10.03- As realidades objetiva e subjetiva

Prolegômenos
3 de junho de 2018 Pamam

No âmbito da Saperologia, a objetivação somente foi considerada recentemente, sendo ela decorrente das correntes dialéticas contemporâneas que envolvem o processo pelo qual o “eu”, não o “eu” subjetivo, por intermédio da consciência humana quase em sua plenitude, por já estar espiritualizada, corporifica-se na realidade passível de ser avaliada tanto para ele como para os demais “eus” que já tenham as suas consciências mais desenvolvidas do que a dos “eus” mais comuns, por intermédio das propriedades formadoras do Universo, que são a Força e a Energia, em que os seus elementos deverão ser comuns para todos os demais “eus” que conseguirem desenvolver as suas consciências com o passar do tempo, pois o mundo em que vivemos está contido no Universo, o que indica que todas as coisas, fatos e fenômenos tendem a se universalizar, natural e obrigatoriamente.

Somente a verdade pode ser capaz de revelar a realidade universal. Contudo, os seus conhecimentos são todos metafísicos, somente sendo acessíveis ao criptoscópio já bastante desenvolvido, por intermédio da percepção, uma vez que eles são captados e não criados. E mesmo que o conjunto dos seus conhecimentos metafísicos forme uma doutrina, com esta estando inserida de algumas experiências físicas acerca da sabedoria, mesmo assim se sobressai o campo metafísico, em relação ao campo físico, ficando difícil da doutrina ser apreendida pela compreensão humana. Por isso, ela somente pode ser apreendida pela compreensão de um saperólogo, cujo intelecto já bastante desenvolvido tende naturalmente a se dirigir para o campo metafísico, apesar da sua natureza ser física, a fim de que o saperólogo se espiritualize, uma vez que no âmbito da espiritualidade tanto o criptoscópio como o intelecto devem ser coordenados pela consciência, para que a verdade e a sabedoria estando assim coordenadas possa a própria consciência alcançar a razão.

Isto implica em dizer que a verdade, necessária e obrigatoriamente, tem que ser objetivada, pois que ela é totalmente impessoal, não fazendo parte do “eu” de quem quer que seja, pois que ela sempre existiu, não sendo jamais criada, assim como o é a sabedoria, por isso os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são as causas, sendo absolutos, têm que ser coordenados com as experiências físicas acerca da sabedoria, que são os efeitos, sendo relativos, ou, em outras palavras, o lado metafísico, que corresponde à propriedade da Força, onde se encontra o espaço, assim como o lado físico, que corresponde à propriedade da Energia, onde se encontra o tempo, têm que ser tornados verdadeiramente existentes por intermédio da sua coordenação pela consciência, que é a grande reveladora da razão, a qual se encontra contida na propriedade da Luz. Esta coordenação é justamente a identificação de cada um dos inúmeros e inúmeros pontos de interseção que pertencem simultaneamente à verdade, contida no espaço, e a sabedoria, contida no tempo, que determinam a formação do Universo, cujos produtos obviamente retratam a realidade universal. Isto implica em dizer que devemos causar com base nos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, e que devemos efeituar com base nas experiências físicas acerca da sabedoria, e que essa relação entre causa e efeito é determinada pela razão.

Estando assim objetivada a verdade, por intermédio da sabedoria, em que ambas coordenadas alcançam a razão, elas também passam nessa coordenação para o âmbito da objetividade, o que é óbvio. Explico melhor:

Os conhecimentos metafísicos acerca da verdade sempre existiram, estando postos no espaço, mais propriamente no Espaço Superior, que é o seu repositório. As experiências físicas acerca da sabedoria nunca existiram, tendo que ser criadas no tempo, mais propriamente no Tempo Futuro, que é o seu local de criação. A Sabedoria Total se encontra apenas no Todo, ou seja, em Deus. Mas acontece que, ao evoluirmos, o Todo vai parceladamente se alojando em nossas almas, quer dizer, Deus vai parceladamente se alojando em nossas almas, até que se aloje completamente, quando então passamos a nos confundir com o Todo, com a Inteligência Universal, sendo nessa ocasião que procedemos o nosso retorno para Ele, deixando de ser as Suas partículas individualizadas. Daí a razão pela qual a nossa origem é em Deus, no Criador, e a nossa finalidade é o retorno para a nossa origem, em Deus, no Criador, levando todo o nosso acervo de imperfeições para ser depositado no Todo.

Em sendo assim, quando evoluindo por intermédio da propriedade da Força alcançamos um determinado estágio em nossa evolução espiritual, nós conseguimos captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, através da percepção oriunda do nosso criptoscópio, elevando-nos ao Espaço Superior, por intermédio dos atributos individuais superiores que formam a nossa moral, pois que não é dado aos seres individualizados a criação desses conhecimentos metafísicos, dada as nossas imperfeições, pelo fato deles serem absolutos, imutáveis, ontológicos, incriáveis, por isso nos é facultado apenas a sua captação, e jamais a sua criação, o que é lógico e racional.

Por outro lado, quando evoluindo por intermédio da propriedade da Energia alcançamos um determinado estágio em nossa evolução espiritual, nós conseguimos criar as experiências físicas acerca da sabedoria, através da compreensão oriunda do nosso intelecto, transportando-nos ao Tempo Futuro, por intermédio dos atributos relacionais positivos que formam a nossa ética, pois que é dado aos seres individualizados a criação dessas experiências físicas, pelo fato delas serem relativas, mutáveis, empíricas, criáveis, que tendem a se aperfeiçoar cada vez mais, uma vez que Deus vai parceladamente se alojando em nossas almas, em decorrência, a sabedoria vai parceladamente se alojando em nossas almas, por isso a sabedoria vai fazendo parte de nós mesmos, à medida que vamos aumentando em nós mesmos as suas extensões, no decorrer do processo evolutivo, que assim passa a integrar a nossa própria alma em toda essa extensão, daí a razão pela qual nós não somos amigos da sabedoria, mas os seus próprios detentores, somos amigos sim, diretamente dos nossos semelhantes, por isso o termo Filosofia não é o mais adequado para exprimir a nossa sabedoria, e sim o termo Saperologia, que caracteriza mais propriamente o tratado da sabedoria.

Todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade têm que corresponder diretamente com as experiências físicas acerca da sabedoria, pois que as causas absolutas têm que corresponder aos seus efeitos relativos. E em que consiste essa relatividade acerca dos efeitos? Consiste justamente na parcela de Deus que se encontra em nós mesmos, em conformidade com o estágio evolutivo em que nos encontramos. Daí a razão pela qual quando a sabedoria correspondende à verdade, ela passa a ser coordenada pela razão, e assim a verdade, a sabedoria e a razão passam a representar uma obra de Deus, não diretamente do Todo, mas por intermédio das suas partículas individualizadas mais evoluídas. O exemplo disso é o próprio Jesus, o Cristo, que de tão evoluído passou a ser confundido com o Todo, com o próprio Deus, vindo daí o Mistério da Santíssima Trindade, que já foi por mim desvendado, pois que não existem mistérios, e que no momento oportuno deverá ser explanado.

Mas tudo isso somente pode ser possível por intermédio da Saperologia. Daí a razão pela qual a Veritologia é a sua fonte, e de modo análogo as religiões também são as fontes das ciências, já que existem as filiações tanto destas como daquelas em relação a elas, respectivamente. Com a Veritologia e a Saperologia estando coordenadas pela Ratiologia, então o Universo se encontra à disposição do ratiólogo.

Agora sim, é possível compreender que no âmbito ratiológico a objetividade retrata a existência da realidade de tudo aquilo que se concebeu no espírito, em relação à existência das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais fora do “eu”, já que o “eu” se encontra incluído no rol de todas as coisas, pois que eu e tu, exatamente você que é o meu leitor, e qualquer outro que agora esteja lendo estas minhas explanações acerca de A Filosofia da Administração, assim como todos os demais seres, somos coisas provenientes da Coisa Total.

O significado do termo objetivo, pois, no âmbito ratiológico, deve ser compreendido como sendo a concepção real das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais exteriores ao espírito, de onde são formuladas as ideias, em que ele como coisa se encontra incluído, daí a razão pela qual o termo se opõe ao subjetivo. Devo aqui ressaltar que como ser, simplesmente como ser, nós não somos coisas, pois para que possamos ser considerados realmente como sendo coisas, temos que dar início ao nosso processo evolutivo, ingressando no Universo a partir do Ser Total, quando então passamos a adquirir as propriedades da Força e da Energia, e assim continuamos a nossa trajetória evolutiva pelo Universo, tendo que ultrapassar os reinos inorgânico e orgânico, o reino vegetal, e, após isso, continuarmos a nossa marcha evolutiva, alcançando o reino animal, quando então, ao adquirirmos o raciocínio e o livre arbítrio, surgimos como espíritos para o Universo, formando uma humanidade, com todos habitando o mesmo Mundo de Luz, e com todos encarnando em um mesmo mundo-escola.

Aqueles mais esforçados vão acelerando os ritmos das suas evoluções espirituais, destacando-se daqueles que são menos esforçados, em contrapartida vão ascendendo aos Mundo de Luz cada vez mais adiantados, enquanto que os menos esforçados vão evoluindo a passos lentos, permanecendo em Mundos de Luz menos adiantados. Pode-se afirmar, então, que todos os seres têm a mesma importância no contexto universal, mas os valores são diferentes, daí a razão da superioridade espiritual, e daí a razão por que existe uma hierarquia na organização espiritual de todas as humanidades que evoluem pelo Universo, em busca da sua reintegração com o Todo, com o Criador, com Deus.

Já a origem do termo subjetivo é considerada pelos filólogos como sendo proveniente do latim subjectivu. Porém, eu vou demonstrar que o mais lógico é considerar a origem do termo como sendo proveniente da formação da palavra sub, que é um prefixo que designa uma posição inferior, que se situa abaixo do nível considerado como sendo o mais adequado para algo, ou seja, do nível como sendo o ideal para que se possa alcançar a um determinado objetivo situado na faixa das aspirações, mas que também pode reunir as condições de se movimentar de baixo para cima, como no exemplo de subaquático e outros correlatos, com ela sendo acrescida da palavra objetivo, cujo significado se encontra posto mais acima.

Assim, a subjetivação pode ser compreendida como sendo o processo pelo qual o “eu” humano ainda não conseguiu adquirir a consciência plena da sua existência eterna e universal, em virtude da sua não espiritualização. Por isso, esse “eu” se situa abaixo do nível considerado como sendo o ideal para a concepção do todo que possibilite a formação de uma ideia universal que possa identificar com fidedignidade toda a realidade existencial, em que esta possa englobar tanto a sua própria universalização como também a de tudo aquilo que o rodeia, o que o leva a corporificar a sua própria realidade dentro desse seu “eu”, utilizando-se da sua própria imaginação. Tudo isso é o espelho que permite refletir o estágio evolutivo em que atualmente se encontra a nossa humanidade, revelando claramente todo o seu atraso mental, toda a sua ignorância, a razão da existência do mal em nosso meio. Senão vejamos:

Nas ciências, como tudo aquilo que rodeia o “eu” de cada um dos integrantes da comunidade científica aparenta ser matéria, apenas matéria, nada mais que matéria, pelo fato das coisas serem plasmáveis, e tanto mais as coisas são plasmáveis quanto menos evoluídas elas forem, isto tudo permite que elas possam ser manipuladas e transformadas quase que à vontade, possibilitando a criação dos falsos conhecimentos ditos científicos, que justamente por isso não são definitivos, como assim declara com sinceridade a própria comunidade científica. Note-se que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade não são criados, mas a comunidade científica cria os seus próprios conhecimentos, ditos como sendo científicos. Essa representação imaginativa da existência da matéria é transportada diretamente deste mundo para o espaço, que é confundido com o próprio Universo, pois que sem a devida consideração do tempo, que junto com o espaço fornecem as coordenadas do Universo, cujas coordenadas ocorrem por intermédio das estrelas.

E assim os postos de observação ficam invertidos, pois que tudo neste mundo tem que ser observado de cima para baixo, em cada uma das coordenadas postas na formação do Universo pelo espaço e pelo tempo em relação a este mundo, e não de baixo para cima, diretamente a partir deste mundo para o Universo, posto que o ambiente terreno não possui os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e nem as experiências físicas acerca da sabedoria, que estando coordenadas pela razão se pode alcançar a realidade universal. Daí a explicação pela qual os demais planetas sejam considerados também como se fossem pura matéria, e até mesmo o Sol e as demais estrelas, cujas formações nada têm a ver com a formação dos planetas, sejam também incluídos no mesmo rol, como se também fossem formados por matéria, quando, na realidade, tudo não passa de ilusão criada pela própria imaginação humana, notadamente em relação ao Sol e às demais estrelas, que nem sequer possuem qualquer ser atômico em suas formações, para que também sejam considerados como se fossem matéria, assim como as ciências julgam equivocadamente que possuem, em que nesse julgamento equivocado se sobressaem em maiores quantidades o hidrogênio e o hélio.

Tudo isso impossibilita a formação de uma doutrina correspondente a cada um dos sistemas científicos, por conseguinte, o estabelecimento das suas finalidades, a não ser que a comunidade científica venha a incidir no gravíssimo erro de estabelecer as suas finalidades que sejam restritas ao âmbito da matéria que ela julga existir. Neste caso, como os cientistas naturalmente morrem, já que não aceitam a desencarnação, e as matérias dos seus corpos carnais são todas transformadas em outros tipos de matérias, é de se indagar: como eles poderiam considerar o tempo relativo a essas suas finalidades?

Nos credos e nas suas seitas a subjetivação é completamente diferente. A classe sacerdotal já parte diretamente de uma finalidade, que é justamente a salvação, a qual é estabelecida em função de um deus do qual os seus integrantes se dizem os seus ministros, tudo isso com a intenção de enganar, de ludibriar, para que então se possa arrebanhar cada vez mais prosélitos, através do medo que a condenação eterna causa em todos eles. Pode-se afirmar, então, que todos os credulários não passam de um bando de medrosos. Esse deus de que os sacerdotes se dizem ministros não foi, não é e jamais poderia ser universal, já que essa classe mentirosa e peçonhenta não possui a mínima ideia do que seja o Universo, daí a razão pela qual ela parte também diretamente deste mundo para o o sobrenatural, para o que não existe. E tendo partido diretamente deste mundo, essa classe ministra a esse deus sobrenatural à sua imagem e semelhança, conforme as suas maléficas e materialísticas intenções. E onde mora esse deus? Vejam só: em um quimérico céu; sendo ele ainda individual e personificado, dado o antropomorfismo. Mas depois, na obra dedicada aos Prolegômenos, contida no site pamam.com.br, eu vou mostrar a todos que céu é esse, inclusive com imagens, pois que a classe sacerdotal e os seus arrebanhados somente raciocinam através de imagens, então serão as suas próprias imagens quem irão desmascarar a todos eles, inclusive ao deus bíblico, que todos verão a sua imagem grotesca, pois que ele não passa de um espírito tremendamente obsessor, quedado no astral inferior.

Como se pode claramente constatar, o Universo não tem início, sempre existiu, pois que Deus nunca foi um ignorante da imperfeição, embora Ele o seja, não diretamente, mas através das suas partículas, que também formam o Todo que Ele representa, e o que não tem início não pode ter qualquer imagem. Em sendo a finalidade da salvação posta no âmbito do sobrenatural, os que são considerados como sendo ímpios deverão ser destruídos, desfalcando assim as coisas que estão contidas no Universo, ou então irão queimar para sempre no fogo do inferno, que eles não sabem aonde fica, já que também não sabem aonde fica o céu. Mas se alguma coisa for destruída, para onde irá o resultado dessa destruição? Para o nada? Ora, o nada não existe. E essa classe sacerdotal ainda chama a esse deus genocida de pai, em imitação grotesca e ridícula a Jesus, o Cristo, a quem estúpida e imbecilmente consideram o filho único desse terrível deus que surgiu em tempos idos, através da baixa espiritualidade.

Assim, sem a mínima consciência acerca do que seja a realidade universal, essa classe salteadora e semeadora da ignorância, por ser embusteira e estelionatária, consegue formar uma doutrina tendo por base o sobrenatural, para que então possa arrebanhar aos incautos e inocular em suas mentes também muito atrasadas o nocivo veneno da ignorância, tornando-os todos uns verdadeiros cretinos, pois que sem lançarem mão da consciência que já possuem, pelo menos em médio estágio de desenvolvimento, tentam se agarrar desesperadamente ao irracionalismo tenebroso da fé credulária, que é uma das maneiras de agradar a esse deus belicoso e genocida, para que assim possam alcançar a salvação.

E agora eu indago: onde se encontram os sistemas correspondentes a essas doutrinas credulárias? Em local nenhum. A salvação é realmente ir para o céu e lá ficar adorando nos cultos a esse deus metido a exterminador? Então mil vezes eu prefiro ir para o inferno do que ficar adorando a esse deus belicoso e metido a genocida. E ele é mesmo belicoso e exterminador? Então que venha de lá para cá no âmbito da realidade, mas que venha com toda a sua ira, com toda a sua belicosidade, que eu o mando de volta para o seu lugar de origem debaixo de peia, de muita peia, como se diz popularmente. Mas como o sobrenatural não existe, esse deusinho de araque, ordinário, sem valor, não passa de um espírito inferior, que vive nas trevas. Mas seria até divertido, caso ele viesse com toda a sua ira e belicosidade contra mim, pois assim os credulários, os seus adoradores, juntamente com a classe sacerdotal, poderiam até presenciar esse seu deus voltar para o seu antro de origem, esse seu céu trevoso, com o rabo entre as pernas, feito um cão medroso, sendo escorraçado por este ratiólogo mundo afora, puxado pelas orelhas e com alguns pontapés desmoralizantes no traseiro com o qual se senta no trono para ser adorado, já que ele é a imagem e a semelhança do homem, mas do homem pervertido e vaidoso que o biografou, e de lá direto para o seu Mundo de Luz, para que transladado do astral inferior para o Astral Superior possa lá então avaliar toda a sua obra voltada para o mal.

Note-se que caso ele viesse com toda a sua ira e belicosidade contra mim, eu passaria a agir em legítima defesa, e como ele não aguenta a energia proveniente dos meus pensamentos, eu não o maltraria, pois que não sou dado a maltratar aos mais fracos, apenas o escorraçaria de tal modo, para que assim ele viesse aprender a respeitar a quem lhe é superior.

Isso tudo implica em dizer que a mentira sacerdotal não pode ser objetivada. Ressaltando-se aqui que a derivação da mentira posta pela comunidade científica é decorrente apenas de erro de inteligência, uma vez que ela mesmo declara com sinceridade que os seus conhecimentos científicos não são definitivos. Enquanto que a derivação da mentira posta pela classe sacerdotal não é decorrente apenas de erro de inteligência, mas também do fanatismo, do autoritarismo, da vaidade, da ânsia incontida pelas conquistas do poder e da riqueza, e, principalmente, como hoje em dia, da dissimulação, da impostura, da fraude, da falsidade, da pérfida e sórdida intenção de enganar aos seus cretinos arrebanhados, para arrancar dos seus bolsos quase vazios os seus parcos recursos monetários, formando assim as suas fortunas, geralmente colossais. É por essa razão que essa classe criminosa, essa classe que é a legítima representante do mal, afirma em todos os tons que é a ministra desse deus, a quem ela chama de pai, e diferente disso não poderia ser, pois que tal “pai”, tal “filho”, pois que ambos não prestam.

Não podendo, pois, a mentira ser objetivada, tudo o que a ela se refere passa ao largo da verdade, da sabedoria e da razão, que em conjunto são as grandes responsáveis por fixar a realidade neste mundo Terra. E qual é a consequência de tudo isso? Eu não preciso perder tempo em listar essas consequências, basta apenas que cada um, do próprio posto de observação em que agora se encontra, estando procedendo a leitura destas páginas escritas com muita luta e um imenso esforço por este ratiólogo, alteie um pouco a sua visão, lance mão da sua consciência, e observe o caos em que se encontra mergulhada a nossa humanidade, para que assim possa tirar as suas próprias conclusões acerca da irrealidade em que os seres humanos estão vivendo neste mundo, e quando após observar atentamente o seu estado calamitoso, poderá constatar a prepoderância da mais sórdida vilania, ocasionando o surgimento de crimes de toda a natureza, revelando todo o mal que existe nas almas dos que aqui ora se encontram, já quase impossibilitando o viver terreno para os de boa vontade.

E isso tudo deve ser considerado como sendo pecado? É claro que não. Tudo isso é decorrente da própria imperfeição humana, em que os atributos individuais inferiores e relacionais negativos que comandam as suas ações se exteriorizam e fazem surgir os desejos intemperados, os quais exigem as suas satisfações, em cujas buscas para as suas satisfações ensejam a prática das mais abomináveis ações, todas engendradas no universo pessoal de cada um, oriundas do seu próprio “eu”, que por serem reprováveis são realizadas na surdina, por “debaixo dos panos”, por “detrás da cortina”, como diz o linguajar popular, ignorando que todas elas são observadas do alto pelo Astral Superior. E não somente pelo Astral Superior, mas também de baixo pelo astral inferior, que se aproveita de cada situação para intuir as suas vítimas para o agravamento dos males que praticam. Esses males praticados às escondidas são reveladores da existência da consciência, mas que assim se encontra obscurecida pelos sentimentos inferiores e pelos pensamentos negativos, com tudo isso sendo decorrente da própria irrealidade em que aqui vivem os seres humanos.

E tudo isso tem solução? É claro que sim. Com a espiritualização da nossa humanidade, com o esclarecimento de todos os seres humanos acerca da vida fora da matéria, com o estabelecimento da realidade no seio de todas as nações, com a compreensão da finalidade da existência eterna e universal de todos os seres e também deste mundo Terra, o qual é formado de seres que lhe são próprios e de outros mundos que para ele vêm, que unidos aos meus ideais proporcionarão uma reforma total da sociedade.

Por fim, o significado do termo subjetivo deve ser compreendido como sendo as representações de imagens que os seres humanos criam através dos seus sentidos, principalmente dos olhos da cara, que se encontram imaginadas exclusivamente dentro do próprio “eu”, contidas apenas nos seus próprios corpos mentais, cujas imagens pertencem unicamente à ilusão da matéria ou ao devaneio do sobrenatural, que são os campos provedores das suas representações imaginativas, de onde tudo é deduzido e induzido, podendo algumas dessas imaginações serem compartilhadas por outros “eus”, mas sem a mínima possibilidade de qualquer universalização, quer dizer, sem qualquer chance de penetrar o Universo, já que o espaço teria que ser investigado e o tempo teria que ser pesquisado, obrigatoriamente, uma vez que ambos formam o próprio Universo.

Por isso, as mudanças que vão ocorrendo aos poucos neste mundo Terra dizem respeito apenas às ciências, já que elas conseguem manipular e transformar quase todas as coisas em outras coisas, que consideram seja matéria, o que implica em dizer que as suas mudanças são apenas materialísticas, sem qualquer influência na moral e na ética dos seres humanos, que contêm todos os atributos individuais superiores e relacionais positivos de natureza espiritual, e que comandam as suas ações. Já em relação aos credos, a única mudança que vai ocorrendo neste mundo consiste no incremento da fome insaciável da classe sacerdotal pelos poderes e pelas riquezas deste mundo, que demonstra claramente ter a sua pança muito mais desenvolvida do que o próprio cérebro, o que não deixa de ser também uma tremenda materialidade, apesar da apelação para o sobrenatural. E agora eu indago: pode-se assim, apenas destas maneiras, sem a mudança da irrealidade para a realidade, os próprios seres humanos promoverem uma reforma social como querem os grandes espíritos que aqui deixaram registrados esses seus anseios? Ora, com a exceção dos avanços materialísticos científicos, tudo continua praticamente na mesma, mas com a sordidez e a vilania se agravando cada vez mais.

Em relação ao assunto, vejamos o que diz Teófilo Braga, em sua obra Sistema de Sociologia, a página 15, quando ele assim se expressa:

Pela história é que se determina a solidariedade objetiva da espécie, e se adquire a noção da continuidade subjetiva (grifo meu) expressa vulgarmente e filosoficamente nessa palavra Humanidade”.

E não são apenas os compêndios sociológicos que trazem a afirmativa dessa continuidade subjetiva, os próprios compêndios literários trazem também em seus textos o mesmo teor, como comprova João Grave, em sua obra Jornada Romântica, a página 122, quando o autor literata assim se expressa:

A vida foi sempre a mesma e de uma trivialidade constante para as organizações artísticas e subjetivas (grifo meu)”.

Sem essa investigação veritológica do espaço e sem essa pesquisa saperológica do tempo, ambas realizadas por intermédio do Racionalismo Cristão, as quais foram capazes de demonstrar racionalmente a formação do Universo, desvendando os seus enigmas e os segredos da vida, fazendo vir à tona a realidade universal, tudo aquilo que fosse considerado como sendo a realidade continuaria a ser subjetivo, ensejando a que a essa própria realidade irreal continuasse sempre dividida em duas: a material e a sobrenatural.

E como a subjetividade é a grande formadora do universo individual de cada um dos seres humanos que aqui se encontram encarnados, eles continuariam a agir consoante os atrativos da matéria ou então cativos acretinados do sobrenatural, como escravos da classe sacerdotal, que às escondidas pratica toda a sorte de crimes, inclusive o mais nefasto e o mais repulsivo de todos os crimes, que é a prática repugnante, mais que horripilante, da pedofilia, já que a pederastia que eles também praticam é problema de cada um. Assim, esta nossa civilização fatalmente seria extinta, sendo obliterada da face da Terra, para que outra pudesse surgir assentada sobre novas bases, como já aconteceu repetidas vezes no passado, conforme já dito anteriormente.

Por que isso?

Porque a ignorância dos enigmas da realidade do Universo, dos segredos da vida, da convicção acerca da existência da espiritualidade universal, da existência da imperfeição, da extrema ignorância sobre a vida fora da matéria, onde está contido todo o mal deste mundo, e da existência da perfeição, onde está contida toda a produção do amor espiritual, e para onde evoluímos, enseja a que os seres humanos revelem em suas ações todos os seus atributos individuais inferiores e relacionais negativos, os quais comandam as suas ações, e que são os reflexos das naturezas dos seus maus pensamentos. Esses maus pensamentos são nocivos à boa convivência em comum, pois todos procuram unicamente a satisfação dos seus desejos intemperados, na ânsia incontida pelos prazeres carnais e de outros que as coisas deste mundo proporcionam, notadamente por intermédio da aquisição da riqueza, onde além disso a vaidade, a pompa, o orgulho, a soberbia, a arrogância, a presunção, os preconceitos de todas as naturezas e tudo o mais afloram nas almas dos seres humanos, fazendo com que todos tratem apenas dos seus próprios interesses egoístas, em detrimento dos interesses do próximo, que muitas vezes são legítimos, principalmente o da própria sobrevivência digna.

E tudo isso ocasiona os mais diversos tipos de crimes, do latrocínio à corrupção dos políticos e dos servidores públicos, em que estes últimos se dispõem a trair vergonhosa e traiçoeiramente a sua própria pátria, da pedofilia ao estupro das mulheres indefesas, dos vícios ao tráfego de drogas ilícitas. Eu não posso listar os crimes de todas as naturezas que os seres humanos praticam, dado o seu extenso rol. Meu Deus, nem os bebês são poupados! E deve continuar tudo assim? Deve continuar o fato do homem ser lobo do homem? Devem continuar os conflitos e as guerras entre as nações, inclusive as guerras intestinas? Deve continuar a fabricação de armas bélicas de todos os tipos para a destruição da vida e das coisas? Deve, então, continuar a ignorância da realidade universal?

Tudo isso é resultado dos atributos individuais inferiores e dos atributos relacionais negativos, que tornam os seres humanos amorais e aéticos, respectivamente, os quais podemos considerar como sendo os grandes responsáveis causadores dos interesses individuais, todos de natureza egoísta, que sendo agravados pela ignorância acerca da espiritualidade, podem ser considerados como sendo as sementes das árvores do mal, desconsiderando aqui a baboseira da árvore paradisíaca bíblica, cujos frutos são colhidos pela subjetividade, por isso se encontram latentes nos universos pessoais de cada ser humano, pelo menos em sua grande parte. Os próprios autores musicais compõem músicas a respeito dessa tremenda voracidade humana, como é o caso do samba brasileiro em que o autor, o grande Paulinho da Viola, diz que “cada um trata de si, irmão desconhece irmão, dinheiro na mão é vendaval”, o que demonstra a própria irrealidade em que vive a nossa humanidade. Como é que se pode admitir racionalmente um irmão desconhecer o outro em função do dinheiro? Nem sequer um simples pensamento de que o irmão fica, mas o dinheiro se vai, ocorre nos corpos mentais dos seres humanos, dada a mais extrema voracidade pela riqueza. Isso tudo, somente no âmbito da irrealidade em que vivem atualmente todos os seres humanos, em que muitos se dizem cristãos, mas cristãos aos seus modos, desde que não venham a ser pobres como Jesus, o Cristo, por isso são todos anticristãos, também por outras razões.

Com a realidade acerca da existência da verdadeira espiritualidade, posta neste mundo pelo Racionalismo Cristão, deverá haver uma revolução social, com o esclarecimento de todos os seres humanos acerca da vida fora da matéria, já que a matéria não existe, com todos abandonando aos poucos os seus universos pessoais formados pela imaginação, saindo do subjetivismo materialístico e sobrenaturalístico, estando verdadeiramente cientes e convictos de que todos nós somos irmãos em essência, fazendo com que comece a imperar a amizade espiritual, que é o primeiro passo para que venha a emergir a solidariedade fraternal, quando então um irmão jamais desconhecerá o outro irmão, seja por dinheiro, seja por qualquer outro motivo, com todos intensificando cada vez mais tanto a amizade espiritual como a solidariedade fraternal, que quando estiverem bastante amadurecidas nos espíritos integrantes da nossa humanidade, deverá vir o prenúncio do verdadeiro amor, que também é de natureza espiritual, e de que o amor familiar é apenas um simples arremedo, já que este é decorrente dos laços carnais, os quais se desfazem totalmente com a desencarnação dos entes queridos, quando estes regressam para os seus Mundos de Luz, não ficando quedados no astral inferior.

Vejamos agora rapidamente o que a nossa humanidade entende sobre o que seja a realidade subjetiva, já que em relação à realidade objetiva ela não possui a mínima noção, pois para tanto teria que lançar mão da verdade, da sabedoria e da razão, e disso ela ainda se encontra muito distante, caso não fosse o Racionalismo Cristão, e caso os tempos não fossem chegados para o esclarecimento e a espiritualização de todos os seres humanos.

Para os estudiosos a subjetividade é entendida como sendo o espaço íntimo do indivíduo, ou seja, como ele “instala” a sua opinião ao que é dito, que se refere ao seu mundo interno, leia-se universo pessoal, o “eu” de cada um, com o qual ele se relaciona com o mundo social, que se refere ao mundo externo, resultando tanto em marcas singulares na formação do indivíduo como na construção de crenças e valores compartilhados na dimensão cultural, que vão construir a experiência histórica e coletiva dos grupos e populações. Para eles, a psicologia social utiliza frequentemente esse conceito de subjetividade e os seus derivados como formação da subjetividade ou subjetivação.

Assim, a subjetividade na Psicologia foi conceituada a partir das inquietações do sujeito, de modo que o que eles consideram como sendo pensadores foram levados a sintetizar a questão na contraposição entre as características internas e externas. A Gestalt, que é uma teoria do século XX, considera o comportamento humano como um todo possuidor de unidade, sendo uma das escolas que intensificou o interesse nos estudos do desenvolvimento da personalidade.

Para eles, a subjetividade é o mundo interno de todo e qualquer ser humano, o qual é composto por emoções, sentimentos e pensamentos subjetivos, pelo que novamente peço carinhosa e encarecidamente a minha devida exclusão desse rol generalizado pela nossa humanidade relativo à subjetivação.

Na teoria do conhecimento da nossa humanidade por parte dos estudiosos, a subjetividade é o conjunto de ideias, as quais ela não tem ainda a mínima noção do que sejam, significados e emoções que são influenciados pelos seus interesses e desejos particulares, por serem baseados no ponto de vista do sujeito. Tem como oposto a objetividade, que por incrível que pareça, os estudiosos consideram como sendo tudo aquilo que se baseia em um ponto de vista intersubjetivo, que pode ser verificável por diferentes sujeitos, sem atentarem para o fato de que essa intersubjetivação não passa da transmissão de uma representação imaginativa subjetiva de pessoas para outras, e vice-versa, se é que caiba o vice-versar, que assim não estão sendo verificadas, mas sim simplesmente aceitas, ocasionando um compartilhamento de todas as imaginações subjetivas, cujo resultado é a permanência na subjetivação.

Já sob o ponto de vista da Sociologia, a subjetividade se refere aos campos de ação e representação dos sujeitos, que estão sempre condicionados a circunstâncias históricas, políticas e culturais.

No entanto, os próprios estudiosos consideram que através da subjetividade os seres humanos conseguem construir um espaço relacional neste mundo, permitindo que uns se relacionem com outros, vindo daí a completa ignorância de que é justamente desse relacionamento subjetivo que surgem todos os conflitos humanos, todos os desentendimentos, já que não pode haver qualquer entendimento harmonioso entre dois universos pessoais diferentes, pois um pensa de uma maneira e o outro pensa sempre de maneira diversa, em que o interesse pessoal sempre fala mais alto, com um sempre querendo se sobressair em relação ao outro, para que assim a sua vaidade e os seus interesses pessoais possam ser alcançados e satisfeitos, fazendo-se valer a condenável lei da vantagem, que é estabelecida em função da própria irrealidade em que vivem.

Mas mesmo assim, mesmo ignorando essa deficiência subjetiva, os estudiosos do assunto consideram que esse relacionamento insere os seres humanos dentro de esferas de representação social, em que cada sujeito ocupa o seu papel de agente dentro do contexto social, com todos os sujeitos desempenhando papéis diferentes de acordo com o ambiente e a situação em que se encontram, o que segundo Goffmam, um desses estudiosos, pode ser interpretado como ações de atores sociais.

E assim, ignorando a existência da realidade, que deve ser comum a todos, com todos estando cientes dos seus papéis dentro do contexto de um sistema saperológico, tendo como fonte uma doutrina veritológica, em que deve preponderar sempre a razão, fazendo com que aos poucos as diferentes opiniões tendam a convergir umas com as outras, proporcionando assim  o surgimento do entendimento comum e da harmonia no meio social, os estudiosos consideram que somente a subjetividade contempla, coordena e conhece estas diversas facetas que compõem o indivíduo no meio social.

E agora, meu querido leitor, preste bem atenção!

Antes de se dispor a ler o capítulo que se segue, disponha-se a ler a obra Vibrações da Inteligência Universal, para que então você venha a adquirir alguma noção acerca de Deus, cuja noção foi transmitida pelo lado da verdade, por intermédio da profunda percepção criptoscópica de Luiz de Mattos. Deixe que venha a ser fixada esta noção de Deus em você e confie plenamente neste explanador, pois que agora eu vou apresentá-lo a Ele mais detalhadamente, organizando-O por completo em sua consciência, assim como nas consciências dos demais seres humanos, por intermédio da luz astral que forma a minha razão.

 

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