12.01.01- As indagações de Luiz de Mattos acerca da imaginação

Prolegômenos
7 de junho de 2018 Pamam

Todos já são sabedores de que a nau da verdade pilotada por Luiz de Mattos mudou de rumo em suas Notas, redirecionando o seu curso para vir atracar aqui no porto tranquilo da sabedoria, como ele mesmo assim afirma, pois é ciente de que a obrigação do sábio é teorizar sobre aquilo que não é de competência da verdade, mas sim da sabedoria, que com aquela conseguiu adentrar no âmbito da razão. É justamente por isso que em sua obra Pela Verdade, a página 57, o espírito da verdade assim se expressa:

O nada não existe, o sobrenatural também não, porque um e outro são produtos da ignorância humana; e se a imaginação existe e é tão poderosa a sua influência, que chega a produzir os maiores males de que sofre a humanidade, deve ter uma origem, como tudo que se vê, se sente e se observa, sendo obrigação dos sábios (grifo meu) que tal causa apontem como única a produzir esses grandes males, essas loucuras, de diferentes categorias, explicar a origem da imaginação, o ponto em que ela se apoia, como se a domina e de que maneira se curam as enfermidades dos nervos que ela produz, cujos sintomas acima ficam descritos”.

Eu procuro de todas as maneiras possíveis, não imaginárias, sombra e água fresca para a minha existência eterna e universal, sempre quando é possível, mas o grande problema é que raríssimas vezes eu consigo encontrar esse oásis de paz e tranquilidade em minha existência, seja cá neste mundo Terra, seja lá em meu Mundo de Luz, pois ao que tudo indica a luta é ferrenha, incessante e sem tréguas contra a ignorância, em prol do esclarecimento espiritual, e também a constância ininterrupta e o esforço imenso desprendidos são uma constante para a minha existência. O que fazer, então? Lutar e lutar sempre, ser sempre constante, esforçar-me e me esforçar sempre, cada vez mais, sem qualquer desânimo, pois que é assim, e somente assim, no cumprimento das minhas obrigações, dos meus deveres e da minha missão, onde eu encontro o verdadeiro campo aonde semear o bem e a virtude, para, logo após, quando em meu Mundo de Luz, em um oásis de sombra e água fresca, na maior das felicidades, observar por alguns instantes o brotar dos primeiros frutos, pelo menos por um breve momento, para, logo em seguida, recomeçar uma nova e maior luta, com o desprender de um constância e de um esforço ainda mais estendidos, em prol da evolução da nossa humanidade, posteriormente, em prol da evolução universal, já que me tornei um ser universal.

Mas enquanto atualmente eu estou cumprindo com as minhas obrigações, com os meus deveres e com a minha missão aqui neste mundo Terra, nada de pensar em descanso, nem por um segundo sequer, nada de sombra e água fresca, então eu devo cumprir com as minhas obrigações, que agora, segundo Luiz de Mattos, é apontar as causas para as suas indagações postas mais acima acerca da imaginação. Então vamos a elas, separando-as e as enumerando uma a uma em cada tópico, para que assim elas possam ficar bem compreendidas nas mentes daqueles de boa vontade.

No entanto, antes de mais nada, eu devo deixar aqui bem evidenciado o fato de que Luiz de Mattos é um espírito superioríssimo, então quando aqui esteve encarnado ele tinha a consciência plena que nessa sua época nenhum sábio seria capaz de responder com a racionalidade lógica exigida pela razão a essas suas indagações, o que implica obviamente em dizer que essas suas indagações foram dirigidas diretamente para este explanador do Racionalismo Cristão, tendo sido ele devidamente intuído pelo Astral Superior, caso contrário elas jamais seriam respondidas com lógica e racionalidade, e assim todas essas suas indagações teriam sido em vão. Mas como estamos lidando com o embrião do instituto do Cristo, que se iniciou com a doutrina da verdade, e que agora está sendo devidamente completado com o método, o sistema e a finalidade, através da sabedoria e da razão, então certamente todas elas serão devidamente respondidas, com as devidas lógica e racionalidade exigidas.

 

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