07- A VOLTA DO CRISTO

A Cristologia
7 de novembro de 2018 Pamam

Esse pensamento que se refere à volta de Jesus, o Cristo, é um pensamento que popularmente se atribui ao nosso Redentor, mas que jamais foi por ele manifestado e não existe em local nenhum, nem mesmo na própria Bíblia, com todas as suas mentiralhas. O seu contexto é proveniente do milenarismo, uma doutrina baseada, sobretudo, em Apocalipse 20:1 a 3, que diz o seguinte:

E eu vi descer do céu um anjo com a chave do abismo e uma grande cadeia na mão. E ele se apoderou do dragão, a serpente original, que é o Diabo e o Satanás, e o amarrou por mil anos. E o lançou no abismo, e fechou e selou este sobre ele, para que não mais desencaminhasse as nações (grifo meu) até que tivessem terminado os mil anos. Depois destas coisas terá de ser solto por um pouco”.

Apenas a título de adendo, pode-se nesse trecho do Apocalipse constatar claramente que o objetivo maior de Lúcifer era comandar as nações diretamente do astral inferior, sendo por isso que ele se opôs à pretensão genocida de Jeová de extinguir a vida na Terra através do fogo, revoltando-se, sendo acompanhado por um terço dos anjos, em que todos eles não passavam de espíritos tremendamente obsessores, por isso a denominação mais apropriada é anjos negros, quando então se travou uma guerra no astral inferior entre os dois bandos.

Nesse capítulo do Apocalipse, João usa várias vezes, em seis versículos consecutivos, a palavra milênio, ou seja, mil anos. A expressão indica uma nova era, pseudamente caracterizada pela paz, consequente ao triunfo do Cristo e dos santos e à prisão de Satanás, quer dizer, é o sinal da vitória do bem sobre as forças do mal. Mas deveria explicar em seu contexto qual a razão dessa figura fictícia ter que ser solta por um pouco, pois não deveria ter razão plausível para isso, caso ele realmente existisse como sendo o próprio Satanás, e não como sendo um anjo revoltado em face das maldades de Jeová, o deus bíblico.

Logicamente João não inventou a esse pensamento, que os estudiosos consideram seja influenciado pela cultura judaica, onde o milênio simboliza um momento escatológico que se apresenta como o fim, como o juízo e a salvação, pois no judaísmo o milênio não é um elemento cronológico, mas representa uma meta esperada. Além do mais, essa história de anjo com chave na mão e uma grande cadeia não passa da visão de um espírito do astral inferior todo empavonado, já que João era médium vidente e ouvinte, por isso é tudo mentira, e das grandes, uma vez que também não existe essa figura inventada de anjo, que não passa de um espírito obsessor, pois tudo no Universo se refere ao Ser Total, como Essência, e às Suas Propriedades, que são a Força, a Energia e a Luz, portanto, ao Criador e às suas criaturas, em que destas fazem parte integrante Jeová, o deus bíblico, Lúcifer, o anjo revoltado, ou Satanás, que depois se tornou Alá, o deus alcorânico, e as demais corjas de anjos negros que se encontram quedadas no astral inferior.

A frase acerca da volta de Jesus, o Cristo, baseia-se, de modo completamente equivocado, em uma série de citações bíblicas, pois além do Apocalipse 20:1 a 3, vamos encontrar a parábola da figueira, em Lucas 21:32-33, que diz o seguinte:

Em verdade, eu vos digo: Esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram. Céu e terra passarão, mas as minhas palavras de modo algum passarão”.

Na realidade, o milenarismo tem como único objetivo manipular e subjugar os seres humanos. É certo que não se trata de uma doutrina recente, mas que para isso se aproveita desde o início do novo milênio. Já a primeira comunidade dita cristã, na realidade anticristã, sofreu a influência de pensamentos errôneos sobre o fim do mundo, geralmente ligados à vinda definitiva de Jesus, o Cristo. Existiam até pessoas que não mais trabalhavam, pois pensavam que a vinda do Nazareno devia acontecer dentro de poucos dias ou de poucas semanas, como conta Paulo em 2 Tessalonicenses 2:1-3 e 3:11, que diz o seguinte:

No entanto, irmãos, com respeito à presença de nosso Senhor Jesus Cristo e de sermos ajuntados a ele, solicitamos-vos que não sejais depressa demovidos de vossa razão, nem fiqueis provocados, que por uma expressão inspirada, quer por intermédio duma mensagem verbal, quer por uma carta, como se fosse da nossa parte, no sentido de que o dia de Jeová está aqui.

Que ninguém vos seduza, de maneira alguma, porque não virá a menos que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem que é contra a lei, o filho da destruição.

Pois ouvimos que certos estão andando desordeiramente entre vós, não trabalhando nada, mas intrometendo-se no que não lhes diz respeito”.

Aqueles que se consideram cristãos usam uma variedade de nomes para o evento da segunda vinda ou o retorno de Jesus, o Cristo, com base em uma série de imagens bíblicas. No Livro de Zacarias 14:3-5, por exemplo, está escrito o seguinte:

Então sairá Jeová e pelejará contra essas nações, como quando pelejou no dia da batalha. Naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale mui grande; uma metade do monte se removerá para o norte, e a outra metade para o sul. Pelo vale dos meus montes, pois o vale dos montes se estenderá até Azel; sim, fugireis, como fugistes de diante do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá: virá Jeová meu Deus, e todos os santos contigo”.

Tudo isso se trata se trata de uma besteirada tão desastrada que parece não ter mais fim. O arrebatamento descreve um acontecimento mais espetacular do que milagroso, próprio de uma mente surrealista, pendendo mais para a doença mental do que propriamente para uma imaginação fértil, quando Jesus, o Cristo, aparecerá nas nuvens dos céus em toda a sua glória. Muitos protestantes conservadores acreditam piamente que aqueles que se consideram cristãos e que já desencarnaram serão ressuscitados, indo ao encontro de Jesus, o Cristo, no céu. E imediatamente depois, os outros que também se consideram cristãos, mas que ainda não tenham desencarnado, serão transformados, e também subirão em seu caminho para o céu. Vejamos em 1 Tessalonicenses 4:16-18 a esse verdadeiro rol de besteiradas, essa autêntica palhaçada, quando diz o seguinte:

Porque o próprio Senhor descerá do céu com uma chamada dominante, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus, e os que estão mortos em união com Cristo se levantarão primeiro. Depois nós, os viventes, que sobrevivermos, seremos juntamente com eles arrebatados em nuvens, para encontrar o Senhor no ar; e assim estaremos sempre com o Senhor. Consequentemente, persisti em vos consolar uns aos outros com estas palavras”.

Não precisa forçar muito o intelecto para que se possa compreender a essa pretensão estúpida de Jeová, o deus bíblico, em extinguir a vida na Terra através do fogo, para que então possa reinar no astral inferior, quando então os mortos que se encontram em união com Cristo, não com Jesus, o Cristo, pois que são todos anticristãos, além do mais o nosso Redentor já retornou para a sua própria humanidade, mas sim com o cordeiro de Jeová, o deus bíblico, considerado estupidamente como sendo o seu filho unigênito, e que se encontram decaídos no astral inferior, ao se levantarem primeiro, serão alçados da parte inferior da litosfera; enquanto os sobreviventes serão juntamente com eles arrebatados em nuvens, em que esse arrebatamento ocorrerá pela desencarnação através do fogo, pelo menos esta é a pretensão de Jeová, o deus bíblico.

Note-se que Jeová, o deus bíblico, tem uma trombeta que é igual àquela utilizada pelos exércitos da antiguidade, denotando assim uma imitação bélica grosseira com as guerras do passado, remontando à época em que se encontrava encarnado.

A Grande Tribulação é considerada como sendo um período de grande conquista, pois que os crentes julgam que Jesus, o Cristo, não estará mais intercedendo pelo seu povo, o qual é descrito como o evento em que Jacó esteve no Peniel lutando contra o visitante estranho.

O Armagedom é considerado como sendo uma guerra terrível provocada pelo Anticristo e pelas forças satânicas, quando a maioria dos seres humanos sobre a Terra perecerá. Mas a ira medonha de Jeová, o deus bíblico, por demais safado e rancoroso, que não passa de um espírito obsessor altamente periculoso, será por nós vencido em todas as linhas, para que seja transladado para o seu próprio Mundo de Luz e lá possa avaliar as suas ações perniciosas neste mundo. Assim, Nesse evento bíblico, uma série de ocorrências violentas foram profetizadas, como em Daniel 9:4, que denomina ao deus bíblico de “Atemorizante”, tal como a besta que os bíblicos tanto temem, que diz o seguinte:

E comecei a orar a Jeová, meu Deus, e a fazer confissão e a dizer: ‘Ai! Jeová, o Deus, o Grande e o Atemorizante, que guarda o pacto’ e a benevolência para com os que o amam e para com os que guardam os seus mandamentos”.

Como em Mateus 24:6 a 10, que fala em relatos de guerra , escassez de víveres e terremotos, que diz o seguinte:

Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim.

Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.

Então vos entregarão a tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome. Então, também, muitos tropeçarão e trairão uns aos outros, e se odiarão uns aos outros”.

E como em Apocalipse 19:4-5, que depois dessas coisas o deus bíblico, tal como os reis comuns da antiguidade, vaidoso e escravagista, assenta as suas nádegas imundas e carnudas sobre um trono para ser adorado, como essa mentiralha é relatada da seguinte maneira:

E os vinte e quatro anciãos e as quatro criaturas viventes se prostraram e adoraram a Deus sentado no trono, dizendo: ‘Amém! Louvai a Jah!.

Saiu também uma voz do trono, dizendo: Dai louvores ao nosso Deus, todos vós os seus escravos, os que o temeis, os pequenos e os grandes”.

No milênio, o Apocalipse descreve um intervalo com a duração de mil anos entre a segunda vinda de Jesus, o Cristo, e a segunda ressurreição, quando a Terra estará abandonada e apenas Satanás e os seus anjos habitarão sobre ela. Isso indica claramente que, após destruir a vida na Terra através do fogo, Jeová, o deus bíblico, levará os seus adoradores mais para o alto da crosta terrestre, enquanto Satanás, ou seja, Alá, o deus alcorânico, ficará com os seus adoradores na sua parte mais baixa. Entendendo-se obviamente que todos ficarão quedados no astral inferior.

Todos esses acontecimentos e a sua sustentação bíblica são ambíguos, como não poderia deixar de ser, uma vez que são todos mentirosos, não passando de bazófia, de jactância, por isso não existe uma indicação clara de qualquer sequência. Alguns que se consideram cristãos creem que o milênio não corresponde a um intervalo de tempo preciso de mil anos, o que os leva a afirmar com estupidez que um milênio não corresponde a mil anos, já que assim corresponde a um intervalo de tempo indeterminado. Outros que também se consideram cristãos, interpretam os eventos mencionados nas escrituras como descrições de acontecimentos reais no nosso futuro, enquanto alguns os interpretam simbolicamente e o restante se referem a eles como eventos que já ocorreram no passado. Meu Deus! Como pode tantos seres humanos medrarem na mais completa ignorância e terem a empáfia de se autodenominarem de cristãos, quando, na realidade, são todos anticristãos!

Tudo isso deixa margem aberta para muitas crenças conflitantes sobre o fim dos tempos. O grande exemplo disso é o fato de que o credo da Igreja Católica Apostólica Romana e a maioria das suas seitas protestantes tradicionais não têm expectativas de um arrebatamento antes da segunda vinda de Jesus, o Cristo, cuja crença é defendida por muitos fundamentalistas que se consideram como sendo cristãos e por outros grupos evangélicos recentes, que foram fundados com o único intento arrecadatório.

No Novo Testamento, a Parousia significa o retorno visível de Jesus, o Cristo, do céu para julgar os vivos e os mortos, no Juízo Final, para que assim possa estabelecer formalmente o reino de Jeová, o deus bíblico, quando, na realidade, o nosso Redentor nada tem a ver com esse deus perverso e metido a exterminador, pelo contrário, são avessos um ao outro, por isso os que se julgam cristãos são, sem sombra de dúvida, anticristãos. Um tal de Bauer Danker, ignorante até a medula dos ossos, ou algo ainda mais, afirma cretinamente que a segunda vinda de “Jesus Cristo e do seu advento messiânico se dará em glória para julgar o mundo ao final desta época”.

A mentiralha bíblica afirma que Jesus, o Cristo, não somente anuncia o evento, mas representa graficamente as suas circunstâncias, como em Mateus 24:27, que assim diz:

Pois, assim como o relâmpago sai das regiões orientais e brilha sobre as regiões ocidentais, assim será a presença do Filho do homem”.

Em relação ao julgamento das nações — ignorando essa Bíblia mais que atrasada que com a vinda do Antecristo, este promoverá a formação de um Estado Mundial, com o desaparecimento de todas as nações, ficando apenas uma única nação, a Nação Mundial, com a integração de todos os povos, por intermédio da fixação dos seus ideais na face da Terra e com a ajuda do Espírito Santo — ocorre nesse julgamento uma comparação estúpida e grosseira dos inofensivos cabritos, tão úteis que são à nossa humanidade, com os ímpios, considerando-se como ímpios aqueles que não professam a fé credulária em Jeová, o deus bíblico, como em Mateus 25:31 a 34 e 41, que assim diz:

Quando o filho do homem chegar a sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. E diante dele serão ajuntadas todas as nações e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à sua esquerda.

O rei dirá então aos à sua direita: Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo.

Então dirá, por sua vez, aos à sua esquerda: Afastai-vos de mim, vós os que tendes sido amaldiçoados, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos”.

Os apóstolos dão um lugar destacado para a formação da doutrina acerca desse evento estúpido e grosseiro, que Jesus, o Cristo, nunca pronunciou, em toda a sua vida, como podemos constatar em Atos 10:42, que diz o seguinte:

Também, ele nos ordenou que pregássemos ao povo e que déssemos um testemunho cabal de que Este é o decretado por Deus para ser juiz dos vivos e dos mortos”.

Assim como as epístolas, com ênfase para os judeus e os gregos, pois esse livro atrasado no tempo e no espaço, além de mentiroso, não poderia nessa época saber da existência do franceses, dos ingleses, dos americanos, dos russos, e de outros povos que posteriormente foram formados, tendo sido fixados em seus territórios, dando origem às várias nações, inclusive as nações portuguesa e brasileira, como em Romanos 2:5 a 16, que diz o seguinte:

Mas, segundo a tua dureza e o teu coração impenitente, armazenas para ti furor no dia do furor e da revelação do julgamento justo de Deus. E ele dará a cada um segundo as suas obras: vida eterna aos que estão buscando glória, e honra para incorruptibilidade, pela perseverança na obra que é boa; no entanto, para os que são briguentos e que desobedecem à verdade, mas que obedece à injustiça, haverá furor e ira, tribulação e aflição sobre a alma de cada homem que fizer o que é prejudicial, primeiro do judeu, e também do grego; mas glória, e honra, e paz para todo aquele que fizer o que é bom, primeiro para o judeu, e também para o grego. Pois, com Deus não há parcialidade.

Por exemplo, todos os que sem lei pecaram, perecerão também sem lei; mas todos os que pecaram debaixo de lei, serão julgados por lei. Porque não são os ouvintes da lei que são justos diante de Deus, mas os cumpridores da lei é que serão declarados justos. Pois, sempre que pessoas das nações, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, tais pessoas, embora não tenham lei, são um lei para si mesmas. Elas é que são quem demonstra que a matéria da lei está escrita nos seus corações, ao passo que a sua consciência lhes dá testemunho e nos seus próprios pensamentos são acusadas ou até mesmo desculpadas. Isto se dará no dia em que Deus, por intermédio de Cristo Jesus, julgar as coisas secretas da humanidade, segundo as boas novas que eu declaro”.

Como também em Romanos 14:10, que prevê Jeová, o deus bíblico, com as suas nádegas postas em uma cadeira, como um simples juiz humano, quando diz o seguinte:

Mas, por que julgas tu o teu irmão? Ou, por que menosprezas também o teu irmão? Porque nós todos ficaremos postados diante da cadeira de juiz de Deus”.

Continuando em 2 Coríntios 4:5, referindo-se à causa de Jesus, o Cristo, como se ele tivesse encarnado para a salvação da humanidade desencarnando na cruz, apesar de se referir aos seres humanos como sendo os seus escravos, quando assim diz:

Pois não estamos pregando a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor, e a nós mesmos como vossos escravos pela causa de Jesus”.

E em 2 Coríntios 5:10, que apenas como se estivesse confirmando a vinda de Jesus, o Cristo, prenuncia a essa sua vinda da seguinte maneira:

Pois todos nós temos de ser manifestados perante a cadeira de juiz do Cristo, para que cada um receba o seu prêmio pelas coisas feitas por intermédio do corpo, segundo as coisas que praticou, quer boas, quer ruins”.

Prosseguindo em 2 Timóteo 4:1, que diz da seguinte maneira:

Eu te mando solenemente, perante Deus e Cristo Jesus, que está destinado a julgar os vivos e os mortos, e pela sua manifestação e pelo seu reino”.

Em 2 Tessalonicenses 1:5, como a seguir:

Esta é uma prova do julgamento justo de Deus, resultando em serdes contados dignos do reino de Deus, pelo qual, deveras, estais sofrendo”.

E por fim, em Tiago 5:7, conforme abaixo:

Portanto, exercei paciência, irmãos, até a presença do Senhor. Eis que o lavrador fica esperando o precioso fruto da terra, exercendo paciência com ele, até que venha a chuva temporã e a chuva serôdia”.

Mas se os bíblicos não aceitam a racionalidade da reencarnação, para que assim possam fazer evoluir aos seus espíritos, considerando que todos os seres humanos encarnam apenas uma vez, então como é que essa tão propalada Parousia, o retorno visível de Jesus, o Cristo, do céu para julgar os vivos e os mortos, nesse tribunal bíblico, vai julgar os seguintes seres humanos:

  1. As crianças que desencarnam na mais tenra idade, antes de completar os sete anos de idade, que é a idade em que se atinge uma certa razão acerca do mundo?
  2. As crianças recém-nascidas que padecem de alguma doença e desencarnam após alguns dias ou meses de vida?
  3. As crianças que desencarnam pela fome após pouco tempo de vida?
  4. Os natimortos?
  5. Os nativos, tais como os indígenas e outros, os quais não adquiriram os vícios das civilizações, que têm as disposições nativas, que não cometem os crimes de maneira consciente, e que não possuem a mínima noção da existência desse deus bíblico e de Jesus, o Cristo, sendo todos eles não factícios, desartificiosos, desafetados e singelos, por natureza?
  6. Os que nascem acometidos de neuropatia, de mongolismo, de hidrocefalia, os que tiveram lesões cerebrais irreversíveis, e tantos outros doentes mentais?
  7. As mulheres casadas que perderam as suas purezas, já que a suposta Virgem Maria conservou a sua, mesmo estando casada e dando à luz?

É óbvio que a classe sacerdotal, juntamente com os cretinos que ela arrebanha, fazendo-lhe coro, um coro desordenado e desritmado, que nos dói profundamente nos ouvidos, sem a mínima noção acerca dessa Bíblia nociva, perigosa e deveras mentirosa, vão nos responder da seguinte maneira: “É um mistério de Deus!”. Certamente que é um mistério, mas um mistério desse Jeová, o deus bíblico, o único ser misterioso que existe neste mundo, ao qual nós vamos envolvê-lo com os seus mistérios, prendê-lo bem preso, e lançá-lo de volta para o seu mundo de origem, que é o único local que lhe compete, pelo fato dele ser um simples espírito, tremendamente obsessor, certamente, mas um simples espírito. Quanto a Jesus, o Cristo, deixemo-lo em paz, uma vez que ele já se encontra de regresso à sua humanidade, conduzindo o seu rumo em direção ao Criador, ao verdadeiro Deus, que é o Todo, por isso não se assenta em trono algum.

O Preterismo é a posição teológica que associa a expectativa da segunda vinda de Jesus, o Cristo, com os eventos testemunhados pelos primeiros ditos cristãos, tais como a Diáspora, a destruição de Jerusalém e do templo judeu, em 70 d.C. Segundo o historiador Charles Freeman, os primeiros ditos cristãos esperavam a volta de Jesus, o Cristo, dentro de no máximo uma geração, após a sua desencarnação. Mas como tudo é desencontrado quando se trata de mentiras e invenções bíblicas, essa posição teológica se opõe ao Futurismo, que considera a volta de Jesus, o Cristo, como sendo um evento histórico a se concretizar no futuro.

E como se não bastasse tanto desencontro em relação a essas mentiras e invenções bíblicas, os estudiosos ortodoxos tendem a considerar os dois conceitos como verdade, sem que tenham a mínima noção do que seja realmente a verdade, de como ela é percebida e captada no Espaço Superior, tendo por base a moral, e qual o órgão mental destinado a essa função e a essa finalidade. Assim, eles consideram um reino espiritual que foi realmente introduzido por Jesus, o Cristo, em sua primeira vinda, no sentido de que o rei esteve presente, mas que as promessas literais do reino não foram cumpridas, e de um acontecimento escatológico futuro, ainda por vir, onde haverá a concretização e o estabelecimento do reino de Jeová, o deus bíblico.

A ignorância humana é tão intensamente agravante, que ao que tudo indica, quanto mais emaranhadas forem as imaginações, quanto mais confusos forem os pensamentos, quanto mais obscuras forem as palavras, quanto mais surrealistas forem os eventos anunciados, portanto, quanto mais mentiras forem se propagando no ambiente terreno, tanto mais os seres humanos vão acreditando nas baboseiras e nas lorotas, tomando por base o irracionalismo do instituto da fé credulária. Parece até que a natureza procura ferir profunda e dolorosamente a alma daqueles que realmente raciocinam com elevação, uma vez que o tremendo ilogismo demonstrado pelas criaturas que não raciocinam com acerto, magoa por demais os intelectos dos espíritos mais evoluídos, causando uma dor imensa em suas almas, pois os ignorantes não podem ser adestrados como os animais irracionais, e nem aprenderem como as crianças que estão sendo alfabetizadas. Assim, só lhes restam os sofrimentos para que possam abandonar de vez a ignorância e ingressar no âmbito da razão, contemplando a natureza.

Em conformidade com as tradições católicas e as ditas cristãs ortodoxas, a segunda vinda de Jesus, o Cristo, será um incidente repentino e inconfundível, tal como um “relâmpago”, confundindo lamentavelmente a luz espiritual com os fenômenos da natureza, como consta em Mateus 24:27, que assim diz:

Pois, assim como o relâmpago sai das regiões orientais e brilha sobre as regiões ocidentais, assim será a presença do Filho do homem”.

Há também uma breve referência à segunda vinda de Jesus, o Cristo, no credo niceno-constantinopolitano, que também diz:

Ele virá novamente em glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim”.

As diversas denominações do protestantismo têm opiniões divergentes sobre os detalhes exatos da mentira acerca da segunda vinda de Jesus, o Cristo. Uma parcela significativa dos protestantes acredita que antes do julgamento ocorrerá um evento conhecido como arrebatamento, evento esse que ocorrerá para o salvamento dos membros da sua igreja. Um traço comum é a crença de que depois desse arrebatamento, Jesus, o Cristo, voltará para julgar o mundo e estabelecer o reino de Jeová, o deus bíblico, sobre a Terra, cumprindo assim a profecia feita ao rei Davi. Mas geralmente as igrejas protestantes não oferecem previsões sobre a data da segunda vinda, embora alguns teólogos de meia tigela, como todos o são, assim como também alguns escritores, divulguem os seus próprios pensamentos de como e onde isso vai acontecer.

No entanto, as denominações de alguns eventos para os protestantes são distintas, costumando ter interpretações distintas acerca da Parousia. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem as suas interpretações específicas, acreditando os mórmons que Jesus, o Cristo, não virá salvá-los e levar os crentes para o céu, mas que ele virá para estabelecer  o seu reino aqui na Terra. E as Testemunhas de Jeová raramente se utilizam do termo segunda vinda. A escatologia das Testemunhas de Jeová afirma que no ano 1914 teve início a segunda vinda de Jesus, o Cristo, com o início do fim dos tempos, e da conclusão do sistema de coisas, conforme consta em Mateus 13:40-50, que fala da queimação dos seres humanos, mas não diz de que essa fornalha é feita, que compara o reino dos céus com um tesouro, com o comércio e com uma rede de pescar, e o que é mais engraçado, pede para escutar àquele que tem ouvidos, quando o correto é para escutar o que tem palavras, a não ser que ele esteja a se referir ao que tem ouvidos para escutar ao deus bíblico, que, na verdade, é para escutar a um espírito obsessor quedado no astral inferior, que pretende extinguir a vida na Terra através do fogo, como se pode constatar através das seguintes palavras evangélicas:

Portanto, assim como o joio é reunido e queimado no fogo, assim será na terminação do sistema de coisas. O Filho do homem enviará os seus anjos, e estes reunirão dentre o seu reino todas as coisas que causam tropeço e os que fazem o que é contra a lei, e lançá-los-ão na fornalha ardente. Ali é que haverá o seu choro e o ranger de seus dentes. Naquele tempo, os justos brilharão tão claramente como o sol, no reino de seu Pai. Escute aquele que tem ouvidos.

O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que certo homem achou e escondeu; e, na sua alegria, vai e vende todas as coisas que tem e compra aquele campo.

Novamente, o reino dos céus é semelhante a um comerciante viajante que buscava pérolas excelentes. Ao achar uma pérola de grande valor, foi e vendeu prontamente todas as coisas que tinha e a comprou.

Novamente, o reino dos céus é semelhante a uma rede de arrasto lançada ao mar e que apanhou peixes de toda espécie. Quando ela ficou cheia, arrastaram-na para a praia, e, assentando-se, reuniram os excelentes em vasos, mas os imprestáveis lançaram fora. Assim será na terminação do sistema de coisas: os anjos sairão e separarão os iníquos dos justos, e lançá-los-ão na fornalha ardente. Ali é que haverá o seu choro e o ranger dos seus dentes”.

E em relação aos últimos dias consta em Mateus 24:3 o seguinte:

Enquanto estava sentado no Monte das Oliveiras, aproximaram-se dele os discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos, quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?”.

Continuando em 2 Timóteo 3:1-2, que como se estivesse essa carta se referindo diretamente aos sacerdotes, diz da seguinte maneira:

Sabe, porém, isto, que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais”.

E findando em 2 Pedro 3:3-4, pois eles usam todos esses termos para se referirem a esse período entre 1914 e o Armagedom, por isso creem que o Armagedom começa antes do milênio, conforme se encontra abaixo:

Pois sabeis primeiramente isto, que nos últimos dias virão ridicularizadores com os seus escárnios, procedendo segundo os seus próprios desejos e dizendo: ‘Onde está essa prometida presença dele?’ Ora, desde o dia em que os nossos antepassados adormeceram na morte, todas as coisas estão continuando exatamente como desde o princípio da criação”.

Já no esoterismo, vemos Emanuel Swedenborg, um teólogo do século XVIII, descrevendo a segunda vinda de Jesus, o Cristo, que ele tem como sendo “a abertura do significado mais profundo da Palavra”. Segundo ele, Jesus, o Cristo, havia predito que eles iriam ver “o Filho do homem sobre as nuvens do Céu”, como visto em Mateus 24:30. Mas isso deveria ser interpretado, segundo Emanuel Swedenborg, como sendo um evento espiritual, e não um evento físico, quer dizer, Jesus, o Cristo, realmente iria voltar, mas não em carne e osso, ao invés disso ele voltaria em espírito, através da revelação do significado esotérico da sua palavra: a Bíblia. Quer com isso ele dizer, que assim como o Sol físico pode romper a escuridão das nuvens físicas, o significado profundo da palavra pode também brilhar através do sentido literal da Bíblia. E, sendo assim, se a mentira realmente brilha, se a mentira pode representar a luz do Sol, ele pode estar correto. Neste caso, nós passamos imediatamente para a escuridão da verdade. No entanto, ele esqueceu de explicar como é que Jesus, o Cristo, ressuscitou, subiu em carne e osso para o céu, e de lá irá voltar em espírito. Afinal, e o seu corpo de carne e osso, ele deixou no céu?

As mais engraçadas e mirabolantes representações imaginativas a respeito de Jesus, o Cristo, surgem de todos os recantos do mundo, mas que poderiam nos dar uma pequena ideia acerca da verdade sobre o nosso Redentor, caso não fosse incluída essa invencionice dos anjos. Na Rosa Cruz, o sétimo e último grau ou a 4ª ordem do rito francês que tem por símbolos principais o pelicano, que representa a filantropia, a cruz, que representa a justiça e a imortalidade, e a rosa, que representa o segredo, os escritos do maçom Max Heindel fazem uma distinção entre as naturezas divina e humana de Jesus, o Cristo, o denominado nestorianismo. Assim, Jesus, o Cristo, é considerado como sendo um elevado iniciado, que evolui no âmbito do ciclo de renascimentos e encarnações, evoluindo a um tipo singular de espírito puro, imensamente superior à grande maioria da nossa humanidade. Ele foi educado durante a sua juventude entre os essênios, e assim se preparou para a maior honra concedida a um ser humano, que é entregar o seu corpo no momento do batismo, para o Cristo exercer o seu ministério no mundo físico. Nessa representação imaginativa, o Cristo é descrito como sendo o ser espiritual mais elevado da hierarquia dos arcanjos, por haver completado a sua união com o segundo aspecto de Deus, que é chamado justamente de Cristo.

Segundo essa seita, o Cristo interno, e não o Jesus histórico, é considerado como sendo o verdadeiro Salvador, que precisa nascer dentro de cada criatura, a fim de fazer o ser humano evoluir para o sexto e futuro período da Terra, onde este nosso planeta será elevado ao plano etérico, quer dizer, em direção ao novo céu e a uma nova Terra. A segunda vinda e advento do Cristo não será em corpo físico, mas nos novos corpos e almas de cada criatura na região etérica do planeta, onde o homem será arrebatado nas nuvens ao encontro do Senhor nos ares. O dia e a hora em que se dará esse evento, como descrito na Bíblia, não é do conhecimento humano. A tradição esotérica dita cristã ensina que primeiro haverá um período de transição e preparação, que se iniciará quando o Sol entrar em Aquários por precessão, que em Astronomia a precessão é o fenômeno físico que consiste na mudança do eixo de rotação de um objeto, mas que neste caso significa o advento da Nova Era ou a Era de Aquários.

Sabe-se que a Teosofia é a pretensão estúpida da comunicação com Deus, que por isso, obviamente, indica o conhecimento de Deus. No âmago da estupidez dessa pretensão, a teósofa Alice Bailey, em janeiro de 1946, profetizou que Jesus, o Cristo, o qual é conhecido pelos teosofistas como Maitreya, iria retornar em algum momento, após 2025. Os seguidores do guru Benjamin Creme, acreditam que Maitreya está presente na Terra desde 1977, vivendo em segredo, quando, na realidade, desde 1953 o Antecristo já se encontra em nosso meio, com a missão de revolucionar o meio, promovendo o esclarecimento e a espiritualização de todos os seres humanos, por intermédio da explanação do Racionalismo Cristão, e não o próprio Cristo, já que ele ainda não alcançou a essa condição. Esse futuro evento é denominado de o Dia da Declaração, ou seja, quando Maitreya telepaticamente se revelará para toda a nossa humanidade, através do seu aparecimento na televisão em todo o mundo, sendo que esse evento foi originalmente previsto e deveria ter ocorrido em 21 de junho de 1982. Já o antropósofo Rudolf Steiner previu que Jesus, o Cristo, reapareceria no etérico espiritual em 1930.

O judaísmo rejeita a elevação de Jesus, o Cristo, como sendo o Messias, e, portanto, o pensamento acerca da sua segunda vinda. A maioria dos judeus acredita que Jesus, o Cristo, cumpriu apenas algumas profecias messiânicas específicas.

Os muçulmanos acreditam que Jesus, o Cristo, vai voltar em um momento perto do fim do mundo. O verso do Alcorão que alude a vinda futura de Jesus, o Cristo, é o 43:61, que diz o seguinte:

E será um sinal da Hora, portanto, não tem dúvida sobre a Hora, mas siga-me vós, este é um reto caminho”.

Segundo a tradição islâmica, a descendência de Jesus, o Cristo, está no meio das guerras travadas pelo Mahdi, o bem encaminhado, conhecido na escatologia islâmica como o redentor do Islão, contra o Anticristo Al-ad-Dajjal Masikh e os seus seguidores. Jesus, o Cristo, vai descer ao leste de Damasco, vestido com trajes amarelos. Ele então se juntará ao Mahdi em sua guerra contra o Al-ad-Dajjal Masikh. Assim, considerado no islamismo como sendo um muçulmano, Jesus, o Cristo, divulgará os ensinamentos islâmicos. Por fim, ele matará Al-ad-Dajjal Masikh, e então todos do povo do livro al-kitabahl, referindo-se aos judeus e aos ditos cristãos, acreditarão nele. Então haverá um só credo: o islamismo; e vejam só o que a ignorância e a fé credulária não conseguem provocar nas mentes dos seres humanos, pois o islamismo é um dos mais malucos, intolerantes e bélicos de todos os credos, já que os islâmicos acreditam no seguinte:

A Hora não será estabelecida, até o filho de Maria descer entre vocês como um governante justo, ele vai quebrar a cruz, matar os porcos e abolirá o impotente Jizya. Após a morte de Mahdi, Jesus assume a liderança. Este é um tempo na narrativa associada islâmica com paz e justiça universais”.

Meu Deus! Essa estúpida ignorância credulária não poupa nem ao menos os coitados dos animais irracionais, como os porcos, que nenhum mal fizeram neste mundo, já que não possuem o livre arbítrio para raciocinar sobre as suas ações. O movimento Ahmadia acredita que o Mahdi já chegou no espírito de Jesus, cumprindo assim a segunda vinda na pessoa de Mirza Ghulan Ahmad, período de 1835 a 1908.

Nós gostaríamos de saber o que se passa nas mentes desses sacerdotes e credulários que somente se referem aos fins dos tempos por intermédio de guerras, matanças, destruições, queimações em fornalhas e tudo o mais que seja levado somente para o lado belicoso da violência. Meu Deus, por qual razão esses seres humanos, ainda muito atrasados, não conseguem compreender que desde o início da história desta nossa civilização, os diversos povos que foram se formando somente fizeram guerrear ente si, sem conseguirem interromper essas guerras por um período razoável? Parece que eles nunca conseguirão compreender que nós, os espíritos superiores, trabalhamos incessantemente para promover a paz e o progresso mundiais, e que sempre, invariavelmente, conseguimos o nosso intento.

Então, como dizem os espíritos de luz em suas comunicações nas sessões do Racionalismo Cristão, os tempos são chegados. Sim, os tempos são realmente chegados, mas não em forma de guerra e tudo o mais relativo ao lado belicoso, mas sim para que se assente de vez a paz e o progresso neste mundo, o que somente se consegue com o esclarecimento espiritual de todos os seres humanos.

O credo hindu vê o tempo como cíclico, com quatro ciclos, que os credulários denominam de yugas, que se repetem eternamente. A idade atual, ou Kali Yuga, é a pior de todas as idades. A Kali Yuga começou por volta de 5.000 anos atrás, e vai durar por mais 427.000 anos. Para dar fim a Kali Yuga, o seu deus virá sob a forma de Kalki, um avatar montado em um cavalo branco, que acabará com os ímpios e iniciará uma nova Idade de Ouro, denominada de Satya Yuga.

Alguns hindus adotaram Jesus, o Cristo, como se fosse um avatar, a própria encarnação de Deus. Paramahansa Yogananda, o autor da obra intitulada de Autobiografia de um Iogue, fez um extenso comentário sobre os Evangelhos, publicado em dois volumes, onde trata da segunda vinda de Jesus, o Cristo. Para ele, a segunda vinda ocorrerá quando a ressurreição de Jesus, o Cristo, acontecer dentro do ser humano. A obra oferece uma interpretação mística da segunda vinda, que é entendida como sendo uma experiência interior, algo que ocorre dentro do coração de cada ser humano, como se esse músculo tivesse algo a ver com a espiritualidade, a não ser ficar ligado por cordões fluídicos com a nossa alma.

A visão cética acerca do dito cristianismo, entende que as palavras atribuídas ao próprio Jesus, o Cristo, nos Evangelhos e as diversas menções feitas nos demais livros do Novo Testamento, demonstram que a segunda vinda de Jesus, o Cristo, era um evento que deveria ser testemunhado pela primeira geração dos ditos cristãos, devendo ter ocorrido em algum momento entre os séculos I e II. O segundo advento, portanto, caracteriza-se como sendo uma profecia falha, que não se cumpriu, refutando assim a suposta divindade de Jesus, o Cristo. O rabino David Wolpe acredita que a expectativa da segunda vinda teria surgido como resultado da decepção dos primeiros dito cristãos como uma forma de compensar a desencarnação de Jesus, o Cristo, e a perspectiva frustrada da redenção.

Muitas são as previsões acerca da segunda vinda de Jesus, o Cristo, mas todas elas são carentes de qualquer fundamento, principalmente porque ele jamais retornará a este mundo, visto já ter se reintegrado à sua própria humanidade, após haver cumprido o seu papel para com a nossa. Além das crenças credulárias explanadas acima, todas situadas no âmbito do sobrenatural, essas previsões são as seguintes:

  • A primeira geração dos dito cristãos dos séculos I e II esperava testemunhar a segunda vinda ainda durante o seu tempo de vida neste mundo;
  • Emanuel Swedenborg profetizou o Juízo Final e a segunda vinda de Jesus, o Cristo, para o ano de 1757, a qual não seria realizada em carne e osso, mas sim em espírito, através do desvelamento do significado da Bíblia, que aqui não se sabe se ele está se referindo a tirar a véu, patentear o que estava velado na Bíblia, ou se passar ou fazer passar o tempo, sem descansar, até que que os dizeres bíblicos sejam efetivados ;
  • George Rapp, fundador e líder da Sociedade Harmonia, previu que Jesus, o Cristo, começaria o seu reinado na Terra em 15 de setembro de 1829;
  • William Miller previu, através de cálculos, não se sabe de que maneira, que Jesus, o Cristo, voltaria à Terra em 22 de outubro de 1844. Como nada aconteceu nessa data, alguns dos seus seguidores continuaram a calcular outras datas, também não se sabe de que maneira. Sendo assim que Joseph Bates, John Andrews, Urias Smith e Tiago White fundaram a Igreja Adventista do Sétimo Dia e a Igreja Cristã do Advento como formas de reinterpretar o erro de William Miller;
  • Membros da Fé Bahá’í acreditam que o evento da segunda vinda teve lugar em 23 de maio de 1844, quando o Báb, o precursor da Bahá’u’lláh, declarou a sua missão. Bahá’u’lláh afirmou mais tarde que ele mesmo era a segunda vinda de Jesus, o Cristo;
  • Em 1874, Charles Russell calculou para 1874 o ano da segunda vinda, e até à sua desencarnação ensinou que Jesus, o Cristo, estava invisivelmente presente, a partir da data profetizada. Charles Russell proclamou a volta invisível de Jesus, o Cristo, para o ano de 1874, a ressurreição dos santos para 1875, e previu o arrebatamento dos santos ao céu para 1878, e o “dia da ira” para 1914. Segundo os bíblicos, o ano de 1874 era considerado o fim dos 6.000 anos da história humana e do início do Juízo Final. Porém, com o refinamento do modo de pensar, mesmo assim acrescido, ao longo dos anos, de um maior aprofundamento da ignorância acerca das mentiras contidas na Bíblia, as Testemunhas de Jeová refutaram a este ensinamento, passando a crer piamente que a próxima volta de Jesus, o Cristo, invisível para os seres humanos, deverá ser durante a batalha do Armagedom;
  • O Reverendo Moon é considerado pela Igreja da Unificação como sendo o senhor do segundo advento. Acredita-se que ele tenha sido chamado por Jesus, o Cristo, no domingo de Páscoa, quando tinha quinze anos de idade, em uma montanha da Coreia, para continuar e completar a missão que Jesus, o Cristo, havia iniciado e na qual fracassara devido a sua crucificação;
  • Em 1959, Samael Aun Weor, afirmou ser ele próprio o Cristo da era de Aquários, o Kalki Avatar, anunciando o início da Era de Aquários para o ano de 1962 e o fim do mundo para o ano de 1999;
  • Em 1975, Herbert W. Armstrong, pastor-geral da Igreja Mundial de Deus, profetizou o regresso de Jesus, o Cristo, para o ano de 1975;
  • Em 1978, Inri Cristo, um brasileiro, que também era maluco, assim como todos os demais, revela ao mundo ser a própria reencarnação de Jesus, o Cristo. Posteriormente, funda a SOUST, sigla de Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade, e proclama o iminente fim do mundo;
  • Em 28 de junho de 1981, Bill Maupin, um pastor evangélico, publicou uma obra prevendo a data da segunda vinda. A sua congregação vendeu todos os seus pertences e foi para o topo de uma colina, na data prevista, à espera do evento, mas logicamente nada aconteceu;
  • Em 1991, Vissarion, atendendo pelo nome de Sergei Topov, declara ao mundo ser ele o próprio Jesus, o Cristo, que retornou do paraíso, fundando em seguida a Igreja do Último Testamento na Sibéria, na Rússia;
  • Em 1994, Harold Camping publicou uma obra contendo o ano do retorno de Jesus, o Cristo, que foi previsto para 1994;
  • Em 1999, Jerry Falwell previu que a segunda vinda de Jesus, o Cristo, aconteceria dentro de dez anos, o que logicamente não aconteceu;
  • Edgar Cayce alegou que Jesus, o Cristo, seria concebido em 1998, nasceria em 1999, e viveria na Terra como uma pessoa oculta até a sua revelação;
  • Paul Sides previu que o dia 13 de setembro de 2007 marcaria o fim do período bíblico das guerras e rumores de guerras. Em seguida, ele previu um período de sete anos de tribulação final, que culminaria em uma guerra na Terra Santa, que traria de volta o Messias;
  • Mark Biltz, pastor do Ministério El Chadai, previu o dia 30 de setembro de 2008, o Rosh Hashaná, como sendo o dia em potencial para a segunda vinda de Jesus, o Cristo;
  • Jack Van Impe previu alguns anos atrás datas para a segunda vinda de Jesus, o Cristo, tendo apontado recentemente o ano de 2012 como sendo uma data possível para a sua segunda vinda. Ele já não alega saber a data exata da segunda vinda, mas afirma saber que ela está próxima;
  • Frank J. Tipler publicou uma obra intitulada de A Física da Imortalidade, onde alega provar cientificamente a existência de Deus como uma consequência do que ele denomina de Teoria do Ponto Ômega. Em 2007, publicou a sequência dessa obra intitulada de A Física da Imortalidade, sendo intitulada de A Física do Cristianismo, onde aplica o credo dito cristão aos princípios da Teoria do Ponto Ômega. Nesta obra, logo no primeiro capítulo, ele afirma que a segunda vinda de Jesus, o Cristo, ocorrerá no prazo máximo de cinquenta anos, ou seja, por volta de 2057.

Com tanta perturbação proveniente da ignorância em massa, sendo ainda agravada pelas intuições dos espíritos obsessores decaídos no astral inferior, é bem comum hoje em dia encontrar frases em muros, em outdoors e até em vidros de veículos que trafegam pelas ruas das cidades, com a seguinte expressão: “Jesus voltará”. Então os credulários um pouco mais descrentes indagam: “— Afinal de contas, ele vem ou não vem?”. É óbvio que essa expressão “Jesus voltará” é utilizada com a ignóbil intenção de colocar medo nos seres humanos, por conseguinte, obrigá-los a frequentar a um determinado credo ou seita, para que os seus sacerdotes possam explorar aos seres humanos e arrecadar cada vem mais recursos, a fim de que possam abarrotar as suas panças sempre insatisfeitas. E isso, até os próprios credulários reconhecem, por isso dizem que para eles o fundamental é lembrar que no Novo Testamento a volta de Jesus é sempre motivo de alegria e paz, o que não deixa de ser uma grande baboseira.

Mas a grande realidade, é que os fluidos descidos do mundo-escola em que habita a humanidade à qual seguimos na esteira evolutiva do Universo para este nosso mundo-escola, influenciou profundamente o ambiente deste nosso planeta, pois que nesses fluidos descidos veio junto também a ansiosa espera dos seus habitantes pelo retorno de Jesus, o Cristo, ao seio da sua própria humanidade. Assim, captando da outra humanidade esses pensamentos da ansiosa espera pelo retorno de Jesus, o Cristo, a nossa humanidade também pensou, equivocadamente, que ele regressaria para este nosso mundo-escola.

Tudo isso aliado ao sobrenaturalismo, principalmente à existência de Satanás, provocou essa tal de guerra entre o bem e o mal, ou entre Jeová, o deus bíblico, e o próprio Satanás, que já se sabe ser Alá, o deus alcorânico, que se utilizou da mediunidade de Maomé para fundar o credo muçulmano. Nesse ambiente confuso e repleto de pensamentos imaginários, advindo do devaneio, os sacerdotes dele se aproveitam com o maior descaramento possível, pois que todos eles são tremendamente descarados, para poderem semear ainda mais a ignorância no seio da nossa humanidade, provocando assim o temor a essa guerra ilusória, para que assim os seres humanos, medrosos e acretinados, corram para as suas igrejas, a fim de que possam ficar ao lado do bem, na pessoa de Jeová, o deus bíblico, e dos seus anjos negros, para que então possam ser salvos e desfrutarem do paraíso eterno. Quanta loucura!

O fato é que todos nós seres humanos que formamos esta nossa humanidade éramos avulsos, quer dizer, não tínhamos ainda em nosso meio um espírito que detivesse tanta superioridade espiritual que pudesse nos ligar diretamente ao verdadeiro Deus, posto que Jeová, Alá, e os outros deuses não passam de espíritos obsessores. Em virtude disso, ao alcançarmos um determinado estágio evolutivo, após fracassarmos por diversas vezes na tentativa de nos espiritualizarmos por nós mesmos, com a extinção de várias civilizações, o Antecristo da humanidade à qual seguimos na esteira evolutiva do Universo, deslocou-se dessa sua humanidade e se integrou à nossa, com os objetivos precípuos de formular um plano para a nossa espiritualização, evoluir no sentido de alcançar a condição do Cristo, e, por fim, estabelecer o instituto do Cristo em nosso meio, para a glória da nossa humanidade.

Para tanto, ao alcançar a condição do Cristo, quando encarnou como Jesus, por determinação de Deus, a quem ele chamou de Pai, e com a ajuda do Astral Superior, posto que Ele somente atua através das suas partículas, consoante o que afirma a verdade, ele identificou dois espíritos da nossa humanidade que deveriam ser os seus expoentes. O primeiro seria Luiz de Mattos, o Espírito Santo, o ajudador, o nosso veritólogo maior, detentor do mais desenvolvido criptoscópio e da mais elevada moral de todos os tempos, sem qualquer mancha ou nódoa em sua alma, que seria o encarregado de perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e transmiti-los para toda a nossa humanidade, por intermédio do Racionalismo Cristão, que ele mesmo fundou, em 1910. O segundo seria o Antecristo, um cientista, que depois se tornou um saperólogo e, posteriormente, um ratiólogo, detentor do maior intelecto e da mais elevada ética de todos os tempos, mas sendo obrigado a arranhar a sua moral para que assim pudesse adquirir as experiências necessárias para ser um grande planejador e conhecedor da sua própria humanidade, que seria o encarregado de compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria e explanar o Racionalismo Cristão para toda a nossa humanidade, tendo ainda que unir, irmanar, congregar, a verdade e a sabedoria, para que assim pudesse adentrar no âmbito da razão. É por isso que verdade + sabedoria = razão.

Após transmitir a verdade com base no racionalismo de Jesus, o Cristo, fundando o instituto do Racionalismo Cristão, o embrião do instituto do Cristo em nossa humanidade, Luiz de Mattos, na qualidade do nosso Espírito Santo, após desencarnar, retornou ao seu Mundo de Luz, ascendendo logo a seguir a outro Mundo de Luz ainda mais elevado, na mesma região que Jesus, o Cristo, ocupou quando da sua integração à nossa humanidade, na condição do Antecristo. Jesus, o Cristo, então, retornou para a sua própria humanidade, a fim de dirigir o seu rumo em retorno para Deus, daí a justa expectativa de ansiedade demonstrada pelos seus habitantes pelo seu retorno, deixando Luiz de Mattos, o Espírito Santo, na chefia da nossa humanidade.

Assim, após explanar o Racionalismo Cristão, unindo, irmanando, congregando, a verdade e a sabedoria, adentrando no âmbito da razão, o Antecristo da nossa humanidade deverá fixar os seus ideais em seu seio, através da compreensão e criação da mais alta sabedoria, situada no Tempo Futuro, com vistas à formação de um Estado Mundial, em que deverá ser produzida, em primeiro plano, a amizade espiritual entre todos os seres humanos, para que assim possa emergir a solidariedade fraternal em toda a nossa humanidade, proporcionando assim o início do estabelecimento da verdadeira felicidade entre todos os seus habitantes.

E após cumprir com a sua missão esclarecedora e regeneradora em nossa humanidade, na condição do Antecristo, ele deverá retornar ao seu Mundo de Luz, ascendendo ao mesmo Mundo de Luz que Jesus, o Cristo ocupou, quando para a nossa humanidade se deslocou, na mesma condição do Antecristo que ele ocupava, cujo Mundo de Luz se situa na mesma região do Mundo de Luz que serve de morada a Luiz de Mattos. Em lá chegando, após confabulações superiores com o Espírito Santo e outros espíritos que formam a plêiade do Astral Superior, com vistas às mudanças que deverão ocorrer no planeta Terra, com ou sem a sua interferência direta, ele deverá se deslocar para a outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, para lá desempenhar o mesmo papel que o Antecristo da humanidade que seguimos na esteiros evolutiva do Universo desempenhou em nossa humanidade.

Assim, após formular um plano para a espiritualização dessa humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, e agir no sentido do seu completo estabelecimento em seu seio, após dois mil anos o Antecristo alcançará a condição do Cristo, quando poderá tirar do seu espírito tudo aquilo que o identifica com Deus, podendo assim chamá-Lo também de Pai, tal como Jesus, o Cristo, havia-O assim chamado, quando então encarnará na condição do Cristo, estabelecendo o instituto do Cristo em seu meio. Com a ajuda do Pai, poderá identificar os dois espíritos que deverão se sobressair nessa humanidade, que deverão ser os seus dois expoentes, um na condição do Espírito Santo e o outro na condição do Antecristo, os quais deverão se responsabilizar totalmente pela fundação e pela explanação do instituto do Racionalismo Cristão em sua própria humanidade, respectivamente, fazendo sobressair o racionalismo do Cristo.

Estando estabelecido o Racionalismo Cristão nessa humanidade. O nosso Antecristo, que já havia assumido a condição do Cristo, há dois mil anos, retorna para a nossa humanidade, assim como Jesus, o Cristo, retornou para a sua, quando lá deixou o Espírito Santo na chefia dessa humanidade, sem precisar ordenar que o seu Antecristo se desloque para a humanidade seguinte, a fim de que lá também venha estabelecer o instituto do Cristo em seu seio, ligando gradualmente os Mundos de Luz para cada humanidade. E assim, essa corrente formada pelo instituto do Cristo vai percorrendo todas as humanidades, à medida que elas tiverem o mínimo preparo para o seu estabelecimento, pois a evolução tem pressa, devendo ser seguido, obrigatoriamente, o ritmo da evolução por todo o Universo, estabelecido por Deus.

Nesses quatro mil anos em que o Antecristo deverá permanecer integrado a essa outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, o Espírito Santo, juntamente com os espíritos de luz que integram a plêiade do Astral Superior, mas sendo ele o chefe da nossa humanidade, deverá agir intensamente para estabelecer neste mundo os ideais que foram fixados por ele, o Antecristo, neste nosso mundo-escola, antes do seu deslocamento para a outra humanidade, quando encarnado se encontrava explanando o Racionalismo Cristão.

Em sendo assim, vamos solicitar, desde já, que todos os seres humanos de boa vontade se integrem totalmente a este novo plano formulado em plano astral, com vistas ao esclarecimento e à regeneração de toda a nossa humanidade, com o fim de estabelecer um Estado Mundial neste planeta, onde, como já dito, deverá preponderar a produção da amizade espiritual em todo o seu teor, para que assim possa imperar a solidariedade fraternal para todos os seres humanos. Quem for se dispondo a se integrar neste movimento espiritualista, militando no Racionalismo Cristão, vibrando sentimentos, radiando pensamentos e radiovibrando as suas combinações a Deus e ao Astral Superior, deverá estar facilitando as ações do Espíritos Santo e dos espíritos de luz, os seus colaboradores, contribuindo desta maneira com o seu papel valioso para o esclarecimento e a espiritualização de toda a nossa humanidade.

No entanto, não esperem recompensas pelo cumprimento das suas obrigações e dos seus deveres neste mundo, não almejem nem mesmo a evolução dos seus espíritos, pois saibam que a Providência Divina é pródiga. Cumpram apenas com os seus papéis neste mundo, deixando fluir normalmente as suas ações com vistas ao bem, tanto para si como para o próximo, pois nem mesmo nós, que somos espíritos superiores, estamos a nos preocupar com isso, mas apenas com o bem-estar e a evolução da nossa humanidade, que é a nossa preocupação maior, agindo de todas as maneiras, possíveis e concebíveis, para semear o bem e erradicar o mal, já que este campeia por todo o orbe terrestre.

É justamente por isso que todos os seres humanos que integram a nossa humanidade deixarão de ser avulsos, agindo como sendo anticristãos, tornando-se antecristãos. Mas não se desesperem com isso, pois que se trata de uma transição normal que ocorre no processo evolutivo de todas as humanidades, já que elas, antes de poderem ser cristãs, têm que ser, necessária e obrigatoriamente, antecristãs. No entanto, ninguém deve esquecer que estará na elevadíssima companhia do Espírito Santo, desde que tenha a boa vontade em se espiritualizar, em progredir, em evoluir os seus espíritos.

Mas para que se tornem antecristãos se torna preciso, antes de tudo, que conheçam e estejam bem familiarizados com o significado da palavra ante, sendo ela proveniente do latim, que além de ser uma preposição, que tem o significado de diante, em presença de, como na frase: compareceu ante o juiz; ela também tem outros significados. Como advérbio e conjunção, antigo e antiquado, ela significa antes, antes que, antes de, o que podemos complementar da seguinte maneira: antes de cristão, antes que se tornem cristãos, antes de serem cristãos.

Assim, como a evolução é progressiva e não permite que ninguém coloque o carro diante dos bois, a linguagem criou a locução adverbial pé ante pé, que significa devagar, pouco a pouco, cautelosamente. Por isso, a nossa humanidade não pode partir da condição de avulsa, que ainda o é, agindo todos como sendo anticristãos, já que todos são ignorantes, sendo a ignorância o grande mal da nossa humanidade, como o próprio Jesus, o Cristo, assim afirmou, diretamente para a condição de cristã, sem que esteja esclarecida e espiritualizada, portanto, sem as condições evolutivas exigidas para ter o seu próprio Cristo em seu meio.

Mas agora ela já está dando um passo importante para esse objetivo, ao se tornar toda ela antecristã, pois que já conseguiu formar o seu próprio Antecristo, que agora neste mundo se encontra encarnado a revolucionar todo o ambiente terreno, estando inserido no meio da sua própria humanidade, como sendo o direcionador do seu rumo para o próximo futuro cristão. Aí sim, todos poderão no futuro realmente se considerar como sendo cristãos, mas não agora, no presente, pois que urge primeiro o ingresso no antecristianismo.

E não para por aqui, pois a palavra ante, do latim, funciona também como prefixo, com a mesma conotação de antes ou diante de, o que se pode facilmente constatar em antebraço, antecedente, anteparo, etc., que quando se lhe segue vogal, ordinariamente perde o e final, como em antolhar, antolhos, etc. Então, qual a razão dessa precipitação, desse alvoroço, dessa dignidade forçada em se declarar cristãos, se nem ao menos sabem a natureza e a origem do instituto do Cristo nas humanidades? E se nem ao menos conhecem as Substâncias que formam o Criador, que são as mesmas que os formam, portanto, sem se conhecerem a si mesmos como as Suas criaturas?

Saibam também que a palavra ante, ainda do latim, funciona ainda como sufixo adjetivo que se junta ao tema de verbos terminados em ar, e exprime o sujeito da ação ou do estado indicado na significação do verbo, como em brilhante, semelhante, calmante, fulgurante. Corresponde ao particípio presente dos verbos latinos. Como sufixo substantivo, analogamente, indica a profissão, a seita, como em fabricante, comediante, protestante; ou o cargo, o emprego, como comandante, almirante, ajudante, mas propriamente o sufixo é nte, do latim ns, ntis, e o a pertence ao tema.

Já a palavra anti é um prefixo proveniente do grego, que denota oposição, como em antídoto, antipatia, antiabortivo, antiacadêmico, antineurótico, antiofídico, anti-higiênico, anti-inflacionário, antiaéreo, antirracismo, anti-histórico, e tantos e tantos outros. Daí a cultura ignorante e belicosa da antiguidade haver inserido na Bíblia, escrita em grego, esse prefixo em relação ao nosso Antecristo, traduzido como se ele fosse o Anticristo. Então foi apenas um passo para que todos os compêndios inserissem em seus textos essa figura inexistente tida como sendo odiosa, e, por conseguinte, o vissem como sendo a Besta, o Destruidor, aquele que iria combater ao próprio Cristo no final dos tempos, quando, na realidade, ele é o seu sucessor, portanto, o que segue bem de perto a sua luz. Quanta ignorância, meu Deus!

Mas nos escritos de Nostradamus assim não está posto, visto que o francês é uma língua latina, então ele se utiliza corretamente da palavra ante, que é latina, e assim se refere adequadamente ao que antecede ao Cristo como realmente sendo o Antecristo. É certo que em seus escritos está contido que poderão vir muitos sofrimentos. Mas acontece que estes são necessários à vida, por ser uma das três formas de se evoluir, além do estudo e do raciocínio. No entanto, Luiz de Mattos também afirmou que “Os fortes vencerão, e os fracos sucumbirão”, uma vez que os tempos são chegados, sendo decretada de vez a derrocada de todas as ilusões provenientes da matéria e de todos os devaneios provenientes do sobrenatural, os quais povoam fortemente a imaginação humana, ainda muito infantil.

Se como Lange diz que ele virá como um estrangeiro vindo de outro mundo, exigindo o impossível da nossa humanidade, é porque o esclarecimento e a espiritualização se fazem necessários, na época atual, pois temos que ingressar de vez em uma nova Grande Era, A Era da Razão, uma vez que temos que seguir o ritmo da evolução universal, que engloba todas as humanidades, assim como também a todos os seres infra-humanos, por isso temos que fazer evoluir também a este nosso mundo-escola, transformando-o em outro mais evoluído. Daí a razão, repetimos, dos tempos serem chegados.

Portanto, não procede a volta de Jesus, o Cristo, e nem a ilusão daqueles seres humanos que já se consideram cristãos, sem o serem. Todos poderão constatar que para serem primeiramente antecristãos ainda terão que progredir muito em suas vidas, tendo que evoluir, consideravelmente, para que possam alcançar a esta condição, em sua plenitude, uma vez que o Antecristo se encontra apenas a dois mil anos para alcançar a condição do Cristo, enquanto que a sua humanidade se encontra a quatro mil anos para alcançar plenamente a condição de antecristãos, concretizando os seus ideais fixados na Terra, estando, pois, preparada para se tornar cristã, quando do seu retorno da outra humanidade.

Todos poderão comprovar diretamente em suas almas que aquele que a humanidade esperava fazê-la sofrer, profundamente, como sendo o Anticristo, que na realidade é o Antecristo, como já bem explanado, é apenas um saperólogo, cuja natureza representa a mais elevada ética de todos os tempos, por isso ele busca através da inteligência e da sabedoria o relacionamento espiritual amigável e cordial com todos os seres humanos, tentando até compartilhar dos seus erros, pela extrema solidariedade fraternal que tem para com os seus verdadeiros irmãos. Por isso, ele busca através das admoestações, dos conselhos, do apontamento das suas faltas e crimes, a solução para o mal que a ignorância faz surgir neste nosso mundo-escola ainda muito atrasado, na esperança de que façam eco na compreensão de todos, pois a amizade e o amor espirituais por todos os seres humanos já se encontram sendo produzidos abundantemente pelo seu espírito, daí a razão dele procurar evitar ao máximo provocar as dores em seus semelhantes. Em função disso, ele não detêm as qualidades exigidas para estabelecer os seus próprios ideais, que ele mesmo fixou no ambiente terreno.

Já o mesmo não se dá com Luiz de Mattos, que é o Espírito Santo, cuja natureza representa a mais elevada moral de todos os tempos, por isso ele busca seguir aquilo que foi idealizado pela sabedoria, desde que esta tenha a verdade como sendo a sua fonte pura e fidedigna, pois sabe que é a sabedoria quem deve indicar os rumos da evolução humana. Em razão disso, ele busca seguir fielmente a lei da afinidade e o princípio da atração, que determinam que os afins se atraem e os contrários se repelem. Assim, tendo por base o preceito maior, que é o preceito da evolução, ele vai agir rigorosamente dentro dos critérios fixados para estabelecer os ideais do Antecristo no seio da nossa humanidade. Então vai ignorar completamente as dores que serão provocadas naqueles que não adquirirem a boa vontade e não procurarem a regeneração das suas vidas, os denominados retrógrados, que procurarão continuar a semear o mal neste mundo, cometendo os crimes que já saturaram por completo a paciência daqueles de boa vontade, impedindo que eles prossigam nas suas jornadas evolutivas. Ele não terá contemplações, não se utilizará de meios termos para agir em prol da felicidade geral neste mundo, terá pulso firme, lançará mão de toda a sua autoridade como chefe da nossa humanidade, terá carta branca para agir em todos os sentidos e em todos os setores deste mundo Terra, pois que tudo isto será em obediência a um plano sabiamente formulado em plano astral, para que assim, e somente assim, todos possam reunir as condições necessárias para serem cristãos no futuro, tendo assim o seu próprio Cristo em seu meio, quando então poderão comprovar na prática como se produz o amor e como se evolui através dele, que se situa acima do bem e do mal, rumo à perfeição. Por isso, ele detém as qualidades exigidas para estabelecer os ideais do Antecristo fixados no ambiente terreno.

Fiquem, pois, todos cientes então de que Jesus, o Cristo, jamais voltará para a nossa humanidade, pois que já retornou para a sua própria humanidade, estando lá agindo em seu meio no sentido de conduzi-la rumo à perfeição, para o seio do nosso Criador, diretamente para a Inteligência Universal, para Deus, onde lá essa humanidade já tem em seu seio finalmente o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Enquanto isso, a nossa humanidade poderá contar apenas com o Espírito Santo, pelo menos por enquanto, mas logicamente que acompanhado dos espíritos de luz que formam a plêiade do Astral Superior. No entanto, após quatro mil anos, com o retorno do seu Antecristo da outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, já na condição do seu Cristo, após haver dado continuidade ao instituto do Cristo nessa corrente que se entende por todas as humanidades, poderá, enfim, vê-lo agindo em seu meio, no sentido de também conduzi-la rumo à perfeição, para o seio do nosso Criador, diretamente para a Inteligência Universal, para Deus, quando então a nossa humanidade do mesmo modo terá o Pai, o Filho e o Espírito Santo, para a nossa glória eterna.

 

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