11.11- A salvação

Prolegômenos
6 de junho de 2018 Pamam

A palavra salvação é originária da palavra latina salvatione, que é o ato ou o efeito de se salvar de uma situação que de alguma maneira está ameaçando o ser vivente, podendo ser também o ato ou efeito de saudar, uma saudação. Mas alguns estudiosos foram buscar a origem da palavra salvação no grego, através da palavra soteria, cuja palavra transmite a conotação de cura, de redenção, de remédio e até de resgate, em que neste caso o termo passa a se referir genericamente à libertação de um estado ou de uma condição indesejável. E aqui surge a invenção sacerdotal da salvação eterna, da salvação celestial, da salvação da alma, através da qual a alma do ser humano se livraria de uma ameaça eterna, ou seja, de um castigo eterno, de uma condenação eterna, ou até mesmo da extinção, que viria após a morte. No estudo da Teologia, que é próprio dos néscios parasitários, pelo fato de ser um estudo sem sentido, próprio da imaginação humana, pois que não se pode estudar ao Infinito, ao Ilimitado e à Perfeição, que não se encontra nem ao alcance da concepção, já que não se pode formular uma ideia a respeito, o estudo da salvação é denominado de soteriologia, sendo de grande importância para a classe sacerdotal, pois que é através desse estudo nocivo e infrutífero que ela vai engendrando os seus ardis e as suas artimanhas astuciosas para encabrestar de modo cada vez mais firme as rédeas que comandam os seus arrebanhados, acretinando-os cada vez mais e mais.

Mas se a salvação diz respeito à não condenação eterna da alma, livrando-a do castigo eterno, por decisão do deus bíblico, em que as almas salvas vão para o céu para lá viverem eternamente com esse deus, e os ímpios para o inferno, ou extintos, e se a alma foi concedida ao ser humano através do sopro desse deus nas narinas de Adão, sendo ela, portanto, de vento, que me respondam então os teólogos: e para onde vai o espírito? E eles não sabem responder, pois que não sabem a diferença que existe entre a alma e o espírito. E não sabem porque a Bíblia é omissa em relação à natureza do espírito.

A visão sobrenatural da salvação por parte do cristianismo, cujo cristianismo por sinal é todo falso, pois que não existe o sobrenatural, sendo ele apenas fruto da imaginação humana, notadamente da imaginação sacerdotal, torna-se de fundamental importância para a manutenção desse falso cristianismo, a divinização de Jesus, o Cristo, e a invenção do reino do deus bíblico, cujo reino é a atmosfera terrena, onde se encontram decaídos os espíritos obsessores.

Nessa visão sobrenatural, após a queda do gênero humano, através da desobediência a Jeová, o deus bíblico, por essa simples desobediência, esse deusinho de muitos sacerdotes e dos seus cretinos arrebanhados se arvorou de salvar ou condenar aos homens, através da sua graça misericordiosa. Vejam só! E ainda consideram a esse deus misericordioso.

Esses sacerdotes e os seus arrebanhados por eles acretinados, vêm afirmar em todos os tons desafinados, totalmente fora do ritmo da evolução espiritual, que esse deus bíblico ama aos homens desde toda a eternidade, mesmo sabendo que eles iriam desobedecê-lo. Assim, já tinha preparado o remédio para a cura de alguns, os seus adoradores, e o veneno para o castigo dos demais, os não adoradores, que são os ímpios, que era justamente entregar o seu próprio filho Jesus, o Cristo, vejam só, que daria a vida como resgate dos adoradores, para o perdão dos seus pecados e para a santificação do gênero humano. Colocar o nosso Redentor como sendo o filho unigênito desse safado Jeová, o deus bíblico, é que constitui uma verdadeira heresia.

Em seu parágrafo §614, o catecismo da igreja católica ensina que esse sacrifício de Jesus, o Cristo, é único, superando a todos os demais sacrifícios, por ser o primeiro dom do próprio deus-pai, em que esse pai que entrega o seu filho para reconciliar os homens consigo, sendo ao mesmo tempo uma oferenda do filho do deus bíblico feito homem, o qual, livremente, e por amor, oferece a sua vida ao seu pai pelo “espírito santo”, para reparar a desobediência dos homens. Quanta imbecilidade! Quanta idiotice! Quanta maluquice! Tudo por causa de uma simples desobediência! Ora, nem Jesus, o Cristo, é filho unigênito desse pavoroso Jeová, o deus bíblico, e nunca ofereceu a sua vida para salvar a nossa humanidade, pois que ele não é um imbecil e muito menos um idiota, pois, na realidade, ele foi assassinado pelos judeus, mais propriamente por Hanã, que tramou o seu assassinato em reuniões no Sinédrio, que entre os antigos judeus, em Jerusalém, era o tribunal formado pelos seus sacerdotes, anciãos e escribas, o qual julgava as questões criminais ou administrativas referentes a uma tribo ou a uma cidade, os crimes políticos importantes, e outros.

E qual foi o crime cometido por Jesus, o Cristo, para que Hanã viesse a tramar o seu assassinato? Obviamente nenhum crime ele cometeu. A razão do seu assassinato se deveu ao fato de que Maria Madalena era amante de Hanã, tendo decidido abandoná-lo para seguir a Jesus, o Cristo, e então Hanã, sendo tomado pelos ciúmes, passou a nutrir um ódio mortal contra o Nazareno, fazendo de tudo para que ele padecesse através dos sofrimentos mais atrozes, pois que a crucificação era um costume romano. Esta é a verdadeira causa da crucificação do nosso Redentor, e não uma suposta salvação dos homens. A tudo isso nós veremos em seus maiores detalhes na categoria A CRISTOLOGIA.

Tradicionalmente entre os cristãos, que, na realidade, não são cristãos, mas sim falsos cristãos, mais própria e especificamente anticristãos, a meta principal é obter a salvação. Já outros anticristãos sustentam a tese de que a meta principal do cristianismo, quer dizer, do falso cristianismo, ou do anticristianismo, é cumprir a vontade do deus bíblico, aceitando o seu reinado, ou os conceitos que sejam equivalentes. Nessas tradições, obter a salvação é equivalente a “ir para o céu” após a morte, enquanto muitos enfatizam que a salvação representa uma troca de vida durante o tempo em que permanecem na Terra. É por isso que vários estudos da teologia dita cristã tentam, de modo matreiro e artimanhoso, explicar por que a salvação é necessária e como obtê-la.

Essa invenção da salvação se baseia na imaginação de que existe o estado de não-salvação, do qual os homens necessitam ser redimidos. Para a maioria dos que se julgam cristãos, sendo católicos ou protestantes, isso representa o juízo do deus bíblico sobre a humanidade — o que comprova que esse deusinho atrasado não possui realmente juízo —, devido a sua culpa no pecado original, que foi cometido desde o tempo de Adão, e também a outros pecados atualmente cometidos pelos homens, já que se reconhece pecados em todos eles.

Mas as igrejas ortodoxas, demonstrando que possui um levíssimo senso do ridículo, rejeitam o conceito agostiniano do pecado original, cuja expressão sequer existe na patrística grega, e veem a salvação como sendo uma escala de melhoramento espiritual e purificação da natureza humana, que foi danificada na queda.

Para aqueles que são detentores de um raciocínio um pouco mais profundo, que buscam se situar no âmbito da racionalidade, podem analisar as tremendas ignorâncias que os sacerdotes semeiam no seio da nossa humanidade, vejamos a essas ignorâncias no âmbito da salvação:

  • Catolicismo:
    • Em conformidade com a soteriologia católica, sendo oferecida pelo deus bíblico, a salvação se realiza no céu, após a morte. Devendo conduzir o homem à santidade, à suprema felicidade e à vida eterna, essa salvação deve ser obtida através da fé credulária em Jesus, o Cristo, desde que ele venha a pertencer à igreja fundada e encabeçada por ele. Assim é dada a salvação.
  • Protestantismo:
    • Para os protestantes a salvação vem pela graça do deus bíblico, pois tendo Jesus, o Cristo, sofrido na cruz do calvário o castigo do pecado, pode a partir desse sofrimento fornecer a salvação ao pecador. A salvação assim funciona como sendo uma permuta, na qual Jesus, o Cristo, leva sobre si o pecado do homem e este pode obter o perdão que o próprio Jesus, o Cristo, fornece, ao se tornar o único e pessoal salvador do pecador que é confesso e crente.
  • Islamismo:
    • Para os muçulmanos, o propósito da vida é viver de forma a agradar a Alá, o seu deus, para que através desses agrados possa ganhar o paraíso. A crença muçulmana é que na puberdade uma conta de dívidas de cada homem se abre e isso deve ser utilizado no dia do “juízo final” para determinar o seu destino eterno. Em 4:49, 24:21 e 57:22, o Alcorão também sugere a doutrina da predestinação divina, e, além disso, ensina a necessidade da fé credulária e das boas obras para a salvação. Mas o que se deve ressaltar, é que na doutrina muçulmana da salvação, os incrédulos, aqueles que recusam a sua verdade, e também os pecadores, estão irremediavelmente condenados, mas o arrependimento genuíno dá como resultado o perdão de Alá e a entrada no paraíso, após a morte.
  • Hinduísmo:
    • Para o hindu, a salvação é a libertação da alma do ciclo da morte e da reencarnação, que pode ser obtida ao se alcançar o nível espiritual mais alto. Esta é a meta final do hinduísmo, que considera o céu e o inferno como sendo ilusões temporárias. A essas suas considerações os hindus denominam de moksa, que em sânscrito é a libertação.
  • Budismo:
    • As “quatro nobres verdades” transmitidas por Buda delineiam a essência da soteriologia budista, em que o sofrimento é tratado como sendo uma enfermidade, que pode ser curada pelo entendimento das causas e ao seguir o “nobre caminho óctuplo”, o qual inclui a moralidade e a meditação. Em outros ensinamentos budistas existem outros meios para se alcançar a libertação.

Note-se que em relação aos bíblicos, a salvação se refere diretamente à alma. Mas acontece que no quinto dia da sua “criação”, Jeová mandou produzir um enxame de almas viventes para que as criaturas voadoras voassem sobre a Terra, assim como também toda alma vivente que se move. E mais: no sexto dia dessa sua “criação”, em tudo que há vida como alma, ele afirma haver dado a vegetação verde por alimento. Então, bíblicos, que se dignem a responder ao mundo: para onde vão todas essas almas? Elas vão permanecer assim por toda a eternidade? Mas saibam que vocês não vão permanecer assim na ignorância.

Para que se saiba o essencial a respeito da salvação, não se torna preciso desprender grandes esforços, basta apenas recorrer ao evoluidíssimo espírito de Luiz de Souza, que em sua obra A Felicidade Existe, encerra praticamente tudo aquilo que devemos conhecer em relação a essa invenção sobrenatural estapafúrdia de seres humanos completamente ignorantes, por isso totalmente sem sentido, sem a mínima lógica e sem a menor racionalidade, portanto, sem qualquer fundamento, uma vez que tudo aquilo que se refere ao sobrenatural se encontra completamente fora do âmbito da realidade, pois que não passa de um mero devaneio proveniente da imaginação.

As interpretações da Bíblia diferem do credo católico para as suas seitas protestantes, e nas suas seitas protestantes geralmente de uma para outra, mas todos eles pregam a salvação. Os seus sacerdotes ensinam que aquele que acreditar que Jesus, o Cristo, deu o seu corpo e derramou o seu sangue na cruz para salvá-lo estará salvo por toda a eternidade, quer dizer, livre de todos os seus pecados, com a sua entrada estando assegurada no reino dos céus após a morte, onde se avistará com Jeová, o seu deus bíblico, que o fez à sua imagem e semelhança, por isso também uma figura tipicamente humana que possui imagem, que por isso não pode jamais ser infinita, ilimitada e perfeita, portanto, possuidora de nádegas bem polpudas, assim mesmo como esse tal de Jeová se apresentou a Abraão e a Moisés, que eram dois médiuns obsedados, além de outras invenções imaginativas, sentado em uma espécie de trono, qual um simples rei de antigamente, tendo à sua direita o seu filho unigênito, Jesus, o Cristo, que aqui fazem-no assumir o ridículo papel de príncipe desse deus-rei ridículo e empavonado, tal como sendo o “filhinho de papai”, sem que tenha merecido com honra e esforço a condição evolutiva do Cristo por ele alcançada. E assim, na condição de um legítimo e autêntico vagabundo, tal como são esses que se julgam os seus ministros sacerdotais, sem realizar qualquer trabalho que os ocupem para a realização de algo que seja útil e proveitoso, sendo, pois, a imagem do inútil, aguardam, pacientemente, pelo menos demonstrando algo aproveitável com as suas paciências, o momento de serem julgados os vivos e os mortos. Os que antes de morrer foram salvos, ressuscitarão, em carne e osso, nessa ocasião. Vejam só a tremenda materialidade e a total ausência da espiritualidade! É isso o que revela essa mentirosa e perigosa Bíblia!

Mas, se nesse caso todos os mortos ressuscitarão, e os que forem salvos viverão para sempre em seus corpos carnais, sabendo-se que o corpo carnal para um ser humano de 76 quilos é representado por 44 kg de oxigênio, 1,73 kg de azoto, 0,6 kg de flúor, 22 kg de carvão, 0,8 kg de fósforo, 0,1 kg de enxofre, 1, 75 kg de cálcio, 0, 08 kg de potássio, 0,05 kg de magnésio e 0,05 kg de ferro, conforme Alfred Emy expõe em sua obra Psiquismo Experimental, é de se indagar: qual seria, então, a utilidade da alma? Porém se o deus bíblico deu uma alma ao ser humano assoprando em suas narinas, conforme consta no Gênesis, e se algum credulário conseguir inventar alguma utilidade para essa alma formada de vento, então que me responda o seguinte: como o deus bíblico deu o espírito ao ser humano? Ora, se isto não consta no Gênesis, mas se a tal de Bíblia mesmo assim se refere ao espírito, a conclusão mais lógica desse sobrenaturalismo é que se a alma do ser humano saiu do vento expelido pela boca do deus bíblico, então o espírito do ser humano saiu do vento expelido por um outro orifício qualquer que não a boca. Eu devo aqui pedir as devidas desculpas pela metáfora, mas que esse deus bíblico dela é merecedor, isto ele o é realmente, sem qualquer dúvida, como não poderia deixar de ser.

Como se pode facilmente constatar, nada mais simples e cômodo do que adquirir, de maneira sumária, sem qualquer esforço ou sacrifício postos no processo da evolução, tal salvação esdrúxula. No credo católico e nas suas seitas, ninguém é admitido sem fazer a profissão da fé credulária, que consiste exatamente no ato de se obter a salvação. Os que irão se salvar, porque julgam crer sem dar qualquer trato ao raciocínio, tornam-se “crentes”, termo pelo qual sentem orgulho de serem chamados. Mas crentes do sobrenaturalismo, daquilo que não conseguem jamais perceber e nem compreender? Isto chega a ser o cúmulo da estupidez! Todo crente assim se julga, pedante e soberbamente, um ser privilegiado, segundo ele mesmo acredita, em sua crassa ignorância e empáfia, por se haver tornado, consoante a mística bíblica, ovelha do rebanho de um senhor, pastoreado pelo Bom-Pastor, que no caso é o “Senhor” Jesus, o Cristo, como assim se expressa, mesmo sem saber que todos os “crentes” ainda são autênticos, genuínos e verdadeiros anticristãos.

Acontece, porém, na dura realidade dos fatos, que todos os que se encontram encarnados são imperfeitos, e como o mal se encontra na ignorância acerca da espiritualidade, todos os ignorantes estão sujeitos a cometer crimes e a errar, uns mais, outros menos, conforme seja o seu acervo espiritual acumulado em numerosas vidas passadas, e consoante a natureza dos seus sentimentos e dos seus pensamentos. Mas eles acreditam piamente que quem está salvo está limpo do pecado, e que não pecará mais. Daí a impossibilidade de harmonizar, no seio dos grupos de crentes, dois fatos antagônicos: a pureza com a indiscutível imperfeição.

Ora, sustentar e tentar conciliar a pureza da alma com a imperfeição, em que na ignorância se encontra todo o mal deste mundo, já se sabe que é impossível, daí decorre a circunstância de se verem os crentes, geralmente, obrigados a encobrir as suas faltas e os seus crimes cometidos para que os outros não possam vê-los empanados pelas suas supostas purezas, pois, se tal se desse, não faltariam motivos para exclamações de espanto e outras manifestações escandalosas. É essa realmente uma situação falsa e enganadora em que ficam colocados todos os crentes, face à posição de “salvos”. Nada como a verdade, sem mistificações e hipocrisias, aliada à sinceridade, para que os seres humanos não precisem ser diferentes do que realmente são: todos imperfeitos e ignorantes, portanto, faltosos.

Ao invés de acreditarem nessa esdrúxula salvação, os crentes deveriam se esforçar para que não venham a cometer ainda mais erros, e assim poderem cumprir rigorosamente com as suas obrigações e os seus deveres neste mundo, os quais foram assumidos em plano astral, pois caso raciocinassem um pouco mais do que raciocinam, deveriam saber que a suposta salvação não lava jamais os erros do passado e não elimina os débitos das faltas que terão de ser obrigatoriamente resgatados no futuro. As suas condutas de vida tidas como se fossem sãs apenas evitam que eles se manchem em orgias mundanas, e nada mais, não por convicção, mas com medo do pecado, medrosos que todos são, pois que todo o resto se resume a louvores, cultos, adorações, peditórios, bênçãos, subserviências, e outras baboseiras do gênero, que são depreciadoras da altivez e da hombridade do espírito.

Uma vez que a ideia da salvação foi inventada para se associar às lendas do céu e do inferno, deixará de ter a significação que os credos e as seitas lhe concedem, desde que fique reconhecida a verdade sobre o preceito da reencarnação, por mim a ser demonstrada experimentalmente na minha explanação do Racionalismo Cristão, contida no site pamam.com.br, pois que provarei de modo incontestável haver sido Ruy Barbosa na encarnação passada, por ser essa prova de natureza reencarnatória de fundamental importância para que possa se processar efetivamente a evolução dos seres humanos e outros.

Na realidade, a palavra salvação para os crentes indica que o ser humano se salva do inferno e vai para o céu. Os terríveis sacerdotes, além do céu e do inferno, inventaram também o purgatório, que é a estação intermediária entre um e outro. Essa invenção engendrada ardilosamente pelos sacerdotes é muito rendosa, pois possibilita aos crédulos pagarem missas, por meio das quais poderia a alma passar desse reduto para o céu. Estabeleceu-se essa transação mercantilista e enganosa para retirar, falsamente, o pecador ou o criminoso do purgatório, e recomendá-lo para o céu. A criação do purgatório, que muda completamente a técnica da salvação, não é admitida pelos crentes. Note-se que tanto os que afirmam a existência do purgatório, que são os sacerdotes católicos, como os que a negam, que são os sacerdotes que se dizem crentes, dizem-se inspirados pela Bíblia, e chegam a essas conclusões opostas por força de suas próprias interpretações ignorantes, geralmente sempre maldosas.

Atrás da salvação andam os seres humanos pouco raciocinadores, néscios, ingênuos, que nada sabem a respeito da vida espiritual, sendo totalmente ignorantes, mas que também trazem em suas almas a cobiça por uma vida econômica menos apertada e pelos favores dos céus, além da cobiça da própria salvação. Não se admite mais na época atual que os seres humanos ainda se deixem embalar por promessas tão frágeis, tão místicas e tão sobrenaturais, desde que tenham algum conhecimento a respeito da vida no plano espiritual, pois assim se demonstra que a falta de espiritualidade domina uma legião de adeptos dos credos e das suas seitas, os quais foram atraídos para eles pelos espíritos quedados no astral inferior, sempre na doce ilusão de poderem comprar o céu ou de se libertar da condenação certa do inferno, gostosamente enganados pela afirmativa vã de alcançarem uma salvação inexistente e falsa.

É muito mais fácil e agradável poder se chegar ao delinquente e lhe ofertar salvação, oferta que ele receberá com alegria, do que lhe revelar a verdade nua e crua, mostrando-lhe a necessidade da regeneração e de se preparar para o resgate integral de todas as suas faltas, com esforço, sacrifício e dor, em encarnações sucessivas. Por esta razão, a grande maioria prefere ser consoladoramente enganada, a ser conscientemente alertada. Não fosse isso, a evolução da nossa humanidade já teria alcançado condições elevadas de grande significação moral, ética e educativa. Daí se poder comprovar por intermédio dos fatos históricos, com a mais absoluta certeza, o grande mal que os sacerdotes vêm causando a todos os seres humanos, desde priscas eras, sendo por essa razão os maiores malfeitores de toda a nossa humanidade, pois se sabe que o grande mal da nossa humanidade é a ignorância, como Jesus, o Cristo, mesmo afirmou, e os sacerdotes são os maiores semeadores da ignorância neste mundo, razão pela qual são também os seus maiores malfeitores.

Há os seres humanos que se entregam de tal maneira descontrolada aos credos e as suas seitas, que fanaticamente batem de porta em porta e fazem comícios nas ruas, oferecendo a salvação para os demais, prática que vale, segundo eles, para desviar os seus ouvintes dos vícios e da má vida que porventura levem. Mas muito maior proveito haveria se, ao invés de proclamarem vantagens impossíveis e irreais, limitassem-se a contar os fatos como realmente eles são, e induzissem a todos a cuidar do presente, transformando o seu modo de viver, de maneira a imperar, em todos os sentidos, as elevadas moral e ética que se encontram no Racionalismo Cristão, desdobradas em códigos de verdade e sabedoria, respectivamente, adredemente preparados e coordenados pela razão.

O que o Racionalismo Cristão pretende é mudar completamente essa mentalidade reinante posta no âmbito do sobrenatural, o qual não passa de um tremendo devaneio, que não condiz com a realidade da existência eterna e universal, tornando essa mentalidade imaginativa sensível ao bem, consciente e iluminada por meio de uma percepção e de uma compreensão racionais das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais. Os seres humanos precisam com urgência ter a noção plena de que são eles mesmos quem detêm a responsabilidade precípua de construir as suas próprias felicidades permanentes, para que assim não venham a andar por este mundo ao léu, em busca dos recursos mágicos de uma ilusória salvação, os quais são impostos pelos sacerdotes malfeitores, ávidos de poder e riqueza.

Aqueles que ainda pensam que os sacerdotes fazem de tudo para os arrebanhar a fim de engrossar ainda mais as suas hostes, considerando que eles estão assim procedendo porque almejam as suas salvações eternas, em virtude de serem bonzinhos ou bondosos, não passam de simples tolos, inábeis, néscios, fáceis de serem enganados, sendo, pois, aqueles que no cotidiano da vida o vulgo denomina de trouxas. Estes precisam saber e tomar a devida consciência de que a característica maior dos sacerdotes é a velhacaria. Neste caso, precisam saber também o que seja um velhaco. Os velhacos sacerdotes são aqueles que ludibriam os seus arrebanhados de propósito, por terem má índole, já que as suas intenções se concentram mais na aquisição de riquezas e de poderes sobre os seus arrebanhados, por isso eles são traiçoeiros, fraudulentos, estelionatários, não passando de uns ordinários, de uns grandes patifes. E muitos deles são libertinos, devassos, enquanto que outros são pederastas e pedófilos. Mas se alguém vier me provar que os credos e as suas seitas não exploram monetariamente aos seus arrebanhados, muitas vezes até sexualmente, inclusive as mulheres casadas, e até crianças, eu retiro tudo o que disse sobre os sacerdotes, peço desculpas imediatamente, e passo a acreditar em todas as suas mentiras. Porém, esta prova não pode ser arrazoada no âmbito do sobrenatural, que não existe, assim como também a ilusão da matéria.

Vale a pena meditar sobre o assunto aqueles que não se sentirem apegados a um pensamento imaginativo fixo e não se julgarem incapazes de quebrar alguns tabus para que possam se livrar de alguns dogmas que carregam desde a infância, frutos de uma educação credulária, portanto, falsamente religiosa, oriunda da ignorância dos próprios pais, familiares e conhecidos, e também dos famigerados sacerdotes, como não poderia deixar de assim ser. É meditando, racional e profundamente, tentando adentrar na realidade da existência eterna e universal, que esses seres humanos poderão chegar a conclusões satisfatórias sobre a vida fora da matéria, uma vez que o raciocínio trabalhe com lógica, que é a arte de raciocinar com acerto, discernindo a tudo desapaixonadamente, para que assim o fanatismo não possa prosperar. Sem estas condições, nunca se chegará a bons resultados, prevalecendo sempre as dúvidas e as confusões provenientes da incerteza da imaginação.

No Racionalismo Cristão, o ponto de partida é a verdade, posta para o mundo em forma de doutrina, sendo agora a sua doutrina completada por um método, um sistema e uma finalidade, para que assim se possa comprovar a realidade da existência eterna e universal, inclusive através desta explanação de A Filosofia da Administração, por isso não se quer, de modo algum, ver alguém torturado pela incerteza, pois aonde estiver a incerteza, a verdade, a sabedoria e a razão ainda não penetraram. Há meios de se conhecer a verdade, a sabedoria e a razão dentro do alcance da mente humana, daí se poder asseverar convictamente ser uma grande intrujice a afirmativa da salvação estabelecida pelos credos e pelas suas seitas. Esta é a conclusão a que todos, obrigatoriamente, terão de chegar, inapelavelmente, certos de que, no fim, somente a razão, que coordena a verdade e a sabedoria, poderá ficar de pé, para que assim todos possam proceder com eficiência as suas evoluções espirituais, em retorno acelerado para o Criador.

Diante disso, cada um deve tratar de averiguar os fatos expostos pela realidade da existência eterna e universal, o quanto antes, à luz da razão, e enfrentar com coragem e boa vontade a própria situação evolutiva em que se encontra. No mundo nada está perdido com respeito aos fracassos morais e éticos, já que tudo se recupera com o tempo, que é o grande responsável por todas as transformações progressistas, em virtude da ação evolutiva, e tanto mais depressa se atinge o alvo, quanto mais disposto estiver o ser humano em abandonar a crendice, a imagem fictícia da irrealidade, para aceitar os postulados racionais e verdadeiros, que por hipótese alguma se encontram ocultos, mas sim firmados convictamente nesta explanação de A Filosofia da Administração, categoricamente, com a finalidade de que mais rapidamente se tome o caminho da evolução espiritual consciente, para que mais depressa possa enfim haver a ordem e o progresso para todos os seres.

Muitos seres humanos falam em amor, em amor ao próximo, uns para que possam exibir a imagem de caridosos, outros para que possam fazer refletir para os demais as suas ações de bons samaritanos, e os demais para que possam exibir quais pavões os seus fervores credulários, mas todos por pura ignorância, de uma maneira até um tanto quanto descarada, pois se não possuem sequer a mínima noção do que seja a amizade espiritual, somente conseguida pelo esclarecimento acerca da espiritualidade, que faz emergir a solidariedade fraternal, quanto mais a noção do que seja o amor espiritual. Por isso, esses ignorantes que se dizem cristãos, são todos, na realidade, anticristãos.

É sabido que todo o mal existente neste mundo é decorrente da ignorância em que se encontram todos os seres humanos, e que ele já aflorou com todo o seu furor em nossa humanidade, como se pode comprovar através de todos os tipos de crimes que presenciamos no cotidiano da vida. Todo esse mal que aflora com furor nos seres humanos tem que ser extirpado das suas almas, o que somente pode ser conseguido, unicamente, por intermédio da espiritualização, pois não existe outro remédio que seja eficaz para a cura da doença do mal.

Então é o mal, como doença, que tem que ser combatido e eliminado das almas dos seres humanos, e não os próprios seres humanos que são portadores dessa doença do mal. Quando um ser humano qualquer se torna portador de alguma doença, ele vai ao médico para que este o cure dessa doença de que é portador. O médico, então, passa a tratar desse paciente com a finalidade de combater e eliminar a doença de que ele é portador, sem jamais pensar em se dispor a combater e eliminar esse seu paciente, a fim de também eliminar a sua doença. Combate-se e se elimina a doença, deixando o paciente livre dela. Combate-se e se elimina o mal, deixando o doente livre dele.

Aqueles que julgam trazer em suas almas a doença do mal, que procurem o Racionalismo Cristão, desde que sejam detentores da boa vontade, para que através do esclarecimento espiritual, assim como também através das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas possam eles mesmos ser curados da doença do mal que trazem em suas almas. Foram eles mesmos que se deixaram dominar pelo mal, então são eles mesmos que devem se esforçar para serem curados dessa terrível doença, pois a cura do mal se deve a cada um que traz em sua alma essa terrível doença, e não a terceiros, então não se deve afirmar que Jesus, o Cristo, morreu na cruz para nos salvar, por isso a luta pela evolução espiritual é problema de cada um, já que cada um é portador do raciocínio e do livre arbítrio. Mas existe a possibilidade do recebimento de ajuda, desde que o ser humano venha a adquirir a boa vontade para modificar a sua vida, querendo assim ser ajudado por quem de direito, ou seja, por quem é esclarecido e reúna as condições necessária para ajudar ao próximo.

E aqui cabe a seguinte indagação: por que o deus bíblico, ao invés de combater e eliminar o mal que existe nas almas dos seres humanos, prefere combater justamente os seres humanos que trazem o mal em suas almas, assim como também aos que são considerados como sendo ímpios, condenando-os por toda a eternidade, seja os mandando para serem queimados para sempre no fogo do inferno, seja os extinguindo, enquanto os demais, que são os sacerdotes e os seus credulários, alcançam a salvação?

A resposta para esta indagação é que esse tal de Jeová, o deus bíblico, é perverso e metido a genocida, pelo fato de enganar a todos através do sobrenaturalismo. E toda essa baboseira de salvação é proveniente das mentes perversas e sádicas dos seres humanos mais atrasados, os que sendo médiuns videntes e ouvintes serviram de instrumentos para as zombarias e as galhofas dos espíritos zombeteiros e galhofeiros quedados no astral inferior, que sendo intuídos por esses espíritos obsessores escreveram essa tal de Bíblia, e os sacerdotes, que manipulam e interpretam a esse livro estúpido e mentiroso ao bel prazer, como se ele fosse sagrado, quando o que existe de sagrado neste mundo é o lar, que abriga uma família, que é a célula da humanidade. Então esse deus bíblico asqueroso é o retrato fiel dessas mentes doentias, ignorantes e atrasadas.

Daí a razão pela qual eu desprendo todo o esforço possível e luto com todas as minhas força, energia e luz para esclarecer e espiritualizar a minha humanidade, também por intermédio desta minha explanação acerca de A Filosofia da Administração, a fim de que possa estabelecer a amizade espiritual entre todos os espíritos que neste mundo se encontram encarnados, fazendo emergir a solidariedade fraternal entre todos eles, mondando todo o mal que se encontra em suas almas, para que então possa florir o bem, em toda a sua pujança, assim como também fixar os meus ideais na face da Terra, para que através deles eu possa resolver os problemas do mundo, fornecendo uma diretriz segura de vida com vistas à formação de um futuro Estado Mundial, que deverá ser regido pelas leis espaciais, pelos princípios temporais e pelos preceitos universais.

Caso a nossa humanidade tivesse alguma noção acerca da amizade espiritual, a única que pode fazer emergir a solidariedade fraternal, os seres humanos rejeitariam de imediato a esse esdrúxulo instituto da salvação, por conseguinte, a esse pavoroso deus bíblico. Eu, pelo meu lado, não admito sequer a hipótese de alguns dos meus irmãos serem condenados por toda a eternidade, e muito menos extintos, pois, considerando a amizade espiritual que produzo em direção a eles, em nome da solidariedade fraternal, fatalmente eu seguiria o mesmo destino, bradando aos quatro cantos do mundo para que os salvos se unissem a todos nós, para que assim jamais deixássemos de estar juntos, unidos uns com os outros, como assim deveria ser. Mas não sem antes agir intensamente no sentido de impedir tal descalabro, de acordo com as circunstâncias. E aqui eu estou desconsiderando o imenso amor espiritual que já produzo em direção a todos os meus irmãos que integram a nossa humanidade.

E aqui eu indago novamente: Que tipo de ser humano permite que os seus semelhantes sejam condenados eternamente para sofrer no fogo do inferno? Que tipo de ser humano permite que os seus semelhantes sejam extintos para sempre? Que tipo de ser humano pode lidar com a própria consciência, estando ele eternamente no céu e os seus semelhantes, companheiros de humanidade, estando padecendo para sempre no fogo do inferno, ou então tendo sido exterminados? Onde se encontra o companheirismo? Onde se encontra a amizade espiritual? Onde se encontra a solidariedade fraternal? Se o amor dito cristão neste mundo é assim, que ele se afaste ao máximo de mim, pois que o amor que produzo é de natureza espiritual, que se situa acima do bem e do mal.

Todo e qualquer ser humano que não age em prol dos seus semelhantes, que prefere permanecer inerte em face das dores do próximo, não deixa de ser apenas solidário, seja esta solidariedade fraterna ou não, torna-se um vilão, um poltrão, um egoísta de marca maior, desprovido do mínimo de coragem, sendo, portanto, um covarde, que desembestado pelo mundo afora pensa somente nos seus próprios interesses, nos seus próprios prazeres, no seu próprio bem-estar, apenas em si mesmo, como se o mundo girasse ao seu redor, tal como se fosse uma estrela, apesar de não ter luz própria, pelo fato dela se encontrar apagada em função dos seus atributos inferioríssimos e negativíssimos. Eis aqui o retrato fiel de uma peça defeituosa que faz parte da engrenagem do mundo, que tem que ser consertada.

Para esses seres que se dizem cristãos, mas que são anticristãos, há o exemplo maior do próprio Jesus, o Cristo, na condição do espírito mais evoluído que pode existir por toda a imensidão do Universo. Esse fabuloso espírito chegou a um estágio de evolução tão avançado, que pôde contemplar diretamente a Inteligência Universal, quando então chamou a Deus de Pai. Ele, então, poderia optar por se reintegrar ao Criador, já que conseguiu contemplá-Lo diretamente. Mas decidiu não o fazer, optando por encarnar neste mundo a fim de demonstrar a existência do instituto do Cristo para a nossa humanidade, permanecendo em nosso meio por mais quase dois mil anos, quando então retornou para a sua própria humanidade, para conduzi-la rumo a Deus, deixando Luiz de Mattos na chefia da nossa humanidade.

Pode-se concluir, então, que não existe a salvação. Por isso, todos os seres humanos que integram a nossa humanidade devem partir do seguinte ensinamento racionalista cristão:

Vamos todos em conjunto nos reintegrar ao verdadeiro Deus, ajudando-nos mutuamente em prol desse desiderato, ou não vai ninguém, muito menos alguns blocos de credulários que julgam existir a esdrúxula salvação, que assim estão a caminho do mal, representado pelo deus bíblico e outros, sem que lutem por extirpar o mal que se encontra tanto em suas almas como nas almas dos ímpios, pois esses que buscam a salvação e afirmam que serão salvos, são ainda bem mais pecadores do que os próprios ímpios, uma vez que o mal maior se encontra em suas próprias almas, pois como Jesus, o Cristo, afirmou na sua última encarnação neste mundo Terra: “O grande mal da humanidade é a ignorância”. Assim, pode-se concluir que todo aquele que seja adepto da salvação traz em sua alma esse grande mal: a ignorância!

 

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