10.02- A realidade consoante as ciências

Prolegômenos
2 de junho de 2018 Pamam

Para as ciências, que vivem na ilusão da matéria, como elas negam a existência da espiritualidade, portanto, a existência de Deus, não existe racionalmente qualquer finalidade para a existência dos seres no planeta Terra, inclusive para os seres humanos, em que obviamente estão incluídos também os integrantes da própria comunidade científica, que se mostrando bastante desatentos e um tanto irresponsáveis para consigo mesmos e também para com os seus próprios semelhantes, mostram-se igualmente destituídos dos espíritos de investigação e de pesquisa, e assim, prostrados nesse lastimoso estado de inércia, sequer se preocupam em estudar a morte, considerando-a simplesmente como sendo certa e inevitável, sem que consigam compreender que ela não passa de um efeito, e que a causa é o afastamento definitivo do espírito do seu corpo carnal, quando então ocorre a desencarnação, pois que após esse afastamento definitivo o corpo carnal continua sendo o mesmo, independentemente de tudo o mais.

Mas, de modo contraditório, eles investigam e pesquisam a vida, em que as suas teorias a respeito são todas contraditórias umas com as outras, com todos os seus esforços em busca da elucidação sendo sempre em vão, sem conseguirem jamais chegar a um consenso sobre o que seja realmente a vida. Mas como eles podem assumir a pretensão de estudar a vida e, ao mesmo tempo, olvidar da morte? É como se alguém assumisse a pretensão de conjugar um verbo qualquer, fixando-se ferrenhamente somente no presente, olvidando das ações ou dos estados pretéritos e futuros. Sendo justamente isso que os integrantes da comunidade científica se dispõem a fazer, ou seja: estudar somente a vida, nada de estudar a morte.

Agora vejam só como os procedimentos científicos da atualidade são todos inconsistentes, com os seus conhecimentos sendo contraditórios uns com os outros. Neste caso, eu vou enumerá-los, para que assim todos possam compreender a contento a esses seus procedimentos incoerentes, apreendendo aquilo que seja lógico daquilo que seja ilógico, para que então possam formar um juízo racional entre o certo e o errado, emitindo por fim os seus pareceres, se a favor deste explanador do Racionalismo Cristão e contra as ciências atuais, ou se de modo inverso, o que o faço da seguinte maneira:

  1. Em conformidade com o procedimento metodológico científico, primeiramente são levantadas as hipóteses, para que depois se possa constatar se elas são ou se não são verificáveis cientificamente. No caso de as hipóteses serem verificáveis cientificamente, são realizadas as suas experiências científicas, para que então se possa constatar as suas veracidades ou as suas falseabilidades. Constatando-se as suas veracidades, as hipóteses são promovidas a conhecimentos científicos, ou transformadas em leis. Constatando-se as suas falseabilidades, as hipóteses são refutadas;
  2. A vida não é uma hipótese, e nem tampouco um fato, sendo, pois, um fenômeno, uma vez que os seres se encontram em permanente transformação, com todos os seres sendo dotados de vida, do ser hidrogênio ao ser humano, pois que ao evoluírem por intermédio das propriedades da Força e da Energia os seres adquirem o poder e a ação, respectivamente, que representam a vida;
  3. Ignorando a esta realidade, os cientistas, em suas várias especialidades, procuram estudar a vida às suas maneiras, ora considerando que a vida seja representada por animais e plantas em contínua atividade, ora considerando que seja um processo contínuo de relacionamentos, ora considerando que seja um fenômeno que anima a matéria, ora considerando que toda a vida na Terra se baseia na química dos compostos de carbono, a denominada química orgânica, ora considerando que seja um conjunto de moléculas que em suas interações mútuas desenvolvem um programa de autorregulação, cujo resultado final é a perpetuação da mesma coleção de moléculas, um equilíbrio dinâmico que, ao trocar matéria e energia com o meio, permite a redução da entropia, ora considerando que seja a presença do DNA, ou de forma equivalente, o RNA, a condição necessária para a definição do ser vivo, mesmo com eles ainda discutindo entre si se a presença de forma potencialmente funcional dessa molécula é ou não condição suficiente para defini-la, etc., e assim, até hoje, as ciências ignoram o que seja a vida;
  4. O fato é que o planeta Terra é o mundo próprio dos seres hidrogênios, sendo também um mundo-escola, em que para ele vão os seres de outros mundos, pois que existe uma interação universal entre os seres, que ocorre nos mundos-escolas, em que nessas interações os seres menos evoluídos passam a compor os seres mais evoluídos, assim como dois seres hidrogênios e um ser oxigênio compõem um ser molecular água, mas somente a partir de um determinado estágio evolutivo nessas interações, é que os cientistas passam a considerar a vida, por isso eles se encontram confusos, andando às tontas, sem ainda haverem conseguido formar qualquer ideia a respeito da vida;
  5. Estando assaz confusos, sem haverem conseguido formar qualquer ideia a respeito da vida, os cientistas se danam a procurar indícios de vida em outros planetas, vejam só, procuram fora do planeta Terra indícios de algo que eles não sabem o que seja, ignorando também que a atmosfera terrena, que é a sua aura, encontra-se hermeticamente fechada, por isso as suas naves, as suas sondas, ou seja lá o que for, não conseguem romper a atmosfera terrena, ficando a girar pela aura da Terra, com os cientistas imaginando que elas se encontram percorrendo o espaço, nisso servindo de alvos para as gozações e as chacotas dos espíritos obsessores, como se encontra demonstrado através de imagens reais na obra intitulada de Prolegômenos, contida no site pamam.com.br;
  6. A morte também não é uma hipótese, e nem tampouco um fato, sendo, pois, igualmente um fenômeno, uma vez que os seres se encontram em permanente transformação, com todos os seres sendo imperecíveis, imortais, pois que são eternos e universais, sendo que quando os seres alcançam a um determinado estágio evolutivo, eles passam a interagir com outros seres menos evoluídos, como, por exemplo, os seres humanos, que na composição do seu corpo humano os seres atômicos interagem entre si e também com os seres moleculares, formando os mais diversos tipos de compostos, inorgânicos e orgânicos; os seres moleculares e os seres atômicos formam as organelas; as organelas, os seres moleculares e os seres atômicos formam os seres celulares; os seres celulares, os seres organelas, os seres moleculares e os seres atômicos formam os seres orgânicos; os seres orgânicos, os seres celulares, os seres organelas, os seres moleculares e os seres atômicos formam os seres aparelhantes; e todos juntos formam o corpo humano, que tem a sua matriz no corpo fluídico, ou perispírito, do espírito;
  7. Quando o espírito se afasta definitivamente do corpo humano que o servia neste mundo, ocorre a desencarnação, com todos esses seres que o estavam integrando passando a integrar outros corpos, ou retornando para os seus mundos de origem, sendo este o verdadeiro sentido da morte, ocasião em que o espírito deve retornar para o seu Mundo de Luz, caso não fique quedado no astral inferior;
  8. Mas os cientistas não estudam a morte, apenas procuram a identificação do momento exato do seu acontecimento, entre outros casos, na ocorrência do transplante de órgãos, porque tais órgãos precisam ser transplantados cirurgicamente o mais rápido possível;
  9. Sob o ponto de vista científico, não se confirma a hipótese de que exista vida após a morte, uma vez que para as ciências esta hipótese não é verificável, mas ela não é verificável para as ciências, pois que para os tratados superiores ela é verificável sim, sendo por isso que alguns integrantes da comunidade científica passam a sustentar que isso não é assunto que seja da competência das ciências as suas resoluções, já que cientificamente não há evidências que corroborem a existência de espíritos ou algo com função similar que tenha sobrevivido após a morte, mas isto porque os cientistas utilizam apenas os olhos da cara para comprovar as suas experiências, e mesmo assim não sabem sequer utilizá-los com precisão, pois que eu mostro para todos eles as imagens reais desses espíritos que sobreviveram à morte, ou melhor, às suas desencarnações, que se encontram no site pamam.com.br, para que tanto eles como os demais seres humanos venham a ser convictos acerca da real existência da espiritualidade;
  10. Se as ciências por um lado estudam a vida, sem que nada consigam saber sobre ela, e por outro se recusam a estudar a morte; fica comprovado então que elas mesmas escolhem os assuntos que julgam poder explicar, e que no caso da vida se deu muito mal, pois que elas nada explicam ao seu respeito.

Por isso, sem que a comunidade científica consiga atentar com sobriedade para o estudo da vida em relação ao seu período de encarnação, se ela se extingue completamente, sendo apenas provisória, e em relação ao seu período de desencarnação, se ela continua pela eternidade, que é justamente a vida na espiritualidade, o que impossibilita totalmente qualquer exemplificação da sua parte para que se possa formar um juízo e emitir um parecer acerca da existência eterna e universal. Neste caso, a única alternativa que me resta é certamente discorrer um pouco sobre aquilo que a comunidade científica julga seja a realidade.

Para aqueles que julgam viver na realidade sob o ponto de vista científico, eles passam a considerá-la como sendo tudo aquilo que existe, em conformidade com os olhos da cara, o que implica em dizer que com a morte do corpo carnal nós deixamos de existir definitivamente, então saímos do âmbito da realidade, por exclusão, no que deveriam complementar esse entendimento dizendo que tudo aquilo que existe, existe apenas temporariamente, com a existência ora sendo de uma maneira, ora sendo de outra. Ou, então, com tudo sendo transformado, sem que haja uma finalidade para essas transformações, em que eles mesmos deixarão de existir, transformando-se em outros tipos de matéria, ou indo para o nada, que não existe, no âmbito da sua própria irrealidade materialística.

No entanto, para eles, em seu sentido mais livre, o termo realidade inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela Filosofia, ciência ou qualquer outro sistema de análise. Assim, raciocinando de maneira um tanto diferente de como eles raciocinam, apenas com um pouco mais de amplitude, para completar os seus entendimentos acerca da realidade, um pouquinho a mais apenas, eles desconsideram então tudo o que foi e tudo o que virá a ser. Ora, tudo o que foi era justamente o é do presente, e tudo o que virá a ser será justamente o é do presente. Neste caso, onde se encaixa a realidade científica? No presente, como eles afirmam, no passado ou no futuro, em que tudo é, como não poderia deixar de ser?

Mesmo considerando o que expus antes em outro capítulo, eu não vejo agora outra alternativa a não ser tratar os cientistas como se fossem crianças, em função das suas fantasias imaginativas serem totalmente ilusórias, pois eles demonstram claramente não possuir a mínima noção do que querem transmitir e muito menos do significado das palavras que utilizam. Dá até vontade de proceder em analogia tal como Jesus, o Cristo, procedeu em sua época, quando disse “perdoai-lhes, Pai, eles não sabem o que fazem”, pois que do mesmo modo eles têm que ser perdoados, pois não sabem o que dizem, e se não sabem o que dizem, é óbvio que também não sabem o que fazem, como não poderia ser diferente.

Na realidade, não existe sentido mais livre como eles empregam em relação à palavra sentido, e nem também menos livre, ou mesmo simplesmente livre, uma vez que nesse contexto o sentido se refere a uma direção que visa a um intento, a um propósito, a um objetivo, obviamente que se ligando diretamente a ele, prendendo-se a ele, não podendo ser livre, mais livre ou menos livre. E como eles não são saperólogos, não deveriam se atrever a medrar neste tratado, afirmando o que é e o que não é entendido pela Saperologia, pois seria tal como se as crianças quisessem se projetar ingressando diretamente na fase adulta, sem que antes experimentassem o período da adolescência, que é a fase preparatória para esse ingresso. Saibam eles que eu reencarnei primeiramente como cientista, depois me tornei um saperólogo, utilizando-me do método proposto por Descartes, que foi o Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, para somente após me tornar um ratiólogo, ou um ser universal, cumprindo com todos os processos requeridos pela evolução. Posteriormente, ao se referirem às ciências, sim, eles se situam exatamente no contexto de como hoje elas se nos apresentam: todas falsas; e ainda demonstrando claramente que nada sabem em relação ao que elas originariamente representam no contexto da realidade.

E continuam dizendo que o real é considerado como sendo aquilo que existe dentro da mente ou então fora dela. Ora, neste caso então tudo deveria ser real, pois que tudo se encontra dentro ou fora da mente, inclusive as fantasias ilusórias materialísticas e as perturbações devaneadoras sobrenaturalísticas. Em sendo assim, pode-se então afirmar que o alvo da questão deve ser unicamente a mente, e não aquilo que se encontra dentro ou fora dela. E em sendo a mente o alvo da questão, deve ser ressaltado o fato de que as mentes dos seres humanos se encontram todas ainda na fase da imaginação, pois que eles representam tudo através de imagens, que são próprias deste mundo Terra, e todas elas são falsas, o que faz chegar à conclusão lógica e racional de que tudo aquilo que eles imaginam e que esteja dentro ou fora das suas mentes seja também irreal, pois que faz parte do ambiente deste mundo, o qual ainda se encontra hermeticamente fechado, por isso não pode jamais retratar a realidade da vida.

É assim tal como se a mente fosse um objeto para guardar, provisória e temporariamente, determinadas coisas para um certo período, cujo período corresponde à fase da imaginação, com o restante ou o excesso ficando fora dela, assim como se a mente fosse uma simples caixa. Ora, eu tenho uma caixa em que guardo determinadas coisas, então obviamente existe aquilo que se encontra dentro dela, assim como também aquilo que se encontra fora dela. Pergunto: a caixa é real? Ora, todos sabem que com o passar do tempo tanto a caixa com as coisas que se encontram dentro dela, assim como as demais coisas similares que se encontram fora dela, irão se extinguir, quero dizer, irão se transformar em outras coisas, então tudo isso é provisório, efêmero, passageiro, quero dizer, o corpo mental sairá da fase da imaginação, deixando de raciocinar representando tudo através de imagens, que são próprias deste mundo, e adentrará na fase da concepção, passando a raciocinar representando tudo através das formulações de ideias, que são próprias do Universo. Se os estudiosos soubessem que o nosso corpo mental é espiritual e que evolui se manifestando através do cérebro, que é o que todos denominam de mente, não se expressariam assim desta maneira.

Mas, mesmo assim, em relação ao que existe dentro da mente, sem que possuam a mínima ideia da sua formação e do seu desenvolvimento, eles vêm afirmar, vejam só, que a ilusão e a imaginação, embora não estejam expressas na realidade tangível extramentes, existe ontológica e onticamente, que para eles significa intramentes, sendo, portanto, real, embora possa ser ou não ilusória, pois a ilusão quando existente é real e verdadeira em si mesma, uma vez que ela não nega a sua natureza, já que diz sim a si própria.

Ora, é óbvio que a ilusão e a imaginação existem, mas existem provisoriamente, devendo ambas ser extintas, porém a questão que se deve levar em consideração é se elas se situam dentro ou fora do âmbito da realidade, se sim, então eu vou me iludir e imaginar que toda a minha humanidade vive no âmbito da realidade, e que somente eu vivo no âmbito da irrealidade, para que assim possa fazer jus realmente a tudo aquilo que aqueles que me rodeiam me denominam, e como eu não me deixo levar por qualquer ambiente, devo continuar a ser assim por toda a minha existência eterna e universal, e quem da sua maneira continuar, que assim continue, pois que é detentor do raciocínio e do livre arbítrio.

E continuam afirmando que a realidade interna ao ser, no seu mundo de ideias, que não são ideias, mas sim representações de imagens provenientes da imaginação, digo eu, embora na qualidade de ens fictions intra mentis, cuja expressão é retirada da obra Proslogion, de Anselmo de Aosta, que significa argumento ontológico, para eles é o mesmo que ente fictício, imaginário, idealizado no sentido de se tornar ideia, e ser ideia, podendo ser ou não existente e real também no mundo externo, o que não nega a realidade da sua existência enquanto ente imaginário que foi idealizado pelo ser humano. Meu Deus, quanta confusão! Por isso, sem qualquer comentário.

E em relação ao que existe fora da mente, o simples fato de poder ser percebido somente pela mente se torna sinônimo de interpretação da realidade, de uma aproximação com a verdade. A relação íntima entre a realidade e a verdade, o modo como a mente interpreta a realidade é para eles uma polêmica antiga, pois consideram que o problema na cultura ocidental surge com as teorias de Platão e Aristóteles sobre a natureza do real, que interpretam como sendo o idealismo e o realismo, respectivamente, em que no cerne do problema está presente a questão da imagem, que é a representação sensível do objeto e da ideia, e que é o sentido do objeto, a sua interpretação mental. Em senso comum, a realidade significa o ajuste que se faz entre a imagem e a ideia da coisa, que não é ideia, mas sim representações de imagens provenientes da imaginação, repito, entre a verdade e a verossimilhança. Minha nossa! Como é que a realidade pode ser o ajuste que se faz entre a imagem e a ideia da coisa, se eles não sabem o que seja uma ideia, ou entre a verdade e a verossimilhança?

E continuam dizendo que o problema da realidade é matéria presente em todas as ciências e, com particular importância, nas ciências que têm como objeto de estudo o próprio homem, que são a antropologia cultural e todas que nela estão implicadas, como a Filosofia, desconsiderando aqui a Veritologia e a Saperologia, a Psicologia, a Semiologia e muitas outras, além das técnicas e das artes visuais. Na interpretação ou representação do real, a realidade está sujeita ao campo das escolhas, isto é, determina-se parte do que se considera ser um fato, ato ou uma possibilidade, algo adquirido a partir dos sentidos e dos conhecimentos adquiridos.

Arre! Como é que a realidade pode estar sujeita ao campo das escolhas, sendo ela ainda determinada pelos sentidos e pelos conhecimentos humanos, não espiritualizados!

Para eles, a construção das coisas e as nossas relações dependem de um intrincado contexto, que ao longo da existência cria a lente entre a aprendizagem e o desejo, no que indagam: o que vamos aceitar como sendo o real? Mas se eles se referem ao longo da existência e não especificam o que esta seja, é de se indagar: mas que existência, a de uma única vida, ou a existência eterna e universal? Nesta vida eles podem aceitar o Racionalismo Cristão como sendo a realidade, caso contrário, a existência eterna e universal os fará adentrar na realidade.

Eles consideram também que a realidade é construída pelo sujeito cognoscente, pois ela não é dada pronta para ser descoberta. Mas como? Ela não está sujeita ao campo das escolhas, sendo determinada pelos seres humanos? Por que então ela não é dada pronta para ser descoberta? Simplesmente porque eles ainda não sabem o dizem, daí a razão pela qual não sabem também o que seja realmente a realidade.

Que a verdade subjetiva às vezes pode estar próxima da realidade, mas depende das situações, dos contextos e das premissas de pensamento, tendo que criar dúvidas reflexivas. Mas como a realidade é universal, sendo posta somente pela verdade, é de se indagar: como a verdade então pode ser subjetiva? Neste caso, existe a possibilidade de alguém ser o dono da verdade, e desta sua verdade subjetiva ir de contra a uma outra verdade subjetiva. Quanta incongruência! E como ela pode assim estar próxima da realidade? Ora, ou alguém está situado na realidade, ou então está situado na irrealidade, não existindo neste caso o meio termo entre a realidade e a irrealidade, pois que são campos completamente opostos.

E como ela pode assim estar próxima da realidade? É que às vezes aquilo que observamos está preso a escolhas, que se caracterizam como sendo mais um conjunto de normas do que de evidências. Mas se aquilo que observamos está preso a escolhas, então a realidade não pode ser subjetiva, neste caso ela estaria contida nesse conjunto de normas ou então nas evidências. Mas o fato, devo dizer, é que a realidade é universal, então ela tem que vir do Universo para este mundo, e jamais partir deste mundo para o Universo, como deste último modo estão procedendo os cientistas.

Todas essas considerações, próprias de mentes ainda muito infantis, não são passíveis de uma maior perda de tempo para com elas, devido ao tremendo emaranhado de representações imaginativas que impossibilita o seu desembaraço por intermédio delas mesmas, através das ideias. Então eu sou compelido a esclarecer tanto aquilo que se encontra dentro do verdadeiro corpo mental como aquilo que se encontra fora dele, sem me utilizar de qualquer uma dessas representações imaginativas estapafúrdias, que não servem como instrumentos para serem utilizados em qualquer esclarecimento acerca da realidade.

O criptoscópio possui a função de perceber e a finalidade de captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, determinando as causas das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais. O intelecto possui a função de compreender e a finalidade de criar as experiências físicas acerca da sabedoria correspondentes a esses conhecimentos metafísicos acerca da verdade, determinando os efeitos das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais. E a consciência tem a função de coordenar e a finalidade de unir, irmanar, congregar, o criptoscópio e o intelecto, por onde se alcança a razão. Ora, unindo, irmanando, congregando, o criptoscópio e o intelecto, por intermédio da sua coordenação, a consciência logicamente também coordena os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, os quais passam a fazer parte integrante do nosso acervo espiritual, que forma a nossa concepção acerca da realidade, que é completamente diferente da imaginação que se situa no âmbito da irrealidade. Por isso, é a consciência quem determina as causas e os efeitos das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, que retratam com fidedignidade a natureza de tudo quanto existe no Universo.

Justamente por isso, o criptoscópio, o intelecto e a consciência formam o nosso corpo mental, que muitos denominam de mente, tal como se fosse a simples função cerebral. Então o que se encontra dentro do corpo mental, fazendo parte integrante do nosso acervo espiritual, é tudo aquilo que diz respeito à propriedade da Força, onde em resumo se encontram o espaço, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e os atributos individuais superiores que formam a moral; à propriedade da Energia, onde em resumo se encontram o tempo, as experiências físicas acerca da sabedoria e os atributos relacionais positivos que formam a nossa ética. As propriedades da Força e da Energia se combinam em inúmeros e inúmeros estágios, formando as estrelas, que fornecem as coordenadas universais. E tudo aquilo que diz respeito à propriedade da Luz, onde em resumo se encontram coordenados os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, portanto, o Saber, por excelência, e onde se encontram coordenados os atributos individuais superiores e os atributos relacionais positivos, que formam a moral e a ética, respectivamente, portanto, a educação, que torna o espírito universal.

É através da propriedade da Força que nós desenvolvemos o nosso órgão mental denominado de criptoscópio. É através da propriedade da Energia que nós desenvolvemos o nosso órgão mental denominado de intelecto. E é através da propriedade da Luz que nós desenvolvemos o nosso órgão mental denominado de consciência. Em sendo assim, como realmente é assim, e como não poderia jamais ser diferente, sem que a consciência venha a coordenar aos outros dois órgãos mentais, ninguém consegue adentrar no âmbito da realidade, continuando a viver estritamente no âmbito da irrealidade.

Isto implica em dizer que tudo aquilo que existe na realidade deve se encontrar apreendido em nosso corpo mental, ou então deverá ser posteriormente apreendido, à medida que o espírito for evoluindo e se universalizando cada vez mais. Se um astrônomo observar de um potente telescópio o Universo, ele tirará conclusões equivocadas sobre tudo aquilo que ele representa, uma vez que estará observando apenas imagens, as quais irão compor o acervo da sua imaginação, fazendo com que ele crie novas imagens a partir das imagens que observou através do telescópio, portanto, dos sentidos, através da visão dos olhos da cara. No caso em questão, toda a realidade do Universo se encontra representada em nosso corpo mental, formando a nossa concepção, de onde formulamos as ideias verdadeiras a respeito de tudo quanto existe, dos seres atômicos aos seres humanos, e, inclusive, em relação às estrelas, bastando para isto saber contemplar o Universo com a luz astral, que coordena as produções dos sentimentos e dos pensamentos, através dos quais apreendemos o Saber, por excelência, com a verdade e a sabedoria estando coordenadas pela razão.

Os sentimentos produzidos por intermédio da propriedade da Força emitem vibrações magnéticas pelo Espaço Superior, até onde o espírito detentor da mais elevada moral pode se elevar. Os pensamentos produzidos por intermédio da propriedade da Energia emitem radiações elétricas pelo Tempo Futuro, até onde o espírito detentor da mais elevada ética pode se transportar. Os sentimentos e os pensamentos produzidos, em suas combinações entre as propriedades da Força e da Energia, emitem as radiovibrações eletromagnéticas pelo Universo. A amizade espiritual produzida, e depois o amor espiritual produzido, por intermédio da propriedade da Luz, emitem raios luminosos pelo espaço e pelo tempo, em que as estrelas fornecem as coordenadas do Universo, até onde o espírito com a mais luminosa educação pode penetrar nas coordenadas universais.

São essas vibrações magnéticas, radiações elétricas, radiovibrações eletromagnéticas e raiações de luz emitidas de um núcleo da essência, que é o espírito, em relação ao Todo da Essência, que é o Ser Total, que assinala a atração que possibilita com que a Inteligência Universal desse Todo convirja para o núcleo da essência, que é o espírito, desenvolvendo-lhe a inteligência e lhe dando maior potencialidade. Então eu posso afirmar que temos em nossa concepção, que faz parte do nosso corpo mental, uma parcela do Universo nela contida, consoante o estágio evolutivo em que nos encontramos, de onde formulamos as nossas ideias a respeito das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais. Assim, não precisamos de telescópio ou de qualquer outro instrumento para podermos perscrutar o Universo, uma vez que ele se encontra parcialmente contido em nós mesmos, a não ser para casos específicos.

Quando a inteligência humana estiver desenvolvida o suficiente, em condições de exercitar a sua faculdade dedutiva e indutiva, por intermédio da concepção, formulando as ideias reais sobre a realidade da nossa existência eterna e universal, então o aspecto do Universo mudará por completo, e o grande problema das grandezas imensuráveis passará a ter uma nova significação. O saber terreno consegue mensurar a velocidade da luz, não da propriedade da Luz, mas da luz emitida pelas radiovibrações eletromagnéticas proveniente das coisas, e da luz eletromagnética proveniente das estrelas, que se locomovem pelo Universo. Mas o saber terreno nada pode informar a respeito da velocidade com que os Espíritos Superiores se movimentam pelo Universo, através da propriedade da Luz, podendo estar quase em todos os lugares ao mesmo tempo, já que as suas luzes não são provenientes das estrelas, mas sim da propriedade da Luz, que forma o seu corpo de luz, que é completamente diferente da luz eletromagnética proveniente das combinações das propriedades da Força e da Energia que formam todas as coisas e as estrelas, inclusive o Sol, que é uma estrela.

Todos os poderes e todas as ações dos seres humanos, que representam a vida, vão formando uma esteira fluídica, na qual tudo aquilo que lhes dizem respeito fica nela gravado pelo Universo, desde quando eles se desprenderam do Ser Total, alcançando a condição de seres hidrogênios, os seres mais imperfeitos que existem, até os seus retornos para Deus, para que assim possa ficar exposta à espiritualidade as trajetórias evolutivas de cada uma das coisas. Mas todos esses poderes e todas essas ações humanas, até a época atual, não se situam no âmbito da própria realidade em si, uma vez que todos os seres humanos se encontram ainda na fase da imaginação, então tudo o que fazem é apenas imaginar a realidade, e nada mais, embora as suas vidas sejam reais, mas não condizentes com a realidade universal, e sim com o universo pessoal que cada um vem criando exclusivamente para si mesmo.

Por isso, toda a realidade se encontra fora dos seus corpos mentais, pois não se deve raciocinar através das representações de imagens, por intermédio da imaginação, mas sim através das formulações de ideias, por intermédio da concepção. No entanto, a realidade existe, mas ela se encontra fora dos corpos mentais dos seres humanos, e não dentro dos seus universos pessoais, posto que ela não é dada à imaginação.

Mas como os tempos são chegados, ao final desta Grande Era que ora se finda, toda a nossa humanidade deverá abandonar a fase da imaginação e, ao começo de uma nova Grande Era, que ora se inicia, ingressar na fase da concepção, formulando ideias acerca da realidade das suas existências eternas e universais, e assim continuarão as suas existências no âmbito da realidade, uma vez que todos os seres são indestrutíveis, imperecíveis, eternos, evoluindo em marcha acelerada em retorno para o Criador, por isso os seres humanos deverão ser obrigados a apreender a realidade em seus corpos mentais, formulando ideias através da concepção, quando então serão conscientes das suas imperfeições, das suas ignorâncias, onde se encontra todo o mal deste mundo, e que evoluem para ingressar no âmbito da perfeição, através da produção da amizade espiritual, que faz emergir a solidariedade fraternal, praticando sempre o bem, extinguindo o mal que se encontra em suas almas, quando então se tornarão aptos para produzirem o amor espiritual, que se situa acima do bem e do mal, para que ao fim das suas trajetórias evolutivas possam se reintegrar a Deus, estando todos educados, depositando no Todo os seus acervos de imperfeições, portanto, do bem e do mal, que se encontram formados e gravados em suas esteiras evolutivas, e poderão Dele adquirir os seus novos acervos, agora no âmbito da perfeição, que eu não sei dizer o que seja, pois que não sou dado à imaginação.

São somente as coisas que compõem toda a natureza, e são também somente as coisas que produzem todos os fatos e fenômenos que na natureza vão se revelando, em obediência às leis espaciais contidas na propriedade da Força, aos princípios temporais contidos na propriedade da Energia, e aos preceitos universais existentes nas combinações de ambas as propriedades, pois que elas formam o Universo. E somos nós, os seres humanos, espíritos encarnados aqui neste mundo Terra, possuidores do raciocínio e detentores do livre arbítrio, os grandes responsáveis por proceder as transformações dos seres infra-humanos que aqui também se encontram para evoluir, tendo por base a nossa consciência, que é o órgão mental que se adquire e se desenvolve por intermédio da propriedade da Luz, quando se alcança a espiritualidade, até que ele consiga coordenar o criptoscópio e o intelecto, quando, por fim, alcança a razão, que consegue demonstrar com lógica e racionalidade toda a realidade da existência eterna e universal, integrando este mundo ao Universo, uma vez que a realidade é universal, e não local, por isso não é própria deste mundo em que temporariamente nós estamos a viver, ou temporariamente a habitar. Todos devem partir do seguinte princípio: a realidade é universal, e não terrena, então nós temos que transcender a este mundo para que possamos apreender a realidade universal, para que depois possamos estabelecê-la no ambiente terreno.

Nós somos as coisas provenientes da Coisa Total. Nós somos as criaturas provenientes do Criador. Nós somos os seres provenientes do Ser Total. Tudo isto que denota a nossa procedência é Deus, que ainda podemos denominar de Inteligência Universal, de o Todo. E como em nossa evolução estamos em demanda de Deus, a nossa inteligência também está em demanda da Inteligência Universal. Então por que a partir de certo estágio evolutivo a nossa inteligência não poderia apreender a realidade universal e formar um juízo acertado sobre ela, emitindo um parecer lógico e irrefutável ao seu respeito, como agora eu estou procedendo com esta explanação de A Filosofia da Administração? Existe algum outro racionalismo que venha a se sobrepor ao racionalismo de Jesus, o Cristo, sendo-lhe superior? É óbvio que não.

Se para os integrantes da comunidade científica a realidade se encontra ligada diretamente à nossa mente, estando dentro e fora dela, então que eles venham a responder para o mundo: onde se encontram a realidade e a nossa mente quando estamos dormindo, ou quando o corpo carnal naturalmente perece? E eles não sabem responder, como é mais do que óbvio, pois que isto é assunto que diz respeito à Espiritologia. Mas este assunto é para ser explanado quando eu adentrar em outros tópicos a serem abordados.

Posso concluir, então, que todos os conhecimentos e todas as experiências relativos à matéria e ao sobrenatural vão sendo incorporados aos acervos das imperfeições dos seres humanos, no que diz respeito diretamente às suas ilusões e aos seus devaneios postos no âmbito da irrealidade, decorrentes das suas ignorâncias acerca da espiritualidade, onde se encontram todos os males por que eles mesmos padecem neste mundo, ficando tudo isso gravado nas suas esteiras evolutivas, para quando em seus Mundos de Luz eles procederem a uma verificação dessas suas esteiras evolutivas, poderem analisar os enganos dos seus corpos mentais e dos seus sentimentos e pensamentos, que fizeram com que eles tomassem uma coisa por outra, um fato por outro, um fenômeno por outro, com tudo sendo interpretado erroneamente, em função das sensações da realidade decorrentes das falsas aparências que este mundo proporciona aos olhos da cara e aos demais sentidos.

Nenhum ser humano pode ser capaz de utilizar o seu criptoscópio para perceber e o seu intelecto para compreender nem a matéria e nem o sobrenatural, uma vez que nesses campos não se pode ter a consciência do que quer que seja, pois que tudo isso se situa no âmbito da irrealidade, já que eles não existem. No campo da matéria a própria comunidade científica declara com sinceridade que nada do que eles julgam saber pode ser declarado como sendo definitivo, enquanto que no campo do sobrenatural a classe sacerdotal declara com insinceridade que tudo que se sabe é questão de fé credulária, em que as declarações dos seus arrebanhados não passam de cretinices. E as consciências acerca desses saberes? E as suas finalidades em relação à existência eterna e universal? O que dizer de tudo isso?

Eu poderia até parar por aqui, considerando que todos os assuntos que explanei acerca da realidade já seriam suficientes para que as suas apreensões por parte dos seres humanos lhes permitissem formar um juízo acertado ao seu respeito, para que então pudessem emitir os seus pareceres sinceros. Mas como afirmei anteriormente, eu procuro fazer sempre o serviço completo, por inteiro, sem deixar lacunas para que outros se deem ao trabalho de preenchê-las. Então eu vou reproduzir mais um pouco daquilo que os estudiosos julgam seja a realidade, mas sem retificações ou interferências, para evitar perda de tempo, a não ser que eu julgue estritamente necessário proceder a alguma retificação, interferindo no assunto, o que ao que tudo indica não se fará preciso, embora seja difícil, para que assim os leitores mais atentos passem a se utilizar um pouco mais dos seus raciocínios e das suas lógicas, exercitando-os sem imaginar, e então possam tirar as suas próprias conclusões a respeito.

Para os estudiosos, em um nível muito mais amplo e subjetivo, segundo eles assim se expressam, as experiências privadas, a curiosidade, a investigação e a seletividade envolvidas na interpretação pessoal da realidade externada pelos eventos pode ser vista por um e apenas um indivíduo, e, portanto, é denominada de fenomenológica. Enquanto essa forma de realidade pode ser comum aos outros, ela pode às vezes ser tão única para alguém que nunca poderá ser experimentada por mais ninguém. Neste contexto, muitas das experiências consideradas como sendo espirituais ocorrem nesse nível da realidade.

Essa fenomenologia, assim representada pelos estudiosos, é considerada como sendo um método filosófico desenvolvido nos primeiros anos do século XX por Edmund Husserl e por um grupo de seus seguidores nas universidades de Göttingen e Munique, na Alemanha. Posteriormente, os temas fenomenológicos foram retomados por filósofos na França, nos Estados Unidos e em outros lugares, muitas vezes em contextos muito diferentes do trabalho de Edmund Husserl.

A palavra fenomenologia vem do grego phainomenon, que significa aquilo que aparece, acrescida da palavra logos, que significa tratado, e mais o sufixo ia. Na imaginação de Edmund Husserl, a fenomenologia se preocupa essencialmente com as estruturas da consciência e os fenômenos que aparecem em atos da consciência, que são objetos de reflexão sistemática e análise. Tal reflexão sistemática e análise passaram a ocorrer a partir de um ponto de vista em “primeira pessoa” altamente modificado, estudando os fenômenos não como eles aparecem para a “minha” consciência, dele, do autor, mas a qualquer consciência, ao que de modo gentil e encarecido solicito a devida retirada mais do que depressa da minha própria consciência, pelo que me toca, ao assim ela ser atingida. Edmund Husserl acreditava que a fenomenologia poderia, assim, proporcionar uma base firme para o conhecimento de todos os seres humanos, incluindo o conhecimento científico, e poderia estabelecer a Filosofia como sendo uma “ciência rigorosa”.

Como se pode claramente constatar, utilizando-se do termo Filosofia, o autor comprova a sua completa ignorância sobre as existências da Veritologia e da Ratiologia, em que se trocando o termo Filosofia por Saperologia, vamos encontrar os três tratados superiores; além da sua completa ignorância sobre as existências das religiões e das religiociências. E mais: ele quer inverter as posições entre a Saperologia e as ciências, em que aquela, sob a denominação de Filosofia, pode se tornar uma “ciência rigorosa”, quando, na realidade, a Saperologia é a mãe verdadeira de todas as ciências, fornecendo os subsídios necessários para que estas possam existir. Por aqui se pode observar com clareza a ousadia e a pretensão infundada da comunidade científica, que ignorando as suas mesclas entre os religiosos e os cientistas, pretende se sobrepor ao que lhe é superior, por natureza.

A concepção de Edmund Husserl sobre a fenomenologia tem sido criticada e desenvolvida não apenas por ele próprio, mas também pelo seu aluno e assistente Martin Heiddegger, por existencialistas como Maurice Merleau-Ponty e Jean-Paul Sartre, e também por outros tidos como se fossem saperólogos, como Paul Ricoeur, Emmanuel Levinas e Dietrich von Hildebrand.

Assim, o termo verdade não pode ter uma definição única sobre a qual a maioria dos seres humanos tidos como sendo filósofos profissionais pretendam definir em consenso, como se a Saperologia fosse uma simples profissão e os seus estudiosos pudessem concordar uns com os outros, tal como concordam uns com os outros os integrantes da comunidade científica, por isso várias teorias sobre a verdade continuam por eles a ser debatidas.

Para eles, o objetivismo metafísico sustenta que as verdades são independentes das nossas crenças, exceto as proposições que estão realmente sob as nossas crenças ou sensações, pois o que é verdadeiro ou falso é independente do que pensamos que seja verdadeiro ou falso. Então, de acordo com algumas tendências na Filosofia, como o pós-modernismo e o pós-estruturalismo, a verdade é subjetiva. Desta maneira, quando dois ou mais indivíduos concordam sobre a interpretação e a experiência de um evento específico, um consenso sobre um evento e a sua experiência começa a ser formado. Se isto for comum a alguns indivíduos ou a um grupo maior, tornar-se-á, então, a verdade, segundo um determinado conjunto de pessoas, que é a realidade do consenso.

Assim, um grupo específico pode ter certo conjunto de verdades, enquanto outro grupo pode ter um conjunto diferente. Isto permite que diferentes comunidades e sociedades tenham diferentes noções da realidade e da verdade sobre o mundo externo. As religiões, no caso aqui em questão os credos e as suas seitas, e as crenças das pessoas ou comunidades são um exemplo deste nível de realidade socialmente construída. A verdade não pode simplesmente ser considerada verdade se somente um fala e o outro ouve, porque o viés do indivíduo e a falibilidade desafiam a ideia de que a certeza ou a objetividade são facilmente compreendidas. Para os antirrealistas, a inacessibilidade de qualquer verdade final ou objetiva significa que não há nenhuma verdade além do consenso socialmente aceito, embora isto signifique a existência de muitas verdades, e não apenas a uma verdade única.

Para os realistas, o mundo é um conjunto de fatos definidos, que existem independentemente da percepção humana, e estes fatos são o árbitro final da verdade. Michael Dummett expressa isso em termos do princípio da bivalência, das seguintes maneiras: Lady Macbeth teve três filhos ou ela não teve, uma árvore cai ou não cai. Uma afirmação será verdadeira se corresponde a esses fatos, mesmo se a correspondência não puder ser estabelecida. Assim, a disputa entre as representações imaginativas da verdade dos realistas e antirrealistas depende das reações à acessibilidade epistêmica,  consideradas como sendo a compreensão e a cognoscibilidade dos fatos expostos.

Um fato ou uma “entidade factual”, por outro lado, é um fenômeno que é percebido como um princípio elementar. Raramente estes conceitos estão sujeitos à interpretação pessoal. Em vez disso, é frequentemente mais um fenômeno observado do mundo natural. A proposição “vista da maioria dos lugares na Terra, o Sol nasce no Leste” é um fato. É um fato para as pessoas pertencentes a qualquer grupo ou nacionalidade, independentemente de qual língua que falam ou de que parte do hemisfério elas vêm. A proposta de apoio de Galileo Galilei à teoria de Copérnico de que o Sol é o centro do sistema solar é uma teoria que afirma um fato do mundo natural. No entanto, durante a sua vida Galileo Galilei foi ridicularizado por essa proposição factual, porque poucas pessoas tinham um consenso sobre o assunto, a fim de aceitá-la como uma verdade, e em uma época em que o modelo geocêntrico era aceito por todos. Poucas proposições são factuais em conteúdo, no mundo, em comparação com as muitas verdades compartilhadas por várias comunidades, que também são em menor quantidade que as visões do mundo de inúmeros indivíduos. Grande parte da exploração científica, experiência científica, interpretação e análise é feita a este nível.

Tendo tirado as suas conclusões acerca do que logo acima foi exposto, qualquer um pode agora constatar a razão pela qual os estudiosos vão desdobrando os seus equívocos em relação àquilo que julgam seja a realidade, conservando-se sempre na irrealidade e se emaranhando cada vez em relação aos seus conhecimentos científicos ilusórios, sendo todos eles provenientes da imaginação da própria comunidade científica.

Em Saperologia, os axiomas são premissas imediatamente evidentes, que se admitem como universalmente verdadeiras, sem as exigências de demonstrações, consideradas como sendo máximas sentenças, logo são proposições que se admitem como reais e autênticas, porque delas se podem deduzir ou induzir as proposições destinadas a um sistema lógico. Mas a comunidade científica jamais conseguiria partir de qualquer axioma saperológico, pois que os seus axiomas são científicos, não sendo, portanto, evidentes, mas sim aparentemente evidentes, posto que são todos ilusórios, retirados da ilusão da matéria, que não existe, e que por isso não se situa no âmbito da realidade.

As ciências ignoram completamente o que sejam as coisas, os fatos e os fenômenos universais, por isso, considerando de certa maneira apenas os fatos, os cientistas dizem que os fatos de um mundo natural — como se existissem mundos artificiais, mas existem os mundos imaginários, que são os deles e os dos arrebanhados dos credos, que não são naturais, mas sim sobrenaturais — seriam verdadeiros apenas em uma construção sistêmica desse mundo, sem saberem que para a construção de um sistema se faz necessário o estabelecimento de uma doutrina que possa lhe servir de fonte. Mas mesmo assim, os seus estudiosos dizem que em um sistema diferente, os fatos de um outro mundo podem não se manter válidos, com isso demonstrando uma total ignorância acerca da existência das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais, e ignorando também que não existem duas coisas iguais no Universo, em decorrência, que não existem fatos e fenômenos iguais, podendo ser análogos, e até repetitivos, mas jamais iguais, uma vez que eles são originados das próprias coisas, que diferem umas das outras, assim como diferem no espaço e no tempo.

Então esses estudiosos partem de uma premissa de que “o Sol nasce no Leste neste mundo”, mas que ela pode não ser válida em um sistema solar diferente, onde o planeta pode estar inclinado em um ângulo diferente, ou girar na direção oposta, de modo que a estrela possa subir no horizonte do planeta a partir do Oeste, ao invés do Leste, daí os fatos de uma entidade sistêmica poderem não ser universais fora dos reinos desse sistema.

Neste caso, ao invés dessa premissa, deveriam partir de uma das premissas saperológicas mais simples de que “o nosso Sol representa o astro-rei que comanda este nosso sistema solar, de que o planeta Terra faz parte integrante, e que proporciona a vida em seu meio”, para que a partir daí pudessem conceber a origem deste nosso planeta e dos demais, qual a razão da sua dependência em relação ao Sol, como foi fixada a sua órbita, como ele foi se transformando em sua evolução no decorrer do tempo, quando e como ele reuniu as condições ideais de vidas superiores, quando e como os seres humanos começaram a habitá-lo, e qual é a sua finalidade em relação ao Universo. Somente depois disto tudo desvendado, eles poderiam partir para os demais sistemas solares.

Por outro lado, se eles ainda não sabem o que sejam o espaço e o tempo contidos nas estrelas, que dão as coordenadas do Universo, e nem possuem a noção da infinitude, não existe qualquer razão para que pretendam posicionar um outro sistema solar no Universo e os seus planetas em posição angular ao seu astro-rei. Quando eles aprenderem o que seja uma estrela e a sua formação, cujo assunto se encontra explanado no capítulo específico, poderão então ser cientes destas e das demais questões postas à frente.

No entanto, mesmo ignorando a existência das demais humanidades encarnando em outros mundos-escolas, os estudiosos afirmam que algumas concepções excepcionalmente raras podem ser universais no etos. Neste caso, o termo correto a ser utilizado deveria ser gerais, e não universais, pelo fato dele ser comum à maior parte de uma determinada região, de uma nação, ou até mesmo da nossa humanidade, abrangendo o todo de cada uma delas, uma vez que o local especificado, o etos, determina uma disposição de caráter ou atitude peculiar a determinado grupo ou povo, distinguindo-os uns dos outros, enquanto que o termo universal se refere diretamente ao Universo.

E como ninguém vive em conformidade com a realidade universal, é justamente em função do etos que a maioria dos conflitos culturais neste mundo são desencadeados entre todas as nações, quando os seus líderes, influenciados pelas suas culturas imaginativas distorcidas, tentam impor as suas supostas realidades sobre as outras, na tentativa de fazer prevalecer os seus próprios interesses, já que tudo por aqui gira em torno de interesses, como foi confirmado em outro tópico por Farias Brito, pela total ausência da amizade espiritual, que em breve neste mundo vai se assentar e tornar realidade a solidariedade fraternal.

Os estudiosos criaram um paradoxo da realidade, que eles também denominam de verdade objetiva, em que afirmam que a realidade ou a verdade devem permanecer assentes após uma hipotética sucumbência de todos os seres humanos da face da Terra, para que possam ser provadas objetivamente. Meu Deus do céu! Mas provadas por quem e para quem? Todavia, como foi abordado o assunto, eu vou demonstrar ainda nesta obra que trata de A Filosofia da Administração, que várias das nossas civilizações foram extintas, tendo sido todas elas obliteradas da face da Terra, para que outras surgissem, assentadas sobre novas bases. Mas isto não ocorreu para provar qualquer realidade ou verdade objetiva, como eles dizem, mas sim porque essas civilizações alcançaram os mais elevados graus de depravação e corrupção que se possa imaginar, com a grande maioria dos seres humanos se tornando pervertida, estabelecendo uma degeneração mórbida no seio de toda a nossa humanidade.

E como não haviam meios que proporcionassem as suas regenerações, como há somente um único meio atualmente, que é o Racionalismo Cristão, as únicas soluções eram de continuidade, pois que os próprios seres humanos, sendo todos influenciados pela produção de sentimentos inferiores, através das suas vibrações magnéticas, pela produção de pensamentos negativos, através das suas radiações elétricas, e pelas combinações desses sentimentos inferiores e desses pensamentos negativos, através das suas radiovibrações eletromagnéticas, foram os grandes responsáveis pelas fatalidades dos desastres, tidos como se fossem naturais, mas que foram diretamente provocados pelo astral inferior, extinguindo as civilizações e as obliterando da face da Terra, com o Astral Superior tendo que intervir após o ocorrido, modificando a estrutura da Terra, proporcionando assim um novo recomeço para as novas civilizações, já que ninguém regride no processo evolutivo, não existindo a involução.

Caso não fosse o Racionalismo Cristão presente nesta nossa última e definitiva civilização, os espíritos quedados no astral inferior, que formam uma espécie de outra humanidade no ambiente terreno, havendo assim duas humanidades, uma de encarnados e outra de desencarnados, conseguiriam os seus intentos malévolos, que é extinguir com a vida dos encarnados no planeta. Esta é a realidade em que atualmente nos encontramos. E eu vou mostrar com o máximo de clareza as imagens desses espíritos desencarnados atuando nesse sentido, na obra Prolegômenos, que se encontra contida no site pamam.com.br, para que assim possa satisfazer às imaginações de todos os seres humanos, que somente podem aceitar a realidade da vida desta maneira, através de imagens.

Nesta Grande Era que ora está se findando, todos podem constatar quase a mesma perversão e corrupção no seio da nossa humanidade, em que se destaca a mais sórdida vilania, e caso não fosse o plano elaborado para a nossa espiritualização, com o estabelecimento do embrião do instituto do Cristo em nosso meio, por intermédio do Racionalismo Cristão, esta nossa civilização estaria fatalmente fadada a ser extinta, mais uma vez, sendo obliterada da face da Terra. Daí a necessidade de uma reforma social urgente para toda a nossa humanidade, que foi concebida pelos grandes espíritos que aqui encarnaram para cumprir com os seus respectivos papéis neste mundo, entre eles os já citados Lange e Farias Brito, em que este último declara a sua contribuição com uma pedra para o erguimento do novo edifício social a ser construído, dada a sua simplicidade, pois que não se trata apenas de uma pedra, mas sim de uma boa parte do seu alicerce. E daí a razão pela qual a verdade demoliu com todos os edifícios sociais que haviam sido construídos com base na ilusão da matéria e no devaneio do sobrenatural, tendo agora a sabedoria que reconstruir tudo sobre novas bases, pois que unida com a verdade conseguiu alcançar a razão, fazendo com que a ilusão dessa pseudorrealidade ora vivida pelos seres humanos saia dos seus eixos, impondo a verdadeira realidade, para o bem, a felicidade e o progresso de todos eles que evoluem encarnando neste mundo-escola.

Tanto este como muitos outros paradoxos semelhantes somente existem porque os estudiosos consideram que a única forma correta de pensar o mundo deve se basear na lógica clássica da antiguidade, que eles denominam de lógica aristotélica. Eles deveriam atentar que toda a lógica aristotélica não é baseada na verdade, como deveria ser, e o seria, caso os veritólogos que formaram as escolas Jônica, Itálica, Eleática e Atomista, que estabeleceram o Período Doutrinário, ou Pré-socrático, ou Naturalista, grego, que ele tanto pesquisou, tivessem conseguido perceber e captar a verdade e transmiti-la, mesmo sem ele saber que elas eram as suas fontes, em função da sua condição de saperólogo. Além do mais, o ensino do seu raciocínio se prendeu ao método silogístico, que é o mais elementar dos métodos de raciocinar, em que o mais avançado é o método sinóptico, que explanarei mais detalhadamente quando abordar o assunto relativo ao modo de se raciocinar.

Vejamos agora a seguinte afirmativa dos estudiosos: “A verdade de um nem sempre é a verdade do outro, por isso a verdade não é realidade, mas sim como uma pessoa vê o mundo”. Como afirma Luiz de Mattos, o veritólogo maior da nossa humanidade, tudo neste mundo tem a sua explicação lógica e racional, o que inclui, evidentemente, essa afirmativa por parte dos estudiosos, então vamos diretamente à sua explicação, da seguinte maneira:

Mas antes de adentrá-la, eu devo alertar com carinho àqueles que agora se encontram procedendo à leitura desta obra explanatória relativa à A Filosofia da Administração, que se esforcem um tanto mais além ao que costumam se esforçar, prestando um pouco mais de atenção às minhas palavras, para constatar se a realidade está ou não sendo estabelecida neste mundo por intermédio deste explanador do Racionalismo Cristão, onde nele se encontrava apenas a verdade em sua forma de doutrina, mas que agora está sendo devidamente completada com o método, o sistema e a finalidade, por intermédio da sabedoria e da razão.

Este mundo faz parte integrante do Universo, estando obviamente nele contido. Em sendo assim, determinados fatores de fundamental importância têm que ser observados e ponderados, para que se possa adentrar no âmbito da realidade, os quais eu passo agora resumidamente a explanar para que sejam devidamente apreendidos pelo corpo mental dos meus amados leitores, agora mais esforçados e mais atenciosos, com o intuito de que todos possam formar um juízo concreto acerca da realidade que agora está indo aos seus encontros, em contraposição à realidade que julgam estar vivendo, que não passa de uma tremenda irrealidade.

Nenhum ser humano pode ser capaz de apreender a realidade universal partindo do próprio mundo em que temporariamente habita, pois que ela ultrapassa incomensuravelmente os horizontes de qualquer visão humana que dele tenha partido, por mais potente e por mais extensa que ela possa vir a ser, seja telescópica ou não, uma vez que a menor das noções da lógica vem afirmar em toda a sua plenitude que é o todo quem deve determinar a função da parte, e não a parte a função do todo, ficando com isso posta e determinada a impossibilidade da formação de qualquer doutrina terrena que possa vir a servir de fonte para a elaboração de um sistema correspondente, que por sua vez possa estabelecer quaisquer finalidades que possam vir a ser de âmbito universal.

Em corolário, fica plenamente demonstrada a razão pela qual os veritólogos têm que se elevar ao Espaço Superior, para que lá possam captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, por intermédio da percepção oriunda dos seus criptoscópios, utilizando-se principalmente dos atributos individuais superiores que formam a moral, com o objetivo de que possam proceder a essa elevação de natureza superior. E foi justamente Luiz de Mattos, o nosso veritólogo maior, portanto, o maior moralista da nossa humanidade, quem para nós demonstrou essa elevação de natureza superior, ao se elevar ao Espaço Superior e lá percebendo e captando os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, transmitindo-os por intermédio do Racionalismo Cristão, tendo os seus seguidores procedido da mesma maneira, elevando-se ao Espaço Superior e lá percebendo e captando ainda mais conhecimentos metafísicos acerca da verdade, transmitindo-os do mesmo modo, para que o conjunto de todos esses conhecimentos metafísicos, estando inseridos de princípios da sabedoria, pudesse formar uma doutrina, que deveria servir de fonte para a elaboração de um sistema que viesse a ser universal.

É o próprio Luiz de Mattos, o fundador do Racionalismo Cristão, o espírito detentor da moral mais elevada de toda a nossa humanidade, quem nos dá uma confirmação a respeito dessa elevação ao Espaço Superior, mesmo sem se referir diretamente a ele, quero dizer, ao Espaço Superior, mas se considerando como sendo uma partícula da propriedade da Força, onde todo o espaço nela está contido, por isso tentando alçar a sua inteligência a Deus, para saber das causas de tudo quanto existe no Universo, que ele denomina de “os porquês”, quando em sua obra Pela Verdade, a página 223, afirma o seguinte:

É preciso que coloque apenas os pés no mundo físico e ligue a sua partícula de Força à Inteligência Universal (grifo meu), para bem compreender os porquês das coisas e se convencer de que não deve tomar a figura humana ou qualquer corpo organizado neste planeta, para modelo de coisa alguma”.

Mas o fato é que alguns seres humanos ainda muito renitentes podem querer contestar tudo isso, sob a proteção do frágil argumento de que eu mesmo me utilizei de palavras que induziram aos seres humanos a interpretar a afirmativa do veritólogo consoante as minhas próprias intenções. Deveriam esses renitentes, antes de mais nada, serem conscientes das minhas reais intenções em relação à nossa própria humanidade, e depois compará-las com as deles, para constatar quem é superior a quem, pelo menos em termos de intenções, pois que estas teriam que ser evidenciadas nesse argumento relativo ao contexto interpretativo.

Mas acontece que aqui eu também estou explanando o Racionalismo Cristão, a doutrina da verdade, para o qual fui escolhido como patrono da nossa Grande Causa pelo Astral Superior, conforme exposto em outro tópico, pelo fato de eu saber defender com eficácia uma causa justa, principalmente a Grande Causa da nossa humanidade, para que a justiça possa imperar em todos os recantos deste mundo, dando a cada um aquilo que cada um merece, segundo a natureza dos seus pensamentos, os quais podem ser positivos ou negativos, e que antecedem as suas ações. Então eu jamais poderia permitir que o frágil argumento desses renitentes pudesse vir a prosperar, para que assim viesse a contaminar as mentes daqueles de boa vontade.

E em relação a isso, eu não vou me ater ao trabalho de proceder à realização de qualquer argumento oposto, no que fatalmente incidiria em perda de tempo e na não solução da questão, a não ser que ela fosse decidida pelo arbítrio de uma consciência que fosse bastante esclarecida. E como esta consciência ainda não existe neste mundo, pelo menos que reúna as condições de se impor perante as demais consciências mais atrasadas, então eu vou buscar a sua confirmação novamente no próprio Luiz de Mattos, que fazendo uma comparação deste mundo com o universo espiritual, em sua obra Vibrações da Inteligência Universal, a página 25, que tal como se fosse em conjunto comigo, fazendo coro com as minha palavras, o que todos poderão confirmar plenamente quando estiverem procedendo à releitura das minhas obras explanatórias, vem afirmar a sua natural elevação ao Espaço Superior, expressando-se na segunda pessoa do plural, como de hábito, quando novamente diz o seguinte:

Como se sente a Inteligência Universal neste mundo de torturas, neste presídio de almas, neste alambique aonde as suas partículas se vêm depurar, já ficou claramente demonstrado nos capítulos anteriores, e como ela é vista, tanto quanto possível, através da densa atmosfera, seres e coisas deste inferior planeta, VAMOS DEMONSTRAR aos que de boa vontade e desejosos de progresso procuram se colocar em condições de bem compreender o que leem e ouvem: esse estado consiste em colocar os pés no mundo físico, E O MENTAL, O ESPÍRITO, NO MUNDO ESPIRITUAL, FORA DAS COISAS E MISÉRIAS TERRENAS (grifo e realce meus)”.

Tendo sido formada uma doutrina que transmite a verdade, exatamente como assim foi formada por intermédio do Racionalismo Cristão, esta tem que ser entregue nas mãos da Saperologia, para que um, e apenas um saperólogo a certifique, evitando assim as divergências dos pareceres certificadores da doutrina da verdade e das correspondentes experiências científicas correspondentes a ela, que por serem imensamente complexas e realizadas com sofrimentos atrozes e profundamente dolorosos, não podem ser compartilhadas com companheiros de aflição, em função dos diferentes graus evolutivos por parte dos cientistas, pois que não podem ocorrer nessas experimentações científicas quaisquer desânimos, vacilos ou descréditos em relação às grandes finalidades a serem alcançadas ao seu término.

Um dessas finalidades, eu devo repetir para a fixação nas mentes dos seres humanos, é a demonstração científica experimental da verdadeira moral, a que se encontra contida apenas no Racionalismo Cristão, em que como cientista experimentador eu fui obrigado a me utilizar dos meus atributos individuais inferiores que ainda constavam no meu acervo espiritual, deixados estrategicamente para as realizações das minhas experiências científicas, os quais foram apontados diretamente por Luiz de Mattos em relação a mim, quando na minha encarnação passada, como a vaidade, a inveja, o ciúme e os desejos de vingança, o que me tornava um fraco, e aqui me utilizar da minha inteligência, da minha coragem e da minha boa vontade para realizar tudo quanto tinha que realizar, utilizando-me também da minha sinceridade, sem jamais me utilizar da moral utilitária relativa a este mundo, que é a ferramenta utilizada por quase todos os seres humanos que procuram a todo o custo demonstrar para os outros que são detentores dos atributos individuais superiores que formam a moral, quando aqui se encontram encarnados, no que apenas demonstram as suas insinceridades e as suas intenções inconfessáveis, com estas últimas sendo em inteira conformidade com os seus próprios interesses pessoais.

E eu não somente procedi às experiências científicas comprobatórias da aquisição da verdadeira moral, sopitando a esses atributos individuais inferiores que ainda se encontravam em minha alma, mesmo que estrategicamente, tornando-me posteriormente detentor de todos os atributos individuais superiores que formam a verdadeira moral racionalista cristã, comprovando o dizer de Luiz de Mattos que todos iriam ver um fraco se tornar um forte, mas também a experiência científica comprobatória da existência do preceito da reencarnação, afirmando com sinceridade e convicção quem eu fui na encarnação passada e demonstrando a minha afirmativa por a mais b, como se diz popularmente, em que se pode constatar a exatidão das mais simples operações matemáticas, para que não reste nenhuma dúvida em relação aos fatos demonstrados cientificamente, a mínima que seja, além de outras experiências científicas e saperológicas mais que eram da minha competência.

Nestas condições, o próprio Luiz de Mattos apontou diretamente os atributos individuais inferiores que eu ainda detinha na minha encarnação passada, os quais eu resolvi conservar em minha alma justamente para isso, estrategicamente, para que ele os apontasse diretamente, utilizando-me do tempo que deveria ter utilizado para sopitá-los justamente para privilegiar o desenvolvimento do meu intelecto, ao invés de utilizá-lo para que pudesse sopitá-los. Devo assim reafirmar, com ele afirmando, ao mesmo tempo, que todos iriam ver um fraco se tornar um forte, como realmente todos estão vendo agora com uma imensa clareza, e mais claro ainda quando por fim eu declarar a todos a minha posição correspondente à minha missão neste mundo.

Assim, nas minhas experimentações científicas, eu teria que ser compelido a demonstrar claramente que a moral utilitária não é a indicada para se andar verdadeiramente de cabeça erguida no ambiente terreno, e os que assim vêm afirmar estarem revestidos dessa base que permite andar com essa postura altiva estão mentindo, e mentindo descaradamente, assim como mentem todos os sacerdotes, os políticos, os diplomatas e os demais seres humanos equivalentes, que são os verdadeiros inspiradores da expressão “sepulcro caiado”, por serem falsos, insinceros, pelo fato de não possuírem verdadeiramente os atributos individuais superiores que formam a legítima e autêntica moral, sendo, pois, meros vendedores e impostores dessa imagem digna formada pela moral, em decorrência, quase os maiores demagogos do mundo, perdendo esse posto apenas para a classe sacerdotal.

Mesmo sendo detentor desses atributos individuais inferiores que faltavam para completar a minha moral, eu jamais me utilizei da moral utilitária, por isso, ao contrário desses demagogos, sempre fui autêntico e sincero, sem jamais negar as minhas ações, e isso desde os tempos de colegial, como assim atestou o professor Wilton, que era o coordenador da minha turma, casado até com a irmã de um dos meus colegas de colégio, o José Ivan Navarro, em que juntos jogávamos futebol, ele como artilheiro e eu como goleiro. E assim, para que não surgisse qualquer dúvida em relação às minhas experimentações científicas, eu me atirei de cabeça na mundanidade formada pelo ambiente terreno, assim como as pessoas comumente se expressam neste mundo quando se dedicam inteira e totalmente a algo, penetrando em todos os seus ambientes formados, dos mais ricos e luxuosos, como nos hotéis cinco estrelas, em que se pode constatar o orgulho, a empáfia e o esnobismo dos seus hóspedes, aos mais pobres e miseráveis, como nas favelas, as maiores distribuidoras de drogas do Brasil, tudo isso com os meus próprios objetivos missionários, em nome da ciência.

Eu sei perfeitamente quem fui, quem sou e quem serei, e também o que faço aqui neste mundo repleto de misérias e imperfeições, em que medra a ignorância por todos os seus recantos, de onde surgem todos os males da vida, que hei de extinguir por completo, para o bem e a felicidade da nossa humanidade, em que todos vivem fora do âmbito da realidade. Mas se eu simplesmente procedesse às declarações alusivas à minha missão neste mundo-escola, em relação às minhas experiências científicas, os meus semelhantes fatalmente dela duvidariam, buscando argumentações tolas e impróprias na própria irrealidade em que vivem, com base nas suas imaginações.

No entanto, não se esqueçam, nós todos estamos lidando com o Racionalismo Cristão, o instituto universal redentor da nossa humanidade, o qual contém a nossa Grande Causa, que por isso preparou o meu retorno a este mundo, e não com um institutozinho qualquer, como muitos que pululam por esse mundo afora. Daí a razão pela qual Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 108, vem confirmar para todos os seres humanos que eu realmente me atirei de cabeça na mundanidade, mas não à toa, e sim missionariamente, em nome da ciência, o que o faz da seguinte maneira:

Aqueles que trazem a incumbência de missões mais destacadas, estudaram-nas em seus Mundos de Luz, antes de encarnar, para contornar os riscos a que iriam se expor na Terra, de modo que os que vêm errando não foram apanhados de surpresa no torvelinho da vida, mas se deixaram vencer pelas tentações, afogando-se, conscientemente, no mar das seduções”.

Isto tudo que está sendo exposto é apenas uma pequena amostra de tudo quanto ainda será revelado na explanação de A Filosofia da Administração, ou, como se expressam os populares em jargões, apenas a ponta do iceberg.

Assim, eu fui compelido tanto a demonstrar experimentalmente a aquisição completa da moral contida no Racionalismo Cristão, que é a verdadeira, como também incorporá-la ao meu acervo espiritual, para que igualmente pudesse utilizá-la posteriormente como saperólogo para me elevar ao Espaço Superior, tal como fizeram os seus veritólogos, para que da mesma maneira pudesse observar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade que foram por eles transmitidos, in loco, a fim de confirmar e atestar experimentalmente as suas realidades, certificando-os como sendo verdadeiros.

Ressaltando aqui que a minha própria moral não poderia ser abalada em todo o seu teor por esses atributozinhos individuais inferiores, caso o meu raciocínio agisse no intuito de não deixá-los vir à tona, como assim eu procedi na minha encarnação passada como Ruy Barbosa, sem que eles viessem a interferir nas minhas ações dignas do primeiro grande brasileiro, pois que disto eu abri mão quando vim para este mundo, justamente para agir no intuito de sopitá-los por completo, para que assim pudesse estar de posse da completitude da minha moral, pois que assim foi adquirido o seu complemento, por intermédio do Racionalismo Cristão. E para comprovar de vez que esses atributozinhos individuais inferiores não interferiram em nada na minha encarnação passada, vejamos as minhas próprias palavras pronunciadas quando encarnado como Ruy Barbosa, assim:

A minha boca nunca se manchou com palavras que desapreciem a moralidade, o pudor e o dever, porque esses sentimentos me vêm do fundo d’alma: não são o sobredoirado tênue e fugaz da hipocrisia. Meus filhos não ouviram jamais de mim uma frase, que diante deles me pudesse fazer baixar os olhos. Sempre lhes disse com o calor da verdade, que amo cada vez mais o trabalho, que o consolo único da nossa existência, tudo o que se leva desta vida, são as ações boas, e que a honra é a primeira das condições de felicidade.

Após a realização desta árdua tarefa que a mim estava sendo imposta para atender aos requisitos científicos, através das verdadeiras experiências científicas, que são aquelas que são voltadas para o âmbito da espiritualidade, e não voltadas para o âmbito da ilusão da matéria, nem tanto pela aquisição da moral racionalista cristã, mas principalmente pelos sofrimentos extremamente dolorosos que abalaram a minha alma na mundanidade, já que a exigência científica somente aceita aquilo que pode ser demonstrado e provado experimentalmente, praticamente todo o Universo estaria à minha espera, para que eu desvendasse os seus enigmas, assim como também os segredos da vida.

E aqui se encaixa perfeita e logicamente todo o processo evolutivo que se pode comprovar na alta espiritualidade, uma vez que após eu realizar as últimas experiências científicas da minha existência, eu passei de cientista a saperólogo, e após realizar as últimas experiências saperológicas da minha existência, eu passei de saperólogo a ratiólogo, tornando-me um ser universal, em cujo estágio evolutivo eu me encontro agora explanando o Racionalismo Cristão e esta obra intitulada de A Filosofia da Administração, já que completei todos os atributos individuais superiores que formam a minha moral, e já possuía todos os atributos relacionais positivos que formavam a minha ética, antes de reencarnar, e como a moral e a ética coordenadas formam a educação, eu sou agora um espírito verdadeiramente educado, por isso agora universal. E somente aquele que é verdadeiramente educado reúne as condições de contemplar o Universo com a sua luz astral, pois aqueles que são destituídos de educação permanecem cativos da atmosfera terrena. E como a luz astral coordena a produção dos sentimentos, que percebem e captam os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, e a produção dos pensamentos, que compreendem e criam as experiências físicas acerca da sabedoria, eu então consigo apreender em meu corpo mental o Saber, por excelência. E ainda, como o Saber, por excelência, deverá servir de árvore para que através dela possam se abastecer todos os ramos das parcelas do Saber, eu então me tornei verdadeiramente um polímata, o que como Ruy Barbosa ainda não o era, mesmo sendo considerado por muitos como se o fosse.

Mas o fato é que no cumprimento da minha missão neste mundo Terra, eu sempre fui um solitário, caminhando sozinho pelas trilhas sinuosas e tortuosas formadas pelo ambiente mundano e extremamente pesado da atmosfera deste planeta, sem qualquer apoio, sem qualquer incentivo, sem qualquer recurso monetário. Muito pelo contrário, sempre me vi tendo à frente muitas barreiras, muitos obstáculos, sendo tantos que até me acostumei com eles, pois sempre quando ultrapassava a um e não via o próximo à frente ficava deveras preocupado, no que dizia para mim mesmo: Opa! Alguma coisa está errada, pois tudo está fácil demais! A pecha de doido e outras mais eram o mínimo para mim. Até a minha própria mãe, influenciada por esses comentários de que eu era doido, chamou-me a uma conversa reservada e me pediu encarecidamente, lançando mão da produção de todo o amor de mãe, para que eu largasse de mão tudo o que pretendia realizar em prol da nossa humanidade, dizendo que tudo era fruto da minha imaginação, ao que eu apenas sorri e lhe pedi que não se preocupasse comigo, pois sabia perfeitamente o que estava fazendo, ocasião em que ela esboçou um sorriso amargo, inclinou a cabeça para um dos lados, deu uma leve sacudidela de ombros, e exclamou para si mesma: “Bem, eu fiz o que pude!”. Mas nem que ela se ajoelhasse aos meus pés eu abriria mão de cumprir com a minha missão neste mundo. Aliás, nada, mas nada mesmo, poderia ser capaz de impedir as minhas ações em prol da minha amada humanidade.

Eu estava errado em continuar sozinho a minha própria trajetória neste mundo, enfrentando a todos e a todas a barreiras e obstáculos? Eu estava errado em não seguir até os conselhos da minha querida mãe? Não. Eu sabia perfeitamente que ninguém conseguiria compreender a finalidade universal que estava aspirando alcançar. Além do mais, que eu corresse o risco de ser realmente doido e tudo o mais que de mim diziam, nada disso me importava, desde que a nossa humanidade não corresse o mínimo risco desta sua civilização ser extinta e obliterada da face da Terra, e então tivesse a única oportunidade de se espiritualizar, em toda a sua existência.

Como fonte esclarecedora e reveladora desta minha tomada de decisão, vejamos o que disse Othon Ewaldo, em sua reportagem de 20 de novembro de 1974, escrita no Jornal A RAZÂO, que jamais poderia ser denominado de A VERDADE, de propriedade do Racionalismo Cristão, em que ele assim se expressou:

Porque é o indivíduo por si mesmo que deve caminhar, pelo seu esforço deve melhorar, pela sua força de vontade que há de progredir, pelo seu comportamento em face da sociedade que o cerca que o fará triunfar na luta pela vida, sobrepondo-se aos infortúnios, doenças, desastres morais que o atormentarão durante o curso da existência e tentarão desviá-lo do caminho a que se lançou na conquista do aprimoramento do espírito.

Neste caminhar difícil estará ele apurando os atributos inatos do espírito. É necessária uma tenacidade férrea, uma CORAGEM SEM LIMITES para dominar as dores físicas e morais que o perseguirão, tentando afastá-lo do cumprimento do dever (grifo e realce meus).

Mas, escudado pelos princípios racionalistas cristãos, baseado nos ensinamentos adquiridos, de olhos abertos à realidade da vida, ELE LUTA, ESBRAVEJA, SOFRE, MAS VENCE, DOMINA AS DORES, SORRI ÀS DIFICULDADES, TRABALHA, FORTALECE-SE E CHEGA AO FINAL VENCEDOR (grifo e realce meus), embora dilacerado pelas ilusões desfeitas”.

O Espaço Superior é da alçada dos veritólogos, mas o Tempo Futuro é da alçada dos saperólogos. Porém eu tinha que confirmar experimentalmente a possibilidade de outro ser humano, que não veritólogo, conseguisse repetir a realização de tal proeza em se elevar ao Espaço Superior, pois que antes de reencarnar, quando em meu Mundo de Luz, eu era consciente de que somente assim poderia atender aos requisitos científicos hoje postos em nossa humanidade, e que toda a comunidade científica faria tal exigência de natureza experimental, para que toda ela pudesse se fixar na espiritualidade, afastando-se da ilusão da matéria, em que se encontra cativa, presa à irrealidade.

E assim eu pude atender lógica, racional e plenamente a todas as exigências da comunidade científica. E mais: para que não venha a prosperar ainda qualquer dúvida por parte da comunidade científica, eu também, devo aqui repetir, demonstro na obra explanatória relativa ao método, contida no site pamam.com.br, qual foi a metodologia por mim empregada para me tornar um saperólogo, cujo método é o próprio método que serviu de base para toda a metodologia científica, que os seus cientistas empregam como base em suas experimentações, apesar de nada saberem ao seu respeito, uma vez que o método foi formulado por um veritólogo, dirigido diretamente a um cientista da espiritualidade para se tornar um saperólogo, e não aos cientistas cativos da ilusão da matéria, em inteira conformidade com a sua própria denominação, que é o Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, e esta, assim como por mim está grifada, foi a minha primeira e última saperologia, já que agora eu sou um ratiólogo, um espírito universal, justamente por isso este método não foi dirigido diretamente às ciências deste mundo, e para este mundo.

Como saperólogo, eu pude apreender os conhecimentos metafísicos acerca da verdade que estavam contidos na doutrina do Racionalismo Cristão e incorporei ao meu acervo espiritual toda a sua doutrina, assim como também toda a sua moral, que é a verdadeira. A seguir, eu me transportei ao Tempo Futuro e ao mesmo tempo me elevei ao Espaço Superior, já que os atributos relacionais positivos que formam a minha ética, que possibilita a esse transporte, eu trouxe cá comigo do meu Mundo de Luz, já que da minha ética eu não abro mão, por hipótese alguma, assim como Luiz de Mattos também não abre mão da sua moral, pelo fato de cada um de nós possuir a sua própria natureza específica, ele como veritólogo, e eu como saperólogo. A propriedade da Força contém o espaço, e a propriedade da Energia contém o tempo, e ambas formam as estrelas, que fornecem as coordenadas universais. E assim eu me universalizei, utilizando como posto de observação cada uma das coordenadas do Universo, para que assim, e somente assim, eu pudesse saber a causa e o efeito de tudo o que existe, havendo ingressado, então, no âmbito da razão. A realidade, pois, é universal, e jamais terrena.

Meus caros companheiros de humanidade, eu vivo nos mundos das estrelas, e jamais no mundo da Lua!

E foi assim que eu pude apreender em meu corpo mental a grande finalidade da realidade universal, formando a minha concepção acerca do Universo, de onde formulo as minhas ideias realísticas, postas fora do âmbito da imaginação!

E assim fica também plenamente demonstrada a razão pela qual o saperólogo, experimentador e certificador da doutrina da verdade, tem que se transportar ao Tempo Futuro, para que lá possa compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, por intermédio da compreensão oriunda do seu intelecto, utilizando-se principalmente dos atributos relacionais positivos que formam a ética, com o objetivo de que possa proceder com eficácia a esse transporte, para que de posse da doutrina da verdade contida no Racionalismo Cristão, possa criar e estabelecer um sistema correspondente à sua doutrina que lhe permita posteriormente determinar as autênticas finalidades das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, adentrando no âmbito do Saber, por excelência, tal como ratiólogo, ou ser universal.

Posto tudo isso, que cada um se esforce por apreender todo o seu teor em seu corpo mental, tanto apreender como fixar definitivamente em sua própria alma: porque foi exatamente assim que eu me espiritualizei!

A espiritualização, portanto, é a chave que abre todas as portas que se encontram em cada uma das coordenadas do Universo, onde de lá o espírito pode contemplar tudo aquilo que se encontra ligado a esse posto de observação, e caso ele não se satisfaça com aquilo que está contemplando, que se alce a uma coordenada universal ainda mais distante, fazendo de lá o seu novo posto de observação, para que lá possa contemplar aquilo pelo qual anseia e aspira o seu espírito. Mas isto somente pode ser conseguido por intermédio da espiritualidade, em que cada posto de observação é diretamente proporcional ao estágio evolutivo em que se encontra o observador, em sua contemplação do Universo. E somente o Racionalismo Cristão pode proporcionar, ora em diante, que cada ser humano consiga ascender de um grau evolutivo em que se encontra a um outro mais adiantado, na organização hierárquica da nossa humanidade.

Estando devidamente esclarecidos, os religiosos podem agora se elevar ao Espaço Superior e lá perceber e captar os conhecimentos metafísicos relativos às parcelas do Saber com as quais se ocupam, com o conjunto desses conhecimentos possibilitando a formação das suas doutrinas. Após a apreensão dessas doutrinas, e de posse delas, considerando-as como sendo as suas legítimas fontes, os cientistas podem agora se transportar ao Tempo Futuro e lá compreender e criar as experiências físicas correspondentes a esses conhecimentos metafísicos, elaborando os sistemas que correspondam a essas doutrinas, que por sua vez irão determinar as finalidades para cada uma delas. Os religiocientistas, por sua vez, poderão se elevar ao Espaço Superior e, simultaneamente, transportar-se ao Tempo Futuro, fazendo das suas coordenadas os seus postos de observações, para que assim possam determinar as causas e os efeitos das parcelas do Saber com as quais se ocupam. Esta, incontestavelmente, deverá ser a realidade que ora está sendo estabelecida no seio da nossa humanidade!

Como todos agora estão devidamente cientes, Luiz de Mattos, na condição do veritólogo maior da nossa humanidade, transmitiu os principais conhecimentos metafísicos acerca da verdade e fundou o Racionalismo Cristão, sendo esses conhecimentos completados pelos seus seguidores, cujo conjunto formou uma doutrina. E na condição de cientista, depois de saperólogo maior da nossa humanidade, o que afirmo com base na realidade, com base na minha sinceridade, pois que não sou afeito a negá-la para provocar elogios, assim como precedem muitos seres humanos, eu demonstro o método que utilizei para me tornar um saperólogo, transmito as principais experiências físicas acerca da ciência e da sabedoria, e, posteriormente, como ratiólogo, eu explano o Racionalismo Cristão, formando um sistema correspondente à sua doutrina, para que através dele eu possa estabelecer as finalidades para as coisas, os fatos e os fenômenos do Universo, em que este mundo está contido, dele fazendo parte integrante. Com a doutrina, o método, o sistema e a finalidade ficam preenchidos todos os requisitos exigidos tanto pela Saperologia como pela comunidade científica, assim como também pelos demais seres humanos que realmente sabem raciocinar, embora ambos não tenham noção ainda do que se trata, porém que logo a terão.

Mas agora, postos de frente com a realidade universal, cada ser humano, ainda cativo da irrealidade, é impulsionado a deslocar a sua imaginação em direção à sua consciência, pondo-as também de frente uma com a outra, quando então poderá indagar para si mesmo: será que tudo isso que esse ser humano que se diz haver sido cientista, depois saperólogo e posteriormente ratiólogo, está dizendo é mesmo a realidade universal? Será que o ser humano possui realmente a capacidade de se elevar ao Espaço Superior e, concomitantemente, transportar-se ao Tempo Futuro, cujas coordenadas fornecidas pelas estrelas formam todo o Universo? Será que o ser humano possui realmente a capacidade de se assentar em cada uma dessas coordenadas universais, fazendo delas o seu posto de observação, para que de lá possa contemplar e perscrutar todo o Universo, inclusive o mundo-escola em que habita a sua própria humanidade, assim como também outros mundos-escolas em que habitam outras humanidades, inclusive as estrelas formadoras e mantenedoras desses mundos-escolas que se espalham por todo o Universo, revelando as suas existências com as luzes que resplandecem no firmamento? Será que ele é mesmo capaz de extinguir todo o mal que reside e impera no meio deste planeta em que temporariamente habitamos? Será que ele realmente é capaz de resolver os problemas do mundo? Será que a paz, a felicidade a prosperidade e tudo o mais que está contido no bem faz parte dessa realidade? Será que apenas ingressando no âmbito da espiritualidade eu vou poder evoluir o suficiente para contribuir com tudo isso?

Saibam todos que eu mesmo sou a prova viva e concreta da realidade universal, que contém todas as respostas para essas indagações, e mais algumas que porventura sejam levantadas por quem quer que seja, quer dizer, da possibilidade dessa realização humana, no âmbito espiritual, que retrata com fidedignidade toda a realidade universal.

No entanto, caso os seres humanos ainda não se satisfaçam com as provas mais que provadas apresentadas através da própria existência deste ratiólogo, em função dos seus atuais estágios evolutivos ainda venham a requerer e a exigir mais uma confirmação de tal possibilidade, possibilidade esta jamais imaginada na irrealidade em que vivem, eu devo apresentar uma prova definitiva e verdadeira, fornecida pelo próprio Luiz de Mattos, que se encontra em sua obra Vibrações da Inteligência Universal, a página 25, em que o gigante veritólogo vem confirmar plenamente a realidade desta possibilidade, quando claramente assim se expressa:

O homem, quanto mais espiritualizado, mais consegue o poder de elevar a sua alma além das condições do ESPAÇO e do TEMPO, e de penetrar as coisas do passado e do futuro, POR ÍNFIMAS QUE SEJAM (grifo e realce meus); mais obedece ao amor e à bondade, e maior alegria, maior contentamento sente aquele que concorrer para que outros compartilhem da sua felicidade, minorando-lhes os padecimentos e lhes prodigalizando somente benefícios”.

Eu me sinto um tanto quanto incomodado sendo realmente extremamente feliz, mesmo que na mais completa solidão deste mundo, já que a impossibilidade de manter uma conversação lógica e racional, no âmbito da realidade, com qualquer um dos meus semelhantes, a quem tanto amo, como também prezo, fazendo-os também felizes, causa uma profunda dor em minh’alma, pois que as suas imaginações não permitem qualquer conversação que seja lógica e racional, pois que eles somente sabem falar acerca dos seus cotidianos e dos seus próprios interesses pessoais, e mais nada.

Mas eu me conformo com tal situação e sigo sempre em frente, pois sei que isso é decorrente do fato das suas mentes serem ainda muito atrasadas para este objetivo, sendo este fato ainda mais agravado em função da irrealidade em que cada um ainda vive, já que cada um ignora que a felicidade é decorrente do cumprimento das nossas obrigações, dos nossos deveres e das nossas missões aqui neste mundo, somente plenamente realizados no âmbito da espiritualidade, que contém a realidade, o que traz a alegria real para os nossos espíritos, mesmo com as dores por que tenhamos que passar, uma vez que elas são decorrentes do sofrimento, que é a forma de se evoluir por intermédio da propriedade da Energia, que contém o tempo, então elas evidentemente são passageiras, para que depois possam trazer os prazeres da felicidade. Vejamos o que Antônio Cottas pensa sobre isso, quando em sua obra Cartas Doutrinárias de 1971 e 1972, as páginas 146 e 147, ele assim se expressa:

Mas essa felicidade é bem que se alcança com esforço, com luta, com CORAGEM, com abnegação, com espírito de sacrifício, no enfrentar dificuldades, obstáculos, barreiras, que muitas vezes são transpostas COM A ALMA E AS MÃOS SANGRANDO (grifo e realce meus).

Nunca, por maiores, por mais duras, por mais cruentas que sejam as lutas na Terra, elas são maiores do que a capacidade e o poder do espírito para dominá-las e vencê-las.

Os que não desanimam nem recuam diante das altitudes, das dimensões da luta, antes veem em todos os elementos adversos incentivos e estímulos para enfrentá-los com coragem e valor, esses, ainda que disso não se apercebam, ficam envolvidos por espíritos de luz, que os irradiam astralmente para prosseguirem na difícil jornada até chegarem ao almejado triunfo.

Se a senhora recorrer à história, ela lhe dirá que os maiores benfeitores da humanidade abriram o caminho do êxito à custa de ingentes sacrifícios. MUITOS FORAM TIDOS POR LOUCOS, E ATÉ ESCARNECIDOS (grifo e realce meus). Quantos passaram fome e frio, e viveram vida miserável! Entretanto, nada os fez recuar no campo da luta: nem ameaças, nem privações, nem a mais negra miséria. E a história lhes rende, hoje, reconhecida, um alto tributo de admiração e respeito pelos nobres exemplos de CORAGEM E VALOR que deixaram no mundo, como herança das mais valiosas (grifo e realce meus)”.

No entanto, enquanto eu sou extremamente feliz, os demais seres humanos não estão compartilhando desta felicidade comigo, já que apenas uma pequena minoria confunde a verdadeira felicidade com as alegrias provenientes das suas conquistas pessoais e materiais, e a grande maioria nem isso possui, pois que vive praticamente em desespero lutando pela própria sobrevivência, infelizes com as suas condições de vida, sem que nem uma e nem outra parte sequer possam supor que muito mais desesperados estamos nós, os espíritos de luz, integrantes do Astral Superior, se é que esse termo desesperados seja realmente apropriado para a nossa luta ferrenha, no entanto, em todo o caso…, mas sem que essa luta ferrenha expressada assim como se fosse desespero seja revestida de qualquer revolta, aflição, desânimo ou desalento, que são próprios apenas do desespero humano, pois que jamais perdemos a esperança em alcançar aos fins que determinamos para a nossa humanidade, uma vez que somos cientes de que eles estão revestidos apenas de uma questão de tempo para as suas consecuções, quando, enfim, a espiritualidade plena deverá ser alcançada, assim como a amizade espiritual e a solidariedade fraternal, trazendo a felicidade para todos os seres humanos, que passarão a viver mais com base na alegria, tendo como escopo a realidade da vida, em que a visão da existência eterna e universal e da grande finalidade a ser alcançada por cada um deles possibilitará qualquer conquista aqui mesmo neste mundo Terra.

Sim, eu devo com convicção afirmar, ao contrário do que dizem os estudiosos, a verdade de um é a verdade do outro, pois a verdade de Luiz de Mattos é também a minha verdade, e como ela é universal, será também a verdade de todos os que decidirem militar pela nossa Grande Causa, tornando-se racionalistas cristãos, e daqui por diante sempre o será, e assim por toda a eternidade. E como prova provada que a verdade transmitida por Luiz de Mattos, que é o veritólogo maior, e pelos seus seguidores, é realmente a autêntica, ela é a mesma verdade que foi experimentada cientificamente por mim, certificada saperologicamente por mim, e agora explanada ratiologicamente por mim, eu que fui o único cientista a pesquisar e a realizar experiências no âmbito da espiritualidade, eu que fui o saperólogo maior, e eu que agora sou o único ratiólogo neste mundo em toda a nossa humanidade. E para reforçar ainda mais estas minhas afirmativas de que a verdade transmitida por Luiz de Mattos e pelos demais veritólogos seus seguidores é também a mesma verdade experimentada, certificada e explanada por mim, isto vem comprovar definitivamente que é completamente equivocada a seguinte afirmativa dos estudiosos de plantão, conforme assim:

A verdade de um nem sempre é a verdade do outro, por isso verdade não é realidade, mas sim como uma pessoa vê o mundo”.

Partindo desse princípio, ou seja, dessa visão pela qual as pessoas observam o mundo tendo como posto de observação o próprio mundo, os estudiosos também afirmam que essa verdade é considerada como sendo uma verdade subjetiva, ao que eles também denominam de verdade individual. Mas para eles, contudo, a verdade científica, por exemplo, não lida com esse tipo de verdade senão como um tipo específico de método científico, que seja mais próprio em campos de estudos mais intuitivos, apesar de eles ignorarem completamente o que seja a intuição. Como objeto de estudo, para eles somente a verdade objetiva e universalmente aceita é válida no contexto científico.

Meu Deus! Mas se eles não sabem nem ao menos do que seja formado o Universo, como é que eles pretendem universalizar a própria verdade, que se encontra no Espaço Superior, e não em todo o Universo, pois que a sabedoria se encontra no Tempo Futuro, com o espaço e o tempo formando o Universo, fornecendo as suas coordenadas através das estrelas, em que somente a razão pode penetrar com a luz astral? Em sendo assim, segundo as suas próprias palavras, para eles somente a verdade transmitida pelo Racionalismo Cristão pode ser realmente aceita, e o será, definitivamente, mesmo que eles voltem atrás e desdigam o que disseram, pois que em mais ou menos tempo serão obrigados a aceitá-la, quer queiram, quer não, pois que esta minha explanação é totalmente universal, já que tem por base a própria razão.

No entanto, eu devo esclarecer para esses estudiosos que a controvérsia sobre a questão da existência ou não da verdade objetiva é decorrente de um princípio saperológico denominado de solipsismo, o qual ainda não é compreendido pelos estudiosos, por isso eu tenho a obrigação de elucidá-lo, para que este princípio possa se fazer por eles compreendido, e bem compreendido em seus corpos mentais.

A palavra solipsismo é formada de soli, que por sua vez é proveniente da palavra latina solus, que significa estar só, na solidão, acrescida da palavra também latina ipse, que significa mesmo, aqui com o sentido de próprio, autêntico, verdadeiro, e não com o sentido de parecido, semelhante, análogo.

Quando o ser humano se sente sozinho neste mundo, como se estivesse completamente abandonado, em razão do seu estágio evolutivo se situar muito acima do estágio evolutivo dos seus semelhantes, sem que ele tenha um outro semelhante igualmente evoluído o suficiente para com ele conversar com lógica e racionalidade sobre a realidade da existência eterna dos seres, humanos ou não, que tem que ser universal, e não restrita ao próprio ambiente do mundo, pois assim a vida simplesmente acabaria em uma cova de qualquer cemitério, ou então teria continuidade no sobrenatural, ficando à espera de apenas os seres humanos serem julgados, em detrimento dos demais seres infra-humanos, que também existem e existirão por toda a eternidade, por um deus genocida metido a exterminador, revelado exatamente com a mesma intenção maléfica exterminadora dos seus criadores, que não passa de uma intenção malvada e idiota; pois bem, quando então se sente assim sozinho, ele passa a dirigir totalmente a produção dos seus pensamentos para a alta espiritualidade, em busca das soluções que possibilitem resolver os problemas do mundo, desenvolvendo cada vez mais ao seu intelecto, além dos demais órgãos mentais e dos seus atributos individuais superiores e relacionais positivos, tornando-se assim um autêntico pensador, ou, mais ainda, um produtor de raios de luz. E como todos já sabem que a repetição tem a sua grande força, e que nesta minha explanação de A Filosofia do Racionalismo Cristão eu vou sempre utilizá-la, para que assim possa deixar os meus ensinamentos bem gravados no corpo mental de cada um dos leitores, eu devo repetir aqui a elucidativa afirmativa da notável educadora Olga B. C. de Almeida, quando em sua obra Valorize a Sua Vida, a página 6, referindo-se à solidão, assim se expressou:

A solidão, de que muita gente se lastima, requer coragem para crescer, conhecer e desenvolver o seu potencial.

Queixam-se da solidão os que não compreendem que o ser humano nasce acorrentado para sentir a necessidade de crescer física e intelectualmente (grifo meu)”.

O fato é que eu procuro compartilhar com os meus semelhantes tudo aquilo que tenho de valioso em minha alma, retendo para mim apenas aquilo que porventura não tenha algum real valor, por isso não dou tudo o que tenho, como é exemplo a molecagem genuinamente cearense que ainda trago em mim, mas sem contrariar o ditado popular que diz “cada um dá o que tem”, já que dou apenas o que realmente tem valor.

Esta minha forma de ser faz com que eu também procure compartilhar das faltas dos meus semelhantes, tentando me responsabilizar pelas suas culpas, e até me submetendo às penas impostas para elas, na tentativa de ser solidário nas suas dores, mas permanecendo alheio aos seus prazeres, ficando apenas a sorrir com os seus desfrutes, deveras contente por vê-los assim felizes, desde que esses prazeres sejam salutares.

Nesta minha forma de ser, eu faço das tripas coração, como popularmente se diz, para uma convivência direta e harmônica com os meus semelhantes, mas por dentro a minha própria natureza me obriga a ser eu mesmo, tendo que ser próprio, autêntico, verdadeiro, extremamente sincero, quando o posso ser neste ambiente mundano, em função dos meus próprios pensamentos, que é a minha verdadeira personalidade, mas que os seres humanos não suportam a sua transmissão, por serem ainda muito apegados às suas próprias vidas ilusórias, que são vividas em conformidade com o próprio ambiente terreno, então eu sou obrigado a me mimetizar, por fora tentando ser parecido, análogo, igual aos meus semelhantes, mas sem jamais me deixar arrebanhar na prática das suas ações, pois que busco a igualdade entre todos, mas por dentro eu sou completamente diferente, caso contrário seria impossível a convivência, então eu não poderia vir mais a este mundo, caso não conseguisse ser um ator no palco do seu ambiente, representando o meu próprio papel. Então eu não sou subjetivo, assim como são os demais seres humanos que vivem fora da realidade.

E quem é também plenamente ciente deste fato é uma sensível e grande dama que habitou este planeta Terra, uma das que foram verdadeiramente as legítimas e autênticas senhoras de admiração e respeito, completamente diferente daquelas que abandonam os lares que são das suas responsabilidades e se danam a adentrar no mundo, que por sinal é da alçada dos homens, quer concordem com esta realidade, quer não, a encantadora Maria Cottas, que em sua obra Folhas Esparsas, a página 169, como que prevendo este papel que eu iria representar no palco deste mundo, sempre para evidenciar e comprovar que as obras doutrinárias racionalistas cristãs prepararam o meu retorno a este planeta, assim se pronunciou a respeito:

Quantas vezes estamos acompanhados e nos sentimos sozinhos, tão sós, que nos apetece somente a solidão.

Serão céticos os que sentem esse vazio, essa ausência de algo que nem eles mesmos sabem explicar, essa nostalgia que os leva ao isolamento e à meditação?

— Será fobia, ou desequilíbrio mental? Não! É desilusão!

Uma desilusão causa tão profunda mágoa (leia-se dor, digo eu), tão grande decepção, que leva a criatura a sentir esse cruel vazio, essa ausência de algo a que aspira, mas não conseguiu possuir.

Quase sempre aqueles que possuem uma grande elevação de sentimentos, procuram penetrar o enigma da vida, esmerilhando o que ele encerra de bom e de mau, E SE ENCONTRAM DE REPENTE A SÓS, TÃO SÓS, QUE PARA CONSEGUIR VIVER ENTRE OS DEMAIS, AFIVELAM A MÁSCARA DA HIPOCRISIA E, NO PALCO DA VIDA, REPRESENTAM ADMIRAVELMENTE O SEU PAPEL (grifo e realce meus)”.

Agora sim, estando fornecida a devida compreensão acerca da formação da palavra solipsismo, eu posso discorrer sobre o seu real significado, que para a Saperologia é um princípio segundo o qual a única realidade no mundo somente pode ser revelada por quem evidencia com demonstrações próprias e experimentais o completo conhecimento do seu “eu”, já que as dos outros “eus” são próprias do mundo em que estão temporariamente a habitar, cujas existências são apenas supostas, posto que situadas no âmbito da irrealidade, assim como são as dos personagens sonhados.

E isso eu fiz por completo, consoante tudo o que foi exposto acima, ressaltando que a verdade não veio de mim, mas a sabedoria sim, a qual eu fui compreender e criar me transportando ao Tempo Futuro, estando depois elevado ao Espaço Superior, consoante o mesmo procedimento adotado pelos veritólogos, ciente, pois, do Universo. Vejamos o que diz sobre o assunto Temístocles Linhares, que não era racionalista cristão, em sua obra Introdução ao Mundo do Romance, a página 463, quando ele assim se expressa:

O equivalente concreto de que os filósofos chamam solipsismo, isto é, da atitude que consiste em sustentar que o eu individual de que se tem consciência, com as suas modificações subjetivas, é que forma toda a realidade (grifo meu)”.

É justamente por considerar apenas uma parte da formação da palavra, sem a compreensão devida de toda ela, que os seres humanos ainda vêm interpretar o termo solipsismo como sendo a vida ou o costume de quem vive só na solidão, tal como se essa interpretação fosse uma extensão da palavra, o que fica compreendido que essa interpretação em si, não tem a sua procedência completa, na acepção da palavra.

Explanar o Racionalismo Cristão é uma árdua missão, assim como afirmou o próprio Luiz de Mattos, árdua e muito difícil, dada a sua complexidade posta no contexto de todo o Universo, pois além das experimentações científicas tremendamente dolorosas que são naturalmente obrigatórias, tanto para a compreensão do seu contexto científico como para a possibilidade total da regeneração de todo e qualquer ser humano, no que tange à aquisição da verdadeira moral, para que depois possa ser adquirida a verdadeira ética; quando da sua explanação propriamente dita, em cada tópico que está sendo explanado, sempre um assunto que está sendo abordado leva automaticamente a outro, e eu tenho que saber filtrar todos os assuntos que devo abordar, na medida do possível, caso contrário eu passaria o restante desta minha encarnação escrevendo, escrevendo, escrevendo, sem chegar à finalidade da explanação, e sem fixar os meus ideais na face da Terra, tornando-me até um tanto quanto prolixo para os mais letrados, os que são eruditos e que possuem realmente alguma noção de alguns termos consoante o exigido pela espiritualidade. O fato, porém, é que eu escrevo para o médio intelecto. No caso aqui em questão, como um assunto sempre leva a outro, eu não posso me furtar de explicar o que sejam as realidades objetiva e subjetiva, em virtude de elas ainda serem uma questão de dúvida por parte dos estudiosos do assunto.

 

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