09.02- O credo dos Vedas

A Era da Sabedoria
21 de setembro de 2018 Pamam

O credo dos Vedas é o mais velho da Índia, tendo sido encontrado pelos invasores arianos entre os nagas. E como todo credo é de natureza adoratória, seja ele qual for, e seja em que tempo for, ele continha a adoração animista e totêmica de inumeráveis espíritos moradores em pedras e animais, em árvores e rios, em montanhas e estrelas, com a serpente constituindo a divindade simbólica da virilidade. Naga, o deus-dragão, Hanuman, o deus-macaco, Nandi, o deus-touro, e os Yakshas, as árvores-deusas, passaram para o credo da história da Índia. E como alguns desses espíritos eram bons e outros maus, assim como em todos os tempos em que predominaram os credos, face às influências dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, só com grande habilidade mágica alguém podia livrar o seu corpo de ser possuído ou torturado por meio de doença ou de mania, por um ou mais dos inúmeros demônios existentes. Daí as encantações do Atharva-veda, ou Livro da Mágica. Era necessário recitar fórmulas para se ter filhos, para se evitar o aborto, para se prolongar a vida, para se afastar os males, para se atrair o sono e para se destruir ou se atormentar aos inimigos.

Os mais antigos deuses dos Vedas eram as forças ou os elementos da natureza, o céu, o Sol, a terra, o fogo, o vento, a água e o sexo. Dyaus, que na Grécia correspondia a Zeus e em Roma a Júpiter, fôra em princípio o próprio céu. Essas forças ou elementos da natureza foram aos poucos se personificando. O céu se tornou o pai Varuna, a terra se tornou a mãe Prithivi, com a vegetação constituindo o fruto da união entre o céu e a terra, por meio da chuva. A chuva então passou a ser o deus Parjanya, o fogo passou a ser Agni, o vento passou a ser Vayu, a tempestade passou a ser Indra, a peste passou a ser Rudra, a aurora passou a ser Ushas, o sulco no campo passou a ser Sita, o Sol passou a ser Surya ou Mitra, e até mesmo Vixnu. E a soma, planta sagrada, de sumo embriagante tanto para os homens como para os deuses, era também um deus que inspirava ao homem com a sua essência inebriante. O Sol criador da vida se transforma em um deus-sol, Savitar, o Pai da Vida, com o seu brilho se tornando Vivasvat, o Deus Brilhante. Mais tarde o Sol gerador da vida se torna o grande deus Prajapati, Senhor de todas as coisas vivas.

Mas o deus considerado como sendo o mais poderosos do panteão védico foi Indra, que era o manejador do raio e do trovão, porque ele trouxera aos hindu-arianos um benéfico regime de chuvas que parecia mais precioso do que o Sol, por isso o consideravam o maior dos deuses, invocavam-lhe nas batalhas os raios e os trovões e o representavam como sendo um gigantesco  herói a comer rebanhos de boi e a beber lagos de vinho. O seu inimigo favorito era Krishna, que nos Vedas ainda surge como um simples deus tribal.

Varuna, que começou sendo o céu e cujo hálito era a tempestade, desenvolveu-se na imaginação dos seus adoradores como a mais ideal deidade dos Vedas, observando o mundo com o seu grande olho, o Sol, punindo o mal, recompensando a bondade e perdoando os pecados dos arrependidos. É de se constatar que ainda hoje os sacerdotes se arvoram da pretensão de perdoar os pecados dos arrependidos, como se existisse pecado e como se este pudesse ser perdoado. Quando, na realidade, os males praticados têm que ser resgatados de uma forma ou de outra, para que assim os malfeitores possam consertar os seus malefícios, sendo que com o decorrer da evolução espiritual os males vão cada vez mais diminuindo, até que se extingam de vez, após o decorrer da espiritualização.

Como o número de deuses crescesse a olhos vistos, surgiu então a questão de qual deles havia criado o mundo. A criação ora era dada a Agni e Indra, ora a Soma e ora a Prajapati. Então um dos Upanishads atribuiu a criação do mundo a alguém que não se pode encerrar em qualquer espaço, a um procriador, o qual é descrito da maneira mais pitoresca e incrível possível, demonstrando uma mente tão atrasada como mística, justificando assim a encarnação de Krishna em seu seio para se atenuar tanto atraso mental, tanta ignorância. Vejamos abaixo tal descrição:

Na verdade, ele não tinha prazer, um só prazer ele não desejou um segundo. Ele era, na realidade, tão grande como uma mulher e um homem abraçados. Ele fez esse ‘eu’ cair em dois pedaços, desses pedaços saíram um marido e uma esposa. Por isso cada um é como uma metade. Por isso esse pedaço se enche com uma mulher. Ele copulou com ela. Por isso os seres humanos vieram. E ela ponderou consigo: como copula ele comigo depois de me ter tirado de si mesmo? Vem, deixa que me esconda a mim mesma. Ela se tornou uma vaca. Ele se tornou um touro. Com ela copulou ele. E então o gado nasceu. Ela se tornou uma égua e ele um garanhão. Ela se tornou uma jumenta e ele um jumento. Com ela copulou ele e daí nasceram os animais de casco. Ela se tornou uma cabra e ele um bode. Com ela copulou e nasceram cabras e carneiros. Assim realmente ele criou tudo, todos os pares, mesmo as formigas. Ele sabia: eu realmente sou esta criação, porque eu emiti tudo de mim mesmo. E assim surgiu a criação”.

Essa concepção, embora formulada nos Upanishads, não fazia ainda, nos dias védicos, parte do credo popular, já que eles aceitavam a simples fé na imortalidade da alma, o que os levavam a crer que após a morte a alma entrava na eterna punição ou na eterna felicidade, sendo lançada por Varuna aos abismos das trevas, meio Hades meio Inferno, ou elevada por Yama a um céu em que cada alegria da terra se fazia perfeita e imorredoura.

No antigo credo védico não havia imagens e nem templos, os altares eram improvisados a cada sacrifício, como no zoroastrianismo, e o fogo sagrado elevava aos céus as oferendas. Embora apareçam sinais de sacrifícios humanos, como no início de cada povo, esses sinais são escassos e incertos. Mas o mais estranho de todos os rituais era o Ashvamedha, ou o Sacrifício do Cavalo, por intermédio do qual a rainha da tribo parece ter copulado com o cavalo sagrado depois de morto. A oferenda usual era uma libação do caldo da soma e o derrame de manteiga líquida no fogo. Esse sacrifício era concebido em termos mágicos, e se adequadamente realizado, traria recompensa, fossem quais fossem as virtudes morais do adorador. Os sacerdotes cobravam caro a ajuda aos fiéis na realização desses complicados sacrifícios, e se não viam o dinheiro na mão, recusavam-se a recitar as necessárias fórmulas, pois tinham que ser pagos antes dos próprios deuses. Havia regras estabelecidas por eles quanto à remuneração por cada serviço: quantos cavalos ou vacas, ou quanto ouro, sendo este o pagamento mais adequado para comover ao sacerdote.

Os Brahmanas, escritos pelos brâmanes, instruíram aos sacerdotes quanto aos meios de se inverter as orações e os sacrifícios feitos sem o devido pagamento. Haviam também regras prescrevendo as cerimônias adequadas para cada ocasião da vida, e sempre com a obrigatória presença do sacerdote. Quanta matreirice e quanta artimanha sacerdotais não se observam desde esses dias! E foi assim que os brâmanes foram se tornando lentamente em casta privilegiada e hereditária, mantendo a vida dita espiritual como também mental da Índia sob um controle ameaçador, capaz de sufocar qualquer pensamento disposto a proporcionar uma radical mudança no ambiente.

Tudo o que sabemos da Índia se encontra nos Vedas. O termo veda significa conhecimento, por onde se pode constatar o baixíssimo nível de desenvolvimento do criptoscópio desse povo, no que se refere à captação dos conhecimentos distorcidos postos nos livros do Vedas. Um Veda, então, é literalmente um Livro do Conhecimento, com o termo veda sendo aplicado pelos hindus a todo o saber sagrado dos seus começos. Tal como a Bíblia, é mais uma literatura nociva do que propriamente um livro de algum conteúdo útil. Então nada podia ser mais confuso do que o arranjo dessa coleção. Dos muitos Vedas que existiram no passado, somente quatro sobreviveram e vieram até nós, que são os seguintes:

  1. O Rig-veda, ou conhecimento dos Hinos de Louvor;
  2. O Sama-veda, ou conhecimento das Melodias;
  3. O Yajur-veda, ou conhecimento das Fórmulas Sacrificiais e Mágicas;
  4. O Atharva-veda, ou conhecimento das Fórmulas Mágicas.

Cada um desses Vedas se divide em quatro seções, que são as seguintes:

  1. Os Mantras, ou Hinos;
  2. Os Brahamanas, ou manuais de ritual, prece e encantamento para os sacerdotes;
  3. O Aranyaka, ou Textos da Floresta para uso dos santos eremitas;
  4. Os Upanishads, ou escritos confidenciais para os saperólogos.

Como quase tudo que está contido nesses livros não passa de muita baboseira, devem ser levados em consideração apenas os Upanishads, que são os escritos confidenciais para os saperólogos, os quais, como são para os saperólogos, jamais deveriam ser confidenciais.

Schopenhauer, que todos pensam ser um saperólogo, o que na realidade não era, mas sim um veritólogo, dizia o seguinte:

Não há no mundo estudo mais elevado que o dos Upanishads, por isso ele tem sido a consolação da minha vida”.

Após os dizeres saperológicos de Ptah-hotep, postos no tópico que trata acerca do Egito, esses textos constituem o mais velho documento saperológico desta civilização, que encerram um esforço para poder compreender as coisas, os fatos e os fenômenos universais.

A palavra Upanishads é composta de upa, que significa próximo, e shad, que significa sentar. Então, de sentar perto do mestre o termo veio a significar as lições transmitidas pelos mestres aos seus discípulos. Existem 108 desses discursos, da autoria de vários sábios, que remontam a quase 1.000 a.C., evidenciando a imensa influência de Krishna.  Apesar de não formarem um sistema saperológico, caracterizam-se por conter lições de seres humanos mais evoluídos para a mentalidade comum da época, mesmo o credo estando a embaraçar as tentativas de se compreender a realidade existente sob a multiplicidade superficial das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais.

São revelados os nomes de muitos autores, mas são omitidos os fatos das suas vidas, com a exceção daquilo que eles revelam sobre si mesmos, em uma parte ou outra dos textos. Os sábios mais destacados são Yajnavalkya, o homem, e Gargi, a mulher, que surge apenas como uma figura representativa do gênero, pois quem encarna com o sexo feminino não traz em sua bagagem os pendores saperológicos, mas sim os pendores de esposa, mãe e educadora, na condição de rainha do lar, cuja obrigação é preparar as filhas para os mesmos encargos e os filhos para os encargos inerentes ao mundo. E não é somente este filósofo que o diz, mas também as grandes educadoras, como Maria Cottas, Olga B. C. de Almeida e tantas outras, com tudo isso sendo confirmado pela própria história desta nossa última e definitiva civilização. Quem percorrendo os anais da história já se deparou com alguma saperóloga? Ora, o nome soa até impropriamente, já que foi utilizado excepcionalmente em pouquíssimos compêndios, sob a denominação de filósofas. Mas elas, em sua grande maioria, estupidamente, ávidas pelos prazeres do mundo e dos seus atrativos efêmeros, ainda querem abrir mão desta sublimação, ignorando que o lar é um verdadeiro universo, onde se encontra tudo aquilo que o sexo feminino necessita para proceder a sua evolução! É de se indagar para as mulheres: o que existe de mais importante neste mundo do que a educação e a felicidade dos seus filhos e dos seus maridos?

Yajnavalkya conta como certa vez procurou deixar as suas duas mulheres para se tornar um eremita, condição esta que o liga mais aos pendores veritológicos do que aos saperológicos. E na conversa com Maitreyi, a esposa que levou consigo, podemos observar a influência do espírito ainda de Krishna a revolucionar a cultura desse povo, através do diálogo seguinte:

— Maitreyi, atende-me, estou muito próximo a deixar estas terras. Permite-me que te faças agora uma final declaração e a Catyayani. — disse ele.

— Senhor, se toda esta terra cheia de riqueza fosse minha, seria eu imortal por isso? — ela indagou.

— Não, não! Não há esperança de imortalidade por meio da riqueza. — disse ele.

— Que deverei eu fazer, Senhor, com isso que não me torna imortal? O que sabes a esse respeito, Senhor, ensina-me a mim. — Indagou e solicitou ela.

O tema dos Upanishads já abordava as grandes questões relativas aos segredos da vida e aos enigmas do Universo, consideradas por muitos como sendo ininteligíveis, tais como: De onde viemos? O que aqui estamos fazendo? Para onde vamos? Estas questões podem ser consideradas como sendo oriundas da influência revolucionária de Krishna nessa nação, as quais somente foram solucionadas com a implantação do Racionalismo Cristão no Brasil, de modo ainda mais profundo com a sua explanação contida neste site de A Filosofia da Administração e no site pamam.com.br.

Assim, a Índia estava repleta de seres humanos que não queriam adquirir fortuna material, como quer a quase totalidade dos seres humanos de hoje, mas sim respostas às suas indagações acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais. No Maitri Upanishads podemos ver a história de um rei que abandonou o seu reino e adentrou na floresta para levar uma vida austera, clarear o seu espírito na percepção criptoscópica e desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo. Depois de anos de penitência, chegou-se a ele um sábio conhecedor da vida, quando o rei se dirigiu a ele e disse assim:

— És um que sabe a verdadeira natureza da alma, abre para nós o teu pensamento.

Ao que o sábio respondeu:

— Escolhe outro desejo.

Como o rei insiste para que o sábio abra o seu pensamento, este o faz derivando acertadamente a sua direção para o materialismo exacerbado da vida, contra os desejos mundanos, que enquanto não forem todos suprimidos, obriga a todos os que a eles estão sujeitos a reencarnar, uma vez que o medo de renascer era inerente ao pensamento hindu, então passa a abrir o seu pensamento com a pérola seguinte:

Senhor, neste malcheiroso corpo, que é um conglomerado de ossos, pele, músculos, medula, carne, sêmen, sangue, muco, lágrimas, catarro, fezes, urina, respiração, bílis e fleuma, que bem há no gozo do desejo? Neste corpo aflito de desejo, cólera, cobiça, ilusão, medo, desânimo, inveja, separação do desejável, união com o indesejável, mágoas e o resto, de que vale o gozo dos desejos? E nós vemos que o mundo inteiro se corrompe como esses mosquitos, essas varejas, esses capins, e essas árvores que crescem e perecem… Entre outras coisas há o secamento dos grandes oceanos, o desmoronar dos picos das montanhas, o desvio da estrela polar… a submissão da terra… Neste ciclo de existência, de que vale o gozo do desejo, se depois que o homem o sacia o vê retornar?”.

Como que a reclamar da existência de um órgão mental capaz de perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, por ignorar a existência do criptoscópio, mas pressentindo a sua necessidade, a primeira lição que os sábios dos Upanishads ensinam é a insuficiência do intelecto para tanto. Então, confundindo os órgãos mentais com o cérebro material, eles assim se expressam:

Como pode este fraco cérebro, que dói pela ação de um pequeno cálculo, intentar compreender a complexa imensidade da qual ele é tão transitório fragmento? Não que o intelecto seja inútil, pois ele ocupa um lugar modesto e nos serve bem quando defrontado pelas relações entre as coisas, mas como vacila diante do eterno, do infinito, ou do elementarmente real! Na presença da silenciosa realidade que está atrás de todas as aparências, e bem em cima de todo o conhecimento, necessitamos de outro órgão de percepção além do dos sentidos. Não é aprendendo que alcançamos o Atman (ou a Alma do Mundo), não é pelo gênio e pelo muito conhecimento de livros… o brâmane que renuncie ao estudo e se torne uma criança… Que não procure muitas palavras, por que isso não passa de um mero cansaço da língua”.

No futuro, o próprio Spinoza iria afirmar que é a percepção direta a única que pode captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, pois ela traz o discernimento imediato; e, como também iria afirmar Bergson, a intuição é primordial quando o espírito deliberadamente fecha as portas aos sentidos externos.

Por isso, os Upanishads dizem que Brahman furou as aberturas dos sentidos de modo que se abrissem para fora, assim o homem olha para fora e não para dentro de si mesmo, alguns homens sábios, entretanto, com os olhos fechados e o desejo na imortalidade, veem para dentro. Se, olhando para dentro, um homem nada encontra, isso só prova a perfeição da sua introspecção, porque nenhum homem pode esperar encontrar o eterno dentro de si, já que ele está imerso no efêmero e no particular. Antes que essa realidade interior possa ser sentida, o homem tem de alijar de si toda ação e todo pensamento, toda a turbulência da alma e do corpo. Por fim, o indivíduo cessa de ser e a unidade e a realidade aparecem. Porque não é o indivíduo que o vidente vê em seu puro ser interior, esse ser individual não passa de uma série de estados mentais, é meramente o corpo visto de dentro. O que o sábio procura é o atman, o Próprio de todos os próprios, a Alma de todas as almas, o imaterial, o Absoluto sem forma, no qual nós mergulhamos quando nos esquecemos de nós mesmos, o que implica em dizer que Deus se encontra em nós mesmos, consoante o estágio evolutivo em que nos encontramos.

Mas o que eles queriam dizer, na realidade, e não souberam explicar, é que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade não se encontram dentro de nós, pois se olharmos para nós mesmos nada iremos encontrar que tenha alguma relação com o que seja absoluto, pois tudo aquilo que se refere diretamente ao nosso interior é relativo. Assim, o homem tem que se alçar ao Espaço Superior e lá captar os conhecimentos verdadeiros que lá se encontram, através da percepção oriunda do seu criptoscópio, por isso eles não são criados ou inventados, pois ninguém é capaz de criar conhecimentos, já que isso modificaria a perfeição do Universo, por isso todos os conhecimentos sempre existiram, já que foram criados por Deus. Para tanto, tem que alijar de si toda ação e todo pensamento, oriundos da compreensão do intelecto, que deve criar as experiências físicas correspondentes a esses conhecimentos metafísicos. Daí a razão deles dizerem que o sábio procura o Atman, o Absoluto, no qual nós mergulhamos quando nos esquecemos de nós mesmos.

Mas embora esta Grande Era que está ora sendo explanada, denominada de A Era da Sabedoria, seja dedicada mais especificamente ao desenvolvimento da Saperologia, o fato é que o desenvolvimento da Veritologia não poderia deixar de também ser considerado, uma vez que ela se caracteriza como sendo a sua fonte. E caso a Veritologia tivesse conseguido se estabelecer na face da Terra, encontraria a Saperologia no final da Grande Era pronta para a sua explanação. Mas como tal não ocorreu, vamos discorrer um pouco sobre algumas tentativas da sua fixação neste mundo.

Vale aqui ressaltar que assim como as ciências são dependentes da Saperologia, as religiões também são dependentes da Veritologia, já que as religiões também são as fontes das ciências. Mas sempre quando se tenta fixar a Veritologia no seio da nossa humanidade, geralmente se cria um credo em nome do veritólogo responsável, cujos seguidores se danam a realizar cultos e rituais diversos, erguendo templos e altares em prol de supostas divindades, sempre submissos e com temor ao deus ou aos deuses que imaginam existir, por isso prestando homenagens, adorando e se tornando pedintes inveterados, sempre baseados na fé credulária e na salvação, as quais fazem parte do irracionalismo pregado e imposto pelos sacerdotes, os mentores desses credos. Na Índia, um grande exemplo é Buda, como veremos no próximo tópico.

 

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