09- A EPISTEMOLOGIA

Prolegômenos
1 de junho de 2018 Pamam

No capítulo anterior, a minha finalidade era de explanar apenas acerca dos principais fundamentos do método, da doutrina, do sistema e da finalidade, mas resolvi explanar acerca da investigação e da pesquisa. Contudo, novamente, ao concluir a estas explanações, eu pude constatar que elas ainda ficariam um tanto quanto incompletas, sendo também insuficientes para a apreensão de tudo aquilo que eu queria transmitir, caso eu não me dispusesse a explanar ainda acerca da Epistemologia e da realidade, que também são fundamentais para tudo aquilo que se queira apreender em termos de saber em nossa alma, já que a nossa humanidade vive em completa ignorância em relação ao que seja o conhecimento, assim como também ao que seja a experiência, o que a faz viver completamente fora da realidade.

Como antes a Veritologia ainda não existia, tendo sido mesclada com a Saperologia desde os tempos antigos, com esta ainda sob a denominação imprópria de Filosofia, tudo aquilo que era julgado como conhecimento metafísico e que transcendia a este mundo era considerado indevidamente como sendo do âmbito da Filosofia, com todos olvidando da experiência física, que é o que realmente compete à Saperologia. E assim como a Veritologia, a Ratiologia também não existia, que é o tratado da razão, em que esta é a encarregada de coordenar a verdade e a sabedoria.

De modo análogo, as religiões ainda não existiam no âmbito da realidade, para que assim pudessem desempenhar os seus verdadeiros papéis neste mundo, como sendo as legítimas fontes das ciências, tendo sido mescladas com estas desde os tempos antigos, em virtude de a nociva classe sacerdotal haver se apoderado indevidamente do seu nome, ao invés de se utilizar do termo que reflete a verdadeira denominação daquilo que praticam, que são os credos e as suas seitas. Assim, tudo aquilo que era julgado como sendo conhecimento metafísico era igualmente considerado como sendo do âmbito das ciências, com estas formando uma comunidade científica, que olvidava da verdadeira natureza das experiências físicas, as quais lhes diziam respeito diretamente, como se as experiências físicas fossem apenas simples processos laboratoriais para a validação de hipóteses, quando, na realidade, não o é por nenhum modo. E como as religiões não existiam no desempenho dos seus verdadeiros papéis, as religiociências também não existiam, para tratar da razão naquilo que lhe compete, que são as encarregadas de coordenar os conhecimentos metafísicos religiosos especializados acerca da verdade e as experiências físicas científicas especializadas acerca da sabedoria, que tratam das parcelas do Saber, que aprofundam o Saber, por excelência.

Cabe aqui, então, uma rápida explanação acerca das experiências físicas, para que os leitores mais estudiosos que estão se dispondo a ler estas páginas acerca da explanação da Filosofia da Administração não deixem prosperar em suas almas qualquer dúvida a respeito do assunto ora em pauta.

A experiência física é a ação ou o efeito de experimentar fisicamente, de ensaiar, de pôr à prova, de analisar, de observar ou de verificar as coisas, os fatos e os fenômenos universais praticamente ou por meio de experimentos, verificando através de ensaios ou tentativas se satisfaz ou se não satisfaz a certas e determinadas condições relativas ao conhecimento metafísico correspondente transmitido, podendo ser considerada como sendo o conhecimento físico derivado da observação e da prática das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, demonstrando a instrução, a habilidade e a perícia adquiridas com a prática, ou adquiridas com o exercício. É por isso que os conhecimentos metafísicos são os responsáveis pelo poder contido nas doutrinas, sendo eles absolutos, imutáveis, ontológicos, incriáveis, e as experiências, que são os conhecimentos físicos, são as responsáveis pelas ações contidas nos sistemas, com elas tendo as suas correspondentes doutrinas como sendo as suas legítimas fontes. Assim, os conhecimentos representam o poder, ou a potência, como assim alguns o denominam, pelo fato deles serem metafísicos, enquanto que as experiências representam a ação, ou o ato, como assim alguns a denominam, pelo fato delas serem físicas.

Posto tudo isso preliminarmente, com o objetivo de avivar a compreensão do estudioso desta obra relativa à A Filosofia da Administração, assim como em relação às demais obras explanatórias contidas no site pamam.com.br, posso agora coligir os vários entendimentos dos demais estudiosos acerca do que seja a Epistemologia, utilizando-me nos meus escritos de uma linguagem-objeto a partir dos seus escritos em linguagem-fonte, para que eu possa explaná-la em sua verdadeira significação natural, uma vez que os estudiosos possuem uma boa noção ao seu respeito, devendo esta noção ser apenas aprimorada com a inclusão dos fundamentos básicos e essenciais para a sua devida compreensão.

Para os compêndios que tratam dos vocábulos de uma língua ou dos termos próprios das ciências e das artes, dispostos, em geral, alfabeticamente, e com o respectivo significado, ou a sua versão em outra língua, o termo epistemologia é proveniente do grego epistéme, que significa ciência, acrescido do termo logos, que significa tratado, mais o sufixo ia, sendo, pois, um tratado saperológico dirigido ao estudo crítico dos princípios, hipóteses e dos resultados das ciências já constituídas, e que visa a determinar os fundamentos lógicos, o valor e o alcance objetivo delas, como se fosse uma teoria acerca dos conhecimentos científicos, em conformidade com as teorias do conhecimento e da metodologia empregadas. Lembrando aqui que as ciências são as filhas legítimas da Saperologia, enquanto que as religiões são as filhas legítimas da Veritologia, e as religiociências são as filhas legítimas da Ratiologia. Assim, os filólogos que tratam dos compêndios demonstram não possuir uma noção adequada acerca do que seja a Epistemologia.

Já para os estudiosos do assunto, a Epistemologia, também denominada de teoria ou de saperologia do conhecimento, é o ramo da Saperologia que trata da natureza, das origens e da validade do conhecimento. Relaciona-se com a metafísica, a lógica e a saperologia da ciência, pois avalia a consistência lógica das teorias e das suas credenciais científicas em uma das suas vertentes. E assim, este fato a torna uma das principais áreas da Saperologia, à medida que deveria prescrever as “correções” às ciências, com a palavra correções assim posta exatamente pelos estudiosos, entre aspas, como que prevendo as suas correções pelo Racionalismo Cristão. A sua problemática compreende a questão de a possibilidade do conhecimento ser possível, quer dizer, do ser humano poder alcançar o conhecimento total e genuíno, para que a partir dele possa haver realmente uma distinção entre o mundo cognoscível e o mundo considerado como sendo incognoscível, evidenciando a origem do conhecimento, por conseguinte, explicando por quais faculdades alcançamos o conhecimento, e afirmando haver o conhecimento certo e seguro em alguma concepção a priori. E isto tudo tem o seu fundamento lógico.

Na realidade, a Epistemologia representa o elo que deve servir de ligação entre a Veritologia e a Saperologia, o qual deve possibilitar que esta possa certificar os conhecimentos metafísicos transmitidos por aquela, para que após esta certificação o saperólogo possa unir, irmanar, congregar, a ambas, e então adentrar no âmbito da Ratiologia. Assim, ela trata realmente da natureza, das origens e da validade do conhecimento, que é metafísico.

A natureza aqui se refere à força ativa que estabelece e conserva a ordem natural das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, portanto, de tudo quanto existe, somente proporcionada pelos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, os quais devem ser objetivos, e jamais subjetivos, pelo fato de nenhum ser humano ser o detentor da verdade, ou o dono da verdade, consoante a expressão popular, pelo fato dos conhecimentos metafísicos da própria natureza, no âmbito universal, já existirem desde sempre, estando eles contidos no Espaço Superior, postos à disposição dos seres humanos para serem percebidos e captados, que após as suas captações e transmissões devem formar um conjunto para que possa ser estabelecida uma doutrina, de âmbito universal.

A origem aqui não se refere ao princípio ou ao começo dos conhecimentos acerca da verdade, já que eles, sendo objetivos, jamais deveriam partir de uma representação imaginativa subjetiva, advinda de um ser humano, pois nenhum ser humano é capaz de poder conceber, através de si mesmo, os conhecimentos metafísicos que determinam as causas de tudo quanto existe, já que antes mesmo dele se tornar um ser humano, ao se tornar um espírito, os conhecimentos metafísicos já existiam, determinando as causas da existência de tudo, o que implica no fato deles serem realmente investigados, para que assim possam ser devidamente percebidos e captados. Então a origem se refere à procedência dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, ao local onde eles naturalmente se encontram, e de que maneira devem ser investigados, para que assim possam ser devidamente captados. E essa origem é o Espaço Superior, como já é sabido de todos.

E a validade dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade se refere justamente às condições impostas pelas suas naturezas e pelas suas origens, que devem ser unas, para que eles possam ser legítimos, portanto, verdadeiros, válidos para o absoluto contido na sua finalidade universal, que é servir de fontes para as experiências físicas saperológicas. Todavia, para que possam ser revestidos de toda a sua legítima validez, eles devem ser imunes à trivialidade, aos maus hábitos, aos maus costumes, aos vícios, aos crimes, aos desentendimentos, às confusões, às desonestidades, aos conflitos causadores das guerras, às insinceridades, e tudo o mais proveniente da ignorância, que ocasionam todos esses males existentes neste mundo, os quais reinam em todas as nações, indistintamente, com tudo isso comprovando a razão pela qual os conhecimentos metafísicos acerca da verdade não se encontram postos no ambiente deste mundo, mas sim contidos no Espaço Superior.

Assim, a sua investigação somente deve ser procedida por um veritólogo, que tendo adquirido todos os atributos individuais superiores que formam a sua moral na mais larga extensão, consegue transcender a este mundo, elevando os seus sentimentos ao Espaço Superior, para que através do seu criptoscópio extremamente desenvolvido possa conseguir perceber e captar as vibrações magnéticas relativas aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade que lá se encontram, decodificando-os através da produção dos seus sentimentos, utilizando-se do seu raciocínio, para que possa transmiti-los para este mundo através das suas obras postas em livros, cuja importância destes para este mundo eu deverei também explanar ainda nestes Prolegômenos.

Então é óbvio que a Epistemologia se relaciona diretamente com a metafísica, já que a Veritologia é toda metafísica, pois que ela representa a evolução espiritual por intermédio da propriedade da Força, assim como também com a lógica, já que tudo deve estar diretamente relacionado aos ditames lógicos. Mas a Epistemologia não se relaciona diretamente com as ciências, para que então os estudiosos possam denominá-la de filosofia das ciências, uma vez que ela pertence à própria Saperologia, o tratado da sabedoria, que é a grande responsável pela certificação dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, para que depois o saperólogo possa unir, irmanar, congregar, a ambas, alcançando a razão, tornando-se um ratiólogo, e assim o grande responsável pela explanação da verdade, uma vez que a verdade estabelece a formação de uma doutrina, que deverá servir de fonte para que a sabedoria estabeleça um sistema correspondente, em que a razão deverá estabelecer as finalidades das coisas, que são os seres, cujas finalidades deverão ser eternas e universais, assim como são todas as coisas. Depois disso, as ciências poderão certificar os conhecimentos religiosos.

Não é a Epistemologia quem deve avaliar a consistência lógica das teorias e das credenciais científicas em uma das suas vertentes, como assim pensam os estudiosos do assunto, mas sim a própria Veritologia, pelo fato dela ser a detentora dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que estabelecendo as causas de tudo quanto existe, reúne as condições necessárias para essas avaliações, impondo a realidade da vida. E tudo isso foi realizado por Luiz de Mattos, na sua posição de veritólogo maior da nossa humanidade, por intermédio das suas obras publicadas pelo Racionalismo Cristão, que tendo demolido a todas as ciências se utilizando da dinamite da verdade, negou as suas certificações pela espiritualidade, portanto, descertificando a todas elas, que ainda tinham, indevida e petulantemente, adquirido e conservado para si a ousadia mais do que pretensiosa de serem as grandes certificadoras da espiritualidade, apesar de se negarem de todas as maneiras a reconhecer a existência da vida fora da matéria, optando por medrar em sua ilusão materialística.

Estando todas as ciências descertificadas pela Veritologia, cujos conhecimentos metafísicos acerca da verdade se encontram todos contidos no Racionalismo Cristão, sendo transmitidos por intermédio das suas obras, em forma de doutrina; em nome da ciência, como sendo um verdadeiro e legítimo cientista, portanto, um experimentador inato, eu realizei as devidas experiências científicas no ambiente terreno acerca da baixa espiritualidade, comprovando assim a real existência do astral inferior, e testemunhando diretamente a visão desses espíritos decaídos que o integram, tendo ainda apreendido em minha alma todo o mal existente neste mundo e os problemas da minha humanidade.

Mas coube à Saperologia a certificação da doutrina racionalista cristã, e, por conseguinte, dela lançar mão como a sua legítima e autêntica fonte para a criação de uma sistema correspondente, para que assim eu pudesse adentrar com ambas nos domínios da razão, fazendo emergir a Ratiologia, para que através desta pudesse ser concebida as grandes finalidades a serem estabelecidas para a nossa humanidade, que sendo universais, somente podem ser concebidas com a identificação e a organização do Criador perante este mundo, para que por intermédio dessa organização eu pudesse adentrar no âmbito do Saber, por excelência, que deve servir de base para todas as religiões e ciências, que assim poderão ser reconstruídas rigorosamente dentro do âmbito da realidade, pelo fato de estarem apoiadas sobre esta nova base legítima, autêntica e verdadeira.

Com relação à problemática da Epistemologia levantada pelos estudiosos, que compreende a questão da possibilidade dos conhecimentos acerca da verdade se tornarem possíveis de serem alcançados pelos seres humanos em sua real plenitude, os quais devem ser lógica e racionalmente considerados como sendo apenas uma parcela relativa ao atual estágio evolutivo em que se encontra a nossa humanidade, a sua solução deve consistir no fato de que todos nós somos os seres do Ser Total, as criaturas do Criador, as coisas da Coisa Total, que não pode ter tirado do nada as suas criações, já que o nada não existe, mas sim tirado de Si mesmo, da Sua própria Substância principal, que é a Sua Essência, o Ser Total, todos os seres.

Assim, como simples seres provenientes do Ser Total, ou as criaturas do Criador, ou as coisas da Coisa Total, nós possuímos a mesma essência de Deus, só que de maneira individualizada, e vamos adquirindo as Suas mesmas Propriedades ao longo de toda a nossa trajetória evolutiva, formando assim as nossas almas, primeiramente adquirindo as propriedades da Força e da Energia, que se revelam em todas as coisas por intermédio do corpo fluídico, posteriormente, adquirindo a propriedade da Luz, que se revela em nosso corpo de luz, ao adquirirmos o raciocínio e o livre arbítrio, quando, enfim, adentramos no âmbito da espiritualidade, com todos se tornando espíritos.

O Ser Total possui as Propriedades da Força, da Energia e da Luz in totum, formando o conjunto que podemos denominar de Deus, que expressa a existência da Inteligência Universal. Em nossa evolução espiritual, como seres do Ser Total, nós vamos incorporando em nosso acervo parcelas cada vez maiores dessas propriedades, ou parcelas cada vez maiores da inteligência advindas da Inteligência Universal, pois em nossa evolução a meta é abandonar o âmbito da imperfeição, da ignorância acerca da espiritualidade, onde se encontra o mal, praticando sempre o bem, a fim de podermos adentrar no âmbito da perfeição, alcançando um patamar tão elevado de inteligência que tiramos do nosso próprio espírito tudo aquilo que nos identifica com o próprio Criador, em virtude desse grau de inteligência poder conceber a existência de Deus, quer dizer, da Inteligência Universal, do qual somos partículas integrantes, pelo fato de termos as Suas mesmas Substâncias, exatamente assim como Jesus, o Cristo, procedeu, ao chamar a Deus de Pai.

Então, nós, os seres humanos, que na realidade somos espíritos provenientes dos nossos Mundos de Luz, e não deste mundo, pois que na condição de encarnados nos encontramos aqui temporariamente para podermos evoluir e fazer evoluir a este mundo, assim como também aos demais seres de outros mundos que aqui também se encontram, encarnados ou não; como podemos contemplar a existência de Deus, podemos também contemplar a Inteligência Universal, em similaridade, o que nos permite a apreensão da verdade e da sabedoria, por conseguinte, da razão, transcendendo a este mundo e nos universalizando.

Assim, transcendendo a este mundo, com os veritólogos se elevando ao Espaço Superior para perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, utilizando-se principalmente da moral, e com os saperólogos se transportando ao Tempo Futuro para compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, utilizando-se principalmente da ética, e com a sabedoria lançando mão da verdade para adentrar no âmbito da razão; podemos nós, os saperólogos, assim também investigar o Espaço Superior, transportando-nos concomitantemente ao Tempo Futuro já pesquisado, quando então nos universalizamos, já que a propriedade da Força contém o espaço e a propriedade da Energia contém o tempo, com ambas as propriedades formando as estrelas, que fornecem todas as coordenadas do Universo.

Em se universalizando, o saperólogo se torna um ratiólogo, podendo com a sua luz astral se deslocar o mais longe possível deste mundo, esquadrinhando as coordenadas mais distantes do Universo, que vai aos poucos penetrando, até que consegue observar e contemplar a humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, seguindo os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, que a essa humanidade pertence, fazendo dessas coordenadas universais os seus postos de observações, de onde consegue contemplar a Terra e toda a sua humanidade. Empregando um tremendo esforço, ele consegue ainda estender o alcance da sua visão, através da sua luz astral, quando então consegue contemplar a existência de outra humanidade que nos segue nessa esteira evolutiva do Universo. Então ele conclui que existe uma corrente relativa a todas as humanidades no Universo, cujos elos vão se interligando à medida que elas vão se espiritualizando, por intermédio do instituto do Cristo, em que o Racionalismo Cristão é o seu embrião, por se referir ao racionalismo de Jesus, o Cristo. Mas tudo isso, esclareça-se, através da sua luz astral, que coordena a produção dos seus sentimentos e dos seus pensamentos, através das produções da amizade e do amor espirituais.

E assim como existe uma quantidade incomensurável de humanidades, cujos integrantes habitam temporariamente os mundos-escolas que lhes são destinados para evoluírem e fazê-los evoluir, existe também uma quantidade incomensurável de outros mundos que no futuro se tornarão mundos-escolas. Contemplando as estrelas com a sua luz astral, como o nosso Sol, que é formado pelas propriedades da Força e da Energia, e não pelos seres hidrogênios e pelos seres hélios, como assim considera a comunidade científica, o ratiólogo então pode concluir que é dessas estrelas e do Ser Total que se originam todos os mundos, que são as moradas dos seres menos evoluídos, como são os seres hidrogênios, no caso deste mundo Terra.

Tudo isso será detalhadamente explanado no decorrer da obra explanatória relativa ao Sistema, que se encontra no site pamam.com.br, mas aqui já se encontra posto o suficiente para que todos possam constatar que este mundo não possui em seu meio ambiente os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e nem as experiências físicas acerca da sabedoria, para que com ambas se possa alcançar a razão, daí a explicação da não existência neste mundo de qualquer saber que diga respeito a uma finalidade lógica racional para a existência eterna dos seres humanos no âmbito universal, e não somente para eles, mas também para todos os demais seres que aqui neste mundo-escola se encontram atualmente para evoluir.

Em decorrência, estando presos a este ambiente, cativos do próprio mundo em que temporariamente habitam, os seres humanos conseguem apenas perceber e captar falsos conhecimentos, que lhes dão o poder, e que servem de fontes para compreender e criar as suas falsas experiências, que lhes dão as ações para as finalidades ilusórias das suas vidas, que são todas inseridas no contexto de uma única encarnação, a própria que aqui está a viver temporariamente, que são oriundas dos seus próprios universos individuais, sendo todos eles pessoais, pelo fato de ainda se encontrarem na fase da imaginação, por intermédio dos quais emitem as suas próprias opiniões, geralmente infundadas, em que o “achômetro” jamais deixa de iniciar as frases dessas opiniões manifestadas, que invariavelmente se iniciam da seguinte maneira: “Eu acho…”.

Ora, neste caso, o “Eu acho” representa o fato dos seres humanos haverem procurado encontrar em suas próprias imaginações as imagens representativas que se encontram gravadas em seus corpos mentais, e que eles consideram ou julgam sejam as que mais se coadunam com aquilo que eles consideram ser as mais acertadas para emitir um parecer sobre determinado assunto, ou resolver um determinado problema que lhes seja apresentado no cotidiano da vida. E como a própria imaginação se liga diretamente à ilusão da matéria, ou então ao devaneio do sobrenatural, é lógico que ela se situa no âmbito da irrealidade, então as opiniões que se iniciam com o “Eu acho” são todas completamente equivocadas, sendo por isso que elas são desencontradas, e quando se encontram opiniões iguais, é porque geralmente aquele que emitiu primeiro a sua opinião fez eco na imaginação do outro, que não encontrando outras imagens mais representativa em sua própria imaginação, tende a concordar inteiramente com a opinião daquele que a emitiu em primeiro lugar. No entanto, não existe uma opinião sequer que venha a ser realmente condizente com a realidade da vida.

O ambiente terreno é repleto de vibrações magnéticas decorrentes da produção de sentimentos inferiores, de radiações elétricas decorrentes da produção de pensamentos negativos e de radiovibrações eletromagnéticas decorrentes das suas combinações, todas produzidas pelos seres humanos, e também pelos espíritos obsessores, por isso ele se torna trevoso, carregado dessas ondas perturbadoras que irão formar a sua atmosfera, ou a sua aura, que assim passa a influenciar as pessoas para o erro, daí o fato da doutrina racionalista cristã afirmar ser ele pesado, doentio, avassalador, por ser repleto de miasmas deletérios.

Sentindo-se sufocada neste ambiente terreno, mas ignorando completamente a causa desse sufoco, a maior parte dos seres humanos tenta transcendê-lo em busca da realidade da vida, mas sem que consiga alcançar ao seu intento, pois que ainda não possui as condições evolutivas necessárias para tanto, então passa a imaginar o sobrenatural, que não existe, onde também imagina um deus à sua imagem e semelhança, ao ser obsedado pelos espíritos obsessores, mas invertendo os papéis, afirmando que esse deus criou o homem à sua imagem e semelhança, do que se aproveita a classe sacerdotal para arrebanhar e extorquir as suas posses, com base no instituto da fé credulária, tornando o ambiente terreno ainda mais trevoso, e para tornar os seus arrebanhados uns verdadeiros cretinos, onde em suas igrejas passam a adorar e a temer a esse deus, ajoelhando-se, dobrando a coluna vertebral, implorando o perdão pelas faltas cometidas, esmolando tudo aquilo do qual estão carecendo em suas vidas, pois assim esperam alcançar as grandes finalidades que almejam em suas vidas terrena, no âmbito do sobrenatural, cuja finalidade principal é a salvação, a mais esdrúxula e a mais irracional das finalidades, pois que transformam o seu próprio deus em um ser perverso, cruel e exterminador, um verdadeiro genocida.

A diminuta parte restante, que integra a comunidade científica, pesquisa com o objetivo de manipular e transformar aquilo que julga seja matéria, já que em suas pesquisas ela consegue obter certas experiências em forma de conhecimentos físicos, ao observar e fornecer propriedades para as coisas, os fatos e os fenômenos que vai encontrando pela frente e que fazem parte das suas pesquisas. É óbvio que tudo aquilo que manipula e transforma tende a se repetir, desde que os mesmos elementos sejam manipulados nas mesmas condições de temperatura e pressão, então ela formula leis a respeito daquilo que pensa conhecer, mas a sua racionalidade a obriga a reconhecer que tudo aquilo que ela considera como sendo conhecimentos científicos são passíveis de mudanças, o que implica em dizer que esses conhecimentos não são definitivos, melhor dizendo, não são absolutos, como são os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. E jamais poderiam ser, pois que todos eles carecem de uma doutrina com base na verdade, sendo apenas simples efeitos daquilo que ela julga seja matéria, em sua própria ilusão.

Fica assim, então, plenamente demonstrada a inexistência do incognoscível, portanto, que não existe um mundo cognoscível e outro incognoscível. Desta maneira, sendo este mundo considerado por muitos como sendo incognoscível, o que temos que fazer é transcendê-lo, integrando-o ao Universo, para que então possamos torná-lo cognoscível, e tornando a sua cognoscibilidade acessível à média inteligência humana.

Ficam também plenamente demonstradas tanto a origem dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade como a origem das experiências físicas acerca da sabedoria, únicas vias por intermédio das quais se atinge a razão, com tudo isso sendo certo e seguro, por ser legítimo, autêntico e verdadeiro, possibilitando a convicção em tudo o que foi explanado, que não se limita apenas a uma única concepção a priori, mas também a uma concepção a posteriori, já que a razão exige as concepções de ambas para a realidade da existência eterna e universal para todos os seres que habitam o Universo.

O Racionalismo Cristão, em sua forma inicial de doutrina da verdade, afirma as encarnações anteriores de Jesus, o Cristo, em que a última foi a de Platão, na Grécia. Como não existe o acaso, então os próprios estudiosos afirmam que a Epistemologia se originou na Grécia, justamente através de Platão, que opunha as crenças e as opiniões, que são subjetivas, aos verdadeiros conhecimentos, que são objetivos. Essa teoria platônica abrange os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que representam as fontes para o saber, mais especificamente para o Saber, por excelência, com eles formando o conjunto de todas as informações que possibilitam descrever e explicar o mundo natural que nos rodeia, através da sabedoria, predizendo a autêntica realidade, através da razão, que devem ser utilizados para estabelecer a realidade em um breve futuro para toda a nossa humanidade, que ainda vive na irrealidade.

 

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