11- O KARDECISMO

A Era da Verdade
7 de março de 2020 Pamam

O Kardecismo, também denominado de Espiritismo, Doutrina Espírita ou Espiritismo Kardecista, é uma doutrina credulária e mediúnica codificada pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, que utilizava o pseudônimo de Allan Kardec, o qual criou o termo Espiritismo em 1857, definindo-o como sendo “a doutrina fundada sobre a existência, as manifestações e o ensino dos espíritos”. Mesmo não sendo reconhecido como ciência, Allan Kardec dizia que o Espiritismo aliava aspectos filosóficos, científicos e religiosos, em que este último é credulário, buscando uma melhor compreensão não apenas do universo tangível, mas também do universo a esse transcendente.

Se levarmos em consideração que a Veritologia busca os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e que a Saperologia busca as experiências físicas acerca da sabedoria, e que a Filosofia representa uma mescla desses dois tratados superiores, veremos que o Espiritismo não alia aspectos filosóficos. E se levarmos em consideração que as religiões buscam os conhecimentos metafísicos acerca da verdade relativos às parcelas do Saber, sendo as fontes das ciências, que buscam as experiências físicas acerca da sabedoria relativas às parcelas do Saber, poderemos constatar claramente que o Espiritismo não alia aspectos científicos. Na verdade, o Espiritismo é um credo, por ser bíblico, que se alia ao sobrenatural, não trazendo nenhum ensinamento que venha a ser útil aos seres humanos, apenas alienando aos seus seguidores.

Na realidade, o Espiritismo lida com espíritos quedados no astral inferior, que atuam em médiuns desenvolvidos para esse fim, daí a razão pela qual eu prefiro utilizar o termo Espiritologia para designar os fenômenos espiríticos. Mas antes de adentrarmos na doutrina kardecista, vamos tecer algumas considerações sobre o que seja realmente o Espiritismo:

ESPIRITISMO: VERDADE OU FICÇÃO?

Já é tempo da humanidade entender que não existem conhecimentos secretos. Existem, e isto sim, interesses secretos, inconfessáveis. E por causa deles a verdade tem sido duramente sacrificada.

É lamentável que em um século de tamanho avanço tecnológico, prevaleça, ainda, arraigada em tantos espíritos, a concepção deísta, divinal, de sentido adoratório, e é justamente isso que fazem os seguidores do Espiritismo, que sendo bíblicos, adoram a Jeová, o deus bíblico.

O espírito é Força, é Energia, é Luz, com iniciais maiúsculas. Todos, sem exceção, estão sujeitos às mesmas leis e aos mesmos princípios no processo evolutivo. Não há espíritos privilegiados, como seriam os deuses e os seus supostos filhos.

Os que hoje rendem culto a um deus que não passa de um espírito tremendamente obsessor quedado no astral inferior, como é o caso de Jeová, o deus bíblico, acharão ao cabo de tantas encarnações quantas precisarem para atingir o necessário esclarecimento, tão tolo esse culto, quanto ridícula agora entendem ser a ideia, que também já alimentaram em encarnações passadas, de adorar deuses representados por elementos da natureza ou animais inferiores.

Mas o livre arbítrio não lhes nega o direito de satisfazer a sua irracional vontade adorativa, de até mesmo adorar um pedaço de pau, gesso, ou bronze, com feições humanas, embora venham mais irracionalmente ainda argumentar que tudo isso é apenas simbólico.

De qualquer forma, uma coisa é certa: nenhum adorador é capaz de dissociar a ideia de adorar, da de pedir. A razão é óbvia: adorar e pedir são duas muletas iguais para uma só invalidez mental. O espírito possui todos os predicados para seguir os seus próprios passos, já que é detentor do livre arbítrio, por isso não precisa de milagres advindos da esfera espiritual, como consideram os credulários, notadamente porque os milagres não existem.

Enquanto o ser humano não adquirir o pleno conhecimento de si mesmo como espírito, que é o ser em si, a essência, e como Força, Energia e luz, que é a sua alma, estando encarnado neste mundo, enquanto não adquirir a compreensão mais segura, mais nítida e realística da ação do espírito sobre o corpo físico, deverá sempre se situar no lado inverso ao da sua verdadeira caminhada, ou seja, estará sempre do lado da ficção credulária por achar que é verdadeira; ao invés de estar no lado da verdadeira espiritualidade, que lida com o Astral Superior, formado por espíritos de luz, por achar que é ficção.

CERTO OU ERRADO?

Aos seres humanos bem intencionados e de boa vontade, a quem realmente estes dizeres interessam, pedimos toda a atenção quando lerem o que escrevemos, e que o façam livres de ideias preconcebidas ou paixões, para que, então, com verdadeira isenção de ânimo, possam julgar as nossas palavras.

Ao se tratar da doutrina da verdade, que é o Racionalismo Cristão, somente de leis e princípios se deve cuidar, e não de mitos, ritos, dogmas, misticismos ou crenças e fés credulárias, como fazem os credos, inclusive o Espiritismo. Não se deve cuidar também de pessoas, por mais normais e sábias que possam parecer, pois as pessoas serão sempre instrumentos bons ou maus, esclarecidos ou ignorantes, conforme o seu estado de alma, de pensar e de sentir, refletidos em ações e obras; serão, pois, representantes de leis e princípios certos ou errados, salutares ou danificadores, e nada mais.

Para a criatura conseguir algo de bom, precisa ser, além de metódica e disciplinada, livre para pensar e agir, pois, de outro modo, nada de bom, nada de útil fará para o bem de si mesma, da família, da nação e do todo humano.

Em sendo assim, é de se indagar: poderá o ser humano, que se diz espírita, conseguir algo de belo e útil, se o espiritismo que ele segue carece de método e disciplina? Poderá o ser humano, que se diz espírita, agir em conformidade com o seu livre arbítrio, se o espiritismo que ele segue não o deixa livre para pensar e agir, já que segue a Bíblia? Poderá o ser humano, que se diz espírita, vibrar, radiar e radiovibrar ao Astral Superior, se ele é habituado a emitir rezas e orações? Poderá o ser humano, que se diz espírita, vibrar, radiar e radiovibrar ao verdadeiro Deus, se o deus que ele adora é Jeová, o deus bíblico? Poderá o ser humano, que se diz espírita, militar em ambiente limpo e saudável, se o espiritismo que ele segue não tem noção do que seja Astral Superior e do que seja astral inferior?

A resposta é uma só: Não! Porque ele se preocupa, basicamente, apenas em se certificar se o espiritismo que ele segue é verdade ou ficção, e, certificando-se da sua veracidade, passa a aceitar como correto tudo aquilo que vem desse mundo espiritual, sem analisar com profundidade a sua natureza, com base na racionalidade, pois que tem base credulária.

BAIXO ESPIRITISMO

E é justamente por aceitar tudo aquilo que vem do mundo espiritual, sem analisar com profundidade a sua natureza, com base na racionalidade, que os chamados espíritas credulários se deixam dominar e dirigir pelo astral inferior, ou seja, por aqueles espíritos que, após desencarnados, ao invés de retornarem aos seus mundos de origem, continuam a perambular pelo mundo Terra, por ainda se encontrarem totalmente materializados e fortemente atraídos para os gozos deste mundo. E tais espíritos quedados nesta atmosfera infecta, doentia, cheia de miasmas deletérios, só desgraças podem oferecer a quem lhes procura.

Infelizmente, por não fazer uso criterioso do próprio raciocínio, as criaturas se deixam levar por essa corrente de pensamentos mundanos transmitida por tais espíritos ignorantes, e passam a pensar e a agir conforme tal corrente, achando-se absolutamente certos de haverem encontrado o verdadeiro caminho do espírito, mas obsedados e fanatizados pelo baixo espiritismo, não se apercebem de que o verdadeiro caminho a ser trilhado diz respeito às coisas elevadas, belas, cheias de moral e ética, portanto, bem distantes deste mundo material, para que possamos realmente denominá-lo de Alto Espiritismo.

Os espíritas seguem a Bíblia, em decorrência tudo aquilo que é exposto por esse livre maluco e mentiroso é aceito por esses credulários, que lidando com espíritos quedados no astral inferior partem em busca do sobrenatural, fantasiando a espiritualidade, no caso a baixa espiritualidade, aceitando tudo aquilo que os obsessores transmitem por intermédio dos médiuns, que gozam da ignorância desses credulários, ensejando inclusive que eles venham a praticar a caridade, sem que saibam que esta é depreciativa do caráter humano, por isso deve ser substituída pela solidariedade humana, quando todos os seres humanos forem realmente espiritualizados.

Aqueles que são detentores do bom senso, não podem aceitar que os verdadeiros espíritos de luz, aqueles que se encontram no Astral Superior, venham a se comunicar com os encarnados através do movimento de mesas, copos, e outros mais, pois que isso é próprio dos espíritos inferiores, que se encontram materializados, além do mais na alta espiritualidade não existem invocações de espíritos, pois que os espíritos superiores se manifestam através dos médiuns seguindo a uma rigorosa disciplina, sem invocações.

ALTO ESPIRITISMO

Aqui, tudo é diferente. Para se ingressar neste caminho da alta espiritualidade a criatura tem que saber renunciar aos prazeres deste mundo, por serem eles efêmeros e falarem direto ao corpo físico, e procurar sentir o verdadeiro prazer do bem, que é espiritual e nos fala direto à razão, por ser ele eterno e imutável. Mas, para tanto, é necessário que a criatura faça uso criterioso do seu livre arbítrio, utilize-se da sua força de vontade e paute o seu viver conforme as leis e os princípios estabelecidos com base na moral e na ética, e não em danças, magias, liturgias, símbolos, cantos, preces, rezas, invocações e demais rituais estabelecidos com base na crendice e na ignorância humana.

No Alto Espiritismo, tudo é regido pelas Forças Superiores, que são compostas de espíritos extremamente evoluídos e que não mais necessitam deste mundo-escola para evoluir. Não sendo mais afins a este mundo, as suas aproximações só se podem realizar através de correntes de pensamentos elevados, efetuadas por pessoas esclarecidas e de conduta exemplar, que sejam condizentes com a sua natureza elevada. Daí a razão por que tais correntes têm que ser formadas com o máximo de critério e disciplina.

A ação dos Espíritos Superiores se dá à distância e em conformidade com o ambiente fluídico formado. Sendo, pois, inversa a dos espíritos inferiores, que se dá sempre por invocação e em qualquer ambiente.

O Alto Espiritismo é praticado em sintonia com Espíritos Superiores que vêm dos seus Mundos de Luz ¾ do Astral Superior ¾ para esclarecer e fazer evoluir a este mundo. O baixo espiritismo é praticado em parceria com espíritos quedados neste mundo, que se aproximam de seus afins para praticarem toda a sorte de males e misérias que habitualmente vemos por aqui.

A alta espiritualidade somente pode ser encontrada no Racionalismo Cristão, que lida com o Astral Superior, por isso ele contém a doutrina da verdade, livre das fantasmagorias do sobrenatural, das preces, das adorações, das invocações, que são tão próprias do Espiritismo, não somente do Kardecismo, mas também de outras espécies de espiritismo, como a Umbanda, Quimbanda, jogos de búzios, jogos de cartas, e outros, que lidam com espíritos da mesma categoria.

Na baixa espiritualidade, quando os espíritos desencarnam e ficam quedados no astral inferior, eles levam consigo a mesma mentalidade que tinham quando se encontravam encarnados, conservando as mesmas tendências. Assim, ao se verem livres do corpo carnal, estando cientes das suas condições de espíritos, passam a agir em conformidade com as suas mentalidades e as suas tendências mundanas, com tudo isso sendo agravado pelo ambiente deletério em que se encontram.

Já na alta espiritualidade, quando os espíritos desencarnam, eles são conduzidos aos seus Mundos de Luz, em conformidade com o estágio evolutivo em que se encontram. Para que eles possam se deslocar desses seus Mundos de Luz para este mundo-escola, torna-se necessário que se forme uma corrente de sentimentos e pensamentos bastante poderosa, que sejam afins à superioridade, que é condição sine qua non para que haja intercâmbio com o Astral Superior, daí a razão pela qual não existe invocação na alta espiritualidade, como ocorre no Espiritismo.

CONCLUSÃO

Estando o querido leitor ciente de que o Espiritismo proposto por Allan Kardec e as suas derivações lidam somente com os espíritos quedados no astral inferior, pois que ele ao invés de buscar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade no âmbito da espiritualidade, preocupou-se apenas em se certificar se a existência de espíritos era real ou ficção, e em se certificando da realidade demonstrou em aceitar tudo aquilo que vinha dos espíritos, sem atentar para a existência da alta e da baixa espiritualidades, incorporando à sua doutrina tudo aquilo que vinha dos médiuns e da Bíblia, criando, pois, um credo sobrenatural, místico, que adora a Jeová, o deus bíblico, vamos agora expor aquilo que os estudiosos consideram acerca do Espiritismo.

A ETIMOLOGIA DA PALAVRA ESPIRITISMO

O termo Espiritismo, que vem do francês antigo Spiritisme, onde spirit é espírito, acrescido do sufixo isme, que significa doutrina, surgiu como um neologismo criado pelo pedagogo francês Allan Kardec para nomear especificamente a doutrina codificada em O Livro dos Espíritos. Ele assim se expressa:

Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras. Os vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo, têm acepção bem definida. Dar-lhes outra, para aplicá-los à doutrina dos Espíritos, fora multiplicar as causas já numerosas de anfibologia… Quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria, é espiritualista. Não se segue daí, porém, que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. Em vez das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos, para indicar a crença a que vimos de nos referir, os termos espírita e espiritismo, cuja forma lembra a origem e o sentido radical e que, por isso mesmo, apresentam a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando ao vocábulo espiritualismo a acepção que lhe é própria”.

Contudo, a utilização do termo, cuja raiz é comum a diversas nações ocidentais de origem latina ou anglo-saxônica, fez com que ele fosse rapidamente incorporado ao uso cotidiano para designar tudo o que dizia respeito à alegada comunicação com os espíritos. Assim, por Espiritismo, entendem-se hoje as várias doutrinas credulárias que creem na sobrevivência dos espíritos à morte dos corpos, e, principalmente, na possibilidade de se comunicar com eles, casual ou deliberadamente, via evocações ou espontaneamente.

Já o termo kardecista é repudiado por parte dos adeptos da doutrina, que reservam a palavra Espiritismo apenas para a doutrina tal qual foi codificada por Allan Kardec, afirmando não haver diferentes vertentes dentro do Espiritismo, e denominam correntes diversas de espiritualistas. Esses adeptos entendem que o Espiritismo, como corpo doutrinário, é um só, o que tornaria redundante o uso do termo espiritismo kardecista. Assim, ao seguirem os ensinamentos codificados por Allan Kardec nas obras básicas, ainda que com uma tolerância maior ou menor a conceitos que não são estritamente doutrinários, como a apometria — conjunto de práticas espíritas com o objetivo de cura —, denominam-se simplesmente de espíritas, sem o complemento kardecista. A própria obra desaprova o emprego de outras expressões como kardecista, definindo que os ensinamentos codificados, em sua essência, não se ligam à figura única de um homem, como ocorre com o cristianismo ou o budismo, mas a uma coletividade de espíritos que eles acreditam se manifestaram através de diversos médiuns naquele momento histórico, e que se esperava que continuassem a comunicar, fazendo com que aquele próprio corpo doutrinário se mantivesse em constante processo evolutivo. Outra parcela dos adeptos, no entanto, considera apropriado no cotidiano o uso do termo kardecismo.

As expressões nasceram da necessidade de alguns adeptos em distinguir o Espiritismo, como originalmente definido por Allan Kardec, dos cultos afro-brasileiros, como a Umbanda, Quimbanda, etc. Estes últimos, discriminados e perseguidos em vários momentos da história recente do Brasil, passaram a se autointitular espíritas, em determinado momento com o apoio da FEB – Federação Espírita Brasileira, em um anseio por legitimar e consolidar a esses movimentos credulários, devido à proximidade existente entre certos conceitos e práticas destas doutrinas.

AS PRIMEIRAS OBSERVAÇÕES

Depois de observar e analisar as mesas girantes — tipo de sessão espírita em que os participantes se sentam ao redor de uma mesa, colocam as mãos sobre ela e esperam que ela se movimente para comunicar algo ­—, Allan Kardec ficou intrigado com o fato de que como poderia a mesa se mover se ela não possui músculos ou formular respostas se ela não tem um cérebro. E foi o próprio agente causador do fenômeno, no caso um espírito, que teria respondido: “Não é a mesa que pensa! Somos nós, as almas dos homens que viveram na Terra“; e que se diga em complemento, continuam vivendo na Terra, quedados em sua atmosfera, fazendo parte integrante do astral inferior. Allan Kardec, então, foi estudar este e outros fenômenos, tal como a chamada incorporação e a mediunidade.

Em conformidade com os seguidores do Espiritismo, os fenômenos mediúnicos seriam universais e teriam sempre existido, inclusive com fartos relatos na Bíblia, o que é um fato, o que demonstra que a Bíblia foi transmitida por espíritos quedados no astral inferior, todos tremendamente obsessores. Os espíritas citam como exemplos mediúnicos bíblicos, a proibição de Moisés à prática da consulta aos mortos, que seria uma evidência da crença judaica nessa possibilidade, já que não se interdita algo irrealizável, a consulta de Saul, o primeiro rei do antigo Reino de Israel, à Bruxa de Endor, em I Samuel 28:1-25, que vê e ouve o espírito desencarnado de Samuel, o último dos juízes de Israel e o primeiro dos profetas registrados na história do seu povo, a comunicação de Jesus, o Cristo, com Moisés e Elias no Monte Tabor, na Transfiguração de Jesus, o Cristo, contida em Mateus 17:1-9, em que esta última é uma mentira deslavada. Mas, além destes citados pelos espíritos, há muito mais relatos, como, por exemplo, a aparição de Jeová, o deus bíblico, a Abraão e Moisés, além dos aparecimentos de anjos, todos espíritos obsessores quedados no astral inferior.

Muitos espíritas adotam a data de 31 de março de 1848, que foi o início dos acontecimentos mediúnicos na residência das irmãs Fox, em Hydesville, Estados Unidos, como sendo o marco inicial das modernas manifestações mediúnicas, alegadamente mais ostensivas e frequentes do que jamais ocorrera, o que levou muitos pesquisadores a estudarem tais fenômenos.

A BASE DO ESPIRITISMO

A doutrina kardecista é baseada em cinco obras básicas, denominadas de Codificação Espírita, publicadas por Allan Kardec entre os anos de 1857 e 1868. A codificação é composta por O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, o Céu e o Inferno e A Gênese. Somam-se ainda as denominadas obras complementares, como O Que é o Espiritismo?, Revista Espírita e Obras Póstumas. Os seus seguidores consideram o Espiritismo uma doutrina voltada para o aperfeiçoamento moral do homem, como se os espíritos quedados no astral inferior fossem detentores de alguma moral, e acreditam na existência de um único deus, no caso Jeová, o deus bíblico, na possibilidade de comunicação útil com os espíritos através de médiuns e na reencarnação como processo de evolução espiritual e justiça divina, embora não ocorra o processo reencarnatório se partindo do astral inferior.

De acordo com o Conselho Espírita Internacional, o Espiritismo está representado em 36 países ao redor do mundo, sendo mais difundido no Brasil, onde conta com cerca de 3,8 milhões de adeptos, segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e mais de 30 milhões de simpatizantes, de acordo com a FEB – Federação Espírita Brasileira. Os seguidores do Espiritismo são também conhecidos por influenciar e promover um movimento de assistência social filantrópica.

AS MESAS GIGANTES

As primeiras manifestações de mesas girantes observadas por Allan Kardec aconteceram por meio de mesas se levantando e batendo com um dos pés um número determinado de pancadas, respondendo, desse modo, sim ou não, segundo fôra convencionado, a uma questão proposta.

Apesar da realidade de que espíritos movimentavam as mesas, mesmo assim, experimentos científicos de Michael Faraday, publicados em 1853, procuraram demonstrar que os movimentos eram caudados pelo efeito ideomotor — nome dado à influência da sugestão sobre movimentos corporais involuntários e inconscientes —, influência essa inconsistente com a realidade, mas mesmo assim foram descartadas as explicações espíritas para o fenômenos das mesas gigantes. O efeito ideomotor foi estendido também para as causas dos movimentos observados no denominado tabuleiro ouija — qualquer superfície plana com letras, números ou outros símbolos em que se coloca um indicador móvel para a comunicação com os espíritos — e na brincadeira do copo, nos quais os participantes movimentam marcadores involuntariamente sobre letras e números, atribuindo os movimentos aos espíritos.

Analisando esses fenômenos, Allan Kardec concluiu que não havia nada de convincente neste método para os céticos, porque se podia acreditar em um efeito da eletricidade, cujas propriedades eram pouco conhecidas pela ciência de então. Por isso, foram utilizados métodos para se obter respostas mais desenvolvidas por meio das letras do alfabeto, em que a mesa batendo um número de vezes corresponderia ao número de ordem de cada letra, chegando, assim, a formular palavras e frases respondendo às perguntas propostas. Allan Kardec concluiu que a precisão das respostas e a sua correlação com a pergunta não poderiam ser atribuídas ao acaso, salientando-se que o acaso não existe. Ele também questionou a possibilidade de uma hipótese muscular, assim como o efeito ideomotor, ser a causa de todos os movimentos e mensagens das mesas girantes ou de outras produções mecânicas. Na realidade, o espírito que assim respondia, que não era apenas um, mas sim uma falange de obsessores, quando interrogado sobre a sua natureza, declarava que era um espírito, dando o seu nome e fornecendo diversas informações ao seu respeito. Posteriormente, o fenômeno diminuiu de popularidade e chegou a se tornar anedótico.

No período de 1851 a 1855, durante o seu exílio na Ilha de Jersey, Victor Hugo participou de inúmeras sessões de mesas gigantes com o seu amigo Auguste Vacquerie, passando a acreditar que havia entrado em contato com espíritos de falecidos, inclusive da sua filha Léopoldine, desencarnada por afogamento, assim como também grandes escritores como Shakespeare, Dante, Racine e Molière. Diante das experiências com as mesas, Victor Hugo se converteu ao Espiritismo e, em 1867, clamou que a ciência deveria dar atenção e seriedade para os fenômenos das mesas, dizendo:

A mesa girante ou falante foi bastante ridicularizada. Falemos claro. Esta zombaria é injustificável. Substituir o exame pelo menosprezo é cômodo, mas pouco científico. Acreditamos que o dever elementar da Ciência é verificar todos os fenômenos, pois a Ciência, se os ignora, não tem o direito de rir deles. Um sábio que ri do possível está bem perto de ser um idiota. Sejamos reverentes diante do possível, cujo limite ninguém conhece, fiquemos atentos e sérios na presença do extra-humano, de onde viemos e para onde caminhamos”.

É certo que Victor Hugo estava se comunicando com espíritos, mas com espíritos obsessores quedados no astral inferior, e não com a sua filha Léopoldine. A explicação para isso é que quando os espíritos desencarnam e são conduzidos aos seus Mundos de Luz, desfazem-se os laços familiares, posto que eles são carnais, uma vez que a nossa humanidade constitui uma grande família. Aproveitando-se da ignorância humana, os espíritos obsessores gozam com as suas crenças, chegando ao cúmulo de engendrar fluidos nos médiuns em que atuam para que possam proporcionar a visão dos entes falecidos, cuja imagem se encontra na aura dos consulentes, que no auge da emoção juram haver visto aqueles que foram seus parentes.

PRINCÍPIOS

A partir da publicação de O Livro dos Espíritos, o Espiritismo se estruturou a partir dos diálogos mantidos com os espíritos desencarnados, que se manifestavam por intermédio dos médiuns, discorrendo sobre temas científicos, credulários e filosóficos sob a ótica da moral cristã, da moral utilitária, diga-se de passagem, tendo por princípio o amor ao próximo, algo que a nossa humanidade ainda não alcançou, pois que ela tem primeiro que produzir a amizade espiritual. Assim, os espíritas julgam que esses espíritos trouxeram novas perspectivas sobre diversos temas considerados de grande relevância filosófica e teológica, quando, na realidade, tudo o que esses espíritos inferiores dizem é mentira. Desta forma, foi estabelecido um dos princípios básicos do Espiritismo, que é a importância da caridade, cujo lema é o seguinte: fora da caridade não há salvação.

Há aqui que se ressaltar que nenhum ser humano encarna para fazer ou receber caridade do seu próximo, notadamente porque a caridade é sempre empregada no sentido material, embora os espíritas considerem como sendo a benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros e perdão para as ofensas. A benevolência é uma obrigação, uma vez que todos têm que ter bondade de ânimo para com o próximo, quando inexiste a maldade. A indulgência também é uma obrigação, uma vez que devemos ter a disposição para desculpar as faltas do próximo, assim como as ofensas, igualmente quando não há maldade. A nossa humanidade se encontra ligada pelo dever da solidariedade, o que implica em auxílio mútuo, embora muitos não atentem para esta realidade, e estando a nossa humanidade ligada pelo dever de solidariedade, quem é solidário não faz nenhum favor. Ao invés da caridade, devem surgir homens liberais e magnânimos. Além do mais não existe a salvação.

A doutrina espírita se propõe a estabelecer uma diálogo entre a Filosofia, a ciência e a religião, em que esta última nada tem a ver com religião, mas sim com credo, visando a obtenção de uma forma original que seja mais profunda e mais abrangente, a um só tempo, para desta maneira compreender melhor a realidade, para tanto Allan Kardec apela para a fé credulária, quando diz que “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da humanidade”; imitando a Lutero, que queria encarar de frente a razão, com ambos ignorando completamente que razão = verdade + sabedoria.

O espírita Herculano Pires, considerado como sendo filósofo, mas que não passa de um simples credulário, porque embora seja ciente da realidade acerca da existência do espírito, pende para os dizeres bíblicos, as preces e tudo o mais que se liga ao sobrenatural, considerando o Espiritismo como sendo religião, quando, na realidade, é credo, diz o seguinte:

Filosofia Espírita, como disse Kardec, pertence genericamente ao que costumamos chamar de Filosofia Espiritualista, porque a sua visão do Universo não se prende à Matéria, mas vai até o Espírito, que considera como causa de tudo o que percebemos no plano material. Englobando na sua interpretação cosmológica a Ciência Espírita, e tendo como consequência a Religião Espírita, a Filosofia Espírita encerra em si mesma toda a doutrina”.

De um modo geral, a doutrina espírita se fundamenta nos dez princípios seguintes:

  1. A existência e a unicidade de deus, no caso Jeová, o deus bíblico, rejeitando o dogma da Santíssima Trindade, conforme se encontra na primeira questão de O Livro dos Espíritos, que diz que “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”;
  2. O Universo é criação de Jeová, o deus bíblico, incluindo todos os seres racionais — como, por exemplo, Jesus, o Cristo — e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais, que por sua vez estão todos destinados à lei do progresso;
  3. A existência e a imortalidade do espírito, com este sendo compreendido como a individualidade inteligente da criação divina, que atua sobre a matéria através de um conectivo semimaterial denominado de perispírito, que assim como o espírito é indestrutível, ignorando completamente que o perispírito é formado por parcelas das propriedades da Força e da Energia, e que existe o corpo de luz, formado por parcelas da propriedade da Luz;
  4. A volta do espírito à matéria através da reencarnação, tantas vezes quanto necessário, como o mecanismo natural para se alcançar o aperfeiçoamento material e moral, ignorando completamente que a matéria não existe e que não existe o aperfeiçoamento material, mas existe o aperfeiçoamento moral, assim como o ético, que se resumem na educação, mas que são apenas uma parte da evolução do espírito, que leva à inteligência. No entanto, para a doutrina espírita, a perfeição que a nossa humanidade é suscetível de alcançar é relativa, pois apenas Jeová, o deus bíblico, possui a perfeição absoluta, infinita em todas as coisas. O espíritas rejeitam a crença na metempsicose;
  5. O conceito de criação igualitária de todos os espíritos, simples e ignorantes em sua origem, destinados invariavelmente à perfeição, com aptidões idênticas para o bem ou para o mal, em função do livre arbítrio, ignorando completamente que os seres não vêm ao Universo como espíritos, mas sim na forma mais simples, limitada e imperfeita, que são os átomos;
  6. A possibilidade de comunicação entre os espíritos encarnados e os espíritos desencarnados, por meio da mediunidade, através dos médiuns, o que é um fato;
  7. A lei de causa e efeito, compreendida como sendo o mecanismo de retribuição ética universal a todos os espíritos, segundo a qual a nossa condição atual é o resultado dos nossos atos passados e dos nossos pensamentos, em que palavras e atos constroem diariamente o nosso futuro, consoante a máxima de que quem semeia o bem, colhe o bem; quem semeia o mal, colhe o mal;
  8. A pluralidade dos mundos materiais habitados, em que a Terra não é o único planeta com vida inteligente no Universo, sendo possível a reencarnação em outros orbes, ignorando completamente que não existem mundos materiais, pois que todos os mundos são formados por seres, e que não é possível a reencarnação em outros mundos, uma vez que a Terra é o nosso mundo-escola;
  9. Que Jesus, o Cristo, foi criado por Jeová, o deus bíblico, sendo ele o guia para toda a nossa humanidade, pois segundo a doutrina espírita a moral cristã contida nos evangelhos canônicos é o maior roteiro moral e ético que o homem possui, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser alcançado pela nossa humanidade, ignorando completamente que Jesus, o Cristo, pertence à humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, e que ele se deslocou dessa sua humanidade para a nossa, na condição de Antecristo, para formular um plano para a nossa espiritualização, estabelecendo o instituto do Cristo no seio da nossa humanidade, e que até hoje ainda não foi compreendido pelos seres humanos, daí a impossibilidade de serem seguidos os seus ensinamentos, principalmente o amor espiritual, por isso todos são anticristãos, devendo primeiramente se tornar antecristãos, para que então possam produzir a amizade espiritual, condição sine que non para a produção do amor espiritual;
  10. Fora da caridade não há salvação. Já foi visto que a caridade deve ser substituída pela solidariedade fraternal, já que todos os espíritos têm o dever de serem fraternos uns com os outros, não sendo isso nenhum favor, e quanto à salvação, esta não existe.

Além desses dez princípios, existem outras características secundárias, que literalmente podem ser consideradas as seguintes:

  1. A noção de continuidade da responsabilidade individual por toda a existência do espírito;
  2. A progressividade do princípio espiritual dentro do processo evolutivo em todos os níveis da natureza;
  3. A ausência total de hierarquia sacerdotal, pois que não existem sacerdotes;
  4. A abnegação na prática do bem, ou seja, não se deve cobrar pela prática da caridade, nem o fazer visando a segundas intenções. Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”;
  5. O uso de terminologia e conceitos próprios, como, por exemplo, perispírito, mediunidade, centro espírita;
  6. A total ausência de exorcismos, fórmulas, palavras sacramentais, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, amuletos, talismãs, cultos ou oferendas a imagens ou altares, danças, procissões ou atos semelhantes, paramentos, andores, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, práticas exteriores ou quaisquer sinais materiais;
  7. A ausência de rituais institucionalizados, a exemplo de batismo, cultos ou cerimônias para oficializar casamento;
  8. O incentivo ao respeito para com todos os credos e opiniões;
  9. A ter uma fé raciocinada, rejeitando a fé cega que não utiliza o raciocínio lógico em suas crenças.

SIMBOLOGIA

O Espiritismo não possui um símbolo oficial e prioriza uma linguagem denotativa, no entanto, o ramo de videira presente em O Livro dos Espíritos, única gravura usada por Allan Kardec na codificação espírita, é considerado pela doutrina como a imagem metafórica perfeita da relação entre o espírito e o corpo humano, devido a esse trecho contido em seu prefácio:

Porás no cabeçalho do livro a cepa que te desenhamos, porque é o emblema do trabalho do Criador. Aí se acham reunidos todos os princípios materiais que melhor podem representar o corpo e o espírito. O corpo é a cepa; o espírito é o licor; a alma ou espírito ligado à matéria é o bago. O homem quintessencia o espírito pelo trabalho e tu sabes que só mediante o trabalho do corpo o Espírito adquire conhecimentos”.

OBRAS BÁSICAS

  1. O Livro dos Espíritos
    • É o primeiro livro da codificação espírita publicado por Allan Kardec. Esta obra contém os princípios da doutrina espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e as suas relações com os homens, assim como as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da nossa humanidade, segundo os ensinamentos dos espíritos, através de diversos médiuns.
  2. O Livro dos Médiuns
    • É um livro espírita francês de autoria de Allan Kardec, publicado em Paris no ano de 1861, considerado como sendo uma das obras básicas do Espiritismo. Versa sobre o caráter experimental e investigativo da doutrina espírita, visto como ferramenta teórico-metodológica para se compreender uma nova ordem de fenômenos, que até então jamais foi considerada pelo conhecimento científico, e que são os fenômenos espíritas ou mediúnicos que teriam como causa a intervenção de espíritos na realidade física.
  3. O Evangelho Segundo o Espiritismo
    • É um livro espírita francês de autoria de Allan Kardec, publicado em Paris no ano de 1864, considerado como sendo uma das obras básicas do Espiritismo, e dentre elas a que dá mais enfoque a questões credulárias e comportamentais do ser humano. Nela são abordados os evangelhos canônicos sob a ótica da doutrina espírita, tratando com especial atenção a aplicação dos princípios da moral dita cristã e de questões de ordem credulária como a da prece e a da caridade. A obra procura fornecer a explicação das máximas morais de Jesus, o Cristo, em concordância com o Espiritismo e a sua aplicação às diversas circunstâncias da vida.
  4. O Céu e o Inferno
    • É um livro espírita francês de autoria de Allan Kardec, publicado em Paris no ano de 1865, obra composta de duas partes, em que na primeira o autor realiza um exame crítico da doutrina católica sobre a transcendência, procurando apontar contradições filosóficas e incoerências com o conhecimento científico superáveis, mediante o paradigma espírita da fé relacionada; na segunda parte, constam dezenas de diálogos que foram estabelecidos entre Allan Kardec e diversos espíritos, nos quais estes narram as impressões trazidas da existência transcendente.
  5. A Gênese
    • É um livro espírita francês de autoria de Allan Kardec, publicado em Paris no ano de 1868, obra composta de três partes, em que a primeira parte trata da Gênese, ou seja, da formação dos mundos e da criação dos seres animados e inanimados; a segunda parte, trata dos milagres, onde se discute sobre o que pode ser considerado milagre, explicando no âmbito da doutrina espírita os muitos milagres feitos por Jesus, o Cristo; e a terceira parte, explica como e por que pode haver previsões de coisas futuras, pressentimentos e coisas afins.

OBRAS COMPLEMENTARES

  1. O Que é o Espiritismo
    • É um livro espírita francês de autoria de Allan Kardec, publicado em Paris no ano de 1859, em que a obra sucedeu a publicação de O Livro dos Espíritos, apresentando de forma sucinta os princípios da doutrina espírita, assim como as respostas às principais objeções que lhe podiam ser apresentadas, sendo dividida em três parte: a primeira, apresenta três diálogos, em que Allan Kardec conversa com um crítico, um cético e um padre; a segunda, apresenta noções elementares do Espiritismo; e a terceira, apresenta as soluções de alguns problemas do cotidiano pela doutrina espírita.
  2. Revista Espírita
    • Periódico voltado exclusivamente para assuntos relacionados ao Espiritismo, tendo sido fundado por Allan Kardec e dirigido por ele até a data da sua desencarnação, em 1869, tendo tido a participação de várias personalidades expoentes da doutrina, sendo atualmente uma publicação trimestral.
  3. Obras Póstumas
    • Obra publicada postumamente em 1890 pelos dirigentes da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, trata-se de uma compilação de escritos inéditos de Allan Kardec, o codificador da doutrina espírita, com anotações sobre os bastidores da criação da doutrina e que auxiliam a sua compreensão.

 

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Se você realmente vai se dispor a ler o que aqui está escrito, recomendo a não se espantar e muito menos se admirar sobre tudo aquilo que aqui irá...

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