10- A CHINA

A Era da Sabedoria
23 de setembro de 2018 Pamam

O povo chinês tem as suas próprias peculiaridades culturais que o diferenciam de todos os demais povos. Sendo extremamente tradicionalistas, os chineses procuram conservar os seus costumes quase que indefinidamente, por isso a sua história nos mostra um lento, mas não estático, progresso espiritual, que se traduz na busca da verdade, da sabedoria e da razão, pois eles são ordeiros, pacatos e são amigos da paz. Levam uma vida de padrão bem modesto, mas sem maiores sobressaltos, talvez por isso o grande contingente de espíritos que buscam a encarnação nessa nação.

Sobre os chineses Diderot diz o seguinte:

Esses povos são superiores a todos os asiáticos em antiguidade, arte, intelecto, sabedoria, política e gosto pela Filosofia; e no juízo de certos autores disputam a palma, nessas matérias, a todas as nações da Europa”.

E, também, sobre eles Voltaire diz o seguinte:

O corpo desse império subsistiu quatro mil anos sem ter sofrido nenhuma alteração sensível nas leis, nos costumes e na linguagem, os mesmo no modo geral de vestir… A organização desse império é na verdade a melhor que o mundo já conheceu”.

Pode-se aqui perfeitamente observar a atuação determinante de Jesus, o Cristo, ainda na condição de Antecristo, na formação das nações constituintes desta nossa civilização, desde 4.000 anos atrás. E nessa formação são tão homogêneos os chineses em evolução espiritual, em sua quase totalidade, que fazem sobressair as suas naturezas nitidamente voltadas para o bem. Com relação a essa formação, não diretamente, pelo fato dele ignorar as ações do espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa, com o fim de nos espiritualizar e promover o nosso esclarecimento, Keyserling diz o seguinte:

O mais perfeito tipo de humanidade, como fenômeno normal, foi elaborado na velha China… A China criou a mais alta cultura universal conhecida… A grandeza da China me seduz e me impressiona cada vez mais… Os grandes homens desse país se mantêm em nível superior aos dos nossos… esses cavalheiros (os mandarins de Tsing-tao) me parecem extraordinários e me impressionam pela superioridade… Que perfeita é a cortesia do chinês culto! … A forma de supremacia da China é inquestionável em todas as circunstâncias… Os chineses são talvez os mais profundos de todos os homens”.

Com uma organização de governo que até ao advento da Revolução era a mais próxima do ideal saperológico, a qual conseguiu formar uma sociedade já considerada como sendo civilizada quando a Grécia ainda era bárbara, e que foi contemporânea ao surgimento e queda da Babilônia, da Assíria, da Pérsia, da Judeia, de Atenas, de Roma, de Veneza e da Espanha, sobrevivendo a todas elas, é de se indagar: qual é o segredo de toda essa durabilidade de governo, dessa cultura tradicional, desse equilíbrio de vida e dessa evolução espiritual? É lógico que esse segredo da vida, agora desvendado, está nas ações em plano astral do grande espírito que se deslocou da sua humanidade e se integrou à nossa.

Como a escrita desta nossa civilização pouco ultrapassa aos quatro mil anos, ninguém sabe de onde vieram os chineses, e nem o quanto é antiga a sua nação. As descobertas de Andersson e outros pesquisadores, no Honan e no sul da Manchúria, indicam uma cultura neolítica de aproximadamente dois mil anos anterior ao mesmo período na Suméria e no Egito.

Tanto quanto podemos penetrar no passado da China, o certo é que lá encontraremos veritólogos e saperólogos, mas dos que precederam ao veritólogo Lao-Tsé, o tempo só nos trouxe alguns fragmentos.

 

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