08- A INVESTIGAÇÃO E A PESQUISA

Prolegômenos
1 de junho de 2018 Pamam

Em princípio, a minha finalidade era de explanar apenas acerca dos principais fundamentos do método, da doutrina, do sistema e da finalidade. Contudo, ao concluir estas explanações, eu pude constatar que elas ficariam incompletas, sendo insuficientes para a apreensão de tudo aquilo que eu queria transmitir, caso não me dispusesse a explanar também acerca da investigação e da pesquisa, que são fundamentais para tudo aquilo que se queira apreender em termos de saber em nossa alma, já que a nossa humanidade vive em um verdadeiro embaraço em relação a elas, com os mais evoluídos envolvidos em um emaranhado de representações imaginativas que os deixam praticamente em um beco sem saída.

Como a comunidade científica não considera relevante a investigação, pelo fato de ignorar a sua alta finalidade, eu devo então expor um pouco do contexto das suas principais representações imaginativas acerca da pesquisa, já que apenas ela é considerada como sendo relevante, com a investigação sendo apenas levemente mencionada, para que todos possam constatar como elas representam os fios que se emaranham e embaraçam a compreensão do seu teor, sem qualquer possibilidade da urdidura das suas teceduras, em virtude desses fios serem tanto inadequados como insuficientes para serem entrelaçados regularmente, produzindo o verdadeiro tecido que identifica tanto a verdadeira investigação como a verdadeira pesquisa, com ambas sendo essenciais para o verdadeiro saber.

São inúmeros os conceitos de pesquisa, uma vez que os estudiosos acerca do assunto ainda não chegaram a um consenso ao seu respeito, o que se explica em função deles ainda serem cativos da ilusão da matéria, sem que tenham conseguido apreender o que sejam o método, assim como também a doutrina, que trata dos conhecimentos metafísicos, o sistema, que trata das experiências físicas, e a finalidade, com base na razão, considerando tudo como se fosse apenas conhecimento científico, obviamente que aqui desconsiderando as pesquisas escolares e outras afins.

Os compêndios afirmam que a pesquisa é o ato ou o efeito de pesquisar, a indagação ou a busca minuciosa para a averiguação da realidade; investigação, inquirição. Investigação e estudo, minudentes e sistemáticos, com o fim de descobrir ou estabelecer fatos ou princípios relativos a um campo qualquer do conhecimento.

O Webster’s International Dictionary considera a pesquisa como sendo uma indagação minuciosa ou o exame crítico e exaustivo na procura de fatos e princípios; uma diligente busca para averiguar algo, afirmando que pesquisar não é apenas procurar a verdade, como se coubesse à pesquisa a busca da verdade, mas também encontrar as respostas para as questões que forem sendo propostas, utilizando os métodos científicos, os quais já foram devidamente explanados em seus principais fundamentos.

Estando ciente dos inúmeros conceitos existentes sobre a pesquisa, sendo todos eles equivocados e desencontrados, Asti Vera vem afirmar que o “significado da palavra não parece ser muito claro, ou, pelo menos, não é unívoco”, reconhecendo, assim, que nos diferentes campos do saber humano não existe qualquer consenso que possa vir formar uma ideia real ao seu respeito, necessária à compreensão humana. Mas para ele, que também expõe a sua representação imaginativa a respeito do assunto, o ponto de partida da pesquisa se encontra no “problema que se deverá definir, examinar, avaliar, analisar criticamente, para depois ser tentada uma solução”.

Os estudiosos consideram que Ander-egg vai mais além, pois que para ela a pesquisa é “um procedimento reflexivo sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo de conhecimento”, com ela sendo, portanto, um procedimento formal, com método de pensamento reflexivo, que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para se conhecer a realidade ou para se descobrir verdades parciais.

Para Rummel a pesquisa tem dois significados especiais: em sentido amplo, engloba todas as investigações especializadas e completas; e, em sentido restrito, abrange os vários tipos de estudos e de investigações mais aprofundados.

Já Abramo destaca a existência de dois princípios gerais, considerados como sendo válidos na investigação científica, os quais ele sintetiza da seguinte maneira: “objetividade e sistematização de informações fragmentadas”. O estudioso destaca também princípios particulares, apontando aqueles que, em determinado campo do conhecimento, são válidos para a pesquisa, e os que dependem da natureza especial do objeto da ciência em pauta.

Por aqui logo se constata que esses estudiosos não sabem sequer diferenciar a investigação da pesquisa.

Os estudiosos consideram que a pesquisa tem importância fundamental no campo das ciências sociais, ou humanas, principalmente na obtenção de soluções para os problemas coletivos. Para eles, o desenvolvimento de um projeto de pesquisa compreende seis passos, que são os seguintes:

  1. A seleção do tópico ou do problema para a investigação;
  2. A definição e a diferenciação do problema;
  3. O levantamento das hipóteses do trabalho;
  4. A coleta, a sistematização e a classificação dos dados;
  5. A análise e a interpretação dos dados;
  6. O relatório do resultado da pesquisa.

Considerando que a pesquisa tem a sua finalidade, os estudiosos se esforçam por defini-la de todas as maneiras, possíveis e imaginárias, sem que obviamente consigam chegar aos seus intentos, posto que lhes falta um pouco de raciocínio e de bom senso, pois se eles mesmos não conseguiram chegar a qualquer conclusão acerca do que seja a pesquisa, em decorrência, jamais poderiam também chegar à conclusão da sua finalidade. Como alguém pode pretender estabelecer a finalidade para algo que ele mesmo ignora o que esteja realizando?

Para Selltiz e Alii a finalidade geral da pesquisa é “descobrir respostas para questões mediante a aplicação de métodos científicos”, mesmo que às vezes esses métodos não obtenham respostas fidedignas, por serem os únicos que podem oferecer resultados satisfatórios ou de total êxito. Eles apontam quatro finalidades para a pesquisa, que são as seguintes:

  1. Familiaridade: em relação a certo fenômeno ou obtenção de novos esclarecimentos sobre ele, visando ao desenvolvimento de hipóteses ou à formulação de um problema preciso;
  2. Exatidão: na representação das características grupais, individuais ou de situações;
  3. Frequência: de um fenômeno ou de determinado tipo de relações;
  4. Análise: de hipóteses causais.

Já Trujillo considera que a pesquisa tem como finalidade geral “tentar conhecer e explicar os fenômenos que ocorrem no mundo existencial”, com esta tentativa pretendendo explicar como operam os fenômenos, quais as suas funções e estruturas, quais as mudanças efetuadas, por que e como se realizam, e até que ponto podem sofrer influências ou serem controlados. Nesse seu contexto, ele aponta duas finalidades para a pesquisa, que são as seguintes:

  1. Pura: quando melhora o conhecimento, pois permite o desenvolvimento da metodologia na obtenção dos diagnósticos e dos estudos cada vez mais aprimorados dos problemas ou fenômenos, tendo como exemplo a teoria da relatividade;
  2. Prática: quando elas são aplicadas com determinado objetivo prático, tendo como exemplo a aplicação da energia nuclear.

Bunge também considera duas finalidades de pesquisa com base na acumulação e na compreensão dos fatos levantados. O levantamento dos dados se faz por meio de hipóteses precisas, formuladas e aplicadas sob a forma de respostas às questões consideradas como sendo os problemas da pesquisa, que deve partir sempre de um tipo de problema, ou de uma interrogação. Desta maneira, ela vai responder às necessidades de conhecimento de certo problema ou fenômeno. Várias hipóteses vão sendo levantadas no decorrer da pesquisa, com esta podendo confirmá-las ou invalidá-las.

Com tudo isso dito pelos estudiosos, com os planos de pesquisa obviamente variando de acordo com as suas finalidades, fica muito difícil as suas elaborações, já que todas essas finalidades são desencontradas, e nada esclarecedoras.

Para os estudiosos em geral, toda pesquisa deve se basear em uma teoria, que serve como ponto de partida para a investigação bem sucedida de um problema. Com eles considerando a teoria como sendo um instrumento da ciência, ela deve ser utilizada para conceituar os tipos de dados a serem analisados, que para ser válida deve se apoiar em fatos observados e provados, sendo eles resultantes da pesquisa. A pesquisa dos problemas práticos pode levar à descoberta de princípios básicos e, frequentemente, fornece conhecimentos que têm aplicação imediata.

Com os estudiosos tomando Best como base, eles resumem as características da pesquisa da seguinte maneira:

  1. Procedimento sistematizado: aquele por meio do qual novos conhecimentos são coletados de fontes primárias ou de primeira mão, sendo considerado que a pesquisa não é apenas a confirmação ou a reorganização de dados já conhecidos ou escritos, e nem a mera elaboração de ideias, com ela exigindo a comprovação e a verificação, que dando ênfase ao descobrimento de princípios gerais, transcende as situações particulares e utiliza procedimentos de amostragem para inferir na totalidade ou no conjunto da população;
  2. Exploração técnica, sistemática e exata: baseando-se em conhecimentos teóricos anteriores, o investigador planeja cuidadosamente o método a ser utilizado, formula problemas e hipóteses, registra sistematicamente os dados e os analisa com a maior exatidão possível. Para efetuar a coleta dos dados, utiliza instrumentos adequados, emprega todos os meios mecânicos possíveis, a fim de obter uma maior exatidão na observação humana, no registro e na comprovação de dados;
  3. Pesquisa lógica e objetiva: deve utilizar todas as provas possíveis para o controle dos dados coletados e dos procedimentos empregados. O investigador não se pode deixar envolver pelo problema, devendo olhá-lo objetivamente, sem emoção. Não se deve tentar persuadir, justificar ou buscar somente os dados que confirmem as suas hipóteses, mas comprovar o que é mais importante do que justificar;
  4. Organização quantitativa dos dados: o tanto quanto possível os dados devem ser expressos com medidas numéricas. O pesquisador deve ser paciente e não ter pressa, pois as descobertas significativas resultam de procedimentos cuidadosos e não apressados. Não se deve fazer juízo de valor, mas deixar que os dados e a lógica levem à solução real, verdadeira;
  5. Relato e registro meticulosos e detalhados da pesquisa: assim como as referências bibliográficas, a metodologia deve ser indicada, com a terminologia sendo cuidadosamente definida, os fatores limitativos apontados e todos os resultados sendo registrados com a maior objetividade. As conclusões e generalizações devem ser feitas com precaução, levando-se em conta as limitações da metodologia, dos dados recolhidos e dos erros humanos de interpretação.

Aí está, em resumo, o emaranhado em que se encontram os compêndios, as ciências e os estudiosos em suas tentativas de formar uma ideia sobre as pesquisas, que é decorrente da ignorância daquilo que devem pesquisar, por conseguinte, da ausência de uma finalidade posta pela realidade do que deveriam alcançar nessas suas pesquisas, que se limita estritamente àquilo que conhecem no âmbito da ilusão da matéria, que de qualquer maneira tem a sua utilidade para a nossa humanidade, já que a natureza permite as manipulações e as transformações dos seus elementos naquilo que os seres humanos conseguem proporcionar em termos de efeitos, mesmo sem o conhecimento real das suas respectivas causas.

O que é que as ciências pretendem pesquisar, na realidade, se elas nada sabem a respeito das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais? Elas apenas se ocupam em realizar os efeitos decorrentes da ilusão da matéria, que nada proporcionam em termos de conhecimentos metafísicos, que são os conhecimentos verdadeiros. Por isso, antes da realização de qualquer pesquisa, faz-se necessário que se proceda a uma investigação minudente acerca da Cosmogonia, a que trata da origem e da evolução do Universo, para que assim se possa identificar o nosso papel no contexto universal. E essa investigação cabe, exclusivamente, à Veritologia, para que então depois se possa pesquisar, e a pesquisa cabe, exclusivamente, à Saperologia, que após cumprirem com esses seus desideratos, estando unidas, irmanadas, congregadas, podem alcançar à Ratiologia, que por sua vez é a única que pode definir a razão da existência de tudo o que nos cerca, alcançando o Saber, por excelência.

Todo o Universo é composto pela propriedade da Força, que contém o espaço, e pela propriedade da Energia, que contém o tempo, que fornecem as suas coordenadas por intermédio das estrelas, além dos seres que o habitam e que formam os mundos, e nada mais. A propriedade da Luz não compõe o Universo, mas o penetra completamente em todos os sentidos, por intermédio das coordenadas fornecidas pelas estrelas.

Temos de um lado a propriedade da Força, em que a manifestação que prepondera no ser que com ela se ocupa em primeiro plano é o poder. O órgão mental que o caracteriza é o criptoscópio. A função desse órgão mental é a percepção. A finalidade do órgão é a captação. A atividade básica exercida pelo ser é a Veritologia. O teor da atividade básica exercida pelo veritólogo é o conhecimento metafísico. A forma de aprender a atividade básica exercida pelo veritólogo, ou a forma de evoluir, é o estudo. O local onde reside o teor da atividade básica exercida pelo veritólogo, que é o conhecimento metafísico, é o espaço. A finalidade da atividade básica exercida pelo veritólogo é a verdade. O atributo maior obtido pelo veritólogo, no exercício da sua atividade básica, para que ele possa se elevar ao Espaço Superior, é a moral. A natureza do atributo maior obtido pelo veritólogo, no exercício da sua atividade básica, é absoluta. A aplicação do atributo maior obtido pelo veritólogo, no exercício da sua atividade básica, é individual. O elemento de produção do veritólogo, no exercício da sua atividade básica, é o sentimento. A forma pela qual o veritólogo capta e transmite o que produz, que é o sentimento, é a vibração magnética. A relação entre o veritólogo e as coisas, os fatos e os fenômenos é de causa. E a finalidade do veritólogo em sua evolução espiritual é alcançar a onipotência.

Temos de outro lado a propriedade da Energia, em que a manifestação que prepondera no ser que com ela se ocupa em primeiro plano é a ação. O órgão mental que o caracteriza é o intelecto. A função desse órgão mental é a compreensão. A finalidade do órgão é a criação. A atividade básica exercida pelo ser é a Saperologia. O teor da atividade básica exercida pelo saperólogo é a experiência. A forma de aprender a atividade básica exercida pelo saperólogo, ou a forma de evoluir, é o sofrimento. O local onde reside o teor da atividade básica exercida pelo saperólogo, que é a experiência, é o tempo. A finalidade da atividade básica exercida pelo saperólogo é a sabedoria. O atributo maior obtido pelo saperólogo, no exercício da sua atividade básica, para que ele possa se transportar ao Tempo Futuro, é a ética. A natureza do atributo maior obtido pelo saperólogo, no exercício da sua atividade básica, é relativa. A aplicação do atributo maior obtido pelo saperólogo, no exercício da sua atividade básica, é relacional. O elemento de produção do saperólogo, no exercício da sua atividade básica, é o pensamento. A forma pela qual o saperólogo cria e transmite o que produz, que é o pensamento, é a radiação elétrica. A relação entre o saperólogo e as coisas, os fatos e os fenômenos é de efeito. E a finalidade do saperólogo em sua evolução espiritual é alcançar a onipresença.

Temos, por fim, a propriedade da Luz, em que a manifestação que prepondera no ser que com ela se ocupa é a existência eterna e universal, ressaltando aqui que ela não se extingue com a morte, que se trata apenas da desencarnação, com o ser continuando a sua existência em plano astral, que tanto pode ser superior como inferior, com este sendo provisório. O órgão mental que o caracteriza é a consciência. A função desse órgão mental é a coordenação. A finalidade do órgão é a união, a irmanação, a congregação, entre o criptoscópio e o intelecto. A atividade básica exercida pelo ser é a Ratiologia. O teor da atividade básica exercida pelo ratiólogo é o Saber, por excelência. A forma de aprender a atividade básica exercida pelo ratiólogo, ou a forma de evoluir, é o raciocínio. O local onde reside o teor da atividade básica exercida pelo ratiólogo, que é o Saber, por excelência, é o Universo, formado pelas coordenadas fornecidas pelas estrelas. A finalidade da atividade básica exercida pelo ratiólogo é a razão. O atributo maior obtido pelo ratiólogo, no exercício da sua atividade básica, para que ele possa se elevar ao Espaço Superior e se transportar ao Tempo Futuro, concomitantemente, universalizando-se, é a educação. A natureza do atributo maior obtido pelo ratiólogo, no exercício da sua atividade básica, é divina, em que aqui o divino deve ser compreendido como sendo algo que se aproxima ou que já chegou ao limite da perfeição, como no caso de Jesus, o Cristo, que em a sua sublimidade alcançou a um grau elevadíssimo na escala dos valores, tanto criptoscopiais e morais, como intelectuais e éticos, em que se sobressai a consciência e a educação. A aplicação do atributo maior obtido pelo ratiólogo, no exercício da sua atividade básica, é espiritual. O elemento anterior de produção do ratiólogo, no exercício da sua atividade básica, é a amizade espiritual. O elemento final de produção do ratiólogo, no exercício da sua atividade básica, é o amor espiritual. A forma pela qual o ratiólogo capta e transmite o que produz é o raio de luz. A relação entre o ratiólogo e as coisas, os fatos e os fenômenos é de causa e efeito. E a finalidade do ratiólogo em sua evolução espiritual é alcançar a onisciência.

Como se pode agora facilmente constatar, fica assim comprovada tanto a existência de Deus como a Sua organização perante toda a nossa humanidade, com esta se estabelecendo através das Suas Substâncias, que se dividem em Essência e Propriedades, da seguinte maneira: o Ser Total é a Sua Essência, ou o Criador, de onde vem todos os seres individualizados, ou as suas criaturas, que também são essências, pelo fato de serem provenientes e de fazerem parte da Essência de Deus; a Força, a Energia e a Luz são as Suas Propriedades, as quais os seres ou as criaturas vão adquirindo no decorrer do processo da evolução, primeiramente adquirindo as propriedades da Força e da Energia, até que no decorrer do processo evolutivo alcançam a propriedade da Luz, quando então se tornam espíritos, com a aquisição do raciocínio e do livre arbítrio, continuando as suas jornadas evolutivas até se reintegrarem novamente ao Criador, abandonando o âmbito da imperfeição, onde se encontram o bem e o mal, este último através da ignorância, em busca de alcançar o âmbito da perfeição, que se situa acima do bem e do mal, tirando de si mesmos tudo aquilo que os identifica com Deus, chamando-O de Pai, exatamente como assim procedeu Jesus, o Cristo, na sua condição superior de ratiólogo.

Os veritólogos, então, são os investigadores ou os investigantes da verdade, ou seja, aqueles que investigam, pelo fato da verdade não ser criada, estando desde sempre contida no espaço, pois somente se investiga aquilo que realmente existe, e jamais aquilo que não existe, como a ilusão da matéria e o devaneio do sobrenatural, em virtude deles haverem desenvolvido, sobremaneira, os seus criptoscópios e de haverem adquirido em larga extensão os atributos individuais superiores que formam a moral, o que lhes possibilita se elevar ao Espaço Superior, já que a verdade não se encontra posta no ambiente terreno, tendo ele que ser transcendido, sendo este o principal método adotado pelos seus investigadores.

Em existindo os investigadores, é óbvio que também existe aquilo que deve ser investigado, que é o objeto das suas investigações, que está sujeito às investigações, e que por isso tem que se submeter, necessária e obrigatoriamente, às investigações, sendo, portanto, passível de ser captado, pois que se tornaria um tremendo ilogismo a existência e a conservação de qualquer segredo acerca da verdade, já que os mistérios se situam no âmbito do sobrenatural, por isso todos eles são inventados pela imaginação.

E a investigação é o ato de investigar, a busca incessante pela verdade, que contém as leis naturais e imutáveis que regem o espaço, um dos formadores do Universo, assim como também os conhecimentos acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, que sendo abstratos, são todos metafísicos, por isso, absolutos, imutáveis, ontológicos, incriáveis. Desta maneira, investigar é seguir os vestígios da verdade, examinando racionalmente com atenção as suas vibrações magnéticas, com a finalidade de encontrá-la, para que então possa captá-la e depois transmiti-la, o que somente pode ocorrer através do estudo, neste caso não do estudo através dos livros, mas sim do estudo das vibrações magnéticas contidas no espaço, que são decodificadas e transmitidas em forma de doutrina.

A verdade, pois, é investigativa, e não pesquisativa, quer dizer, é própria para se investigar, pois que ela é algo que já existe e que se encontra contida no Espaço Superior. Vejamos o que diz Pedro Ivo, em sua obra Contos, a página 217, quando ele se referindo à investigação, diz o seguinte: “Investigando com o seu olhar de marinheiro o espaço”. E o que diz também Tomás Ribeiro, em sua obra Jornadas, a página 81, quando ele da mesma forma se referindo à investigação, diz o seguinte: “Manda a junta… proceder a uma devassa… para investigar da revolta de 23 de setembro”.

Todos são sabedores que se denomina de investigador ao autor da investigação de paternidade ou de maternidade, assim como também aos agentes de polícia autores das investigações policiais, que investigam aos fatos já existentes. Os Autos de Investigação são processos de inquirição de testemunhas feitos administrativamente acerca de algo já existente, geralmente os fatos criminosos, e que servem de base ao processo judicial. O Conselho Militar de Investigação forma os processos preparatórios para investigar acerca de já algo já existente, que são os delitos militares, a fim de punir disciplinarmente aos infratores, ou então para servir de base ao Conselho de Guerra. Tudo isso demonstra mais do que o suficiente que a verdade é totalmente investigativa.

Com os veritólogos cumprindo com as suas missões de captar a verdade do Espaço Superior e de transmitir os seus conhecimentos metafísicos através de uma saperologia, pela inclusão de algumas experiências físicas acerca da sabedoria, para que elas possam ser apreendidas pela compreensão dos saperólogos, eles conseguem formar uma doutrina, que deverá servir de fonte para a Saperologia, exatamente como Luiz de Mattos e os seus seguidores assim procederam, com o veritólogo maior fundando o Racionalismo Cristão, que de início assim foi fundado na condição de uma doutrina, daí a razão pela qual os seus militantes afirmarem ser ele, o Racionalismo Cristão, o portador da doutrina da verdade, que prima em primeiríssimo plano pelo esclarecimento e pelo estabelecimento da moral no seio da nossa humanidade, assim como também a razão pela qual os seus ensinamentos conseguem fornecer algum norte para os seus próprios militantes, mesmo na condição de doutrina, que foi a sua condição inicial posta neste mundo pelos veritólogos.

Os saperólogos, então, por outro lado, são os pesquisadores ou os pesquisantes da sabedoria, ou seja, aqueles que pesquisam, pelo fato da sabedoria ser criada, não estando desde sempre contida no tempo, a não ser em analogia com outros elementos, pois somente se pesquisa aquilo que ainda não existe, em virtude deles haverem desenvolvido, sobremaneira, os seus intelectos e de haverem adquirido em larga extensão os atributos relacionais positivos que formam a ética, o que lhes possibilita se transportar ao Tempo Futuro, já que a sabedoria não pode ser criada diretamente do ambiente terreno, tendo que transcendê-lo, sendo este o principal método adotado pelos seus pesquisadores.

Em existindo os pesquisadores, é óbvio que também existe aquilo que deve ser pesquisado, que é o objeto das suas pesquisas, que está sujeito às pesquisas, e que por isso tem que se submeter, necessária e obrigatoriamente, às pesquisas, sendo, portanto, passível de ser criado, pois que se tornaria um tremendo ilogismo a impossibilidade das criações acerca da sabedoria.

A pesquisa, pois, é o ato de pesquisar, a busca pela sabedoria, que contém os princípios naturais e mutáveis que regem o tempo, assim como também as experiências acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, que sendo concretos, são todos físicos, por isso, relativos, mutáveis, empíricos, criáveis. Desta maneira, pesquisar é seguir os vestígios da sabedoria, examinando racionalmente com atenção as suas radiações elétricas, com a finalidade de encontrá-la, para que possa criá-la com relatividade ao estágio evolutivo em que se encontra, para depois transmiti-la, o que somente pode ocorrer através do sofrimento, ressaltando-se que o sofrimento é o resultado ou o efeito de uma ação, que tanto pode ser prazerosa como dolorosa, não sendo, pois, sinônimo de dor.

Então a sabedoria é totalmente pesquisativa, quer dizer, própria para se pesquisar, pois que ela é algo que ainda não existe e que deve ser criada no Tempo futuro. Vejamos o que diz Coelho Neto, em sua obra Turbilhão, a página 226, quando ele se referindo à pesquisa, diz o seguinte: “Aurélio andava adoentado e raramente subia à roleta, passando os dias… na Biblioteca, pesquisando, escavando assuntos para novelas e poemas”. Quando alguém estabelece uma finalidade com o intuito de criar princípios ou fatos relativos a um campo qualquer de uma atividade, ele sempre procede a uma pesquisa, denominada de Pesquisa de Campo, como é exemplo a Pesquisa de Mercado, que trata do levantamento, registro, análise ou coleta dos fatores relacionados com os problemas de distribuição e venda de mercadorias ou de prestação de serviços, assim como também é exemplo a Pesquisa de Motivação, que tem por fim a coleta de dados em profundidade relativa à reação psicológica do público a um dado produto, marca, acontecimento ou serviços, para que se possam criar as devidas estratégias de ação, e outros exemplos de pesquisa. Tudo isso demonstra mais do que o suficiente que a sabedoria é pesquisativa.

Com os saperólogos cumprindo com as suas missões de criar a sabedoria do Tempo Futuro e de transmitir as suas experiências físicas através de uma veritologia, pela inclusão de alguns conhecimentos metafísicos veritológicos, para que elas possam ser apreendidas pela percepção dos veritólogos, eles conseguem formar um sistema, que deverá servir de rumo para a Veritologia, exatamente como Aristóteles e os seus discípulos assim procederam, já que ele compilou tudo aquilo que havia sido transmitido pelas escolas veritológicas anteriores a ele, para que através desses conhecimentos pudesse dar início às ciências, com todas elas assim se desenvolvendo até aos dias de hoje, esteadas na ilusão da matéria, já que a verdade ainda não havia sido estabelecida no seio da nossa humanidade.

Foi com base nos estudos dos veritólogos e dos saperólogos que Luiz de Mattos, investigando e captando a verdade, pôde transmiti-la com a inserção de experiências físicas acerca da sabedoria, através do Racionalismo Cristão.

Na minha encarnação anterior como Ruy Barbosa, eu demonstrei existir em minha alma os mais elevados graus de inteligência e de coragem, tanto que o próprio Luiz de Mattos teve que afirmar que eu era o detentor da maior mentalidade das Américas, tendo também que afirmar que eu era o primeiro grande brasileiro, tendo sido esta sua última afirmativa recentemente confirmada por ilustres e destacados representantes dos mais diversos setores profissionais da nossa nação, através de revistas de grande circulação nacional.

Mas nessa época, eu não podia ainda me tornar um saperólogo, espiritualizando-me, em estrita obediência ao plano de espiritualização da nossa humanidade, tendo que conservar estrategicamente em minha alma alguns atributos individuais inferiores que faltavam para que eu pudesse completar de vez a minha moral, os quais foram apontados por Luiz de Mattos, o espírito da verdade, para que assim não surgisse a mínima dúvida de que eu era ainda um fraco, daí a razão pela qual ele teve que afirmar em suas obras que todos iriam ver um fraco se tornar um forte, como que demonstrando a realidade do Racionalismo Cristão, e ainda evidenciando um dos preparativos nele contidos para o meu retorno a este mundo, reencarnando novamente, agora como Pamam.

Tendo reencarnado como Pamam, na condição de cientista, eu tive primeiro que proceder à Pesquisa de Campo relativa ao viver humano, tornando-me ciente de toda a sua imperfeição, em decorrência de todo o mal que existia encravado nas almas dos seres humanos, tendo que senti-lo em toda a sua pujança no âmago da minha alma, para que assim, através dessas experiências científicas relativas ao ambiente terreno, eu pudesse adquirir a sabedoria necessária para resolver os magnos problemas do mundo, advindos principalmente da ignorância e da falta de moral, assim como também da falta de ética, tendo que esclarecer a toda a minha humanidade, extinguindo do ambiente terreno a ignorância e demonstrando experimentalmente a aquisição da moral, já que ela é individual. E mais: reconstruir tudo que a verdade havia demolido, com base na sabedoria, congregando esta àquela, para que assim pudesse adentrar com ambas no âmbito da razão. Tudo isso, e mais alguns encargos, inclusive o de estabelecer os meus ideais na face da Terra. Sem esquecer a minha atividade científica em demonstrar experimentalmente a real existência da baixa espiritualidade na atmosfera da Terra, formada pelos espíritos decaídos no astral inferior, que atuam em todos os setores da vida, obsedando aos encarnados e provocando todos os tipos de doenças e desastres, em que estes são considerados pela comunidade científica como sendo naturais.

A minha inteligência demonstrada na encarnação passada foi reconhecida por todos os brasileiros da minha época, perpetuando-se até aos dias atuais, tendo sido reconhecida, inclusive, no exterior, notadamente em uma conferência em Haia, na Holanda, que reuniu os personagens mais notáveis da época de todas as nações. Mas alguém ainda pode ser capaz de duvidar da minha coragem, que tanto na minha encarnação passada como nesta eu demonstrei de todas as maneiras. Assim, dirigindo-me diretamente aos céticos, aproveitando a oportunidade para confirmar a preparação da doutrina do Racionalismo Cristão para o meu retorno a este mundo para explaná-lo, e também provando a existência da reencarnação, vejamos o que Luiz de Souza, um dos mais notáveis veritólogos da nossa humanidade, portanto, um dos maiores investigadores da verdade, afirmou em sua obra A Morte Não Interrompe a Vida, as páginas 253 a 267, quando se referindo diretamente à coragem, no que também incluo outro assunto esclarecedor, expressou o seguinte:

A coragem é a disposição de ânimo que leva o indivíduo a enfrentar o perigo, a zelar pela sua honra e dignidade, arrostando qualquer sacrifício, a se manter ereto diante dos interesses contrariados, a lutar pelo direito em ambiente hostil (grifo meu), a se bater por um ideal contra as forças mais poderosas, a encarar, com serenidade, o insucesso, a defender os mais fracos e os injustiçados, a não usar da sua força contra os humildes, e não se aproveitar de situações de desventura.

A coragem é um produto de educação cultivada por séculos, que, de existência em existência, vai se tornando cada vez mais apurada. Depois de cultivada, é serena e ponderada, e se revela com as suas características próprias nos grandes momentos, nas ocasiões dramáticas, nos instantes decisivos (grifo meu).

Assim, a coragem nasce da necessidade de enfrentar os acontecimentos, e do entendimento que traz a convicção de que se pode viver muito melhor com coragem, do que sem ela.

Dos planos mais elevados de espiritualização, descem à Terra, de quando em quando, para encarnar, espíritos iluminados, Mestres em disciplina espiritualista, nos quais não é difícil constatar, além de uma coragem sem limites (grifo meu), o espírito de renúncia, a expressão de simplicidade e a dedicação superior voltada para a evolução da humanidade.

A coragem de modo algum pode prejudicar. Ela exige prudência, cautela e ação. Todos, na rotina da evolução, caminham para conquistá-la. A vida terrena oferece numerosas experiências para o exercício da coragem, pela necessidade que há dela se integrar na formação moral de cada pessoa (grifo meu). A coragem aviva os traços da personalidade, dá firmeza aos atos e às atitudes, e por ela se elegem os condutores dos agrupamentos humanos (grifo meu).

Fora do espiritualismo, a coragem não é compreendida senão pela forma desassombrada de expor a vida, em atitude repentina, em obediência ao primeiro ímpeto, quase sempre insuflado pelo astral inferior.

A vida material encerra, na realidade, um forte poder de ilusão. A energia vital que o espírito transmite ao corpo físico, faz com que se tenha a impressão de que este seja realmente a própria criatura. Nessa imagem é que se aloja a ilusão que inspira a romaria aos cemitérios. Os romeiros do dia de finados, são seres embalados pelos sonhos da ilusão.

O ser humano, na sua primeira fase evolutiva, passa por esse crivo de ilusões, e só pode se libertar, definitivamente, do engodo, quando estiver apto a seguir, na sua marcha ascendente, pelo caminho da espiritualidade. Antes disso, qualquer explicação mais avançada lhe parece absurda, e prefere ficar com as suas ilusões (grifo meu).

Também ocorre que no estágio primário da evolução, o indivíduo, é, geralmente, pretensioso e pensa que sabe muito, não sendo de boa prática, por isso, levar-se o conhecimento real das coisas, abertamente, aos que não estão preparados para recebê-lo, para evitar situações desconcertantes”.

Estando assim demonstradas a minha inteligência e a minha coragem, eu teria que também demonstrar a minha boa vontade em relação à minha contribuição decisiva relativa à evolução da nossa humanidade. E nessa demonstração, eu não deveria me utilizar em nada de qualquer talento vocacional que dissesse respeito à dialética, por isso ela deveria brotar in natura da minha alma, sem que eu tivesse qualquer erudição que pudesse interferir na sua demonstração. Assim, o primeiro passo que eu dei para de cientista me tornar um saperólogo, de posse apenas de alguns poucos conhecimentos doutrinários acerca do Racionalismo Cristão, o qual se encontra na Parte 01 – O Despertar, da minha obra explanatória relativa ao Método, que se encontra no site pamam.com.br, representa a demonstração de toda a minha boa vontade para com a nossa humanidade, quando então eu passei a seguir o método por mim adotado para me tornar um saperólogo, que é o Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, elaborado por Descartes, sendo ele muito famoso e do conhecimento de todos aqueles que se dispõem a estudar os grandes vultos que fizeram a história da nossa humanidade, inclusive da própria comunidade científica, que o utilizou como parâmetro para a elaboração dos seus próprios métodos científicos, cuja natureza metodológica ela desconhece totalmente, como será demonstrado no decorrer da obra explanatória relativa ao Método.

Quero com isso afirmar que, com a demonstração plena da minha inteligência, coragem e boa vontade, eu alcanço de vez o estágio evolutivo requerido pela espiritualidade plena, para declarar com convicção a condição do único espírito que foi capaz de obter, em todas as suas extensões, os atributos apontados por Confúcio para assumir a condição do seu super-homem, sabendo-se que a verdade, que é a minha legítima fonte, destaca-o como sendo uma das encarnações anteriores de Jesus, o Cristo, na China, assim como a de Hermes, no Egito, de Krishna, na Índia, e de Platão, na Grécia, antes dele alcançar a condição plena como sendo o ratiólogo maior, que é a condição do Cristo.

Não que particularmente eu quisesse ou pretendesse ser um super-homem, mas foi esta a condição imposta para mim pela espiritualidade, em obediência ao plano de espiritualização da nossa humanidade, para que, sozinho, na mais completa solidão, contra tudo e contra todos, eu pudesse explanar o Racionalismo Cristão e fixar os meus ideais na face da Terra, além de outros pesados encargos espirituais.

Todavia, no caso de alguém me considerar por demais petulante por afirmar esta realidade, enquadrando-a como se fosse apenas uma mera pretensão infundada e descabida da minha parte, de natureza até surrealista, que esse alguém não se esqueça de que assim como Confúcio determinou a minha condição evolutiva, a minha própria humanidade, por outro lado, também determinou outras condições evolutivas para mim, por intermédio dos meus familiares e conhecidos, sendo algumas delas confirmadas até pelos psiquiatras, tais como doido, perturbado, obsedado, vagabundo, soberbo, vaidoso, e tudo o mais. E, afinal, em qual delas eu realmente me enquadro? Na do super-homem de Confúcio ou nas demais? Que cada um faça então o seu próprio julgamento, com base nos próprios valores que julga possuir. E o mais interessante de tudo isso é que, transmitindo as minhas ideias em relação às mulheres, ainda afirmam que eu sou um troglodita, que eu vivo no passado, ignorando completamente que eu me transporto ao Tempo Futuro, e que até já projetei a minha evolução espiritual para os próximos 4.000 anos.

Em sendo assim, expondo-me com inteligência, coragem e boa vontade ao julgamento de todos os leitores, os quais se enquadram em todos os níveis de inteligência, caso algum julgador tenha a decência de observar em sua plenitude a minha alma, dignando-se a ler as minhas obras, onde ela se encontra totalmente exposta a observações e análises, e até as relendo para fixar mais firmemente o seu entendimento, que conclua então quem eu sou, na realidade:

  1. O super-homem de Confúcio, que enobrece a minha alma;
  2. Um louco, um doente mental, um perturbado, um obsedado, um alienado, um irresponsável, um vagabundo, um egoísta, um soberbo, um idiota da espiritualidade, um simples mundano, um troglodita, e tudo o mais que possa ser adjetivado e que possa ferir e denegrir a minha alma.

Na realidade, eu sou o que sou, e sei perfeitamente o que sou, por isso eu não me abalo com o que quer que venha da nossa mais que amada humanidade, seja de quem for. E mais: no decorrer das minhas obras explanatórias, eu vou demonstrar plenamente para a nossa humanidade a condição evolutiva por mim alcançada na espiritualidade, e como ela mesma deturpou esta minha condição evolutiva por mim alcançada na espiritualidade, muito antes mesmo desta minha encarnação, levando-a para o âmbito do sobrenatural, influenciada pela classe sacerdotal.

Eu tenho apenas que alertar ao julgador, por ser esta a minha obrigação, que ele terá que se revestir de inteligência, coragem e boa vontade para que possa me julgar com justiça, nem tanto em largas extensões, se é que tenha a real intenção de fazer justiça com este explanador e idealizador do rumo que deve tomar a nossa humanidade, ora em diante. Em não sendo assim, que fique com o seu próprio julgamento e o divulgue o quanto que quiser, pois quem sabe de mim realmente somos eu e o Astral Superior, e mais ninguém neste mundo. E mais: eu também comprovo quem realmente eu sou no âmbito da espiritualidade, demonstrando com a mais pura lógica e racionalidade: de onde vim, o que aqui estou fazendo e para onde vou, após me desligar da nossa humanidade, prevendo as minhas encarnações futuras para os próximos 4.000 anos, assim como para ela devo retornar, e em que condição evolutiva retornarei, o que nenhum julgador é capaz sequer de imaginar tanto por si mesmo, como para si mesmo, e muito menos comprovar e demonstrar. Eu sei perfeitamente qual é a minha missão neste mundo, portanto, exatamente o que faço e o que escrevo, e ninguém, mas ninguém mesmo, poderá me impedir de cumpri-la!

Se eu sei perfeitamente qual seja a minha missão neste mundo, que pode ser considerada como se fosse um eixo-diretor para o esclarecimento espiritual e o novo rumo que deverá tomar a nossa humanidade, então eu sou capaz também de contemplar o meu futuro, prevendo várias encarnações e qual será a condição evolutiva que deverei alcançar. E esta minha afirmativa é plenamente confirmada por Luiz de Souza, em sua obra A Morte Não Interrompe a Vida, a página 145, quando se referindo ao assunto, como preparativo para a minha vinda a este mundo, declarou o seguinte:

Não há nenhuma inverdade na afirmação de que cada qual terá o futuro que quiser, desde que se possa ver nesse futuro o encadeamento de várias encarnações (grifo meu)”.

Mas antes de continuar a explanação deste tópico relativo à investigação e à pesquisa, para o esclarecimento geral de todos os seres humanos, notadamente dos integrantes da comunidade científica, vejamos o que afirma uma das obras básicas do Racionalismo Cristão, denominada de Prática do Racionalismo Cristão, a página 25, acerca da minha missão neste mundo, que acerca da sua singularidade diz o seguinte:

Para uns, a missão é singela, para outros, mais complexa, mas, para alguns raros, é árdua, e se projeta além das fronteiras do pátrio-lar, estendendo-se pelo orbe”.

Sabendo-se que agora Luiz de Mattos é o chefe da nossa humanidade, pelo fato já explanado da existência de uma hierarquia em nossa organização, cuja posição de chefia que ocupa foi designada pelo próprio Jesus, o Cristo, portanto, por total e pleno merecimento, vejamos o que ele afirma a respeito das minhas pesquisas acerca deste mundo, relativas às minhas experiências científicas no ambiente terreno, através das quais eu tive que chafurdar na lama infecta do próprio ambiente terreno, que refletem o quão é árdua esta minha missão neste mundo, através da manifestação do seu espírito, no aniversário da sua desencarnação, em 15 de janeiro de 1933, inserida na obra Discurso de Antônio Cottas, as páginas 38 e 39, que mesmo sem considerar a natureza científica das minhas experimentações, pelo fato dele não ser dado a experimentações, expressou-se da seguinte maneira:

Desde que procureis vos remodelar nos vossos maus hábitos e costumes, sereis os instrumentos de que necessitamos PARA A EXPLANAÇÃO DELA (a doutrina do Racionalismo Cristão, digo eu, que grifo e realço). É árdua a tarefa que vos entreguei (grifo meu). Feliz, felicíssimo por ver os vossos desejos de remodelação, seguindo os ensinamentos da nossa bela doutrina.

Espero que os senões que tem ocorrido, e aos quais não ligo importância (grifo meu), por saber serem fraquezas, cessem por completo.

Pensai em mim nas vossas horas de inquietações, fadigas, fraquezas, e eu virei.

A luta material é grande, mas se ela é grande, a nossa não é menor. Penetramos em antros, sofrendo horrores, para arrancar de lá as feras que procuram entorpecer os seres. Procuramos limpar os lares honrados e dignos, e para isso é bastante que irradiem a nós.

Quanto maior a luta, mais satisfeitos vos deveis sentir”.

Luiz Alves Thomaz, o notável e magnânimo companheiro de Luiz de Mattos, referindo-se à minha missão neste mundo, embora se expressando na segundo pessoa do plural, como também era costume do seu grande companheiro, na manifestação do seu espírito, por ocasião do aniversário de desencarnação de Luiz de Mattos, aproveitando a manifestação deste espírito, descrita logo acima, na mesma data, inserida na mesma obra, as páginas 39 e 40, assim se expressou:

Luiz de Mattos… Quer que todos os instrumentos da Doutrina, em cuja formação cooperei, saibam imitá-lo em ação, em pensamento, colaborando como eu o fiz quando encarnado.

Deixamos a estrada larga para palmilhardes. O vosso dever é caminhar por ela firmes e resolutos, não temendo coisa alguma, pois será essa estrada que vos há de levar à verdadeira felicidade, àquela que se goza nos mundos de luz puríssima.

Avante! Bem sabemos que os vossos sofrimentos são muitos, mas é pelo sofrimento que o espírito se depura e, assim sendo, por isso tendes que passar enquanto encarnado estiverdes (grifo meu).

Vejo a boa disposição que vos assiste, e isso muita alegria dá àquele que se chamou Luiz Alves Thomaz, que foi sempre vosso amigo e sempre continuará a sê-lo, desde que respeiteis a nossa Doutrina”.

Com relação a essa limitação imposta na nossa amizade, eu me reportarei a ela no momento oportuno, na obra explanatória relativa ao Sistema, contida no site pamam.com.br.

Sendo, pois, sabido que de início eu dirigi as minhas pesquisas científicas para o viver cotidiano deste mundo, para que assim pudesse sentir todo o mal em minha alma, para depois combatê-lo, em todos os sentidos, eu tive depois que deslocar a direção da pesquisa científica, que estava totalmente voltada para o campo da ilusão da matéria, para o campo da espiritualidade, exatamente como foi previsto pela doutrina racionalista cristã, por intermédio dos autores Nilton Figueiredo de Almeida e Célia Caccavo F. de Almeida, em sua obra conjunta intitulada de Existencialismo Cristão, a página 45, quando os autores assim se expressam:

A ciência, com os seus sábios e pesquisadores, na labuta vã, procura nas células e nos órgãos a fonte, a base, a razão da inteligência, dos sentimentos, predicados que representam a VIDA.

Depois de exauridas pesquisas, concluem que ‘Existe alguma coisa além da matéria, mas que não conseguem saber o que seja’.

A resposta, entretanto, é simples se nos deslocarmos da matéria como campo de pesquisa (grifo meu)”.

Assim, abandonando a pesquisa no campo da matéria, deslocando-a para o campo da espiritualidade, eu tive que pesquisar profundamente a doutrina racionalista cristã. Não satisfeito, procurei pesquisar tudo aquilo que os seres humanos entendiam como verdade e sabedoria, esquadrinhando os pensamentos dos grandes vultos da nossa humanidade, com eles denominando a tudo isso de Filosofia. Nesta pesquisa, faltou-me terra nos pés, como se diz popularmente, então eu tive que pesquisar também a História da Humanidade. Após todas estas pesquisas, que estavam voltadas para o campo da espiritualidade, eu me senti praticamente apto para elaborar um sistema para o Racionalismo Cristão, tratando logo da explanação da Cosmogonia, de demonstrar a existência de Deus e de proceder à Sua organização no seio da nossa humanidade, além de outros assuntos relevantes, tais como demonstrar a existência da Veritologia e a sua segregação da até então denominada Filosofia, agora Saperologia, até conseguir adentrar no âmbito da Ratiologia. Daí, foi apenas um passo para realizar o tão sonhado casamento entre as religiões e as ciências, fazendo emergir as religiociências, para que então as falsas religiões pudessem receber as suas autênticas denominações de credos e seitas, e os falsos religiosos de simples credulários.

Posteriormente, eu pude constatar que a verdade havia demolido com tudo, tanto com as ditas ciências como com os credos e as suas seitas, que ainda hoje são denominados indevidamente de religiões. Com as religiões assim atuando no campo do devaneio do sobrenatural e as ciências no campo da ilusão da matéria, com ambas exercendo um predomínio sobre todos os seres humanos, com a exceção dos militantes do Racionalismo Cristão, estando toda a nossa humanidade situada e vivendo fora do âmbito da realidade universal.

Então eu procedi também às pesquisas das ciências, tendo que me tornar um polímata, para que assim pudesse adentrar no âmbito do Saber, por excelência, pelo fato de haver constatado que todas elas estavam completamente equivocadas em seus conceitos básicos, pois não haviam conhecimentos metafísicos formadores das suas doutrinas para lhes servir de fontes, tendo todas elas que ser reconstruídas sobre novas bases, fazendo surgir um novo edifício social para a nossa humanidade. Já os credos e as suas seitas teriam que ser todos extintos, juntamente com a perniciosa classe sacerdotal, que é a maior e a mais malévola semeadora da ignorância existente em toda a nossa humanidade.

É sabido que as religiões são ligadas diretamente à Veritologia, que as ciências são ligadas diretamente à Saperologia, e que as religiociências são ligadas diretamente à Ratiologia. Assim, no que diz respeito às religiões e as ciências, em relação à investigação e a pesquisa, o assunto é análogo, desta maneira temos o seguinte:

Os conhecimentos religiosos são investigativos, quer dizer, próprios para se investigar, pois que eles representam algo que já existe e que se encontra no Espaço Superior, uma vez que fazem parte integrante da verdade. Com os religiosos cumprindo com as suas missões de perceber e captar os conhecimentos metafísicos diretamente do Espaço Superior, por intermédio dos seus criptoscópios já bastante desenvolvidos, eles poderão conseguir formar as suas doutrinas, que são as causas, as quais deverão servir de fontes para os seus correspondentes sistemas científicos, que são os efeitos.

As experiências científicas são pesquisativas, quer dizer, próprias para se pesquisar, pois que elas representam algo que ainda não existe e que tem que ser criado no Tempo Futuro, uma vez que fazem parte integrante da sabedoria. Com os cientistas cumprindo com as suas missões de compreender e criar as experiências físicas diretamente no Tempo Futuro, por intermédio dos seus intelectos já bastante desenvolvidos, eles poderão criar os seus sistemas, que são os efeitos, devendo ter como fontes as suas correspondentes doutrinas, que são as causas.

Agora sim, podemos ter as verdadeiras relações entre as doutrinas religiosas causais e os sistemas científicos efeituadores, cujas relações poderão determinar o estabelecimento das suas finalidades lógicas e racionais situadas no âmbito da realidade, por estarem esteadas no campo da espiritualidade, já que todos nós, seres humanos, somos espíritos, e não matéria, que por sinal não existe, sendo apenas uma forte ilusão.

O bom observador pode então constatar plenamente que a Veritologia se encontrava mesclada com a Saperologia, sob a denominação imprópria de Filosofia, e que agora ambas se encontram segregadas, mas também unidas, irmanadas, congregadas, pela Ratiologia.

Que as religiões se encontravam mescladas com as ciências, sob a denominação imprópria de ciências, e que agora ambas se encontram segregadas, mas também unidas, irmanadas, congregadas, pelas religiociências. Ressaltando-se que as religiões se encontravam presas às garras aduncas da classe sacerdotal, tendo sido delas retiradas pelo Racionalismo Cristão, e que a classe sacerdotal fica agora com aquilo que realmente lhe compete, cuja denominação verdadeira é credo, além das suas seitas.

E que a investigação e a pesquisa se encontravam também mescladas uma com a outra, em que nos estudos se sobressaía mais a pesquisa, estando agora ambas segregadas, em que a investigação se liga diretamente à Veritologia e as religiões, enquanto que a pesquisa se liga diretamente à Saperologia e as ciências.

Após esta explanação acerca da investigação e da pesquisa, fica devidamente esclarecida a imensa diferença daquilo que já existe daquilo que ainda não existe, quero dizer, daquilo que é da competência exclusiva de Deus, que são os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, pelo fato deles serem absolutos, imutáveis, ontológicos, incriáveis, daquilo que é da competência exclusiva dos espíritos, que são as experiências físicas acerca da sabedoria, pelo fato delas serem relativas, mutáveis, empíricas, criáveis.

Para aqueles que são um tanto mais raciocinadores, podem agora perfeitamente concluir que Deus fornece as causas verdadeiras de tudo quanto existe, através da verdade, para tanto nós temos que adquirir a moral verdadeira, a fim de que assim nós possamos perceber e captar os seus conhecimentos metafísicos do Espaço Superior, adquirindo o poder. Por outro lado, Deus também fornece os efeitos verdadeiros de tudo quanto existe, através da sabedoria, para tanto nós temos que adquirir a ética verdadeira, a fim de que assim nós possamos compreender e criar as suas experiências físicas do Tempo Futuro, adquirindo a ação. Coordenando ambos os lados, Deus ainda nos fornece as causas e os efeitos de tudo quanto existe, através da razão, para tanto nós temos que adquirir a educação verdadeira, a fim de que assim nós possamos adquirir a consciência da percepção e captação dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e da compreensão e criação das experiências físicas acerca da sabedoria do Universo, alcançando, por fim, o Saber, por excelência.

Em resumo: é investigando e pesquisando as coisas, os fatos e os fenômenos do Universo, que nós vamos apreendendo a verdade, a sabedoria e a razão em nosso corpo mental, em que através da verdade nós vamos adquirindo o poder, cuja finalidade é a onipotência; em que através da sabedoria nós vamos adquirindo a ação, cuja finalidade é a onipresença; e em que através da razão nós vamos coordenando o poder e a ação, simultaneamente, cuja finalidade é a onisciência.

 

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