11.05- A teoria fundamental para a compreensão da realidade de Deus

Prolegômenos
4 de junho de 2018 Pamam

Eu estou desprendendo um supremo esforço para que esta teoria fundamental para a compreensão da realidade de Deus possa ser apreendida pelo corpo mental de toda a nossa humanidade. Então, em reciprocidade, torna-se preciso que todos empreguem pelo menos algum esforço a mais para não mais raciocinarem através das suas imaginações, e sim através das suas concepções, que já devem estar começando a se formar em seus corpos mentais, estando, pois, em vias de formação, para que através delas todos possam formular as suas ideias, e assim possam afirmar com convicção: Sim, eu faço uma ideia! Ou, então, afirmar o inverso com convicção: Não, eu não faço uma ideia!

Raciocinando através das ideias oriundas da concepção, e não com as representações de imagens oriundas da imaginação, o ser humano estará apto para compreender muito acerca de si mesmo, assim como também um pouco acerca de Deus, devendo esta compreensão se estender ainda acerca dos seus semelhantes, formulando uma ideia precisa de que somos todos iguais, diferenciando-nos uns dos outros apenas em relação ao grau evolutivo de cada um, para que assim cada um possa ter o seu próprio e respectivo valor, pelo fato de haver se esforçado mais e renunciado com mais bravura aos prazeres terrenos, de natureza mundana, para que assim apressasse o seu retorno para o Criador.

Isto se explica, lógica e racionalmente, porque o Universo da razão é próprio e comum a todos nós, proporcionando a harmonia e a integração entre todos os espíritos que formaram as suas concepções, sem que haja qualquer discordância em relação às ideias que deles são oriundas, a não ser entre dois espíritos que possuam estágios evolutivos diferentes, em que o mais atrasado não consegue formular uma ideia acerca da concepção do mais adiantado, em que a solução para a perfeita harmonia e integração entre ambos é o mais atrasado se esforçar para ascender ao estágio imediatamente superior ao que o mais adiantado se encontra, ou, então, o mais adiantado adentrar ao estágio evolutivo em que se encontra o mais atrasado, mas sempre esclarecendo sobre aquilo que o outro ignora. Porém, o certo é que o espírito mais atrasado, evolutivamente falando, não deve discordar jamais daquilo que o espírito mais adiantado está lhe mostrando, pois que tudo o que este manifesta se refere a um maior esclarecimento acerca da espiritualidade, desde, é lógico, que o mais atrasado tenha a consciência de que o mais adiantado deseja apenas o seu bem, e que somente pratica o bem, estando todo o mal sopitado em sua alma, o que se pode comprovar perfeitamente por intermédio das suas próprias intenções, pois como bem falou o veritólogo maior, o fundador do Racionalismo Cristão, o gigante Luiz de Mattos, “duvidar é grave!”.

Enquanto que o universo da imaginação é próprio de cada um dos espíritos que integram a nossa humanidade, impedindo que haja harmonia e integração entre todos os viventes humanos que aqui se encontram encarnados, havendo plena discordância entre todos eles, uma vez que todos eles se encontram no âmbito da irrealidade, e no âmbito da irrealidade não pode haver jamais harmonia e nem integração espiritual, em que tudo o que pseudamente haja concordância é apenas aparente, nada mais que aparente, uma vez que a imagem dessa concordância que vai ser representada na imaginação de cada um é diferente em si mesma para cada um dos corpos mentais que se relacionam cá neste mundo, já que os estágios evolutivos diferentes uns dos outros são em grande número, então vem a lógica determinar de maneira incontestável que os universos pessoais são também diferentes uns dos outros.

Não me referindo diretamente aos militantes da doutrina do Racionalismo Cristão, eu sei perfeitamente que tudo o que acima foi explanado a respeito de Deus não logrou ainda o meu real intento em formar uma ideia precisa a respeito da Inteligência Universal nas mentes dos meus semelhantes, notadamente nas mentes dos mais atrasados, em face da imaginação ainda ser muito atuante em seus pensamentos, haja visto que tudo o que nos rodeia são apenas imagens, as quais se apresentam diretamente aos nossos olhos da cara, e não à luz astral que se encontra em nossos espíritos, a única que nos permite a visão verdadeira da realidade universal, o que nos proporciona contemplar com legitimidade as coisas, os fatos e os fenômenos universais, que devem ser comuns a todos.

Então eu vou procurar me situar exatamente na zona fronteiriça entre a imaginação e a concepção, para que assim todos possam ir aos poucos deixando de imaginar, representando cada vez menos por imagens, e possam conseguir, ao mesmo tempo, conceber, esforçando-se por formular tudo através de ideias. Este é o local em que eu posso me situar mais próximo da minha humanidade, com o máximo cuidado para que não ingresse de vez na fase da imaginação, misturando-me com os meus próprios semelhantes, e assim ocasionando o psitacismo, e nem me afaste muito deles, ocasionando a incompatibilidade entre os seus universos pessoais, postos na irrealidade, e o Universo verdadeiro, posto na realidade.

Daí a razão pela qual eu venho impor a mim mesmo o estabelecimento desta teoria fundamental para a compreensão da realidade de Deus, que a lógica posta pela realidade universal e tudo o mais que seja racional vêm indicar seja genuinamente verdadeira, estando rigorosamente posta no âmbito da razão, representando assim toda a realidade do nosso Criador possível de ser estabelecida neste mundo, pelo menos nesta época atual, em que eu vim decretar o final de uma Grande Era e determinar o início de uma nova Grande Era.

Como dito anteriormente, os diversos idiomas falados atualmente pela nossa humanidade dificultam uma compreensão mais satisfatória acerca da realidade de Deus, da sua verdadeira existência, devendo o Esperanto resolver este problema, pelo menos em parte. No entanto, enquanto esse idioma mundial não é estabelecido no seio da nossa humanidade, eu vou, ao meu modo, utilizando-me de todos os recursos provenientes da minha mente criadora, mas sem me afastar da verdade e da sabedoria, portanto, da razão, tentar fazer a luz na compreensão dos meus semelhantes, mesmo estando limitado ao idioma, e este com as suas traduções para as demais línguas que são faladas por esse mundo afora, todas com os seus próprios termos e as suas próprias expressões idiomáticas.

Então vamos agora à teoria fundamental para a compreensão da realidade de Deus naquilo que me compete, consoante o meu atual estágio evolutivo, em que Dele eu tiro tudo de mim mesmo.

De início, eu vou representar Deus simplesmente da seguinte maneira:

DEUS

No âmbito da imaginação, a diversidade dos universos pessoais é por demais extensa, pois que cada um tem o seu próprio universo individual, quando encarnado cá neste mundo, todos eles diferentes uns dos outros, pois que as imagens são diferentes umas das outras naquilo que seja abstrato, por isso os raciocínios também são diferentes, ensejando a que todos pensem que se encontram na realidade da vida, quando se encontram postos totalmente na irrealidade. Já no âmbito da concepção, o Universo passa a ser um só, pois que ele é comum para todos, pois cada um deve ter uma parcela dele contida em sua alma, quando encarnado cá neste mundo, pois que as ideias tendem a convergir naquilo que seja real em comum, por isso os raciocínios passam a ser também convergentes, ensejando a que todos pensem em uníssono acerca da realidade da vida. Então eu vou me ater primeiramente em determinar a verdadeira existência desses universos da imaginação, resumidamente, por categorias, para que assim eu possa identificá-los mais claramente, fazendo-o da seguinte maneira:

  1. Há aqueles que sentem em si mesmos a existência de Deus, mas que evidentemente sabem não ser Deus, então, com base nas suas imaginações, eles projetam para fora de si a representação de uma imagem de Deus, porém sem que as suas imaginações consigam projetar algo que seja diferente do próprio ser humano, já que essas imaginações não possuem imagens diferentes deste mundo, daí a razão pela qual Deus passa a ser a imagem e a semelhança do homem. No entanto, mesmo sendo a imagem e a semelhança do homem, Deus não pode ser igual ao homem, pois caso assim fosse eles mesmos se autodenominariam Deus. Assim, eles tentam dotar a Deus de poderes, mas não possuem a mínima noção do que seja o poder, que na realidade se manifesta na natural evolução do espírito, então como eles já vivem na irrealidade, extrapolam a essa própria irrealidade em que vivem e criam o sobrenatural, para que assim Deus possa ser dotado de poderes, como se fosse um mágico superpoderoso. E então, desta maneira, o astral inferior entra em ação, com um desses espíritos atuando nos médiuns e se autodenominando Deus, como no caso de Jeová, o deus bíblico, dizendo-se ser o Criador, sendo, na realidade, um mentiroso fanfarrão, cuja criação foi realizada unicamente através de palavras, em apenas seis dias, com esse espírito dizendo: faça-se isso, faça-se aquilo, faça-se aquilo outro, até que em sua imensa estupidez cria o homem do barro, e do homem a mulher, tirando-lhe uma costela, dando-lhe uma alma apenas assoprando em suas narinas, mas se esquecendo do espírito, uma vez que ambos são diferentes. Esse espírito quedado no astral inferior, vendo nas auras dos seres humanos os seus esforços por criar a Deus à sua imagem e semelhança, passa a inverter as posições, afirmando que foi ele, como deus, quem criou o homem à sua imagem e semelhança, por isso ele fica cansado, projetando esse cansaço do homem para si, para que assim, após a criação, ele pudesse descansar no sétimo dia. Esses seres humanos que são influenciados pelo astral inferior são os ditos profetas, que se dizem inspirados por esse deus, do que se aproveitam os espíritos quedados no astral inferior para obsedá-los ainda mais, geralmente aparecendo para eles bem empavonados, nas figuras de um deus e de anjos, quando eles são médiuns videntes e ouvintes, como foram os casos de Abraão, de Moisés, de Maomé e de outros;
  2. Há aqueles que não sentem a existência de Deus em si, mas que em suas extremas vaidades alimentam a pretensão de se apoderar desse poder de Deus, que foi projetado pelos acima citados no âmbito do sobrenatural, sem que evidentemente possam ser Deus. Então eles se fazem de intermediários entre Deus e os homens, pois que possuem alguns predicados de astúcia e de artimanha que a maioria dos seres humanos não possui, em que todos esses predicados se situam no âmbito do sobrenatural, ou mesmo alguns conhecimentos de leis retrógradas e medicinais, e assim, falando sempre em nome de um deus, eles manipulam todos os seres humanos que tendem para as crenças. Estes são os famigerados sacerdotes, que manipulam o seu deus à vontade, segundo as suas intenções inconfessáveis, ou então segundo o que acreditam seja realmente a vontade de um determinado deus. Para isso, apoderaram-se indevidamente do termo religião e do instituto da fé, credulando-os, que para eles é crer sem perceber e sem compreender, portanto, sem a devida consciência daquilo em que julgam crer. Existem todos os tipos de sacerdotes, segundo as naturezas dos credos e das seitas que professam, mas todos eles são semeadores da ignorância. É lógico que existem as exceções, mas eu vou me ater aqui apenas à regra. Note-se que essas suas pretensões de se apoderarem do poder de um determinado deus são resumidas no seguinte: poder entre os homens e riqueza material, e nada mais; para que assim possam levar uma vida folgada e confortável, sem qualquer esforço, desfrutando de todos os prazeres mundanos entre os seus arrebanhados às escondidas, pois que querem ser muito bem remunerados para que possam pregar a “palavra” de um determinado deus, conforme eles mesmos dizem, e como também consta na Bíblia, recebendo o dízimo, embora velhaca e astuciosamente eles acrescentem ofertas, mensalidades, doações, donativos e outras contribuições mais, tudo inventado com o intuito simplesmente de arrecadação;
  3. Há aqueles que sentem a necessidade de Deus, mas que não conseguem imaginar a existência do Criador, pois que a Sua existência não é própria da imaginação, estando assim predispostos a pagar qualquer preço para quem lhes apresente uma imagem daquilo por que sentem a necessidade. Estes são os arrebanhados pela classe sacerdotal, que os tornam a todos uns verdadeiros cretinos, manipulando-os consoante os seus próprios desejos inconfessáveis, inclusive os ouvindo em confissão, tomando ciência das suas faltas mais íntimas, até das mulheres, para que em nome de um determinado deus possa perdoar aos seus ditos pecados, o que permite a que essa pestilenta classe sacerdotal conheça a intimidade de todos os seus arrebanhados, facilitando-lhe manipulá-los mais facilmente. Os credulários geralmente são muito interesseiros, e passam o tempo todo a pedir, a implorar, a mendigar, tudo para si e para os seus, mas nunca, nunca mesmo, alargam as suas visões, que não passam das pontas dos seus próprios narizes, para o âmbito da nossa própria humanidade;
  4. Há aqueles mais evoluídos que tratam de cuidar das suas próprias vidas, ocupando-se mais amiúde dos seus afazeres cotidianos, sem demonstrar tanta preocupação com Deus, pois que não encontram algo racional ao Seu respeito que lhes venha ao encontro das suas racionalidades, assim como se a Divindade estivesse oculta em seus corpos mentais. Estes são os independentes, podendo ser considerados como sendo os mais conscientes, que se dividem em duas correntes: uma que segue o credo mais liberal, geralmente o catolicismo, mas sem qualquer convicção, como se fosse um compromisso social, apenas para dizer que possui um credo, para que assim possa dar satisfação à comunidade em que vive, ou mesmo aos familiares e conhecidos; e outra que não segue credo algum, mas que não são ateus;
  5. Há aqueles que negam a existência de Deus, e que fazem questão de afirmar todo o seu ceticismo. Estes são os tolos céticos, que deveriam ficar neutros, como os mais evoluídos logo acima, e não ficar pregando abertamente que Deus não existe, já que não sabem o que dizem, pois que não possuem nenhum argumento que seja racional para que possam negar a existência do Criador, não cabendo aqui maiores comentários a respeito do assunto;
  6. Há aqueles que estudam com afinco os efeitos proporcionados pela ilusão da matéria, sendo que tais estudos são realizados com os olhos da cara e com aparelhos, por isso tudo o que eles conseguem observar é apenas matéria, sempre matéria, nada mais que matéria, e assim, completamente iludidos com a existência da matéria, já que conseguem manipular e transformar as coisas, realizando as invenções de outros objetos, arvoram-se de ser os certificadores da espiritualidade, pois que ignoram totalmente a superioridade evolutiva dos veritólogos e dos saperólogos em relação a eles. Estes são os que integram a comunidade científica, que não se dignam a investigar e a pesquisar a espiritualidade, como este explanador assim se dignou quando ainda era um cientista, em que os mais adiantados conseguem ficar deveras deslumbrados com a própria natureza, quando não conseguem as explicações racionais para as suas próprias dúvidas, e assim, lançando mão das suas sinceridades, dispõem-se a declarar, por exemplo, não saber o porquê são necessários dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio para compor uma molécula de água, dúvida esta que com todo o prazer e satisfação o Racionalismo Cristão vai lhes tirar, e não somente esta, como também todas as suas demais dúvidas científicas;
  7. E, por fim, há aqueles que militam no Racionalismo Cristão, em prol da nossa Grande Causa, mas estes somente conseguem alguma noção de Deus por intermédio das obras doutrinárias racionalistas cristãs, cuja noção é totalmente voltada para a verdade, faltando o seu complemento acerca da sabedoria, que coordenadas por intermédio da razão, esta consegue transmitir a verdadeira noção acerca da realidade de Deus.

Já na fase da concepção, no âmbito da realidade, vamos encontrar aqueles que tentam de todas as maneiras formular uma ideia verdadeira a respeito de Deus, mas nenhum ser humano conseguiu formulá-la a contento, embora todos tenham partido sabiamente do princípio da sua real existência, demonstrando um grande esforço para tirar de si mesmos tudo aquilo que se refere ao Criador. Enquanto outros, procedendo mais ou menos da mesma maneira, sem que tenham conseguido lograr a esse intento, desvirtuam a linha correta do raciocínio, pois, quer queiram, quer não, sempre tendem a projetar para fora de si tudo aquilo que poderia ser considerado como sendo Deus, que na realidade se encontra neles mesmos.

Somente através do Racionalismo Cristão é que foi possível formular uma ideia precisa a respeito de Deus, em que o corpo da sua doutrina procura de todas as maneiras descrever a existência do Criador. Luiz de Mattos, sendo o maior de todos os veritólogos, descreve de todas as maneiras a sua visão a respeito de Deus, tirando de si mesmo, da sua extensa percepção, tudo aquilo que a própria natureza revela em relação ao Criador, sempre afirmando ser Ele a Força, outras vezes a Luz, no que foi secundado pelos seus seguidores. Tudo isso é a visão da verdade acerca de Deus, pois que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade se encontram no Espaço Superior, e o espaço está contido na propriedade da Força, mas que para se elevar ao Espaço Superior tem que ter luz, muita luz, por isso Deus também foi considerado como sendo também a Luz. E assim, Deus ora era Força, ora era Luz, mas que agora com a sua explanação através da sabedoria, tendo por base a razão, que coordena a verdade e a sabedoria, tudo se completa, interagindo em plena e total harmonia.

Eu evoluo, sobremaneira, por intermédio da propriedade da Energia, tendo desenvolvido o meu intelecto na extensão exata para compreender tudo aquilo que realmente deveria compreender, para que assim pudesse explanar com eficácia o Racionalismo Cristão, em que de cientista me tornei um saperólogo, e de saperólogo me tornei um ratiólogo, tornando-me um espírito universal. Ao me tornar um saperólogo, por conseguinte, tendo apreendido a sabedoria em minha alma, tive a oportunidade de me deparar de frente com a doutrina racionalista cristã, aonde se encontra a verdade. A verdade, sendo captada pela percepção oriunda do criptoscópio, e a sabedoria, sendo criada pela compreensão oriunda do intelecto, tendem a se unir, a se irmanar, a se congregar, através da coordenação oriunda da luz da consciência, para que assim se possa conceber a razão, e então formular uma ideia precisa acerca da realidade do Universo, por conseguinte, da realidade acerca da existência de Deus e da sua compreensão, pelo menos naquilo que me cabe, em conformidade com a minha luz astral que determina o estágio evolutivo em que atualmente me encontro.

Dois fatores expostos pela doutrina racionalista cristã foram fundamentais para que com base na razão eu pudesse organizar a Deus perante toda a minha humanidade: 1) A afirmativa convicta de que Deus é Força e Luz; 2) A afirmativa convicta de que Jesus, o Cristo, tirou de si mesmo tudo aquilo que se referia a Deus. Juntando estes dois fatores ao ensinamento de Jesus, o Cristo, quando afirmou “Conhece-te a ti mesmo”, eu passei a me conhecer a mim mesmo, tendo a consciência plena de que evoluía mais acentuadamente por intermédio da propriedade da Energia, já que sou um intelectual. Assim, conhecendo-me a mim mesmo, eu pude tirar de mim mesmo tudo aquilo que sei sobre Deus, estendendo ainda a minha compreensão até aonde consigo contemplar com a minha luz astral os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, já que me disponho a lutar e a desprender um supremo esforço para seguir cada vez mais de perto a esses seus rastros luminosos por todo o Universo, que somente pode efetivamente contemplar aquele que realmente se universalizou.

Apenas com a representação da palavra DEUS, como assim se encontra no início desta teoria fundamental para a compreensão da Sua realidade, os seres humanos têm uma ampla margem para dar vazão à imaginação, como se encontra posto mais acima, mas sem que tenham uma convicção firmada acerca da Sua real existência e da Sua natureza, por isso são obrigados a apelar para a fé credulária, que é posta neste mundo pelos mentirosos sacerdotes, e não pela fé verdadeira, a que realmente é racional, a qual explanarei mais adiante, assim como também a convicção, ambas no mesmo tópico.

No âmbito da concepção, eu não consigo formular uma ideia precisa a respeito da própria palavra DEUS. Então eu sou compelido a partir do princípio da minha própria existência, que é real, que é verdadeira, portanto, eterna e universal, para somente depois então partir para o princípio da existência de DEUS, em que assim, e somente assim, eu posso tornar este princípio também real e verdadeiro. Os princípios, então, passam a ser convergentes, da seguinte maneira: se eu existo, Deus também existe. A ideia da existência já se encontra então formulada. A convicção está firmada, com base em mim mesmo, mas sem que eu venha a incidir no erro de projetar Deus para fora de mim mesmo, personificando-O, caracterizando o antropomorfismo.

Desta maneira, o mais lógico seria indagar: mas o que é DEUS? E a única resposta possível dentro da lógica seria esta: o Infinito. E assim, para quem se encontra posto no âmbito da concepção, a lógica determina com a mais absoluta claridade que é impossível formular uma ideia precisa a respeito do que seja o infinito. Então eu não posso saber o que seja DEUS? Claro que sim. A doutrina do Racionalismo Cristão conseguiu demonstrar os primeiros passos para a Sua organização para toda a nossa humanidade, afirmando ser Ele Força e Luz. Então, como sendo o seu explanador, que evolui, sobremaneira, por intermédio da propriedade da Energia, eu vou agora completar todos os passos para a Sua organização, tirando de mim mesmo tudo aquilo que a Ele se refere, formulando uma ideia precisa sobre a palavra DEUS. E assim, após o passo inicial da palavra DEUS, o próximo passo deve ser desdobrar a palavra DEUS, em total consonância com a verdade, a sabedoria e a razão, nas palavras seguintes:

Eu sei que sou um ser, partícula do Ser Total, e que evoluo por intermédio das propriedades da Força, da Energia e da Luz. Então eu sei que tenho as mesmas substâncias de Deus. E assim, no âmbito da concepção, tirando de mim mesmo tudo aquilo que diz respeito à minha própria existência, fica formulada uma ideia geral a respeito de Deus, uma vez que a ideia da Sua existência já foi formulada em princípio. Mas, mesmo assim, tudo o que diz respeito a Deus ainda é para mim infinito, do qual eu não tenho a mínima ideia do que seja, a não ser que não tem princípio, nem meio e nem fim. No entanto, eu tenho uma ideia precisa do que seja o finito, que é justamente aquilo que tem começo, meio e fim. E como eu também tenho uma ideia precisa do que seja a imperfeição, posso afirmar que a imperfeição se encontra no finito. Então eu estendo a minha visão pelo finito até aonde possa se encontrar a perfeição, e não consigo vê-la. Assim, eu consigo formular uma ideia de que a perfeição se encontra em Deus, e que ela, de algum modo que eu não faço ideia, encontra-se e se estende ao infinito.

Sabendo com convicção que as minhas substâncias são as mesmas Substâncias de Deus, mas que me encontro na finitude, na imperfeição e na limitação, enquanto que Deus se encontra na Infinitude, na Perfeição e na Ilimitação, a única indagação lógica possível seria esta: o que então está me separando de Deus? E a única resposta lógica que consigo encontrar no âmbito da realidade é esta: A IGNORÂNCIA! Por um lado, eu ignoro a Infinitude, a Perfeição e a Ilimitação de Deus, enquanto que Ele, em tese, deveria ignorar a minha finitude, a minha imperfeição e a minha limitação, o que realmente não sei dizer ao certo. A próxima indagação lógica possível seria esta: mas a ignorância deve continuar me separando de Deus? Então a lógica continua a se fazer valer e me diz com a mais absoluta clareza que não. E assim fica bastante claro que cada qual tem o seu próprio acervo: o meu é de finitude, de imperfeição e de limitação, enquanto que o de Deus é de Infinitude, de Perfeição e de Ilimitação. Então o óbvio é que deve haver uma troca racional entre esses dois acervos. Em função disso, a indagação lógica seguinte seria esta: mas poderia haver realmente essa troca? E aqui se encaixa perfeitamente o fato da verdade afirmar que eu sou uma partícula de Deus, o que implica em dizer que eu faço parte integrante do Ser Total. Então a troca de acervos é apenas um modo de dizer para que possa fazer eco na compreensão, pois que fazendo parte integrante do Ser Total é óbvio que todo o meu acervo de imperfeição, de finitude e de limitação é também do Ser Total. No entanto, eu ainda não sei dizer como vou adquirir o acervo da Perfeição, da Infinitude e da Ilimitação, apenas posso afirmar que a recíproca é verdadeira, mas que vou constatar tudo isso quando me reintegrar a Deus, ao nosso Criador.

Muitos veritólogos da antiguidade já haviam percebido através dos seus fabulosos criptoscópios a existência das partículas de Deus, mas para que eu não venha aqui a me estender no assunto, vejamos apenas um pouco daquilo que a História registrou sobre Tales de Mileto. Este veritólogo afirma, e quem quiser constatar basta apenas ler sobre ele, que todas as partículas do mundo são vivas, e que por isso a matéria e a vida são inseparáveis, existindo assim uma alma imortal nas plantas e nos metais, tanto nos homens como nos animais, em que a força vital evolui na forma, mas nunca morre.

Então eu consigo naturalmente me utilizar da minha concepção, formulando uma ideia precisa de que me desloco do Ser Total e me individualizo, passando a ser um simples ser, uma partícula do Ser Total, ao mesmo tempo recebendo as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia, passando a evoluir no âmbito da imperfeição. Eu agora sou uma simples coisa, um ser hidrogênio, que faz parte da Coisa Total. Eu passo a ser, então, a coisa mais imperfeita que existe. E assim, nesta condição, eu passo a habitar o Universo, aonde a minha própria imperfeição se inicia de fato, em razão de eu possuir apenas as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia, passando a desenvolver o meu criptoscópio, o meu intelecto e os meus atributos mais ínfimos, mas sem ainda ter acesso à propriedade da Luz, que permite desenvolver a minha consciência, mas que eu já a tenho, mesmo estando ela em estado latente, ou seja, sem se manifestar, como se estivesse oculta, uma vez que o meu criptoscópio e o meu intelecto são quase imperceptíveis, sem que assim reúnam as condições propícias para serem coordenados por ela. Então, mesmo sendo a coisa mais simples e imperfeita que existe, eu sou inteligência, e Deus é a Inteligência Universal.

E agora cabe aqui um esclarecimento que se reveste de fundamental importância para esta teoria fundamental para a compreensão da realidade de Deus, naquilo que me cabe, já que eu tiro de mim mesmo tudo aquilo que me compete em relação ao Criador. O infinito não tem princípio, nem meio e nem fim, por isso não pode ser quantificado, pois que não consigo formular qualquer ideia a respeito da infinitude. Mas o finito tem princípio, meio e fim, por isso pode ser quantificado, então eu posso formular uma ideia precisa a respeito da finitude. Assim, quando eu me desloco da Infinitude do Ser Total e ingresso no Universo, na finitude de um simples ser, como sendo a sua partícula, o fato não implica em dizer que o Ser Total é passível de fracionamento, que o Ser Total é passível de uma divisão, como se a parcela do Saber denominada de Matemática pudesse representar o Ser Total em sua Infinitude quantificando-O da seguinte maneira: ? – 1; pois assim estaria quantificando indevida e estupidamente o infinito, e já é sabido que o infinito não se quantifica, pois ele não possui princípio, nem meio e nem fim. Ora, somente se pode quantificar o que seja finito, pois que ele possui princípio, meio e fim. Além do mais, não existe qualquer desfalque em relação ao Ser Total, pois que Ele é o Todo, e em sendo assim, quando do meu retorno, eu me reintegro novamente a Ele. É assim que Deus, sendo Perfeito, Infinito e Ilimitado, pode ser também Imperfeito, Finito e Limitado, por isso Ele é Tudo, ou o Todo.

Deste modo, caso os matemáticos queiram assim representar o Ser Total de tal maneira, fracionando-O, que me digam então qual seja o resultado de ? – 1. É lógico que eles não sabem. Então eu vou modificar a esta representação, e que os matemáticos agora me digam qual seja o resultado do seguinte:

? – 999.999.999.999.999.999.999.999.999.999.999.999999.999.999.999.999.999.999.999.999.999.999.999 = ?

É lógico que eles também não sabem. Então que passem um quintilhão de anos, que não é recomendável o termo pela lógica matemática, pelo fato dele ser considerado por uns como sendo a trigésima potência de dez e por outros como sendo a décima oitava potência de dez, o que não cabe aqui qualquer comentário a respeito dessas quantificações, sendo, pois, preferível o trilhão, então que passem um trilhão, de bilhões, de milhões, de milhares de anos calculando a potência acima à sua própria potência, que jamais conseguirão formar uma ideia diferente em relação ao ? -1, pois que não é possível formar uma ideia do que seja o infinito, mas sim apenas do que seja o finito, pois que se pode quantificar apenas a este, mas não totalmente aqui neste mundo Terra, como encarnados. Ora, se os matemáticos não possuem a mínima noção do que seja o zero e qual seja a sua função em relação aos números com que ele se relaciona, assim como nas equações que a ele são igualadas para se obter um determinado resultado, e assim também como nas demais operações matemáticas, é de se indagar: como é que os matemáticos poderiam possuir alguma noção acerca do infinito?

Eu quero com isso dizer que todos os seres que se deslocaram do Ser Total para habitar no Universo, como sendo os seres mais simples e imperfeitos que existem no âmbito universal, individualizados, nestas condições eles passaram a evoluir adquirindo parcelas de apenas duas Propriedades de Deus, percorrendo uma grande parte da extensão da finitude e estendendo as suas imperfeições naquilo que era das suas competências, transformando-se e passando a ser todas as coisas que existem. Assim, foram de transformação em transformação, até que conseguiram se tornar espíritos, quando então passaram também a adquirir parcelas da propriedade da Luz, passando a desenvolver as suas consciências, ao adquirirem o raciocínio e o livre arbítrio, uma vez que, como espíritos, os seus criptoscópios e os seus intelectos já se encontravam desenvolvidos o suficiente para que fossem coordenados pela consciência.

Nesse novo estágio evolutivo em que se encontram na espiritualidade, eles passaram a habitar um mesmo Mundo de Luz, todos com o mesmo estágio evolutivo. Devo aqui ressaltar que os seres se deslocam do Ser Total e ingressam no Universo por agrupamentos, formando os mundos, assim como o mundo Terra foi formado, para que assim no futuro eles possam formar as humanidades, tal como a nossa humanidade foi formada, e para que também possam servir de mundos-escolas para as humanidades.

No caso da nossa humanidade, estando toda ela habitando o mesmo Mundo de Luz, passamos nós, que somos os seus integrantes, a encarnar em um mesmo mundo-escola que a ela foi destinado, que é justamente este mundo Terra, para que assim a evolução pudesse se processar de maneira mais acelerada. E não somente para isto, mas para que também pudéssemos fazer evoluir a todos os seres infra-humanos que aqui também se encontravam e que não são deste mundo, inclusive os seres mais simples que formavam e que ainda formam o próprio mundo em que encarnamos vindos do nosso Mundo de Luz, que são os seres hidrogênios, aos quais o planeta Terra lhes é próprio naturalmente.

Note-se que os seres hidrogênios que formam o planeta Terra são as coisas mais simples e imperfeitas que existem, por isso eles estão evoluindo adquirindo as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia. E a indagação lógica agora é a seguinte: como eles receberam essas menores parcelas das propriedades da Força e da Energia, formando os seus corpos fluídicos? A resposta é relativamente simples, e passa a ser a seguinte: as propriedades da Força e da Energia se combinam em todos os estágios, formando os fluidos, que muitos denominam de éter, daí a razão pela qual os estudiosos vêm afirmar que Deus é o éter, como visto mais acima, no que estão parcialmente corretos, já que as propriedades da Força e da Energia fazem parte de Deus, como sendo as Suas Propriedades, por conseguinte, os fluidos provenientes das suas combinações, em todos os estágios. Fica respondida a indagação? É lógico que não, embora alguém possa pensar de modo contrário. Então eu vou continuar a resposta no parágrafo seguinte.

Os seres hidrogênios que formam o planeta Terra vêm evoluindo sozinhos desde o início da sua formação, adquirindo as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia. Ora, as propriedades da Força e da Energia se combinam em todos os estágios, que aqui não se deve confundir com a evolução, pois que somente os seres evoluem, e não as Propriedades de Deus, sendo por isso que, em conformidade com os estágios evolutivos em que se encontram, os seres formam os mundos, que por sua vez ficam sob a dependência de uma das combinações das propriedades da Força e da Energia.

Então a pergunta mais óbvia é a seguinte: sob que dependência se encontram os seres hidrogênios que formam o planeta Terra? A resposta é também mais do que óbvia, e é a seguinte: sob a dependência do Sol. E isto deve nos levar à conclusão lógica de que o Sol é formado pelas propriedades da Força e da Energia, que se encontram combinadas nesse estágio para proporcionar a criação e a existência dos seres hidrogênios, uma vez que todos os seres que se encontram no Universo têm que possuir, obrigatoriamente, as suas propriedades, para que assim possam se tornar as simples coisas, pois que sem as propriedades os seres não podem se tornar as simples coisas, por conseguinte, não podem se tornar as responsáveis pelas causas e pelos efeitos dos fatos e dos fenômenos universais, em todos os seus estágios.

E como o Sol é formado pelas propriedades da Força e da Energia, nesse seu estágio de combinação, isto implica em dizer que todas as demais estrelas são também outras combinações das propriedades da Força e da Energia em outros estágios, em que os mundos formados pelos seres mais evoluídos ficam sob as suas dependências. E aqui fica evidenciada a devida diferenciação que existe entre as estrelas e os mundos que rolam pelo espaço e pelo tempo, que formam o Universo, em que a luz penetra em todas as suas coordenadas.

Resta, enfim, agora completar o devido esclarecimento a respeito dos fluidos, ou do éter, que são originados do Sol e das demais estrelas, que envolvem a este e aos outros mundos que este planeta acompanha e que é acompanhado na esteira evolutiva do Universo.

Os seres hidrogênios vão evoluindo e formando os seus corpos fluídicos, por intermédio das leis, dos princípios e dos preceitos advindos do Sol, através dos fluidos, até que consigam alcançar a um estágio evolutivo tal que lhes permita interagir com os seres mais evoluídos de outros mundos, que para o seu mundo vêm para essa interação, vindos primeiramente os demais seres atômicos, posteriormente os seres moleculares, e assim por diante. Até que após essa interação com todos os seres infra-humanos, estando formado o planeta, este se encontra pronto para se tornar um mundo-escola de uma humanidade, como no caso da nossa humanidade.

E assim a nossa humanidade, em seu início, com todos habitando o mesmo Mundo de Luz, começa a encarnar no planeta Terra, encontrando todos os seres infra-humanos interagindo uns com os outros, inclusive os vegetais e os irracionais, no que também passa a interagir com todos eles, embora ignorando completamente que cada uma das coisas que encontra por aqui tem o seu próprio mundo, por isso pensando, equivocadamente, que tudo que aqui se encontra é originário do próprio mundo que está temporariamente habitando como encarnado, ignorando, inclusive, que ela própria é originária de um Mundo de Luz.

E aqui cabe mais uma indagação acerca do assunto: mas se as propriedades da Força e da Energia se combinam em todos os estágios, e se dessa combinação resulta a formação do Sol, e se ele se destina aos seres hidrogênios que formam o mundo Terra, como é possível a sobrevivência dos demais seres, inclusive a dos seres humanos? A resposta é simples: são os seres infra-humanos mais simples que permitem essa sobrevivência, com eles formando a atmosfera terrena, a sua aura, em que eles filtram os fluidos solares, os quais contêm força e energia, por conseguinte, magnetismo, eletricidade e eletromagnetismo, com todas as suas leis, os seus princípios e os seus preceitos. Tudo isso será explanado em seus detalhes mais precisos quando na minha obra explanatória relativa ao Sistema, contida no site pamam.com.br.

Antes de encarnar, o espírito lança mão dos seres infra-humanos pertencentes aos diversos mundos, tais como os demais seres atômicos, os seres moleculares, os seres celulares, os seres orgânicos, os seres aparelhantes, e os ensina a serem compostos com os seres hidrogênios deste mundo, e também entre si, para que assim possa formar o seu corpo carnal, que lhe servirá de veículo para que possa habitar temporariamente ao seu mundo-escola. A matriz de tudo isso se encontra no seu corpo fluídico, ou perispírito. Daí a razão da desagregação após a sua desencarnação, com o afastamento definitivo do espírito com a sua alma, ocasionando a completa transformação do corpo carnal, quando os seres dos outros mundos retornam para os seus lugares de origem e os daqui permanecem.

A obrigação da nossa humanidade é tornar o mundo dos seres hidrogênios, que é o planeta Terra, em um Mundo Luz, quando então eles se tornarão espíritos, assim como nós nos tornamos. É óbvio que estando ainda presos na fase da imaginação, sendo cativos das representações através de imagens, os seres humanos não conseguem essa compreensão universal, pois que a fase da imaginação representa a irrealidade, por isso eles têm que passar para a fase da concepção, aonde nela conseguirão formular uma ideia precisa acerca desta realidade universal ora afirmada por este explanador do Racionalismo Cristão, que aqui neste mundo se encontra reencarnado mais uma vez, a fim de que possa cumprir com uma árdua missão, que no momento oportuno revelarei por inteiro qual seja as suas principais finalidades.

O Universo em si, é regido por leis, princípios e preceitos, que o mantém em perfeita ordem e harmonia. Então ele é perfeito. Mas nós que o habitamos somos imperfeitos. Caso não fosse assim, não poderia haver a justiça e nem as condições ideais para que todos os seres infra-humanos evoluíssem por igual, até que atingissem as condições evolutivas para se alcançar a condição de espírito, quando então o raciocínio e o livre arbítrio passam a determinar a marcha evolutiva de cada um, para que assim cada um se esforce cada vez mais para evoluir, já que a finalidade maior é o retorno para Deus, para a troca dos acervos, conforme posto mais acima, por isso essa troca de acervos é apenas no modo de dizer, em face da limitação das palavras, uma vez que Deus é Tudo, ou o Todo.

Como se pode facilmente constatar, neste nosso mundo-escola há uma interação universal que se estende do ser mais simples, que é o ser hidrogênio e que forma o planeta, ao mais alto estágio evolutivo da espiritualidade, que corresponde à nossa humanidade, estendendo-se ainda até aos limites da perfeição, já que Jesus, o Cristo, nele também encarnou algumas vezes, interagindo com todos os seres. E assim, as coisas que aqui se encontram formam uma imagem aos nossos olhos da cara, partindo dos seres atômicos — que os cientistas ainda não sabem a realidade das suas formações, portanto, não sabem o que sejam o próton, o nêutron, o elétron e as demais partículas subatômicas, mas que aprenderam a manipulá-los e a transformá-los para que pudessem formar outras coisas, que servem como utensílios para a nossa vida terrena, mas que nessa tremenda ignorância, sem qualquer noção de ética, conseguiram fabricar até a bomba atômica para desencarnar aos seus semelhantes —, passando pelos seres moleculares e outros seres, até aos nossos ancestrais mais próximos, que são os primatas irracionais. É interagindo com todas essas coisas e com os seus semelhantes, que também são coisas, que a imaginação humana vai se formando e se desenvolvendo. Como mais adiante eu vou explanar acerca da inteligência, abordando tanto a imaginação como a concepção, eu encerro por aqui qualquer assunto acerca da sua explanação.

Note-se que os animais irracionais se devoram uns aos outros, demonstrando uma grande imperfeição, mas eles agem por instinto, sem a mínima consciência das suas ações, por isso o aprendizado da família, da conservação da espécie e outros aprendizados mais já lhes são destinados desde a irracionalidade, através dos seus próprios instintos. Tudo isto os seres humanos trazem consigo da irracionalidade para a racionalidade. É por isso que, agindo ainda pelos instintos, os seres humanos continuam a devorar aos outros animais, só que de modo requintado, esforçam-se ao máximo e se utilizam de estratégias para se tornarem líderes de grupos, como se ainda estivessem em matilhas ou em bandos, marcam os seus territórios com fronteiras e buscam conquistar outros territórios, e tudo o mais do gênero.

Mas é na racionalidade, quando na fase da imaginação, em que a imperfeição mais se acentua nos seres humanos, pois que eles ignoram que sejam espíritos e o que seja a espiritualidade, em que a própria espécie humana se torna a própria predadora de si mesma, sendo por isso que se diz que o homem é o lobo do homem, cujo ditado popular é acertado. Isto se explica porque na irracionalidade os atributos adquiridos são próprios e benéficos para as existências dos seres irracionais, mas eles têm que ser sopitados e substituídos por outros atributos que sejam racionais. No entanto, estando presos às suas próprias imaginações, sendo cativos dos seus universos pessoais representados por imagens, os seres humanos passam a adquirir e a desenvolver os seus próprios atributos individuais inferiores e relacionais negativos, mesmo estando na racionalidade, é quando a imperfeição mais aflora nos corpos mentais dos seres. São os atributos que comandam as ações de todos os seres que podem agir, tanto na irracionalidade como na racionalidade. O grande problema é que na irracionalidade as ações são realizadas por puro instinto, enquanto que na racionalidade as ações são realizadas por intermédio dos pensamentos, com o poder dos conhecimentos que se encontram representados na imaginação. São o poder e a ação relativos à imaginação.

É justamente aqui que vamos encontrar o mais alto grau de imperfeição dos seres humanos, em que na ignorância todo o mal que existe em suas almas emerge de uma forma tal que se esparge de todas as maneiras, possíveis e imaginárias, na acepção desta própria última palavra. E assim, na finitude da imperfeição, em função da extrema ignorância, surge todo o mal, que sendo próprio da imperfeição, tem que ser também finito, por isso tem que ser extinto. Note-se que os seres humanos não são ignorantes da imperfeição e nem do mal, pelo contrário, são mais do que cientes, já que sentem na própria carne, mais propriamente na própria alma, todos os seus efeitos devastadores, e assim eles vão compondo o seu acervo de imperfeição, que partiu desde o início, quando eles eram seres hidrogênios, e que agora está se completando e se esgotando por intermédio da espiritualidade, com a extinção progressiva do mal.

Desde os tempos idos, os espíritos mais evoluídos, os que mais se esforçaram para adquirir cada vez mais parcelas das propriedades da Força e da Energia, desenvolvendo os seus criptoscópios e os seus intelectos, respectivamente, e que também mais se esforçaram para adquirir cada vez mais parcelas da propriedade da Luz, desenvolvendo as suas consciências, para que esta pudesse coordenar aos outros dois órgãos mentais, tentaram de todas as maneiras espiritualizar a nossa humanidade, mas todos os esforços foram inúteis, em vão, pois que não eram evoluídos o suficiente para elaborar um plano de tal envergadura, e também não tinham instrumentos suficientes que cumprissem às suas determinações cá neste mundo Terra, quando vinham encarnar. Como resultado disso, várias das nossas civilizações foram extintas e obliteradas da face da Terra, tendo que recomeçar todo o processo civilizatório várias vezes, havendo sempre grandes mudanças no planeta, as quais a própria Geologia revela, que tinham de ser favoráveis aos novos processos civilizatórios.

Mas a razão para isso é que as humanidades também têm que interagir umas com as outras, pois que no Universo tudo tem que se comunicar. Então um dos dois espíritos mais evoluídos que pertencem à humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, desligou-se dessa sua humanidade e se integrou à nossa, a fim de elaborar um plano para a nossa espiritualização, tendo que encarnar várias vezes neste nosso mundo-escola para que assim pudesse formar um ambiente terreno propício para o êxito completo desse seu plano espiritualizador. E nessa sua sublime missão espiritualizadora da nossa humanidade, ele também evoluiu, e como evoluiu, até que conseguiu alcançar a condição do Cristo. É justamente por isso que o Racionalismo Cristão vem afirmar todas as encarnações anteriores de Jesus, o Cristo, como Hermes, no Egito, como Krishna, na Índia, como Confúcio, na China, e, por último, como Platão, na Grécia.

O Cristo é uma instituição estabelecida por Deus para espiritualizar todas as humanidades e ligar todas elas umas às outras, à medida que vão se espiritualizando, sendo o espírito que conseguiu alcançar a essa condição evolutiva o grande responsável por conduzir a sua própria humanidade em retorno para Deus, e aqui, devo repetir, sendo por isso que Jesus, o Cristo, afirmou que “Somente alguém poderá chegar ao Pai, através de mim”, mas não dele, Jesus, mas sim dele, o Cristo, a instituição estabelecida por Deus. Então, tendo cumprido com êxito a sua missão espiritualizadora em nossa humanidade, Jesus, o Cristo, já retornou para a sua própria humanidade, como sendo o seu Cristo, para conduzi-la em retorno para Deus. Em sendo assim, Jesus não é o nosso Cristo, pois que ele terá que ser formado por nós mesmos, por intermédio do Racionalismo Cristão. Daí a razão pela qual eu afirmo que o Racionalismo Cristão é o embrião do instituto do Cristo em nossa humanidade.

Quando Jesus, o Cristo, afirmou que “Somente a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância, levando-a para o cumprimento do dever”, é porque a ignorância determina o viver humano fora da realidade universal, e essa sabedoria afirmada por ele se encontra agora posta com convicção no Racionalismo Cristão, tirando a nossa humanidade das garras da ignorância. Mas isto apenas não basta, pois é preciso que a verdade seja unida, irmanada, congregada, com a sabedoria, para que assim a nossa humanidade alcance a razão, espiritualizando-se, saindo da fase da imaginação e adentrando na fase da concepção, formando a sua ideia acerca da razão, o que agora está se realizando por intermédio desta explanação de A Filosofia da Administração, sabendo-se que o Racionalismo Cristão é o embrião do instituto do Cristo em nossa humanidade, de onde será formado o nosso próprio Cristo, repito, como a sua própria denominação assim está explicitando.

Foi assim concluído com êxito o plano de espiritualização da nossa humanidade. Mas com o retorno de Jesus, o Cristo, para a sua própria humanidade, ele determinou que o chefe da nossa humanidade devesse ser Luiz de Mattos, que agora como sendo o chefe da nossa humanidade continua exercendo a sua função espiritualizadora do seu Mundo de Luz, tendo ascendido às regiões excelsas do Universo, a mesma região que Jesus habitou quando para a nossa humanidade se deslocou, antes de alcançar a condição do Cristo, com a missão precípua de nos espiritualizar e de alcançar tal condição.

É por isso que por ocasião das sessões nas casas racionalistas cristãs, os espíritos de luz dão as suas comunicações através dos médiuns preparados para tal função, afirmando que os tempos são chegados, e como também as suas próprias obras doutrinárias confirmam este fato. E realmente os tempos são chegados, pois que os segredos da vida e os enigmas do Universo já foram desvendados parcialmente por intermédio da doutrina do Racionalismo Cristão. E agora estão sendo totalmente desvendados por intermédio desta minha explanação, uma vez que deverei redirecionar todos os conhecimentos científicos decorrentes das experiências realizadas com os elementos próprios deste mundo, que são ilusórios, para o âmbito universal, pois que daquela maneira eles não podem jamais transmitir a realidade da vida. O Racionalismo Cristão é o grande responsável por defender a Grande Causa da nossa humanidade.

Note-se agora toda a extensão do Universo em que evoluímos no âmbito da imperfeição, obviamente que em relação à nossa humanidade. Ele se inicia desde o mundo dos seres mais imperfeitos, que são os seres hidrogênios, que formam o mundo Terra, até o último Mundo de Luz habitado por Jesus, o Cristo, pois que de lá ele pôde contemplar diretamente a Deus, já que O chamou de Pai, tirando de si mesmo tudo o que nele estava contido em relação ao Criador. Isto quer dizer que, mesmo estando encarnado aqui no planeta Terra, o espírito reúne as condições propícias para contemplar praticamente todo o Universo, no âmbito da sua própria imperfeição, já que o Universo é perfeito, com essa contemplação se estendendo até ao limite da perfeição, ou seja, até Jesus, o Cristo — o que mais próximo se encontra de Deus, mas que ainda não se reintegrou a Deus, em razão da solidariedade que dedica aos seus companheiros de humanidade —, através dos seus rastros luminosos, tirando de si mesmo tudo o que se refere ao Criador, tal como assim o próprio Nazareno procedeu, mesmo não O chamando de Pai, embora seja consciente das Suas Substâncias.

Quero com isso dizer que, no estágio evolutivo em que atualmente me encontro, mesmo estando encarnado, eu posso contemplar com a minha luz astral, não com os olhos da cara, e nem com os aparelhos que estendem tal visão, como assim fazem os cientistas, a evolução de todos os seres, desde quando eles se deslocam do Ser Total, alcançando a condição de seres hidrogênios, passando a adquirir as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia, até o estágio evolutivo em que atualmente me encontro, e daqui também contemplar a trajetória luminosa de Jesus, o Cristo, até o ponto em que ele alcançou os limites da perfeição, ao contemplar diretamente a Deus, tirando igualmente de mim mesmo tudo aquilo que se refere à compreensão de Deus, pelo menos até o ponto em que me encontro, diferentemente de Jesus, o Cristo, daí a razão pela qual eu não O chamo de Pai, assim como fazem os falsos e mentirosos sacerdotes, em imitação grotesca, estúpida e ridícula ao nosso Redentor, pois que não possuem a mínima noção do significado da palavra Pai, principalmente no âmbito da realidade espiritual.

É certo que mesmo na fase da imaginação os seres humanos já começam a desenvolver os seus atributos individuais superiores e relacionais positivos, mesmo que as suas dimensões não sejam ainda assim tão extensas, mas esses atributos já são suficientemente desenvolvidos para que possam comandar as suas ações voltadas para o bem, já que a nossa grande finalidade é alcançar os limites da perfeição, assim como Jesus, o Cristo alcançou, dando-nos o exemplo, ao contemplar diretamente a Deus. E estando os seus atributos individuais superiores e relacionais positivos comandando as suas ações voltadas para o bem, é óbvio que os seus corpos mentais se encontram também desenvolvidos na mesma proporção. Em sendo assim, temos que adquirir a consciência do seguinte: tudo aquilo que se refere ao acervo da nossa imperfeição, onde todo o mal está contido, em função da ignorância, nós vamos entregar a Deus; e tudo aquilo que se refere ao nosso pequeno acervo do bem neste nosso caminhar em retorno para Deus, já é Ele quem está aos poucos nos entregando, segundo o critério da máxima justiça, ou seja, segundo o critério do merecimento, o que ocorre somente através do preceito da evolução.

Abordando novamente o assunto, eu não quero aqui afirmar o momento da troca de acervos, uma vez que ele é puramente didático, sendo, portanto, hipotético, pois que ainda não tenho essa ideia formulada em minha concepção, já que ainda não me reintegrei a Deus, pois que ela pode ser realizada desde o princípio em que nos deslocamos do Ser Total, podendo assim nem ser propriamente uma troca, pois que Deus é o Todo. Estas são as palavras mais adequadas que eu encontrei para poder explanar a perfeição, aonde se encontra todo o amor espiritual, e a imperfeição, aonde se encontram o bem e o mal, lembrando aqui a todos os seres humanos o local onde eu procurei me situar para formar esta teoria, que é justamente a fronteira entre a imaginação e a concepção.

Os atributos individuais superiores formam a nossa moral. Os atributos relacionais positivos formam a nossa ética. Aqueles que possuem a moral e a ética são os verdadeiramente educados, pois que conseguiram sopitar os seus atributos individuais inferiores e relacionais negativos, deixando de ser amorais e aéticos. Assim, estando relativamente educados, já podem de alguma maneira contemplar diretamente a Deus, não por intermédio de Jesus, o Cristo, que é todo amor, como procuram fazer estupidamente os sacerdotes, metidos a espertalhões, não passando de enganadores daqueles que são incautos, por isso eles se utilizam tanto do nosso Redentor como do deus bíblico e outros para as suas trapaças, mas sim através do Racionalismo Cristão, com o objetivo de que primeiro se esclareçam, espiritualizando-se, para que assim possam primeiramente produzir a amizade espiritual, que é a produção que antecede à produção do amor espiritual, tirando de si mesmos tudo aquilo que possa compreender acerca do Criador, para que assim possam apreender em suas consciências que somos todos iguais em essência, portanto, irmãos por natureza, e que tudo aquilo que nos diferencia uns dos outros são as parcelas das propriedades adquiridas no decorrer do processo da evolução, para que assim cada um possa ter o justo valor que merece, em consonância com a proporção do esforço que empregou para evoluir.

Mas existem os espíritos que são retrógrados, que insistem em conservar o mal em suas almas. Acontece, porém, que a imperfeição é limitada. Em decorrência, todo o mal que se encontra em nossa humanidade é também limitado, pois que cada humanidade tem a sua parcela de imperfeição e do mal para levar como acervo para Deus, devendo receber em troca o acervo da Sua perfeição para demandar em busca do infinito. Esses espíritos retrógrados já atingiram o limite da imperfeição e do mal, passando a obstaculizar a evolução dos seus semelhantes, por isso têm que ser afastados dos bons. Todos são cientes das sábias palavras de Jesus, o Cristo, quando afirmou o seguinte: “É chegado o tempo de separar o joio do trigo”. E agora se faz a lógica racionalista cristã de que os tempos são chegados. Mas acontece que os seres humanos pouca ou nenhuma importância dão às palavras do nosso Redentor, principalmente quando ligam as suas palavras à esdrúxula salvação.

Assim, à medida que vamos evoluindo no âmbito da espiritualidade, vamos abandonando cada vez mais a imperfeição, portanto, sopitando o mal que existe em nossas almas, e nos aproximando cada vez mais da perfeição, portanto, adquirindo o bem que deve imperar em nossas almas, até que, por fim, consigamos alcançá-la, quando então estaremos retornando definitivamente para Deus. Este retorno definitivo para Deus, implica em dizer que abandonamos a nossa individualidade e no reintegramos ao Ser Total.

É por isso que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade devem servir de fontes para as experiências físicas acerca da sabedoria, para que assim ambos coordenados possam alcançar a razão, apreendendo o Saber, por excelência. Ora, todos nós percorremos o Universo desde que éramos seres hidrogênios, até alcançarmos a espiritualidade, continuando esse percurso até alcançarmos aos Mundos de Luz mais evoluídos do Universo, ao ponto até de observarmos a trajetória evolutiva de Jesus, o Cristo, em seu retorno para Deus, juntamente com a sua humanidade, pela qual ele é o grande responsável por dirigir o seu rumo. Em nossa trajetória evolutiva, então, o Universo passa a se encontrar em nós mesmos, de onde podemos tirar tudo o que se refere a ele, formando a nossa concepção ao seu respeito, formulando uma ideia precisa acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais.

A propriedade da Força contém o espaço, onde se encontram os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. A propriedade da Energia contém o tempo, onde se encontram as experiências físicas acerca da sabedoria. O espaço e o tempo formam o Universo, fornecendo as suas coordenadas, através das estrelas. E a propriedade da Luz penetra todas as coordenadas do Universo, coordenando a cada um dos seus pontos de interseção. Nós habitamos o Universo, então ele deve ser comum a todos nós, é o que determina a lógica, com cada coisa, fato e fenômeno tendo a sua mesma concepção para todos os espíritos. O Saber, por excelência, é universal, então todos os espíritos têm que formar a mesma concepção acerca do Saber, por excelência, uma vez que todos os espíritos tendem a ser universais.

Mas acontece que o Universo se encontra contido em Deus, então os espíritos mais adiantados, em suas jornadas evolutivas, possuem também o Universo contido em suas próprias almas em grandes proporções, pelo menos até o ponto em que adquiriram as maiores parcelas das propriedades da Força e da Energia, em que as suas parcelas da propriedade da Luz penetram a todos esses universos que existem em suas almas, de maneira análoga ao fato de todo o Universo se encontrar contido em Deus. Ora, se a concepção do Universo é comum aos espíritos mais evoluídos, isto implica em dizer que, até esse estágio de evolução, o Universo é comum também para Deus, relativamente falando, e até esse estágio evolutivo eles conhecem a Deus, através de si mesmos. O Saber, por excelência, encontra-se contido no Universo, então ele deve estar contido no corpo mental dos espíritos mais evoluídos, se não em sua plenitude, pelo menos correspondente à parte do Universo que se encontra contido em suas almas. E a essa lógica de extrema racionalidade ninguém pode contestar.

Então o que eu devo fazer como espírito de luz já muito evoluído, por isso integrante da plêiade do Astral Superior, é justamente transmitir o Saber, por excelência, para todos os meus semelhantes, que são os meus companheiros de humanidade, para que com base nesta minha transmissão as parcelas do Saber possam ser devidamente aprofundadas, em conformidade com as suas próprias especializações, e isto eu vou transmitir para toda a nossa amada humanidade, através de uma tremenda luta que travo contra o ambiente mundano, que se encontra ainda por demais turbulento, em um verdadeiro caos, neste final da fase da imaginação e início da fase da concepção, onde se encontra a razão, em que lanço mão principalmente da minha inteligência, da minha coragem e da minha boa vontade, estando neste mundo encarnado e sozinho nesta tremenda luta, contra tudo e contra todos, pois que somente barreiras e obstáculos me aparecem pela frente, sem que eu nunca tenha tido um só incentivo, nem mesmo através de uma única palavra, com tudo isso sendo para o meu próprio bem, já que me fortalece cada vez mais, tendo eu, evidentemente, o grande auxílio do Astral Superior, pois que ninguém se encontra completamente só em todo o Universo, estando sempre bem ou mal acompanhado, segundo a natureza dos seus pensamentos, para que assim possa se fazer valer a lei da afinidade, em que os afins se atraem e os contrários se repelem, e o princípio da atração. É por isso que os bons procuram sempre os bons, os seus afins, para as suas companhias, enquanto que os maus procuram sempre os maus, os seus afins, para as suas companhias, daí a razão do coletivo malta, bando, súcia, corja e outros para os malfeitores, já que são todos criminosos, atraídos uns pelos outros.

Assim, em inteira conformidade com a lei da afinidade, com a separação que fatalmente deverá ocorrer entre os bons e os maus, ou seja, entre o joio e o trigo, consoante as sábias palavras de Jesus, o Cristo, a lei da afinidade deverá ser cumprida in totum, para que assim os bons possam continuar as suas jornadas evolutivas interagindo uns com os outros, e os maus consigam as suas regenerações interagindo entre si, sofrendo em si mesmos os efeitos decorrentes do mal que existe em suas próprias almas, pois como o Nazareno sabiamente também afirmou: “Quem mal faz, para si o faz”; e isto é a expressão da mais elevada sabedoria, tendo como fonte a verdade, com base na razão. Há que se considerar também aqueles de boa vontade, pois todos eles terão as suas oportunidades para que possam se redimir dos seus erros, pois o nosso Redentor ainda sabiamente afirmou que terão paz na Terra os homens de boa vontade, e isto também deverá ser cumprido.

Mas o certo é que somente aquele que estudar com bastante atenção os vinte termos da evolução humana a serem por mim transmitidos, em todas as suas extensões, contidos no site pamam.com.br, prestando a máxima atenção em todos os seus detalhes, procurando não deixar omitida qualquer minúcia, por ínfima que possa parecer, poderá galgar com mais rapidez os estágios mais elevados no processo evolutivo, por conseguinte, poderá comprovar com mais exatidão tudo aquilo que se deve compreender acerca da realidade de Deus, para que deste modo possa sentir o divino em si mesmo, deixando de transportar a Deus para fora de si e para um céu inexistente, como se fosse a sua moradia, ou a moradia de um simples ser, e assim conseguir se livrar dos instintos da adoração a um deus vaidoso, do temor a um deus iracundo e belicoso, de esmolar favores e graças, de efetuar genuflexões humilhantes, e outras ignorâncias mais, que denigrem a espiritualidade que se encontra em nós mesmos.

Deus existe e pode muito bem ser compreendido em conformidade com o estágio evolutivo em que nos encontramos, pois que Ele se encontra em nós mesmos! É disto que tenho a mais absoluta convicção. E o que acima está descrito é um pequeno resumo da concepção que Dele tenho em minha alma, que tenho o máximo prazer em mostrar para todos os meus semelhantes, ao contrário daqueles que procuram esconder a todo o custo aquilo que julgam conhecer, pelo fato das suas intenções serem egoístas ou mesmo serem inconfessáveis.

E aqui fica mais do que evidente que não se deve confessar para ninguém os seus ditos pecados, pois que a imperfeição em que se revela o mal que existe em cada um é problema de cada um para com Deus, e não para com o próximo, por isso eu mesmo não quero saber aquilo que alguém fez de mal no passado, pois que o passado não me interessa, nem um pouco, quero sim, saber o que ele faz de bem no presente, pois que isto deve ser comum a nós dois, assim como também para todos os demais seres humanos que praticam o bem, e assim como também para Deus, o nosso Criador.

Deus é Tudo, portanto, Deus é o Todo. Em resumo:

  • Deus é formado de Substâncias;
  • Deus é a Essência, o Ser Total;
  • Deus é a Propriedade da Força Total;
  • Deus é a Propriedade da Energia Total;
  • Deus é a Propriedade da Luz Total;
  • Deus é a Coisa Total;
  • Deus é todas as coisas que formam a natureza, que são as geradoras de todos os fatos e fenômenos;
  • Deus é Jesus, o Cristo;
  • Deus é Luiz de Mattos;
  • Deus sou eu;
  • Deus é você;
  • Deus é cada um dos nossos semelhantes, portanto, somos todos nós;
  • Deus é todas as coisas infra-humanas;
  • Deus é as estrelas;
  • Deus é o Criador, a própria Existência;
  • Deus é todas as criaturas;
  • Deus é o Infinito;
  • Deus é o finito;
  • Deus é o Ilimitado;
  • Deus é o limitado;
  • Deus é a Perfeição;
  • Deus é a Imperfeição;
  • Deus é o Bem;
  • Deus é o Mal;
  • Deus é o Saber Total;
  • Deus é a ignorância;
  • Deus é o planeta Terra e todos os demais mundos;
  • Deus é o Universo e tudo aquilo que possa existir fora do Universo;
  • Deus é Onipotente;
  • Deus é Onipresente;
  • Deus é Onisciente.
  • Deus é o Todo.

 

Continue lendo sobre o assunto:

Romae