07- OS PRINCIPAIS FUNDAMENTOS DA FINALIDADE

Prolegômenos
1 de junho de 2018 Pamam

Todas as coisas, fatos e fenômenos universais têm as suas leis, os seus princípios, os seus preceitos, os seus meios recomendáveis e os seus fins específicos. Neste capítulo a finalidade está sendo estudada à parte, pelo fato dela dizer respeito às coisas, que são as grandes responsáveis pelas causas e pelos efeitos de tudo o que existe no Universo. Em sendo assim, eu devo agora concentrar as minhas explanações na finalidade das coisas, sabendo-se que todas elas são provenientes da Coisa Total, que é Deus, que por isso devem ter uma grande finalidade, diferentemente das finalidades dos fatos e dos fenômenos.

Toda e qualquer coisa tem o seu próprio fim determinado, que no caso em questão não se trata da sua extinção, pois as coisas não morrem, não perecem, não falecem, com elas apenas se transformando, em estrita obediência ao preceito da evolução, por isso geralmente o fim de uma coisa é o princípio desta mesma coisa transformada em outra coisa, que finda no espírito, que como tal continua a evoluir, tendo no decorrer do processo evolutivo as suas finalidades, que vão se aperfeiçoando cada vez mais até se reintegrar a Deus, em seu retorno para Ele. Neste caso, é óbvio que o fim não se trata do conceito de extensão, em que se parte de uma extremidade tida como sendo o seu princípio e através de qualquer meio se vai até a outra, tida como sendo o seu fim.

O fim aqui diz respeito ao termo, ao remate, à conclusão de algo que se espera alcançar e que foi previamente previsto, tendo sido devidamente inferido, o que ocasionou a realização dos meios necessários e recomendáveis para alcançá-lo. Então o fim diz respeito ao intento, ao propósito, ao desígnio, ao objetivo, que se deve alcançar, por ocasião do término dos meios recomendáveis utilizados para o seu alcance, que é a sua conclusão, ao cabo de algum tempo, o que geralmente requer muito esforço e muito trabalho para a sua consecução, pois que estes são diretamente proporcionais ao bem que ele irá proporcionar, tanto individual como coletivamente, e quanto maior for o bem tanto mais ele se encontra afastado da imperfeição.

Quando nos propomos à realização de algo, nós temos sempre que adotar um método que seja específico e inerente ao seu alcance, adotando os meios necessários e recomendáveis para a sua consecução, em forma de conhecimentos e de experiências, até alcançarmos o seu final, que é a sua conclusão, que respeita ao fim. O método da inferência é esse método adotado, em que se parte de um ponto de partida ao ponto de chegada que foi almejado, em que no caso da nossa humanidade se deve partir da sua espiritualização até que ela esteja produzindo a amizade espiritual, com todos praticando a solidariedade fraternal, e nesta condição formar um Estado Mundial.

Daí a razão pela qual a Ratiologia, em obediência ao preceito da evolução, vem determinar que tudo aquilo que existe tem uma finalidade, em atendimento ao processo segundo o qual tudo o que sucede ou que se faz tem um fim determinado. Assim, todas as coisas, fatos e fenômenos da natureza são subordinados ao princípio da finalidade, que é a anunciação de que tudo tem um fim, um propósito, um alvo, que motiva os meios necessários e adequados para a sua realização.

Farias Brito, em sua obra Finalidade do Mundo – 1° Volume, a página 30, abordando o assunto da finalidade, afirma o seguinte:

A verdade é que a natureza constitui, por assim dizer, um todo (inorgânico, digo eu) e orgânico em que cada coisa ocupa um lugar definido, ao mesmo tempo em que exerce uma função determinada. É o que se deduz das palavras de Stuart Mill e de Bain; é o que é reconhecido por todos os sábios; e é o que não pode ser contestado, sem que se ponha em dúvida a possibilidade de qualquer ciência, porque a ciência não é mais do que a determinação do lugar que ocupa e a explicação da função que exerce cada coisa no conjunto da natureza, ou, em outros termos, o conhecimento sistemático das leis (dos princípios e dos preceitos, digo eu) a que obedece o mundo em sua evolução indefinida (agora definida com a explanação do Racionalismo Cristã, digo eu).

Ora, se o mundo em todas as suas manifestações está subordinado a leis invariáveis e seguindo uma marcha perfeitamente regular e perfeitamente uniforme, vai de transformação em transformação, sem que ao mesmo tempo nada se perca, nem deixe de concorrer para a harmonia geral, ou mais propriamente e para empregar a palavra mágica do século: se a natureza evolui e evolui sempre (grifo meu), a consequência lógica, inevitável, é que tende necessariamente à realização de um fim. Qual é o fim a que tende a evolução universal (grifo meu), para onde vai tudo isto que nos cerca, em que consiste a finalidade do mundo?”.

Em primeiro lugar, eu devo ressaltar que o autor se utiliza do termo evolução como sendo a palavra mágica do século, cuja explicação para isso consiste no fato de que sem a evolução não poderia existir qualquer finalidade.

Agora, em resposta às duas primeiras indagações do grande saperólogo, o nosso glorioso conterrâneo, posso afirmar com a mais absoluta convicção que todos os seres, ao ingressarem no Universo, passam a adquirir as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia, tornando-se as coisas mais imperfeitas que existem, que são os seres hidrogênios. Em bilhões e bilhões de anos essas coisas vão evoluindo constante e ininterruptamente, passando por todos os estágios evolutivos na escala universal, até poderem se tornar espíritos, quando então, ao cabo de milhões e milhões de anos, vão abandonando aos poucos o âmbito da imperfeição, onde se encontra o mal, até conseguirem adentrar no âmbito da perfeição, praticando o bem, levando todo esse acervo da imperfeição para Deus, sendo esse o fim a que tende a evolução universal e para onde vai tudo isto que nos cerca, que são as coisas. Ainda nesta obra, em seu capítulo específico, deverão ser explanadas tanto a Perfeição como a Imperfeição de Deus, já que o Criador, necessariamente, além da Perfeição, tem que ser também Imperfeito, sendo-O por intermédio das suas criaturas, caso contrário seria incompleto, então não seria Tudo, o Todo, sendo, pois, um ignorante da imperfeição.

Com relação à terceira indagação, eu posso afirmar também com convicção que a Terra é um mundo-escola em que os seres de outros mundos mais adiantados aqui vêm para que possam evoluir e fazê-lo evoluir, pois que existe uma interação universal. Em sua evolução constante e ininterrupta a Terra deverá se transformar em um Mundo de Luz, quando então deverá tanto ser formado como habitado por espíritos, que constituirão uma nova humanidade. Esta é a finalidade do mundo.

Continuando o assunto acerca da finalidade, Farias Brito, também na mesma obra, agora as páginas 33 a 35, vem afirmar o seguinte:

É forçoso reconhecer que tudo vai se encaminhando, que o curso da natureza segue uma progressão ascendente, que todos nós fazemos parte de um todo vivo que evolui…

… é preciso começar pela ciência da natureza, para terminar pela ciência do homem; nem há outro meio para que se possa chegar à dedução de que devemos estar satisfeitos com o mundo dado, não obstante as misérias a que estamos sujeitos, senão no fato de que entramos como elementos na obra comum da natureza, quando esta não pode deixar de tender à realização de um fim grandioso.

… devemos acreditar na elevação do nosso destino, nem outra coisa se pode supor, quando tudo demonstra e se sente que há perfeita conformidade dos nossos destinos para o destino universal, pelo que a miséria, o sofrimento, a morte, em uma palavra, todas as formas de dor, devem ser consideradas não como o fim, mas como meios tendentes à realização do fim a que é destinada a natureza humana. E como estamos acostumados a ver que as coisas valem tanto mais, quanto maiores são os esforços e sacrifícios com que são obtidos, a consequência é que o destino da humanidade é tanto mais elevado quanto mais profundos e mais dolorosos são os sofrimentos humanos, encontrando-se por esta forma a legítima explicação da verdadeira significação do sofrimento e da dor…”.

Se como diz Farias Brito que a ciência não é mais do que a determinação do lugar que ocupa e a explicação da função que exerce cada coisa no conjunto da natureza, e aqui eu retifico o que se segue, assim como os conhecimentos doutrinários das leis e das experiências sistemáticas dos princípios a que o mundo obedece em sua evolução agora definida, é porque todas as coisas têm que obedecer a uma determinação, o que logicamente implica na existência do determinismo. O determinismo, pois, é um sistema saperológico que subordina as determinações humanas aos ditames da Providência Divina, mas sem que lhes seja negado o livre arbítrio. Na categoria relativa ao O MÉTODO, contida no site pamam.com.br, o determinismo deverá ser devidamente explanado em seus maiores detalhes.

Mas em suas crassas ignorâncias a respeito da verdadeira vida a ser vivida, os seres humanos geralmente traçam os seus objetivos, quer dizer, as suas finalidades de vida, sempre tomando por base os seus próprios interesses pessoais, geralmente egoístas, sem qualquer nobreza e altruísmo, por isso olvidando dos legítimos interesses tanto do próximo como da coletividade, e, às vezes, até agindo no sentido de impedi-los em progredir, por concorrência ou mesmo por pura maldade, em si, quando não, decorrente da inveja ou do despeito, com eles considerando lamentavelmente que todos devem ser nivelados por baixo, quando, na realidade, cada um tem o seu próprio valor, que por justiça lhe deve ser reconhecido. Por isso, dificilmente eles conseguem ter em vista uma finalidade que seja nobre e altruísta, decorrente da irmandade fraternal, pois ignoram que todos nós somos espíritos, em decorrência, irmãos, por natureza. Daí a razão pela qual Aristóteles vem afirmar o seguinte:

É também mais desejável o que serve uma finalidade melhor, por exemplo: aquilo que contribui para promover a virtude do que aquilo que promove o prazer”.

Eu sou o explanador do Racionalismo Cristão, e disto não tenho a menor sombra de dúvida. Mas se ele teve o seu início como sendo o instituto da verdade e se nele se encontram abrigados os atributos superiores individuais que formam a mais elevada moral, que pode ser bem destacada, acompanhada e comprovada desde o seu fundador, que foi Luiz de Mattos, o maior moralista da nossa humanidade, seguindo-se a sua moral institucional através dos seus militantes até aos dias de hoje, eu não conseguia compreender, de início, a razão pela qual eu me obriguei a mim mesmo a chafurdar na lama infecta deste mundo, embora, por outro lado, eu já soubesse ser o detentor dos atributos positivos relacionais que formam a mais elevada ética da nossa humanidade. A resposta para esta minha incompreensão me foi fornecida pelos demais veritólogos autores das obras doutrinárias racionalistas cristãs, como demonstrarei a contento no decorrer de toda a explanação. Ora, tudo por que passei no decorrer desta minha encarnação foi em busca de alcançar a uma grande finalidade, em prol da nossa humanidade, realizando as experiências científicas mais dolorosas que pudessem existir neste mundo, como será devidamente demonstrado no decorrer da minha explanação. Mas, antes de tudo, vejamos o que Aristóteles disse em relação ao fato, quando ele assim se expressa:

Onde existem fins distintos das ações, são eles por natureza mais excelentes do que estas”.

Eu sou um espírito integrante da mais elevada hierarquia do Astral Superior, e disto também não tenho a menor sombra de dúvida. Porém, chafurdando na lama infecta deste mundo a tudo de triste, penoso e doloroso eu tive que suportar, mas sem jamais soltar um gemido sequer de dor ou de lástima, mesmo ignorando a razão de tudo aquilo por que estava passando, pois se Luiz de Mattos é um conhecedor, por natureza, e toda a verdade que ele apreendeu em sua alma veio do conhecimento metafísico, eu, pelo meu lado, sou um experimentador, por natureza, e toda a sabedoria que apreendi em minha alma veio toda ela da experimentação física, que é a via mais dolorosa. Mas o fato é que tudo isso eu planejei detalhadamente no meu Mundo de Luz, antes de reencarnar, pois que nessas experiências científicas estava embutida uma grande finalidade a ser alcançada, que posso denominá-la de a nossa Grande Causa. É por isso que vem novamente Aristóteles confirmar estes meus dizeres, quando afirma o seguinte:

O fim de toda atividade é a conformidade com a correspondente disposição de caráter. Ora, a coragem é nobre; portanto, o seu fim também é nobre, pois cada coisa é definida pelo seu fim. De onde se conclui que é com uma finalidade nobre que o homem bravo age e suporta conforme lhe aponta a coragem”.

Então que os seres humanos de real valor analisem minuciosamente os meios por mim utilizados em minhas experiências científicas, é justo e de direito, e até me critiquem, caso queiram, pois que era apenas um cientista que estava pesquisando a Espiritologia, mas que se tiverem algum senso da verdadeira justiça, que então me definam não pelos meios por mim utilizados nas minhas experiências científicas, mas pela finalidade por mim alcançada, o que também é justo e de direito, e que por sinal ainda se encontra mais em consonância com a afirmativa de Aristóteles. E aqui eu devo ressaltar a afirmativa do grande saperólogo em relação ao fato de que o homem bravo age e suporta conforme lhe aponta a coragem, pois que dela eu vou me utilizar como sendo um dos meus dos atributos individuais superiores no decorrer da minha explanação, para que assim possa demonstrar quem realmente eu sou, ou seja, qual o estágio evolutivo por mim alcançado.

Aquele que já tiver lido as minhas quatro obras explanatórias relativas ao Racionalismo Cristão, e agora estiver se dispondo a relê-las, poderá comprovar inteiramente a existência de um plano fabuloso para a nossa espiritualização, somente possível a sua elaboração lá pelos páramos da espiritualidade, o que indica em dizer que o grande saperólogo grego não fez tais afirmativas em vão, mas sim deveras intuído pelo Astral Superior, em obediência a esse plano, mesmo que alguns séculos antes de Cristo, já prevendo esta minha encarnação. Eu sei que é muito difícil alguém conseguir compreender o real intento desses dizeres aristotélicos desde vários séculos, mas é a própria realidade. E o que posso fazer, se não ser sincero e condizente com a própria realidade? Porém, quando todos se depararem no decorrer da minha explanação com os dizeres dos autores das obras racionalistas cristãs, e até mesmo de outros autores, que prepararam ou anunciaram o meu retorno a este mundo, deverá ser facilitada a compreensão de todos esses dizeres.

No entanto, desde que neste mundo eu tomei cá para mim a missão de explanar o Racionalismo Cristão, em virtude de haver observado tudo aquilo que a verdade estava determinando em relação aos desdobramentos dos seus conhecimentos metafísicos, que é justamente a sua explanação, já que ninguém que se julgava importante tomava a iniciativa para tanto, manifestando-se aos meus olhos para fazê-lo, mesmo nestas condições, os meus pensamentos sempre estavam voltados para a finalidade da minha missão, e jamais para os meios, já que me encontrava na mais completa mundanidade, e a tudo que dizia respeito aos meios eu relevava, mesmo convivendo lado a lado com o mal, mas sem jamais praticá-lo, nem mesmo experimentalmente.

Eu sabia que a vida que estava levando, mesmo sendo uma vida de cientista, que eu ainda ignorava, não me credenciava nem um pouco para assumir posteriormente uma posição relevante neste mundo, pois que para todos eu era totalmente desacreditado, inclusive para a minha própria mãe, mesmo quando lhe explicava a minha missão neste mundo, afirmando ter tanto valor quanto o próprio Luiz de Mattos, e que ele era voltado para a verdade, sendo todo moral, e eu voltado para o lado da sabedoria, sendo todo ético, mas mesmo assim ela queria porque queria que eu fosse exatamente igual a Luiz de Mattos, chegando ao cúmulo de afirmar o seguinte: “Meu filho, eu compreendo, mas não sinto!”.

Entretanto, eu procurava não deliberar acerca dos meios que estava utilizando, pois sabia ser incompreensível para qualquer um, mas sim a respeito da finalidade, pois esta sim, teria que ser alcançada, custasse o que custasse, nem que eu me arrebentasse todo, como realmente me arrebentei, saindo com a alma toda destroçada, esvaindo-se em sangue, no modo de dizer, já que todas as dores e sofrimentos teriam que recair, obrigatoriamente, apenas sobre mim, e jamais sobre os meus semelhantes, apenas com alguns respingos caindo sobre os meus familiares, o que era totalmente inevitável, pois desde que tomei a consciência dos meus passos apressados no âmbito da evolução que não admito companheiros de aflição. Por isso, em minha jornada evolutiva, eu sigo sempre sozinho, desacompanhado, na mais completa solidão, pois que nunca encontrei nesta minha encarnação um ser humano, um sequer, que conseguisse manter um diálogo racional comigo, no qual eu pudesse soltar todas as minhas ideias, pois que nenhum ser humano possui ainda a evolução espiritual necessária para que possa compreender aquilo que transmito. Então eu tenho que me valer da escrita para que assim consiga mostrar a luz astral que se encontra contida em minha alma.

Mas tudo isso diz respeito diretamente à minha ética, pelo fato dela ser formada de atributos relacionais positivos, enquanto que a moral é formada de atributos individuais superiores, e a esta eu poderia perfeitamente arranhar, uma vez que não estava prejudicando e nem praticando o mal contra terceiros, mas apenas fazendo sofrer a mim mesmo, à minha própria individualidade, já que a tudo eu consigo suportar, desde que tenha uma finalidade nobre a ser alcançada, mas desde que não fira a minha masculinidade, no que também devo acrescentar o fato de não desencarnar a quem quer que seja. Por isso, ao contrário dos demais seres humanos, eu evitava deliberar sobre os meios, a não ser quando em meu Mundo de Luz, pois que eles diziam respeito diretamente a mim mesmo, à minha individualidade, mas apenas sobre os fins, dando-os como certos e alcançáveis, que era o que realmente importava, pois que os meios se tratavam de experiências científicas acerca da espiritualidade jamais vistas neste mundo, enquanto que os fins eram totalmente voltados em prol da minha amada humanidade. Daí a razão pela qual vem finalmente o grande Aristóteles afirmar o seguinte:

Não deliberamos acerca de fins, mas a respeito de meios. Um médico, por exemplo, não delibera se há de curar ou não, nem um orador se há de persuadir, nem um estadista se há de implantar a ordem pública, nem qualquer outro delibera a respeito da sua finalidade. Dão a finalidade por estabelecida e consideram a maneira e os meios de alcançá-la; e, se parece poder ser alcançada por vários meios, procuram o mais fácil e mais eficaz…”.

Mas o fato é que eu não procurei o meio mais fácil que parecia o mais eficaz. Procurei sim o mais difícil, que se situava nos limites da minha capacidade de realização, que era justamente o único que poderia trazer mais benefícios para a minha humanidade, quando do alcance da finalidade que por certo eu deveria alcançar, já que não deixo jamais a peteca cair das minhas mãos. Ela pode sim, cair das mãos de outros que sejam desatentos e pouco atenciosos, por serem menos esforçados, que por isso não desprendem o máximo esforço em busca de uma grande finalidade, mas das minhas mãos a peteca não cai, de modo algum, jamais. Caso contrário, Jesus, o Cristo, não teria confiado a mim o arremate final do seu fabuloso plano de espiritualização para a nossa humanidade, que ora se conclui por intermédio da minha explanação do Racionalismo Cristão, que antes era apenas uma doutrina, mas que agora tem um método, um sistema e uma grande finalidade, preenchendo assim a todos os requisitos exigidos pela Saperologia, os quais devem ser também os mesmos requisitos a serem utilizados pelas religiões e pelas ciências em relação às parcelas do Saber.

Para aqueles que já adentraram pelo menos um pouco no âmbito saperológico, estes são sabedores da existência do estudo da Teleologia, cuja palavra é proveniente do grego teleos, que significa final, mais a palavra logos, que significa tratado, e mais o sufixo ia, o qual pode até tratar das causas e dos efeitos para a sua completitude, mas desde que seja objetivando as suas finalidades, como é o caso da Grande Causa da nossa humanidade, a qual irá produzir um Grande Efeito, que o Racionalismo Cristão agora irá proporcionar através da sua doutrina, do seu método, do seu sistema e da sua finalidade.

A Teleologia, pois, é o tratado que admite a existência das causas primordiais preestabelecidas para todas as coisas, inclusive para os fatos e fenômenos da natureza, e a tendência deles para um fim necessário, que são os seus efeitos, procurando desvendá-los, podendo neste contexto considerar o mundo como sendo uma relação entre os meios, que engloba as doutrinas e os sistemas, e os fins. No entanto, muitos estudiosos, em sentido restrito, consideram a Teleologia como sendo apenas o tratado dos fins humanos, estando nisto corretos, mas assim jamais conseguirão chegar a qualquer conclusão sem o estudo do Todo, que também deve incluir todos os demais seres.

Contudo, o Positivismo, pelo seu lado, consegue ver apenas uma série de causas e efeitos, pelo menos isso, mas sem se preocupar com a finalidade, sendo por esse motivo que Teófilo Braga, em sua obra Sistema de Sociologia, a página 399, afirma o que se segue:

Subordinando as deduções às induções, Comte pôs de parte questões lógicas de finalidade ou teleologia, sobre que a inteligência humana se exerceu formando noções inverificáveis como resposta ao Por Quê? e Para Quê?”.

O próprio Platão, que foi a encarnação imediatamente anterior de Jesus, o Cristo, afirma no Fédon que a verdadeira explicação de qualquer coisa, fato ou fenômeno deve ser sempre teleológica. Já Aristóteles afirmava que a finalidade era a explicação racional e determinante para todas as coisas, fatos e fenômenos, e dizia que o bem em si mesmo era o fim a que todo ser aspira, resultando na perfeição, o que implica no abandono paulatino da imperfeição, onde se encontra o mal, por consequência, no alcance da excelência, da arte ou da virtude, por isso todo ser dotado de razão aspira ao bem como sendo o fim que possa ser justificado pela razão.

O termo teleologia foi criado formalmente pelo estudioso alemão Christian Wolff, em sua obra Philosophia Rationalis, Sive Logica, em 1728. No entanto, nós vamos encontrar a origem do termo em Aristóteles, em sua Metafísica, em que o saperólogo elenca vários tipos de explicações sobre as coisas, os fatos e os fenômenos da natureza existentes no mundo, que correspondiam a quatro causas, mas como não existem tipos de causas, pois que elas encerram um conceito que se prende a elas próprias, posto que são decorrentes dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, eu vou destacar apenas o quarto tipo causal, que na realidade não é causa, mas apenas uma explicação teleológica ou de finalidade, pela qual ele explica o fim ao qual o acontecimento se encontra destinado.

Em sua explicação, Aristóteles afirma que todas as coisas tendem naturalmente para um fim, o que trocando em miúdos significa dizer que a concepção teleológica da realidade universal torna possível explicar racionalmente a natureza, portanto, a finalidade de todos os seres. Neste sentido, a concepção teleológica do saperólogo se restringe apenas às coisas, olvidando dos fatos e dos fenômenos. Assim, para alcançar as suas finalidades, as coisas vão se transformando em busca da perfeição, o que implica no abandono paulatino da imperfeição. Essa sua mesma concepção será utilizada em sua outra obra denominada de Ética a Nicômano, na proposição de que o ser humano tem como finalidade intrínseca buscar a sua própria felicidade, o que somente se vai conseguindo quanto menos imperfeito ele for se tornando em sua existência, que é eterna e universal.

Embora a Teleologia englobe o estudo de tudo aquilo que se refira às finalidades das coisas, dos fatos e dos fenômenos da natureza, principalmente das coisas, devendo este estudo se estender por todo o Universo, os estudiosos geralmente associam o seu estudo ao da Teologia, o que é um grave erro, em virtude do objetivo desta última se resumir ao estudo do deus bíblico, um deus sobrenatural, mas decaído no astral inferior, daí a razão dela ser considerada a doutrina do credo dito cristão, em que todos os seus praticantes são anticristãos, uma vez que os sacerdotes não possuem a mínima noção do que seja realmente o cristianismo, ou, ainda, a doutrina dos santos padres, que não passa um milímetro sequer de opiniões estapafúrdias dos escritores eclesiásticos, que medram na ignorância sobrenaturalística.

Por isso, não devemos permitir que as nossas origens e as nossas finalidades remontem aos credos sobrenaturais, notadamente ao delírio do instituto da salvação, sempre baseado no negrume da fé credulária, os quais dão aos incautos e pouco raciocinadores a noção distorcida de que todas as coisas e todos os acontecimentos são causados pela vontade dessa entidade sobrenatural decaída no astral inferior, juntamente com os seus anjos negros, que além do mais é incrivelmente considerado como sendo de carne e osso, já que os credos afirmam biblicamente que ele fez o homem à sua imagem e semelhança. Quanta falta de raciocínio!

É óbvio que para explanar o Racionalismo Cristão eu sou obrigado a organizar a Deus perante toda a nossa humanidade, provando tanto a Sua real existência como a Sua condição do nosso Criador, do qual somos as Suas criaturas em evolução pelo Universo. Mas daí, partir para o Seu estudo completo, tentando adentrar nas grandezas das Suas extensões, torna-se um estudo infrutífero e inglório, que não nos compete adentrar, pelo menos no atual estágio evolutivo em que nos encontramos. No entanto, é de fundamental importância a organização de Deus perante toda a nossa humanidade, para que assim, e somente assim, possamos saber tanto da origem como da finalidade da nossa existência eterna, por conseguinte, das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, pois que tudo aquilo que nos diz respeito, diz respeito a Ele também.

Em sendo assim, e obviamente deve ser assim, e tem que ser assim, necessária e obrigatoriamente assim, em nada sendo diferente, ao invés do estudo irracional da Teologia, devemos nos reportar diretamente ao estudo racional da Teodiceia, que antes significava a tentativa da justificação de Deus, e era reservada inicialmente às obras destinadas a defender a Providência Divina contra as dificuldades que se apresentavam com o problema da existência do mal, que hoje já sabemos ser naturalmente decorrente da imperfeição, que tende a se extinguir paulatinamente, à medida que vamos evoluindo e nos encaminhando para o âmbito da perfeição, praticando o bem, em retorno para Deus.

Mas hoje o termo Teodiceia se tornou representativo do natural, por isso se aplica ao conjunto do tratado de Deus, quando conseguimos identificar e penetrar nas Substâncias do Criador, que são as mesmas substâncias das suas criaturas, obviamente que nestas em escalas incomparavelmente menores, por intermédio da Ratiologia. Então, a Teodiceia somente pode ser estudada no âmbito ratiológico, pelo fato deste tratado superior se ocupar da demonstração racional da existência e da natureza de Deus, com esta natureza se encontrando representada e contida em nós mesmos. Por isso, eu posso afirmar que a Teodiceia é um estudo estritamente lógico e racional, quer dizer, não recorre senão à luz astral da razão natural, por isso difere completamente da Teologia, que toma por base não os termos lógicos em conformidade com a razão, mas os dados da revelação, com base no sobrenatural.

Ignorando completamente a existência do determinismo e sem uma noção adequada acerca de tudo que seja transcendental, sem saber ao certo o que sejam uma doutrina e um sistema, ou mesmo um objeto, ignorando ainda o que seja o Universo, até mesmo a Saperologia e a ciência, que a esta última ele critica com veemência, e, lamentavelmente, dando certa ênfase ao acaso, em forma de aleatoriedade, por isso tratando daquilo que nada compreende, quase como que querendo complicar o assunto, que é simples, apesar de transcendente, Ernst Mayr, considerando-se um erudito estudioso, afirma, indevidamente, que o conceito de Teleologia, na história da Saperologia e das ciências, é utilizado em diversos contextos, quando no âmbito da sua incompreensão se refere aos diversos fenômenos que são estruturalmente diferentes, sem explicar o que isto significa. Assim, o estudioso que se considera erudito aponta os conceitos seguintes:

  • Teleomatismo: ocorre quando o investigador percebe que certas características de um fenômeno, sistema ou processo estudado apresentam uma tendência de mudança para certo estado final, quer dizer, dado um estado inicial determinado, parece válido inferir que ele necessariamente se desenvolverá rumo a este termo previsto;
  • Características Seletivas: ocorre em situações em que vários objetos, tais como sistemas complexos, são produzidos aleatoriamente, com características e organizações diferentes entre si, e que, devido às restrições do ambiente, apenas um número limitado destes tipos de objeto consegue se manter ao longo do tempo. Neste caso, quando se pergunta o porquê de alguma característica do objeto existir, é comum se concluir que esta tem ou teve a função de assegurar a sobrevivência do objeto, embora, após uma análise mais aprofundada, seja preciso reconhecer que esta característica foi gerada aleatoriamente, ou, ao menos, sem uma “intenção premeditada” por parte do objeto;
  • Teleonomia: ocorre quando um objeto ou sistema se orienta em direção a metas que devem ser alcançadas. Para alcançar essas metas, que são postas como sendo causas finais, o objeto se adapta às características e restrições do meio onde se encontra, calculando o que parece a melhor maneira de alcançar ao seu objetivo. A teleonomia pode ser compreendida como uma analogia ao conceito de programa, pelo qual, através de uma organização especial do sistema em questão, torna-o apto a buscar certas metas de maneira mais ou menos eficiente, as quais vão regular os processos e ações deste sistema. Dentro desta mesma analogia, o autor propõe também a diferenciação entre programas fechados, em que as metas e as maneiras de alcançá-las são definidas previamente ao início do processo, e os programas abertos, em que a programação ou mesmo as metas podem ser alteradas ao longo da história do sistema, dependendo da sua interação com o meio;
  • Comportamento Proposital: o entendimento deste tipo de fenômeno requer a pressuposição da existência de uma subjetividade pensante. Este polo de subjetividade coloca para si metas a serem cumpridas, e age com o propósito ou a intenção de alcançar metas. A característica principal do comportamento proposital é o reconhecimento de que o sistema complexo analisado seja consciente das suas metas, ou pelo menos de parte delas, e que procure satisfazê-las a partir da atividade pensante;
  • Teleologia Cósmica: é a que recorre à imputação de uma finalidade, ou desígnio, transcendente encarnada na totalidade estudada, que pode ser a natureza, o cosmos ou o Universo, ou mesmo posta e dirigida por algo acima desta totalidade, com o autor criticando com veemência a utilização desta suposta teleologia considerada como sendo transcendente vinculada a teorias científicas.

É sabido que agora a Veritologia, que contém os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, encontra-se unida, irmanada, congregada, com a Saperologia, que contém as experiências físicas acerca da sabedoria, estando ambas devidamente coordenadas pela Ratiologia, tendo sido alcançada através desta a razão, por conseguinte, o Saber, por excelência.

É sabido também que ainda não se realizou o casamento harmonioso entre as religiões, que contêm os conhecimentos metafísicos, com as suas correspondentes ciências, que contêm as experiências físicas, com ambas não estando coordenadas pelas religiociências, por isso não tendo sido alcançada através desta a razão, por conseguinte, as parcelas do Saber, in totum, com as duas ainda sendo consideradas como se fossem apenas ciências, ensejando a completa ignorância do que sejam na realidade os conhecimentos e as experiências, por isso, a tudo que foi apreendido pela inteligência humana, sendo considerado como se fosse apenas conhecimentos científicos.

Em sendo assim, só me resta, enfim, discorrer um pouco sobre as finalidades dessas ciências, ou desses conhecimentos científicos, para que então eu possa ratificar racionalmente, através da realidade, a descertificação tanto das ciências como dos credos e das suas seitas por parte da Veritologia, principalmente através de Luiz de Mattos.

Mas antes destas explicações, eu devo fornecer os devidos esclarecimentos acerca da razão pela qual Luiz de Mattos, na condição de o veritólogo maior, viu-se obrigado a demolir com os edifícios sociais erguidos pelas ciências e pelos credos e as suas seitas que existiam neste mundo, e a razão pela qual eu, por minha vez, na condição do saperólogo maior, tendo ainda alcançado a condição de ratiólogo, ou ser universal, tenho que reconstruir um novo edifício social para a nossa humanidade, com ele devendo estar alicerçado agora sobre novas bases.

Pois bem, a Veritologia lida com os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são as causas de tudo quanto deve existir neste mundo, enquanto que a Saperologia lida com as experiências físicas acerca da sabedoria, que são os efeitos de tudo quanto deve existir neste mundo. As ciências se encontravam alicerçadas com base na ilusão da matéria, enquanto que os credos e as suas seitas, cada um destes sob a denominação indevida de religião, encontravam-se alicerçados com base no devaneio do sobrenatural, e o certo é que nem este e nem aquela existem, estando ambos situados fora do contexto da realidade universal. Assim, os edifícios sociais que foram erguidos neste mundo, e que serviam de orientação para a vida dos seres humanos, não estavam alicerçados em bases impostas pela realidade da vida, representados apenas por simples efeitos, sem as suas causas reais, o que vem justificar as ausências quase totais dos atributos individuais superiores que formam a moral e dos atributos relacionais positivos que formam a ética no seio da nossa humanidade.

Em função disso, as ciências teriam que ser casadas com as suas correspondentes religiões, que deveriam servir de fontes para elas, para que assim pudessem estar alicerçadas sobre novas bases, quer dizer, sobre bases que espelhassem a realidade da existência eterna e universal, já que em hipótese alguma somos deste mundo, com ambas se ocupando das suas respectivas parcelas do Saber, estando estas devidamente orientadas pelo Saber, por excelência, advindo do Racionalismo Cristão. Enquanto que os credos e as suas seitas deveriam ser todos substituídos pelo Racionalismo Cristão, para que através dele os seres humanos pudessem se religar a Deus e ao Astral Superior, ligando este mundo à alta espiritualidade, uma vez que todos nós somos espíritos, com toda a classe sacerdotal devendo ser extinta de vez, para o bem e a felicidade geral da nossa humanidade. Assim, e somente assim, todos os seres humanos poderiam pautar as suas vidas com base na razão, tomando a devida consciência de que são realmente espíritos, e que o corpo carnal é apenas um invólucro para que possamos estar neste mundo, passando a desenvolver os atributos individuais superiores que formam a moral e os atributos relacionais positivos que formam a ética, assim como também a todos os órgãos mentais que formam a nossa inteligência: o criptoscópio, o intelecto e a consciência.

Ao encarnar neste mundo incumbido de uma gloriosa missão espiritualizadora, Luiz de Mattos, ao constatar que os edifícios sociais que haviam sido construídos neste mundo para o viver digno e harmonioso da nossa humanidade estavam alicerçados sem as bases impostas pela realidade da existência eterna e universal, o que ele fez foi simplesmente demolir com todos eles de vez, utilizando-se da dinamite da verdade que percebeu e captou do Espaço Superior, ao mesmo tempo se ocupando em transmiti-la ao mundo, fornecendo assim o material necessário para que um novo edifício social fosse construído sobre novas bases, para que assim pudesse estar muito bem alicerçado com os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, e, em decorrência, fornecendo também as causas para a nova construção a ser idealizada, que são os seus respectivos efeitos.

Ao encarnar neste mundo incumbido da missão de explanar o Racionalismo Cristão e de fixar os meus ideais na face da Terra, a fim de certificar a verdade transmitida por Luiz de Mattos e os seus seguidores, eu pude constatar que tudo neste mundo se encontrava por eles demolido, estando tudo em ruínas, tendo assim encontrado o viver humano sob a égide de um verdadeiro caos, muito difícil de ser rompido. Assim, sem que ainda tivesse adquirido uma sólida experiência científica desse viver humano, eu tive que mergulhar fundo de cabeça nesse caos social, sujando-me nessa lama infecta que estava contaminando e corroendo todo o viver humano, para que assim, com base nas minhas experiências científicas de vida, pudesse romper de vez com todas as barreiras que estavam atravancando o progresso da nossa humanidade, e então poder proporcionar os meios necessários para que ela pudesse ser dotada de uma finalidade para a existência eterna e universal.

Luiz de Mattos é um conhecedor, por natureza, com o conhecimento que detém representando o poder, por ser ele proveniente da propriedade da Força, fornecendo as causas para todos os efeitos, servindo de legítima fonte para as ações, pelo fato dele ser um ser ontológico, que lida com a absolutividade, que é a verdade, o que implica em dizer que ele busca em primeiro plano a onipotência. Eu sou um experimentador, por natureza, com a experiência que detenho representando a ação, por ser ela proveniente da propriedade da Energia, fornecendo os efeitos para todas as causas reais, utilizando-me da minha legítima fonte, o que implica em dizer que eu busco em primeiro plano a onipresença, o que justifica plenamente o meu mergulho de cabeça na lama infecta deste mundo, pelo fato de eu ser um ser empírico, que lida com a relatividade, que é a sabedoria, em que esta é física. É justamente por isso que Luiz de Mattos não pode se misturar com o mal, já que em sua alma não pode haver qualquer contaminação, qualquer mancha, qualquer nódoa, para que assim não seja violada a mais extrema pureza de que ele é dotado, exatamente pelo fato dele ser um ser ontológico, que lida com o absoluto, que é a verdade, em que esta é metafísica. Caso eu tivesse observado qualquer contaminação, qualquer mancha, qualquer nódoa em sua alma, eu o refugaria para se tornar a minha legítima fonte.

Assim fica explicada a razão pela qual Luiz de Mattos, sendo o detentor de o maior poder que existe em nossa humanidade, pôde demolir com os edifícios sociais que haviam sido construídos sem bases sólidas, sem as causas provenientes da realidade da vida, utilizando-se da dinamite da verdade. E a razão pela qual, sendo o detentor de a maior ação que existe em nossa humanidade, eu posso reconstruir tudo o que foi por ele demolido, arquitetando o novo edifício social que agora deverá ser construído com bases sólidas, com as causas provenientes da realidade da existência eterna e universal, utilizando-me do poder da verdade e da ação da sabedoria, ingressando e fazendo ingressar no âmbito da razão toda a nossa humanidade.

E aqui a situação agora se inverte totalmente, pois antes eram as ciências que se arvoravam de ser as grandes certificadoras da vida fora da matéria, portanto, da espiritualidade. Mas para castigo de toda a comunidade científica, que sempre teimou em permanecer na ilusão da matéria, recusando-se a observar tudo o que havia de real fora dela, todas as ciências foram descertificadas justamente por aquele que é o nosso maior espiritualista, devendo todas elas agora ser totalmente modificadas, casando-se com as suas correspondentes religiões, para que assim possam ser realmente certificadas, já que aqui eu me encontro novamente para fornecer todas as suas diretrizes, com base nos esclarecimentos espirituais, que agora, ao final desta Grande Era e quase início de outra Grande Era, estão se fazendo necessários para toda a nossa humanidade.

Como se pode facilmente constatar, até com certa facilidade, existe uma hierarquia na organização da nossa humanidade, em que os espíritos à medida que vão evoluindo passam a se situar no topo desta escala hierárquica, assumindo as posições de maiores responsabilidades, segundo os critérios rígidos de merecimento, em contrapartida aos esforços e as renúncias empregados em suas existências.

Na mais alta hierarquia da nossa humanidade estão situados justamente os veritólogos e os saperólogos, pelo fato deles estarem mais próximos de se tornarem ratiólogos, sendo todos eles os grandes responsáveis pelas diretrizes gerais da nossa humanidade. A seguir vêm os religiosos e os cientistas, pelo fato deles estarem mais próximos de se tornarem veritólogos e saperólogos, respectivamente, sendo todos eles os responsáveis por alavancar a nossa humanidade do caos em que ora ela se encontra, com tudo estando demolido, tendo eles que seguir à frente para que se possa reconstruir tudo novamente, com base na realidade.

Em seguida, vêm aqueles que detêm as grandes vocações, os detentores dos grandes talentos das artes e das profissões, onde se encontram também os políticos, sendo todos eles os responsáveis pela alavancagem setorial da nossa humanidade, que deverão produzir as riquezas e as prestações de serviços voltadas para o bem comum, caso consigam cumprir a contento com as suas obrigações, os seus deveres e as suas missões neste mundo, que foram preestabelecidos em plano astral, quando ainda em seus Mundos de Luz, estando bem mais conscientes e clarividentes das suas posições hierárquicas na organização da nossa humanidade, cientes dos seus papéis a serem exercidos neste mundo, sendo todos de fundamental importância para a implantação da ordem e do progresso neste planeta Terra.

Depois vêm os seres humanos mais comuns, a quem eu dedico um zelo e um carinho quase especiais, pelo fato de considerá-los os operários do dia a dia, tais como se fossem lindas abelhinhas que vão produzindo o mel que irá abastecer toda a nossa colmeia do seu alimento necessário. Serão esses meus admirados que irão agir em todos os recantos deste planeta que ora habitam temporariamente, militando no exército daqueles de boa vontade, pois terão paz na terra aqueles de boa vontade, desfraldando a bandeira da ordem e do progresso da nossa humanidade, que agora passa a declarar guerra de morte à ignorância, combatendo todo o mal que existe em nosso meio, para que assim a perfeição possa ser avistada e declarada vencedora, ao final da guerra, fazendo surgir todo o bem que existe no ser humano, que deverá prevalecer no ambiente terreno até que este mundo se torne um Mundo de Luz, o qual deverá servir de morada a uma nova humanidade.

E, por fim, vêm os seres humanos mais atrasados, os que são considerados renitentes e retrógrados, aqueles que detêm em suas almas os atributos mais inferiores possíveis de serem adquiridos, que por isso carregam o mal em suas almas, pelo fato de abafarem e enegrecerem propositalmente as suas consciências, em função das ações malévolas que praticam, como se estivessem beneficiando a si mesmos, ignorando completamente que quem mal faz para si o faz, consoante os magistrais ensinamentos de Jesus, o Cristo. Estes, pois, terão o seu próprio ambiente necessário para que possam promover as suas regenerações, e até para que possam continuar a destilar os seus venenos maléficos, caso insistam em permanecer no lado marginal da vida, em contraste com os seus semelhantes que procuram semear o bem. Todavia, estes não deverão ser combatidos, pois que eles também são nossos irmãos, mas sim as imperfeições que carregam em suas almas, que contêm todos os males deste mundo, por isso eles devem ser ajudados com sabedoria.

Mas tudo isso deverá ser especificado e mais detalhado na minha quarta obra explanatória do Racionalismo Cristão, que deverá ser destinada à sua Teleologia, por isso será denominada de A Finalidade, que se encontra no site pamam.com.br, quando, por fim, a explanação deverá ser totalmente completada, para que então eu possa dar prosseguimento aos meus encargos inerentes à minha missão na Terra, já que sendo mais propenso à ação do que ao poder, mas que este eu já adquiri de direito da minha legítima fonte, incorporando-o de vez ao meu acervo espiritual, torno-me incansável no cumprimento das tarefas que a mim foram destinadas, procurando me desincumbir a contento de todos os encargos que se encontram postos sobre os meus ombros, já por demais calejados por suportar tantos pesos, por isso fortes, robustos e resistentes, sem medo de suportar qualquer carga que sobre eles venha a ser lançada, o que indica que não pararei, que não descansarei, um segundo sequer, que continuarei a minha luta até que consiga contemplar ao nosso Criador, tirando de mim mesmo tudo aquilo que lhe diga respeito, já que sou uma das suas criaturas, para, enfim, no futuro, chamá-Lo de Pai, assim como Jesus, o Cristo, pôde chamá-Lo, com justo merecimento.

É assim, e somente assim, que eu poderei ajudar ainda mais à nossa amada humanidade, assim como também à outra que nos segue na esteira evolutiva no Universo, em decorrência, às demais que lhe seguem nessa divina esteira evolutiva. Eu não me contento em apenas promover a amizade espiritual entre os meus irmãos espirituais, estabelecendo a solidariedade fraternal entre todos eles, quero ainda fazer mais, muito mais, quero também promover o amor espiritual entre todos eles, só que agora não é possível, pois primeiro eles terão que adquirir a amizade espiritual, para somente depois poderem adquirir o amor espiritual. Enquanto isso, enquanto eles vão se esforçando na busca da aquisição da amizade espiritual, eu, pelo meu lado, vou primeiro procurar me ajudar a mim mesmo, para que somente depois possa ajudá-los nesta outra finalidade, tentando quase com desespero adquirir o amor do Cristo, que é aquilo que mais busco em minha finalidade posta no âmbito da espiritualidade. Mas somente deverei conquistar a verdadeira paz, quando entregar todos os meus irmãos sob os cuidados diretos do nosso Criador. Daí a razão pela qual eu me esforço tanto por conseguir contemplá-Lo e chamá-Lo de Pai. Por enquanto, ainda não ouso assim chamá-Lo, para que não venha a ser confundido com a classe sacerdotal, a mais mentirosa e pérfida classe que existe neste mundo, que cinicamente assim chama ao seu deus bíblico, sem qualquer noção da existência do Deus verdadeiro, em imitação estúpida e grosseira a Jesus, o Cristo, que pelo seu lado ignora completamente a esse deus bíblico, por se tratar de um espírito tremendamente obsessor.

Eu devo aqui ressaltar, pois que sempre lançarei mão da repetição, posto que ela tem a sua própria força, que apesar de tudo ser definido com a minha explanação acerca do Racionalismo Cristão, com a nossa humanidade estando esclarecida sobre a vida fora da matéria, portanto, estando espiritualizada, com os segredos da vida e os enigmas do Universo estando todos desvendados, devo afirmar que o método, a doutrina e o sistema, em conjunto com a finalidade, não serão ainda suficientes para que com a explanação ela consiga pavimentar a estrada que lhe dará o caminho por onde prosseguir em sua trajetória evolutiva. Mas que ninguém se preocupe com isso, pois é justamente por essa razão que a minha missão neste mundo não se limita em apenas explanar a doutrina racionalista cristã, mas também de fixar os meus ideais na face da Terra, além de outros encargos de relevante importância para os seres humanos, fornecendo as bases concretas de um novo plano espiritualizador que deverá pavimentar a estrada por onde deverá seguir toda a nossa humanidade, traçando os caminhos verdadeiros de cada ser humano, por onde eles deverão seguir convictos e confiantes nesta nova etapa do seu evoluir, ou nessa nossa nova trajetória evolutiva, agora com base na espiritualidade.

Agora sim, voltando ao assunto relativo às finalidades das ciências, após esta breve digressão, posso afirmar que são tantos os desencontros das suas afirmativas, são tão esdrúxulas as suas ditas convicções, já que todos esses conhecimentos científicos se situam fora do âmbito da realidade, rigorosamente dentro do contexto da ilusão da matéria, que se torna até difícil explanar sobre o assunto, já que sou obrigado a discorrer sobre o que há de errado e sobre o que esteja correto, ao mesmo tempo, tendo, portanto, que conhecer a ambos até certa profundidade. Contudo, como eu não devo me olvidar acerca do mesmo, vamos de logo a ele, para que eu possa esclarecer tudo de vez, procurando não ser tão brando ao ponto de tratar a comunidade científica como se estivesse tratando com crianças, nem tão severo como se estivesse tratando com obstinados renitentes, uma vez que o erro é de inteligência, por nunca ter a finalidade na espiritualidade, sempre com a insistência desgastante na ilusão da matéria, sendo também proveniente do medo em contestar aquilo que toda a comunidade científica tanto aceita como ratifica, ressaltando e enaltecendo a quem teorizou equivocadamente, e do medo de ser ridicularizado pelos colegas, caso resolva ingressar na espiritualidade, correndo até o risco de ser banido dessa comunidade científica. Então eu tenho que me posicionar no meio termo, o qual é a posição mais adequada, que segundo Aristóteles é onde se encontra a virtude.

Que esses nobres religiosos e cientistas se esforcem por adquirir a coragem suficiente para que possam exprimir aquilo que entendem ser a realidade, sendo independentes em seus pensamentos, pois as opiniões alheias, mesmo daqueles que se situam mais próximos de nós, não vale um segundo sequer de atenção, quando não são provenientes de pessoas que realmente sejam esclarecidas e tenham real valor.

Saibam eles, como exemplo, que pela simples razão dos meus pensamentos serem totalmente diferentes dos demais, em virtude de eu haver me espiritualizado, resolvi afirmar abertamente quem havia sido na encarnação passada, tendo sido um personagem muito famoso e inserido no contexto da história do Brasil, tal como Ruy Barbosa, transmitindo também as minhas ideias totalmente diferentes das representações imaginativas dos meus semelhantes, com tudo isso sendo corroborado com a vida mundana que eu levava em minhas experiências científicas acerca da espiritualidade, em conjunto com o preconceito da doença mental do meu pai, que se deixou obsedar por razões que ainda hei de esclarecer ao mundo, e assim, como se existisse atavismo psíquico, todos ainda me consideram como sendo doido, um verdadeiro louco, um doente mental, um perturbado, um obsedado, um inútil, tachando-me, inclusive, de vagabundo, egoísta, vaidoso, soberbo, e tudo o mais que possa depreciar o meu valor neste mundo, mas sem atingir um milímetro sequer o meu valor no âmbito espiritual.

E quando certa vez eu abordei de leve o assunto da espiritualidade, um dos meus familiares logo me cortou com rispidez, dizendo ao mesmo tempo “lá vem ele com as idiotices da espiritualidade”, o que hoje muito me honra e me enobrece ser assim cada vez mais “idiota”, já que é muito mais preferível ser um “idiota da espiritualidade” do que ser um mero bengaleiro de entrada no teatro da vida. E tudo isso sendo ainda mais agravado pela minha condição de ser pobre, o qual neste mundo ainda não tem valor, como se Jesus, o Cristo, também não tivesse vivido na pobreza, aliás, na mais extrema pobreza, assim como Buda, Sócrates, e tantos outros, sendo contraditório o fato de quase todos os seres humanos se considerarem cristãos, ao mesmo tempo se utilizando de todos os meios para se tornarem ricos, inclusive os mais escusos e reprováveis pelos homens de bem, o que demonstra claramente que são anticristãos, e jamais cristãos. Mas se rico eu fosse talvez até me chamassem de excêntrico, ao invés de tudo isso por que me chamam, já que a grande maioria tanto admira como se torna subserviente à riqueza. Que tristeza!

Mas toda essa adjetivação é justamente o que me faz sorrir até com certa satisfação, dando-me toda a convicção deste mundo de que apenas eu estou absolutamente certo, enquanto quase todo o resto da nossa humanidade está errado, já que eu deverei provar por a + b que, na realidade, loucos são todos os demais seres humanos, uma vez que vivem na ilusão da matéria ou no devaneio do sobrenatural, fora da realidade, onde não existe finalidade nenhuma para a existência eterna e universal; ao contrário deste explanador, que inserido no contexto da realidade, de posse da finalidade da minha própria existência eterna e universal, já tracei inclusive as minhas encarnações futuras, pois sei perfeitamente de onde vim, o que aqui estou fazendo e para onde irei, após desencarnar. E mais: após a minha desencarnação, eu sei que me desligarei da nossa humanidade, quanto tempo dela passarei desligado, e, por fim, quando para ela deverei retornar, além de também saber em que estágio evolutivo retornarei.

Quando todos puderem compreender a contento o que sejam a inteligência, a coragem e a boa vontade, poderão também compreender o porquê da minha missão neste mundo. Ora, quem neste mundo tem o real valor espiritual para me conceituar? Ninguém! Quem me conceitua sou eu mesmo, e mais ninguém, principalmente terceiros que medram na mais extrema ignorância, pois que eu me conheço a mim mesmo, segundo o magistral ensinamento de Jesus, o Cristo, e agora também conheço a Deus, pelo menos em proporção ao atual estágio evolutivo em que me encontro, tirando de mim mesmo este conhecimento, que deverei transmitir aos meus semelhantes, por ser esta a minha máxima obrigação.

Afirma a comunidade científica que os conhecimentos científicos são reais, porque ela mesma lida com ocorrências ou fatos e com toda a forma de existência que se manifesta de algum modo. Mas toda ela se encontra completamente equivocada, pois assim como as ciências lidam com a irrealidade proveniente da ilusão da matéria, os credos e as suas seitas lidam com a irrealidade proveniente do devaneio do sobrenatural. A grande diferença é que lidando com a ilusão da matéria, a comunidade científica consegue manipulá-la e transformá-la em conformidade com os falsos conhecimentos científicos que julga haver adquirido, pois toda essa ilusão lhe é posta em mãos para que toda essa manipulação e transformação possa ser utilizada em prol da nossa humanidade, em forma de invenções, cujos resultados possibilitam a utilização dos objetos criados e fabricados para os mais diversos fins, inclusive para a desencarnação dos próprios semelhantes, seja individual ou coletivamente, através das armas bélicas, o que indica uma total falta de ética por parte desses inventores.

E isto tem a sua devida explicação, em função dos cientistas conseguirem analisar aquilo que julgam seja a matéria e conseguir identificar as propriedades dos seus elementos, em conformidade com os seus objetivos materialísticos, e não em conformidade com a realidade da vida, e assim eles conseguem realizar as suas invenções, manipulando e transformando aquilo que pesquisam em seus minúsculos laboratórios.

No entanto, as ciências não sabem ainda nem o que seja o átomo, que é considerado a menor porção da matéria que a comunidade científica julga existir, em decorrência o que sejam o próton, o nêutron e qual seja a função do elétron, embora ela tenha construído a bomba atômica, o que confirma plenamente a sua total ignorância com aquilo que está manipulando e transformando. Mas tudo isso deverá ser devidamente esclarecido com a minha explanação do Racionalismo Cristo, e ainda muito mais esclarecimentos deverão vir, para que assim possamos resolver os nossos magnos problemas da vida, através da sabedoria, tendo ela por base a verdade, portanto, a realidade da vida.

O certo é que a comunidade científica ainda não sabe o que seja um fato, com que julga lidar, em decorrência o que seja uma coisa, que engloba toda a forma de existência, e um fenômeno, que representa as transformações de tudo quanto existe. Então como é que ela quer considerar real aquilo com que está lidando, mas que ignora a sua origem, a sua natureza intrínseca, portanto, as causas das suas manifestações?

O conhecimento científico é considerado pela própria comunidade científica como sendo contingente, ou seja, que pode ou não pode suceder, por ser eventual, efêmero, sendo assim incerto, cujo termo é decorrente da Saperologia, que agora esclarece o seu real significado, com ele sendo considerado como relativo às coisas, aos fatos e aos fenômenos que se concebem, sob qualquer um dos aspectos da sua existência, como podendo ser ou não ser, mas sendo, desde que tenha como causa real a verdade, e não sendo, desde que tenha como causa irreal a ilusão da matéria. É por isso que as proposições ou hipóteses científicas têm as suas veracidades ou falsidades conhecidas através das experimentações, apesar da comunidade científica ignorar o que sejam as experiências científicas, e não através da razão, como ocorre na experiência saperológica com base no conhecimento veritológico, que darão as diretrizes para as experiências físicas científicas verdadeiras com base nos conhecimentos metafísicos religiosos.

Mas mesmo sendo contingente, o conhecimento científico é considerado pelos estudiosos como sendo apenas sistemático, como se tratasse de um saber logicamente ordenado, formando um sistema de ideias, tais como se fossem teorias, e não conhecimentos dispersos e desconexos, quando, na realidade, não formam um sistema de ideias, mas sim de representações de imagens, em que a imaginação se faz valer plenamente. E agora é de se indagar: onde se encontra a sua doutrina? Ora, em lugar algum, justamente porque a comunidade científica não sabe o que seja uma doutrina, que deve servir de fonte para todo e qualquer sistema. Então o conhecimento científico é fruto de experimentações laboratoriais e de observações em aparelhos eletrônicos e outros, ao passo que o verdadeiro conhecimento somente pode ser advindo do criptoscópio do espírito, quando então poderá servir de fonte para tudo isso que ora se utiliza experimentalmente. E a verdadeira experiência somente pode ser advinda do intelecto do espírito, tendo por base o conhecimento do criptoscópio. Assim, tanto o conhecimento criptoscopial, como a experiência intelectual, têm que ser coordenados pela consciência. Deve ser compreendido, então, que o conhecimento deve servir de fonte para a experiência; a doutrina deve servir de fonte para o sistema; a causa deve servir de fonte para o efeito. Ou seja, a Veritologia deve servir de fonte para a Saperologia; a religião deve servir de fonte para a ciência, com estas duas últimas sendo coordenadas pela religiociência, e aquelas duas primeiras sendo coordenadas pela Ratiologia. É muito fácil de se compreender, mas muito difícil de se idealizar.

Deveria a comunidade científica ser sabedora de que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade não se criam, uma vez que eles sempre existiram, estando postos no Espaço Superior à espera de serem captados por intermédio da percepção oriunda do criptoscópio, que é o órgão mental destinado para isso, desde que o ser humano o tenha desenvolvido em larga extensão, e também tenha adquirido a moral que seja suficiente para se elevar a esse Espaço Superior, assim como Luiz de Mattos e os seus seguidores conseguiram adquirir, fornecendo para todos os exemplos de retidão e de pureza da alma.

E aqui se explica o porquê de o conhecimento científico ser considerado como se possuísse a característica da verificabilidade, chegando a tal ponto que as afirmações ou hipóteses que não podem ser comprovadas não pertencerem ao âmbito das ciências. Ora, se os conhecimentos metafísicos se encontram todos no Espaço Superior, tendo que ser captados pelo criptoscópio que forma a inteligência humana, é de se indagar: como é que a comunidade científica pretende comprová-los através das suas verificações laboratoriais? Caso ela soubesse que eles representam as causas, deveria ter pelo menos o discernimento para reconhecê-los através da sua própria compreensão, para que então pudesse fazer as experimentações científicas correspondentes, proporcionando os seus efeitos. Assim, poderiam ter estes efeitos inseridos no âmbito da realidade, posto que criados com base em causas reais, portanto, verdadeiras.

E a tudo isso eu procedi sozinho, sem a ajuda de quem quer que fosse, nem pessoal e muito menos monetária, tendo apenas me afastado do âmbito da matéria e direcionado as minhas experiências científicas para o âmbito da espiritualidade. E assim do mesmo modo continuando, quando então posteriormente me tornei um saperólogo. Até que consegui me tornar um ratiólogo, universalizando-me, quando então a produção dos meus sentimentos passou a se situar no Espaço Superior, elevando-se a ele, por intermédio do magnetismo contido na propriedade da Força; e a produção dos meus pensamentos passou a se situar no Tempo Futuro, transportando-se a ele, por intermédio da eletricidade contida na propriedade da Energia. O espaço e o tempo dão as coordenadas do Universo. Então a minha luz astral passou a se situar em cada uma dessas coordenadas universais, fazendo delas os meus postos de observações, coordenando os meus sentimentos e os meus pensamentos, ou seja, a minha consciência passou a coordenar o meu criptoscópio e o meu intelecto. E assim eu pude percorrer todo o Universo com a minha luz astral, utilizando-me da propriedade da Luz, indo até o passado, contemplando a origem dos seres, e indo também até o futuro, contemplando a perfeição, neste caso, seguindo os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, podendo contemplar a Deus até onde consegui percorrer o Universo, mas conseguindo mensurar a extensão que dele me separa, pois que me esforço ao máximo para não perder de vista os seus rastros luminosos.

E agora, não mais ignorando a tudo isso, a comunidade científica é obrigada, por força das circunstâncias postas pela lógica da realidade da existência eterna e universal, a reconhecer que o conhecimento científico deve ser completamente transformado. Ora, ela mesma reconhece que o conhecimento científico é falível, em virtude de não ser definitivo, por não ser absoluto, que é a grande característica da verdade, enquanto que a sabedoria é relativa, por isso esse conhecimento científico não é o final. Em função desse reconhecimento, a comunidade científica vem afirmar que o conhecimento científico é “aproximadamente exato”, o que se justifica pelo fato da ilusão da matéria proporcionar a que os estudiosos estejam manipulando e transformando algo como se fosse realmente matéria, como se fosse concreto, em consonância com as próprias visões desses estudiosos serem provenientes dos olhos da cara, permitindo assim que eles julguem estar lidando com a realidade. Mas como eles não se encontram apoiados nos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são reais, que são absolutos, que são incriáveis, que são ontológicos, por isso imutáveis, eles então são obrigados a admitir que novas proposições e o desenvolvimento de novas técnicas possam reformular a todo o acervo das teorias já existentes, como neste caso eu vou realmente reformular.

Se a própria comunidade científica considera o conhecimento científico contingente e falível, em que então ela se apoia para se arvorar, precipitada e equivocadamente, em ser a certificadora da espiritualidade? Se o conhecimento científico é falho, o conhecimento espiritual não o é, e isso é o que faz uma tremenda diferença entre um e outro. Agora dá para se compreender porque a comunidade científica jamais conseguiu certificar a espiritualidade e porque a própria espiritualidade descertificou os seus conhecimentos, através da verdade. Mas desconsiderando a sua ousada petulância, não existe apoio algum para a comunidade científica se arvorar de ser a grande certificadora da espiritualidade. No entanto, a comunidade científica exige a condição da verificabilidade para que possa reconhecer a existência de qualquer teoria que a ela venha se apresentar como sendo verdadeira, então eu vou satisfazer plenamente a essa sua condição.

Pois bem, eu vou apresentar a todos os integrantes da comunidade científica os meios necessários para que ela possa verificar a real existência da espiritualidade, até com muita fartura, tudo situado fora do âmbito das suas imaginações, cujos ensinamentos ela jamais esperava que existissem, estando eles rigorosamente inseridos no contexto da realidade, para que todos os seus integrantes possam saciar fartamente os seus cérebros, que eles consideram como sendo o centro da inteligência humana, já que para eles tudo é matéria, nada mais que matéria, caso assim desejem ser esclarecidos, quando, na realidade, os meus ensinamentos espiritológicos são os verdadeiros alimentos necessários para as suas almas, fundamentais para as suas espiritualizações, e não para os seus cérebros, que nem mesmo destes eles sabem se utilizar como meios para que as suas inteligências possam se manifestar neste mundo, já que são bitolados apenas àquilo que formulam como hipóteses.

E caso algum renitente ainda teime em não acreditar naquilo que está verificando com fartura e que contém a mais pura lógica e racionalidade, por pura pirronice, essa obstinação acintosa poderá ser removida com a devida atenção aos dizeres dos autores das obras racionalistas cristãs, as quais formam a sua doutrina, e que serviram de fonte e preparo para a minha vinda novamente a este mundo, agora encarnado como Pamam, inclusive com eles se dirigindo diretamente a mim, como que prevendo a minha reencarnação, por estarem sendo intuídos pelo Astral Superior. E caso consigam prestar ainda um pouco mais de atenção, empregando um esforço maior nesse desiderato, conseguirão observar tudo aquilo que Jesus, o Cristo, afirmou em seus ensinamentos, também se dirigindo diretamente a mim, com a mais pura lógica e clareza que alguém neste mundo possa conceber, quando da minha explanação acerca da Cristologia, que será inserida ainda nesta obra.

Eu sei perfeitamente que pode parecer até petulância da minha parte, se não muita ousadia, a minha afirmativa de que Jesus, o Cristo, dirigiu-se diretamente a mim, mas eu não posso fugir à realidade dos fatos pelo simples fato de qualquer ser humano ainda muito atrasado, evolutivamente falando, vir a me considerar petulante ou ousado. Ele que fique com a consideração posta pela sua imaginação, que eu fico com a afirmativa posta pela minha concepção, para que então possamos depois constatar quem realmente está de posse da razão. Ora, o próprio Jesus, o Cristo, apareceu a Luiz de Mattos, o fundador do Racionalismo Cristão, quando em uma das suas encarnações anteriores como Afonso Henriques, na ocasião em que ele estava com o seu exército nas terras de Alentejo, no campo de Ourique, para guerrear contra Ismael e outros quatro reis mouros, saindo-se então vencedor, em conformidade com aquilo que o nosso Redentor afirmou diretamente para ele nessa ocasião.  Então por que razão ele não poderia se dirigir diretamente a mim, instruindo-me com as suas palavras, quando da sua encarnação como Jesus, o Cristo, já que sou o explanador do Racionalismo Cristão?

Geralmente a pesquisa científica se inicia quando os conhecimentos científicos são considerados como sendo insuficientes e impotentes para que possam explicar as dúvidas e os problemas que surgem em seu contexto, com a comunidade científica se considerando a maioral e a detentora de todo o saber deste mundo, mesmo sendo submissa e cativa perene da ilusão da matéria, cujo alvará de soltura está sendo agora expedido por intermédio do Racionalismo Cristão. Mas querendo dotar a política da “boa vizinhança”, a comunidade científica afirma que essas dúvidas e esses problemas podem também ser originários do senso comum, das crenças credulárias, da mitologia e até da Saperologia, já que ela ignora completamente a existência da Veritologia, que fatalmente estaria incluída nesse rol, caso já fosse conhecida. Em tal sentido, ela mesma reconhece que iniciar uma investigação científica, cujo termo correto é pesquisa, e não investigação, já que este termo se refere à busca da verdade, é reconhecer a crise que sempre existiu no conhecimento científico já existente, por isso surge a iniciativa de tentar modificá-lo, ampliá-lo ou mesmo substituí-lo, criando um novo conhecimento que reúna as condições de responder às dúvidas levantadas e aos problemas existentes. E assim ela se arvora de sempre poder criar conhecimento, quando na verdade este não pode ser criado, pois somente as experiências podem ser criadas.

Na sua pretensão infundada e descabida em querer construir uma resposta segura para responder às dúvidas existentes nos seres humanos, quando as suas dúvidas somente podem ser esclarecidas e respondidas pela Veritologia, pela Saperologia e pela Ratiologia, com esta última coordenando àquelas duas primeiras, através do Racionalismo Cristão, que em decorrência deverá resolver os magnos problemas da nossa humanidade, daí a inserção da categoria PERGUNTAS & RESPOSTAS no menu do site pamam.com.br, a comunidade científica se propõe a alcançar dois ideais, quais sejam: o ideal da racionalidade e o ideal da objetividade.

Esse ideal da racionalidade consiste em alcançar a uma sistematização coerente do conhecimento presente em todas as suas leis e teorias. Assim, as ciências, por ocasião da sistematização das suas diferentes teorias, procuram uni-las para estabelecer as relações entre uma e outra, entre um e outro enunciado, entre uma e outra lei, entre um e outro campo da ciência, de maneira tal que se possa, através dessa visão global, perceber as possíveis inconsistências e corrigi-las. Essas verificações da coerência lógica entre tudo isso, são os mecanismos que fornecem os padrões de aceitação ou rejeição de uma teoria pela comunidade científica, considerados como sendo os padrões da verdade sintática. Daí a comunidade científica procurar de qualquer maneira concluir que os enunciados científicos devem ser isentos de ambiguidade e de contradição lógica, consideradas como sendo as condições necessárias, embora não sejam suficientes.

Nesse ideal da racionalidade surge pela primeira vez algo que tenha alguma coerência, que tenha alguma sensatez, uma vez que ele consiste em alcançar a uma sistematização do conhecimento. Mas, infelizmente, a seguir vem logo a incongruência, vem logo a insensatez, pois essa sistematização não toma por base o conhecimento religioso, formador de uma doutrina, que possa servir de fonte para essa sistematização, mas sim o próprio conhecimento científico em si, experimental, tirado da ilusão da matéria, que assim é criado pela comunidade científica, quando já se sabe que o conhecimento não se cria. E como essa sistematização é improcedente, esse arremedo de relações entre os diversos tipos de conhecimentos jamais poderá alcançar o Saber, por excelência, posto que faltem a verdade e a sabedoria para que se possa alcançar a essa grande finalidade, que, aliás, assim não se encontra posta pela comunidade científica, e nem ao menos por ela é cogitada. Então cai por terra esses mecanismos que fornecem os padrões de aceitação ou rejeição de uma teoria pela comunidade científica, considerados como sendo os padrões da verdade sintática, notadamente porque os conhecimentos acerca da verdade são metafísicos, por isso não se encontram à disposição no ambiente mundano, mas sim no Espaço Superior.

Ora, se os integrantes da comunidade científica são cativos do ambiente terreno, por isso não conseguem transcender a este mundo, elevando-se ao Espaço Superior e se transportando ao Tempo Futuro, para que assim possam integrar os seus conhecimentos e as suas experiências, coordenando-os e formando um acervo relativo ao saber, universalizando a todos eles, fica claro então que tudo aquilo que eles conhecem é deste mundo e para este mundo, sem transcender um milímetro a ele, então todo o seu saber jamais poderia ser isento de ambiguidade e de contradição lógica, que eles consideram as condições necessárias para tanto, embora não sejam suficientes.

Já o ideal da objetividade pretende que as teorias científicas, como modelos teóricos representativos da realidade, sejam construções conceituais que representam com fidelidade o mundo real, que contenham imagens dessa realidade que sejam verdadeiras, evidentes, impessoais, passíveis de serem submetidas a testes experimentais e aceitas pela comunidade científica como provadas em sua veracidade, sendo este o mecanismo para avaliar a verdade semântica. As ciências exigem o confronto da teoria com os dados empíricos, exige a verdade semântica como um dos mecanismos utilizados para justificar a aceitabilidade de uma teoria, todavia, esse fator, por si só, não garante a objetividade do conhecimento científico. Apesar das ciências trabalharem com dados e provas factuais, elas não ficam isentas de erros na interpretação dessas provas. Por mais que se esforcem os cientistas, os investigadores, os pesquisadores, eles estarão sendo sempre influenciados por uma ideologia, por uma visão inerente ao próprio mundo em que temporariamente habitam, pela sua formação a este restrita, pelos elementos e pela época em que vivem.

É óbvio que a comunidade científica ainda não sabe, mas esse ideal da objetividade fica limitado apenas à sua pretensão, sem que ele consiga extrapolar um milímetro sequer desse direito suposto e reivindicado, já que tal ideal não passa de uma mera presunção de classe. Aquele que conseguir se utilizar de um mínimo da sua racionalidade, com esta sendo acompanhada de um pouco de lógica, irá concordar plenamente que o Universo contém a Terra, e não a Terra contém o Universo. Isso implica em dizer que primeiro temos que conhecer o Universo, onde a Terra se encontra inserida, e depois desvendarmos o seu processo de formação, o que o farei na obra explanatória relativa ao Sistema, que se encontra inserida no site pamam.com.br, para somente depois então podermos conhecer detalhadamente a este mundo, determinando o papel que ele desempenha no espaço e no tempo, que formam o Universo e dão as suas coordenadas, o que somente se consegue por intermédio da espiritualidade, com a utilização da luz astral que nos é própria, já que além das propriedades da Força e da Energia, nós também evoluímos por intermédio da propriedade da Luz. O princípio de que se deve partir para isso é simples: é o todo que deve conhecer as suas partes, e não as partes ao seu todo.

Então a comunidade científica ainda não conhece o mundo real, por conseguinte não reúne as condições necessárias para formar qualquer modelo teórico representativo da realidade, o que indica que as imagens da realidade que ela supõe existirem não são verdadeiras, sendo as suas evidências apenas ilusórias, embora sejam impessoais, daí o fato dos testes experimentais aceitos como verossímeis apontarem sempre para a contingência e a falibilidade, ocasionando a incerteza dos seus conhecimentos, como já visto.

Quem surgiu primeiro o Universo ou a Terra? É óbvio que foi o Universo, principalmente porque ele sempre existiu, pois que Deus nunca foi um ignorante da imperfeição, portanto, do mal. Então o Criador sempre teve as suas criaturas para que pudessem percorrer o âmbito da imperfeição, que contém o mal, e retornar para Ele, levando com elas todo esse acervo. Assim, a formação do planeta Terra foi gerada pelo Ser Total e pelas propriedades da Força e da Energia, em que estas formam o Universo, e em uma das suas combinações forma o Sol. Isto implica em dizer que devemos partir do princípio que devemos conhecer primeiro as Substâncias de Deus, e depois o Universo, para somente depois podermos conhecer o planeta Terra, o que é lógico e racional. Mas, de maneira contrária, a comunidade científica pretende primeiro conhecer o planeta Terra, para somente depois então conhecer o Universo, por esta razão ela não conhece nem a um e nem a outro, conservando-se sempre na ignorância, pois que cativa da ilusão da matéria, e se não fosse o Racionalismo Cristão ela iria permanecer medrando na ignorância por todo o sempre. Mas os tempos são chegados, para que toda a nossa humanidade venha a se esclarecer acerca dos segredos da vida e dos enigmas do Universo, sendo devidamente espiritualizada.

Se a comunidade científica possuísse alguma noção de Filologia, que é o estudo da língua em toda a sua amplitude, o que abrange o estudo do significado real das palavras, não teria se utilizado da expressão verdade semântica, já que esta expressão contém dois termos desassociados um do outro, e ela não conhece nem a um e nem a outro. Então eu vou fornecer a devida explicação acerca de cada um dos termos para que então possa dar continuidade à minha explanação.

A palavra verdade é proveniente do latim veritate. Ela representa a finalidade da atividade básica exercida pelo ser humano, ao evoluir por intermédio da propriedade da Força, cuja atividade em primeiro plano é a Veritologia, vindo depois as religiões. A verdade é a causa pela qual as coisas, os fatos e os fenômenos aparecem tais como são, exprimindo com exatidão a realidade, que é a expressão fiel da natureza. A verdade, então, diz respeito à propriedade da Força, por intermédio da qual os conhecimentos ao seu respeito são percebidos e captados pelos criptoscópios dos veritólogos e dos religiosos, sendo transmitidos através de teorias “a priori”, formando uma doutrina, nesta estando inseridos determinados princípios saperológicos ou científicos, para que assim possa ser formada uma única saperologia ou uma única ciência, para que estas duas últimas possam ser devidamente apreciadas pelas próprias Saperologia e ciências, respectivamente, em que os intelectos humanos dos saperólogos e dos cientistas darão os seus pareceres acerca das suas autenticidades. A verdade se encontra no Espaço Superior, sendo ela a fonte da sabedoria e das ciências. É somente através dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, os quais permitem desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, que a sabedoria e as ciências poderão imperar soberanas neste mundo, dando novos rumos às ações dos seres humanos, traçando com esclarecimentos a vida de cada um, para que assim todos possam viver em paz e harmonia, promovendo o progresso geral, através da evolução espiritual.

Já a semântica, filologicamente falando, é o estudo das mudanças que, no espaço e no tempo — portanto, no Universo, mesmo que a própria Filologia a isso ignore, pois que a Terra percorre o espaço e o tempo em sua trajetória evolutiva, por estar contida também o Universo — experimenta a significação das palavras, consideradas como sendo os sinais das ideias. No entanto, rigorosamente dentro do contexto ora em pauta, que os especialistas denominam de semântica geral, é o estudo das relações entre as palavras e as coisas, os fatos e os fenômenos universais, ou seja, entre a linguagem e o sentimento e o pensamento, cujos conhecimentos formam uma doutrina, em que esta serve de fonte para a formação de um sistema que pode estabelecer os princípios de tais relações, que de início se fundou nos trabalhos do estudioso polaco-americano Alfred Korzybski, o que hoje já deveria estar sendo devidamente aplicada nos mais diversos campos, notadamente nas ciências, pelos seus sábios pesquisadores.

Então a verdade jamais poderia ser semântica, porque ela é de natureza absoluta, não muda, é invariável, pois sempre existiu no Espaço Superior, sendo ela, pois, eterna, uma vez que representa as causas de tudo quanto existe. Caso contrário, as leis dela decorrentes não poderiam ser naturais e imutáveis, seriam ao acaso e mutantes. Vejamos o exemplo de uma lei que muitos consideram bastante simples, julgando ser própria deste mundo, mas que não é, pelo fato de não ser propriamente uma lei, mas sim um preceito universal, como a lei da gravidade, que caso fosse semântica ensejaria a que ora andássemos como andamos normalmente, ora flutuássemos, ora saltássemos de um prédio e fôssemos para cima e outra vez para baixo, ou então fôssemos esmagados pela sua força, e outros absurdos ao acaso. Os corpos celestes que se encontram sob as égides das estrelas, gravitando ao seu redor, não respeitariam essa proteção, gerando um verdadeiro caos celestial.

Entretanto, como os conhecimentos científicos são todos lastreados com base na ilusão da matéria, eles jamais poderiam ser de natureza absoluta, imutáveis, invariáveis, incriáveis, sendo todos contingentes e mutáveis, pois que são decorrentes das imaginações dos seus estudiosos, que em suas observações e pesquisas veem tudo como se fosse matéria, e assim, completamente iludidos, passam a imaginar que isso é assim e assim outro, simplesmente porque conseguem repetir experimentalmente o que observam com os olhos da cara, ou então através de aparelhos eletrônicos e outros, o que evidentemente é também comprovado pelos colegas que estudam o mesmo assunto, embora eles mesmos reconheçam a não isenção de erros na interpretação dessas provas.

A suposição de que, por mais que se esforcem, os cientistas, os investigadores e os pesquisadores estarão sendo sempre influenciados por uma ideologia, por uma visão do mundo, pelas suas formações, pelos elementos e pela época em que vivem é pura falácia, pois eles possuem apenas uma ideologia: a ilusão da matéria; e dessa ilusão puramente material ainda não conseguiram se desprender, o que espero aconteça com esta minha explanação do Racionalismo Cristão, já que ao final dela não terão mais para onde correr, a não ser que seja acertadamente para as casas racionalistas cristãs, e nem a quem recorrer, pois somente terão a própria consciência a quem apelar.

Tendo as suas próprias representações imaginativas a respeito das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, mesmo não sabendo o que na realidade eles sejam, ao contrário do senso comum, portanto, o conhecimento científico não aceita a opinião ou o sentimento de convicção como fundamento para justificar a aceitação de uma afirmação. Ora, o senso comum não possui qualquer convicção, seja lá em que for, e muito menos a comunidade científica, pois nem um e nem ouro sabem o que seja realmente a convicção, que somente pode saber o que ela seja aquele que verdadeiramente a possui, portanto, aquele que se encontra de posse da verdade, para que dela se utilize como fonte, que é a causa de tudo quanto existe, para que assim possa realizar os efeitos correspondentes.

Ignorando tal possibilidade em qualquer ser humano, em virtude da vaidade, da empáfia, do orgulho vão, decorrentes do fato de se arvorarem serem os únicos detentores de todo e qualquer saber, os ditos cientistas oficiais requerem a possibilidade de testes experimentais e da avaliação dos seus resultados poder ser feita de forma intersubjetiva, quer dizer, entre um e outro. Mas acontece que a comunidade científica ainda possui uma visão muito tacanha em relação aos testes experimentais, por isso julgam que eles somente podem ser realizados em laboratórios por eles montados e que contenham os mais diversos tipos de aparelhos. Caso a comunidade científica estendesse a sua visão em uma escala mais larga em relação ao próprio mundo em que temporariamente habita, poderia constatar que ele é um grande laboratório, para que aqui nós possamos fazer as nossas experiências científicas no âmbito da espiritualidade, através do psiquismo e outros meios considerados como sendo necessários, para que assim possamos evoluir com mais rapidez.

Assim, tendo me utilizado deste grande laboratório para as minhas experiências científicas, eu vou provar sem qualquer contestação a existência do preceito da reencarnação, demonstrando amplamente que fui Ruy Barbosa na encarnação passada e provando que sou o mesmo espírito reencarnado em outro corpo carnal, só que bem mais evoluído. Que a comunidade científica leia com bastante atenção às minhas quatro obras explanatórias do Racionalismo Cristão, que se encontram no site pamam.com.br, e constate se procede ou não o que ora afirmo, pois que a tudo eu vou comprovar com fatos experimentais, e não apenas com as simples palavras. Não esqueça ela do fato seguinte: eu sou um experimentador, por natureza. E sendo a experiência que vai agregando toda a sabedoria em nosso acervo espiritual, eu vou demonstrar também como me tornei um sábio. E mais: utilizando a verdade como sendo a minha autêntica fonte, como consegui chegar com ela e a sabedoria aos domínios da razão. Ora, como eu já incorporei em meu acervo espiritual a verdade, a sabedoria e a razão, devo indagar à comunidade científica: o que mais deveria se esperar de mim? Eu mesmo respondo: a explanação da formação da inteligência humana, que mais adiante explanarei, e como quem a possui pode adentrar no âmbito do Saber, por excelência, tirando todas as dúvidas a respeito dos segredos da vida e dos enigmas do Universo, para que assim possa resolver os problemas da nossa humanidade. E é o Racionalismo Cristão o instituto que congrega a tudo isso.

Que a comunidade científica agora consiga compreender como as verdadeiras experiências são totalmente diferentes das suas, assim como os laboratórios também. Eu encarnei com uma árdua missão determinada por Luiz de Mattos, que hoje é o chefe da nossa humanidade, que me nomeou como o advogado da nossa Grande Causa, cuja defesa foi toda arquitetada por mim em plano astral, quando no meu Mundo de Luz, o que implica em dizer que eu sou o maior advogado entre todos os integrantes da nossa humanidade, portanto, o que mais conhece a justiça, e o único que pode fazê-la prevalecer neste mundo, que atualmente se encontra em ruínas, com todos vivendo em um verdadeiro caos, pelo fato de todos os edifícios sociais construídos com base na ilusão da matéria e no devaneio do sobrenatural haverem sido todos demolidos, tendo sido explodidos com a dinamite da verdade, por intermédio do próprio Luiz de Mattos, como agora eu estou provando e comprovando com a minha explanação.

É óbvio que a minha missão neste mundo, por ser imensamente complexa, abrange os vários aspectos da vida que os seres humanos hoje estão vivendo, mas de antemão, em pequena monta, a título apenas de amostra, posto que dirigida à comunidade científica, eu vou me ater apenas às minhas experiências realizadas neste grande laboratório, que é a Terra. Aliás, nós mesmos representamos diversos laboratórios, como é o exemplo de Luiz de Mattos, que foi laboratório do Astral Superior, servindo de instrumento em tudo que havia de afinidade entre ambos, para o conhecimento pleno da verdade, e para demonstrar que o poder dos espíritos de luz é incalculável, não podendo jamais ser vencido; e o meu exemplo, que fui laboratório do astral inferior, servindo de instrumento em tudo que havia de afinidade entre nós, mas dele lançando mão como sendo o meu verdadeiro instrumento para as minhas experiências científicas, para que posteriormente eu pudesse realizar as minhas experiências saperológicas, para demonstrar em sua plenitude que o poder dos espíritos mais atrasados, que após a desencarnação ficaram quedados na atmosfera da Terra, é calculável, podendo sempre ser vencido, desde que se empregue a força de vontade, que todos nós trazemos em nossas almas, se não na mais larga extensão, pelo menos um pouco dela, o suficiente para vencer as tentações decorrentes das intuições desses espíritos obsessores.

E quem confirma esses meus dizeres é o próprio Luiz de Mattos, que se atendo apenas à propriedade da Força, que contém a verdade, que era a sua preocupação maior, evidentemente, e dela ele não podia se descuidar, para que não ocorresse o seu detrimento em relação aos demais assuntos para ele menos importantes, chegou a afirmar a existência da matéria, que eu também vim para retificar a essa sua afirmativa, e como que prevendo a minha reencarnação, a minha vinda novamente a este mundo, em sua obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, a página 172, assim se expressou:

O espiritualista, antes de o ser, estuda, investiga os porquês da vida, dilata o raciocínio, observa que não há efeito sem causa e, de grau em grau, conclui que dos astros é que vem a eletricidade, que tudo é força magnética a nos cercar, que nada mais há além de matéria — fluida ou concreta — para, em laboratórios humanos ou outros (grifo meu), a Força Criadora com ela fazer, dentro das leis de atração e evolução, tudo quanto lhe apraz.

Abstrata é a eletricidade como é o som, o pensamento, entretanto, por aquela podemos ser fulminados, pelo som podemos chegar à loucura, e o pensamento se transmite, deixando-nos sentir as vibrações de ódio ou de amizade”.

No decorrer das minhas encarnações, de 4.000 anos para cá, em minha evolução espiritual, seguindo o plano de espiritualização da nossa humanidade, eu tive que dar uma ênfase maior ao desenvolvimento da minha inteligência, com base no meu intelecto, assim como na minha coragem e na minha boa vontade, além de outros atributos necessários à minha posição e ao meu papel no contexto desse fabuloso plano elaborado para a espiritualização da nossa humanidade. No entanto, também em obediência ao plano, eu tive que deixar permanecer estrategicamente em meu espírito alguns atributos individuais inferiores formadores da minha moral, como a vaidade, a inveja, o ciúme e os desejos de vingança, os quais me foram apontados por Luiz de Mattos, quando na minha encarnação passada como Ruy Barbosa, para que vulnerável a eles eu permanecesse um fraco, e influenciado por eles eu ficasse à mercê do ambiente do mundo e das ações nefastas dos espíritos mais atrasados que se encontravam quedados no astral inferior, servindo assim de laboratório para eles, mas não como sendo deles verdadeiramente um instrumento, então eu teria praticado o mal, pois que eles é que foram os meus instrumentos, para que assim eu pudesse sopitar a esses atributos individuais inferiores que faltavam para completar a minha moral, tornando-a assim completa, pois que tudo isso foi necessário para que assim eu pudesse realizar as minhas experiências científicas no ambiente terreno, que foi o meu grande laboratório.

Há que se ressaltar aqui que o Racionalismo Cristão é o instituto que abriga o desfecho final do plano de espiritualização para a nossa humanidade, onde a verdade e a sabedoria se encontram abraçadas fraternalmente uma à outra, para que assim a razão possa coordená-las, emergindo finalmente neste mundo, desvendando os segredos da vida e os enigmas do Universo, para que assim possam ser resolvidos os problemas da nossa humanidade. Assim, Luiz de Mattos, sendo o espírito da verdade, um conhecedor, por natureza, previu a minha reencarnação, quando afirmou em suas obras que todos iriam ver um fraco se tornar um forte, já que eu sou o espírito da sabedoria, um experimentador, por natureza. E não somente ele previu a minha reencarnação, assim como também os seus seguidores, e até mesmo os não racionalistas cristãos, como veremos claramente no decorrer de toda a minha explanação ainda nesta obra, porém em pequena monta, apenas a título de amostragem, mas com fartura.

E assim eu reencarnei como Pamam, tendo o Racionalismo Cristão como o alvo da minha defesa da Grande Causa da nossa humanidade. E sendo a ética formada pelos atributos relacionais positivos, a todos eles eu trouxe cá comigo do meu Mundo de Luz, sendo, pois, a ética, inviolável em meu espírito, pois que sem ela eu não poderia ter realizado as experiências científicas e saperológicas que consegui realizar. Já a moral, por outro lado, é formada pelos atributos individuais superiores, e a tudo isso Luiz de Mattos tinha lá consigo quando encarnou, sendo, pois, a moral, inviolável em seu espírito, tendo sido incorporada à doutrina racionalista cristã, para esmerar a moral dos seus militantes, através dos seus ensinamentos doutrinários.

Em sendo a moral individual, isso implica em dizer que a minha moral é só minha, somente minha, e de mais ninguém, o que implica também em dizer que eu poderia riscá-la em minha própria alma em todos os sentidos que eu bem quisesse e bem entendesse, desde que esses riscos não impossibilitassem a recuperação e a completitude de toda a minha moral, fazendo-a resplandecer em todo o seu esplendor, cujos riscos em minha própria alma dizem respeito a dois limites principais que eu jamais me sujeitaria, nem que a minha própria humanidade fosse extinta mais uma vez e obliterada da face da terra, tendo que recomeçar todo o processo civilizatório novamente, cujos limites são os seguintes: em primeiro plano, a natureza inviolável da minha masculinidade, e, em segundo plano, qualquer procedimento em relação à desencarnação dos meus semelhantes; pois embora este procedimento seja mais voltado para o aspecto ético, iria, de algum modo, violar a minha natureza moral.

Então, eu primeiro mergulhei de cabeça na mundanidade, para que pudesse constatar in loco o caos em que a minha humanidade se encontrava, realizando experiências científicas de todos os tipos, das mais amenas às mais terríveis, mas sem jamais prejudicar a quem quer que fosse, em obediência à minha ética, para que assim eu pudesse sentir o mal com toda a sua pujança em minha alma, para que depois pudesse combatê-lo em toda a sua extensão, tendo ao mesmo tempo que dela sopitar todos os atributos individuais inferiores que me foram apontados por Luiz de Mattos.

E como a moral é individual, eu teria também que demonstrá-la experimentalmente de maneira científica, mostrando ao mundo como é possível a sua aquisição in totum, o que somente é possível por intermédio do Racionalismo Cristão, no qual, para a minha felicidade e a da nossa própria humanidade, eu ingressei no período mais turbulento desta minha vida, por intermédio da minha valorosa e querida mãezinha.

Como se pode facilmente constatar, eu corri um tremendo risco de ficar preso nas malhas poderosas tecidas pela ignorância reinante neste mundo, que formam esse ambiente trevoso, onde predomina o mal em que todos vivem, com o astral inferior agindo intensamente no sentido de agravá-lo. Mas de posse da minha inteligência, coragem e boa vontade, a tudo eu consegui suplantar, tornando-me o legítimo explanador do Racionalismo Cristão, o instituto redentor da nossa humanidade, sendo capaz de adotar um método para me tornar um saperólogo, por conseguinte, de elaborar um sistema para a sua doutrina e de determinar uma finalidade para toda a nossa humanidade, alcançando assim um estágio evolutivo tão elevado que me permitiu contemplar os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, em que a minha visão, agora universal, permite-me saber de onde ele veio, o que em nossa humanidade veio realizar e para onde retornou, com tudo isso sendo devidamente explanado nesta minha obra, no capítulo relativo à Cristologia, em que a função do Racionalismo Cristão como sendo o instituto redentor da nossa humanidade será esclarecida de vez, devendo se perpetuar por cerca de 4.000 anos.

A comunidade científica pode comparar a natureza dessas experimentações científicas e saperológicas por mim realizadas no grande laboratório do ambiente terreno, estendendo-se pelo próprio Universo, com as suas experiências focadas na ilusão da matéria, em minúsculos laboratórios equipados com os aparelhos das mais diversas qualidades, para certificar se existe ou se não existe realmente a espiritualidade? Isso é ou não é uma clara demonstração de uma estreita mentalidade de todos os seus integrantes? Isso é ou não é uma clara demonstração de uma tremenda falta da lógica racional por parte dos seus integrantes?

E aqui vem o meu aviso para toda a comunidade científica, que ainda hoje teima em ser cativa da ilusão da matéria, assim como também para toda a classe sacerdotal, que por sua vez teima em ser cativa do devaneio do sobrenatural, cujo aviso se estende para os demais seres humanos: ingressem o mais rápido possível no âmbito da espiritualidade, pois é somente aqui que poderão encontrar a verdade, a sabedoria e a razão universais, e o Racionalismo Cristão está de portas abertas para todos, estando agora com esta minha explanação de posse de todo o seu acervo doutrinário, metodológico, sistemático e da mais elevada finalidade para a existência eterna e universal, jamais imaginada por qualquer ser humano, sem que ele queira nada em troca, notadamente o retorno monetário, pois que o instituto redentor da nossa humanidade não permite as práticas abomináveis exercidas pela classe sacerdotal, já que a sua manutenção é problema do Astral Superior, que age por intermédio dos seus dirigentes militantes de boa vontade, por isso ele tem como o seu maior escopo a prática do bem, e jamais angariar fundos dos seus frequentadores, seja lá quem for.

Como que querendo proporcionar aos demais seres humanos com bastante clareza uma pequena demonstração de que os autores das obras racionalistas cristãs prepararam cuidadosamente o meu retorno a este mundo, que eles procurem observar com bastante atenção a ratificação deste meu aviso aos meus semelhantes, por intermédio do notável Luiz de Souza, em sua obra A Morte Não Interrompe a Vida, a página 313, como se a eles estivesse se dirigindo pessoalmente, quando assim confirma:

Muitos dos que ascendem aos seus mundos, após a desencarnação, não podem justificar ali a sua ignorância com relação aos Princípios espirituais pelos quais não se interessaram quando encarnados, e tudo farão para que não lhes suceda, ao voltarem, serem outra vez envolvidos pelas ondas das negligências e do descaso.

Em todas estas advertências, está o aviso de quem já atravessou longas caminhadas pelos vales inóspitos da experiência e pode, hoje, depois de sucessivas reencarnações, em milhares de anos decorridos, escrever, com convicção, acerca das verdades que o Racionalismo Cristão proclama (grifo meu)”.

Quantas e quantas vezes, mergulhado de cabeça na lama infecta deste mundo, sofrendo horrores, as dores mais terríveis que alguém possa imaginar, sentindo como se a minha alma estivesse realmente a sangrar, não o fazendo realmente pela sua total impossibilidade, já que o seu corpo é formado de força e energia, sendo este coordenado pelo corpo de luz, na realização das experiências científicas mais atrozes por mim já realizadas em toda a minha existência, vieram os meus familiares me aconselhar a abandonar tudo aquilo que estava realizando em termos de experimentações científicas, mesmo com elas estando ocultas aos olhos de todos, com eles muitas e muitas vezes chegando até ao descontrole para afirmar que tudo era desculpa minha para permanecer chafurdando na lama, quando eu afirmava que tudo era por pura experimentação, já que estava a vislumbrar a imensa importância do sofrimento para a evolução espiritual e para o alcance de uma grande finalidade. Mas mesmo assim, eu jamais deixei me abalar por qualquer barreira posta à minha frente, fosse o que fosse, viesse de onde viesse, pois conhecia a minha natureza de um ser humano voltado para o bem, e algo inexplicável situado no âmago da minha alma me fazia acreditar que assim, e somente assim, eu poderia alcançar a uma grande finalidade que eu mesmo ignorava por completo. Por outro lado, eu não estava prejudicando e nem fazendo mal a quem quer que fosse, apenas a mim mesmo, por força da minha mais extremada ética, estando sempre apoiado pelos meus pensamentos voltados para o bem, e jamais para o mal.

Pode sim alguém ainda duvidar de tudo isso, pelo fato de ser algo inovador e revolucionário, portanto jamais imaginado por quem quer que seja. Mas se a grande finalidade que agora eu estou alcançando na minha explanação do Racionalismo Cristão não for suficiente para debelar a dúvida, que todos fiquem sabendo que o próprio Luiz de Mattos afirmou que “duvidar é grave”. No entanto, mesmo assim, para que a dúvida não venha a prosperar de vez nas mentes dos seres humanos, vamos ver o que disse sobre o assunto Felino Alves de Jesus, um dos autores das obras doutrinárias racionalistas cristãs, em sua obra Trajetória Evolutiva, a página 180, quando ele afirma o seguinte:

Na vida nada acontece por acaso, tudo tem a sua explicação, o seu motivo, a sua causa, a sua razão de ser. Ninguém pode aprender apenas com o sucesso, também se aprende e muito, com o insucesso. A felicidade, o bem-estar, a boa disposição do espírito não seriam almejados com crescente intensidade, se não houvesse o sentido, A EXPERIÊNCIA, a prova de como são indesejáveis a miséria, a doença e o erro (grifo e realce meus).

Diante disso não há que esmorecer, o lema é SENTIR o mal para evitá-lo, para combatê-lo, para destruí-lo; conceber o bem para conquistá-lo, atraí-lo, mantê-lo integrado aos hábitos e costumes. Em toda esta política sobressai a ação do pensamento, que é a força motriz imperativa e de prodigiosa interferência na definição da existência (grifo e realce meus)”.

Caso nestas minhas experimentações científicas tidas como sendo mundanas, eu não estivesse devidamente apoiado nos meus pensamentos voltados para o bem, com certeza eu teria sucumbido aos apelos do mundo, falhando na minha missão, notadamente na luta que através dela eu travei para demonstrar experimentalmente através da própria ciência a aquisição da verdadeira moral, e não da moral utilitária que quase todos utilizam cá neste mundo. Mas eu vim preparado para tudo, e ainda mais o que viesse a surgir em forma de empecilho pela frente, caso fosse possível, além de tudo o que por mim foi previsto em plano astral, quando no meu Mundo de Luz, antes de reencarnar. Ora, eu travei, e ainda travo, a maior de todas as lutas, que é a luta do pensamento, e do pensamento pela completitude da minha moral, pois que nesta tremenda luta somente duas coisas podem acontecer: eu mudo todo o ambiente mundano, ou então ele me muda. E como eu não me deixo mudar por qualquer ambiente, seja ele qual for, mundano ou não, então é o ambiente do mundo quem deve mudar, e não eu. Mesmo aquele que não é pensador, por natureza, reconhece a luta do pensamento como sendo a maior de todas as lutas que possam existir, inclusive a luta das armas bélicas.

E quem reconhece isso por inteiro é o próprio Antônio Cottas, o grande consolidador do Racionalismo Cristão, que é detentor de uma imensa moral, uma das maiores de toda a nossa humanidade, em sua obra Discursos de Antônio Cottas, as páginas 13 e 14, por ocasião do seu discurso proferido em 15 de janeiro de 1927, o qual foi realizado no aniversário da desencarnação de Luiz de Mattos, cujas palavras também a mim se aplicam, pelo fato de eu também ser seu companheiro, assim como Luiz de Mattos, agora como sendo o advogado constituído pelo Astral Superior na defesa da Grande Causa da nossa humanidade, quando ele assim se expressa:

A luta do pensamento, e, portanto, a luta moral, é superior a todas as lutas das armas (grifo meu).

E, por essa razão, eu, esqueço o homem para me lembrar da sua Obra. E, esta lembrança é que me dá vida, é que me fortifica e anima a sofrer resignadamente todas as dores morais deixadas por aqueles, companheiros d’Ele e nossos, que, no decorrer da luta vão soçobrando pelo cansaço que produz a virtude”.

Em face das minhas experiências científicas haverem sido tremendamente dolorosas, difíceis de serem suportadas de ânimo resoluto, sem que qualquer outro cientista experimentador não viesse a se abalar profundamente nos momentos cruciais das experimentações, baixando o ânimo e se deixando desanimar, por estar desencorajado pelas vicissitudes da vida, eu ainda hoje não admito qualquer companheiro de aflição, seja ele quem for, seguindo a minha jornada sempre sozinho, solitário, na mais completa solidão, pois que não admito na minha presença qualquer pensamento que tenda levar ao insucesso, ao fracasso, pois de empecilho e de obstáculos basta apenas as forças poderosas que eu vou encontrando pela frente, que por isso nenhum outro empecilho deve se encontrar ao meu lado, fazendo-me perder o meu precioso e escasso tempo, o de apenas uma encarnação, para realizar tudo aquilo que tenho que realizar.

Contudo, mesmo assim, eu também tive que constituir família, pois esta é uma obrigação inerente a todos os seres humanos integrantes da nossa humanidade que se prezam. E por ocasião das minhas experiências científicas algumas dores se debruçaram sobre as almas de alguns membros da minha família, tais como sendo os inevitáveis efeitos colaterais, mas sem que qualquer respingo de lama recaísse sobre eles, pois toda ela foi concentrada apenas em minha própria alma. Daí a razão pela qual algumas das minhas ações fizeram abalar com certa profundidade a essas almas queridas. Em decorrência desses abalos, um dos meus familiares mencionou por diversas vezes a minha omissão por não me desculpar dos entes queridos que foram abalados indiretamente pelas minhas ações como cientista, o que o faço agora por intermédio destas páginas, não o fazendo antes diretamente por puro acanhamento.

Mas isso porque eles ignoram completamente que as ações que exigem a utilização do atributo superior da bravura geralmente requerem a exposição ao perigo, que muitas vezes nos machucam tanto o corpo carnal como a própria alma, cujas experiências são necessárias à nossa evolução espiritual, principalmente quando são dirigidas para estender o nosso atributo de companheirismo, que é fundamental para o desenvolvimento da amizade espiritual, de onde surge a solidariedade fraternal. Então todas essas dores que se debruçaram sobre as suas nobres almas foram benéficas para as suas evoluções espirituais, pois que elas estenderam os seus atributos de companheirismo. Como se pode constatar, tudo aquilo que eu faço e realizo nesta vida tem sempre uma finalidade nobre, pois que a tudo eu planejei cuidadosamente no meu Mundo de Luz, antes de reencarnar neste planeta Terra como Pamam.

Antigamente, ninguém sabia que as ondas atômicas mais curtas causadas pela agitação dos núcleos atômicos davam formações aos raios gama, que foram descobertos pelo físico francês Becquerel, ao descobrir a radiação do rádio com três emissões diferentes que ele denominou de A, B e C, em grego Alfa, Beta e Gama. Mas hoje, que já se conhece a sua origem, torna-se mais apropriado denominá-los de Raios Nucleares, os quais são fatais para os seres vivos, porque o seu comprimento de onda é de um por mil do diâmetro dos átomos nos tecidos vivos, com isto provocando fortes oscilações nesses átomos, e estes, por sua vez, emitem como radiação secundária ondas térmicas de efeito escaldante, provocando fervura e coagulação no interior do corpo, tal como se fosse um ovo que coagula na água fervente. As primeiras vítimas dessas radiações não foram os infelizes habitantes de Hiroxima e Nagazaki, como se propala abertamente por aí, mas sim os bravos intelectuais experimentadores, os cientistas roentgenologistas, que nas primeiras pesquisas com rádio, e sem ainda conhecerem os perigos inerentes, sofreram incuráveis queimaduras pelos efeitos devastadores das radiações nucleares, ressaltando-se que esses bravos intelectuais não se encontravam realizando experiências com intenções destruidoras ou danosas para a nossa humanidade.

Hoje em dia, estando entregue totalmente aos escritos das minhas obras explanatórias racionalistas cristãs e às minhas próprias investigações e pesquisas, como se estivesse inteiramente sozinho, vivendo quase que na mais completa solidão, pelo fato de ter que transcender a este mundo, para que assim eu possa continuar me universalizando cada vez mais, e cada vez mais desenvolvendo ao meu intelecto, assim como aos meus outros órgãos mentais, convivo em breves momentos do dia com os meus familiares, e, em algumas ocasiões especiais, em momentos mais demorados, mas afastado dos meus amigos quase que completamente. Esta solidão, todos ignoram, mas ela é extremamente benéfica à minha evolução espiritual, e por extensão à evolução da nossa humanidade, notadamente ao desenvolvimento do meu intelecto, com ele se ocupando basicamente em concatenar os meus pensamentos, já que assim ele pode se expandir cada vez mais, uma vez que ainda deverá ser muito utilizado em prol dos nossos semelhantes.

A grande educadora Olga B. C. de Almeida, detentora de uma sensibilidade fora do comum, discorrendo magistralmente sobre os reflexos advindos da solidão, em sua obra Valorize a Sua Vida, a página 6, esclareceu-nos sobre ela o seguinte:

A solidão, de que muita gente se lastima, requer coragem para crescer, conhecer e desenvolver o seu potencial.

Queixam-se da solidão os que não compreendem que o ser humano nasce acorrentado para sentir a necessidade de crescer física e intelectualmente (grifos meus).

Para a comunidade científica, ao contrário do que costuma acontecer no senso comum, a linguagem do conhecimento científico utiliza enunciados e conceitos com significados bem específicos e determinados. A significação dos conceitos é definida à luz das teorias que servem de marcos teóricos da investigação e pesquisa, proporcionando-lhes, desta maneira, um sentido unívoco, ou seja, que só comporta uma forma de interpretação, por isso considerado consensual e universal. As definições dos conceitos, elaboradas à luz das teorias, transforma-os em construtos, ou seja, em conceitos que têm uma significação unívoca convencionalmente construída, e desta forma universalmente aceita pela comunidade científica.

Por aqui se pode constatar claramente que à medida que a linguagem do conhecimento científico vai se aprofundando cada vez mais na ilusão da matéria, ela passa a se utilizar de enunciados e conceitos com significados bem específicos, mas não determinados, mas sim àquilo que a comunidade científica determina, caso contrário, ou seja, caso eles não fossem dirigidos totalmente à ilusão da matéria, estariam ao alcance da compreensão de todos, como provarei na obra explanatória relativa ao Sistema, no capítulo denominado A Ilusão da Matéria, contida no site pamam.com.br. Ora, a linguagem do conhecimento científico é própria da comunidade científica, que não procura estudar o significado verdadeiro das palavras, pois se assim fosse ela deveria saber que a determinação é o ato ou o efeito de determinar, decorrente de uma resolução ou de uma decisão, proveniente de uma ordem superior, e que em Saperologia é a especificação de características que distinguem um conceito do outro do mesmo gênero, aumentando-lhes a compreensão. O fato é que a comunidade científica apenas julga haver apreendido os conhecimentos científicos, já que ela mesma afirma que os conhecimentos de hoje se sustentam, em grande parte, no aperfeiçoamento, na correção, expansão ou substituição dos conhecimentos do passado, o que deveria implicar na mesma afirmativa dos conhecimentos de amanhã em relação aos de hoje, ou seja, com todos estando errados, caso esta minha explanação do Racionalismo Cristão não viesse a esclarecer tudo a respeito deles.

Afirma a comunidade científica que aquilo que distingue o conhecimento científico dos demais conhecimentos, principalmente do senso comum, não é o assunto, o tema ou o problema posto para pesquisas ou solução, mas sim a forma especial que ela adota para as suas investigações e pesquisas. Assim ambos podem ter o mesmo objeto de conhecimento, mas a atitude, a postura científica, consiste em não dogmatizar os resultados das pesquisas, mas tratá-los como eternas hipóteses que necessitam de constante investigação e pesquisa, e que a revisão crítica intersubjetiva é que torna um conhecimento objetivo e científico. Então ter espírito científico é estar exercendo esta constante crítica e criatividade em busca permanente da verdade, propondo novas e audaciosas hipóteses e teorias, adotando o procedimento de expô-las à crítica intersubjetiva. O oposto ao espírito científico é o dogmático, que impede a crítica por se julgar autossuficiente e clarividente na sua compreensão da realidade. O conhecimento científico é o que é construído através de procedimentos que denotem atitude científica e que, por proporcionar as condições de experimentações das suas hipóteses de forma sistemática, controlada e objetiva e ser exposto à crítica intersubjetiva, oferece maior segurança e confiabilidade nos seus resultados e maior consciência dos limites de validade das suas teorias.

Como já se encontra amplamente demonstrado que a comunidade científica vive fora da realidade, torna-se fácil refutar a todas essas suas afirmativas, o que vou fazer por partes, para facilitar tanto a compreensão dos seus integrantes como também a dos demais seres humanos estudiosos que se interessam pelo assunto.

Quaisquer assuntos, temas ou problemas postos para investigações, pesquisas ou soluções não exigem uma forma especial para as suas investigações, pois todos eles dizem respeito à inteligência do ser humano, consoante o nível de complexidade em que cada um deles vai se apresentando. Para facilitar a explanação eu vou dividi-los em conhecimentos e experiências, que é o correto e cala mais fundo na compreensão.

Já é sabido que os conhecimentos têm que ser captados do Espaço Superior, por intermédio da percepção oriunda do órgão mental denominado de criptoscópio, que são as causas, servindo de fontes para as experiências, enquanto estas têm que ser criadas do Tempo Futuro, por intermédio da compreensão oriunda do órgão mental denominado de intelecto, que são os efeitos. Assim, quando os conhecimentos e as experiências são por demais complexos, pelo fato de dizerem respeito ao Saber, por excelência, eles devem ser investigados pelos veritólogos e pesquisados pelos saperólogos, respectivamente, em virtude de estes terem os seus intelectos mais desenvolvidos e aqueles os seus criptoscópios da mesma forma. Quando os conhecimentos e as experiências são menos complexos, pelo fato de dizerem respeito às parcelas do Saber, eles devem ser investigados pelos religiosos e pesquisados pelos cientistas, em virtude de estes terem os seus intelectos um pouco menos desenvolvidos do que os dos saperólogos e aqueles os seus criptoscópios igualmente em relação aos veritólogos, com cada um sendo o estudioso da sua respectiva especialidade, cuja finalidade é o aprofundamento dos conhecimentos e das experiências de cada uma das parcelas do Saber.

Assim, quando os conhecimentos e as experiências das parcelas do Saber forem transmitidos para os demais seres humanos que hoje formam o senso comum, notadamente nas profissões que estão a exercer, eles serão capazes de debater qualquer assunto ou tema que lhes surjam à frente, sendo capazes também de resolver os problemas que estejam sob as suas alçadas, desde que não sejam religiosos ou científicos, e também veritológicos ou saperológicos.

Fica claro, então, que de acordo com a inteligência desenvolvida pelos seres humanos, em suas evoluções espirituais, as coisas, os fatos e os fenômenos universais, tidos como objetos de conhecimentos pela comunidade científica, têm as suas escalas de investigações e pesquisas correspondentes aos níveis de desenvolvimentos dos seus órgãos mentais. No entanto, a atitude, a postura científica, que consiste em não dogmatizar os resultados das pesquisas, conforme a afirmativa dos seus cientistas, é contraditória, pois eles dogmatizam sim, já que a matéria é o ponto fundamental e indiscutível em que se baseiam todos os conhecimentos científicos, e dela quase ninguém quer arredar o pé, por ter medo e insegurança, preferindo viver fora da realidade. E como a comunidade científica vive fora da realidade, os conhecimentos científicos são todos irreais, por isso ela é obrigada a tratá-los como se fossem eternas hipóteses que necessitam de constantes investigações e pesquisas, portanto, de revisões críticas intersubjetivas para torná-los objetivos e científicos, mas que os tornam apenas um senso comum, através do qual a própria comunidade científica quer se diferenciar dos demais seres humanos, arvorando-se de ser a única detentora do saber, quando, na realidade, ela de nada sabe.

Se ter espírito científico é estar exercendo uma constante crítica e criatividade em busca permanente da verdade, propondo novas e audaciosas hipóteses e teorias, como afirma a comunidade científica, então ela não tem o espírito científico, e muito menos sabe o que está dizendo, pois que a crítica é a arte ou a faculdade de examinar e ou julgar as obras do espírito, que tanto podem compreender os conhecimentos como as experiências, assim como também as obras literárias e artísticas, o que evidentemente inclui os conhecimentos científicos, onde não se cogita nem de longe a existência do espírito. E se o espírito científico se utiliza da criatividade para buscar a verdade, está cometendo o maior dos equívocos, uma vez que a verdade não se cria, então esse espírito científico criaria uma verdade só para si, ao propor novas e audaciosas hipóteses e teorias, todas advindas da imaginação, por onde se representam as imagens acerca da irrealidade, e não da concepção, por onde se formulam as ideias acerca da realidade.

Mas o oposto ao espírito científico não é o dogmático, pois já foi comprovado que ele também é dogmático, mas mesmo assim o seu dogma relativo à ilusão da matéria não impede a crítica ao seu conhecimento científico, mesmo que a comunidade científica se julgue autossuficiente e clarividente na sua compreensão da realidade, que não passa de uma tremenda irrealidade, pois nesta obra explanatória do Racionalismo Cristão, destinada à A Filosofia da Administração, a crítica está sendo realizada, e na obra relativa ao Sistema, contida no site pamam.com.br,  será provada por inteiro, cientificamente, a inexistência da matéria, uma vez que já fui cientista, não um cientista que pesquisa apenas aquilo que julga poder explicar, mas sim que pesquisa todas as coisas, fatos e fenômenos que se me apresentam, tenham eles a natureza que tiverem, sem qualquer preconceito ou influenciado por pensamentos alheios à pesquisa.

Encontra-se mais acima amplamente demonstrado que a comunidade científica ainda não possui uma compreensão adequada acerca da natureza das experiências, então os conhecimentos científicos que proporcionam as condições de experimentações das suas hipóteses de forma sistemática são todos equivocados, principalmente porque para se criar um sistema é preciso que antes se estabeleça uma doutrina que a ele corresponda, e a comunidade científica ignora o que seja uma doutrina, o que fatalmente vai implicar na insegurança e confiabilidade dos seus resultados, sem qualquer consciência de validade das suas teorias, principalmente porque ela não sabe nem o que seja a consciência, o que determina a total impossibilidade de se estabelecer qualquer finalidade acerca da existência, pois que nem os cientistas sabem se eles mesmos existem ou não, no contexto da eternidade universal, e não no contexto de apenas uma encarnação, que eles mesmos não aceitam a realidade deste preceito que diz respeito diretamente à evolução.

Eu passo agora a comentar algumas afirmativas acerca das ciências realizadas pelos estudiosos, para que todos consigam compreender como elas estão completamente erradas e como são inconsistentes, por isso situadas totalmente fora do âmbito da realidade. Vejamos primeiro o que disse Richard Popkin sobre elas:

A verdade é o objetivo da ciência, ainda que não possamos saber que a atingimos se, por acaso, isso ocorrer”.

A verdade não foi, não é e jamais será o objetivo das ciências, pois que o seu grande objetivo é realizar experiências físicas acerca das parcelas do Saber, tendo como fontes os conhecimentos metafísicos transmitidos pelas religiões correspondes às parcelas do Saber com as quais se ocupam em suas especializações. Na realidade, quem trata acerca da verdade é a Veritologia, que em seu tratado já foi transmitida para este mundo por intermédio de Luiz de Mattos, o veritólogo maior, e os seus seguidores, através do Racionalismo Cristão. Como o próprio autor declara a impossibilidade de saber se os cientistas alcançaram a verdade ou não, fica implícito nessa sua declaração que a própria finalidade das ciências não pode ser um alvo concreto, possível de se alcançar, como é o caso da verdade, uma vez que todo e qualquer alvo é claramente identificado quando se é alcançado, não passando esses dizeres de uma grave distorção decorrente da visão materialista dos cientistas, que é o reflexo das suas imaginações voltadas para fora do contexto da realidade, o que indica claramente que as ciências não têm qualquer finalidade. Ora, quando traçamos um objetivo, seja ele qual for, é porque temos algo em mira, um propósito, um intento, que é justamente a finalidade a ser alcançada, então logo deve ser traçado um caminho a ser seguido em sua direção, já que ninguém fica estático esperando que a finalidade venha ao seu encontro, pelo fato disto ser uma tremenda incoerência, e muito menos fica caminhando ao léu, sem norte, em qualquer direção, na esperança vã de alcançar a sua finalidade por acaso, como afirma o autor, uma vez que o acaso não existe, e muito menos a coincidência, daí a razão dos cientistas não saberem se alcançaram ou não a verdade.

Meu Deus, como é que os cientistas querem alcançar uma finalidade sem qualquer noção daquilo que estão tratando, sem poder saber se a alcançou ou não, mesmo por acaso, o que jamais poderia ocorrer? Se a verdade é a única que pode retratar a realidade da vida, e se as ciências a têm como objetivo, mas os cientistas não podem saber se a alcançaram ou não, mesmo que por acaso isso ocorra, por qual razão eles insistem em afirmar que vivem no âmbito da realidade? Aquele que não se encontra na posse da verdade, evidentemente se encontra na posse da mentira, mas como os cientistas não são mentirosos, mas sim os sacerdotes, que mentem descaradamente, fica mais apropriado o termo ilusão, sendo eles, pois, iludidos com a existência da matéria, onde jamais encontrarão a verdade, mesmo que nela continuem a insistir por toda a eternidade.

Vejamos agora o que afirmou Bertrand Russel acerca das ciências:

Embora isso possa parecer um paradoxo, toda a ciência exata é dominada pela ideia da aproximação”.

Neste caso, o paradoxo não está a indicar um conceito que é ou que parece contrário ao senso comum, quer dizer, um contrassenso, um absurdo, um disparate, mas sim uma contradição, pelo menos na aparência. Mas o fato é que não existe nenhuma ciência exata em todo o seu teor, e digo em todo o seu teor porque no caso da Matemática, que é tida como sendo uma ciência exata, se pegarmos o resultado da soma de dois números, por exemplo, 2 + 2 = 4, iremos encontrar um número exato, mas se pegarmos uma dízima periódica, em outro exemplo, iremos constatar que a representação decimal de um número no qual um conjunto de um ou mais algarismos se repete indefinidamente, a começar de certa ordem decimal, então tem que vir, obrigatoriamente, a ideia da aproximação, que, aliás, não é ideia, mas sim representação de imagem, pois que toda a nossa humanidade ainda vive na fase da imaginação, e a ideia diz respeito à fase da concepção, que somente poderá ser formada tendo por base a razão, quando todos os seres humanos nela ingressarem por intermédio do Racionalismo Cristão, em que a verdade e a sabedoria por ela se encontram coordenadas.

Mas isto se explica racionalmente porque nós estamos evoluindo espiritualmente ainda no âmbito da imperfeição, onde as coisas, os fatos e os fenômenos universais não podem ser mensurados com perfeição, justamente porque são imperfeitos. No entanto, à medida que formos abandonando o âmbito da imperfeição em busca de adentrarmos no âmbito da perfeição, tudo vai tendendo a ser exato, até que seja rigorosamente exato, quando alcançamos a essa nossa finalidade, que é o retorno para Deus.

Ashey Montagu, por sua vez, afirmou o seguinte sobre as ciências:

A ciência tem provas sem certeza. Os teólogos têm certeza sem qualquer prova”.

Já aqui tal afirmativa se revela como sendo um tremendo paradoxo, por estar a indicar um conceito que é contrário ao senso lógico e racional, sendo, portanto, um contrassenso, um absurdo, um disparate, totalmente contraditório à realidade universal, pelas razões a seguir:

  1. Este mundo ainda é muito atrasado, então ele não pode conter conhecimentos metafísicos e nem experiências físicas universais, já que ele ainda não se encontra integrado ao Universo, embora dele faça parte integrante, então os seres humanos são obrigados a transcendê-lo, transpondo ao seu ambiente, que é representado pela sua atmosfera ou aura, e que se encontra repleto de sentimentos inferiores e de pensamentos negativos, portanto, repleto de miasmas deletérios, para que assim possam se universalizar, sabendo-se que o espaço e o tempo formam o Universo, fornecendo as suas coordenadas;
  2. Os conhecimentos acerca da verdade têm que ser captados do Espaço Superior, por intermédio da percepção dos veritólogos oriunda do órgão mental denominado de criptoscópio, os quais sempre existiram, não sendo criados, com todos eles sendo de natureza metafísica, portanto, absolutos, imutáveis, ontológicos, cujo conjunto deve ser transmitido com a inserção de algumas experiências físicas acerca da sabedoria, para formar uma doutrina, que assim, tornando-se inteligível para a compreensão, deve servir de fonte para que a sabedoria proceda com as experiências físicas correspondentes;
  3. As experiências acerca da sabedoria têm que ser criadas do Tempo Futuro, por intermédio da compreensão dos saperólogos oriunda do órgão mental denominado de intelecto, as quais nunca existiram, pelo menos com os mesmos elementos, o que pode ocorrer em analogia com outros elementos em outros mundos mais adiantados, sendo todas criadas, com todas elas sendo de natureza física, portanto, relativas, mutáveis, empíricas, para que assim haja um maior aperfeiçoamento, cujo conjunto deve ser formado e transmitido tendo como fonte a sua correspondente doutrina, para formar um sistema, que assim se torna inteligível tanto para a compreensão como para a percepção de todos os seres humanos detentores de uma média inteligência;
  4. A verdade e a sabedoria estando assim unidas, irmanadas, congregadas, possibilita que se alcance a razão, quando então o criptoscópio e o intelecto passam a ser coordenados pela consciência, que de posse da doutrina relativa aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e do sistema relativo às experiências físicas acerca da sabedoria alcança o Saber, por excelência, desvendando os segredos da vida e os enigmas do Universo, para que assim possa determinar uma grande finalidade a ser alcançada, que não pode ser jamais deste mundo e para este mundo, daí a razão pela qual se deve transcendê-lo, para que a finalidade possa ser universal;
  5. Os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são de responsabilidade da Veritologia, e as experiências físicas acerca da sabedoria são de responsabilidade da Saperologia, com a coordenação de ambas sendo de responsabilidade da Ratiologia, que deve retratar a realidade universal da finalidade;
  6. A nossa humanidade ainda não reuniu as condições evolutivas ideais para aprofundar diretamente o Saber, por excelência, em muita profundidade, por isso ele deve ser dividido em parcelas do Saber, para que assim as suas especialidades possam ser aprofundadas continuamente, com elas se interligando umas às outras;
  7. A Veritologia dá como resultado as religiões, cujos conhecimentos acerca das parcelas do Saber têm que ser captados do Espaço Superior, por intermédio da percepção dos religiosos oriunda do órgão mental denominado de criptoscópio, os quais sempre existiram, não sendo criados, com todos eles sendo de natureza metafísica, portanto, absolutos, imutáveis, ontológicos, cujo conjunto pode ou não ser transmitido com a inserção de algumas experiências científicas para formar as doutrinas, as quais devem servir de fonte para que as ciências procedam com as experiências físicas correspondentes;
  8. A Saperologia dá como resultado as ciências, cujas experiências acerca das parcelas do Saber têm que ser criadas do Tempo Futuro, por intermédio da compreensão dos cientistas oriunda do órgão mental denominado de intelecto, as quais nunca existiram, pelo menos com os mesmos elementos, o que pode ocorrer em analogia com outros elementos em outros mundos mais adiantados, sendo todas criadas, com todas elas sendo de natureza física, portanto, relativas, mutáveis, empíricas, para que assim haja um maior aperfeiçoamento, cujos conjuntos devem ser formados e transmitidos tendo como fontes as suas correspondentes doutrinas religiosas, para formar os sistemas, que assim se tornam inteligíveis tanto para a compreensão dos cientistas como para a percepção dos religiosos;
  9. As religiões e as ciências, estando assim entrelaçadas em um perfeito casamento, possibilitam que se alcance a razão, quando então o criptoscópio e o intelecto passam a ser coordenados pela consciência, que de posse das doutrinas relativas aos conhecimentos metafísicos e dos sistemas relativos às experiências físicas alcança as religiociências, desvendando em profundidade os segredos da vida e os enigmas do Universo, para que assim possa ser determinada uma finalidade a ser alcançada para cada uma delas, que não pode ser deste mundo, e para este mundo, daí a razão pela qual se deve transcendê-lo, para que cada finalidade possa ser universal;
  10. São as religiões e as ciências as grandes responsáveis por dotar as profissões dos conhecimentos e das experiências necessários para que elas possam ser exercidas pelos profissionais de cada área com base na razão, que por sua vez devem ser os grandes responsáveis por trazer a nossa humanidade para a realidade da vida;
  11. As provas para tudo isso devem ser estruturadas, em primeiro plano, com base na lógica, que é arte de racionar com acerto, uma vez que é ela quem deve investigar o conjunto dos conhecimentos metafísicos que formam as doutrinas e pesquisar o conjunto das experiências físicas que formam os sistemas, tendo estes como fontes as suas correspondentes doutrinas, e as suas finalidades racionais, com base na razão, uma vez que tudo isso diz respeito às coisas, aos fatos e aos fenômenos universais, os quais possibilitam a apreensão da realidade concebida como uma totalidade, em que os conhecimentos metafísicos das parcelas do Saber tidas como sendo positivas já captados permanecem imutáveis, por serem absolutos, e os conhecimentos das parcelas do Saber tidos como sendo humanos podem ser substituídos por outros mais universais, enquanto que as experiências físicas continuam em permanente transformação, por serem relativas, com as suas criações permitindo a evolução, com vistas a uma integração cada vez maior com o Universo;
  12. É óbvio que os conhecimentos doutrinários em si, não são passíveis de provas, pelo fato deles serem metafísicos, devendo tais provas serem realizadas por ocasião da realização das suas correspondentes experiências, quando da criação dos seus correspondentes sistemas, pelo fato delas serem físicas, com as doutrinas e os sistemas sendo considerados devidamente aceitos por ocasião dos alcances das finalidades alcançadas através das religiociências, quer sejam em laboratórios ou não, desde que sejam recomendáveis.

Fica assim então explanada e devidamente comprovada a razão pela qual as ciências consideram que têm provas sem certeza, pois nenhuma delas possui qualquer noção acerca da Veritologia, da Saperologia e da Ratiologia, que são as responsáveis pela apreensão do Saber, por excelência. Daí o fato delas não possuírem as suas doutrinas, os seus sistemas, que tenham como fontes as suas respectivas doutrinas, e as suas finalidades condizentes com a realidade universal, pois que a tudo elas consideram como sendo sistematização, utilizando a expressão inapropriada de conhecimentos científicos, pois que as ciências tratam das experiências.

Com relação à afirmativa de que os teólogos têm certeza sem qualquer prova ela não procede, uma vez que eles declaram que possuem a fé, a fé credulária, que é completamente diferente da fé racional, como será devidamente comprovado quando eu apresentar e organizar a Deus perante toda a nossa humanidade, por isso essa fé credulária não pode dar a certeza de qualquer coisa, fato ou fenômeno universal, pois que ela, a certeza, é proveniente da convicção, que somente pode ser concebida com base na lógica do raciocínio esclarecido, que é voltado para a natureza, portanto, para o Universo, e jamais para o sobrenatural, que não existe, sendo fruto da imaginação humana, aliás de uma imaginação ainda muito atrasada. Essa afirmativa de que os teólogos têm certeza sem provas, torna-se quase análoga à afirmativa de que as ciências têm provas sem certeza, pois que estes estudos são limitados ao ambiente deste mundo, julgando que ele seja de matéria, que ilude aos seus estudiosos a existência das provas, por isso eles não têm a certeza seja lá do que for.

Se alguém observar com um pouco mais de atenção, poderá constatar que os conhecimentos científicos são considerados como sendo sistematizados, ausentes de doutrinas; enquanto que os conhecimentos credulários são considerados como sendo doutrinários, ausentes de sistemas. Então um é o inverso do outro, com a grande diferença que os sistemas científicos conseguem manipular e transformar as coisas que aqui neste mundo se encontram, sendo as suas invenções úteis às vidas dos seres humanos, enquanto que as doutrinas credulárias para nada servem, a não ser acretinar aos seres humanos para que os sacerdotes possam lhes assaltar as bolsas.

Os sistemas científicos não possuem finalidades, pelo fato destas não poderem ser concebidas no âmbito da ilusão da matéria; enquanto que as doutrinas credulárias possuem uma finalidade, que é a esdrúxula salvação, pelo fato dela poder ser imaginada no âmbito do sobrenatural. Ora, os teólogos conseguem imaginar o deus bíblico salvando os que nele têm a fé credulária e exterminando os ímpios ou os condenando às dores eternas do Inferno. Mas os racionalistas não conseguem imaginar nem mesmo um simples pai terreno que seja capaz de salvar alguns dos seus filhos e exterminar aos demais ou condená-los eternamente às dores eternas de um antro qualquer, pelo contrário, antes de quaisquer outros procedimentos mais ríspidos, não de extermínio ou condenação eterna, faria de tudo para recuperá-los, inclusive sacrificando a sua própria vida, caso fosse necessário, que é o procedimento mais racional, e não o procedimento estúpido e imbecil desse deus bíblico, que sendo um espírito inferior, não passa de uma projeção imaginativa de seres humanos belicosos, que não possuem qualquer consideração ou respeito para com os seus próprios semelhantes.

Por fim, para não ficar por demais extenso, vem Jason Stock afirmar o seguinte:

A ciência está aberta à crítica, que é o oposto da religião. A ciência implora para que você prove que ela está errada — que é todo o conceito — onde a religião o condena se você tentar provar que ela está errada. Ela te diz aceite com fé e cale a boca”.

Em primeiro lugar, eu devo colocar cada uma delas no seu devido lugar. As religiões, as originais, as autênticas, as verdadeiras, são as responsáveis por perceber e captar os conhecimentos metafísicos, formando as suas doutrinas, para que sirvam de fontes para as ciências, que por sua vez devem formar os seus sistemas, obviamente que tendo as religiões como sendo as suas legítimas fontes, para que assim possam alcançar as finalidades que lhes são próprias em suas respectivas parcelas do Saber. Já os credos e as suas seitas, criados pela classe sacerdotal, que se apropriou indevidamente do termo religião, podem ser definidos como sendo “uma união de crentes vinculados entre si por uma instituição mais ou menos organizada e que os liga por uma tradição, por umas crenças e por uns rituais comuns”, cuja definição foi elaborada por Albert Samuel, que se encontra inserida em sua obra Les Réligions Aujourd’hui, conforme já dito. Então as ciências são opostas aos credos e às suas seitas, e não às religiões.

Já é sabido que a crítica é a arte ou a faculdade de examinar e julgar as obras dos espíritos em geral, o que inclui as ciências e os credos e as suas seitas em geral, para que assim se possa fazer um juízo acerca dos mesmos. Mas sem que seja preciso que as ciências implorem, como assim se expressa o autor, Luiz de Mattos já provou, sem quaisquer sombras de dúvidas, que elas estão realmente erradas, tendo demolido com todas elas se utilizando da dinamite da verdade, cabendo a este explanador agora a tarefa mais do que gloriosa de casá-las com as religiões e reconstruí-las todas sobre novas bases, o que estou realizando atualmente com a minha explanação do Racionalismo Cristão.

Quanto aos credos e as suas seitas, que também se encontram todos demolidos com a dinamite da verdade, eles não podem ser reconstruídos sobre novas bases, tendo todos que ser extintos, assim como também a medonha e perniciosa classe sacerdotal. E se todos eles quiserem me condenar, quiserem me amaldiçoar, quiserem me excomungar, ou seja lá o que pretendam fazer em relação a mim, que o façam logo agora, o mais rápido possível, proferindo de imediato as sentenças condenatórias, amaldiçoadoras, excomungadoras ou outras, por conseguinte, as penas impostas para essas sentenças tão empoladas e pomposas como as suas mentes doentias, as quais somente fazem efeitos nos medrosos por eles acretinados, e que mesmo assim não podem jamais passar dos desejos ilícitos da minha extinção ou dos desejos misteriosos do meu viver eterno no inferno, junto a Satanás, que se rebelou contra Jeová, o pavoroso e repugnante deus bíblico, aos quais os espíritos superiores deverão a todos regenerar, exterminando com o sobrenaturalismo. Ora, a classe sacerdotal, em todos os seus integrantes, é mil vezes pior do que o próprio Satanás, o próprio Diabo em pessoa, juntamente com todos os seus demônios, então que ela mesma siga o seu próprio fadário, que eu mesmo sigo o meu próprio curso, sempre com a consciência do meu próprio percurso, que é a minha evolução espiritual, em retorno acelerado para o verdadeiro Deus, o autêntico Criador.

Finalmente, para que eu possa concluir a este capítulo relativo aos principais fundamentos da finalidade, temos de um lado as ciências cativas da ilusão da matéria, e de outro lado os credos e as suas seitas cativos do devaneio do sobrenatural, com ambos vivendo fora da realidade, que é universal, por isso nem estes e nem aquelas conseguem estabelecer uma finalidade lógica e racional para a existência eterna e universal de todos os seres. Com o casamento realizado entre as religiões e as ciências, as religiociências poderão agora estabelecer as finalidades para as suas respectivas parcelas do Saber, com tudo sendo reconstruído rigorosamente no âmbito da realidade universal, tendo por base a finalidade estabelecida pelo Racionalismo Cristão. Já os credos e as suas seitas fatalmente terão que ser extintos, assim como a classe sacerdotal, pois o que ambos fazem, unicamente, é semear a ignorância no seio da nossa humanidade, e a ignorância é o maior de todos os males, segundo as sábias e clarividentes palavras de Jesus, o Cristo. Luiz de Mattos, na condição do veritólogo maior, é o doutrinador e o demolidor; e eu, na condição do saperólogo maior, sou o sistematizador e o reconstrutor, e como ratiólogo, ou ser universal, aquele que vai estabelecer uma grande finalidade para a nossa humanidade, com base na razão. Tudo isto por intermédio do Racionalismo Cristão.

Com o surgimento da Veritologia, que serve de fonte para a Saperologia, com ambas permitindo o surgimento da Ratiologia, todos os segredos da vida e enigmas do Universo estão devidamente desvendados, possibilitando a resolução dos problemas da nossa humanidade. Então não existem mais dúvidas acerca do Universo, o que possibilita estabelecer a finalidade para a nossa humanidade. Para aqueles que ainda se encontram em dúvida, vejamos o que afirma Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova, as páginas 154 a 158, em que ele se expressa da seguinte maneira:

A dúvida provém da ignorância sobre o fato de que se duvida. Os que menos souberem sobre a vida espiritual, encontram-se em um estado de dúvida muito maior do que aqueles que percorrem a senda da espiritualização.

Manter-se a criatura, sem necessidade, em uma triste condição de dúvida, é lamentável. A dúvida não deixa de existir, sob vários aspectos, neste mundo, porque, na realidade, os conhecimentos aqui são muito limitados, mas aquilo que se puder conhecer, por se achar ao alcance de todos, deve ser procurado, sem protelação.

Assim acontece com muitos assuntos revelados, de âmbito espiritual, e que, no entanto, constituem objeto de dúvida para um grande número de pessoas que não se dispõem a passar do plano da ilusão para o da realidade. Todos os principais pontos espirituais que a dúvida pode mortificar, já estão afastados pelos conhecimentos divulgados pelo Racionalismo Cristão. Os demais, que porventura se apresentem, não são fundamentais, não devem trazer preocupações nem constituem óbices à ação evolutiva.

Os que se acham submersos em dúvidas, pensam que os outros se encontram nas mesmas condições e, por isso, dão de ombros, imaginando ser impossível sair dessa obscuridade (grifo meu). Não é por acaso que se revelam, nessa situação, mas por falta de acervo espiritual que os capacite a subir um pouco mais na escala da espiritualidade, de onde, ao descortinar um horizonte mais amplo, possam também ver mais adiante.

Os conhecimentos, como a luz espiritual, não vêm ao encontro da pessoa, em procura dela; ao contrário, a criatura é que tem de ir buscar, com empenho, a SABEDORIA ESPIRITUAL, por esta ser um acervo, dissipador de todas as dúvidas (grifo e realce meus). Na vida não se pode cruzar os braços, negligentemente, porque o tempo corre, e é preciso acompanhá-lo. 

Aquilo que, por indolência, deixar-se de aprender hoje, fará muita falta amanhã, e, em consequência, os frutos da dor logo se manifestam. Muitos sofrem, exclusivamente, porque não dispõem dos recursos espirituais que deixaram, preguiçosamente, de colher no curso da vida ou de vidas passadas. As oportunidades vêm para todos, mas os sonolentos não as percebem, e deixam-nas passar intactas. 

Para levantar do materialismo em que se encontram as massas não se empregam forças ocultas, mas doutrinações apropriadas e esclarecimento espiritual, único meio de reformar as criaturas”.

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