11.01.03- Os fenômenos

Prolegômenos
3 de junho de 2018 Pamam

Os fenômenos, que como tudo são regidos por leis espaciais, por princípios temporais e por preceitos universais, representam as modificações tidas como sendo materiais operadas nas coisas que se ligam direta e temporariamente, com tais modificações sendo controladas pelas ações dos pensamentos conscientes, para que todas as modificações se operem em conformidade entre as coisas e se estabeleçam com justiça as causas e os efeitos das transformações das imagens que elas representam, as quais são exigidas pelo processo da evolução. Nos fenômenos transparece a virtude de cada coisa aprimorar a sua imagem ao receber cada vez mais parcelas das propriedades da Força e da Energia, à medida que for fazendo jus, segundo o melhor julgamento da Providência Divina.

Há outros fenômenos sim, que se referem às transformações das coisas provocadas pelos seres humanos, notadamente pelas ciências, em que todos esses fenômenos são provenientes dos pensamentos, embora que indiretamente, e também pelos espíritos obsessores quedados no astral inferior, cujos fenômenos deverão ser devidamente tratados no site pamam.com.br, em seus assuntos específicos.

Deste modo, tais como os fatos, os fenômenos são igualmente passíveis de um juízo concreto ao seu respeito, desde que as suas causas sejam também devidamente ligadas aos seus correspondentes efeitos. Em decorrência, todo e qualquer fenômeno é acessível à percepção e a compreensão humanas. Mas a sua apreensão somente pode ser colhida por quem detém as capacidades do criptoscópio, do intelecto e da consciência desenvolvidas o suficiente para concebê-la, já que as suas causas são provenientes da propriedade da Força, ligando-se ao espaço, e os seus efeitos são provenientes da propriedade da Energia, ligando-se ao tempo, em que ambas as propriedades formam as estrelas, que fornecem as coordenadas do Universo, cujas coordenadas são penetradas pela propriedade da Luz.

Muitos pesquisadores, de maneira muito equivocada, representam os fenômenos como sendo tudo aquilo que está sujeito a ação dos nossos sentimentos e pensamentos, ou que nos impressiona de um modo qualquer, metafísica ou fisicamente, e até moral ou eticamente. Por isso, tudo que lhes aparece fora do comum, que seja raro e surpreendente, é julgado como sendo extraordinário, e, logo, enquadrado no campo da fenomenologia, pelo fato deles ignorarem as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais. Por isso, até uma criança precoce que se sobressai em uma arte ou em um estudo quaisquer é tida como sendo um fenômeno, sem que tal afirmativa tenha a sua real procedência, pois que não passa de uma simples vocação trazida da encarnação passada, manifestada antes de alcançar a fase adulta, e que geralmente se esgota muito cedo, quer dizer, não segue o mesmo ritmo da precocidade.

À medida que, segundo o equívoco de Kant, só conhecemos os fenômenos que as coisas provocam e sofrem, e não as coisas em si, a única doutrina correta deveria ser a do fenomenalismo. Ora, isso denigre a inteligência humana, já que nos apresenta uma declaração absurda da aceitação do ilogismo como sendo a única maneira exequível para se estabelecer uma doutrina, pois outro veritólogo ou mesmo um religioso mais esclarecido em seu lugar, antes de tudo, iria estudar primeiramente as coisas em si, com a finalidade de investigá-las, analisá-las e conhecê-las metafisicamente com profundidade, para somente depois, então, estabelecer uma doutrina acerca dos fenômenos que elas causam e sofrem. Porém, sem olvidar dos fatos que elas também causam e sofrem. Esta é a maneira mais correta de serem formadas as religiões, as quais nos dão os conhecimentos metafísicos acerca das parcelas do Saber pelas causas, para que assim as ciências possam proceder às correspondentes experiências físicas dessas parcelas do Saber pelos seus efeitos.

É justamente por isso que os saperólogos, ou mesmo os cientistas, devem observar as coisas com a finalidade precípua de pesquisá-las, analisá-las e experimentá-las fisicamente com profundidade, para somente depois, então, poderem estabelecer um sistema acerca dos fenômenos que elas causam e sofrem. Porém, igualmente como os veritólogos e os religiosos, sem olvidar dos fatos que elas também provocam e sofrem. Esta é a maneira mais correta de serem formadas as ciências, as quais nos dão as experiências físicas acerca das parcelas do Saber pelos efeitos, e não como atualmente elas se nos apresentam.

A união, a irmanação, a congregação, entre os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria de cada uma das parcelas do Saber relativa aos fenômenos, é a única maneira correta de serem formadas as religiociências correspondentes. Mas, repito, sem olvidar jamais dos fatos.

Como já é sabido, faz-se necessário sempre lançar mão da força da repetição para reforçar as ideias, como a que se segue:

Deus, já apresentado como sendo a Coisa Total, é formado de apenas quatro Substâncias. A Substância Principal, que representa a sua Essência, deve ser denominada de Ser Total. As Substâncias Secundárias, que representam as Suas Propriedades, devem ser denominadas de Força Total, Energia Total e Luz Total.

Os seres, já apresentados como sendo coisas, quando alcançam a condição de humanos, são igualmente formados de quatro substâncias. A substância principal, que representa a sua essência, pode ser denominada de partícula do Ser Total, ou, simplesmente, de ser. As substâncias secundárias, que representam as suas propriedades, as quais os seres vão adquirindo porções parceladas à medida que vão evoluindo, podem ser denominadas de Força, Energia e Luz. É, pois, adquirindo as propriedades da Força, da Energia e da Luz que as coisas vão se criando e se transformando no processo da evolução, até se confundirem com o próprio Criador, em seus retornos para Ele, quando passam a abandonar aos poucos o âmbito da imperfeição, medrando na ignorância, onde se encontra o mal, e passam a se dirigir para o âmbito da perfeição, praticando sempre o bem.

Assim, todas as coisas que hoje dizem respeito ao planeta Terra e dele fazem parte integrante, formando-o, o que não é o caso dos seres atômicos a partir do ser hélio, passando pelos seres moleculares, pelos seres celulares, pelos seres orgânicos, pelos seres aparelhantes, pelos seres vegetais, pelos seres animais, até que estes se transformem em hominídeos, são originários dos seus correspondentes mundos, e aqui se transformaram em virtude e por ação das leis espaciais e dos princípios temporais, metafísicos e físicos, provenientes das propriedades da Força e da Energia, respectivamente, e dos preceitos universais, provenientes das combinações de ambas as propriedades, que são estudados pelas parcelas do Saber denominadas de Química, Física, Físico-química, Biologia e outras, sempre sob o controle dos pensamentos conscientes advindos da Luz, quando não, sob o descontrole dos sentimentos inferiores e dos pensamentos negativos produzidos pelos próprios seres humanos e pelos espíritos quedados no astral inferior, que muito em breve irão constatar toda a realidade desses seus sentimentos inferiores e desses seus pensamentos negativos que foram produzidos nesta nossa última e definitiva civilização.

O exemplo disso é a ação perene das leis de coesão, da afinidade e da expansibilidade provenientes da propriedade da Força, dos princípios da atração, da repulsão e do calórico provenientes da propriedade da Energia, e dos preceitos da polarização, da fermentescibilidade e da integração, provenientes das combinações de ambas as propriedades, sendo por isso universais. Todas essas leis, princípios e preceitos agem por intermédio dos fluidos, com tudo isso sendo devidamente explanado mais detalhadamente quando eu passar a tratar dos seus assuntos específicos.

A lei da coesão é uma lei espacial que determina uma aproximação mais estreita possível em relação aos caminhos próprios, individuais, exclusivos, por onde as coisas caminham pelo espaço, para que assim as aproximações desses caminhos pelo espaço possibilitem uma integração entre todas as coisas, através do curso do tempo, proporcionando que ocorra uma integração universal entre todas as coisas, uma vez que no Universo deve existir uma verdadeira integração entre todas as coisas.

A lei da afinidade é uma lei espacial que determina as proximidades das coisas entre si, em seus caminhos próprios, individuais, exclusivos, em função das suas semelhanças, cujas proximidades entre duas ou mais coisas ocorrem por analogia, de acordo com as suas espécies, ou com as aproximações entre as suas espécies, evidenciando assim as suas conformidades umas com as outras, ou seja, as suas tendências combinatórias, consoante as suas identidades se encontrem a pouca distância de igualdade no processo da evolução.

A lei da expansibilidade é uma lei espacial que determina os caminhos próprios, individuais, exclusivos, a serem percorridos pelas coisas no espaço, cujos caminhos Deus determina as posições exatas que todas as coisas devem ocupar no espaço, para que assim, estando as coisas colocadas em suas exatas posições, elas possam aproximar os seus caminhos pelo espaço, a fim de que o curso do tempo venha a determinar as suas interações umas com as outras, consoante o estágio evolutivo em que elas se encontram, fazendo com que assim todas elas tendam a ocupar um espaço cada vez maior nas aproximações desses seus caminhos espaciais, pois como todo o Universo é fluídico, é o magnetismo contido nos fluidos que determina todas as posições exatas a serem ocupadas naturalmente no espaço por todas as coisas em seus caminhos espaciais.

O princípio da atração é um princípio temporal através do qual Deus determina que haja a inclinação, o pendor, o encantamento, a simpatia, o fascínio, o enlevo, que todas as coisas devem manifestar umas pelas outras, em que o curso do tempo possibilita a que toda essa atração venha a ser exercida e satisfeita, uma vez que todas as coisas têm uma origem comum em Deus, que é a Coisa Total.

O princípio da repulsão é um princípio temporal através do qual Deus determina que duas ou mais coisas venham a se repelir mutuamente, pois que cada coisa procura impedir que outra ou outras coisas venham a percorrer o seu mesmo caminho, que lhe é próprio e exclusivo, em decorrência ela age no sentido de afastar ou pôr distante as demais coisas, rejeitando-as prontamente, em que essa repulsão é decorrente da sua própria individualidade, que procura por todos os meios conservar, por isso ela se opõe e se recusa a que outra ou outras coisas venham a interferir nesse seu caminho individual, pois que a sua pretensão é adquirir por si mesma o seu próprio poder, através do qual ela pauta as suas ações no curso do tempo, e o poder somente se adquire na própria individualidade, na luta constante em busca da verdade.

O princípio do calórico é um princípio temporal através do qual Deus determina que as coisas venham a interagir umas com as outras em função da temperatura adequada para as suas interações, em que a temperatura é regulada por intermédio dos fluidos, com o calor penetrando ou se desprendendo das coisas que se encontram em interação, produzindo nelas o aquecimento ou o resfriamento, provocando as suas alterações e as suas transformações.

O preceito da polarização pode ser compreendido como sendo uma determinação de Deus para regular o poder e a ação, portanto, a vida, que as coisas detêm em si mesmas, orientando as suas vibrações magnéticas e as suas radiações elétricas, através das suas radiovibrações eletromagnéticas, de modo a formar dois polos, bipartindo-os igualmente, a começar pela molécula, pelo seu átomo central, que se torna ponto neutro, tendo uma metade boreal e outra astral, explicando assim e possibilitando a compreensão da lei da afinidade e do princípio da atração molecular.

O preceito da fermentescibilidade pode ser compreendido como sendo um preceito universal através do qual Deus determina os modos pelos quais as coisas interagem com as demais provocando nestas as suas transformações, mas sem que em nada seja alterada a sua forma original de ser, sendo essas coisas as grandes responsáveis pelas combinações químicas das coisas orgânicas, o que ocorre através dos fluidos.

E o preceito da integração pode ser compreendido como sendo um preceito universal, por intermédio do qual Deus determina que as coisas venham a se integrar entre si. É através do preceito da integração que o eletromagnetismo, o qual se encontra contido nos fluidos, regula o modo pelo qual as coisas que se encontram em estágios evolutivos diferentes venham a necessitar umas das outras, a fim de que possam proceder às suas evoluções pelo Universo, para que assim, e somente assim, possam ser formados os mundos-escolas, que são objetos de integração entre todas as coisas que os compõem, por conseguinte, a formação da natureza, em toda a sua exuberância.

Portanto, é lícito afirmar que todos os fenômenos químicos têm por causa originária o preceito da polarização, que por isso, incontestavelmente, é o agente causador das combinações atômicas, e o elo que prende as moléculas constituintes das coisas, no mundo inorgânico.

Tendo os preceitos da polarização e da fermentescibilidade como sendo preceitos universais, é por intermédio deles que agem as leis da coesão, da afinidade e da expansibilidade, todas provenientes da propriedade da Força, e os princípios da atração, da repulsão e do calórico, todos provenientes da propriedade da Energia, que reunidos e agindo sinergicamente representam o poder e a ação, respectivamente.

Na lei da coesão, os corpos que formam a natureza são mais estáveis tanto mais inalteráveis eles são e quanto menos complexos eles sejam no contexto da evolução. Na lei da afinidade, dado o contato entre duas coisas de eletricidade diversa, elas se combinam para serem formadas por uma nova coisa. Na lei da expansibilidade, elas ocupam um espaço cada vez maior. No princípio da atração, as coisas se atraem reciprocamente na razão direta das suas massas e na inversa do quadrado das distâncias que as separam. No princípio da repulsão, os fluidos regulam a aversão que uma coisa possui para impedir que outra ou outras venham a seguir pelo caminho espacial que lhe é próprio e exclusivo. No princípio do calórico, o calor produz o aquecimento ou o resfriamento, provocando as suas alterações e as suas transformações. Assim, o preceito da polarização vai regulando as transformações e as formações das coisas inorgânicas, e o preceito da fermentescibilidade vai regulando as transformações e as formações das coisas orgânicas, sendo ambos os preceitos as geratrizes dessas combinações químicas.

Deus, a Coisa Total, representa a origem da existência de todas as coisas. E as coisas representam as causas e os efeitos de todos os fatos e fenômenos universais. Então não se pode racionalmente supor Deus obrando milagres, por serem contrários às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais, e assim também distribuindo bênçãos a torto e a direito, por serem as bênçãos invenções sacerdotais.

As religiociências dos fenômenos, então, são aquelas que têm como finalidade as modificações tidas como sendo materiais operadas nas coisas que se ligam direta e temporariamente, com a interveniência das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais, tanto físicos como químicos, provenientes das propriedades da Força e da Energia, com tais modificações sendo controladas pelas ações dos pensamentos conscientes advindos da propriedade da Energia, mas iluminados pela propriedade da Luz. Por isso, elas são diferentes das religiociências das coisas e dos fatos. As religiociências das coisas são aquelas que têm como finalidade precípua o ser, que vai adquirindo parcelas das propriedades da Força e da Energia, através das quais o pensamento vai criando imagens, por conseguinte, a ilusão da matéria, até que ele inicie a adquirir tais parcelas adquirindo também parcelas da propriedade da Luz, quando então ingressa no âmbito da espiritualidade. As religiociências dos fatos são aquelas que têm como finalidade os casos ou os acontecimentos decorrentes das relações de trocas de conhecimentos, de experiências e de atributos, portanto, de acervos, que ocorrem entre as coisas mais evoluídas que se cruzam direta e temporariamente, mas sem que jamais ocorram quaisquer modificações tidas como sendo materiais nas mesmas. Por isso, elas são diferentes das religiociências das coisas e dos fenômenos.

 

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