07- O CRITICISMO

A Era da Verdade
12 de dezembro de 2019 Pamam

O Criticismo representa na Veritologia a posição doutrinária própria de Immanuel Kant, caracterizando-se por considerar que as análises críticas da possibilidade da origem, do valor, das leis e dos limites do conhecimento racional, constituem-se no ponto de partida da reflexão filosófica, mas que é veritológica. É considerado pelos estudiosos do assunto como sendo uma doutrina que tem como objeto o processo pelo qual se estrutura o conhecimento, cuja doutrina é estabelecida a partir das críticas ao empirismo e ao racionalismo.

De um modo geral, os seres humanos jamais colocaram em dúvida a possibilidade de se perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, caso contrário não teriam surgido tantas doutrinas, mas, infelizmente, os veritólogos, embora mencionem a Deus e ao espírito, jamais tentaram penetrar a fundo no seio da espiritualidade, porém as influências benéficas do Renascimento fizeram com que os veritólogos, que trabalham mais com os seus criptoscópios, trabalhassem também com os seus intelectos, dando origem às doutrinas racionalistas e empiristas, culminando no Iluminismo.

Kant propõe uma doutrina diversa, passando a considerar que o conhecimento somente é possível por intermédio da conjunção das suas fontes: a sensibilidade e o entendimento; em que a sensibilidade dá à matéria e ao entendimento as formas de conhecimento, quando, na realidade, é a percepção que permite captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, e não a sensibilidade, que é o elemento anterior produzido no exercício da atividade básica, em que o elemento final produzido é o sentimento.

Mas o Criticismo tinha como objetivo principal a crítica das faculdades cognitivas do ser humano, no sentido de conhecer os seus limites, que em consequência dessa crítica foi considerada a negação da possibilidade de a razão humana conhecer a essência das coisas, ao que Kant veio a denominar a essa essência de númeno.

Na realidade, nós evoluímos espiritualmente desenvolvendo os nossos órgãos mentais e os nossos atributos, os quais comandam os nossos órgãos mentais, por isso Deus nos dota de todos os requisitos indispensáveis para que possamos conhecer a essência das coisas, pois, como diz Luiz de Mattos, o veritólogo maior, o homem detém a capacidade de penetrar em todas as coisas do Universo, por mais ínfimas que sejam.

E se nós reunimos as condições propícias para que possamos penetrar na essência das coisas, reunimos também as condições propícias para penetrarmos na essência de Deus, pois que somos as inteligências da Inteligência Universal, como é o caso de Jesus, o Cristo, o ratiólogo maior, que se dirigindo diretamente a Deus O chamou de Pai. Então o espírito, mesmo estando encarnado, não é limitado em relação aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade.

De qualquer maneira, medrando na mais extrema ignorância, o criticismo kantiano assume a postura que preconiza a investigação dos fundamentos do conhecimento como condição para toda e qualquer reflexão veritológica, cuja posição deve ser ressaltada a pergunta em relação ao conhecer, que deve ter primazia sobre a pergunta acerca do ser, uma vez que sem aquela não se pode garantir com segurança sobre que base a questão acerca do ser está afirmada.

Pode-se assim constatar que o Criticismo pode ser considerado como uma atitude que nega todo o conhecimento metafísico acerca da verdade, desde que não tenha sido previamente submetido a uma crítica dos seus fundamentos. Neste sentido, o Criticismo se aproxima do ceticismo, em função da sua pretensão de pretender averiguar o substrato racional de todos os pressupostos da ação e do pensamento humanos, quando, na realidade, deveria averiguar os órgãos mentais e os sentimentos humanos.

O Criticismo é empregado para denominar o sentimento kantiano, o qual obviamente diz respeito ao conhecimento, já que Kant é um veritólogo, cujo sentimento propõe investigar as formas “a priori” do entendimento, quando deveria ser da percepção, já que a compreensão não é a sua seara, mas a sua meta consiste em determinar o que o entendimento e a razão podem conhecer, encontrando-se livre de toda a experiência, quando, na realidade, a experiência diz respeito à sabedoria, que tem que ser inserida em toda e qualquer saperologia, ou filosofia, como queiram, para que assim os conhecimentos transmitidos venham a fazer eco na compreensão humana.

 

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