06.25- Ser bom entre os bons é fácil, o difícil é ser bom entre os maus

A Cristologia
1 de novembro de 2018 Pamam

É sabido que nós vivemos em uma sociedade heterogênea, pois que neste mundo encarnam espíritos das mais diferentes categorias, onde os maus se misturam intensamente com os bons, para que assim possa haver uma aprendizado mais completo, com os maus tendo os exemplos dos bons, para que assim tenham a oportunidade para as suas regenerações, não cabendo a desculpa esfarrapada de que ignoravam o bem, e com os bons tendo os exemplos dos maus, para que assim não venham a incidir em seus erros. Em sendo assim, o mal campeia de entremeio com o bem por esse mundo afora de meu Deus, tendo que ser combatido tenazmente em todas as linhas, para que desta maneira venha a ser extinto do seio da nossa humanidade.

É sabido que o espírito que alcançou a condição do Antecristo da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, deslocou-se dessa sua humanidade para a nossa, a fim de elaborar um plano para a nossa espiritualização, agindo intensamente para a consecução desse seu plano espiritualizador, tendo que encarnar várias vezes neste nosso mundo-escola, quando em sua última encarnação alcançou a condição do Cristo, cujo instituto foi estabelecido por Deus, para a espiritualização de todas as humanidades e para levá-las em retorno para Ele.

Com o racionalismo do Cristo tendo sido estabelecido neste nosso mundo-escola, por intermédio de Luiz de Mattos, o espírito da verdade, o ajudador, o verdadeiro Espírito Santo, com a fundação do instituto do Racionalismo Cristão, em 1910, Jesus, o Cristo, retornou para a sua própria humanidade, deixando Luiz de Mattos como sendo o chefe da nossa humanidade.

Tendo sido fundado o Racionalismo Cristão, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade transmitidos por Luiz de Mattos, assim como pelos seus seguidores, sendo todos veritólogos, com a inserção de educadoras, passaram a formar um corpo de doutrina, estando assim ainda incompleto, pois que lhe faltavam agregar as experiências físicas acerca da sabedoria, para que assim pudesse ser formado um corpo de sistema, acrescentando-lhe o método e a finalidade, a fim de que a verdade pudesse se unir, irmanar-se, congregar-se, com a sabedoria, alcançando assim a razão, por conseguinte, o Saber, por excelência.

O Racionalismo Cristão é o embrião do instituto do Cristo, pois que o espírito responsável pela sua explanação pode ser considerado como sendo o espírito da sabedoria, já que lhe compete a árdua missão de compreender a sua doutrina da verdade e destacá-la do sistema da sabedoria, alcançando assim a razão, sendo também o espírito da razão. Nesse desvelo na execução da sua missão, ele faz sobressair os três tratados superiores: a Veritologia, a Saperologia e a Ratiologia; alcançando assim a condição do nosso Antecristo, cuja condição Jesus, o Cristo, havia alcançado anteriormente em sua própria humanidade.

A Veritologia dá como resultado as religiões. A Saperologia dá como resultado as ciências. E a Ratiologia dá como resultado as religiociências. Cabe, pois, ao nosso Antecristo arrancar as religiões das garras aduncas da classe sacerdotal, com esta classe nociva ficando com os seus credos e as suas seitas, acompanhada dos seus arrebanhados, em inteira conformidade com as crenças que lhes competem, e entregá-las nas mãos dos verdadeiros religiosos, para que assim as religiões assumam as suas posições de verdadeiras fontes das ciências, com os cientistas assumindo as suas verdadeiras posições, quando então aqueles mais esforçados podem se tornar os autênticos religiocientistas.

A árdua missão de explanar o Racionalismo Cristão coube a mim, em conformidade com o plano de espiritualização da nossa humanidade. A doutrina racionalista cristã é eminentemente espiritualista, que diz respeito à mais alta espiritualidade, ao que se denomina de Astral Superior, mas que alerta aos que dela tomam conhecimento para os perigos advindos da mais baixa espiritualidade, ao que se denomina de astral inferior.

As ciências da atualidade realizam as suas experiências tendo por base somente as suas hipóteses levantadas, que elas julgam serem verificáveis, pelo que consideram que tudo aquilo que diz respeito à espiritualidade não é verificável, portanto, impossibilitado de realizar experiências ao seu respeito, no que se encontram redondamente enganadas.

Luiz de Mattos é um dos dois expoentes da nossa humanidade, encontrando-se atualmente em sua chefia, sendo ele um espírito conhecedor, por natureza. Eu, Pamam, sou o outro expoente da nossa humanidade, encontrando-me atualmente explanando o Racionalismo Cristão, sendo eu um espírito experimentador, por natureza.

Justamente por isso, eu tive que encarnar como cientista, para que assim pudesse realizar as experiências científicas voltadas para o âmbito da espiritualidade, primeiramente no âmbito da baixa espiritualidade, a fim de que pudesse constatar in loco a existência dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, que me atormentavam desde a infância.

Para que eu pudesse realizar as experiências científicas voltadas para o âmbito da baixa espiritualidade, eu tive que deixar estrategicamente em minha alma alguns atributos individuais inferiores, os quais me foram apontados por Luiz de Mattos quando na minha encarnação passada como Ruy Barbosa, que eram a vaidade, a inveja, o ciúme e os desejos de vingança, conforme consta em sua obra Cartas ao Cardeal Arcoverde, as páginas 234 a 236, para que assim pudesse interagir diretamente com os espíritos obsessores quedados no astral inferior.

Há que se ressaltar aqui que Luiz de Mattos se encontrava com a sua moral já completa, enquanto que eu, pelo meu lado, já me encontrava com a minha ética completa. Ora, a ética é a arte do relacionamento. Assim, mesmo sendo obsedado pelo astral inferior, desde o período da infância, a minha ética sempre possibilitou a que eu me relacionasse a contento com os meus semelhantes, sem jamais desejar o mal a outrem, e sem jamais praticá-lo.

Como sendo o futuro explanador do Racionalismo Cristão, ainda quando na minha condição de cientista, por ocasião das minhas experiências científicas voltadas para o âmbito da baixa espiritualidade, eu teria que andar lado a lado com o mal, para que assim pudesse sentir em minha alma toda a pujança da sua força, mas sem jamais praticá-lo, uma vez que a minha ética, já estando completa, não permitia que eu viesse ofender aos meus semelhantes, praticando o mal em relação a eles.

Tendo o Racionalismo Cristão preparado o meu retorno a este mundo, torna-se óbvio que todas as minhas experiências científicas voltadas para o âmbito da baixa espiritualidade, em que eu tive que interagir com os espíritos obsessores quedados no astral inferior, andando lado a lado com o mal, mas sem jamais praticá-lo, foram devidamente previstas pela sua doutrina, como é prova o notável veritólogo Luiz de Souza, quando em sua obra intitulada de Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 108, assim se expressa:

Aqueles que trazem a incumbência de missões mais destacadas, estudaram-nas em seus mundos, antes de encarnar, para contornar os riscos a que iriam se expor na Terra, de modo que os que vêm errando, não foram apanhados de surpresa no torvelinho da vida, mas deixaram-se vencer pelas tentações, afogando-se, conscientemente, no mar das seduções”.

Após a realização das minhas experiências científicas no âmbito da baixa espiritualidade, eu teria que redirecioná-las para o âmbito da alta espiritualidade, para tanto eu teria que me deslocar da condição de cientista para a condição de filósofo, mais apropriadamente de saperólogo, que é o termo mais adequado, tendo já sopitado os atributos individuais inferiores que me foram apontados por Luiz de Mattos. Neste meu afã, eu precisei me utilizar do Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, elaborado por Descartes, que se encontra demonstrado no site pamam.com.br, nas categoria relativa a O Método.

Tendo me tornado um autêntico saperólogo, de fato e de direito, eu passei a meditar sobre as minhas experiências físicas acerca da sabedoria, podendo então constatar que todas elas diziam respeito à doutrina racionalista cristã, chegando então à conclusão de que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade eram as minhas autênticas e legítimas fontes, foi quando eu pude conceber que a verdade era distinta da sabedoria, e que somente com a união, a irmanação, a congregação, entre ambas, poder-se-ia enfim alcançar a razão.

Desta maneira, eu consegui extinguir a mescla que sempre existiu entre a verdade e a sabedoria, e as suas confusões com a razão, passando a conceber os seus respectivos tratados, com a Veritologia sendo o tratado da verdade, com a Saperologia sendo o tratado da sabedoria, e com a Ratiologia sendo o tratado da razão.

Mas como afirmei mais acima, eu sou um experimentador por natureza. Quando das minhas experiências físicas acerca da sabedoria, eu pude constatar que havia me transportado ao Tempo Futuro, e que Luiz de Mattos havia se elevado ao Espaço Superior. Do Tempo Futuro eu pude contemplar a Luiz de Mattos por inteiro. Então me restava realizar mais uma experiência, qual seja, elevar-me ao Espaço Superior para assim poder constatar experimentalmente a essa possibilidade por aquele que realmente detém a moral, pois que tendo sopitados os meus atributos individuais inferiores, eu tornei completa a minha moral, pois que a minha ética já se encontrava completa.

E isto era de fundamental importância para a minha missão neste nosso mundo-escola, pois eu teria que completar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade que haviam sido transmitidos por Luiz de Mattos e os seus seguidores, principalmente no que diz respeito à composição do Universo, que não é composto de Força e Matéria, como assim afirma o nosso veritólogo maior e os seus seguidores, mas sim das propriedades da Força, que contém o espaço e outros, e da Energia, que contém o tempo e outros, cujas combinações dão origens às estrelas, que fornecem as coordenadas universais.

Assim como os seres são partículas do Ser Total, criaturas do Criador, inteligências da Inteligência Universal, as estrelas são partículas das combinações das propriedades da Força e da Energia, formando assim o Universo e fornecendo as suas coordenadas, em que a propriedade da Luz penetra em todas as suas coordenadas. Por isso, nós devemos contemplar o Universo por intermédio da nossa luz astral, proveniente do nosso corpo de luz, e não com os olhos da cara, como fazem os cientistas da atualidade, sabendo-se que as coordenadas universais por que passamos se encontram representadas em nosso corpo fluídico.

Tendo conseguido realizar a essa experiência de me elevar ao Espaço Superior, como assim procedeu Luiz de Mattos e os seus seguidores, eu pude finalmente me posicionar nas coordenadas universais, em princípio as mais acessíveis, posteriormente as mais distantes, quando então eu pude seguir os rastros luminosos de Jesus, o Cristo.

Seguindo os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, eu consegui contemplar a sua própria humanidade, em que ele a espiritualizou e estabeleceu os seus ideais em seu meio, explanando o seu Racionalismo Cristão, na condição do seu Antecristo, a mesma posição em que me encontro atualmente na minha própria humanidade.

Sem jamais deixar de seguir de perto os seus rastros luminosos, eu pude então conceber que ele se deslocou da sua humanidade para a nossa, a fim de elaborar um plano para a nossa espiritualização, agindo intensamente na consecução desse seu plano espiritualizador, tendo que encarnar por diversas vezes neste nosso mundo-escola, quando então alcançou a condição do Cristo, estabelecendo a esse instituto no seio da nossa humanidade, por intermédio do seu racionalismo, que somente se fez valer em 1910, com a fundação do Racionalismo Cristão por intermédio de Luiz de Mattos.

Tendo alcançado a condição do Antecristo da minha própria humanidade, eu pude então conceber que cabia a mim realizar o mesmo papel realizado por Jesus, o Cristo, tanto em relação à minha própria humanidade, como em relação à outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, elaborando um plano para a sua espiritualização, ao me deslocar para ela, após haver cumprido com o meu dever para com a minha própria humanidade.

Para que se possa elaborar um plano espiritualizador de tal magnitude, torna-se absolutamente necessário que o espírito contenha em si um cabedal valioso de experiências, em todos os setores da vida, para que assim possa fazer valer a sua sabedoria sob todos os aspectos, tanto em relação ao mal, sem praticá-lo, com o objetivo de extingui-lo, como em relação ao bem, praticando-o e o incentivando no seio da coletividade. Confirmando a preparação do meu retorno a este mundo pela doutrina racionalista cristã, em relação às minhas experiências, Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 28, afirma o seguinte:

A iniciativa bem planejada conta com probabilidade de sucesso, mas se uma ou outra não atingir o resultado esperado, não deve ser motivo de desânimo, pois as experiências também têm o seu preço. A ARTE DE PLANEJAR DEPENDE DOS RECURSOS DA EXPERIÊNCIA (grifo e realce meus”.

Que o estimado leitor agora venha a adquirir a consciência plena da minha imensa responsabilidade espiritual, tanto em relação à minha própria humanidade, como em relação a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, estendendo-se por outras humanidades, pois que cabe a mim a continuidade do instituto do Cristo por todas as humanidades, por determinação expressa da Inteligência Universal, pois que Deus é o Instituidor.

Então eu não poderia me furtar em adquirir a todas as experiências que se fizessem necessárias, para que assim pudesse cumprir rigorosamente com o meu dever espiritual. Se a espiritualização e a felicidade de um único espírito é de suma importância, o que não se dizer da espiritualização e da felicidade de uma, de duas, de uma corrente de humanidades que se estende pelo Universo, em sua incomensurabilidade.

É certo que em razão de todas as minhas experiências científicas realizadas no âmbito da baixa espiritualidade, eu saí com a minha alma sangrando, por assim dizer, como força de expressão. Mas isso jamais poderia me impedir de cumprir com o meu dever de espírito honrado, pois como disse o nosso Aristóteles, o homem varonil suporta determinadas coisas porque é vil deixar de suportá-las, quando se pretende alcançar a uma grande finalidade. E eu suportei determinadas coisas e estou alcançando a uma grande finalidade.

Quando Jesus, o Cristo, afirmou que “Ser bom entre os bons é fácil, o difícil é ser bom entre os maus”, ele fez a essa afirmativa por experiência própria, quando na condição do Antecristo da sua própria humanidade, pois que lá ele passou por duras experiências de vida, tendo que também andar lado a lado com o mal, mas sem jamais praticá-lo, sendo sempre bom, para que assim pudesse sentir em sua alma toda a pujança advinda do mal, pois esta era a única maneira para que pudesse colher as experiências de vida, e então se deslocar da sua humanidade para a nossa, elaborando um plano fabuloso para a nossa espiritualização, perpetuando assim o instituto do Cristo, por intermédio da nossa humanidade, cujo plano se encontra agora coroado de pleno êxito, com esta minha explanação do Racionalismo Cristão.

No entanto, eu devo alertar a todos que deve se fazer valer sempre a lei da afinidade e o princípio da atração, com os bons se afastando da companhia dos maus, deixando que estes convivam entre si, sabendo-se que o mal por si se destrói, que se concretizará quando todos aqueles que se colocam ao lado do mal forem expulsos dos agrupamentos em que vivem, em que também se encontram aqueles que se colocam ao lado do bem, para que assim sejam formados os seus próprios agrupamentos, pois que os tempos são chegados. Afinal, não foi o próprio Jesus, o Cristo, quem afirmou que é chegado o tempo de separar o joio do trigo? Então que procurem o caminho mais fácil, sendo bons entre os bons.

Note-se que eu somente consegui ser bom entre os maus, porque a minha ética já se encontrava completa em meu ser, e que os atributos individuais inferiores que restavam em meu ser foram estratégicos, para que assim eu pudesse andar lado a lado com o mau, mas sem jamais praticá-lo, mas que depois, estando todos sopitados, eu consegui completar de vez a minha moral.

Para aqueles que são detentores da boa vontade, que possuem um médio intelecto, ou até menos, que anseiam por se espiritualizar, podem agora compreender o árduo caminho seguido por aqueles que se esforçam por alavancar a nossa humanidade do estado em que ela se encontra. É, meus amigos, Jesus, o Cristo, estava coberto de razão quando afirmou:

Ser bom entre os bons é fácil, o difícil é ser bom entre os maus”.

 

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