06- OS PRINCIPAIS FUNDAMENTOS DO SISTEMA

Prolegômenos
1 de junho de 2018 Pamam

O sistema pode ser considerado como sendo um conjunto de experiências físicas acerca da sabedoria, que tem como fonte um conjunto de conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que forma um corpo de doutrina, cujo resultado é o alcance pleno da razão, em que através desta se pode determinar a finalidade universal para a existência eterna de todos os seres, inclusive dos seres humanos.

O sistema pode também ser considerado como sendo um conjunto de experiências físicas acerca de uma ciência, correspondente a um conjunto de conhecimentos metafísicos acerca de uma religião, que forma um corpo de doutrina, em que se pode determinar a finalidade para cada uma das parcelas do Saber.

E o sistema pode ainda ser considerado como sendo a reunião coordenada e lógica de um campo de experiências físicas e de princípios, de modo que se relacionem e correspondam com um campo de conhecimentos metafísicos e de leis, abrangendo a um determinado assunto.

Assim, o sistema e a doutrina representam as partes de um todo, cujas partes devem se encontrar coordenadas entre si, para que assim funcionem como uma estrutura completa e organizada, em que se pode determinar uma finalidade posta pela razão no âmbito da realidade da existência eterna e universal. Ou, então, de um modo geral, a coordenação de elementos naturais de naturezas distintas que se correspondem e que constituem a união de dois conjuntos intimamente relacionados, em que se pode determinar uma finalidade.

Como todo sistema tem que ser, necessária e obrigatoriamente, coordenado com uma doutrina, pois que todas as experiências físicas têm que ser relacionadas com os conhecimentos metafísicos correspondentes, assim como os efeitos têm que ser relacionados com as suas causas, a interconexão entre o sistema e a doutrina forma um todo completo e organizado. É por isso que em grego o termo sistema assume o significado de combinar, de ajustar, de formar com algo um único conjunto de interligação com outros elementos para a formação de um todo que seja harmônico.

A Veritologia transmite os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, através de uma doutrina. A Saperologia transmite as experiências físicas acerca da sabedoria, através de um sistema. Assim, tal como a Veritologia é a fonte da Saperologia, a doutrina é a fonte do sistema. A Veritologia e a Saperologia se encontravam antes mescladas, uma com a outra, sob a denominação imprópria de Filosofia, mas agora se encontram segregadas uma da outra, e não somente segregadas uma da outra, mas também unidas, irmanadas, congregadas, entre si, para que assim seja finalmente alcançada a razão, que coordena a ambas por intermédio do seu tratado, que é a Ratiologia.

O Racionalismo Cristão, assim, a partir de agora, deixa de ser apenas a doutrina da verdade, ao incorporar o sistema da sabedoria em seu teor, com ambos sendo coordenados pela razão. Ele então consegue identificar e organizar a Deus perante toda a nossa humanidade. É apenas por intermédio da identificação e da organização de Deus que os seres humanos poderão alcançar o Saber, por excelência, desvendando os segredos da vida e os enigmas do Universo, elucidando a natureza das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, por conseguinte, explanando a verdadeira natureza do Cristo, que é um instituto universal, explicando racional e logicamente de onde veio Jesus, o que aqui veio fazer em nosso meio e para onde retornou, após cumprir com os seus encargos espirituais em nossa humanidade.

As religiões — as autênticas, as verdadeiras, as genuínas, que agora estão sendo arrancadas das garras aduncas da classe sacerdotal, cuja classe, ora em diante, deve se ocupar apenas dos seus credos e das suas seitas sobrenaturais, até que se extingam completamente de vez — devem transmitir os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, através de uma doutrina, com base no Racionalismo Cristão. As ciências devem transmitir as experiências físicas acerca da sabedoria correspondentes, através de um sistema, também com base no Racionalismo Cristão. Assim, tal como as religiões são as fontes das ciências, as doutrinas são as fontes dos sistemas. Realiza-se, portanto, a partir de agora, o tão sonhado casamento entre a religião e a ciência, o que implica em dizer que as religiões e as ciências devem se encontrar unidas, irmanadas, congregadas, para que assim as duas possam finalmente aprofundar os seus assuntos especializados das parcelas do Saber, com base na razão, que coordena a ambas, por intermédio das religiociências.

O Racionalismo Cristão, portanto, fornece para as religiões e para as ciências as diretrizes fundamentais das parcelas do Saber. Com as parcelas do Saber sendo aprofundadas pelas religiões e pelas ciências, um novo edifício social poderá ser arquitetado e construído para a nossa humanidade, agora sobre bases sólidas, perenes, indestrutíveis, que perpetuarão a paz, a ordem e o progresso para os seres humanos, que se afastarão cada vez mais das suas imperfeições, das suas ignorâncias, onde se encontra o mal, em marcha ascendente para a perfeição, para o esclarecimento, praticando o bem, seguindo o caminho glorioso da evolução espiritual, rumo ao Criador, em retorno para Deus, em demanda da Inteligência Universal.

A doutrina representa os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são as causas, enquanto que o sistema representa as experiências físicas acerca da sabedoria, que são os efeitos, então deve ser a coordenação entre ambos que irá definir uma finalidade universal a ser alcançada pela nossa humanidade. Tendo a doutrina como sendo a parte metafísica de um todo, o sistema deve ser a parte física desse todo, por isso ele deve estabelecer os componentes desse todo, o conjunto dos organismos funcionais, que são as entidades, as partes ou os elementos constitutivos desse todo, e definir as relações entre eles, os seus papéis a serem desempenhados neste mundo-escola em que ora vivemos. Os seres humanos, como são detentores do livre arbítrio e possuem os atributos e os órgãos mentais espirituais necessários para perscrutarem o Universo, devem navegar no oceano de sabedoria por eles mesmos criado, que deve ter a verdade como sendo a sua legítima fonte, com ambas devendo ser coordenadas pela razão. É a relação que existe entre o absoluto e o relativo.

Estando estabelecidos os principais componentes ou elementos do todo e estando definidas as relações entre eles, com os seus papéis a serem desempenhados, e com os esforços coordenados na realização das suas funções estando tudo bem definido, esses componentes ou elementos ensejam as associações simultâneas de vários fatores que contribuem para as ações coordenadas em comum, que podemos denominar simplesmente de sinergia, determinando que as influências benéficas em um dos componentes influenciem a todos os outros, transformando o ambiente sempre para melhor, em pleno acordo com a finalidade estabelecida. Assim, a sinergia de um sistema determina a possibilidade do todo cumprir com os seus objetivos com eficiência, alcançando plenamente a sua finalidade.

O Racionalismo Cristão foi fundado inicialmente como doutrina, e agora está sendo completado com o seu sistema e a sua finalidade para a existência eterna e universal. Tudo isso no âmbito da Veritologia, da Saperologia e da Ratiologia, fazendo vir à luz o Saber, por excelência. Como salutar consequência dessa sua complementação, faz emergir livre do devaneio sobrenatural as religiões, assim como faz emergir livre da ilusão da matéria as ciências, promovendo assim o casamento entre ambas no contexto da realidade, que deverá ser eterno, em que os sistemas científicos se unem, irmanam-se, congregam-se, às doutrinas religiosas, formando um todo harmônico, relacionando os efeitos às suas correspondentes causas, fazendo vir à luz a religiociência. E assim, dada uma doutrina religiosa, a sinergia de um sistema científico determina a possibilidade do todo religiocientífico cumprir com os seus objetivos com eficiência, alcançando a sua finalidade específica correspondente a cada parcela do Saber.

Por outro lado, as doutrinas relativas aos credos e as suas seitas, por serem sobrenaturais, não são passíveis de serem unidas a um sistema, pela total impossibilidade de se promover uma coordenação entre ambos por parte da razão, o que implica na total ausência de sinergia e no mau funcionamento de um pseudosistema, notadamente porque todos os credos e seitas se digladiam furiosamente entre si por arrebanhar cada vez mais prosélitos para as suas hostes, em que o uso da mentira é o recurso mais comum utilizado pelos seus sacerdotes, que são os maiores semeadores da ignorância neste mundo de meu Deus, já que a finalidade de cada um deles se resume apenas em angariar riquezas e conquistar o poder, o que sempre ocasionou as suas falhas completas, estando, pois, decretada para essas áreas sobrenaturais a pane, a falência, a queda dos seus pseudossistemas, portanto, a extinção das suas doutrinas. E isso se aplica a tudo o mais que se relacione com o sobrenatural, com o que não existe.

Tudo o que existe no Universo é genuinamente natural, sendo por intermédio da natureza que devemos saber das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, onde podemos observar as imperfeições dos seres humanos, que se revelam de todas as maneiras possíveis, através da imaginação, então é através das imperfeições dos seres humanos que todo o mal se revela neste mundo, em face das suas ignorâncias, e não por ação e interveniência de alguma entidade sobrenatural, como o Satanás e os seus demônios, uma vez que o sobrenatural não existe. Desta maneira, caso realmente existissem o Satanás e os seus demônios, estes poderiam estar representados, e muito bem representados, por Jeová, o deus bíblico, como sendo o próprio Satanás, e os seus anjos do mal, como sendo os demônios, e pelas figuras dos sacerdotes que se dizem os seus ministros, os quais representam a classe que mais malefícios trouxe à nossa humanidade, por praticarem sempre o mal, semeando a ignorância e praticando a mentira em qualquer lugar em que se encontrem, sendo, pois, os mais ignorantes e os mais astutos mentirosos entre todos os seres humanos. Mas a verdade já procedeu com as devidas esporadas em suas gordas ancas carnudas, que são bem alimentadas com os recursos advindos dos seus estelionatos, e agora a razão vem se fazer valer em todas as linhas para decretar de vez a extinção dessa classe peçonhenta, que é a mais ardilosa de todos os tempos, além de salteadora da bolsa do povo.

Por outro lado, tudo aquilo que se relaciona diretamente com a ilusão da matéria, como é o caso de toda e qualquer ciência, portanto, que se relaciona diretamente com as coisas, os fatos e os fenômenos próprios deste mundo, mas observados e pesquisados sob a influência dos conhecimentos que formam o ambiente terreno, sem que os ditos cientistas consigam transcender a este ambiente em busca dos conhecimentos reais e verdadeiros, deverão ter os seus conhecimentos todos transformados, para que assim possa imperar a realidade universal, com base na verdade, na sabedoria e na razão, em que tudo acerca da vida fora da matéria é desvendado, para que assim todos os seres humanos possam se espiritualizar, possibilitando a modificação completa do ambiente terreno, da sua atmosfera, que é a sua aura, em função da produção de sentimentos superiores e de pensamentos positivos por parte dos seres humanos.

Posso concluir, então, que somente o Racionalismo Cristão é o detentor dos tratados da verdade, da sabedoria e da razão, já que esses respectivos tratados, que são a Veritologia, a Saperologia e a Ratiologia, encontram-se agora plenamente explanados por seu intermédio, já que são os únicos tratados capazes de desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, esclarecendo aos seres humanos acerca da vida fora da matéria e os espiritualizando, fazendo brotar de todos a produção da amizade espiritual, único meio de se estabelecer neste mundo a solidariedade fraternal, acabando com as guerras, com os conflitos, com os desentendimentos, com as desavenças, com o egoísmo, com a cobiça, com a inveja, com o preconceito, com os interesses puramente pessoais, e, por conseguinte, com os principais atributos individuais inferiores e os principais atributos relacionais negativos apresentados pelos seres humanos, os quais originam todos os tipos de crimes, pelo fato de comandarem as ações humanas. O Racionalismo Cristão irá ainda extinguir com todas as doenças deste mundo por que padecem os seres humanos e os outros animais infra-humanos, inclusive os vegetais, pois que todas as doenças são causadas pelos espíritos que se encontram quedados no astral inferior, cujos espíritos deveriam ter retornado para os seus Mundos de Luz logo após a desencarnação, como demonstrarei plenamente por intermédio das parcelas do Saber denominadas de Química e de Biologia, assim como também com imagens que mostram claramente essas suas atuações, já que todos os seres humanos ainda vivem na fase da imaginação.

E não somente isso, mas também fazendo estabilizar o ambiente terreno para a convivência pacífica entre todos os viventes, procedendo ao equilíbrio ótimo do meio interno do organismo deste mundo, a famosa homeostase, cujo termo foi criado pelo fisiologista Walter Cannon, promovendo a paz e a prosperidade entre todos os viventes, que assim poderão se autorregular, permitindo manter o estado de harmonia entre todas as nações, mesmo com o surgimento de qualquer variável considerada como sendo provocadora de oscilações e desvios, pelo fato dela ser irrelevante, uma vez que o principal problema imposto ao homem se encontra agora plenamente resolvido por seu intermédio, quero dizer, por intermédio do Racionalismo Cristão, o instituto do Cristo, portanto, o instituto redentor da nossa humanidade.

Apenas para efeito de um breve registro preliminar nas mentes dos seres humanos, já que a explanação detalhada sobre o assunto será realizada na obra explanatória relativa ao Sistema, que se encontra no site pamam.com.br, devo afirmar que assim como as doutrinas são metafísicas, uma vez que são decorrentes da propriedade da Força, os sistemas são físicos, uma vez que são decorrentes da propriedade da Energia. Na obra explanatória relativa ao Sistema, de maneira mais aprofundada, como já visto nesta mesma obra, de maneira menos aprofundada, todos poderão constatar plenamente que a propriedade da Força contém o espaço, onde se encontram os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, assim como também o magnetismo, e a propriedade da Energia contém o tempo, onde se encontram as experiências físicas acerca da sabedoria, assim como também a eletricidade, em que ambas estando combinadas dão como resultado o eletromagnetismo. Então as propriedades da Força e da Energia, em suas inúmeras e inúmeras combinações, formam as estrelas, que contêm o espaço e o tempo, fornecendo todas as coordenadas universais, em que a luz astral que nos é peculiar penetra em cada uma dessas coordenadas universais.

Tomando como exemplo o nosso sistema solar, com os seus planetas orbitando ao redor de uma estrela denominada de Sol, podemos constatar que ele se desloca em velocidade pelo espaço, onde se encontram os conhecimentos metafísicos, inclusive os que se referem a ele, os quais formam uma doutrina, quando captados e transmitidos para outros seres com a inserção de experiências físicas. Podemos constatar também que ele se desloca em velocidade pelo tempo, onde se encontram as experiências físicas, inclusive as que se referem a ele, as quais formam um sistema, quando criadas e transmitidas para outros seres tendo como fontes os conhecimentos metafísicos. Essa doutrina deve conter a verdade, e esse sistema deve conter a sabedoria, que coordenados nos dão a razão. Como os nossos olhos da cara veem apenas a parte física, todos enxergam apenas o sistema, que traduz os efeitos, e como os nossos olhos da cara não conseguem ver a parte metafísica, ninguém enxerga a doutrina, que traduz as causas, ignorando assim que o Universo é metafísico e físico ao mesmo tempo. Então todos denominam o que veem de sistema solar, já que não podem denominar o que não veem de doutrina solar, embora tanto um como o outro existam, já que ambos coordenados determinam a razão da existência dos sistemas solares.

Todos os estudiosos, sem qualquer exceção, sejam eles veritólogos ou saperólogos, religiosos ou cientistas, com todos se encontrando ainda mesclados, imaginam que o nosso sistema solar seja composto de matéria, mais propriamente de plasma, no que estão redondamente enganados, uma vez que a matéria não passa de uma tremenda ilusão. Quando eu adentrar na obra relativa ao Sistema, em sua parte que trata da ilusão da matéria e do devaneio do sobrenatural, todos poderão constatar que a matéria realmente não passa de uma ilusão, de uma forte ilusão, tremendamente poderosa, e como eu também abordarei o nosso sistema solar, em que dele vem a formação do planeta Terra, desde o seu início, com a vinda dos seres do Ser Total quando na formação de uma nebulosa, e depois, tanto na formação da sua parte inorgânica como na formação da sua parte orgânica, então a Cosmogonia, a Astronomia, a Astrofísica, a Química, a Física, a Biologia e todas as demais parcelas do Saber, que ainda hoje são denominadas de ciências, deverão ser todas transformadas, pois que todas elas deverão ser esteadas sobre novas bases, sobre novos alicerces, com os religiosos e os cientistas, que são os grandes responsáveis pelos seus desenvolvimentos em suas respectivas áreas, sendo informados e esclarecidos da origem de tudo quanto existe no Universo, portanto, na natureza, para que assim parem de direcionar as suas investigações e pesquisas para o âmbito da ilusão da matéria, por conseguinte, restringindo todos os conhecimentos metafísicos e todas as experiências físicas ao âmbito das suas imaginações, e as redirecionem para a realidade da vida, ao âmbito da razão, segundo os ditames da natureza, tal como ela se nos apresenta à nossa inteligência através da nossa luz astral, e não através dos olhos da cara, que sendo formados pelos elementos deste mundo e por elementos que se encontram temporariamente neste mundo, na composição do nosso corpo carnal, somente podem enxergar as coisas, os fatos e fenômenos dos modos que lhes são afins, que diretamente lhes dizem respeito, e não em conformidade com a realidade da vida, que somente a luz astral, que é a nossa luz espiritual, consegue verdadeiramente enxergar, pelo fato dela penetrar todo o Universo, pelo menos na parte que nos cabe, em conformidade com o nosso estágio evolutivo.

A própria parcela do Saber denominada de Matemática tem os seus estudiosos se arvorando de poderem explicar tudo com base nos números. Mas primeiro eles têm que extinguir com essa mescla que existe entre eles, com os religiosos se ocupando dos conhecimentos metafísicos acerca da Matemática, que muitos denominam de Matemática Pura, e os cientistas se ocupando das experiências físicas correspondentes, que muitos denominam de Matemática Aplicada. Na Matemática Pura de há muito que já foram transmitidos os conhecimentos metafísicos elementares acerca da subtração e da adição, mas nem os religiosos e nem os cientistas que se ocupam dessa parcela do Saber sabem o porquê das suas existências, das suas origens, já que recorrem sempre à ilusão da matéria para as suas explicações, por isso eles misturam banana com abacaxi, ou alhos com bugalhos, como popularmente se diz, assim como também não sabem a função do zero, ao qual igualam as suas equações, nem para que existem os cálculos integral e diferencial, e nem mesmo a origem da geometria, embora consigam realizar as operações matemáticas mais complexas, apesar de ignorantes das suas naturezas, portanto, das suas origens. Quando na categoria A CRISTOLOGIA, ao explanar o ensinamento de Jesus, o Cristo, que diz: “Não queiras para os outros aquilo que não queres para ti”; os matemáticos também deverão mudar as suas concepções acerca da Matemática, já que serão informados das naturezas e das origens de tudo isso, pois que somente a Espiritologia pode explicar de modo racionalmente lógico a tudo isso.

E como tudo que ainda hoje é denominado equivocadamente de ciência está errado, pois que esteado na ilusão da matéria, então todas elas deverão mudar, sejam as denominadas de Ciências Positivas ou as denominadas de Ciências Sociais, pois que todas deverão estar esteadas sobre novas bases, alicerçadas na realidade, uma vez que a verdade já demoliu com tudo, principalmente através de Luiz de Mattos, e agora a sabedoria tem que proceder a reconstrução de tudo, sobre novas bases, através deste saperólogo, ou ratiólogo, como se queira.

E isto se explica em função da doutrina poder agora exercer o seu verdadeiro papel no contexto da realidade universal, já que antes ela era relevada, com tudo girando ao redor do conceito de sistema, que os estudiosos julgam ser um dos mais simples de escrever, um dos mais abrangentes de se aplicar, mas como um dos mais difíceis de se compreender plenamente, já que eles o definem como sendo um conjunto de elementos inter-relacionados que interagem no desempenho de uma função, considerando esta definição, equivocadamente, tão abrangente que pode ser utilizada em uma grande variedade de contextos, quando, na realidade, para todos os conhecimentos metafísicos, tanto os veritológicos como os religiosos, e até mesmo os conhecimentos vulgares decorrentes das opiniões pessoais, menos os sobrenaturais, cujos conjuntos formam as diversas doutrinas, são passíveis de serem complementados com as suas correspondentes experiências físicas, que formam os seus sistemas, quando então as suas combinações complementares, devidamente coordenadas, formam um todo harmônico.

É justamente por isso que os estudiosos estão equivocados, pois quando eles afirmam que a definição de sistema é tão abrangente que pode ser utilizada em uma grande variedade de contextos, não atentam para a realidade ou ignoram o fato de que todo sistema tem a sua doutrina que lhe corresponde e que lhe serve de fonte. No entanto, a doutrina é metafísica, enquanto que o sistema é físico, o que implica em dizer que tudo aquilo que seja concreto é observado com mais facilidade pelos seres humanos, ao passo que tudo aquilo que seja abstrato é observado com mais dificuldade por eles, em virtude de viverem presos à ilusão da matéria, que consideram erroneamente como sendo apenas concreta, quando, na realidade, todas as coisas que existem possuem os dois lados, o metafísico e o físico, portanto, o abstrato e o concreto, que são os dois lados da formação do Universo, em que o espaço é metafísico e o tempo é físico.

Na afirmativa por parte dos estudiosos de que a definição de sistema é muito abrangente, em virtude de direcionarem os seus estudos para a ilusão da matéria, a tudo eles denominam de sistema, pelo fato de cada um deles possuir um conjunto de elementos inter-relacionados, que eles denominam de componentes, subsistemas ou subunidades, os quais podemos identificar em alguma função desempenhada pelo sistema, como se ele fosse um todo, quando não o é, pois que lhe falta a doutrina para completar esse todo. Assim, a tudo eles denominam de sistema, é sistema disso, sistema daquilo e sistema daquilo outro, dando-lhes finalidades pueris e ingênuas, conforme os exemplos abaixo:

  • Sistema econômico: manter os recursos da economia em circulação;
  • Sistema computacional: atender a uma determinada necessidade de processamento eletrônico de informações de usuários;
  • Sistema solar: manter os planetas girando ao redor do Sol;
  • Sistema digestivo: incorporar ao corpo do animal a energia e a matéria contidas nos alimentos;
  • Sistema da biosfera: manter a vida sobre a Terra;
  • Sistema de injeção eletrônica: regular a mistura ótima de combustível e ar para o funcionamento do motor;
  • Etc.

Conforme dito reiteradas vezes, em obediência ao método salutar da repetição, em busca da sua imensa força, como assim darei continuidade à explanação de A Filosofia da Administração, a doutrina representa os conhecimentos metafísicos, que são as causas, enquanto que o sistema representa as experiências físicas, que são os efeitos, então deve ser o sistema quem irá definir uma finalidade geral a ser atingida pela nossa humanidade. Tendo a doutrina como sendo a parte metafísica de um todo, o sistema deve ser a parte física desse todo, o qual deve ser harmônico, por isso ele deve estabelecer os seus componentes, o conjunto dos órgãos funcionais, que são as entidades, as partes ou os elementos constitutivos, e definir as relações entre eles, os seus papéis a serem desempenhados, para se alcançar a uma determinada finalidade.

Ignorando tudo isso, os estudiosos chegam mesmo a reconhecer os componentes do sistema, o conjunto dos seus órgãos funcionais, as entidades, as partes, que eles denominam, simplesmente, de elementos. É óbvio que a interação entre os elementos que formam um sistema é considerada por eles como sendo de muita importância, sendo até vital para que esses elementos possam ser considerados como sendo um sistema, uma vez que um conjunto de elementos sem interação entre eles de nenhuma maneira pode ser considerado como sendo um sistema. Assim, com o total desprezo pela doutrina que serviu de fonte para a formação do sistema, e sem uma noção mais acentuada acerca do que seja a finalidade a ser alcançada por esse todo, os estudiosos vêm afirmar que o sistema deverá estar dotado de metas para conseguir alcançar um objetivo, assim, pelo menos eles estão especificando algo a ser alcançado.

Ricardo Feltre, um estudioso da parcela do Saber denominada de Química, em sua obra intitulada de Química – Volume 1, Química Geral, a página 18, sendo um tanto comedido, vem se referir ao sistema da seguinte maneira:

É comum se chamar de SISTEMA a qualquer porção limitada de matéria que vai ser submetida ao nosso estudo. Assim, por exemplo, quando vamos estudar a cor, a resistência, etc., de uma barra de ferro, dizemos que a barra é o sistema em estudo. Todo o universo fora dessa barra passa, então, a ser chamado MEIO AMBIENTE, AMBIENTE EXTERIOR, ou, simplesmente, AMBIENTE. No exemplo da barra de ferro, o meio ambiente é o ar que a envolve. É importante que entre o sistema e o meio ambiente existam fronteiras de separação bem definidas”.

Desprezando aqui a esse estudo de uma porção limitada da matéria, pelo fato dela ser apenas uma ilusão, o raciocínio é exatamente o contrário do modo de raciocinar dos estudiosos, não se colocando fronteiras de separação que sejam bem definidas, em face da sua impraticabilidade, já que tudo no Universo se comunica, havendo em tudo uma interação entre as coisas, pois que todas elas se encontram sujeitas ao meio ambiente em que se encontram, inclusive os próprios seres humanos. Na realidade, o sistema é quem deve interagir diretamente com o meio ambiente, então é importante que entre o sistema e o meio ambiente sejam quebradas quaisquer fronteiras de separação, sendo estabelecidas as fronteiras de união, de modo harmônico, para que assim possa haver uma devida e real interação entre tudo. É, pois, partindo dos conhecimentos metafísicos acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, os quais formam uma doutrina, representando as causas, que se podem ser quebradas quaisquer fronteiras de separação com as experiências físicas acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, os quais formam um sistema, representando os efeitos. Assim como também as fronteiras que separam territorialmente as diversas nações devem ser consideradas como sendo pontos de união entre elas, para que assim elas possam interagir entre si, em que essa consciência trará paz e harmonia entre todas elas.

É por isso que os cientistas, sendo completamente ignorantes acerca dos conhecimentos metafísicos relativos às parcelas do Saber em que atuam e as quais se dedicam, portanto, completamente ignorantes das suas doutrinas, ocupando-se apenas com as hipóteses que levantam e as suas confirmações através de experiências físicas, para que assim venham a se tornar conhecimentos científicos, portanto, com os seus sistemas, danam-se assim a inventar os mais diversos objetos, que para a nossa felicidade a maioria é benéfica, enquanto que outros são maléficos, como são principalmente os armamentos bélicos, inclusive a bomba atômica e as armas químicas e biológicas, ao que todos denominam simplesmente de tecnologia, que se revelam para a nossa humanidade, mais precisamente para os que realmente raciocinam, como sendo os efeitos desprovidos das suas causas.

Ora, a palavra tecno é proveniente do grego tekhne, que significa arte, mas que na realidade representa uma técnica, que é justamente o lado físico de uma arte ou de uma parcela do Saber, que todos consideram como sendo o lado material, o conjunto das experiências físicas ou dos processos artísticos ou científicos, podendo-se dizer, em geral, do aproveitamento racional e prático dos recursos da natureza para a satisfação das necessidades humanas, em que se revela a experiência do homem para a manifestação do seu poder criador, em todos os sentidos, inclusive no sentido na imaginação.

No entanto, a tecnologia é mais conhecida pelo lado científico do que pelo lado artístico, mas deve ser considerada como sendo o conjunto das experiências físicas ou dos processos especiais relativos a uma determinada arte ou ciência, com esta às vezes se confundindo com os processos industriais ou com os seus produtos. A tecnologia não consegue explicar as causas correspondentes aos efeitos que proporciona, conformando-se com as explicações dos termos próprios relativos a esses seus efeitos, daí a razão pela qual ela utiliza uma linguagem especial das artes, das ciências e das indústrias. Ignorantes das causas das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, os seres humanos focam tudo nos efeitos, confusos como ainda se encontram, como podemos comprovar em Teófilo Braga, que desprezando a doutrina sociológica e denominando a sua obra simplesmente de Sistema de Sociologia, diz o seguinte:

É assim que a Política, comprovando as deduções da Sociologia, se fecundará pela prática de novos princípios abstratos descobertos por esta, da mesma forma que as artes tecnológicas comprovando as leis gerais da Física e da Química, alargam o seu campo de produção industrial”.

Enquanto a doutrina é de natureza metafísica, o sistema é de natureza física, então é óbvio que é ele quem interage diretamente com o ambiente, com o meio em que se encontra operando normalmente, por isso ele é dotado de entradas e de saídas. Por essa razão, o sistema toma as entradas de dados, de energia ou de materiais do ambiente — posso assim genericamente me expressar — e as processa, gerando assim uma ou mais saídas, que são outras informações, energia ou materiais.

Tomemos como exemplos alguns conjuntos de conhecimentos metafísicos que formam algumas doutrinas que deverão servir de fontes para alguns conjuntos de experiências físicas que formam os sistemas correspondentes, com estes gerando os elementos necessários que interagem para a fabricação de um veículo, de uma televisão, ou outro objeto qualquer, com eles sendo todos concretos. Mas mesmo assim, os estudiosos consideram que os sistemas tanto podem ser concretos como abstratos, o que é um grande equívoco por parte deles, comprovando que eles ignoram totalmente a existência das suas doutrinas correspondentes que lhes serviram de fontes, para tanto consideram que um programa de computador é também um sistema abstrato. Ora, para se elaborar um programa de computador é necessário que o programador antes tenha adquirido os conhecimentos metafísicos necessários para que possa programar, cujo conjunto formou uma doutrina, que por sua vez lhe serviu de fonte para a ação de programar, então o programa de computador é um sistema concreto, o qual irá interagir como o meio, que é justamente o programa e o computador.

É óbvio que um sistema pode conter outro sistema dentro de si, com este passando a se denominar de subsistema. Então um elemento de um sistema pode ser outro sistema. Assim, quanto mais complexo for o sistema, tanto mais sistemas em formas de elementos podem compô-lo, como sendo as suas partes, desde, é claro, que haja interação entre eles.

Em qualquer uma das profissões exercidas pelos seres humanos, nós vamos sempre encontrar uma doutrina e um sistema. Vejamos o caso da Administração de Empresas, em que nós temos primeiro que adquirir os principais conhecimentos metafísicos que irão servir de fonte para a arte de administrar, para somente depois podermos criar as experiências físicas correspondentes. Assim, tendo como fonte a doutrina, nós iremos identificar todos os elementos que irão compor o nosso sistema, no caso uma empresa, seja de que tipo for, industrial, comercial ou de serviços. Todos os elementos têm que ser identificados, tais como os prédios, as diversas instalações, as máquinas e os equipamentos, os móveis e os utensílios, a energia, e tudo o mais que seja necessário ao seu bom funcionamento. No entanto, isto apenas não basta, uma vez que o administrador de empresas precisa recorrer às fontes de riquezas que existem em estado natural, tais como florestas, reservas minerais, etc., daí a denominação de recursos naturais, ou então de matérias-primas ou de mercadorias, que são os recursos naturais transformados ou decorrentes de outras fontes de produção. E também precisa do principal, que são os recursos humanos, para que eles possam resolver os problemas e vencer os embaraços cotidianos.

Mas um dos mais importantes sistemas é o que podemos denominar de sistema político, que quando bem arquitetado, tendo como fonte uma doutrina política solidamente elaborada na realidade da vida, tendo por base a espiritualidade, reúne as condições adequadas para que seja elaborada uma doutrina de governo, que servindo de fonte para um sistema governamental, deverá modificar a estrutura de todas as nações, quando então os elementos que formam esse sistema governamental, em forma de instituições, entidades, órgãos, etc., poderão cumprir com os seus papéis para o alcance da grande finalidade a ser alcançada pela nossa humanidade, que é justamente o fato de todos os seres humanos reconhecerem que são espíritos, e não matéria, sendo todos provenientes dos seus Mundos de Luz que lhes são próprios, segundo o estágio evolutivo em que se encontram, e que aqui neste mundo-escola se encontram encarnados para que possam aprender, para que possam evoluir espiritualmente, não materialmente, quando então poderão comprovar que todos os seres têm a mesma origem, que é no Criador, portanto, a mesma finalidade, que é também no Criador, a quem podemos denominar de Deus, de Inteligência Universal, de o Todo, do qual somos partículas em evolução, o que implica em dizer que todas as criaturas possuem as mesmas substâncias do Criador, já que Dele vêm e para Ele retornam, levando consigo todos os acervos das suas imperfeições para entregá-los a Deus.

A prova mais concreta de que todo e qualquer sistema atual não tem como fonte uma doutrina, nós podemos encontrar mais comumente nos sistemas políticos, governamental e social. Para tanto, basta apenas observar o que o vulgo diz quando não consegue alcançar a uma finalidade qualquer, ou quando algo está errado no contexto em que vive, ocasião em que qualquer um logo exclama: “A culpa é do sistema político!”; “A culpa é do sistema de governo!”; “A culpa é do sistema social!”. E quando não querem ou não conseguem especificar as causas das frustrações ou das obstruções que vão encontrando em suas vidas, procuram generalizar a essas frustrações ou obstruções para tudo, exclamando simplesmente o seguinte: “A culpa é do sistema!”.

Então o que devemos fazer para que possamos corrigir a tudo isso?

O fato é que o passo mais importante para a correção do rumo da trajetória evolutiva da nossa humanidade já foi dado há uns poucos milênios atrás, por intermédio da elaboração de um plano para a nossa espiritualização, que terá a explanação dos seus principais aspectos na obra relativa à Finalidade, inserida no site pamam.com.br, e que tem o seu ornato através do Racionalismo Cristão, que se encontra dividido em três etapas principais, quais sejam:

  1. Fundação: que se deu por intermédio da encarnação de Luiz de Mattos, o seu emérito fundador, sendo considerado o maior de todos os veritólogos, ou o espírito da verdade, para que através dele pudesse transmitir os conhecimentos metafísicos acerca da verdade para todo o mundo, com a inserção de experiências físicas acerca da sabedoria, ao mesmo tempo demolindo com tudo o que a nossa humanidade havia construído até a sua época, que tinha por bases a ilusão da matéria ou o devaneio do sobrenatural, no que tenho que também destacar o grande veritólogo Dr. Pinheiro Guedes, que inspirou a Luiz de Mattos através da sua obra Ciência Espírita, e ainda a encarnação do seu leal e magnânimo companheiro Luiz Alves Thomaz, para que através dele fossem consolidadas as suas bases financeiras, por isso ele encarnou sem a obrigação de procriar, para que assim, liberto de herdeiros, pudesse legar toda a sua fortuna para a Grande Causa da nossa humanidade, demonstrando assim ser imensamente magnânimo;
  2. Consolidação: que se deu por intermédio da encarnação de Antônio Cottas, que não era propriamente um veritólogo, mas sim um espírito de elevadíssima moral, de um caráter extremamente íntegro, impoluto, e que era inflexível na defesa do instituto redentor da nossa humanidade, pelo que passou sessenta anos no desempenho dessa sua missão, para que nesse período encarnassem espíritos de luz evoluidíssimos, seguidores de Luiz de Mattos, em que destaco o grande veritólogo Luiz de Souza, para que pudessem transmitir ainda mais conhecimentos metafísicos acerca da verdade, com a inserção de experiências físicas acerca da sabedoria, para que assim fosse formado um conjunto, estabelecendo um corpo de doutrina, recebendo então até aí a denominação acertada de instituto da verdade;
  3. Explanação: que atualmente está se dando por intermédio da minha reencarnação neste mundo-escola, tendo sido eu o escolhido pelo elaborador do plano de espiritualização da nossa humanidade como o seu escoliasta expositor, em que nesta missão eu primeiro realizo as devidas experiências científicas voltadas para a baixa espiritualidade, depois demonstro experimentalmente o método seguido para me tornar um saperólogo, para que assim pudesse me tornar o verdadeiro certificador da alta espiritualidade e da verdade transmitida por Luiz de Mattos e os seus seguidores, e, em seguida, tornar-me um ratiólogo, para que nesta condição pudesse explanar a verdade através de experiências físicas acerca da sabedoria, unindo, irmanando, congregando, a ambas e alcançando finalmente a razão, estabelecendo um sistema correspondente à doutrina já estabelecida, reconstruindo sobre novas bases tudo o que Luiz de Mattos havia demolido com a dinamite da verdade, como ele mesmo assim se expressa, e estabelecendo uma finalidade.

No entanto, para que se possa corrigir a tudo isso que se encontra errado em nossa humanidade, não é suficiente que o Racionalismo Cristão tenha desvendado os segredos da vida e os enigmas do Universo, esclarecendo a todos os seres humanos acerca da vida fora da ilusão da matéria e do devaneio do sobrenatural, espiritualizando-os, pois que eles deverão levar algum tempo para que possam se refazer do tremendo impacto que deverão sofrer, que é justamente a retirada um tanto quanto brusca da irrealidade em que estão vivendo, na fase da imaginação, com a entrada da realidade em que deverão viver, na fase da concepção, onde se encontra a razão, já que boa parte ainda vive em função das ciências, que deverão ser completamente modificadas, para que possam ser unidas, irmanadas, congregadas, com as verdadeiras religiões, com ambas devendo ser esteadas sobre novas bases, e em que a grande maioria restante ainda vive em função do sobrenatural imposto pela classe sacerdotal, portanto, dos credos e das suas seitas, que deverão ser todos extintos por completo, por conseguinte, a medonha, a perigosa, a nociva, a perniciosa, a mentirosa e a estelionatária classe sacerdotal deverá ser extinta deste mundo Terra para sempre, em virtude da obrigatória regeneração de toda ela ser imposta pela espiritualidade.

Assim, estando atordoados e atônitos com o ingresso na realidade da vida neste mundo-escola, os seres humanos não poderão saber o que fazer das suas novas vidas, que rumo poderão dar a elas, embora sejam sabedores das suas origens como simples seres e das suas finalidades como espíritos, e sejam sabedores de onde vieram com a encarnação e para onde retornarão após a desencarnação, pois que mesmo assim ainda não terão as soluções para os problemas que se lhes serão apresentados, já que as respostas para as suas próprias indagações, as explicações para as suas dúvidas, estarão fora do ambiente terreno, tendo eles que transcender a este mundo para que possam respondê-las.

E transcender a este mundo os seres humanos ainda não são capazes, nem um deles, para que então possam resolver aos magnos problemas do mundo, sendo por isso que esta transcendência vem exigir a presença deste ratiólogo, uma vez que somente a minha luz astral consegue alcançar as regiões mais excelsas do Universo, jamais por outro integrante da nossa humanidade alcançadas, em função da condição evolutiva que consegui alcançar, que também me faz antever várias outras das minhas encarnações futuras, até que eu consiga alcançar a minha próxima condição evolutiva, que eu ainda consigo antever, mas que não posso revelar agora para o mundo, assim como de imediato, logo aqui no início desta obra, tendo tal revelação que ser efetivada no momento mais oportuno, após um certo preparo espiritual, em face do tremendo impacto que irá causar em toda a nossa humanidade, tanto em virtude dos preconceitos apresentados contra mim pelos meus próprios semelhantes, como da pouca racionalidade humana em relação ao seu contexto universal, cuja próxima condição evolutiva o meu espírito se esforça por essa meta de chegada, não em função de mim mesmo, quer dizer, não somente para o meu próprio bem, já que até não ligo muito para mim mesmo, dando-me até pouco valor, pois que procuro me colocar sempre em segundo plano, já que os mais necessitados devem ter a primazia para tudo, assim como podemos constatar nas emergências hospitalares, mas principalmente para o bem e a felicidade geral da nossa amada humanidade, ou mesmo da outra a que certamente vamos nos ligar, quando eu me encontrar integrado a ela no futuro.

Então eu terei que transcender a este mundo, transportando os meus sentimentos superiores e os meus pensamentos positivos a determinadas coordenadas do Universo, tanto em relação ao Espaço Superior como em relação ao Tempo Futuro, cujas coordenadas universais eu terei que coordenar com a luz astral advinda da minha consciência, para que assim possa fixar os meus ideais na face da Terra, os quais eu trouxe cá comigo do meu Mundo de Luz, mas que não conseguiria aqui fixá-los, caso fosse um prisioneiro do ambiente terreno, assim como são prisioneiros desse ambiente terreno todos os seres humanos, uma vez que são cativos dos seus próprios universos pessoais, vivendo em função da ilusão da matéria, ou então do devaneio do sobrenatural, quer dizer, fora da realidade da vida, no âmbito da imaginação, sem forças para se libertarem daquilo que criaram para o ambiente mundano em que vivem, portanto, daquilo que criaram para si mesmos, com a exceção dos racionalistas cristãos, que pelo menos vivem em função da verdade e de alguma pouca sabedoria.

Estando, pois, fixados os meus ideais na face Terra, eles poderão ser considerados como sendo um imenso sistema de sabedoria, que tem como fonte a sua correspondente doutrina da verdade, tendo como base, portanto, o Saber, por excelência, em que inspirado na parcela do Saber denominada de Direito poderei fazer surgir verdadeiramente a justiça neste mundo, modificando radicalmente a vida de todos os seres humanos neste planeta Terra, além, obviamente, de fazer surgir a nossa grande finalidade primeira, que é a produção da amizade espiritual entre todos os seres humanos, o único meio pelo qual nós poderemos alcançar a solidariedade fraternal em nossa humanidade.

Note-se que a doutrina é quem fornece e possibilita o desempenho do poder, através dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, e que o sistema é quem fornece e possibilita o desempenho da ação, através das experiências físicas acerca da sabedoria, para que assim tudo possa ser regido no âmbito da razão, em inteira conformidade com a realidade da vida. Assim, tanto nos tratados da Veritologia, da Saperologia e da Ratiologia, que se ocupam do Saber, por excelência; como também nas suas especializações, por intermédio das religiões, das ciências e das religiociências, que se ocupam das parcelas do Saber; e, ainda, nas profissões e em outros assuntos; existe a necessidade das elaborações de uma doutrina e de um sistema correspondente para que o poder e a ação possam caminhar de mãos dadas, para que assim possa haver uma inter-relação entre a potência e o ato.

É por isso que para alguns estudiosos o sistema é tratado como se fosse um deus, uma entidade soberana, tal como se fosse onisciente, de imenso poder, que mesmo estando incompleto revela toda a sua amplitude espiritual. Isto se explica pelo fato deles ignorarem que realmente em nossa evolução a finalidade do ser é atingir a onipotência, principalmente através dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que formam a doutrina total; a onipresença, principalmente através das experiências físicas acerca da sabedoria, que formam o sistema total; e a onisciência, principalmente através da coordenação da doutrina e do sistema totais. Mas como os seres humanos ignoram a parte metafísica do Universo, atendo-se apenas à sua parte física, que é o sistema, os estudiosos, além de tratá-lo como sendo uma entidade soberana, às vezes também o trata por um heterônimo: uma simples máquina; já que é o sistema quem interage com o meio para que assim possa reger a vida de toda a população mundial.

É por isso que o sistema se torna o alvo de toda investida que se julgue válida e reacionária, considerado como sendo o culpado de tudo, pelo fato de todos os seres humanos ignorarem as naturezas distintas da doutrina e do próprio sistema, com este conduzindo as suas vidas, atuando tal como se fosse realmente uma máquina, mas sem ter a doutrina lhe servindo de autêntica e legítima fonte. Em decorrência, ignorantes da condução das suas próprias vidas, os seres humanos obviamente se deparam com todos os tipos de erros, desentendimentos e conflitos que lhes vão surgindo no cotidiano das suas vidas, mas não sabem a quem culpar, uma vez que ignoram as suas próprias ignorâncias, que é a culpada de tudo, então culpam o sistema, que por sua vez é o fruto dessas suas ignorâncias, razão pela qual essa culpabilidade soa vaga e incerta, notadamente porque aqueles que o culpam sabem que serão vistos como se fossem pessoas cultas e detentoras de um maior grau de consciência, o que não procede.

Em razão disso, os seres humanos não se limitam apenas a culpar o sistema, pois comentar sobre ele se tornou algo comum e até rotineiro em algumas rodas de pessoas consideradas um pouco mais cultas, tornando-se assaz engraçado o fato dessas pessoas ignorarem completamente o objeto dos seus próprios comentários, mas os considerando como se estivessem revestidos de agudeza e cultura, até de erudição, ocasiões em que eles esperam inutilmente que os demais sejam cientes daquilo que dizem, sem ousarem contestar, com estes sempre balançando as suas cabeças em sinal de concordância com os comentários, como se também fossem agudos e cultos, até eruditos, pelo que se pode denominar a isso de um verdadeiro psitacismo, que é a construção e o emprego de frases vazias de sentido, tornando o palavreado inútil, que se assemelha à verborreia dos apresentadores de rádio e de televisão, os quais possuem grande fluência no falar e discutir, revelando em horas seguidas uma abundância de palavras semideias, em uma verdadeira demonstração de palanfrório, pelo que surpreendentemente recebem rios de dinheiro para esses seus rebotalhos.

Vejamos, pois, a própria natureza em si, que encerra em seu contexto todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, sendo a sua própria doutrina, os quais servem de fontes para as experiências físicas acerca da sabedoria, sendo o seu próprio sistema, que se nos apresenta tal como realmente ela é à nossa inteligência, não aos nossos olhos da cara, que são carnais, por isso formados praticamente com os mesmos elementos que também formam este mundo de meu Deus. Daí a procedência da seguinte expressão: o sistema da natureza.

Em corolário, eu posso afirmar que para toda e qualquer construção que venha a condizer com a realidade, tem que haver, obrigatória e necessariamente, uma doutrina, que é a sua parte metafísica e que lhe serve de fonte, e um sistema, que é a sua parte física e que representa a sua própria construção, com ambas formando um todo. Assim, toda e qualquer construção de um sistema deverá ser em inteira conformidade com a sua doutrina. Mas o grande problema da nossa humanidade é que não tínhamos uma doutrina com base na verdade que servisse de fonte para a construção de uma sistema com base na sabedoria, para que pudéssemos alcançar o Saber, por excelência, então todos os sistemas que construíamos era com base na mentira, que tinha como base a ilusão da matéria, através das ciências, já que as doutrinas tendo por base o devaneio do sobrenatural não são passíveis das construções de qualquer sistema, em virtude de todo e qualquer sistema ter que possuir em seus escopos, obrigatoriamente, uma finalidade, e não se pode admitir racionalmente a salvação ou a condenação eternas para os seres humanos, com a extinção daqueles considerados como sendo ímpios, pois que muito acima disso tudo temos que dar o devido crédito à regeneração dos que ainda se conservam no mal, que é o fator prioritário a ser alcançado pelos retrógrados, já que os ímpios são aqueles que não possuem a fé credulária, ou, então, que não temem e não adoram aos deuses credulários, tais como Jeová, o deus bíblico, Alá, e outros deuses mais.

Estando, porém, a doutrina da verdade contida no Racionalismo Cristão servindo de fonte para a construção de um sistema da sabedoria, formando agora um todo completo, determinando uma finalidade, alcançando assim a razão, portanto, o Saber, por excelência, ao desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, tendo já demolido com tudo que tinha por base a mentira, deverá ele agora, o Saber, por excelência, reconstruir tudo em novas bases, com as doutrinas das religiões servindo de fontes para as construções dos sistemas das ciências, agora estruturadas na realidade universal. E assim para tudo o mais.

Tomemos o exemplo da parcela do Saber denominada de Medicina, que estuda o corpo humano com a finalidade de evitar, atenuar ou curar as doenças. Ora, os seres humanos são cientes de que o nosso corpo humano é uma máquina, a mais perfeita máquina que existe neste mundo. Então essa máquina contém todos os conhecimentos metafísicos que formam uma doutrina, a qual serve de fonte para a construção do seu sistema, que é o próprio corpo humano em si. Nele, estão contidas várias outras doutrinas que servem de fontes para a construção de vários outros sistemas, por isso se diz dos sistemas respiratório, digestivo, reprodutivo, circulatório e outros, os quais integram o sistema geral. Daí a existência das especialidades médicas. No entanto, as doutrinas que servem de fontes para cada um desses subsistemas têm que ser estudadas à parte, a partir das funções dos átomos que as integram, até as funções de cada molécula, das organelas que constituem as células, das células, dos órgãos, dos aparelhos, em que eles formam um todo, que identifica a existência de um ser, assim como o corpo humano identifica a existência do espírito e da alma dos seres humanos.

Para uma melhor compreensão acerca do assunto, tomemos como exemplo uma simples molécula de água. Neste singular exemplo, temos a existência de quatro seres, que são os seguintes: 1) Um ser hidrogênio; 2) Outro ser hidrogênio; 3) Um ser oxigênio; 4) E o ser molecular denominado de água. Há aqui, pois, uma verdadeira interação entre esses seres.

Eu posso afirmar, então, que tudo aquilo que se encontra ao nosso redor faz parte integrante do sistema da natureza, que por sua vez tem como fonte a sua própria doutrina. Este mundo em que vivemos temporariamente, enquanto encarnados, é um sistema, que por sua vez tem a sua própria doutrina. Isto implica em dizer que nós devemos estabelecer uma doutrina que possa servir de fonte para que possamos construir um sistema que possa dirigir as nossas vidas neste mundo, quando então os nossos problemas poderão ser todos resolvidos, já que teremos uma finalidade a ser alcançada em nossas existências eternas e universais, tendo como espelho a própria realidade universal. E somente o Racionalismo Cristão pode ser capaz de nos fornecer os meios necessários para esse desiderato por que tanto lutamos, já que evoluímos através do estudo, do sofrimento e do raciocínio.

A doutrina e o sistema universais são de responsabilidade do Criador, da Inteligência Universal, de Deus, inclusive da formação deste mundo, o que implica em dizer da formação da natureza, que é o verdadeiro livro a ser lido e interpretado por todos nós. No entanto, além da Veritologia, da Saperologia, da Ratiologia, das religiões, das ciências e das religiociências, nós temos que identificar as doutrinas que servem de fontes para as formações dos demais sistemas que também regem as nossas vidas, como das nações, dos governos, das políticas, dos meios de comunicação, dos colégios, das universidades, das empresas, da família, da sociedade e de tudo o mais que servem de elementos para as suas construções. Não devemos esquecer, porém, que as doutrinas representam o poder, que são as causas; e os sistemas representam as ações, que são os efeitos. Um é a potência, e o outro é o ato. É somente assim que nós poderemos organizar racionalmente as nossas vidas no planeta Terra, identificando as causas de todos os efeitos que existem.

Os nossos sistemas atuais são precários, falhos e ineficientes? Sim. Então a culpa é das doutrinas que serviram de fontes para as suas construções, ou mesmo das suas totais ausências, pois que eles não podem estar esteados na ilusão da matéria e muito menos no devaneio do sobrenatural. A ciências conseguem acabar com o mal existente neste mundo? Não. A razão da negação se encontra na ilusão da matéria. Os credos e as suas seitas que existem há milhares de anos conseguiram acabar com o mal neste mundo? Não. A razão da negação se encontra no devaneio do sobrenatural.

E agora a pergunta final: o Racionalismo Cristão conseguirá acabar com todo o mal que existe neste mundo? Sim. Em virtude de ele conter os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que formam um corpo de doutrina, e pelo fato da sua doutrina estar servindo de fonte para as experiências físicas acerca da sabedoria, possibilitando a construção de um sistema com base na realidade universal, com a sua doutrina e o seu sistema estando devidamente coordenados pela razão, que assim estabelece uma finalidade universal para a nossa existência eterna. Assim, nós vamos encontrar no Racionalismo Cristão a doutrina e o sistema geral deste mundo, postos no âmbito universal, os quais possibilitarão a elaboração das demais doutrinas e dos seus sistemas correspondentes, com estes formando um todo particular através das parcelas do Saber, e aqueles formando o todo geral. E com a fixação dos meus ideais na face da Terra deverá ser determinado um rumo, uma direção, um Norte capaz de gerar uma diretriz de vida para todos os seres humanos, para que assim a sabedoria possa reconstruir tudo o que a verdade antes já demoliu.

O plano elaborado para o esclarecimento acerca da vida fora da matéria, com o desvendamento dos segredos da vida e dos enigmas do Universo, por conseguinte, com a espiritualização de toda a nossa humanidade, está agora se completando e se encerrando com a minha  explanação do Racionalismo Cristão. Após esta explanação, só me resta fixar os meus ideais na face da Terra para que eu possa resolver os problemas do mundo. Isto implica em dizer que um novo plano, agora elaborado por nós mesmos que formamos a plêiade do Astral Superior, deverá entrar em fase de execução neste mundo quando a nossa humanidade adentrar na próxima Grande Era em que estamos prestes a adentrar. É certo que muitos seres humanos que agora se encontram encarnados estão à espera desta explanação para que possam fixar as suas convicções neste movimento espiritualista, que é a Grande Causa da nossa humanidade, e agir no sentido da sua concretização.

Este novo sistema que está completando a doutrina do Racionalismo Cristão, juntamente com a sua finalidade, para que os seres humanos possam levar uma nova vida dentro do contexto da Espiritologia, conta com a devida colaboração de cada um, mais especificamente daqueles de boa vontade, que serão os escolhidos para a grande obra remodeladora de toda a nossa humanidade, uma vez que muitos serão chamados, mas poucos serão os escolhidos, posto que todos se encontram inseridos no plano geral. Daí a grande importância de todos se empenharem em cumprir com as suas obrigações, com os seus deveres e com as suas missões neste mundo, para os quais se comprometeram em seus Mundos de Luz antes de reencarnarem, quando mais lúcidos, quando mais clarividentes, quando mais conscientes dos papéis que aqui deveriam desempenhar no contexto da nossa humanidade. Estar fora da doutrina, do sistema e da finalidade postos pelo Racionalismo Cristão, situar-se à margem da espiritualidade, desempenhando um papel que não aquele a que se comprometeu antes de encarnar, é atuar como sendo um traidor da Grande Causa da nossa humanidade, é ser um mau cidadão, é debandar para as hostes dos criminosos, é se tornar o joio anunciado por Jesus, o Cristo.

O Racionalismo Cristão, a partir de agora, declara guerra de morte contra a ignorância, que até aos tempos atuais vinha assolando a vida de todos os seres humanos, que os mantinham presos à ilusão da matéria e ao devaneio do sobrenatural, ensejando a que vivessem na irrealidade da vida, trazendo-os agora para a realidade. Não devemos jamais nos esquecer das sábias palavras de Jesus, o Cristo, que afirmou que “o grande mal da nossa humanidade é a ignorância”, e que “somente a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância”.

 

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