontram nas posições que realmente merecem, já que estão presos aos campos correspondentes que os rodeiam e que indicam com precisão tudo o que são na realidade, que não passa de uma decorrência dos seus passados, dos males praticados no âmbito da imperfeição, sendo tudo isso apenas uma consequência da justiça universal infalível. No âmbito universal, eu devo esclarecer que o Todo perderia a sua característica primordial, que é o limite imposto para a finitude da imperfeição, onde na ignorância reside todo o mal, assim como no esclarecimento reside todo o bem, e a ilimitação imposta para infinitude da perfeição, em que esta pode ser denominada de Suprema Perfeição, onde ao que tudo indica o bem se torna desnecessário, em função do amor espiritual que é produzido.

E isso é puro determinismo, que é decorrente justamente do uso do livre arbítrio, posto que vivemos sempre os efeitos das causas que geramos. E cada espírito, antes de encarnar, quando em seu Mundo de Luz, procura a todo o custo evoluir, quer luz, sempre luz, cada vez mais luz, mas sem jamais olvidar das aquisições da força e da energia, quando então o Astral Superior determina as condições para o seu viver neste mundo-escola, mas sendo ele quem planeja toda a sua encarnação, no que é auxiliado pelos seus mentores espirituais. Por aqui se pode observar aqueles que encarnam em nações miseráveis, e que mesmo em nações mais adiantadas vivem nas favelas, nas ruas, embaixo das pontes e dos viadutos, etc. Todos esses seres humanos estão sentindo as dores em suas próprias almas relativas aos males que praticaram no pretérito, que são benéficas às suas regenerações, para que regenerados possam proceder a prática do bem, resgatando todo o mal praticado.

Quando eu passo a adjetivar a classe sacerdotal, por exemplo, de salteadora, de estelionatária, de nefasta, de peçonhenta, e outros adjetivos mais, tachando-a como sendo a classe que mais malefícios trouxe à nossa humanidade, pelo fato de semear propositalmente a ignorância em nosso meio, não estou faltando com o devido respeito, mas sim lhe dando os predicados merecidos, com base na realidade, em razão das suas ações criminosas, por isso reafirmo que toda essa classe é nociva, por ser salteadora, estelionatária, nefasta e peçonhenta, já que inocula o veneno do sobrenatural nas mentes dos seus arrebanhados, portanto, o veneno da ignorância. E assim, como os criminosos comuns que vemos no dia a dia, toda essa classe sacerdotal também vai se regenerar, nem que seja por cima de pau e pedra, como diz o linguajar popular, pois os meios para a sua regeneração já se encontram definidos pelo Astral Superior. Além do mais, muito em breve ela não terá mais ambiente para que possa destilar o seu veneno peçonhento da ignorância.

E se a minha própria inteligência consegue formar uma ideia a respeito da justiça universal, concebendo e proporcionando os meios de regeneração para todos os seres humanos postos à margem das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais, pondo-os em um ambiente propício para esse desiderato, para que depois eles possam assumir os encargos que lhes serão destinados para a prática do bem, após as suas regenerações, determinando os seus caminhos rumo à perfeição, posso aqui indagar: Qual é a máxima ideia que os seres humanos podem conceber acerca da Inteligência Universal, em relação ao assunto em pauta? Qual é a ideia que os seres humanos podem conceber acerca do deus sobrenatural, em relação à salvação? Qual é a ideia que os seres humanos podem conceber em relação à finalidade maior de toda a nossa humanidade? E, ao fim: como se pratica a justiça universal?

Quanto mais o ser humano vai se espiritualizando, tanto mais ele vai aprendendo e se desenvolvendo para que possa utilizar os seus poderes e as suas ações pessoais, já que tudo isso faz parte do processo evolutivo universal. Em decorrência, ele poderá se elevar ao Espaço Superior e se transportar ao Tempo Futuro, universalizando-se, quando então as suas vibrações magnéticas, as suas radiações elétricas e as suas radiovibrações eletromagnéticas são sintonizadas com as do Astral Superior, para que com mais facilidade ele possa perceber e captar os conhecimentos metafísicos verdadeiros e compreender e criar as correspondentes experiências físicas com base na realidade universal, atraindo bons acontecimentos tanto para si como para a coletividade, a fim de que todos possam ser felizes, em um conjunto harmônico e integrado.

No âmbito da espiritualidade o ser humano não pensa mais com imagens, não recorre à imaginação, que é própria deste mundo, mas com ideias que dizem respeito à realidade, pelo fato dele ter como fonte a verdade, que depois ele as torna físicas através das palavras, cujo conjunto forma uma obra, a qual é  transmitida através do livro. Por essa razão, todas as ideias que ele cria no seu corpo mental são impulsionadas pelos seus atributos individuais superiores e relacionais positivos, e como todas elas são voltadas para o bem, estando dirigidas para o âmbito da perfeição, tornam-se reais, uma vez que a realidade tem que se instalar neste mundo, desinstalando a irrealidade. Por isso, todas as minhas ideias hão que se valer e prevalecer neste mundo, por isso, eu devo aqui repetir: o que eu digo, eu faço!

Eu não vim a este mundo para ficar parado, inerte, estático, debruçado sobre a irrealidade da vida vendo o tempo correr, qual a moça feia debruçada na janela vendo a banda passar, de acordo com a música popular brasileira. Eu sou mais energia do que força, eu tenho mais radiação elétrica do que vibração magnética, eu tenho mais experiência física do que conhecimento metafísico, eu tenho mais ação do que poder, e eu tenho na luz mais amizade do que amor espirituais, mas já tenho a este em larga extensão. Então eu reencarnei para primeiro me ajudar a mim mesmo, em obediência ao ensinamento de Jesus, o Cristo, e depois para ajudar ao próximo, à nossa própria humanidade como um todo. Para tanto, eu trouxe do meu Mundo de Luz as minhas próprias ideias a respeito de tudo isso, porque a nossa humanidade estava necessitando deste meu empreendimento, por isso eu tinha que ter em vista todo o quadro mental da sua execução, e se tivesse que ferir a alguém, que ferisse a mim mesmo, à minha própria alma, o que realmente o fiz, ferindo profundamente a minha própria moral, posto que ela é individual, mas jamais aos meus semelhantes, sem jamais abatê-los ou me utilizar de qualquer fraude, mantendo sempre impoluta a ética do meu caráter e da minha personalidade espiritual. O resto correu por conta dos meus outros atributos, principalmente da minha coragem e da minha boa vontade, que me forneceram novas ideias dentro de uma corrente quase perfeita, que me orientou sobre o árduo e doloroso caminho a ser seguido.

E todas essas ideias são minhas, somente minhas, pois que são oriundas do meu próprio espírito, do meu próprio poder criador, que eu adquiri com muita luta, com muito esforço, com sofrimentos atrozes que somente eu e os espíritos de luz que formam a plêiade do Astral Superior podem saber, já que eles acompanharam muito de perto os dolorosos ferimentos que tive que fazer em minha própria alma, mas que agora estão sendo cicatrizados, e bem cicatrizados, pela extrema felicidade que sinto em fazer o bem a toda a minha humanidade.

Mas sendo todas estas ideias produtos da minha própria lavra, eu não poderia jamais deixar de reconhecer as inspirações advindas do alto, que tinham que vir em meu auxílio, pois que delas eu fui merecedor, pois nunca perdi um só instante no cumprimento da minha missão espiritualizadora cá neste mundo Terra, e também não poderia fazer tudo sozinho, sem qualquer auxílio do Astral Superior, seria tal fato uma injustiça para comigo, pôr-me aqui neste mundo sozinho a enfrentar os exércitos da ignorância e os seus aliados, além das falanges de obsessores que se juntaram com o intuito de me derrotar, e até para me desencarnar, o que tentaram por várias vezes, tendo como armas principais apenas a minha inteligência, a minha coragem e a minha boa vontade. Seria uma guerra tremendamente desigual, um apenas contra bilhões e bilhões de seres humanos ignorantes, com estes tendo ainda o reforço de um número incontável de espíritos quedados no astral inferior, que são os seus aliados, atacando-me a todos os instantes, sem um instante sequer de trégua.

Vejamos agora o que afirma o notável Luiz de Souza sobre as virtudes das minhas inspirações, que muito me ajudaram, quando em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 30, ele assim se expressa:

Cumpre não adormecer diante de uma boa iniciativa que se haja formulado para o bem comum, para o estímulo de outras da mesma espécie e para a elevação do nível social. O espaço (leia-se Universo, digo eu) está impregnado de boas ideias, emitidas por seres esclarecidos, que se forem captadas (leia-se sintonizadas e criadas novas ideias, digo eu) e convertidas em iniciativas, devem florescer e frutificar para regojizo da coletividade.

Cumpre, no entanto, não exagerar as virtudes da inspiração, PARA NUNCA ATRIBUIR A FORÇAS EXTERNAS AS SUAS PRÓPRIAS IDEIAS (grifo e realce meus)”.

Eu sei perfeitamente que cabe ao espírito esclarecido não fazer de si, notadamente dos seus predicados, quer sejam eles realmente procedentes, ou meramente supostos, em qualquer conversa mantida com os que se encontram a lhe rodear, o centro da conversação, aquele que refere tudo ao próprio “eu”, tomado como sendo o centro de todo o interesse da conversa, para que assim não demonstre para a coletividade ser partidário do egocentrismo, e se realmente o for, que procure logo agir no sentido de se corrigir.

Nunca, mas nunca mesmo, em qualquer roda de conversa que eu participasse, jamais tomei qualquer iniciativa neste sentido, preferindo sempre me manter ao largo do teor da conversa, principalmente porque não me achava possuído de qualquer importância para que assim pudesse adotar tal procedimento. Já aqui, na minha obra explanatória acerca de A Filosofia da Administração, eu procuro me conservar afastado o máximo possível das atenções do leitor, desprendendo um imenso esforço na tentativa de fazer sobressair apenas as minhas ideias, que são postas no âmbito da realidade, mas não tanto que esse afastamento venha a afetar o teor da minha explanação, ocasionando a que ela se torne apenas um emboço da verdadeira massa que pretendo fixar nos corpos mentais dos seres humanos, cuja massa é de trigo, e não de joio, para que assim possa servir de alimento definitivo para as suas almas.

Assim, eu não posso jamais me furtar de efetuar os registros das minhas próprias experiências científicas e saperológicas, as quais me proporcionaram penetrar profundamente no campo da sabedoria, para que através desta eu pudesse apreender a verdade, certificando-a e estendendo todo o seu vasto campo de conhecimentos metafísicos, para com ambas adentrar no âmbito da razão, estabelecendo neste mundo a realidade universal. Afinal, eu sou também o explanador do Racionalismo Cristão, e todos os veritólogos que participaram do processo de formação da sua doutrina muito se empenharam em preparar o meu retorno a este mundo, assim como outros grandes espíritos também se empenharam para anunciar a esta minha vinda, para que assim a espiritualização da nossa humanidade fosse finalmente concretizada.

Em função disso, eu indago: por qual razão, então, eu deveria relevar e olvidar dos esforços desprendidos por esses fabulosos e evoluídos espíritos? Para sair da razão e retornar à fase da imaginação, vendendo as imagens da  modéstia e da simplicidade, que assim seriam falsas, sendo insincero com os meus companheiros de humanidade? Isto jamais! Além do mais, eu tenho a máxima obrigação de revelar a este mundo qual o estágio evolutivo por mim alcançado, a maneira como ele foi alcançado, e qual a sua importância no contexto tanto da nossa humanidade como no das outras humanidades que nos seguem na esteira evolutiva do Universo. Assim, eu tenho por obrigação transmitir as minhas experiências físicas.

Todo aquele que realmente sabe pensar e raciocinar, e que queira se situar no âmbito da realidade, somente aceita aquilo que diz respeito diretamente à razão, unicamente por intermédio da sabedoria, tendo esta como fonte somente a verdade. Os veritólogos anteriores a Sócrates não conseguiram formar uma doutrina em que a verdade estivesse nela contida. No entanto, Sócrates, ao que parece, foi o nosso primeiro saperólogo, pelo fato de haver tratado da mais pura sabedoria, consoante os registros históricos, pois primeiro reconheceu com a máxima sinceridade que nada sabia a respeito da verdade, por intermédio das suas famosas palavras “Só sei que nada sei”. Depois ele conseguiu compreender que o intelecto, por intermédio do pensamento, e muito menos através dos sentidos, não é o órgão adequado e nem indicado para se perceber e captar a verdade, quando afirmou que “a visão do pensamento começa a enxergar com agudeza quando a dos olhos tende a perder a sua força”, conforme consta na obra de Platão denominada O Banquete. Então como é que a comunidade científica pretende enxergar a realidade universal própria deste mundo enxergando com os próprios olhos da cara, para conseguir a visão real das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais? Como é que a comunidade científica pretende conceber a realidade deste mundo raciocinando com a imaginação, através das representações de imagens, combinando-as, ao invés de raciocinar com a concepção, através da formulação de ideias, associando-as? Na mesma obra citada acima, Sócrates afirma o seguinte:

A minha esperança de chegar a conhecer os seres começava a se esvair.

Pareceu que deveria me acautelar, a fim de não vir a ter a mesma sorte daqueles que observam e estudam um eclipse do Sol. Algumas pessoas que assim fazem estragam os olhos, por não tomarem a precaução de observar a imagem do Sol refletida na água ou em matéria semelhante. Lembrei-me disso e receei que a minha alma viesse a ficar completamente cega, caso eu continuasse a olhar com os olhos para os objetos e tentasse compreendê-los através de cada um dos meus sentidos. Refleti que devia buscar REFÚGIO NAS IDEIAS e procurar nelas a verdade das coisas (grifo e realce meus). Assim, depois de ter tomado como base, em cada caso, a ideia, que é, ao meu juízo, a mais sólida (grifo meu), tudo aquilo que lhe seja consoante eu o considero como sendo verdadeiro, quer se trate de uma causa ou de outra coisa qualquer (leia-se efeito, digo eu), e aquilo que não lhe é consoante, eu o rejeito como erro”.

Que o amado leitor não se impaciente com estas quase intermináveis explanações preliminares em relação a este tópico referente a ideia, pois que elas estão aqui sendo postas para o seu próprio bem, para o seu maior esclarecimento, uma vez que elas são preparatórias para a devida compreensão das obras verdadeiramente úteis postas nos grandes livros que transmitem o bem. Então eu solicito penhoradamente um pouco mais de paciência por parte do meu querido leitor. Mas, de qualquer maneira, em relação àquilo que me compete, talvez eu possa amenizar e suavizar um pouco mais a essa sua impaciência, procedendo a uma leve demonstração da linguagem a ser utilizada para a transmissão das ideias que compõem uma obra e são postas em livros.

Pois bem, não foi somente Platão, ou Sócrates, quem evidenciou a grande importância das ideias para a devida compreensão da realidade da vida, outros grandes vultos da nossa história também puderam conceber as suas grandes importâncias para a concepção da realidade da vida, entre eles se distingue Buchner, assaz preocupado com a facilidade de compreensão e clareza na exposição das obras postas em livros, quando ele assim se expressa com acerto:

Nós nos esforçaremos de exprimir as nossas ideias em linguagem que esteja ao alcance de todo o mundo e se apoiando sobre fatos conhecidos e de fácil apreciação, para evitarmos com cuidado esse palavrório metafísico que a filosofia especulativa, especialmente a filosofia alemã, tem desacreditado aos olhos dos sábios como aos olhos dos profanos. Está na natureza mesma da Filosofia se tornar o patrimônio de todos. Passaram os tempos das fanfarrices e do charlatanismo filosófico e, como diz muito bem Cotta, das peloticas intelectuais. Possam os nossos filósofos alemães reconhecer, enfim, que as palavras não são fatos e que é preciso falar uma linguagem inteligível para ser compreendido”.

Eu creio que já devo ter conseguido que o caríssimo leitor tenha podido conceber uma ideia mais apropriada a respeito da própria ideia. Mas devo previdentemente insistir nessa sua concepção, pois que ela deve ser estendida para todo o mundo, consoante as palavras de Buchner, uma vez que para proceder ao empuxe da fase da imaginação para a fase da concepção, onde se encontra a razão, ele requer necessariamente que se minimize ao máximo a tensão que existe entre as duas fases, provocando assim a estabilização nesta última. Vejamos o que com certa eloquência nos diz Hume sobre isso:

O universo em que estamos é sempre o universo da nossa imaginação, nem temos nenhuma ideia daquela que seja produzida fora dele (grifo meu)”.

Estando posto fora do âmbito da imaginação, portanto, fora da irrealidade da vida, tendo adentrado no âmbito da realidade universal, na qual este mundo se encontra contido, convém agora ao querido leitor formar uma pequena ideia acerca da Saperologia e do que ela representa para a nossa humanidade, já que muitos põem a verdade acima de tudo, quando, na realidade, ela é a fonte da sabedoria. E não vou ser eu quem vai formar essa ideia na mente do meu amado leitor, pois que a formação da minha verdadeira ideia o leitor somente poderá concretizar ao final das minhas obras explanatórias, e ainda com o devido complemento da obra relativa aos meus ideais a serem fixados no seio da nossa humanidade. Portanto, quem vai formar essa ideia na mente do leitor será Eduardo Prado de Mendonça, autor de uma grande obra denominada O Mundo Precisa de Filosofia, que em alguns trechos contidos nas páginas 11 a 16, transmite com rara modéstia e bastante simplicidade a sua ideia da seguinte maneira:

Nem sempre temos a nítida noção do poder que possuem as ideias. E o nosso objetivo é refletir sobre a força das ideias.

É tempo de refletir sobre isto, pois estamos no alvorecer da era da Filosofia no mundo (grifo meu).

À era do predomínio militarista da antiguidade, sucedeu uma era de predomínio religioso (leia-se credulário, digo eu); a esta sucedeu uma era do predomínio econômico e, depois, uma era do predomínio político. Houve quem dissesse que a guerra era assunto muito sério para ser resolvido por militares; pois, do mesmo modo, diremos que a vida humana é assunto muito sério para ser resolvido por políticos. Chegou o momento em que a presença do filósofo aparece como inadiável, e a Filosofia é reclamada por sua irrefutável necessidade. Eis porque dizemos tranquilamente que estamos no alvorecer de uma era da Filosofia (grifo meu).

O homem é um animal racional, ele  não pode agir sem usar a sua razão (grifo meu), e, quando ele não o faz de uma forma consciente e filosófica, ele o faz irrefletidamente e como diletante. Isto vale para todo mundo, mesmo para aqueles que se acreditam desligados de qualquer filosofia: eles são precisamente ‘filósofos diletantes’, que, manifestando um desprezo pelos trabalhos de homens de uma capacidade intelectual infinitamente superior (grifo meu), constroem as suas próprias filosofias, inúteis e medíocres.

a Filosofia é justamente uma das maiores forças ESPIRITUAIS que nos impedem de soçobrar na barbaria e nos ajudam a permanecer homem e a vir a sê-lo cada vez mais (grifo e realce meus).

É necessário convir com Whitehead, quando compara os sucessos de um Alexandre, de um César e de um Napoleão aos resultados infrutíferos em aparência que obtém o filósofo: É O PENSAMENTO QUE TRANSFORMA A FACE DA HUMANIDADE (grifo e realce meus)”.

Essa verdadeira ideia do autor é completada com a ideia de Payot, que em sua obra La Philosophie Contemporaine en Europe, transmite-a assim:

“O filósofo, posto em ridículo pelo povo, vivendo entre os seus pensamentos inofensivos, é, na realidade, uma potência terrífica (grifo meu). O seu pensamento tem o efeito da dinamite. Ele segue o seu caminho, ganha homem por homem, e toca as massas. CHEGA O MOMENTO EM QUE TRIUNFA DE TODOS OS OBSTÁCULOS E REGULA A MARCHA DA HUMANIDADE (grifo e realce meus)… Eis porque os que desejam saber em que direção está a rota fazem melhor prestar atenção não aos políticos, mas aos filósofos: O QUE OS FILÓSOFOS ANUNCIAM HOJE SERÁ A CRENÇA DE AMANHÃ (grifo e realce meus)”.

É sabido que Platão foi a encarnação imediatamente anterior à encarnação de Jesus, o Cristo, cuja ideia acerca do racionalismo antecedeu a ideia do Racionalismo Cristão, que agora está estabelecendo o embrião do instituto do Cristo no seio da nossa humanidade. Como Platão, considerado por todos na condição de saperólogo, mas que também era ratiólogo, ele torna ciente que as experiências estão em constantes mudanças, sendo relativas, por isso não se pode nelas encontrar a verdade, já que esta não muda, por ser absoluta, mudando apenas as opiniões, que são subjetivas e triviais. Então, além da experiência física, tem que haver um universo metafísico cognoscente, de onde devemos tirar todas as nossas ideias primárias, e destas novas ideias que sejam todas também de natureza física, para que assim possamos adquirir o verdadeiro Saber, que implica no Saber, por excelência, e que é completamente diferente da realidade empírica, posta pela comunidade científica. Johannes Hessen, em sua obra Teoria do Conhecimento, a página 63, transmite-nos de certo modo essa ideia, de certo modo sim, mas bastante inteligível, da seguinte maneira:

A forma mais antiga do racionalismo se encontra em Platão. Ele está convencido de que todo o verdadeiro saber se distingue pelas notas da necessidade lógica e da validade universal. Pois bem; o mundo da experiência se encontra em contínua alteração e mudança. Por conseguinte, não pode se procurar um verdadeiro saber. Como os eleáticos, Platão está profundamente penetrado da ideia de que os sentidos não podem nunca nos conduzir a um verdadeiro saber. O que lhes devemos não é um saber, mas sim uma simples opinião. Por conseguinte, se não devemos desesperar da possibilidade do conhecimento, tem que haver, além do mundo sensível, outro suprassensível (leia-se metafísico, digo eu), do qual tire a nossa consciência cognoscente os seus conteúdos. Platão chama a este mundo suprassensível o mundo das ideias (leia-se fontes das ideias, digo eu). Este mundo não é simplesmente uma ordem lógica, mas ao mesmo tempo uma ordem metafísica, um reino de essências ideais, metafísicas. Este reino se encontra, em primeiro lugar, em relação à realidade empírica. As ideias são os modelos das coisas empíricas, as quais devem a sua maneira de ser, a sua essência peculiar, à sua ‘participação’ nas ideias”.

É por isso tudo que a verdade, sendo captada pela percepção oriunda do criptoscópio, por ser metafísica, é a fonte da sabedoria, que por sua vez é criada pela compreensão oriunda do intelecto, por ser física. Em sendo a verdade a fonte de tudo, é justamente com base nela que nós devemos criar as nossas ideias, e sempre baseados nela formarmos novas ideias, pelo fato de que assim elas se associam umas com as outras, em função da verdade formar um todo, em razão dela ser absoluta e universal. Mas nunca e jamais das imagens daquilo que nós observamos através dos nossos sentidos, principalmente através dos olhos da cara, que assim como as imagens são próprios deste mundo, são eles mesmos quem transmitem essas imagens para o nosso cérebro, materializando tudo, proporcionando a ilusão da matéria. Em sendo assim, somente a concepção da razão nos traz a realidade, por isso difere totalmente da imaginação, que somente nos traz a irrealidade. R. Jolivet, em sua obra Curso de Filosofia, a página 33, ratifica plenamente esses meus dizeres, ao dizer:

A ideia, ou conceito, é a simples representação intelectual de um objeto. Difere essencialmente da imagem, que é a representação determinada de um objeto sensível.

O termo é a expressão verbal da ideia. Do ponto de vista lógico, é necessário distinguir o termo da palavra. O termo pode de fato comportar várias palavras (por exemplo: o bom Deus, alguns homens, uma ação de estrondo), que, entretanto, constituem uma única ideia lógica.

A compreensão é o conteúdo de uma ideia, isto é, o conjunto de elementos de que uma ideia se compõe. Assim, a compreensão da ideia de homem implica os elementos seguintes: ser, vivente, sensível, racional.

A extensão é o conjunto de sujeitos a que a ideia convém. É assim que a ideia de homem convém aos canadenses, aos franceses, aos negros, aos brancos, a Pedro, a Tiago, etc.”.

Apesar de eu ser tachado constantemente de doido e tantas outras adjetivações correlatas, além de soberbo, troglodita e tudo mais, mas que não deprecia de modo algum o meu real valor, sendo estas as  maiores impressões imaginativas que causo nos meus semelhantes, o que não ligo a mínima para isso, pois que sou perfeitamente ciente das limitações intelectuais dos meus detratores, cujo termo considero demasiadamente pesado para eles, pois que em sua quase totalidade existe um grande bem-querer em relação a mim, cuja recíproca é mais do que verdadeira, sendo esta ainda devidamente acompanhada da amizade e do amor espirituais, mas que mesmo assim vou manter esse termo, por simples castigo, como se agora fosse uma leve palmada em suas mentes ainda muito atrasadas, para o meu maior amargor; devo afirmar, tranquila e convictamente, que não apenas eles, mas toda a minha humanidade, consoante o parecer da sabedoria, é quem são realmente os verdadeiros doidos. Parece até uma grande petulância da minha parte, típica de um ser humano completamente doido, totalmente sem juízo, no entanto, é a mais pura realidade, por isso eu não posso deixar de afirmar, dada a inviolabilidade da minha sinceridade.

Então, sem mais delongas, como ambos afirmam, mútua e reciprocamente, a loucura uma parte da outra, vamos entrar no seguinte acordo: eu sou doido à minha maneira, e a nossa humanidade é doida à sua maneira. Assim, o rumo que eu estou sozinho a tomar, é o rumo contrário ao que ela agora está tomando; e o rumo que ela sozinha resolver a tomar, sem os meus ideais, é o rumo contrário ao que eu estarei tomando, o qual não muda a rota da minha evolução, que é a minha própria trajetória evolutiva, e esta já se encontra por mim planejada, tendo o seu rumo por mim já traçado, tendo como meu grande mentor o próprio Jesus, o Cristo, já que procuro seguir os seus rastros luminosos no âmbito universal, e não terreno.

No entanto, há uma possibilidade para que possamos todos unidos seguir o mesmo rumo, mas existem alguns fatores que são fundamentais para esta união, os quais dizem respeito, única e exclusivamente, apenas a mim, e dos quais eu não abro mão, por hipótese alguma, nem que a vaca tussa, como assim fala o linguajar popular mais rasteiro, mas que esse linguajar tem a sua real procedência, já que a jumenta bíblica fala racionalmente, ao contrário de como fala a classe sacerdotal, que segue a esse livro dito sagrado, e que é a mais doida de todas as classes que existem nesse mundo afora de meu Deus. Ora, se a jumenta bíblica fala por que então a vaca não pode tossir? E mais: nem que esta civilização venha a ser extinta, aumentando o rol das que já foram extintas no passado. Esses fatores são os seguintes:

  1. Eu não me arrebanho;
  2. Eu não me deixo tornar cativo do ambiente terreno;
  3. Eu não me deixo impressionar pelo que quer que seja;
  4. Eu posso até escutar, por cortezia, mas não sigo aos conselhos de nenhum ser humano;
  5. Eu somente pratico as minhas ações em conformidade com a minha própria consciência, pois sei perfeitamente que ela coordena o meu criptoscópio e o meu intelecto;
  6. Eu sei que este meu presente é o reflexo direto do meu passado;
  7. Eu sei exatamente quem fui na encarnação passada;
  8. Eu sei exatamente o que fiz na minha encarnação passada e porque vim a este mundo novamente;
  9. Eu sei exatamente o local para onde retornei quando na minha encarnação passada desencarnei;
  10. Eu afirmo que o local para onde retornei, quando na encarnação passada desencarnei, não é o mesmo local de onde eu vim novamente ao reencarnar neste mundo;
  11. Eu sei a localização quase exata deste mundo, em que agora estou temporariamente habitando, no contexto universal;
  12. Eu sei exatamente o que aqui estou fazendo;
  13. Eu sei o local para onde devo retornar após a minha desencarnação, que é um lugar análogo ao que vim;
  14. Assim como eu sei que este meu presente é o reflexo direto do meu passado, sei também que o meu futuro será o reflexo direto deste meu presente;
  15. Com base neste meu presente, eu já planejei e preparei todo o meu futuro;
  16. Eu sei perfeitamente o estágio evolutivo que alcancei no presente, e sei perfeitamente também o estágio evolutivo que alcançarei daqui a 2.000 anos;
  17. Eu sei que vou me desligar da minha humanidade, após a minha desencarnação;
  18. Eu sei o que farei desligado da minha humanidade, nos próximos 4.000 anos;
  19. Eu sei o que a minha humanidade fará sem mim, nos próximos 4.000 anos;
  20. Eu sei que retornarei para a minha humanidade, daqui a 4.000 anos.

E agora eu indago: o que sabem os seres humanos acerca das suas vidas? A resposta é mais do que óbvia. Nada! E estando assim completamente desorientados, só lhes resta uma única alternativa: seguir sendo levados ao sabor da forte ventania causada pelos sentimentos inferiores e pelos pensamentos negativos que formam o ambiente pesado e infecto deste mundo, e que tornam por demais proceloso esse mar de lama em que todos se encontram a navegar, o qual eu fui constatar in loco, pessoalmente, através das minhas experiências científicas, por isso todos ficam com medo e sem forças para remar com convicção em sentido contrário, para que assim possam seguir os seus próprios caminhos, consoante as suas próprias consciências, já que a consciência é a única que ora em diante pode indicar o Norte por onde cada um deve seguir, no âmbito da espiritualidade.

Mas eu vim novamente a este mundo para fornecer um novo rumo para as vidas dos seres humanos, para indicar a rota segura a ser seguida que os levem de encontro à realidade, para pavimentar a estrada que todos deverão trafegar seguindo o caminho da espiritualidade. E tanto para toda a nossa humanidade, como também para você, meu querido leitor, já que você obviamente nela se encontra incluído. É a decretação do final desta Grande Era que ora se extingue, e a determinação do início de uma Grande Era que ora se aproxima, a Era da Razão, que chegou para todos os seres humanos, por intermédio da espiritualidade posta pelo Racionalismo Cristão. Por isso, eu não retornei a este mundo como advogado, como consultor jurídico, como político, como jornalista, como escritor,  mas sim como cientista, para me tornar um saperólogo e depois um ratiólogo, e como tal conduzir os rumos da nossa humanidade, demonstrando para todos como procedi para alcançar a esse estágio evolutivo, de acordo com o método contido em uma das minhas obras explanatórias, que se encontra no site pamam.com.br. Mas trouxe cá comigo todos esses talentos, inclusive o meu talento de advogado, pois que fui nomeado pelo Astral Superior como sendo o patrono da nossa Grande Causa. Releia agora o dizer de Payot posto um pouco mais acima, para que assim possa confirmar plenamente como ele está correto.

É certo que eu vou me desligar da minha humanidade e passar 4.000 anos dela ausente. Mas aqueles que forem compreendendo as minhas explanações, deverão ser os primeiros a se tornar racionalistas cristãos, colaborando com a Grande Causa da nossa humanidade, trabalhando e se esforçando ao máximo para estabelecer os meus ideais que deixarei fixados na face da Terra. Assim, quando do meu retorno, todos nós, eu, você  e toda a nossa humanidade, seguiremos juntos o mesmo rumo, que é o rumo do verdadeiro cristianismo, quando todos os seres humanos se tornarão realmente cristãos, que muitos julgam que são, mas que não possuem a mínima ideia daquilo que representa ser realmente cristão, a ideia do verdadeiro cristianismo, que não é credulário, posto que não é sobrenatural. Espero que o meu nobre leitor possa agora estar formando uma nova ideia acerca da verdadeira realidade da vida, que não é formada com base na imaginação, através das representações de imagens, em suas combinações, mas sim com base na concepção, através das formulações de ideias, em suas associações, onde se encontra a razão, que somente pode ser alcançada por intermédio da coordenação entre a verdade e a sabedoria.

Caso eu resolvesse fazer a devida distinção entre os dois tipos de loucura, a minha e a da nossa humanidade, poderia correr o risco de algum ser humano mais desavisado guardar algum rancor em sua alma contra mim, por mais que eu me esforçasse por empregar as palavras mais amenas, mais suaves e mais carinhosas. E como eu quero evitar a esse desprazer, não por parte de mim, que não ligo para os devaneios da imaginação, mas por parte de alguns seres humanos, que não devem permitir que os rancores venham a manchar as suas almas, e que assim consigam formar uma concepção realística a respeito da minhas ideias, eu vou recorrer então a Antônio Cottas, que em seu discurso proferido na Casa Chefe do Racionalismo Cristão, por ocasião do aniversário da desencarnação de Luiz de Mattos, em 15 de janeiro de 1939, cujo discurso se encontra inserido na obra Discursos de Antônio Cottas, a página 96, pronunciou-se para os presentes da seguinte maneira:

De louco foste apodado tu. Loucos serão eles e todos os que se distanciarem da vida de comédia em que tantos se encontram (grifo meu), mas que importa isso?

Francisco Xavier (o santo em vida) não foi tido como louco nas cortes portuguesas, nas confrarias e nas naus às portas da Índia? E hoje, o louco não figura no calendário dos santos fabricados pelo Vaticano?

É de Antônio Vieira: ‘Há doidices falsas e doidices verdadeiras. As falsas são as dos doidos que seguem a vaidade, as verdadeiras são as dos doidos que seguem o contrário da mesma vaidade’.

Assim é que Xavier com a cruz do Cristo, clérigo simples e bom, criticado pelos demais, salvava febrentos nas ruas de Lisboa, acalmava doidos com as suas rezas e doutrinas.

E então, povo e clero diziam: Ele parecerá doido, mas é santo.

Louco foi Galileu, loucos serão todos aqueles que firam a vaidade humana (grifo meu)”.

E toda essa doidice da vaidade humana chegou agora ao ápice do seu estágio, ocasionando o desentendimento entre todos os seres humanos, estabelecendo um verdadeiro caos em todos os níveis sociais, em que todos estariam continuando a viver nos moldes de um verdadeiro psitacismo, caso não fosse o Racionalismo Cristão, que espiritualizando a nossa humanidade, deverá proporcionar a que todos possam conceber a realidade da vida, através de novas e verdadeiras ideias.

Sendo completamente ignorantes dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, os seres humanos não conseguem formar uma ideia exata e real daquilo que as palavras abstratas verdadeiramente exprimem, ocasionando um tremendo desentendimento entre eles, que por isso somente conseguem se entender com a utilização das palavras concretas, que ao invés de serem físicas, são matérias. Tudo isso provoca o que se denomina de psitacismo. Como se estivesse se dirigindo diretamente a todos os bíblicos, quem vem confirmar tudo isso é o próprio Luiz de Mattos, em sua obra Cartas ao Cardeal Arcoverde, as páginas 237 e 238, assim:

Ouvi o Espírito da Verdade a que se referem os vossos Evangelhos, e que já está na Terra a revolucionar e a esclarecer a Humanidade, pela explanação (leia-se transmissão, digo eu) da verdade, a única esclarecedora e libertadora de corpos e de almas, como Jesus, o Cristo, afirmou.

Ele vos manda dizer, mestre cardeal Arcoverde, que de fato, os tempos são chegados, não só para que toda a Humanidade se esclareça, como para que o Vaticano, e assim vós e todos os vossos escravos e parceiros, tomem novos rumos e se cristianizem, como se cristianizar devem todos os povos, até ao fim do presente século. Mais: que não ficará pedra sobre pedra de tudo quanto existe, especialmente às 8 mil seitas que na Terra pontificam para provar que ninguém se entende, que o viver humano é uma balbúrdia (grifo meu), que todas estão erradas, e grandemente criminosa é a católica romana, porque se assim não fosse, uma só baseada em um só Grande Foco existiria e se denominaria como está se denominando o Racionalismo Cristão, único aceitável, por ser a Doutrina da verdade”.

Vejamos alguns exemplos desse psitacismo, através de algumas frases aleatórias postas em livro por dois autores, Umberto Padovani e Luís Castagnola, em sua obra conjunta denominada de História da Filosofia, e de outras por mim mesmo fornecidas, conforme abaixo:

  • A História da Filosofia é um todo homogêneo e inseparável artificialmente, e sem dúvida alguma o alfa e o ômega de toda a Filosofia, a parte mais importante dela, bastando compará-la em grau de importância e de eficiência com as outras partes da Filosofia, com a Psicologia, com a Lógica, com a Ética, com a Estética, com a Metafísica e o que mais haja, pois que com todas se confunde e se mistura, sendo-lhes cimento e liga, além de fundamento, alicerce e base de seu estudo e aprendizagem, não faltando quem a identificasse, inteiramente, com a própria Filosofia em si!”.
    • Como um ser humano pode compreender aquilo que nem mesmo os próprios autores compreendem? Nem eles e nem outro ser humano qualquer possuem a mínima ideia do que seja realmente a Filosofia, agora denominada de Saperologia, por ser o tratado da sabedoria, pois que ela se encontrava mesclada com a Veritologia, e assim eles nada sabem a respeito da verdadeira História da Saperologia, ainda se arvorando atrevidamente de que a sua história é a parte mais importante do seu contexto, sendo dela o alfa e o ômega, o cimento e a liga. Quanta petulância! Quanta vaidade! Quanta soberbia!
    • Também nada sabem a respeito da Psicologia, que é o tratado da alma, cuja formação e cujo desenvolvimento todos ignoram. Da Lógica, que é a arte de raciocinar com acerto, o que somente se consegue no âmbito da realidade, posta pela verdade, completada com a sabedoria e com ambas sendo coordenadas pela razão. Da ética, que é o conjunto dos atributos relacionais positivos que identifica tanto o saperólogo como o cientista, enquanto que o conjunto dos atributos individuais superiores forma a moral, que identifica tanto o veritólogo como o religioso, embora todos tenham que adquirir a ambas, pois que com elas se adquire a educação. Da Estética, que é o estudo racional do belo, quer quanto a possibilidade da sua conceituação, que tem que ser realizada com base na realidade, quer quanto a diversidade das ideias criadas tendo como fonte a verdade, que somente agora está sendo explanada para a compreensão de todos. E da Metafísica, uma das partes em que se divide o Universo, que diz respeito à propriedade da Força, cujos estudos são veritológicos e religiosos, enquanto que a outra parte, a física, que diz respeito à propriedade da Energia, tem os seus estudos realizados nos âmbitos saperológicos e científicos, em que estas duas propriedades contêm o espaço e o tempo que formam o próprio Universo, respectivamente, fornecendo as suas coordenadas, que são penetradas pela propriedade da Luz. E assim fica plenamente comprovado que nem os próprios autores sabem o que escreveram e nem os leitores sabem o que leram.
  • Apreciando a ideia de Hegel a respeito da História da Filosofia, Auguste Valensin, professor emérito da Faculdade de Letras de Lyon, em seu magistral livrinho: — ‘A TRAVERS LA MÉTAPHYSIQUE’ — Beauchesne. Ed. 1925, insinua que não são poucos os historiadores da Filosofia que ignoram já o que seja a História, já o que seja a Filosofia. Dessarte não faltaria quem reduzisse a História da Filosofia ao miserável papel de um caravançarai de opiniões. E de opiniões em permanente briga, acrescentamos nós”.
    • Para começo de tudo, Hegel é um veritólogo, e não um saperólogo, por isso ele não pode ser um criador de ideias, e mesmo sendo um veritólogo não conhece a verdade, não possui qualquer ideia acerca da realidade. Realmente não são poucos os historiadores da Saperologia que ignoram o que seja a História e o que seja realmente a Saperologia, são muitos, melhor dizendo, na realidade, são todos eles, pois se não sabem o que seja a Saperologia, não podem saber também acerca da sua história, como também nada sabem a respeito da história desta nossa civilização, pois que ela não deve se restringir à narração dos fatos em si, com interpretações imaginativas, mas sim em descrever esses fatos em conformidade com a execução do plano elaborado para a nossa espiritualização, como demonstrarei em seu teor por ocasião da explanação da mescla que sempre existiu entre a Veritologia e a Saperologia. E, por fim, a verdadeira História da Saperologia jamais poderia ser o abrigo de uma verdadeira caravana de opiniões, pois que ela não lida com a subjetividade, ainda mais quando as opiniões se encontram em verdadeira briga, como afirmam os autores, o que vem confirmar a própria existência do psitacismo.
  • Entretanto a verdade existe e é passível de conhecimento, para os intelectuais verdadeiros”.
    • Antes de tudo, os autores não sabem se a verdade realmente existe ou se não existe, pois que nunca a viram e nunca formaram uma ideia ao seu respeito, então não poderiam jamais afirmar a sua existência, quando muito poderiam dizer que ela deve existir, já que ignoram até a existência da própria Veritologia, pois a tudo eles denominam, equivocadamente, de Filosofia. Em decorrência, afirmarem que a verdade é passível de conhecimento, sem que possuam qualquer noção do local em que ela se encontra, como e por qual órgão mental ela é percebida e captada, de que modo ela é transmitida, se ela forma uma doutrina ou um sistema, e se ela tem alguma finalidade ou não, é uma tremenda incongruência.
    • E como que para comprovar a realidade de tudo que estou demonstrando, por conseguinte, as suas mais completas ignorâncias, concluem a frase afirmando que a verdade somente pode ser conhecida pelos intelectuais verdadeiros, quando, na realidade, o intelecto é o órgão mental da sabedoria, enquanto que o criptoscópio é o órgão mental da verdade.
    • Eu mesmo vi na televisão uma famosa atriz de telenovelas dizer com muito orgulho e até com certa vaidade que estava lendo este livro de onde eu retirei estas frases, como que querendo passar para o telespectador a imagem de uma mulher culta, letrada, e até erudita, mesmo ignorando completamente que ela mesma não sabia nada a respeito do que estava lendo, e nem mesmo os próprios autores não sabiam nada a respeito do que estavam escrevendo, sendo este um exemplo concreto de psitacismo.
  • O meu sentimento de amor por você me deixa muito triste.
    • Esta é uma frase muito utilizada no cotidiano da vida. Mas o que todos ignoram é que a sensibilidade é o elemento anterior de produção do ser humano, e que o sentimento é o elemento final de produção do ser humano, ambos no exercício da sua atividade básica, quando ele evolui por intermédio da propriedade da Força, o qual é utilizado no estudo da verdade, sendo, portanto, metafísico e relativo às vibrações do magnetismo. E que a amizade espiritual é o elemento anterior de produção do ser humano, e que o amor espiritual é o elemento final de produção do ser humano, ambos no exercício da sua atividade básica, quando ele evolui por intermédio da propriedade da Luz, sendo, portanto, raios de luz. E como os seres humanos ainda não conhecem a amizade espiritual e nem o amor espiritual, conhecendo apenas o amor familiar, que não é propriamente espiritual, pois que ligado diretamente pelos laços carnais, sendo ele um simples arremedo do amor espiritual, eles nada sabem em relação ao que dizem.
    • Desta maneira, a nossa humanidade confunde totalmente o sentimento com o amor, ignorando a ambos. Assim, ela tem que primeiro produzir a amizade espiritual, no que passará 4.000 anos para esse desiderato, para somente depois então poder produzir o amor espiritual, quando então poderá se tornar cristã, sendo justamente para estabelecer tudo isso em seu seio que eu aqui novamente me encontro. É por isso que a produção do amor familiar ou pelo sexo oposto às vezes pode deixar o ser humano muito triste, em face dos conflitos, dos desentendimentos e da inconstância decorrentes da imaginação, justamente porque neste mundo ninguém se entende, em função do psitacismo.
  • Abstrato é o conhecimento, por ser metafísico, e concreta é a experiência, por ser física.
    • A comunidade científica afirma que todo o conhecimento científico não é definitivo, justamente porque todo o seu conhecimento é oriundo de experiências materialísticas, então ela mesma não sabe o que seja o conhecimento e nem a experiência, e nem o que sejam os lados metafísico e físico do Universo, sendo concreto para ela apenas aquilo que julga seja a matéria, ou a ilusão da matéria. Em razão dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade haverem sido postos à disposição da humanidade apenas a partir de 1910, por intermédio da doutrina do Racionalismo Cristão, sendo eles explanados somente agora, por meu intermédio, os desentendimentos entre os seres humanos, não apenas os desentendimentos que geram conflitos, mas os desentendimentos de comunicação, estavam tendendo a se agravar cada vez mais, com todos não compreendendo o que todos estavam a falar, o que o termo psitacismo exprime com clareza esse estado mental de confusão geral.

Como visto através dos exemplos postos logo acima, os seres humanos ainda não possuem a compreensão exata dos significados reais das palavras que utilizam, a não ser das palavras mais simples de natureza concreta, por isso eles mesmos ignoram que estejam vivendo em um verdadeiro psitacismo, como demonstra inclusive a ignorância desta própria palavra. Farias Brito, em sua obra Finalidade do Mundo – 1º Volume, as páginas 220 a 222, dá-nos uma boa ideia a respeito do psitacismo, ao descrevê-lo da seguinte maneira:

Quantas vezes, por exemplo, não nos acontece em nossos centros de literatura tão exageradamente eivados de positivismo, ouvir, aliás, de pessoas perfeitamente esclarecidas, esta afirmação categórica: — A metafísica está morta. Entretanto, pergunta-se: — Mas o que é e em que consiste a metafísica? — E não nos sabem responder? E quando alguns se atrevem a tentar defini-la, é curioso observar que não se encontram duas pessoas que a compreendem do mesmo modo. E isto que tão frequentemente se vê entre pessoas que não se dão senão acidentalmente e por mera distração ao estudo destes problemas, é o que igualmente se observa entre os autores de tantos tratados. Assim para uns, como os escolásticos, a metafísica é a ciência das primeiras causas e dos primeiros princípios: estes remontam à definição de Aristóteles. Para outros é a ciência do ser considerado em absoluto, sendo que nada é mais vago do que isto que nada exprime. Outros definem ainda a metafísica — o conhecimento das coisas sobrenaturais. — Mas o que é sobrenatural, excede aos limites da inteligência, não pode ser objeto do conhecimento. Nestas condições, tem razão os sectários do positivismo, quando afirmam que a metafísica está morta. Mas a metafísica não é nada disto; e o que se deduz desta extrema confusão e deplorável incerteza é a ignorância que ainda se nota quanto à verdadeira e legítima significação desta, COMO DE OUTRAS PALAVRAS (grifo e realce meus).

Tratando-se da metafísica, nada disto deve parecer estranho, porque o conceito da metafísica é de si mesmo extremamente obscuro. Mas isto se dá do mesmo modo com palavras cuja significação não se acredita, à primeira vista, possa ser posta em dúvida. Assim, o direito, o dever, noções tão comuns; a Filosofia, a moral, palavras tão conhecidas, são, não obstante, termos que precisam de ser claramente definidos, nem há entre os diferentes autores, verdadeiro acordo quanto ao modo por que devem ser interpretadas. Abri um publicista qualquer, abri qualquer tratado de moral: por quantos modos não é interpretado o dever, quantas opiniões divergentes e às vezes até opostas não são apresentadas sobre a intuição do direito? E a palavra liberdade, para terminar com um exemplo decisivo, quantas pessoas a compreendem do mesmo modo? Entretanto, não há palavra em que mais se fale, nem há princípio pelo qual mais se lute.

É a palavra de ordem dos oradores da tribuna política; é o princípio que inflama os patriotas de todos os tempos e de todos os países, a força que faz as revoluções. Mas quantas pessoas saberão dizer com precisão e clareza o que é a liberdade?

Tratando-se das ciências físicas e matemáticas, tudo é claro e preciso (depois veremos que também não os são, digo eu), nem há acerca de cada coisa mais de uma opinião e uma ideia. Mas no domínio moral e psicológico, não: tudo é vago e incerto, tudo é indefinido e nebuloso, POR TAL MODO QUE ACERCA DE CADA ASSUNTO EM RIGOR NÃO SE ENCONTRAM DUAS PESSOAS QUE PENSEM ABSOLUTAMENTE DO MESMO MODO (grifo e realce meus). Por quê? Por dois motivos: 1º) porque sobre os fatos de ordem moral e psicológica não há ciência ainda; 2º) porque é tendência geral aplicar a esses fatos o mesmo critério e os mesmos conceitos com que são ordinariamente interpretados os fenômenos físicos, e com isto se faz violência à própria organização do espírito, que não podendo se submeter a uma disciplina incompatível com o mecanismo intelectual, deixa o caminho indicado pela razão para se entregar aos voos desordenados da fantasia”.

É o pensamento quem define tudo e possibilita a compreensão das palavras. Mas mesmo que o saperólogo consiga se transportar em pensamento ao Tempo Futuro, ele nada lá irá conseguir, além de um pouco de sabedoria. Para que ele possa realmente definir todas as palavras, ele tem que apreender a verdade e com ela se elevar ao Espaço Superior, ao mesmo tempo se transportando ao Tempo Futuro, podendo com a sua luz astral penetrar nas coordenadas do Universo, quando então se universaliza. Assim, e somente assim, ele consegue apreender tudo o que seja metafísico e formular as ideias a respeito, tornando-as físicas, não materiais, pois, como disse Hamilton:

Uma águia não pode sair da atmosfera em que gira e que a sustenta, do mesmo modo o espírito não pode exceder a esfera da limitação na qual e pela qual se realiza exclusivamente o pensamento”.

Sem que o sentimento do veritólogo não venha a servir de fonte para o pensamento do saperólogo, este nada pode fazer para estabelecer a realidade neste mundo, já que ambos se encontram mesclados nas atividades correspondentes aos seus respectivos tratados, pois que enquanto o veritólogo destrói a irrealidade na parte metafísica que lhe cabe, o saperólogo constrói a realidade na parte física que lhe cabe, tendo por base a verdade. E sem que seja procedida a uma segregação racional entre um e outro, para que os seus respectivos tratados possam ser observados e avaliados, a verdade e a sabedoria serão sempre consideradas como sendo algo inerente à Filosofia, cujo termo é inadequado, sendo correto o termo Saperologia, e cuja mescla gera confusão. É por isso que Farias Brito, em sua obra A Base Física do Espírito, as páginas 12 e 13, expressa-se da seguinte maneira:

Em vão procurar-se-ia entre os contemporâneos a majestade olímpica de um Aristóteles, a paz lumiosa e serena de um Platão. Há, somente, a ânsia de destruir, a preocupação de produzir alguma coisa de novo, como se a verdade pudesse estar subordinada aos caprichos da fantasia, ou às ambições desregradas e insaciáveis da vontade (leia-se dos desejos, digo eu). É como se o espírito, libertando-se da autoridade dos antigos, desvairasse, ao se sentir livre na extensão infinita em que lhe foi dado girar. O resultado é que de novo se faz o caos no pensamento, não se encontrando, na variedade incalculável de espíritos que se exibem, DOIS QUE SE ENTENDAM (grifo e realce meus): desorientados por tamanha desordem, os filósofos, faltando-lhes um ponto de apoio, desertam, e vão procurar repouso em outra parte; e daí começam, eles próprios, a declamar contra a Filosofia. É a debandada no campo da própria carneirada filosófica, para falar em moldes nietzschianos, e, tratando-se de debandada, é bem sabido que a confusão, uma vez estabelecida, produz logo as mais desastradas consequências. É o caso de dizer: pobres filósofos”.

Os seres humanos devem sempre partir dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, coordenando-os com as experiências físicas acerca da sabedoria, para que com ambos possam formar as ideias físicas acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, sem que jamais formem imagens, materializando tudo, pois desta maneira gera a incompreensão das palavras, que leva ao desentendimento, ocasionando o psitacismo. Assim, as ideias tomam a conotação de serem abstratas, mas que na realidade são físicas, e desta maneira elas definem todas as palavras, através do pensamento. Vejamos o que R. Jolivet, em sua obra Curso de Filosofia, a página 202, diz-nos sobre isso:

  • A concepção das ideias (grifo meu).
    • A ideia é abstrata e geral. Já dissemos o quanto os espíritos jovens têm dificuldade em assimilar o que é abstrato Devemos agora voltar a este ponto, para precisá-lo.
  • A Abstração.
    • Um bom método de formação intelectual quer que partamos, em tudo, do concreto: a criança experimenta uma verdadeira antipatia pela abstração, porque não compreende e só representa para ela palavras mais ou menos vazias de sentido.
    • As noções gerais, fim da formação do espírito: faz-se mister, contudo, sair do concreto e do singular, pois o que a educação intelectual nos pretende dar são as noções gerais, portanto, necessariamente abstratas. As lições de coisas devem encaminhar as lições de ideias; do contrário serviriam de quase nada para a cultura intelectual. Chegar-se-á até aí progressivamente e tomando o cuidado de sempre manter contato com os fatos, as observações particulares, nas quais se apoiam as ideias abstratas. Pouco a pouco, CHEGAR-SE-Á A SE HABITUAR A PENSAR POR IDEIAS, AO INVÉS DE PENSAR POR IMAGENS (grifo e realce meus), e, pois, a grupar os seus conhecimentos de maneira lógica.
  • A generalização. — A criança generaliza com uma extrema facilidade, mas, muitas vezes, atabalhoadamente, apoiando-se nas semelhanças mais longínquas e mais fantasistas. Já para a criança pequena, todos os homens são ‘papás’. Em uma idade mais avançada, esse instinto generalizador se torna mais circunspecto, mas permanece facilmente prematuro e arbitrário, sem que a experiência seja bem sucedida em corrigir este defeito.
    • As causas destas generalizações indiscretas, na criança, iremos encontrá-las na deficiência de vocabulário, na falta de reflexão e de conhecimentos precisos. No adulto, a causa é a irreflexão. Por isto é necessário aprender a refletir, coisa menos comum e menos fácil do que se pensa, porque supõe que se resista, graças a um esforço mais ou menos árduo, à tendencia ao menor esforço e à precipitação, e, sobretudo, que nos premunamos cuidadosamente contra a tendência a reduzir as coisas familiares para nós aos clichês feitos, que nos são habituais. O pensamento não se acomoda de forma alguma à confecção! Na ordem prática, que diz respeito às coisas singulares, é importante estar atento às diferenças das coisas e das pessoas, e não existe pior fonte de desinteresse do que substituir as realidades da vida por esquemas que se permutem uns aos outros.
  • O psitacismo. — AS PALAVRAS CARRREGAM IDEIAS (grifo e realce meus), e, como dissemos, dão-lhe rigidez e estabilidade. São indispensáveis. Mas têm os seus perigos: perigos de que todos nós somos mais ou menos vítimas, ao falar sem pensar, usando fórmulas feitas, cujo sentido exato nos escapa, e palavras ressonantes: Liberdade, Justiça, Tolerância, etc., que dissimulam ideias bastante vagas. Jamais se desconfiará suficientemente desta tendência a se contentar com palavras, sem ir às ideias. Devemos, por isso, estar prevenidos contra a propensão natural ao psitacismo, aplicando-nos em definir o sentido das palavras que empregamos para evitar a utilização de palavras cujo sentido ignoramos, para afastar as palavras sonoras que só escondem noções confusas E QUE SÃO APENAS INDÍCIOS DE UM PENSAMENTO POBRE E VAGO (grifo e realce meus)”.

Quanto mais o ser humano conseguir compreender os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, apreendendo-os em seu corpo mental, tanto mais poderá desenvolver e utilizar o seu poder pessoal para pautar as suas ações voltadas para o bem, e tanto mais poderosas serão as intuições do Astral Superior, para que com mais facilidade possa fazer experiências felizes, atraindo bons acontecimentos. Não se deve mais pensar com imagens, mas sim com ideias, pois assim tudo aquilo que se cria no intelecto se torna real. Ninguém encarna neste mundo Terra para ficar parado, inerte, tentando gozar a vida em sua materialidade, mas sim para se ajudar primeiro a si mesmo e depois então ajudar ao próximo. Quem deseja realizar algum empreendimento útil à coletividade, deve ter em vista, constantemente, o quadro mental da sua execução, através das ideias, sem abater aos semelhantes e sem usar de fraudes e outras ilicitudes, utilizando-se ao máximo da sinceridade que deve existir em sua alma e, se não existe, pelo menos dele já é conhecida. O resto correrá por conta do seu próprio subconsciente, ou perispírito, que fornecerá o campo para a formulação das ideias dentro de uma corrente perfeita que orientará sobre o caminho a seguir.

A essência, que é o espírito, movimenta-se em sua evolução na infinitude das propriedades da Força e da Energia, em busca da sua realização, lutando por adquiri-las, em busca da ideia geral e definitiva do Universo, em que a propriedade da Luz penetra em todas as suas coordenadas, assinalando o poder atrativo que faz com que o acervo do Todo convirja para si, desenvolvendo-o e lhe dando cada vez mais potencialidade. Cada tipo de pensamento gerado, de pronto cria a energia correspondente, então, conforme for a ideia, serão gerados o pensamento e a energia, e assim como for a energia, terá que ser a parte física do Universo, que os seres humanos confundem com a ilusão da matéria.

Não existem duas coisas iguais no Universo. Isto implica em dizer que não existem duas palavras iguais neste mundo, já que este planeta faz parte integrante do Universo. Então nós temos que estabelecer um só idioma em nosso meio aqui na Terra, para que através dele possamos descrever o sentido real para cada palavra, sem sinônimos, embora possam existir muitas palavras com os seus sentidos aproximados de outras palavras, mas sem que sejam inteiramente iguais. Assim, todos os seres humanos poderão formar uma ideia real e verdadeira acerca de cada palavra, sem que os seus conceitos sejam diferentes, com todos podendo se entender adequadamente, sem que ocorra o perigo do psitacismo. E o Esperanto deverá ser a língua oficial de toda a nossa humanidade, uma vez que o seu criador encarnou justamente para elaborá-lo, em obediência ao plano de espiritualização da nossa humanidade.

As palavras mais importantes, tais como as sensibilidades e os sentimentos, que são provenientes da propriedade da Força, por isso são metafísicas; os sentidos e os pensamentos, que são provenientes da propriedade da Energia, por isso são físicas; a amizade e o amor, que são provenientes da propriedade da Luz, por isso não são nem metafísicas e nem físicas, mas sim verdadeiramente luzes; são largamente utilizadas pelos seres humanos, que não possuem qualquer ideia a respeito delas. Assim como não possuem qualquer ideia a respeito de outras palavras, como inteligência, verdade, sabedoria, razão, religião, ciência, religiociência, coragem, boa vontade, liberdade, e tantas e tantas outras que hoje são vazias do seu verdadeiro sentido. Mas todas elas têm que ser definidas pela sabedoria, tendo como fonte a verdade, que assim se alcança a razão. Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, as páginas 78 e 79, tratando acerca deste assunto, expressa-se da seguinte maneira:

A verdade sendo, como é, uma só, não pode ser entendida de várias maneiras, nem haver discordância no seu conhecimento. Todos hão de chegar a um ponto de evolução em que não há de haver duas modalidades distintas e separadas de aceitar um conceito.

As conclusões serão positivas e convergentes, e, assim, bem se entenderão os indivíduos e os povos na marcha unida, cada vez mais para cima. Será quando não só o intelecto demonstrará a razão e a lógica dos fatos, com união de vistas, mas, mais ainda, o amor, com a sua contribuição inseparável (grifo e realce meus)”.

Não sabendo se utilizar a contento das palavras e revelando os seus atributos individuais inferiores e relacionais negativos, muitos autores procuram a todo o custo escrever as suas obras dando realce à mundanidade, imaginando que assim se tornam grandes escritores, que são grandes talentos, quando o que fazem, na realidade, é embaraçar cada vez mais as mentes dos jovens e dos adolescentes, e também até as dos adultos. Por outro lado, há também aqueles que não possuem a mínima ideia acerca da realidade da vida, que é eterna e universal, mas que mesmo assim se danam a escrever as suas opiniões medíocres sobre os tratados superiores, e nessas danações procuram ser eruditos aos máximo, utilizando-se de termos não usuais no cotidiano e dificultando ao máximo a compreensão daqueles que ainda não possuem a arte da interpretação, para que assim possam ser considerados pela mentalidade comum como sendo grandes inteligências, grandes eruditos, quando não passam de uns tremendos vaidosos e inoperantes para a alavancagem da nossa humanidade. E não é somente este explanador do Racionalismo Cristão quem faz esta afirmativa, a grande educadora Olga B. C. de Almeida, detectando a empáfia e a soberbia desses escritores medíocres, em sua obra Valorize a Sua Vida, a página 8, afirma do mesmo modo, quando diz o seguinte:

A mocidade de hoje não foge às leis naturais e, por isso, não é melhor nem pior que a precedente. Vive em um período turbulento. Sob a influência de falsas filosofias e literatura nociva, mostra-se cínica ou perversa (grifo meu)”.

Geralmente todos aqueles que pautam as suas vidas apenas no âmbito da imaginação vivem no mundo das ilusões, não passando de meros sonhadores, sendo totalmente afeitos à irrealidade proporcionada pelo ambiente mundano, estando longe, mas muito longe, de adentrarem na fase da concepção, no âmbito universal das ideias, frequentemente cometendo as injustiças próprias do ambiente terreno em que vivem, humilhando, desprezando e explorando aos fracos e oprimidos, estando, pois, alheios à justiça universal, uma vez que ainda não são espiritualizados. Mas aqueles que já conseguiram exaurir as suas ilusões sobre a vida neste mundo, mesmo estando vivendo no âmbito da imaginação, conseguem produzir algo que seja útil para a coletividade, além de saberem enfrentar com dignidade as intempéries da vida, principalmente quando são chefes de família, em que as suas preocupações maiores são para com a sua própria família. Em sua obra Cartas Doutrinárias – 1957, a página 159, Antônio Cottas transmite a sua ideia a respeito disso, quando afirma o seguinte:

Não somos fortes e valentes ou heróis, matando, espancando, etc., mas, sim, sabendo suportar as agruras da vida e não deixando abater o nosso moral no cumprimento dos deveres definidos pelo cidadão que chegou à constituição de um lar.

A sua idade não é assim tão elevada. Ainda pode viver muito e produzir muito, visto não ter mais ilusões sobre a vida”.

Todos os seres humanos têm os seus próprios problemas particulares, que tanto podem estar situados no âmbito pessoal como no âmbito profissional, ou mesmo no âmbito da própria organização familiar. Mas todos esses problemas devem ser resolvidos por cada um, com cada um devendo se utilizar o máximo possível da sua moral e da sua ética, valendo-se da sua coragem e da sua boa vontade para resolvê-los a contento, sem abater e sem prejudicar aos seus semelhantes, sendo sincero e leal para consigo mesmo e também para com os seus próprios semelhantes, mesmo estando desprovido de ideias e estando a imaginar tudo com que vai se deparando, pois que assim é realmente possível, caso contrário, os seres humanos não passariam pela fase da imaginação. Estando a esclarecer a nossa humanidade, mesmo em sua forma de doutrina, o Racionalismo Cristão ajuda na resolução desses problemas, como esclarece Othon Ewaldo, ao prefaciar a obra Cartas Doutrinárias – 1957, escrita por Antônio Cottas, quando diz o seguinte:

Porque as desilusões, as angústias, os sofrimentos podem ser idênticos, as situações semelhantes, os casos parecidos, mas cada um de nós os sente e sofre de maneira diferente, os encara sob prismas diversos, tenta resolvê-los por outros meios, em consonância com a nossa sensibilidade, como o nosso temperamento, com a nossa afetividade”.

Mas acontece que o Racionalismo Cristão foi estabelecido no seio da nossa humanidade para que toda ela seja espiritualizada, para que toda ela seja esclarecida sobre a vida fora da matéria, sobre os segredos da vida e os enigmas do Universo, para que toda ela seja consciente sobre a razão da nossa existência eterna e universal, em resumo: para que toda ela possa apreender tudo aquilo que diga respeito aos porquês da vida, que não se restringe a este mundo, tendo a apreensão que ser expandida por todo o Universo.

Então a nossa Grande Causa jamais poderia ficar restrita apenas à sua forma de doutrina, tendo que ser estabelecido um método e criado um sistema correspondente para ela e inferidas as finalidades para a nossa humanidade, para este mundo e também para todas as demais coisas que aqui se encontram juntamente conosco. Cabe, pois, ao Racionalismo Cristão, resolver todos os problemas do mundo, e todos eles serão devidamente resolvidos, não com base na imaginação, notadamente com base na imaginação dos políticos, que tentam resolver os problemas das suas nações e das suas comunidades, não propriamente com essa elevada intenção em si, mas sim como base para que possam alavancar tanto as suas carreiras políticas como as dos seus corregilionários, para que assim possam liderá-los e adquirir cada vez mais poderes. Tudo isso é fruto de uma ambição desmedida e estúpida pelo poder, decorrente de uma tremenda vaidade e de uma imensa empáfia advindas das suas imaginações.

Por outro prisma, ficam os seres humanos em fogo cruzado; tendo de um lado as experiências materialísticas da comunidade científica, que os deixam a todos encantados com a ilusão da matéria, como se realmente existissem esses conhecimentos científicos; e, de outro, os falsos conhecimentos sobrenaturalísticos da classe sacerdotal, que os deixam a todos temerosos, pedintes, adoradores e mansos como cordeirinhos, ignorando completamente que o sobrenatural e o nada são idênticos, quer dizer, não existem.

Faz-se necessário, pois, que a nossa humanidade abandone o mais rápido possível a fase da imaginação, em que ora se encontra a viver, e ingresse de imediato na fase da concepção, em que a razão passará a nortear o seu viver. Mas mesmo assim, como já é sabido, mesmo com o Racionalismo Cristão lhe proporcionando uma doutrina da verdade, um método saperológico, um sistema da sabedoria e as finalidades estabelecidas em conformidade com a razão, ainda não será possível a resolução dos problemas do mundo, pois ainda falta uma ideia espiritualista, como dizem as grandes mentalidades, uma ideia capaz de regenerar os seres humanos e colocá-los no cumprimento das suas obrigações, dos seus deveres e das suas missões neste mundo, os quais foram previamente preparados com esmero em plano astral, quando nos seus Mundos de Luz, antes de encarnarem.

E essa ideia espiritualista eu trouxe cá comigo do meu Mundo de Luz, antes de reencarnar. Assim, após concluir a explanação do Racionalismo Cristão no site pamam.com.br, quando então ele ficará completo, com a sua doutrina, o seu método, o seu sistema e as finalidades para todas as coisas, deverei fixar esta minha ideia por completo no mundo Terra, na forma dos meus ideais, que dará um novo rumo à nossa humanidade, em sua caminhada gloriosa em retorno para o nosso Criador, ou, como queiram, para a Inteligência Universal, para Deus.

No âmbito da imaginação, as imagens se combinam umas com as outras, ficando dispostas em certa ordem, consoante o raciocínio daquele que as combinou, mas como se fosse um ajuste contratual, em que as partes, ao menor conflito, ao menor desentendimento, podem partir para o litígio, quando então a conformidade entre elas que parecia harmônica se torna desajustada. Tomemos como exemplo uma imagem do vestuário feminino, uma saia azul e uma blusa vermelha, alguém logo vai imaginar uma combinação de formas e de cores harmoniosas, mas se a saia for muito curta e a blusa muito decotada, além dos limites aceitáveis pelo senso comum, logo a imaginação não mais vai se referir ao vestuário, pois que diferentemente das ideias, as imagens mudam constantemente, mas vai se referir à pessoa que as está vestindo, pois que tal desarmonia é própria da mulher fácil e fútil.

Assim, as combinações das imagens provenientes dos sentidos que formam a imaginação não passam de agrupamentos metódicos ordenados pelo raciocínio, pelo fato dessas imagens haverem sido todas convencionadas pelo senso comum, que nesse convencionamento foram todas ajustadas por força de uma decisão daqueles que são mais raciocinadores, que arbitram peremptoriamente aquilo que julgam ser, em detrimento daquilo que julgam não ser, por força de argumentos dialéticos e de outras combinações de imagens análogas, e assim as opiniões subjetivas passam a prevalecer umas sobre as outras, mas estando todas elas erradas, fora do âmbito da realidade.

 

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