06.24- Paz na Terra aos homens de boa vontade

A Cristologia
31 de outubro de 2018 Pamam

Nós podemos compreender a boa vontade como sendo a disposição favorável para se evoluir espiritualmente, em que nessa disposição favorável o ser humano lança mão da sua força de vontade para se contrapor aos desejos materialísticos, para combater os gozos e os prazeres terrenos que não sejam recomendáveis, por não serem virtuosos, esforçando-se para cumprir com as suas obrigações e os seus deveres neste mundo, que são inerentes ao espírito, em busca de agregar cada vez mais parcelas das propriedades da Força e da Energia ao seu corpo fluídico, ao mesmo tempo em que procura agregar cada vez mais parcelas da propriedade da luz ao seu corpo de luz, aprimorando cada vez mais a sua alma.

Os espíritos que se encontram encarnados neste nosso mundo-escola pertencem às mais diversas categorias espirituais, e aqui se misturam uns com os outros, para que então possa ocorrer uma integração heterogênea, em que os menos evoluídos podem aprender com os mais evoluídos, seguindo os seus exemplos de conduta de vida, e os mais evoluídos possam apreender as lições de vida proporcionadas pelos menos evoluídos, observando os seus defeitos para não incidir nos seus mesmos erros.

Nesse composto de espíritos encarnados das mais diversas categorias, surgem naturalmente as divergências de opiniões, em que as opiniões mais sensatas nem sempre são as que preponderam no meio. Mas isso chega a ser até benéfico, pois que leva os seres humanos a refletirem melhor sobre as suas próprias opiniões e sobre as opiniões alheias, somente chegando a ter os seus malefícios quando se alcança a renitência, a obstinação infundada, a persistência no erro, a teimosia em fazer prevalecer as suas próprias opiniões, quando então ocorre a perfídia, a deslealdade ao bom senso, à lógica da racionalidade, fazendo sobressair as qualidades de quem engana, a aleivosia.

Isso tudo faz parte do contexto humano, é natural para toda a nossa humanidade, que ainda se encontra na fase da imaginação, raciocinando através das representações de imagens, em que cada um cria o seu próprio universo, manifestando a sua opinião em conformidade com as imagens que se encontram contidas nesse universo criado. Muitos seres humanos já aprenderam as lições decorrentes dessas divergências de opiniões, que eles julgam, equivocadamente, como se fossem ideias, quando então a sabedoria popular vem dizer que “As ideias podem até brigar, mas os homens não”.

Não se pode considerar as opiniões, que são oriundas das imagens daquilo que as coisas, os fatos e os fenômenos da natureza formam no corpo mental do ser humano, por intermédio do raciocínio, compondo a imaginação; com as ideias, que dizem respeito aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que servem de fontes para as experiências físicas acerca da sabedoria, quando então se alcança o Saber, por excelência, o qual proporciona o surgimento das verdadeiras ideias.

Mas acontece que a nossa humanidade não vive apenas de choques de opiniões, pois que existem seres humanos que ainda praticam todos os tipos de crimes, sendo plenamente cientes de que se encontram completamente errados, de que são combatidos pela sociedade, de que se encontram contra a legislação do seu país, de que são marginais, mas mesmo assim insistem em cometer aos mais diversos tipos de crimes, por haverem enegrecido as suas consciências.

Esses espíritos geralmente não têm uma educação esmerada por parte dos seus pais, e mesmo que os seus pais lhes tenham apontado o caminho da vida honrada, do trabalho, deixam-se levar pelas más companhias e ou pelo ambiente fluídico do meio em que vivem, estando sempre assediados pelos espíritos obsessores quedados no astral inferior, quando então os seus interesses se voltam para uma vida que eles consideram como sendo a mais fácil, passando a cometer os mais diversos tipos de crimes, cujos crimes prejudicam, sobremaneira, a vida daqueles que procuram levar uma vida honrada.

Em sendo assim, existem os seres humanos de boa vontade e os de má vontade. Contudo, há um limite para ações desses seres humanos de má vontade, quando a partir de um certo limite eles passam a interferir negativamente na vida dos seres humanos de boa vontade, impedindo assim as suas evoluções espirituais. Ora, o preceito da evolução se encontra acima de todas as leis espaciais, de todos os princípios temporais e dos demais preceitos universais, então ele tem que se fazer valer acima de tudo e de todos.

E o que fazer para que os seres humanos de má vontade impeçam a evolução espiritual dos seres humanos de boa vontade? A resposta é simples, e diz respeito a um dos aforismos de Jesus, o Cristo, quando ele afirmou que “É chegado o tempo de separar o joio do trigo”.

Neste caso, os seres humanos de má vontade irão formar os seus próprios agrupamentos humanos, sendo separados dos seres humanos de boa vontade, que irão formar os seus próprios agrupamentos humanos. Esta é a única maneira para que tenham paz na Terra os homens de boa vontade, cuja paz foi previamente anunciada por Jesus, o Cristo.

 

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