12.01- A imaginação

Prolegômenos
7 de junho de 2018 Pamam

A imagem é a representação gráfica das figuras ou dos desenhos apresentados pelas coisas, pelos fatos e pelos fenômenos da natureza, que o ser humano deveria captar através da percepção oriunda do seu criptoscópio, desprezando a figura da própria imagem, e adentrando nos conhecimentos metafísicos acerca das suas causas, mas que, ao invés disso, utiliza-se dos sentidos, principalmente dos olhos da cara, ocasião em que essa apresentação sensível deixa a sua impressão em seu corpo mental, tal como se fosse uma cópia exata da realidade, quando não passa de uma mera ilusão. Por isso, as apreensões dessas imagens pelos sentidos, principalmente pelos olhos da cara, ou mesmo através de aparelhos similares inventados pelo homem, permite apenas a representação mental imaginativa a respeito da realidade da vida, possibilitando as comparações e as combinações dessas imagens, que não passam de impressões, cujo caráter é a forma, portanto, a imagem daquilo que se sente e que se vê, o que não corresponde de modo algum com a realidade das coisas, dos fatos e dos fenômenos próprios deste mundo, já que tudo tem que ser universal, e este mundo faz parte integrante do Universo.

A impressão é a ação de imprimir uma imagem tida como se fosse material no momento da observação do embate das coisas entre si, quando desse embate entre as coisas, ou das coisas isoladamente, são gerados os fatos e os fenômenos da natureza, com estes últimos, os fenômenos, representando as transformações das coisas em si, em outras coisas, e aqueles, os fatos, representando apenas os eventos, sem que ocorram as transformações. Os efeitos, os sinais, ou os vestígios dessas observações vão formar a imaginação humana.

Sendo mais propícios e estando restritos às observações proporcionadas apenas pelos efeitos nos sentidos e observados pelos olhos da cara, por ocasião das impressões, os seres humanos não cogitam das causas, então eles ficam reduzidos e limitados apenas aos efeitos, que são as experiências dos sentidos e as observações dos olhos da cara que formam as suas imaginações, que assim materializam todas elas. Daí a consideração da existência da matéria, que não passa de apenas uma mera ilusão. Caso os seres humanos cogitassem das causas, investigando os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, deveriam neste caso procurar os seus correspondentes efeitos por intermédio do pensamento, e jamais dos sentidos.

A tudo os seres humanos materializam, inclusive os seus contatos entre si. Pode-se observar claramente a impressão do contato do calor humano estando materializado como se fosse um grande aperto até na literatura, através de Coelho Neto, em sua obra Vida Mundana, a página 58, quando ele diz assim:

Quando os seus braços me enlaçavam martirizando-me com as pulseiras, eu tinha a impressão de estar sendo esmagado por uma serpente”.

A forma é a disposição exterior ou interior das partes dos corpos das coisas que são consideradas como sendo materiais, constituindo as diferenças entre umas e outras, entre umas e outras espécies, ou mesmo entre uns e outros seres humanos, se for o caso. Então a forma representa apenas a figura, o feitio, ou seja, a sua imagem, que é apenas aparente, como se fosse um símbolo, portanto, sendo ilusória, pois que não passa da manifestação por que as coisas se revelam neste mundo, como se fossem realmente as suas verdadeiras constituições, as suas formações particulares. É justamente por isso que as ciências, penetrando em suas constituições aparentes, realizam com elas as suas próprias experiências científicas, manipulando-as, transformando-as e as corporificando em juntadas das mais diferentes maneiras, criando aquilo que tanto pode ser benéfico, em que se constata a ética, como maléfico, em que se constata a falta de ética, em relação aos cientistas, assim posto para toda a nossa humanidade, de onde surge a tecnologia.

É claro e evidente que existe a mais rigorosa ordem na natureza. Por isso, quando a comunidade científica realiza as suas experiências com as coisas, geralmente vai se deparando com os mesmos efeitos, desde que essas experiências sejam rigorosamente idênticas umas com as outras, em CNTP – Condições Normais de Temperatura e Pressão, quando então o princípio do calórico não se faz valer em suas variâncias, e assim então elas são aceitas e passam a ser consideradas como se fossem conhecimentos científicos. No entanto, sendo procedidas quaisquer mudanças de procedimentos nessas experimentações, estas vão ocasionar efeitos diferentes, daí a razão pela qual vir a própria comunidade científica a reconhecer que os seus conhecimentos científicos não são definitivos, estando neste reconhecimento absolutamente correta, demonstrando pelo menos uma certa racionalidade, além da sinceridade, algo que passa ao largo, mas bem ao largo, da classe sacerdotal. E absolutamente não são definitivos porque todos eles são falsos, tendo agora que ser esteados sobre novas bases, que deverão alicerçar o novo edifício social a ser construído neste mundo Terra.

A imaginação, portanto, é o repositório de todas as imagens acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos deste mundo, que se encontram representados nos corpos mentais dos seres humanos, de onde são retiradas ou criadas as novas imagens que irão definir a natureza benéfica ou maléfica de tudo aquilo que eles realizam em suas vidas, inclusive das suas obras que serão postas em livros, afirmando se eles são ou se não são bons escritores, se eles possuem ou se não possuem os conteúdos do belo em suas almas, não importando se esses conteúdos estejam situados dentro ou fora do contexto da realidade da vida.

A noção exata da imaginação, portanto, que é a própria fonte geradora de todas as representações mentais dos seres humanos, é de fundamental importância para que se possa avaliar com a devida precisão o contexto de cada obra humana imaginativa, certificando se o teor do livro que a traduz é útil ou nocivo à coletividade.

Os próprios compêndios consideram a imaginação como sendo a representação de diversas faculdades que os seres humanos adquiriram no decorrer das suas evoluções espirituais, mesmo não se referindo diretamente à evolução espiritual, mas podendo se induzir tal referência, sabendo-se que a faculdade é a capacidade adquirida pelo ser humano para a realização de algo que contenha alguma racionalidade, consoante a sua aptidão inata, o seu talento, a sua tendência, a sua disposição, com tudo isso estando em conformidade com as suas liberdades para agir, tais como:

  • A faculdade de representar as imagens no seu corpo mental;
  • A faculdade de evocar pelos sentidos as imagens das coisas, dos fatos e dos fenômenos que não foram captados pela sua percepção, reproduzindo outras imagens, denominada pelos estudiosos de imaginação reprodutora;
  • A faculdade de formar pelos sentidos as imagens das coisas, dos fatos e dos fenômenos que não foram captados pela sua percepção, ou de realizar novas combinações de imagens;
  • A faculdade de criar novas imagens mediante a combinação das imagens que já se encontram contidas no repositório do seu corpo mental;
  • A faculdade de fantasiar, ao associar as imagens que se encontram gravadas no seu corpo mental, causando o devaneio, assim como o devaneio dos poetas;
  • A faculdade da criação de crenças fantásticas que levam à crendice e às superstições, tais como as criações dos milhares e milhares de credos e seitas que se encontram espalhados por esse mundo afora;
  • A faculdade de invenção ou criação construtiva organizada pelas ciências, por oposição à fantasia e ao devaneio.

É por isso que tanto se fala das faculdades mentais dos seres humanos, que representam o conjunto dos recursos mentais próprios das suas mentes imaginativas. Quando essas faculdades mentais se encontram dentro do contexto daquilo que todos em comum consideram como sendo a realidade, diz-se que elas se encontram em equilíbrio. E quando essas faculdades mentais se encontram fora do contexto daquilo que todos em comum consideram como sendo a realidade, diz-se que elas se encontram em desequilíbrio. No entanto, nem um e nem outro vivem no âmbito da realidade.

Os próprios psiquiatras e os psicólogos que se danam a tratar daqueles cujas faculdades mentais são consideradas como estando fora do contexto daquilo que todos em comum consideram como sendo a realidade da vida, inclusive eles, são os mais alienados de todos, pois que de nada sabem a respeito da realidade da vida, e muito menos sabem em relação ao nosso acervo espiritual, daquilo que nós trazemos em nossas almas, que deveriam ser o foco central dos seus tratamentos.

E tudo isso eu fui constatar in loco, pessoalmente, em nome da ciência, quando das minhas experimentações científicas mundanas em relação a esta vida, tendo sido internado algumas vezes para tratamento psiquiátrico, para que assim pudesse comprovar experimentalmente a base irreal de tudo aquilo que Luiz de Mattos demoliu por intermédio da sua obra Pela Verdade, quando iniciou a sua campanha sobre o aparecimento da obra A Cura dos Nervosos, de autoria do Prof. Austregésilo, que no campo psiquiátrico era um nome de grande evidência naquela ocasião, defendendo a tese de que existem enfermidades nervosas provocadas por um agente que atua sobre o espírito do enfermo, cujo afastamento será o bastante para promover a sua normalização, como o próprio veritólogo ousou demonstrar pessoalmente, promovendo a normalização de muitos seres humanos que eram considerados como sendo loucos.

O que os seres humanos consideram como sendo desequilíbrio das faculdades mentais possui duas vertentes, quais sejam:

  1. Os seres humanos que estão a demonstrar um desequilíbrio das faculdades mentais pautam as suas ações em completo desacordo com as ações daqueles que lhes estão próximos, em virtude deles serem postos frente a frente com a própria realidade da vida, por intermédio das suas mediunidades que trouxeram dos seus Mundos de Luz, antes de encarnarem, geralmente vendo imagens e ou ouvindo vozes dos espíritos obsessores que permaneceram quedados na atmosfera da Terra, após a desencarnação, fazendo parte integrante do astral inferior, pelo fato de serem ainda muito materializados, que assim agem no sentido de perturbar e deturpar o juízo daqueles que tomam como suas vítimas, obsedando-os, influindo diretamente nos seus comportamentos, quando o mesmo fato não está acontecendo com aqueles que os rodeiam, mesmo quando são também obsedados, os quais não conseguindo detectar as presenças desses espíritos, passam a considerar que eles estão imaginando tudo aquilo que veem e ouvem, e que os seus próprios sentidos não conseguem revelar, como se tudo isso fosse próprio apenas dos seus “eus”, cujos comportamentos alterados pelas ações desses espíritos obviamente não são compartilhados pelos demais, em função das experiências comuns que estes compartilham entre si, em que os seus sentidos concordam com tudo aquilo que existe e que os rodeia, e como esses “normais” não conseguem ver e nem ouvir o invisível, pelo fato de não serem médiuns videntes e ouvintes, consideram que essas disfunções são decorrentes do cérebro;
  2. Os seres humanos que estão a demonstrar um certo “desequilíbrio” das faculdades mentais para os seus semelhantes, também pautam as suas ações em completo desacordo com as ações daqueles que lhes estão próximos, em virtude deles terem conseguido conceber ou se aproximar da realidade da vida, em cumprimento das suas obrigações, dos seus deveres e das suas missões que trouxeram dos seus Mundos de Luz, antes de encarnarem, em que as suas ideias provenientes dessas concepções se chocam frontalmente com as imaginações dos demais seres humanos que os rodeiam, e como as ideias são reais, portanto, diferentes das imagens que se encontram representadas na imaginação, que são irreais, ao expô-las de modo sincero para os seus semelhantes, são considerados como sendo uns verdadeiros desequilibrados, como se fossem perturbados, ou, simplesmente, doidos, como é o caso de alguém revelar quem havia sido na encarnação passada, ou que vai resolver os problemas do mundo, já que tais revelações são impossíveis de serem apreendidas pela imaginação.

Como a nossa humanidade ainda vive no âmbito da imaginação, a única coisa que ela sabe fazer é imaginar, e nada mais. Assim, ela vai construindo o seu universo de fantasias estando totalmente iludida em relação à realidade da vida, a qual tem que ser estendida, obrigatoriamente, para o âmbito universal, o que somente se consegue por intermédio da espiritualização, com o advento da verdade, que transmite a realidade da vida. Nesse contexto, próprio da nossa humanidade, cada ser humano vai construindo o seu próprio universo pessoal, emitindo a sua opinião individual sobre cada assunto que diz respeito à vida. Daí a razão pela qual as opiniões geralmente são divergentes, com cada um tendo a sua própria opinião acerca da vida que está sendo vivida neste mundo.

No entanto, em função de algumas experiências acerca das coisas produzirem os mesmos efeitos, os quais são materializados nas invenções, que são postas à frente dos olhos da cara de todos os seres humanos, essas experiências são consideradas como sendo conhecimentos científicos, os quais são obrigatoriamente reconhecidos por todos, notadamente pela comunidade científica, mas não por quem detém a razão. Por outro lado, quase todos os seres humanos fogem assustados da naturalidade que existe na própria natureza e correm em busca de refúgio no sobrenatural, passando a imaginar o que não existe, quando então os seus líderes sacerdotais estabelecem uma doutrina, com a finalidade precípua de convergir todas as opiniões para ela, mas que mesmo assim ocorrem muitas divergências, como é o caso da Reforma Protestante em relação ao catolicismo, e muitos e muitos outros casos que são considerados como sendo heresias.

Imaginar é apenas supor, presumir, conjecturar, imputando ao pensamento equivocado que as coisas, os fatos e os fenômenos da natureza foram sempre assim, são agora assim, mas que também podem ser assim, ou poderão ser de outro jeito, representando na imaginação todas essas imagens, sendo impossível destas maneiras formar uma concepção acerca da realidade universal que sirva de fonte para as formulações de ideias com base na razão, mesmo diante da própria desencarnação, que sem qualquer ideia ao seu respeito, a imaginação vem supor seja a morte, como podemos observar em Raquel de Queiroz, em sua obra 100 Crônicas Escolhidas, a página 67, quando ela diz:

Vês o morto e logo o imaginas distante, disforme, um estranho”.

A explicação para isso é que quando o corpo carnal se encontra ligado à alma pelos cordões fluídicos, o perispírito transmite a força e a energia para ele, dotando-o de vitalidade, com a lei da coesão, o princípio da atração e o preceito da integração fazendo com que convirjam os sentimentos e os pensamentos produzidos para si. No entanto, com o rompimento dos cordões fluídicos a alma se afasta definitivamente do corpo carnal, restando apenas um amontoado de carne e osso sem qualquer vitalidade, com o princípio da repulsão fazendo com que tenhamos um certo asco daquilo pelo qual nos sentíamos antes atraídos, mas que agora não passa de um aglomerado de carne e osso inerte, que não mais evidencia a existência da vida humana.

Ou como podemos observar também em Mário Matos, em sua obra Casa das Três Meninas, a página 130, da seguinte maneira:

À tarde do outro dia, enterrou-se seu Teófilo… À boca da noite, Dona Júlia se assentou na soleira da porta da cozinha e ficou imaginando”.

Como toda a nossa humanidade vive no âmbito da imaginação, a única coisa que ela sabe fazer, obviamente, é imaginar, então certamente ela vive no imaginário, pois que diferente não poderia ser jamais. O imaginário, pois, é tudo aquilo que se encontra restrito ao âmbito da imaginação, que por isso não passa de ilusão, sendo fantástico então tudo aquilo que as pessoas imaginam. Daí a razão pela qual também é denominado de imaginário aquele que faz estátuas ou imagens de santos, que também pode ser denominado de santeiro, ou então de imagineiro, conforme se queira denominar.

Tudo o que se encontra apreendido no corpo mental dos seres humanos são imagens, e nada mais do que isso. O implica em dizer que a única faculdade inteligencial que eles possuem é a imaginativa, e mais nenhuma outra. É sabido que há 4.000 anos atrás demos início a uma Grande Era, denominada de a Era da Saperologia, ou de a Era da Sabedoria, com a encarnação de Hermes, no Egito, que foi a primeira encarnação de Jesus, o Cristo, em nossa humanidade, que se extinguiu há 2.000 anos atrás, com a encarnação do próprio Jesus, o Cristo, neste nosso mundo-escola, na Palestina, dando início a uma nova Grande Era, denominada de a Era da Veritologia, ou de a Era da Verdade. E agora, com o advento obrigatório da espiritualização da nossa humanidade, por intermédio do Racionalismo Cristão, em que a Veritologia e a Saperologia se unem, irmanam-se, congregam-se, sendo coordenadas pela Ratiologia, eu encarnei para decretar a extinção desta última Grande Era e determinar o início de uma nova Grande Era, que deve ser denominada de a Era da Ratiologia, ou de a Era da Razão, que deverá perdurar por cerca de 4.000 anos, quando tudo deverá ser colocado nos seus devidos lugares, com os seres humanos saindo da fase da imaginação e ingressando na fase da concepção.

A transformação praticamente radical por que deverá passar este mundo, por conseguinte, todos os seres humanos, é fruto de um plano de espiritualização para a nossa humanidade; em que o seu grande objetivo foi alcançado com a fundação do Racionalismo Cristão, por intermédio de Luiz de Mattos, o último dos criptoscopiais, como veritólogo, que foram enviados para estabelecer a verdade neste mundo, e o seu grande final com a sua explanação, por intermédio deste último intelectual, como cientista, depois saperólogo e após ratiólogo, que ora se encontra a escrever as suas obras explanatórias, pois que fui o último dos enviados para estabelecer as verdadeiras Veritologia, Saperologia, Ratiologia, religiões, ciências e religiociências neste mundo Terra.

Para aqueles que são detentores de um raciocínio um tanto mais lógico e mais profundo, podem desde já compreender o significado de um dos ensinamentos de Jesus, o Cristo, quando o nosso Redentor afirmou que “os últimos serão os primeiros”, pois já são sabedores de que existe uma hierarquia espiritual na organização da nossa humanidade, em que Luiz de Mattos e eu somos os seus dois expoentes, pelo fato de sermos os dois últimos enviados a este mundo com tais propósitos. E para aqueles que ainda não são detentores de um raciocínio um tanto mais lógico e mais profundo, ou então que sejam um tanto quanto céticos, ignorando que duvidar é grave, como assim afirmou Luiz de Mattos, que tenham um pouco mais de paciência, continuando com mais atenção na leitura destas minhas obras explanatórias, certos de que estou me esforçando ao máximo para alcançar aos meus objetivos almejados, e que por ocasião da explanação da Cristologia, em seu capítulo específico, tudo isso deverá ser devidamente explicado, nos seus detalhes mais precisos e elucidativos.

O certo é que praticamente todos os seres humanos ainda não possuem uma mínima ideia do que quer que seja, já que raciocinam apenas através da imaginação, que se encontra apreendida em seus corpos mentais, formulando imagens; enquanto que o correto é raciocínar com a concepção, que deve se encontrar apreendida em seus corpos mentais, formulando ideias. Vejamos, pois, a grande diferença que existe entre a ideia e a imagem, através de R. Jolivet, em sua obra Curso de Filosofia, a página 33, quando ele faz a sua distinção da seguinte maneira:

A ideia, ou conceito, é a simples representação intelectual de um objeto. Difere essencialmente da imagem, que é a representação determinada de um objeto sensível”.

Tendo conseguido afirmar acertadamente a distinção entre a ideia e a imagem, o passo seguinte do autor foi definir a imaginação na mesma obra, agora as páginas 150 e 151, fazendo-o da seguinte maneira:

1. Definição. —  Chama-se imaginação a faculdade de conservar, de reproduzir e de combinar as imagens das coisas sensíveis.

O objeto da imaginação, então, é tudo o que foi recebido pelos sentidos: cores, formas, odores, sons, resistência, calor, peso, etc.

2. Divisão. — A imaginação se manifesta em nós sob duas formas: como imaginação reprodutora e como imaginação criadora.

2. a) A imaginação reprodutora: ela se limita, como a palavra indica, a reproduzir, quer dizer, a evocar imagens. Dizemos que aí está todo o seu papel, de direito ao menos, porque, na realidade, é muito raro que a imaginação, ao evocar as imagens antigas, não as modifique mais ou menos profundamente. É o que explica que os diferentes relatos do mesmo acontecimento, feitos em datas afastadas, pela mesma pessoa, possam apresentar muitas vezes consideráveis variantes.

Esta espécie de imaginação parece, à primeira vista, confundir-se com a memória. Mas difere essencialmente da memória. Esta tem por objeto os estados de consciência, mais precisamente os meus estados de consciência antigos, enquanto que a imaginação tem por objeto as imagens sensíveis, não enquanto elas foram, a tal época do meu passado, minhas imagens (isto seria o objeto da memória), mas em si mesmas e por si mesmas

b) A imaginação criadora: Consiste em combinar imagens antigas para com elas formar novos conjuntos. É a faculdade que nos permite fazer o novo com o velho.

Ela pode se exercer de alguma forma espontaneamente: é o que se produz no sonho, em que as imagens estão associadas pelo que sonha de maneira que produzem combinações mais ou menos fantásticas.

A forma mais original da imaginação criadora é a forma ativa e refletida: o espírito aí intervém para utilizar o material de imagens, que lhe fornece a imaginação, e ordenar essas imagens em novos conjuntos. É esta forma de imaginação que se chama propriamente criadora; não que ela crie uma matéria qualquer; esta vem totalmente dos sentidos, porém, produz, por sua fantasia, essas formas novas, que são outras tantas criações da imaginação”.

Eu devo aqui esclarecer que aquilo que o autor denomina de imaginação reprodutora é o resultado das imagens captadas pelo criptoscópio dos seres humanos, que assim vão transmitindo os conhecimentos que são próprios e inerentes ao mundo Terra. E o que aquilo que o autor denomina de imaginação criadora é o resultado das novas imagens criadas pelo intelecto dos seres humanos, que assim vão explanando as experiências que são próprias e inerentes ao mundo Terra. Como se pode claramente constatar, a fase da imaginação tem a sua grande importância para o desenvolvimento dos órgãos mentais da nossa humanidade, apesar da consciência mesmo coordenando a esses outros dois órgãos mentais não conseguir conceber a realidade da vida. E não somente desenvolver aos órgãos mentais, mas também aos atributos individuais, tanto os inferiores como os superiores, e relacionais, tanto os positivos como os negativos, já que eles comandam todos os nossos poderes e todas as nossas ações, respectivamente, que por isso tanto podem sem voltados para o mal como para o bem.

É certo que Luiz de Mattos, como veritólogo maior que era, e que ainda o é cada vez mais, tinha o seu criptoscópio desenvolvido em uma extensão quase imperceptível e incompreensível para a capacidade imaginativa humana, mas que felizmente pôde ser percebido e compreendido por este saperólogo, tendo ele também o seu intelecto desenvolvido em larga extensão, não tanto quanto o seu criptoscópio, mas realmente em larga extensão, pois que o seu grande desenvolvimento é exigido para que o ser humano se torne um autêntico veritólogo. Assim como o desenvolvimento do criptoscópio em larga extensão é também exigido para que o ser humano se torne um autêntico saperólogo, tendo este o seu intelecto desenvolvido em uma extensão praticamente impercetível e incompreensível para a capacidade imaginativa humana. E como o intelecto é o grande responsável pela criação das ideias, com as quais lidam os pensamentos, esse grande benfeitor da nossa humanidade jamais poderia ser um teorista, na acepção da palavra, assim como são os saperólogos.

Aqueles que militam no Racionalismo Cristão e que têm uma grande admiração pelo Mestre podem até ousar a discordar de mim, olvidando daquilo que já afirmei anteriormente, ou seja, de que vim a este mundo preparado para tudo, e até para algo mais, caso venha a surgir pela minha frente, e também olvidando do fato de que a própria doutrina em que se encontram a militar preparou quase toda esta minha vinda nesta encarnação. Pois bem, então, exclusivamente para esses bravos militantes, como distinção e reconhecimento da grande importância das suas dedicações à nossa Grande Causa, vejamos o que Antônio Cottas afirmou categoricamente em seu discurso, por ocasião do aniversário da desencarnação de Luiz de Mattos, em 15 de janeiro de 1940, o qual se encontra contido na obra Discursos de Antônio Cottas, a página 101, quando ele assim se pronunciou:

Luiz de Mattos não foi um teorista (grifo meu), mas sim um Mestre consciente, sábio e prático”.

Acredito que agora nem mesmo os militantes do Racionalismo Cristão poderão discordar de mim, estando agora com um pouco mais de luz em suas almas, para que assim consigam compreender a extrema necessidade de um explanador para o Racionalismo Cristão, na pessoa de um saperólogo, ou mesmo um ratiólogo, que é realmente quem sabe teorizar, e não o veritólogo, que é um sentimentalizador inato, pelo fato dele, o saperólogo, ser um pensador inato, portanto, de viver no mundo das ideias, razão pela qual eu reencarnei com os meus próprios ideais a serem fixados neste mundo.

Mas, mesmo assim, mesmo não sendo um teorista, utilizando-se do seu intelecto largamente desenvolvido, Luiz de Mattos desafiou a todo o mundo pensante da sua época, pois que ele vivia com base na realidade, tendo as suas ideias acertadas sobre a verdadeira vida, enquanto que o mundo pensante vivia com base na irrealidade, sem qualquer ideia acerca da verdadeira vida, pois que prisioneiros das suas próprias imaginações, portanto, do ambiente próprio deste mundo. E foi justamente assim que ele conseguiu demolir com tudo o que encontrou pela frente e que não retratava a realidade da vida, tendo eu assumido a tremenda responsabilidade de reencarnar para reconstruir tudo o que ele demoliu, com base na realidade, pois que é o pensamento o grande responsável pela reconstrução do novo edifício social a ser erguido em nossa humanidade. Toda essa demolição é plenamente confirmada por Gervásio Viana Júnior, em seu artigo sobre Luiz de Mattos, que se encontra contido na obra Páginas Antigas, a página 149, quando ele a descreve da seguinte maneira:

Luiz José de Mattos, erguendo-se em meio de desencontradas correntes filosóficas, é um desses gigantes, que restabelece a ordem.

Eleva-se, pelas suas virtudes cívicas e morais, à culminância de um valor justo e merecido, pela obra imorredoura que cria. Em pleno século XX, o chamado século das luzes, invectiva o mundo científico; escalpela, com o bisturi da Verdade, todas as teorias balofas que se esfarelam. Repta o mundo pensante (grifo meu), e convida aos cientistas, aos filósofos, aos representantes das religiões (leia-se credos e as suas seitas, digo eu) espalhadas pelo Orbe, a com ele discutirem porque — afirma e prova — andam todos fora da verdadeira ciência!

A sua Doutrina se consubstancia nas naturais leis do Universo; ele define a ‘força e matéria’, de uma forma simples e intuitiva, como nenhum sábio conseguiu fazer; Luiz de Mattos, o Homem universal, que simboliza o Valor e a Honra, projeta com o ‘Racionalismo Científico’ poderosíssimos fachos de luz, que iluminam as almas encarnadas, até então subjugadas pelo dogma e pelas mentiras convencionais das falsas religiões (leia-se credos e as suas seitas, digo eu).”

 

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