11.06- A fé e a convicção

Prolegômenos
4 de junho de 2018 Pamam

De duas maneiras os credos e as suas seitas suportam a moral utilitária: com o mito e o tabu. Então eu vou explanar um pouco acerca de cada um deles, para que assim os seres humanos que adentrarem na fase da concepção possam formar uma ideia um tanto quanto precisa acerca da origem da fé credulária e depois da fé racional.

O mito começa com as narrativas dos tempos fabulosos ou heroicos, com a humanidade dando asas à sua imaginação, criando todos os tipos de lendas, propiciando assim uma suposta existência de seres humanos dotados de uma capacidade fora do comum, mas materializada. No entanto, por mais ignorante e bruto que possa ser o espírito encarnado, quer ele queira, quer não, o divino se encontra contido em si mesmo, uma vez que todos os seres humanos são partículas de Deus, que evoluem no âmbito da imperfeição para que possam alcançar o âmbito da perfeição, em seus retornos para o Criador.

A Cosmogonia, mesmo equivocada como hoje ela se nos apresenta, ainda não se encontrava acessível aos corpos mentais dos seres humanos, então eles começaram a fazer narrativas de significações simbólicas cosmogônicas, referentes a deuses que simbolizavam as encarnações das forças da natureza e ou de aspectos da condição humana, representando as suas ações como se fossem fatos reais, sempre exagerados pela imaginação popular, com tudo isso virando tradição.

Todas essas representações imaginativas eram projeções provenientes de um anseio real por um suposto estado ideal da humanidade, mas esse anseio ainda era voltado para os próprios mitos já imaginados, como é prova o mito da Idade de Ouro na Grécia, que Homero relembra quando a ela se refere, na qual os homens haviam sido mais civilizados e a vida havia sido mais requintada do que nos tempos de desordem em que ele vivia, mas tal mito não procede, pois que ele é proveniente da cultura egeana, um dos povos que povoaram a Grécia, por isso sendo ainda bem mais atrasados do que os próprios gregos posteriores, o que implica em dizer que a verdadeira Idade de Ouro na Grécia ocorreu no período de 480 a 399 a.C., mas que esse fato não passa da primeira experiência democrática da nossa humanidade, tendo sido iniciada efetivamente por Péricles. Tudo isso foi enriquecendo a imaginação humana, que ainda foi sendo acrescida das imagens simplificadas de pessoas ou de acontecimentos, não raro ilusórios, elaborados ou aceitos por grupos de seres humanos, e que passaram a representar significativos papéis em seus comportamentos cotidianos.

Os seres humanos, então, sentindo em si mesmos a presença do divino, mas sendo cativos das suas próprias imaginações, projetaram o deus que existe em suas almas para fora delas. Ora, é sabido que a imaginação é estritamente limitada ao próprio ambiente terreno, e que no ambiente terreno o ser mais evoluído que existe é o próprio ser humano, em razão disso os seres humanos personificaram ao deus que projetaram para fora de si próprios, dando-lhe as mesmas características que possuem. Em seguida, eles inverteram os papéis, afirmando que foi esse deus quem criou o homem à sua imagem e semelhança, em função das ações do astral inferior, personificado pelo espírito que havia se chamado de Jeová, antes de desencarnar.

A classe sacerdotal, então, ávida de poder e riqueza, apoderou-se dessa imagem de um deus inventado pela imaginação humana e o tornou cada vez mais sobrenatural, semeando essa imagem da ignorância por todo o orbe terrestre. Esse deus, pois, é um falso deus, geralmente sendo um espírito obsessor quedado no astral inferior, portanto, um simples mito. Surgiram assim os credos em torno desse mito, através dos cultos de adoração e outras cerimônias místicas, pois que desde os tempos mais remotos os deuses sempre foram propiciados, para que os seus adoradores pudessem receber os seus favores.

Mas acontece que os sacerdotes, astuciosos e matreiros como sempre foram, em todos os tempos, enganadores do povo mais atrasado, mas que não engana jamais a um espírito de luz integrante da plêiade do Astral Superior, na ânsia incontida por exercer o domínio pleno sobre os povos, para daí angariarem os poderes e as riquezas terrenos, ou mesmo pelo puro prazer do domínio sobre os povos, pois que assim eles podiam exercer também o poder sobre os governos, inventaram as normas de conduta socialmente aceitas, digo melhor, sacerdotalmente desejáveis, com todas elas emanadas deles mesmos, mas convergentes para o povo. E para que o povo não discordasse dessas suas normas, todas advindas deles mesmos, obviamente, criaram as sanções sobrenaturais para os seus descumprimentos, que praticamente se resumem nas esperanças do céu e nos terrores do inferno, levando todos os seus dominados a tolerar as restrições que lhes eram impostas, ficando os sacerdotes na posição de dominantes.

A História registra o fato de que essa estória de céu, de inferno e de purgatório, remonta aos tempos mais antigos, como é exemplo a Pérsia. O persa não podia encarar sem medo a morte, a não ser que tivesse sido fiel guerreiro da causa de Ahura-Mazda. Para além de todos os mistérios estava o inferno, o purgatório e o paraíso. Todas as almas tinham que passar pela “Ponte do Exame”, com as almas boas indo para a “Morada do Canto”, aonde seriam recebidas por uma “jovem donzela, radiante e forte, de busto bem desenvolvido”, e viveriam com Ahura-Mazda na felicidade até o fim dos tempos; mas as almas dos maus, não conseguindo atravessar a ponte, caíam em um nível do inferno adequado às suas maldades. Qual é a diferença que existe desse mito para o mito bíblico e dos demais credos e as suas seitas? Nenhuma.

E como a imaginação, por mais desenvolvida que ela seja em qualquer ser humano, não consegue criar um só argumento para debater com a verdade e nem com a sabedoria, e muito menos com a razão, é óbvio que os sacerdotes não conseguiam explicar racionalmente a existência de um deus feito à imagem e semelhança do homem carnal, como se assim de carne e osso pudesse ser perfeito, e não podendo assim ser perfeito, por hipótese alguma, a sua perfeição somente poderia ser imaginada através dos seus poderes sobrenaturais. Mas tudo isso é totalmente destituído de lógica, da lógica mais elementar que um ser humano possa imaginar neste mundo, então o único recurso para a aceitação desse deus por todos os seres humanos somente poderia se dar por intermédio da fé credulária, pois, afinal, em todos os tempos nunca os seres humanos haviam sido apresentados ao verdadeiro Deus, pois não poderiam jamais determinar a Sua existência e a sua organização no âmbito da imaginação.

Quase todos os seres humanos conservam o atributo individual inferior do medo em suas almas, que remonta à irracionalidade, quando eles eram as presas dos predadores. E mesmo aqueles que não se consideram medrosos, ainda guardam em suas almas os resquícios de um temor infundado ao desconhecido, e como eles ignoram o que seja a espiritualidade, temem aos espíritos, e esse temor ainda mais se aprofunda em relação ao deus em que ele deposita a fé credulária, e assim o temor chega a se tornar um verdadeiro pavor quando ele pensa no próprio Satanás em pessoa, como se esse mito existisse, na realidade. Muitos declaram que não possuem medo do Satanás, mas fazem essa declaração de uma maneira bastante vacilante, totalmente dúbia, pois logo em seguida completam: “Deus me protege”; quando não Deus, Jesus, o Cristo, quando então pensam no deus bíblico, que é muito pior do que Lúcifer, como se encontra devidamente demonstrado quando eu trato acerca de ambos os deuses, no site pamam.com.br.

Então, muito antes de se aproximar a formação da sua concepção, quando a consciência já começa a se fazer valer, nada refreia tanto os seres humanos como o medo do deus que se encontra representado na sua imaginação, e o medo desse deus faz alimentar cada vez mais a fé credulária nesse deus, pois que assim os seres humanos passam a se considerar protegidos do mito que para eles representa o mal, e estando assim protegidos do mito que representa o mal passam a se julgar como sendo um dos integrantes do povo desse deus, ignorando completamente que o mal se encontra na sua própria alma, e não fora dela, mas que pode se encontrar fora dela sim, quando nessa fé credulária eles são assediados pelos espíritos obsessores quedados no astral inferior, que trabalhando intensamente em conjunto com os sacerdotes, os quais são os seus dóceis instrumentos, passam a intuir aos mais fracos para que sejam arrebanhados para os credos das suas preferências, incutindo neles um verdadeiro fervor por ocasião dos cultos. Quem quiser constatar esta realidade, basta apenas observar os cultos que são transmitidos pela televisão, quando alguns obsedados choram, reviram os olhos, levantam os braços para o alto com as feições trêmulas de emoção, e tudo o mais. Tudo isso é obsessão, nada mais que obsessão, já que esse fervor não é natural.

Estando mais esclarecido acerca da vida espiritual, que agora o amado leitor consiga formular uma ideia a respeito da imaginação, concebendo como o raciocínio imaginativo distorce toda a realidade da vida neste mundo Terra, geralmente invertendo as posições, considerando o que seja irrealidade como realidade, e o que seja realidade como sendo irrealidade. Tudo isso do deus bíblico e outros mais é puro mito, e a fé sendo assim posta pelos credos é a consequência do mito, por isso a sua denominação correta é fé credulária.

No âmbito da sabedoria, pelo menos agora, a concepção já se encontra totalmente formada, pois que ela, a sabedoria, tem como a sua legítima fonte a verdade, com ambas tendo alcançado a razão, que as coordena, em que a ideia da vida cá neste mundo Terra é totalmente condizente com a realidade universal, por isso os pensamentos deste saperólogo, ou ratiólogo, tanto faz para mim, são completamente opostos aos pensamentos ditos científicos, ainda cativos da ilusão da matéria, e aos pensamentos credulários, cativos do devaneio do sobrenatural, cujo devaneio tem ainda por base a fé credulária, que é completamente distorcida.

No entanto, nesse contexto da imaginação, invertendo-se os âmbitos da realidade com o da irrealidade, não se pode tomar a consciência de que Platão foi a encarnação imediatamente anterior à encarnação de Jesus, o Cristo. A concepção de Platão, de onde ele formulou uma ideia precisa a respeito da gnosiologia, no começo do livro sétimo da República, em que ele descreve o processo pelo qual a alma passa da ignorância para a razão, que é o mesmo que passar da fase da imaginação, em que o ser humano raciocina através das representações de imagens, para a fase da concepção, em que o ser humano raciocina através das formulações de ideias, é a mais pura realidade, pois que tudo isso vai se realizar agora, nesta Grande Era que ora se finda, para dar início a uma nova Grande Era, em que a nossa humanidade será obrigada a adentrar na Era da Razão, espiritualizando-se, pois que a minha explanação do Racionalismo Cristão, contida no site pamam.com.br, é o arremate final do fabuloso plano de espiritualização que foi elaborado para a nossa humanidade, justamente por isso os tempos são chegados.

Mas os estudiosos, ainda cativos da imaginação, consideram esse processo gnosiológico posto por Platão, equivocadamente, como sendo uma simples alegoria, a Alegoria da Caverna, ou como se fosse a exposição de uma doutrina sob a forma imaginativa, em que a fantasia sugere e simboliza a verdade que deve ser transmitida, mas que, na realidade, deve ser explanada, como agora realmente está sendo, para que assim possa se concretizar finalmente isso que Platão idealizou através de uma gnosiologia, por isso eles consideram essa idealização platônica como sendo o Mito da Caverna, apesar de não ser um mito. Como se vê, a imaginação inverte as posições, o que é irrealidade ela considera realidade, e o que é realidade ela considera irrealidade. E isto é um fato.

O mito é a fonte geradora dos credos e das suas seitas. Mas foram os polinésios que criaram a palavra tabu para as proibições sancionadas pelos credos e pelas suas seitas. Esses tabus tomavam o lugar do que sob a civilização passou a se tornar lei. Nos tabus determinados comportamentos e imagens são considerados usualmente positivos ou negativos, por isso certos atos e objetos são declarados “sagrados” ou “impuros”, e as duas palavras sugerem o mesmo aviso: esses atos têm que ser praticados e essas coisas são intocáveis; ou, então, esses atos não podem ser praticados e essas coisas têm que ser destruídas. Sobre isto, temos os exemplos seguintes: de um lado, as genuflexões diante dos altares e as reverências às imagens; e, de outro lado, a desobediência ao deus da fé credulária ou aos sacerdotes e a destruição de imagens por parte dos iconoclastas, incluindo-se aqui nesta última os arrebanhados das seitas protestantes, que já quebraram as imagens católicas em seus cultos diante das câmeras de televisão, em que nesse fanatismo estúpido e grosseiro desrespeitaram a crença alheia dos católicos. Mas os sacerdotes protestantes fazem isso como estratégia astuciosa, estabelecendo um ardil para os incautos, para que assim possam arrefecer a crença no catolicismo, e então promover a debandada para as suas hostes. Como são matreiros, ardilosos e maquiavélicos esses sacerdotes!

Mas eles enganam apenas aos que se deixam acretinar pelas suas lábias idiotizadas, assim como também aos ignorantes que não sabem raciocinar com acerto, portanto, com lógica, pois que em relação aos seres humanos verdadeiramente raciocinadores e realmente esclarecidos, as suas lábias imbecilizadas de baixíssimo nível provocam um verdadeiro asco, sendo todas elas repudiadas pela razão, pelo fato delas serem tremendamente enganadoras e estúpidas, chegando ao cúmulo do senso mais elementar do ridículo, quando os mais raciocinadores chegam até a rir das suas astúcias e dos seus ardis para arrecadar recursos monetários, além de serem extremamente mentirosas e falsas, já que elas deixam transparecer por trás das próprias palavras as malévolas intenções sacerdotais, que o bom observador e interpretador pode constatar claramente, sem que para isso seja preciso envidar maiores esforços para chegar a esta constatação.

Além de tudo isso, há também o medo da morte, que não passa de uma simples e natural desencarnação, assim como a admiração e a completa ignorância diante das causas e dos efeitos gerados pelas coisas, dando origens aos fatos e aos fenômenos da natureza, bem como também dos acontecimentos considerados como se fossem ininteligíveis para os seres humanos, quando não existe nada, mas absolutamente nada, que seja ininteligível, e a infundada esperança do auxílio divino, acompanhada pela gratidão do bem que acontece na vida de cada um. Tudo isso cooperou, sobremaneira, para aumentar a fé credulária, que desde os tempos antigos foi a base dos credos e das suas seitas.

É certo que desde a antiguidade o credo serviu para algo que fosse útil, pois em tudo sempre há algo que se possa aproveitar. Assim, o credo cooperou com a riqueza egípcia no inspirar e fomentar as artes, mas por fim contribuiu para a queda do império. O credo oferecia motivos, representações imaginativas e inspirações, mas impunha convenções e restrições que atavam de modo tão completo as artes à igreja, que quando a sinceridade credulária pereceu nos corpos mentais dos artistas a arte também pereceu. Temos aqui a tragédia de quase todas as civilizações: a sua alma está na fé credulária, e quase nunca sobrevive à Saperologia, principalmente à verdade, como esta minha explanação de a Filosofia da Administração está agora comprovando sobejamente, em que a Veritologia já demoliu com tudo.

No espaço e no tempo em que a moral e a ética se conservam vazias em suas naturezas, com a consequente e progressiva suplantação da fé credulária pelo raciocínio, os seres humanos ficam sem saber como e por que viver, e isto traz angústia e aflição para as suas almas, que ficam atordoadas com essa situação.

Mas a fé credulária tomou mais corpo mesmo foi na antiguidade, quando os judeus penetraram no palco da história. Nessa época, eles não passavam de beduínos nômades, medrosos dos demônios do ar, adoradores das pedras, dos carneiros, dos bois, dos espíritos das cavernas e das montanhas. O culto do boi e do carneiro era muito vivo. Moisés nunca pôde extirpar da sua gente a fé no Bezerro de Ouro, porque a adoração egípcia do touro ainda estava muito fresca em sua memória, por longo tempo Jeová foi simbolizado por esse herbívoro. Lentamente a representação imaginativa de Jeová como o deus nacional tomou forma e deu à fé credulária judaica a unidade e a simplicidade que a elevou acima do caótico mosaico dos panteões mesopotâmicos.

Na teologia judaica, somente os sacerdotes podiam oferecer sacrifícios, ou explicar os mistérios e os ritos da fé do seu credo, por isso formavam uma casta fechada, para a qual só tinham ingressos as pessoas da tribo de Levi, um dos filhos de Jacó. Não podiam herdar propriedades, mas estavam isentos de taxas e impostos, percebiam o dízimo das colheitas e dos rebanhos, e se utilizavam pessoalmente das oferendas ao Templo não consumidas pelo deus, como se estes consumissem alguma coisa. Depois do Exílio a riqueza do clero cresceu com a riqueza pública, e com a boa administração se conservou em aumento ao ponto de fazer os sacerdotes do Segundo Templo mais poderosos do que os próprios reis, como assim havia sucedido em Tebas e na Babilônia.

Já no Islã, a primeira expressão da sua saperologia, por volta de 757, foi o desenvolvimento de uma escola de Mutazilitas, isto é, a doutrina separatista, que negava a eternidade do Alcorão. Protestava o seu respeito para com o livro “sagrado” do Islã, mas argumentava que quando ele estava em contradição com a razão, o Alcorão ou as tradições deviam ser interpretados alegoricamente. E deram a denominação de Kalam, ou lógica, para este esforço no sentido de reconciliar a razão com a fé. Mas quem vai conciliar a razão com a verdadeira fé será a Ratiologia, através desta explanação de A Filosofia da Administração por parte deste ratiólogo, por haver se tornado um ser universal, que irá demonstrar claramente aquilo que a fé possui de lógica e racionalidade, em todo o seu esplendor espiritual.

Em uma sociedade em que o governo, o Direito, a moral e a ética, acham-se vinculados a uma crença credulária, qualquer ataque à fé é considerado uma ameaça aos próprios alicerces da ordem social. O Alcorão foi controvertido e ridicularizado. Em 784, um poeta persa foi decapitado por proclamar a superioridade dos seus versos sobre o Alcorão, ensejando assim que a intolerância da fé credulária coarctasse a liberdade do pensamento poético. Toda a estrutura do islamismo, apoiada no Alcorão, parecia prestes a ruir. Nessa crise, três fatores concorreram para a vitória da ortodoxia: 1) Um califa conservador; 2) A subida dos guardas turcos; 3) A lealdade natural do povo às crenças herdadas. Em 847, Al-Mutawakkil, subindo ao trono, baseou o seu apoio na população e nos turcos. E os turcos recém-convertidos ao maometismo, hostis aos persas e estranhos ao pensamento grego, entregaram-se com toda a alma à política de salvar a fé credulária pela espada. Al-Mutawakkil anulou e revogou o mesquinho liberalismo de al-Mamun. Os Mutazilitas e outros heréticos foram expulsos dos cargos públicos e das posições educacionais, quaisquer expressões de pensamentos heterodoxos na literatura ou mesmo na Saperologia eram proibidas, e assim a supremacia do trevoso Alcorão foi restabelecida por lei.

O escolasticismo foi uma tragédia grega, cujo instrumento de vingança se ocultava em sua própria essência, pois que essa vã tentativa de se criar a fé credulária pela razão era o reconhecimento implícito da autoridade suprema da razão, como o aceitaram Duns Scotto e outros. Como a fé credulária assim não podia jamais ser criada pela razão, tendo a verdadeira fé apenas que mudar o seu rumo para a lógica da racionalidade, a própria razão destruiu o escolasticismo e enfraqueceu a fé credulária que, na revolta do século XIV, irrompeu de todas as questões doutrinárias e eclesiásticas.

O catolicismo é todo baseado na fé em seu credo, assim como também as suas seitas protestantes, notadamente a seita luterana, pois, segundo Lutero, não se pode aceitar a Bíblia e a razão, uma ou outra deve ceder. E como a razão por sua natureza é inviolável, é lógico que a perigosa e mentirosa Bíblia é quem deve ceder, uma vez que a Ratiologia agora a está encurralando contra a parede da mentira em que ela se apoia, pondo-a no seu devido lugar, até que esse livro mentiroso e enganador, nocivo aos seres humanos, venha a se extinguir de vez, para todo o sempre, deixando de servir de instrumento manipulador para as torpezas e as safadezas sacerdotais, como se fosse uma poderosa arma. Lutero condenava os saperólogos escolásticos por fazerem tantas concessões à razão, por tentarem provar racionalmente os dogmas, por tentarem harmonizar o cristianismo com a saperologia daquele “amaldiçoado, presunçoso e velhaco pagão” Aristóteles.

Já Buda ensinava que o ser humano não devia acreditar em algo apenas por ouvir dizer; que não devia acreditar na fé das tradições só porque foram transmitidas por longas gerações; que não devia acreditar em algo só porque é dito e repetido por muita gente; que não devia acreditar em algo só pelo testemunho de um sábio antigo; que não devia acreditar em algo só porque as probabilidades a favorecem ou porque um longo hábito o leva a tê-la como verdadeira; que não devia acreditar no que imaginou, pensando que um ser superior a revelou; que não devia acreditar em algo apenas pela autoridade dos mais velhos ou dos seus instrutores. Mas devia sim, acreditar naquilo que ele mesmo conheceu, experimentou, provou e reconheceu como sendo verdadeiro, naquilo que corresponde ao seu bem e, também, ao bem dos seus semelhantes, isto sim, devia se aceitar, e com base nisso moldar a sua conduta de vida. Embora Buda fosse um veritólogo, isto é a mais pura sabedoria.

Haeckel, em sua obra História da Criação Natural, como naturalista que era, considera a quantidade da matéria existente como um fato dado, para contrapor ao pensamento de um ser sobrenatural criando, no começo, a matéria, pois é um artigo de fé credulária que nada tem de comum com a ciência humana. Assim, onde começa a fé credulária, aí termina a ciência. São, pois, dois modos de atividade do espírito claramente distintos um do outro. A fé credulária assim posta nasce da imaginação sobrenaturalística, e a ciência nasce da observação direta da ilusão da matéria com os olhos da cara, já o Saber, por excelência, é produzido pela razão humana, que coordena a verdade e a sabedoria, com ambas perscrutando o Universo. Colher os frutos benéficos da árvore do Saber, eis, pois, o objeto das verdadeiras religiões e ciências, pouco lhes importando que as suas conquistas prejudiquem ou não as fantasias imaginadas e pueris da irracional fé credulária, posta de tal maneira pelos credos.

Em sua obra A Base Física do Espírito, Farias Brito diz da fórmula comum a todas as igrejas, naturalmente que engendrada pelos sacerdotes, que “não há salvação fora da fé”. Assim, a fé credulária se torna a crença comum, a fraternidade entre os homens, tudo de modo equivocado, que de maneira forçada se tenta resolver em amor, quando, na realidade, nem uma mínima noção acerca da amizade espiritual a humanidade ainda conseguiu apreender na alma, quanto mais a noção do amor espiritual, que é o verdadeiro amor. Mas os tempos da fé credulária e irracional já se passaram de todo. Hoje já não é permitido apelar para esse irracionalismo da fé credulária, porque não é permitido apelar para o que já não existe. No estado atual do mundo, a nota característica do espírito é a anarquia, em virtude da nossa humanidade se encontrar em um verdadeiro caos, pelo fato do espírito da verdade haver demolido com todos os edifícios sociais que existiam, pois que assim a fé irracional foi incluída nesse rol desmoronante, sendo também totalmente desmoronada pela crítica demolidora da verdade, e a anarquia que se nota hoje em dia, decorrente desse caos, é exatamente a consequência inevitável desse desmoronamento da fé irracional, que foi acrescida com o desmoronamento da ilusão da matéria. E não é dado à fé irracional, assim derruída, chamar à ordem os espíritos anarquizados. A fé credulária que diziam salvava, essa fé credulária que diziam removia montanhas, essa fé credulária que diziam fazia milagres, sem que nada disso fizesse, era a fé irracional que vivia, porém, é constrangedor esperar algo dessa ordem da fé irracional morta, e que assim deve ser bem morta, para o bem de todos, a não ser que ela mude de rumo, que ela seja totalmente transformada pelo Racionalismo Cristão, para que assim possa ser aproveitada racionalmente pela nossa humanidade. Senão vejamos:

A fé, cuja palavra é proveniente do latim fide, que significa fidelidade, em conformidade com a própria etimologia da palavra, cujo radical é fiel, implica diretamente naqueles que realmente são dignos de fé, por cumprirem aquilo a que se obrigam ao encarnarem, pelo fato de serem sinceros, leais, honestos, honrados, íntegros, probos, corajosos, de boa vontade, e outros atributos individuais superiores e relacionais positivos mais, que não falham e são seguros no cumprimento das suas obrigações, dos seus deveres e da suas missões neste mundo Terra, e que por isso não permitem desvios em suas trajetórias evolutivas, por serem firmes, constantes, perseverantes, sendo fiéis às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais, portanto, autênticos e verdadeiros, para que assim, e somente assim, possam ser os grandes e valorosos servidores da nossa humanidade, contribuindo decisivamente para o progresso de todos os seres humanos, como se a nossa humanidade viesse a representar uma única família.

Então a verdadeira fé, a fé racional, a fé que tanto pode ser percebida como compreendida, tem que ser depositada nesses espíritos de luz, já imensamente evoluídos, nesses grandes vultos que integram a nossa humanidade, que encarnam neste mundo com a finalidade precípua de fazer evoluir aos seus semelhantes e aos demais seres que aqui no planeta se encontram em evolução, e não depositada em um mito, por ser falso, como nas imagens de deuses sobrenaturais, como o falso deus bíblico e outros, feitos à imagem e semelhança do homem, por haverem sido obras do astral inferior, e por serem representados por espíritos obsessores decaídos no astral inferior. Daí a razão pela qual os credulários vêm afirmar que “deus é fiel”, mas duvido que esse deus bíblico seja mais fiel do que o próprio cão, o simples cachorro, que defende ao seu dono com a sua própria vida, e com muita valentia, enquanto que esse deus bíblico pretende exterminar aos que são considerados como sendo ímpios, que também são considerados como se fossem os seus filhos, ou então mandá-los para serem queimados para sempre no fogo do inferno, demonstrando assim um sadismo acima de todos os parâmetros que possam ser imaginados, e também concebidos.

Além do mais, esses credulários não possuem a mínima ideia do que seja ser fiel, já que ser fiel, antes de tudo, é ser digno de si mesmo, e depois ser digno dos seus próprios semelhantes, honrando, sobretudo, à nossa Grande Causa, que por 4.000 anos foi chefiada por Jesus, o Cristo, e que agora é chefiada por Luiz de Mattos, que é justamente a espiritualização de toda a nossa humanidade, para que toda ela, estando esclarecida sobre os segredos da vida e os enigmas do Universo, possa então produzir a amizade espiritual, que é o primeiro e grande passo para que depois possa produzir o amor espiritual, quando então poderá ter o seu próprio Cristo em seu seio.

Por isso, a verdadeira fé não pode ser depositada em um mito, que é de natureza sobrenatural, pelo fato desse depósito representar uma adesão a uma representação imaginativa, em que o ser humano que julga possuí-la passa a considerá-la como sendo uma verdade, quando não passa de uma grande mentira, pois que sem possuir qualquer tipo de comprovação ou critério racional objetivo de verificação, através das experimentações científicas, como teve o Racionalismo Cristão, como mais adiante comprovarei ainda mais, para que assim possa haver uma confiança nessa fonte de transmissão de caráter imaginativo.

Os próprios estudiosos do assunto afirmam que se a fé credulária acompanha uma possível abstinência à dúvida, que ela o faz pelo antagonismo inerente à natureza dos processos psicológicos e da lógica conceitual, considerando ser impossível ter fé credulária e duvidar ao mesmo tempo. Mas eles se encontram completamente equivocados, pois que é possível sim, ter fé credulária e duvidar ao mesmo tempo, sendo isso exatamente o que acontece na realidade, uma vez que a fé credulária não é absoluta, mas sim relativa à imaginação, então a dúvida logicamente existe, e existe realmente realçando todas as suas cores da incerteza, basta apenas procurar enxergar com os olhos da razão, sem imaginar, e não com os olhos da cara, imaginando. Acontece, porém, que aqueles que julgam possuir a fé credulária tentam de todas as maneiras afirmar a sua absolutividade, porque têm medo de que percam a salvação, caso venham a admitir qualquer dúvida em relação a ela, estando deste modo enganando a si mesmos e sendo enganados pela classe sacerdotal, que disso se aproveita para arrecadar cada vez mais, mesmo sem saberem, em função da falta de raciocínio.

Mas o mais engraçado é que todos esses estudiosos que tratam do assunto, vêm afirmar também que a fé credulária não carece absolutamente de qualquer tipo de argumento racional. Ora, caso eles raciocinassem um pouco mais, poderiam constatar que a lógica vem nos dizer claramente que tudo carece de argumentação racional, seja para a sua comprovação, seja para a sua refutação, seja para a transmissão de qualquer conhecimento, por isso não se pode jamais justificar o depósito da fé credulária em um deus imaginado, que não passa de um mito, sendo, pois, inexistente, mas sim refutá-la, por conseguinte, para extingui-la no âmbito credulário, ou, então, para desviar o seu rumo no sentido da racionalidade, que é o mais recomendável, e assim ela possa ser depositada racionalmente em quem verdadeiramente merece o seu depósito, que são os espíritos de luz que compõem a plêiade do Astral Superior e que encarnam neste mundo para que possam fazer evoluir a todos os seres que por aqui se encontram, obviamente que tendo como foco principal os seres humanos que integram a nossa própria humanidade. Aí sim, a fé fica justificada lógica e racionalmente, em sua plenitude, o que comprova sobejamente que ela carece de argumento racional.

Muitos espíritos de luz hesitam em encarnar neste mundo com receio de que falhem em suas missões, tendo como resultado dessas falhas o contrair de débitos em suas trajetórias evolutivas, tendo que resgatá-los às duras penas. E isto se justifica em função do ambiente terreno ser tremendamente pesado, trevoso, portanto, impróprio e avesso às suas ações progressistas. Mas com o Racionalismo Cristão estando agora totalmente completo, sendo apresentado ao mundo em suas formas essenciais de doutrina, método, sistema e finalidade, com tudo isso sendo ainda acrescentado com os meus ideais que deixarei fixados na face da Terra, tudo mudará, pois que tudo será transformado, tendo por base a espiritualidade, com esses espíritos de luz podendo vir em profusão daqui por diante, pois que o ambiente lhes será favorável. E não somente isso, pois muitos espíritos de luz já se encontram por aqui encarnados, esperando apenas se depararem com estes ensinamentos espiritualistas para que possam pautar as suas ações rigorosamente dentro dos parâmetros racionalistas cristãos.

Nesses espíritos de luz sim, à medida que eles forem se identificando para o mundo, cada um dos seres humanos tem que neles depositar racionalmente a sua fé, pois que eles são os verdadeiros merecedores desse instituto, já que saberão honrar dignamente essa fé que neles será depositada, já que antes eles honram a si mesmos.

Jesus, o Cristo, afirmou o seguinte: “Muitos serão chamados, poucos serão os escolhidos”. Ele quis dizer com isso, que dos muitos chamados, os poucos escolhidos serão justamente esses espíritos de luz que são merecedores do depósito da fé em suas almas, pois que eles saberão ser fiéis a si mesmos e aos seus semelhantes, honrando dignamente a essa fé racional que neles deverá ser depositada. No site pamam.com.br, esta afirmativa de Jesus, o Cristo, deverá se concretizar, pois que ela não tem nada de sobrenatural, porquanto o sobrenatural não existe.

Neste caso, estando a fé assim posta com racionalidade, sim, eu posso concordar com os estudiosos que afirmam que a fé se relaciona semanticamente com os verbos crer, acreditar, confiar e apostar, mas com este último sem qualquer conotação com os verbos jogar ou arriscar, e sim em afirmar com segurança, em asseverar, em sustentar uma confiança depositada, que é a própria fé no âmbito da racionalidade. A relação com os outros verbos que se relacionam com a fé, então, que são afirmados pelos próprios estudiosos, passa a consistir em nutrir uma relação de afeição com esses espíritos de luz desprendidos, abnegados, altruístas, para que deles possam receber as vibrações magnéticas superiores, as radiações elétricas positivas e as radiovibrações eletromagnéticas universais, assim como os raios de luz da verdadeira amizade, que é de natureza espiritual, neles confiando, para que assim possam nessa manifestação de fé racionalmente neles depositada, passar a cultivar em suas almas a produção da amizade espiritual. Portanto, se um ser humano crê, acredita, confia e aposta nos espíritos de luz, passa necessariamente a significar que ele tenha fé, fé em quem realmente seja digno e merecedor desse instituto, agora posto com lógica no âmbito da racionalidade.

E agora vem aqui um detalhe que se reveste de fundamental importância para essa mudança de rumo da fé, do âmbito do sobrenatural para o âmbito do natural, do âmbito da irrealidade para o âmbito da realidade, do âmbito do irracional para o âmbito do racional. Todos agora já são conscientes de que Deus, o verdadeiro, e não o mito bíblico ou outros, encontra-se contido em nós mesmos, em conformidade com o estágio evolutivo em que nos encontramos, pois que temos as Suas mesmas Substâncias, então tiramos de nós mesmos tudo aquilo que se refere ao Criador, como já dito reiteradas vezes, e para reforçar ainda mais, em inteira conformidade com o estágio evolutivo em que nos encontramos. Isto implica em dizer que os espíritos de luz que formam a plêiade do Astral Superior, ao encarnarem neste nosso mundo-escola, trazem consigo uma parcela considerável de Deus em si mesmos, de acordo com o estágio evolutivo em que eles se encontram, que são justamente as parcelas das propriedades da Força, da Energia e da Luz que conseguiram obter no processo da evolução espiritual. Então fica fácil concluir, mesmo com a utilização da lógica mais elementar que possa existir, que aqueles que estiverem depositando a fé nesses espíritos de luz, por extensão, estarão também depositando a fé em Deus, posto que eles são os Seus representantes, uma vez que Deus não age diretamente, agindo apenas através das suas partículas, que são os espíritos superiores, pelo fato deles serem os mais evoluídos, por isso se chamam espíritos de luz, e por isso integram a plêiade do Astral Superior, que comanda o ritmo evolutivo da nossa humanidade.

Diante dessas considerações argumentais revestidas da mais pura lógica, com base na razão, ficam abolidas todas as oposições entre a fé e a racionalidade, como muitos que são detentores da boa vontade gostariam assim de pensar, e que assim deverão pensar, ora em diante. Para esses de boa vontade, que são merecedores de todos os esforços por parte deste explanador, para que não prospere nenhuma dúvida em suas mentes, que meditem sobre o fato de Jesus, o Cristo, haver confiado a Luiz de Mattos a fundação do Racionalismo Cristão, em forma de doutrina, e a transmissão da verdade para todo o orbe terrestre, tendo sido secundado nessa transmissão da verdade pelos seus seguidores, a quem o espírito da verdade chamava carinhosamente de cavoqueiros da verdade, pelo fato de ainda não conhecer a Veritologia. E de também haver confiado a este intelectual toda a sua explanação, assim como também a fixação dos meus ideais na face da Terra, além de outros esclarecimentos espirituais necessários às mudanças de conduta dos seres humanos, para que assim fosse concluído com pleno êxito o plano por ele elaborado para a nossa espiritualização.

Com o deslocamento desse grande espírito da sua humanidade para a nossa, ele determinou o início de uma Grande Era nesta nossa última e definitiva civilização, denominada de a Era da Saperologia, com a sua encarnação como Hermes, no Egito. Após dois mil anos, com a sua encarnação como Jesus, o Cristo, ele decretou o final da Era da Saperologia, tendo determinado o início de uma nova Grande Era, denominada de a Era da Veritologia, em que quase ao seu final foi fundado o Racionalismo Cristão, através de Luiz de Mattos, que transmitiu os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, demolindo com todos os edifícios sociais que haviam sido erguidos com base na ilusão da matéria e no devaneio do sobrenatural, e assim o Racionalismo Cristão foi posto neste mundo sob a sua forma de doutrina. Após a desencarnação do veritólogo maior da nossa humanidade, ele foi designado por Jesus, o Cristo, para assumir a chefia da nossa humanidade, por merecimento, tendo o nosso Redentor retornado para a sua própria humanidade, após cumprir com o seu papel com a nossa humanidade, espiritualizando-a, por isso ele é o nosso Redentor, mas não o nosso salvador, pois que não existe a salvação, pelo menos nos termos postos pelos sacerdotes.

E agora, após mais dois mil anos da sua desencarnação como Jesus, o Cristo, com esta minha encarnação atual como Pamam, eu venho decretar o final da Era da Veritologia, e determinar o início de uma nova Grande Era, denominada de a Era da Ratiologia, ou a Era da Razão, tanto faz, em que a parte inicial da minha missão neste mundo consistiu em realizar as experiências científicas acerca da baixa espiritualidade, dos males e dos problemas do mundo, apreendendo tudo isso em minha alma. Posteriormente, tornando-me um saperólogo, eu pude realizar as experiências saperológicas acerca da alta espiritualidade, transportando-me ao Tempo Futuro, para que assim pudesse certificar a doutrina da verdade contida no Racionalismo Cristão, constatando que os seus conhecimentos metafísicos acerca da verdade captados do Espaço Superior correspondiam exatamente com as minhas experiências físicas acerca da sabedoria. A seguir, para que não restasse nenhuma dúvida da possibilidade do espírito se elevar ao Espaço Superior para lá captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, tendo completado por inteiro os meus atributos individuais superiores que formam a minha moral, eu também me elevei ao Espaço Superior e lá fui constatar in loco a existência da verdade. Estando, pois, transportado ao Tempo Futuro e elevado ao Espaço Superior, simultaneamente, eu uni, irmanei, congreguei, a verdade e a sabedoria, alcançando a razão, tornando-me um ratiólogo, ou um ser universal.

Daí o direito por mim adquirido com honra e legitimidade para decretar o final de uma Grande Era e determinar o início de uma nova Grande Era, por intermédio da qual toda a nossa humanidade deverá sair da fase da imaginação e adentrar na fase da concepção, onde se encontra a razão. Note-se que a Era da Saperologia durou 2.000 anos, que a era da Veritologia também durou 2.000 anos, então a Era da Ratiologia deverá durar 4.000 anos, justamente o dobro, porque é a razão quem coordena a verdade e a sabedoria, e ela exige o tempo que foi destinado a cada uma, para que assim se possa fazer valer plenamente neste mundo, ou seja, para que a produção da amizade espiritual amadureça plenamente em todos os seres humanos, quando então eles estarão preparados para poderem produzir o amor espiritual, ocasião em que terão o seu próprio Cristo em seu meio.

Eu quero com isso dizer que toda essa confiança depositada por Jesus, o Cristo, em Luiz de Mattos e em mim, tendo sido ela também depositada secundariamente em outros espíritos de luz, e digo secundariamente porque Luiz de Mattos e eu somos os dois eixos-diretores do seu plano de espiritualização para a nossa humanidade, pelo fato dele ser o grande responsável por transmitir a verdade e fundar o Racionalismo Cristão, e eu ser o grande responsável por explaná-lo, tendo nesta explanação que unir, irmanar, congregar, a verdade e a sabedoria, e com ambas alcançar a razão, para que assim então possa dar início a essa nova Grande Era que ora se aproxima, além de fixar os próprios ideais na face da Terra; e, continuando o assunto, toda essa confiança depositada em nós dois e também nos demais espíritos de luz não é e nem poderia ser oriunda da verdadeira fé, mas sim da convicção.

Eu posso assim afirmar, de logo, a grande associação que existe entre a convicção e a fé racional. A convicção é formada e depositada de cima para baixo, quero dizer, o espírito de luz mais evoluído, que possui uma maior representação de Deus em si mesmo, pode contemplar com clareza Deus representado no espírito de luz menos evoluído, para que assim possa nele depositar a sua convicção naquilo que ele possa realizar. Enquanto que a fé é formada e depositada de baixo para cima, quero dizer, o espírito de luz menos evoluído que possui Deus representado em si mesmo, não pode contemplar com a devida clareza Deus representado no espírito de luz mais evoluído, mas pode tirar Deus de si mesmo, para que assim possa justamente nele depositar a sua fé naquilo que ele pode realizar, em função da hierarquia espiritual que existe na organização de todas as humanidades que rolam pelo Universo. Como se pode facilmente constatar, tanto a fé como a convicção postas desta maneira se referem diretamente a Deus, uma vez que o Criador não age diretamente, visto que Ele é Tudo, o Todo, portanto, a própria Existência, por isso age somente através das suas partículas, ou seja, das suas criaturas, que somos nós, os espíritos de luz, ou os espíritos superiores, uma vez que Ele se encontra contido em todos nós.

Demonstrada assim desta maneira a fé e a convicção com toda a lógica racional possível posta no âmbito da espiritualidade, os espíritos de luz, dada as suas superioridades em relação aos demais, poderão cumprir satisfatoriamente com as suas obrigações, com os seus deveres e com as suas missões neste mundo, uma vez que sendo reconhecidas as suas luzes e as suas superioridades quando das suas apresentações perante toda a nossa humanidade, cada um dos seres humanos poderá neles depositar tranquilamente a sua fé, que por extensão estará depositando também a sua fé em Deus. Por outro lado, esses espíritos de luz serão os grandes responsáveis por selecionar os espíritos de luz menos adiantados para que estes possam esclarecer a todos os seres humanos restantes, depositando neles a sua convicção, promovendo assim a obra remodeladora da nossa humanidade. Lembre-se, meu amado leitor, da afirmativa de Jesus, o Cristo: “Muitos serão chamados, poucos serão os escolhidos”. Agora o amado leitor pode compreender melhor a razão do conteúdo do meu site pamam.com.br, assim como também a minha apresentação em sua página principal.

Não creem muitos seres humanos que Jesus, o Cristo, seja Deus? E assim eles não depositam a sua fé no nosso Redentor como sendo Deus? Em ambos os casos esses seres humanos estão absolutamente corretos, desde que sejam devidamente corrigidos os seus pensamentos, da seguinte maneira:

  1. Jesus, o Cristo, realmente é Deus, pelo fato de Deus nele se encontrar contido no mais alto grau que nós possamos conceber, já que ele pôde contemplar ao Criador tirando de si mesmo tudo aquilo que se refere à Divindade;
  2. Jesus, o Cristo, é um espírito extremamente evoluído, que em sua evolução espiritual conseguiu alcançar ao limite da perfeição, de onde pôde contemplar a Deus, chamando-O de Pai, tendo assim uma concepção de si mesmo e daquilo que o diferencia do Todo, por isso mesmo não deixa de ser uma partícula da Inteligência Universal, assim como nós também somos da mesma maneira, só que menos evoluídos;
  3. Jesus, o Cristo, pôde observar Deus contido em Luiz de Mattos, pois que este demonstrou a sua contemplação a Deus quando aqui esteve encarnado, por intermédio da sua obra Vibrações da Inteligência Universal, tirando de si mesmo tudo aquilo que transmitiu para este mundo, com o termo vibrações estando incluído no título da obra para comprovar inteiramente uma contemplação realística por parte da verdade, uma vez que as vibrações magnéticas dizem respeito diretamente à produção dos sentimentos, enquanto que as radiações elétricas dizem respeito diretamente à produção dos pensamentos, comprovando assim que ele é o espírito da verdade, por isso Jesus, o Cristo, depositou a sua convicção no grande veritólogo;
  4. Jesus, o Cristo, pôde observar Deus contido em mim, pois que eu também demonstrei a minha contemplação a Deus estando aqui agora encarnado como Pamam, por intermédio desta minha explanação de A Filosofia da Administração, tirando de mim mesmo tudo aquilo que ora estou transmitindo para este mundo, pois que com base na verdade e tendo em mim a sabedoria, alcancei com ambas a razão, para que assim pudesse comprovar inteiramente uma contemplação in totum da Inteligência Universal, naquilo que me foi determinado por Luiz de Mattos, em conformidade com o plano que foi elaborado para a nossa espiritualização, sendo eu, portanto, o espírito da sabedoria e da razão, a fim de decretar o final de uma Grande Era e determinar o início de outra Grande Era, por isso tanto Jesus, o Cristo, como Luiz de Mattos, depositaram as suas convicções neste cientista, que depois se tornou saperólogo, e após se tornou ratiólogo, ou um ser universal, o primeiro da nossa humanidade neste mundo;
  5. Luiz de Mattos tem fé em Jesus, o Cristo;
  6. Eu tenho fé em Luiz de Mattos e em Jesus, o Cristo;
  7. Luiz de Mattos também é Deus, pelo fato de Deus nele se encontrar contido no mais alto grau que a nossa humanidade possa conceber, então toda a nossa humanidade tem que depositar nele a sua fé, assim como também nos demais espíritos de luz, dadas as suas superioridades em relação aos demais;
  8. Eu também sou Deus, pelo fato de Deus em mim se encontrar contido no mais alto grau que a nossa humanidade possa conceber, mas a nossa humanidade não deve depositar a sua fé em mim, pelo fato de após a minha desencarnação eu me deslocar para a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, a fim de elaborar um plano para a sua espiritualização e agir no sentido de concluí-lo com êxito, pagando assim a nossa dívida para com a humanidade que seguimos nessa esteira evolutiva universal, somente retornando para a minha humanidade após concluir com êxito a esta minha missão espiritualizadora, daqui a 4.000 anos, aproximadamente;
  9. Luiz de Mattos sabe em quem depositar a sua convicção, cujo depósito deverá ser dirigido aos espíritos que ora se encontram encarnados e também naqueles que irão encarnar, desde que eles tenham a consciência de que Deus se encontra contido neles mesmos, ajudando-os e enviando ajudas para que eles possam cumprir com as suas obrigações, com os seus deveres e com as suas missões neste mundo, para que assim sejam cumpridos os meus ideais que deixarei fixados na face da Terra, em conformidade com o novo plano que nós, os espíritos de luz integrantes da plêiade do Astral Superior, elaboramos com vistas à produção da amizade espiritual, fazendo emergir a solidariedade fraternal, preparando assim toda a nossa humanidade para o meu retorno da outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, quando então eu promoverei outra revolução neste mundo, com vistas à produção do amor espiritual, e a conduzirei para a perfeição, rumo ao Criador, ou como se diz por aqui, para a glória eterna;
  10. Cada um dos seres humanos pode se considerar Deus, que o é sim, na realidade, mas para que os mais evoluídos possam ser dignos dos depósitos da fé ou da convicção por parte dos demais seres humanos, faz-se absolutamente necessário que eles abandonem de imediato a fase da imaginação e ingressem de logo na fase da concepção, para que assim possam formular uma ideia a respeito de Deus, cuja ideia, apesar de não ser proporcional aos graus evolutivos em que se encontram, posto que Ele já se encontra plenamente organizado neste mundo através do Racionalismo Cristão, pelo menos seja o suficiente para que possam se conhecer a si mesmos, conforme Jesus, o Cristo, assim ensinou, e então consigam tirar de si próprios tudo aquilo que os assemelham a Deus, para que então possam contemplá-Lo, pois este é o único e verdadeiro caminho para que possam produzir a amizade espiritual, fazendo surgir a solidariedade fraternal, exercendo uma influência benéfica nos seus semelhantes com vistas a esse desiderato;
  11. Os espíritos de luz que atualmente se encontram encarnados e que assumiram em plano astral o compromisso de lutar pela nossa Grande Causa, que se apresentem de imediato nas casas racionalistas cristãs, para que assim possam dar início ao esclarecimento espiritual de todos os seres humanos, lembrando aqui que todos os meus leitores estão sendo chamados, mas poucos serão os escolhidos para a obra remodeladora da nossa humanidade, conforme Jesus, o Cristo, assim afirmou, justamente por isso estão sendo devidamente avaliados, através dos seus comentários e das suas perguntas, contidos no site pamam.com.br;
  12. Neste caso, eu devo informar a todos esses espíritos que são meus leitores, acerca da realidade da existência do super-homem de Confúcio, que foi uma das encarnações anteriores de Jesus, o Cristo, em que todos têm que ter os três predicados necessários e essenciais desse super-homem para que possam cumprir com tudo aquilo que ele determinou, nas suas devidas extensões, no desfecho final do seu fabuloso plano de espiritualização para a nossa humanidade, que são os seguintes:
    1. Inteligência;
    2. Coragem;
    3. Boa vontade.

Mas acontece que o super-homem de Confúcio é apenas um, pois que é o único que pode seguir mais de perto os rastros luminosos do nosso Redentor. No entanto, todos os seres humanos têm inteligência relativa, uns mais, outros menos, mas isso não importa, pois que o importante é a inteligência relativa que seja capaz de apreender os ensinamentos racionalistas cristãos. Por outro lado, poucos seres humanos são corajosos, na acepção da palavra, pois que não se deve confundir os conflitos decorrentes dos confrontos pessoais ou coletivos, geralmente sem igualdade de condições, quando muitos demonstram as suas covardias, ou então as suas temeridades, com a verdadeira coragem, que é de natureza espiritual, em que se age, necessária e obrigatoriamente, lançando mão da ética, como demonstrarei na ocasião oportuna, quando tratar da minha gnosiologia, enquanto que os demais são medrosos, geralmente os credulários, que têm medo da condenação.

Assim, eu devo esclarecer que o fundamento maior se encontra na boa vontade, pois que os de boa vontade terão paz na Terra, tal como Jesus, o Cristo, assim afirmou e determinou, por isso aqueles que se esforçarem por adquirir a boa vontade, e nesse esforço consigam adquiri-la, esses deverão ser ajudados por Luiz de Mattos, que é o Ajudador, como veremos quando eu tratar da Cristologia, pelos espíritos de luz que se encontram em seus Mundos de Luz, e pelos racionalistas cristãos que serão chamados e escolhidos para colaborar com a nossa Grande Causa, pois como Jesus, o Cristo, também afirmou, muitos serão chamados, mas poucos serão os escolhidos. Em sendo assim, que os seres humanos passem a ser conscientes dos seus estágios evolutivos e que nessa consciência passem a depositar a sua fé racionalmente nos espíritos de luz mais evoluídos.

Diante dessas considerações, assim postas em inteira conformidade com a mais pura lógica exposta pela racionalidade, e assim posta no âmbito da espiritualidade, pode-se constatar claramente a clara oposição que existe entre a fé racional e a fé credulária. A fé racional deve ser depositada nos espíritos de luz, portanto, nos espíritos superiores, em que neles está contida a própria Divindade, consoante os seus estágios evolutivos, cuja fé racional está sendo depositada também em Deus, por extensão. Enquanto que a fé credulária é depositada em um mito, diretamente a um deus inventado pela imaginação humana, ou por obra do astral inferior, portanto, inexistente ou falso, respectivamente. Além do mais, não se deve depositar a fé diretamente em Deus, nem mesmo a fé racional, pois que ninguém O contém em si mesmo o suficiente para que possa se dirigir assim diretamente a Ele, pois que na espiritualidade existe uma hierarquia, a qual deve ser rigorosamente obedecida. Apenas Jesus, o Cristo, tinha-O contido em si mesmo o suficiente para que Nele pudesse depositar a sua verdadeira fé, que jamais se abalou, nem quando se encontrava na cruz, enquanto que Ele depositou a sua convicção em Jesus, o Cristo, pelo fato do Cristo ser uma instituição, e Ele ser o Instituidor. E como Jesus, o Cristo, depositou a sua convicção em Luiz de Mattos, nomeando-o chefe da nossa humanidade, tendo logo depois retornado para a sua própria humanidade, Luiz de Mattos passou a ser o verdadeiro intermediário entre Deus e a nossa humanidade, então cada um dos seres humanos pode depositar nele a sua verdadeira fé, sendo agora convicto da existência de Deus, apenas isto em relação ao Criador, além das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas a Ele dirigidas, e nada mais, tendo por base tudo o que ao Seu respeito foi transmitido por esta explanação do Racionalismo Cristão.

E assim, todos podem e devem agora denominar a Luiz de Mattos de Espírito Santo, o que parece até estranho, quando comparado com o catolicismo e as suas seitas. No entanto, quando no capítulo que se refere à explanação da Cristologia, eu vou provar e comprovar essa sua elevadíssima condição espiritual, quando revelar para toda a nossa humanidade o Mistério da Santíssima Trindade, que já algum tempo eu o desvendei por completo, não de maneira sobrenatural, pois que não sou dado à imaginação, tendo, pois, que combater a essa ilusão e a esse devaneio que são por ela gerados, mas sim de maneira lógica e racional, no âmbito da espiritualidade, da mais alta espiritualidade, que somente pode ser posta neste mundo por aquele que consegue perscrutar o Universo, e jamais por aqueles que se encontram cativos na Terra, sendo prisioneiros do ambiente terreno, ainda postos na fase da imaginação.

Eu devo aqui ainda atentar para o fato da extrema necessidade da apreensão dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e das experiências físicas acerca da sabedoria por parte dos seres humanos, que é o único modo de se poder abandonar a fase da imaginação, para que se possa ingressar na fase da concepção, formulando uma ideia precisa acerca da razão, onde se encontra a realidade da existência eterna e universal. É somente deste modo que podem ser dirimidas todas as dúvidas que se encontram nos corpos mentais dos seres humanos, para que então a verdadeira fé possa ser depositada racionalmente em quem realmente é merecedor desse instituto, pelo fato de ser fiel aos seus compromissos assumidos em plano astral, sendo, pois, digno dela, pois que assim ela poderá desempenhar um papel fundamental no aprendizado da espiritualidade, proporcionando um progresso mais acelerado na evolução espiritual dos seres humanos, quando todos poderão constatar realmente como se evolui espiritualmente, em conformidade com o ritmo universal.

Eu sei perfeitamente que até hoje os seres humanos depositam, temerária e imaginativamente, a sua fé credulária em relação a um deus, a uma pessoa, a um objeto supostamente inanimado, sendo tudo isso mitos; assim como também a uma ideologia; a um pensamento tido como saperológico; a uma doutrina qualquer, seja ela credulária ou não, portanto, sobrenatural ou não; a um sistema científico, cativo da ilusão da matéria; a um conjunto de regras; a um paradigma qualquer popularmente social e historicamente instituído, que tenha uma base de propostas ou dogmas de um determinado credo; sendo tudo isso confirmado pelos próprios estudiosos. Mas se qualquer um se dispuser a dar trato ao raciocínio, poderá facilmente constatar que essa fé credulária depositada não se sustenta em evidências concretas, em provas experimentais científicas e saperológicas que possibilitem a compreensão racional da espiritualidade, onde a fé em sua racionalidade exuberante deve ser devidamente depositada naqueles que são fiéis aos seus propósitos elevados, que são dignos de si mesmos, em extensão, dignos dos seus semelhantes.

Eu sei também perfeitamente que as provas físicas experimentais científicas e saperológicas acerca dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade devem ser amplamente discutidas no âmbito da Epistemologia, para que assim elas não possam se refletir em sofismas ou falácias que as justifiquem de modo ilusório. Por isso, eu tratei de modo antecipado diretamente da própria Epistemologia, explanando-a para toda a nossa humanidade, para que assim estas minhas considerações lógicas e racionais sobre a fé e a convicção, no âmbito da espiritualidade, possam ser devidamente reconhecidas por todos os seres humanos, inclusive pela própria comunidade científica, como sendo um parâmetro legítimo e verdadeiro de reconhecimento sobre a natureza da verdade transmitida pela doutrina do Racionalismo Cristão, por conseguinte, da sabedoria e da razão, nesta minha explanação, em que ela será obrigada a reconhecer, quer queira, quer não, que as religiões são as legítimas fontes das ciências, que as religiociências coordenam a ambas, e que todas se encontram subordinadas à Veritologia, a Saperologia e a Ratiologia, respectivamente, pois que convicto eu sou da existência da moral e da ética nas almas dos seus principais integrantes, mas não em todos, notadamente nos que criam as armas bélicas e outros artefatos nocivos à paz mundial, que se não tratarem de imediato das suas regenerações, irão poder constatar plenamente uma inteligência bem superior agindo no sentido das suas regenerações, da maneira mais adequada, pois que não vamos mais admitir que qualquer esboço de inteligência que esteja voltado para o mal venha a interferir negativamente no progresso da nossa humanidade. Por isso, a minha convicção é depositada somente nos que se esforçam e estudam com afinco, tendo sempre em vista o progresso da nossa humanidade.

A fé não pode ser manifestada de várias maneiras, mas apenas de uma, rigorosamente dentro do âmbito da lógica racional da espiritualidade, para que assim ela possa ser universal, por se encontrar direcionada no rumo certo da realidade do Universo, estando assim vinculada à verdade, a sabedoria e a razão, que deste modo podem justificá-la, para que assim possa existir uma finalidade posta no âmbito da realidade, que é a evolução espiritual e o rumo da perfeição, em retorno para Deus; em substituição a uma fé credulária que traz em si uma finalidade esdrúxula posta no âmbito do sobrenatural, que é a aberração da salvação, com a ida de uns para o céu e a ida de outros para o inferno, ou então para a extinção, sem que ninguém consiga atentar para o fato de que a existência de todos os seres é eterna e universal, e de que há muito a nossa humanidade vem evoluindo no âmbito da imperfeição, e que neste âmbito já evoluímos o bastante para que possamos identificar com bastante clareza os bons e os maus, por isso deve haver agora a separação entre o joio e o trigo, conforme assim determinou Jesus, o Cristo, para que assim, e somente assim, possamos caminhar rumo à perfeição, praticando o bem, em demanda de Deus, do nosso Criador, com os que integram o trigo, onde estão incluídos os de boa vontade, tendo paz na Terra, e os que integram o joio devendo ser devidamente regenerados, para que aos poucos aqueles que dele fazem parte e que vão adquirindo a boa vontade possam ser integrados aos que integram ao trigo, e assim dando continuidade ao processo de espiritualização, até que todo o joio possa ser completamente exaurido, quando então o último ser humano retrógrado deverá ser regenerado.

E que o último retrógrado a ser regenerado adquira a plena consciência de que Luiz de Mattos e este explanador, assim como os demais espíritos de luz, todos integrantes da plêiade do Astral Superior, não descansaremos enquanto não conseguirmos alcançar a esse desiderato, pois que temos contidos em nós mesmos uma grande parte do verdadeiro Deus, do autêntico Criador, do Todo Universal. E não dos malvados e horripilantes deus bíblico, deus alcorânico, e outros, cujos ministros são os famigerados, os desonestos e os mentirosos sacerdotes, todos assaltantes da bolsa do povo, como também ávidos por poder, que semeiam a ignorância por todo o orbe terrestre, que o próprio Jesus, o Cristo, afirmou ser o grande mal da nossa humanidade, em que nesses seus ministérios pregam abertamente a salvação de uns, os que se julgam detentores da fé credulária, e a condenação eterna de outros, os que são considerados como sendo os ímpios, cuja condenação alguns ministros desses deuses afirmam ser a extinção, e outros a queimação eterna no fogo do inferno. Quanta barbaridade!

Apenas para que alguns seres humanos tenham alguma noção das ações dos espíritos de luz que formam a plêiade do Astral Superior, daquilo que eles são capazes em prol dos seus semelhantes, por isso sendo merecedores da fé que neles deve ser depositada, eu devo dar um exemplo da nossa fidelidade em relação a eles.

Eu, no meu caso particular, por ser o legítimo representante do Astral Superior neste mundo Terra, sendo o patrono da Grande Causa da nossa humanidade, pelo fato de ser dentre todos os seus integrantes o maior dos advogados, pelo fato do próprio Astral Superior me haver nomeado como sendo o defensor da nossa Grande Causa, e não somente em razão do Astral Superior, mas também pelo fato de eu haver sido nomeado pelos meus próprios compatriotas como sendo o patrono dos advogados brasileiros, quando estava encarnado como Ruy Barbosa, sendo também o primeiro grande brasileiro, como demonstrarei fartamente mais adiante, em outro tópico, sabendo-se que será o Brasil a grande nação que vibrará magneticamente, radiará eletricamente e radiovibrará eletromagneticamente para todas as demais nações a produção da amizade espiritual, sou também o detentor do maior senso de justiça de todos os tempos, notadamente agora, estando reencarnado como Pamam, portanto, ainda muito mais evoluído, daí a razão de eu haver conseguido os predicados da inteligência, coragem e boa vontade exigidos por Jesus, o Cristo, quando ainda se encontrava encarnado como Confúcio, sendo por esta razão que eu sou o explanador do Racionalismo Cristão.

O querido leitor tem alguma dúvida? Caso a tenha, pode postar o seu comentário ou então a sua pergunta no site pamam.com.br, lembrando que ambos serão devidamente avaliados, pois que será nesse site que deverá ser confirmado o axioma de Jesus, o Cristo, que afirma que “Muitos serão chamados, poucos serão os escolhidos”.

Em sendo assim, caso algum desses deuses sobrenaturais, sejam eles bíblico, alcorânico ou outros, viesse do seu céu ou do seu paraíso quimérico, para aqui condenar eternamente alguns dos meus irmãos à extinção ou a queimar eternamente no fogo do inferno, eu primeiramente lhe solicitaria cordialmente que me deixasse proceder às suas regenerações. E caso não fosse atendido na minha solicitação, eu lhe diria que por hipótese alguma ele iria condenar dessa maneira a qualquer um dos meus irmãos, admitindo apenas em relação a eles as suas regenerações. E se ele insistisse teimosamente nessa sua intenção, sem dela querer abrir mão, sob nenhuma condição, eu lhe diria assim:

— Então seu deusinho safado, metido a genocida, tente pelo menos triscar em qualquer um dos meus irmãos, que eu vou lhe mostrar quem realmente vai ser destruído, que com toda a certeza será você, o que o farei em legítima defesa de outrem. E se você considera realmente ter mais poderes e ações do que eu, portanto, vida, que deles se utilize e se faça ainda de mais covarde, além do que já demonstra ser. Neste caso, que tente me destruir juntamente com todos os meus irmãos, pois que eu prefiro infinitamente ser destruído com honra, junto com todos eles, do que viver eternamente sem ela, longe de todos eles, caso você venha realmente a conseguir a esse seu maléfico intento, o que com certeza não irá conseguir. Eu sei perfeitamente que senso de justiça eu possuo muito mais do que você. E se você afirma que criou o homem à sua imagem e semelhança, venha então enfrentar em um confronto final alguém que não é mais simplesmente homem, mas sim o super-homem de Confúcio, para que assim você possa comprovar a existência real da inteligência, da coragem e da boa vontade, e então possa realmente constatar quem é mais guerreiro dos dois, seja em que sentido for. E não venha sozinho não, traga também junto com você toda a sua cambada de anjos alados, que eu sozinho enfrento você juntamente com toda essa sua corja de anjos negros, seja em que terreno e seja em que campo for. Mas eu somente vou destruí-lo se você tentar destruir aos meus irmãos ou então a mim mesmo. Caso contrário, se desistir desse seu intento, que volte de imediato para o seu céu ou o seu paraíso, que é o seu lugar de origem, que ora em diante será denominado de inferno, até que você se regenere e consiga sopitar a todos esses seus atributos individuais inferiores e relacionais negativos, que o tornam um verdadeiro e autêntico criminoso, um criminoso de marca maior, por ser um genocida, e assim adquirir os atributos individuais superiores que formam a moral e os atributos relacionais positivos que formam a ética, tornando-se um deus educado, e caso venha assim, com educação, demonstrar alguma superioridade em relação à minha educação, eu poderei aceitá-lo como sendo realmente um deus. Mas se você retornar desse seu inferno com a mesma mania vaidosa de querer ser adorado e reverenciado pelos meus irmãos, voltará para o seu mesmo lugar aos trancos e barrancos, sendo carregado pelas orelhas e levando alguns pontapés no traseiro para aprender a não mais ser vaidoso e egocêntrico.

Observe, meu nobre e estimado leitor, que antes eu vinha evoluindo bem mais acentuadamente por intermédio da propriedade da Energia, por onde através das ações se pode alcançar a onipresença. Mas agora eu consegui também apreender em minha alma a propriedade da Força, por onde através do poder se pode alcançar a onipotência. E conseguindo ainda apreender em minha alma a propriedade da Luz, eu pude unir, coordenar, congregar, as propriedades da Força e da Energia, por onde através da existência eterna e universal se pode alcançar a onisciência.

Assim, sempre de posse da minha inteligência, da minha coragem e da minha boa vontade, eu consigo agir em qualquer local do Universo em prol da nossa humanidade. E mais: se o próprio Universo não for ainda o suficiente para as minhas aspirações, para os meus ideais em prol da nossa humanidade, eu o abandono e ingresso novamente na fase da imaginação, adentrando no âmbito da irrealidade em que todos os meus irmãos espirituais se encontram, e na própria irrealidade do sobrenatural eu afirmo com a máxima sinceridade as minhas ações em relação a qualquer deus que venha a tentar exterminar aos meus irmãos espirituais, somente o destruindo caso ele venha a tentar destruir pelo menos um deles, como assim deveriam pautar as suas ações todos os demais seres humanos, em defesa dos seus irmãos em essência, portanto, espirituais, mas que assim não fazem, porque ainda não possuem a amizade espiritual, por conseguinte, a solidariedade fraternal.

E mais: quando eu abordar o assunto da gnosiologia, descrevendo o processo gnosiológico pelo qual tive que passar, por determinação do Astral Superior, todos poderão constatar como também eu enfrentei o próprio Satanás e todos os seus demônios, estando sozinho e situado dentro do antro do próprio inferno. Mas que aqui ninguém vá dar asas à imaginação, tentando imaginar os fatos relativos a esta realidade, pois que ela não se situa no âmbito da imaginação, apesar do sobrenatural ser imaginado, pois que, como dito, foi um processo gnosiológico sob a determinação e os cuidados do Astral Superior, como todos no momento oportuno irão constatar plenamente.

E eu venho fornecer aqui o exemplo da amizade espiritual e da solidariedade fraternal, posicionando-me à frente dos meus irmãos de humanidade contra qualquer tentativa de quem quer seja no sentido da sua destruição ou da sua condenação eterna. É assim que cada um deve agir em relação aos demais, e jamais se vergar perante um deus genocida que deseja destruir aos demais, posicionando-se ao lado desse deus, para que assim possa ser salvo, pouco se importando com os que são considerados como sendo ímpios, e até se satisfazendo com a situação, aliviados, considerando que são bons, quando, na realidade, não passam de uns tremendos covardes, uns autênticos traidores da raça humana, da sua própria humanidade, portanto, uns verdadeiros patifes.

Aqueles que afirmam que fizeram de tudo para salvar aos ímpios, doutrinando-os e os levando para as suas hostes, que então respondam com sinceridade diretamente a este ímpio: dentre os quase quarenta mil credos e seitas que pululam por esse mundo afora, em qual deles eu devo buscar a minha salvação? No catolicismo? Nas inúmeras e inúmeras seitas protestantes? No budismo e nas suas seitas? No confucionismo e nas suas seitas? No judaísmo e nas suas seitas? No maometismo e nas suas seitas? Enfim, em qual deles? Dentre todas esses credos e seitas, que somente espalham a ignorância por todo o orbe terrestre, sendo, pois, todos eles as sementes do mal, que me desculpem a extrema franqueza, eu optaria em ir para a Índia e lá adorar as vacas, que pelo menos são inofensivas, sendo até muito úteis, por nos fornecer alimentos, ao invés de adorar a esses deuses perversos e safados.

Que agora todos os seres humanos façam uma profunda introspecção e olhem para dentro de si mesmos, não com os olhos da cara, mas com os olhos da razão, em que nela a luz da consciência poderá refletir a realidade da existência eterna e universal, quando então poderão constatar a sublimidade da verdadeira espiritualidade, somente possível por intermédio do Racionalismo Cristão, que nada pede a quem quer que seja, agindo apenas no sentido da espiritualização da nossa humanidade e a regeneração dos transviados da rota da virtude, para que assim possa promover a paz e a harmonia entre todos os seres humanos, através da amizade espiritual, com todos os irmãos fraternos sendo solidários uns com os outros.

Então a fé racional tem que ser totalmente desvinculada das questões emocionais ligadas às crenças imaginadas no âmbito do sobrenatural, que não existe, sendo a realidade universal completamente diferente, principalmente em relação aos falsos confortos advindos dos momentos de angústia e aflição credulários, por serem totalmente desprovidos de quaisquer sinais realísticos que possam caracterizar uma breve ou futura melhora dessas situações angustiosas e aflitivas, pois que as causas dessas angústias e aflições não se encontram fora dos seres humanos, mas sim dentro deles mesmos, nas suas próprias almas, que são agravadas pelos espíritos obsessores quedados no astral inferior, cujos remédios para as curas se encontram neles mesmos, podendo nessas situações serem ajudados pelos espíritos de luz, neles depositando as suas fés, desde que tenham boa vontade em se espiritualizar, vibrando, radiando e radiovibrando para Deus e para o Astral Superior, tendo verdadeiramente a fé racional nas suas ações progressistas com vista ao bem comum, para que assim possam receber as devidas ajudas para as resoluções dos seus problemas terrenos; e não depositar as suas fés credulárias em mitos, como o deus bíblico, o deus alcorânico e outros deuses mais, em santos e outras imposturas mais, e muito menos em Jesus, o Cristo, uma vez que ele já cumpriu com o seu papel em nossa humanidade e para a sua própria humanidade já retornou, para que lá possa conduzi-la rumo à perfeição, em retorno para Deus, tendo deixado Luiz de Mattos como sendo o chefe da nossa humanidade, que nesta condição passa a ser o nosso Espírito Santo, pelo fato dele ser o espírito da verdade, o detentor da moral mais elevada de toda a nossa humanidade, sem qualquer sombra de dúvida, que por isso não possui sequer a mais leve mancha ou nódoa em sua alma, pelo fato dele ser um ser ontológico. Tenha o querido leitor um pouco mais de paciência, e aguarde a minha explanação acerca da Cristologia, em que eu provarei realmente ser ele o verdadeiro Espírito Santo.

Essa fé credulária depositada nos mitos, que é própria da imaginação humana, tendo se instalado em suas mentes desde a antiguidade, e que agora procura demonstrar estar acentuada cada vez mais, encontra-se devidamente morta, e bem morta, sendo apenas cultivada mal intencionadamente pelos sacerdotes nas mentes dos seus arrebanhados, que insistem em conservá-la viva, mas em vão, pois que a razão chegou para sepultá-la de vez e deixá-la prostrada em seu jazigo, até que com o tempo a sua materialidade se decomponha toda em outros materiais, acabando de vez com as falsas esperanças da salvação, de um paraíso quimérico, de um inferno sobrenaturalmente posto no Universo, que não reserva lugar algum para essas maluquices provenientes da imaginação, uma vez que essas falsas esperanças são todas individuais e egoístas, por estarem diretamente direcionadas à ausência plena e total da amizade espiritual, portanto, da solidariedade fraterna entre todos os seres humanos, que implica em responsabilidade mútua entre si, pois que o espírito que realmente se preza, o espírito que realmente é digno de si mesmo, é também digno dos seus semelhantes, sendo um autêntico fiel aos seus princípios e aos seus fins, e não um fiel como o deus bíblico, que não tem princípios e que os seus fins têm como escopo o extermínio ou a condenação eterna dos ímpios, por isso quem é verdadeiramente digno procura a todo o custo conservar a sua própria honra, quer para si justamente o que quer para os seus semelhantes, ou até algo melhor para estes, pois Jesus, o Cristo, ensinou-nos que não devemos querer para os outros aquilo que não queremos para nós mesmos, fazendo de tudo para promover a regeneração dos faltosos, sem permitir, jamais, que eles venham a naufragar no mar tempestuoso da vida.

Então qual é o motivo dessa individualidade exacerbada e desse egoísmo extremo por parte dos credulários, em se acharem os privilegiados da salvação? Por que permitir que os considerados ímpios sejam exterminados ou queimados para sempre no fogo do inferno, ao invés de serem devidamente regenerados, em todos os sentidos? Isso é ou não é a ausência completa da amizade espiritual, em que a solidariedade fraternal se encontra submersa em suas almas, que se não fosse assim, alguém jamais iria permitir que os seus semelhantes fossem condenados eternamente? Isso é ou não é uma desobediência ao ensinamento de Jesus, o Cristo, para não querermos para os outros aquilo que não queremos para nós mesmos? Então os seres humanos são anticristãos, e como são.

E não procede a falha e a pueril alegação da classe sacerdotal de que tenta a todo o custo evangelizar aos ímpios e encaminhá-los para o caminho da salvação, pois que, na realidade, o custo não é decorrente de qualquer esforço por parte dela, uma vez que esse custo, de fato, é puramente monetário, e recai diretamente na bolsa dos cretinos que ela vai conseguindo arrebanhar em suas investidas falsas e mentirosas.

E se a classe sacerdotal continuar a insistir com essa sua mentiralha descarada, e não se decidir de logo a proceder à sua própria regeneração, todos os seus integrantes irão constatar a existência da verdadeira espiritualidade, como se educa realmente, levando tantas esporadas educativas em suas ilhargas carnudas quantas forem necessárias para que assim possam se regenerar. E se, por ventura, tantas esporadas educativas ainda não forem suficientes para aqueles mais retrógrados, que teimarem em continuar enganando e a praticar o estelionato, semeando ainda mais a ignorância neste mundo, estes serão conduzidos para os lugares que já lhe foram reservados no novo plano elaborado para a nossa humanidade, na Nova Era em que logo iremos adentrar, debaixo de muita peia, agora com fortes chicotadas educativas, que se perpetuarão sistematicamente, até que eles deixem de agir como burricos teimosos, como se fossem irracionais, e então venham a se integrar ao novo surto progressista que agora está sendo promovido no seio da nossa humanidade. E não pensem eles que nós continuaremos a permitir que os incautos continuem a ser ludibriados pela sua classe repulsiva, pois que existe o preceito da reencarnação, por isso esses sacerdotes renitentes serão deslocados dos agrupamentos humanos a que pertencem, ou reencarnarão em ambiente propício às suas regenerações, onde lá sentirão em suas próprias almas o inverso daquilo que hoje sentem, como se fossem os condutores dos agrupamentos humanos.

Meu Deus! Se o Universo se encontra à nossa disposição, como se pode aceitar que esses idiotas e estúpidos sacerdotes queiram levar tantos cretinos para o âmbito do sobrenatural? Somente a má intenção e uma tremenda obsessão podem justificar tanta idiotice e tanta estupidez.

Assim, raciocinando ainda no âmbito da imaginação, na hipótese de um, apenas um, não mais do que um, entre todos os meus semelhantes — que jamais deixará de ser meu irmão espiritual, assim como todos os demais —, for condenado ao extermínio ou ao fogo eterno do inferno, apenas para realçar o entendimento daquilo que pode realizar um espírito de luz, em solidariedade fraterna para com ele, eu prefiro ser filho do próprio Lúcifer a ser filho desse deus metido a exterminador e sádico, que adota tal procedimento para com o seu próprio filho, e vou resgatá-los a todos das suas mãos infectas. E explico devidamente a esta minha decisão pessoal, no âmbito do próprio sobrenatural, já que dele estou tratando, mas que se liga diretamente ao astral inferior.

Lúcifer, no âmbito do sobrenatural, é um anjo de Luz, comparado com a estrela da manhã, com o planeta Vênus entre os antigos romanos, que com o esplendor da sua luz seria incapaz de adotar tal procedimento adotado pelo deus bíblico para com o que ele alega seja a sua própria criação. E justamente por ser detentor de tanta luz se rebelou contra esse deus bíblico metido a exterminador e sádico, sendo também um verdadeiro genocida, além de muitos outros atributos individuais inferiores e relacionais negativos mais, além de extremamente vaidoso, que sempre quis ficar com as suas nádegas carnudas e polpudas, gordas e sebosas, portanto, mal cheirosas, assentadas em um trono do seu reino asqueroso repleto de anjos negros adoradores, obrigando ditatorialmente a que todos o adorassem e o reverenciassem ajoelhados e de cabeça baixa, sendo todos submissos, tendo reunido a sua coorte em um local do astral inferior para anunciar a todos a sua pretensão de exterminar a vida na Terra, através do fogo.

Mas a luz de Lúcifer não mais permitiu tal humilhação sofrida por parte dos anjos e, também, a extinção da vida na Terra, pois que queria continuar comandando as nações como sempre o fez. Por isso, ele decidiu se retirar do céu, desse ambiente trevoso formado por esse deus bíblico, considerando-o por demais tétrico para lá continuar a sua existência eterna, no que foi acompanhado nessa empreitada por um terço dos anjos, que também decidiram não mais sofrer tais humilhações e nem exterminar a vida na Terra. Essa empreitada de Lúcifer foi extremamente racional, corajosa, intrépida, portanto, lúcida, pois que a lucidez representa aquilo que luz, que resplandece, que brilha, demonstrando a penetração e a clareza da verdadeira inteligência, e evidenciando o funcionamento normal das suas faculdades mentais necessárias para elucidar a natureza negra do céu desse deus bíblico, fazendo assim jus ao próprio nome de Lúcifer, em que a própria poesia designa de lucífero aquele que fornece ou traz a luz, para que assim o ambiente possa ficar iluminado, que os ignorantes confundem essa luz astral com o fogo, e o ambiente iluminado com o inferno, invertendo assim as duas posições contrárias uma à outra, em que o céu desse deus bíblico é negro e trevoso, e o inferno é luz e radiante, justamente o lugar para onde eu iria, tal como sendo o filho de Lúcifer, e jamais como sendo filho desse trevoso deus bíblico. É óbvio que eu estou apenas imaginando a existência da luz em Lúcifer, mas em comparação com o negrume do deus bíblico. Mas essa revolta angelical tem a sua real procedência, como será demonstrada na obra prolegômena contida no site pamam.com.br, inclusive como os seus reflexos na própria História.

Mas abandonando agora o âmbito da imaginação, portanto, do sobrenatural, posto pelo astral inferior nas mentes dos seres humanos, posso assim indagar: é preciso, pois, renovar a fé? É claro que não. É preciso que a fé agora mude de rumo, não sendo mais credulária, mas sim racional, abandonando a imaginação, deixando de ser depositada através das representações de imagens, e se situando no âmbito da concepção, sendo depositada através das formulações de ideias, aonde se encontra a realidade universal, portanto, a verdadeira espiritualidade em toda a sua eternidade.

Assim, a fé racional deverá ser depositada pelos espíritos menos evoluídos nos espíritos mais evoluídos, que são os espíritos de luz, os espíritos superiores que formam a plêiade do Astral Superior, e que por isso contêm Deus em si mesmos, sendo o depósito da fé racional realizado assim de baixo para cima. Desta maneira, como os espíritos de luz que integram o Astral Superior contêm Deus em si mesmos, a fé racional por extensão passa a ser também depositada em Deus, como de outro modo jamais poderia ser.

Note-se que na minha explanação de A Filosofia da Administração, eu procedi à segregação entre a Veritologia e a Saperologia, pois que antes tudo o que transcendia a este mundo era considerado como sendo apenas Filosofia, cuja denominação é inadequada para o tratado da sabedoria, tendo ainda unido, irmanado, congregado, a ambas, fazendo surgir a Ratiologia, já que eu teria que me tornar um ratiólogo, universalizando-me. Que também estou retirando as religiões das garras aduncas da classe sacerdotal, realizando o seu devido casamento perpétuo com as ciências, fazendo surgir assim as religiociências. Que demonstrei que a Veritologia se liga diretamente com as religiões, que a Saperologia se liga diretamente com as ciências, e que a Ratiologia se liga diretamente com as religiociências. E que, por fim, de cientista eu me tornei um saperólogo, e que de saperólogo eu me tornei um ratiólogo, tornando-me então um ser universal.

Em analogia ao dito acima, eu também estou demonstrando por inteiro a racionalidade da fé, pois sendo ela depositada de baixo para cima, estou procedendo agora a sua devida associação com a convicção, que por sua vez é depositada de cima para baixo, em razão da própria evolução do espírito, pois que o valor que cada um conseguiu adquirir em sua evolução espiritual, por intermédio da sua luta pessoal e do seu próprio esforço, tem que se fazer valer agora neste nosso mundo-escola.

Assim, a convicção, que exige mais racionalidade do que a fé, deverá ser depositada pelos espíritos mais evoluídos nos espíritos menos evoluídos. Os espíritos mais evoluídos são os espíritos de luz, os espíritos superiores que formam a plêiade do Astral Superior, e que por isso contêm Deus em si mesmos em grandes proporções, sendo o depósito da convicção realizado assim de cima para baixo, pelo fato que deste modo a convicção se torna mais racionalizada. Desta maneira, como os espíritos de luz que integram o Astral Superior contêm Deus em si mesmos, em grandes proporções, eles podem contemplar a Deus contido nos espíritos menos evoluídos, em menores proporções, pois que já é sabido que Deus vai se alojando em cada um, em total conformidade com as suas aspirações, que assim vai se refletindo em consonância com o estágio evolutivo em que cada um se encontra.

Teremos como resultado de tudo isso a produção dos raios de luz que cada ser humano deverá raiar de si mesmo tanto para os mais como para os menos evoluídos, com todos refletindo as suas luminosidades no ambiente deste mundo, para que assim todos possam comprovar a realidade da existência de uma imensa organização que existe na espiritualidade em plano astral, demonstrando uma perfeita hierarquia que existe nos Mundos de Luz, cuja hierarquia se forma totalmente por intermédio de Deus, com a revelação do todo universal que se encontra contido em cada um, em sua ascensão para o próprio Deus.

Toda essa imensa organização que existe na espiritualidade em plano astral tem que começar a se instalar neste nosso mundo-escola, para que então essa hierarquia possa se fazer valer em total conformidade com a luz que cada um irá raiar de si mesmo, demonstrando assim o valor que cada um possui no âmbito universal, em conformidade com a realidade do próprio estágio evolutivo em que se encontra. Mas tudo isto somente pode ser possível com o estabelecimento da amizade espiritual por todo o orbe terrestre, fazendo surgir a solidariedade fraternal, que deverá ser a base do progresso da nossa humanidade.

Assim, e somente assim, a nossa humanidade vai poder dar início à sua própria organização do verdadeiro Deus neste planeta, com cada um podendo contemplar em cada um o Deus que existe em cada um, para que assim todos possam adquirir a consciência plena de que todos nós fazemos parte do Todo, que cada um representa um ser, a essência, estando individualizado, e que evolui adquirindo as propriedades da Força, da Energia e da Luz. Ora, o Ser Total é Essência, que possui a totalidade das Propriedades da Força, da Energia e da Luz. E assim Ele é o nosso legítimo e autêntico Criador, com todos os seres sendo as Suas criaturas, que evoluem no âmbito da imperfeição para que possam alcançar o âmbito da perfeição, em retorno para Ele. E como nós somos espíritos, aqui postos como seres humanos para evoluir e fazer evoluir a este mundo, nós possuímos as mesmas substâncias do Criador, pois que diferente não poderia ser. Por isso, em conformidade com o grau evolutivo em que cada um se encontra, Deus se encontra revelado proporcionalmente por intermédio de cada um, consoante aquilo que cada um vai revelando em relação a Deus, bastando apenas olhar com os olhos da razão para que se possa constatar a esta realidade.

A razão é luz, a luz que se encontra na consciência de cada um, que por isso tem que ser desobstruída, para que assim possa raiar de todos os seres humanos, sendo justamente este o papel que os escolhidos, que serão os grandes militantes do Racionalismo Cristão, deverão exercer em relação aos mais atrasados, o grande papel do esclarecimento espiritual, de fazer vir a luz à consciência, desde que os seres humanos mais atrasados adquiram a boa vontade para serem esclarecidos.

E como Deus se encontra em cada um dos seres, mais acentuadamente nos seres humanos, nessa nova Grande Era em que estamos a adentrar, que é a Era da Razão, toda a nossa humanidade será obrigada a se espiritualizar, para que assim possa ter uma compreensão da realidade acerca da existência do verdadeiro Deus, e de como Ele se encontra contido em cada um de nós, que são as condições sine quibus non iniciais para que a fé e a convicção, no contexto da racionalidade lógica, possam se fazer valer neste mundo Terra, com todos sendo conscientes de que são realmente filhos de Deus, quando então a amizade espiritual deverá emergir e se intensificar no seio de toda a nossa humanidade, fazendo surgir a solidariedade fraternal de um para cada um, de cada um para com todos, e de todos para com cada um, pois, como demonstrei mais acima, eu jamais abandonaria e nem deixaria de ser solidário com o último dos meus semelhantes, nem que com ele fosse junto para o inferno, ou mesmo extinto, pois para onde eu vou a minha honra vai comigo, uma vez que dela jamais me aparto. Então eu sou realmente fiel! Mas não comparem jamais a minha fidelidade com a do deus bíblico, pois que esta não deve ser comparada nem com a do cão, que é muito mais fiel do que ele, pois que defende o seu dono com a sua própria vida, enquanto que o deus bíblico extermina os seus próprios filhos, ou os manda queimar eternamente no fogo eterno, tendo ainda a pretensão de destruir a vida na Terra através do fogo. Então qualquer um pode compreender que esse deus bíblico não presta, não podendo ao menos ser comparado com um simples cão, em termos de fidelidade.

Tudo aquilo que possa ser útil ao progresso da nossa humanidade deve ser aproveitado e utilizado para o esclarecimento geral. Existe o raciocínio aristotélico, que é silogístico, existe o meu raciocínio, que é sinóptico, que deverei explanar quando tratar acerca do assunto, e existe o raciocínio circular, este último inventado pelos estudiosos em relação à fé credulária. Então, se é uma forma raciocínio, deve ser aproveitado, para que assim possa ser utilizado para o bem e o progresso da nossa humanidade, desde que seja de modo racionalmente correto. Quando da invenção desse raciocínio circular, os estudiosos o caracterizaram se expressando da seguinte maneira:

É possível nutrir um sentimento de fé em relação a uma pessoa, um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, um paradigma popular social e historicamente instituído, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião (leia-se credo, digo eu). Tal sentimento não se sustenta em evidências, provas ou entendimento racional, ainda que este último critério seja amplamente discutido dentro da Epistemologia e possa se refletir em sofismas ou falácias que o justifiquem de modo ilusório, e, portanto, alegações baseadas em fé não são reconhecidas pela comunidade científica como parâmetro legítimo de reconhecimento ou avaliação da verdade de um postulado.

É geralmente associada a experiências pessoais e herança cultural, podendo ser compartilhada com outros através de relatos, principalmente, mas não exclusivamente, no contexto religioso (leia-se credulário, digo eu), e usada frequentemente como justificativa para a própria crença em que se tem fé, o que caracteriza um raciocínio circular (grifo meu)”.

Para que eu possa discorrer acerca desse raciocínio circular, primeiro eu tenho que evidenciar que os seres humanos atualmente ainda se encontram na fase da imaginação, então todos eles raciocinam através das representações de imagens, em que elas são encadeadas de tal maneira que dão certa aparência de lógica, de algum juízo perfeito com base na razão, e de alguma racionabilidade. Mas basta apenas ressaltar que tudo aquilo que foi apreendido pelos corpos mentais dos seres humanos representam apenas simples imagens, para que então se possa afirmar que tudo aquilo que eles pensam é falso, com todos os seus raciocínios sendo postos fora do âmbito da realidade.

O termo circular é proveniente do latim circulare, significando fazer círculo próximo de alguma coisa, mas que aqui o seu verdadeiro significado é estar em volta da fé credulária, ou seja, circulando em volta dela.

É sabido que a fé credulária gira em torno de um mito, como é exemplo o deus bíblico. Este mito não passa da representação de uma imagem proveniente da imaginação, que inventou o sobrenatural, posto fora do âmbito da realidade, embora esse mito seja um espírito obsessor que se revelou para os seres humanos através de médiuns videntes e ouvintes. O raciocínio circular, então, caracteriza-se como sendo um tipo falso de raciocínio, que gira em torno de um mito representado por uma simples imagem proveniente da imaginação humana. Por isso, esse raciocínio circular representa um círculo vicioso, por intermédio do qual os pensamentos postos fora do âmbito da realidade procuram justificar uma crença na qual se julga ter fé, que é justamente a fé credulária.

O círculo vicioso é caracterizado como sendo uma sucessão ininterrupta de grande extensão decorrente de fatos ilusórios, que fatalmente gera determinadas consequências, as quais sempre resultam em uma situação que parece sem saída, em que ela é sempre desfavorável no contexto da sua ilusão, principalmente por aquele que se deixa capturar por esse tipo de relação ilusória, ou de devaneio.

Na parcela do Saber denominada de Matemática, as predicativas, que são as qualidades atribuídas ao sujeito ou ao objeto, e que inteira a significação do verbo, nas quais as expressões definidoras se referem a um domínio de que as expressões a serem definidas são apenas elementos, são consideradas como sendo viciosamente circulares. Henri Poincaré foi o primeiro que utilizou a expressão cercle vicieux para a rejeição das definições desse tipo particular de círculo vicioso.

Uma definição é considerada viciosamente circular quando o termo a ser definido reaparece na definição, ou quando a noção que está a ser definida se encontra implicitamente contida na definição. Assim, um raciocínio passa a ser condenado como sendo viciosamente circular quando a conclusão se encontra indevidamente escondida nas premissas, ou então é indevidamente necessária para se chegar à conclusão a partir das premissas.

Um círculo vicioso é uma definição ou um argumento cuja circularidade é irrelevante para o fim que se tem em vista. Ao contrário do círculo vicioso, o reaparecimento do termo é virtuoso na medida em que se tem o uso restrito, dependendo dos fins para os quais a identificação for necessária. Para os estudiosos, o ponto de partida e a conclusão carecem de demonstração, com um sendo demonstrado pelo outro, formando assim um círculo.

Como a fé credulária deve ser assim caracterizada, como sendo um raciocínio circular, formando um círculo vicioso, as imagens apreendidas pela imaginação dos credulários passam a girar em torno do ilogismo dessa fé credulária, que jamais pode retratar a realidade universal. Então, todos os argumentos credulários em torno dessa fé se situam à margem da lógica racional, que somente com muito esforço os mais evoluídos conseguem parar para escutar aos crentes que sejam bem intencionados e que procuram convencê-los para o arrebanhamento dos seus credos. E todos esses argumentos vãos, pueris e sem base racional tendem sempre a desembocar em apenas um: a esperança da salvação!

A esperança, por sua vez, é uma imagem que se apreende na imaginação daquilo que se deseja, gerando uma expectativa que passa a ser representada pela espera da sua consecução. Com base nesta compreensão, os próprios estudiosos do assunto vêm afirmar que a esperança é uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal, o que implica em dizer que é uma crença imaginativa que se situa no próprio universo pessoal de cada ser humano, em função da fase da imaginação em que atualmente ele se encontra.

No entanto, aquele que consegue adentrar na fase da concepção, que formula ideias e raciocina com lógica tendo como base a realidade da vida, não vive de esperanças vãs, pois aquilo que pretende almejar, portanto, conseguir na sua vida neste mundo, situa-se rigorosamente dentro do âmbito das realizações possíveis de serem alcançadas, em consonância com as suas aspirações idealizadas, cuja finalidade aspirada foi previamente planejada em plano astral, daí a grande possibilidade da sua realização concreta, mas que requer o emprego de esforço nas suas consecuções, principalmente persistência.

Mas quando na esperança o ser humano tende a acreditar que aquilo que deseja é possível mesmo quando há claras indicações do contrário, isso que ele acredita passa a assumir o sentido de crença, que tende a se aproximar cada vez mais do significado atribuído à fé credulária. Neste sentido de crença, temos os exemplos da esperança de alguém se tornar rico, da esperança de alguém se curar de uma doença, da esperança de alguém ganhar na loteria, e tantos e tantos outros exemplos.

E foi justamente assim que a esperança se tornou uma das três virtudes teologais do falso cristianismo, que por meio de tal virtude aqueles que se julgam cristãos, quando, na realidade, são anticristãos, desejam e esperam do deus bíblico a vida eterna e o reino dos céus como sendo a felicidade última para eles, como se estivessem depositando as suas fés em alguma promessa realizada por Jesus, o Cristo, quando ele jamais fez promessa alguma, tendo apenas ministrado os seus ensinamentos para este mundo-escola, que somente serão realmente compreendidos quando na minha explanação acerca da Cristologia. E para que possam merecer e perseverar esta confiança até o fim das suas vidas terrenas, que eles ignoram completamente se tratar de apenas uma das suas inúmeras encarnações, os anticristãos, que se julgam cristãos, acreditam que a ajuda do Espírito Santo é o seu grande fulcro. Mas quando na Cristologia eu comprovar que Luiz de Mattos é o verdadeiro Espírito Santo, cairá por terra esse grande fulcro.

É preciso que de agora em diante se tenha tanto a fé como a convicção! E onde se pode achar a fonte viva da fé e da convicção? Nos credos? Não. Porque os credos são ardentes defensores da fé revelada de onde se deduz a salvação, por intermédio da qual são dominados todos os seus arrebanhados, com vistas ao poder e ao ganho material dos insaciáveis sacerdotes. Nas ciências? Não. Porque as ciências se detêm em face do princípio da ilusão da matéria, e, sendo apenas um instrumento de ação, tem relação primordialmente com a ordem econômica, sem dar qualquer importância às causas metafísicas, por isso elas não podem se elevar à concepção do ideal que deve ser o fundamento e a base das ordens moral e ética, através das quais se alcança a educação.

Assim, para que se tenha realmente fé e convicção é indispensável que se perceba e que se compreenda racionalmente esta explanação de A Filosofia da Administração, lançando mão da própria consciência, para tanto é necessário que se interrogue racionalmente a realidade da existência eterna e universal, e que se entre em luta de modo destemido e com bravura para enfrentar aquilo que julga ser desconhecido, esforçando-se assim por desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo. Isto equivale a dizer que para se ter fé e convicção, o único meio é se fazer emergir a Veritologia, como agora está sendo emersa, recorrer à Saperologia, e adentrar no âmbito da Ratiologia, que agora também está sendo emersa, para que assim se imponha a consciência da racionalidade nos seres humanos em geral, que se encontra submersa em suas almas.

É um fato que os seres humanos mais esclarecidos perderam naturalmente a fé posta no sentido credulário, e assim tendem a passar das antigas repressões e cautelas à mais inquieta experimentação acerca da existência eterna e universal, é a pena que a nossa moral e a nossa ética pagam por se ter baseado em crenças sobrenaturais. As velhas crenças punham as suas bases sobre o medo: medo da punição aqui, medo da salvação ali, e medo do inferno acolá. Mas a evolução da cultura humana é desmoronadora do medo, porque ela se expande em seu natural evoluir, e o velho código moral e ético assim já não pode mais subsistir neste mundo. A consciência dos seres humanos está a reclamar por novos valores morais e éticos, pois eles querem se educar, com esses novos valores sendo baseados na própria natureza espiritual, e não no sobrenatural, em que eles devem regular a vida humana, e está a reclamar esses novos valores como único meio de rompimento com uma cultura que deriva sem governo, em consequência da paulatina debandada dos deuses sobrenaturais.

Temos que passar nestes fins de tempos de uma civilização moribunda e atrasada para outra recém-nascida e mais adiantada, enquanto isso o nosso destino tende a permanecer caótico durante toda uma geração. As falsas moral e ética constituídas com base nas repressões e no temor já estão passando, pois estão perdendo as suas supremacias entre os seres humanos mais raciocinadores, então somos compelidos a procurar uma moral e uma ética naturais, que se apoiem em preceitos aceitos pela inteligência que agora se completa, pois assim encontramos na natureza um código capaz de convencer até aos que se julgam mais altamente educados. Os pais de hoje se veem defronte de mil questões de ordens moral e ética que a psicologia experimental e as velhas respostas já não atendem.

Somos então compelidos a saperologar, a analisar os nossos antigos pensamentos e hábitos, a construir para nós mesmos um sistema de vida com base em sentimentos e pensamentos que correspondam aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, respectivamente, exigidos pela nossa época. Vemo-nos praticamente despidos das crenças sobrenaturais e tudo tem que ser reconstruído, como se em um novo terreno fôssemos forçados a reconstruir uma nova civilização. O Racionalismo Cristão se constitui na única alternativa de se constituir um código moral e ético que se harmonize com as nossas condições de vida e nos eleve à bondade, a decência, a modéstia, a nobreza, a honra, ao cavalheirismo, e, por fim, à produção da amizade espiritual, que é o prenúncio da produção do amor espiritual.

Essa expressão fé, utilizada ao extremo pelos seguidores dos diversos credos e seitas, por sinal, todos baseados na mentira, é passível de uma severa restrição por parte da sabedoria, mesmo tendo os credos e as suas seitas sido demolidos pela verdade, pois que a fé credulária não é o resultado de um estudo, de um conhecimento veritológico e religioso, de uma experiência saperológica e científica, decorrentes de uma conclusão racionalmente lógica proveniente dos trabalhos dos órgãos mentais denominados de criptoscópio e de intelecto, coordenados pela consciência. E somente é admissível a sua utilização quando aplicada para exprimir confiança, quando alguém diz: “eu tenho fé em mim”; “eu tenho fé que você vai vencer”; etc.; então pode assim ser admitida, pois pode ser que sim, ou pode ser que não.

Mas racionalmente é preferível mudar o rumo da fé, devendo ela ser utilizada de baixo para cima, e, ao mesmo tempo, adotar o termo convicção, devendo ela ser utilizada de cima para baixo, com ambas estando desta maneira associadas no âmbito da espiritualidade, e assim naturalmente ligadas diretamente a Deus. Assim, aquele que conseguir possuir a fé racional deverá chegar a ela após o desprendimento de esforço na sua percepção e na sua compreensão. Por conseguinte, aquele que por sua vez conseguir chegar à convicção, deverá chegar a ela como uma consequência da lógica espiritual, por isso tem base, representa firmeza, em função de o estágio evolutivo ser mais elevado, enquanto que a fé não mais estará envolvida por completo no manto da dúvida, uma vez que ela sendo depositada em um espírito de luz, estará sendo depositada também em Deus, por extensão, tornando-se absoluta, já que não mais diz respeito à imaginação, uma vez que os seres humanos não mais estarão vivendo as fantasias da irrealidade, mas sim postos na própria realidade universal.

No entanto, como a fé é depositada de baixo para cima, e a convicção é depositada de cima para baixo, eu devo aqui evidenciar que é a convicção que orienta para o Norte, que permite a decisão correta para a caminhada da vida, sempre com base no raciocínio voltado para a razão. Por isso, aqueles que conseguiram reunir as melhores condições de apreender profundamente em suas almas as maiores parcelas da verdade e da sabedoria, como também da razão, transmitidas nesta minha obra explanatória de A Filosofia da Administração, deverão procurar adquirir tanto a fé como a convicção, pois que deverão se utilizar de ambas para que através delas possam saber com precisão em que terreno caminham, o que fazem na vida, o que querem para si e para os seus, e o que podem conseguir com os depósitos de ambas na prática.

É preciso que se saiba que aquele que tem convicção tem naturalmente a fé, e que aquele que tem apenas a fé pode não ter naturalmente a convicção. Logo a convicção é mais forte, por contemplar a realidade de Deus no espírito daquele menos evoluído, e a fé é menos forte, por contemplar a realidade de Deus apenas no espírito daquele mais evoluído. No entanto, ambas são absolutamente necessárias para que se possa contemplar a existência de Deus contida em cada espírito humano.

Estando assim devidamente explanadas a fé e a convicção no âmbito da lógica racional da espiritualidade, da mais alta espiritualidade, que reflete a luz da realidade, vejamos agora o que representam verdadeiramente os milagres.

 

Continue lendo sobre o assunto:

Prolegômenos

11.10- A adoração

A adoração é o ato de adorar, através do qual se presta um culto a uma divindade, uma reverência exacerbada, uma veneração em demasia, uma idolatria infundada. Tudo isso...

Leia mais »
Romae