06.23- Perdoai Pai, eles não sabem o que fazem

A Cristologia
30 de outubro de 2018 Pamam

É sabido que o Cristo é uma instituição estabelecida por Deus, que obviamente é o seu Instituidor, e quando Jesus veio a este mundo, todos que o rodeavam eram cientes de que ele era o Cristo, o enviado de Deus. Esse dizer de Jesus, o Cristo, em que ele perdoava os seus algozes e a turba insuflada, assim como a ciência de que todos tinham de que ele era o Cristo consta nos próprios Evangelhos, em Lucas 23:32 a 35, da seguinte maneira:

Mas, dois outros homens, malfeitores, também estavam sendo levados para serem executados com ele. E quando chegaram ao lugar chamado Caveira, pregaram-no numa estaca, e assim também os malfeitores, um à sua direita e outro à sua esquerda. Mas Jesus estava dizendo: ‘Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que estão fazendo’. Outrossim, para distribuírem as roupas dele, lançaram sortes. E o povo parava, olhando. Mas os governantes escarneciam, dizendo: ‘A outros ele salvou; salve-se a si mesmo, se este é o Cristo de Deus, o Escolhido’”.

Não se pode jamais duvidar de que o Cristo é um instituto estabelecido por Deus, em que através desse instituto o espírito que alcançou a esse elevadíssimo estágio evolutivo recebe a Sua devida procuração para agir em seu nome. E quem é o procurador de Deus recebe também a sua autorização para substabelecer, pois que Deus enviou o espírito da verdade, o ajudador, através do espírito de Luiz de Mattos, que é o nosso verdadeiro Espírito Santo, justamente por intermédio de Jesus, o Cristo, conforme consta em João 14:25 e 26, assim:

Mas o ajudador, o espírito santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar todas as coisas que eu vos disse”.

Por aqui se pode constatar claramente que tudo aquilo que o nosso Redentor nos disse quando neste mundo se encontrava encarnado, passou ao largo da nossa percepção, pois que o seu racionalismo vindo dos páramos da espiritualidade, em que ele procurava estabelecer a verdade no seio da nossa humanidade, já que veio decretar o final de A Era da Sabedoria, e estabelecer o início de A Era da Verdade, somente poderia ser percebido por aquele que Deus enviou em seu nome, que foi justamente Luiz de Mattos, que se valendo do seu criptoscópio altamente desenvolvido e da sua mais elevada moral, fundou o Racionalismo Cristão, em 1910, quando então conseguiu dizer as verdades que o Nazareno disse em sua época, mas que não logrou o êxito desse seu intento, em face da extrema ignorância reinante em sua época.

O próprio Jesus, o Cristo, afirmou que o grande mal da nossa humanidade é a ignorância. Todo aquele que ignora a verdade não pode ser o senhor das suas ações, a não ser que seja um sábio, tal como foi Sócrates, que afirmou a sua ignorância a respeito da verdade, mas isto é muito raro, raríssimo, sendo um caso sui generis, e não sendo o senhor das suas ações, não pode pautar a sua vida em conformidade com a realidade universal.

Tanto na época de Jesus, o Cristo, como nos tempos atuais, os seres humanos pautam as suas ações em conformidade com as suas imaginações, representando tudo através de imagens, em que a imaginação propicia a que eles criem um universo somente para si, vivendo em conformidade com esse universo criado, pois que não possuem a mínima noção acerca do Universo, que tem que ser concebido, através das associações de ideias, e não imaginado, pois que não se pode formar uma imagem acerca do Universo, em razão da sua incomensurabilidade.

O astral inferior vê nas auras dos seres humanos as suas tendências, os seus anseios, as suas inclinações, quando então se aproximam e passam a sintonizar as suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas com aqueles a quem pretendem obsedar, quando então conseguem o domínio sobre as suas vítimas, intuindo-as para a prática do mal, que elas julgam sejam essas intuições próprias de si mesmas, imaginando a tudo isso, por ignorarem a existência do astral inferior.

Quando da execução de Jesus, o Cristo, formou-se uma multidão desorientada, não estando esclarecida a respeito da espiritualidade, embora o Nazareno a tenha pregado ao povo, apesar de não haver sido compreendido, como até hoje não o é ainda. Essa multidão foi insuflada pelos fariseus, que ainda distribuiu moedas para os seus comparsas insuflarem ainda mais a multidão, cujos integrantes passaram a se tornar semelhantes em seus desejos incontidos por difamar e apupar o nosso Redentor.

Caso o povo fosse esclarecido, caso ele soubesse que esse grande espírito alcançou a condição do Antecristo da sua humanidade, tendo se deslocado nessa condição da sua humanidade para a nossa, com a finalidade precípua de elaborar um plano para a nossa espiritualização, agindo intensamente neste sentido para a consecução do seu plano espiritualizador, tendo que encarnar várias vezes neste nosso mundo-escola, quando então encarnou na condição do Cristo, para assim estabelecer o instituto do Cristo no seio da nossa humanidade, ele, o povo, não teria permitido que os fariseus, a mando de Hanã, tomado por ciúmes ferozes, pelo fato de Maria Madalena o haver abandonado para seguir a Jesus, o Cristo, assassinassem ao nosso Redentor.

Quando nos encontramos no meio de feras, nós temos que nos precaver contra elas, porque elas podem nos atacar, pois que agem em conformidade com os seus instintos, e disto todos os seres humanos são plenamente cientes. Nós viemos da irracionalidade, e da irracionalidade nós trouxemos esses instintos de fera, por atavismo psíquico, que tendem a se manifestar quando abrimos mão da nossa consciência, quando permitimos que ela venha a se enegrecer. No site pamam.com.br serão mostradas imagens idôneas, obtidas por fontes insuspeitas, de espíritos obsessores assumindo formas de animais irracionais para causar os desastres neste mundo, que os cientistas consideram, equivocadamente, como se fossem naturais.

Jesus, o Cristo, encontrava-se no meio de feras, de feras racionais, que são piores do que as feras irracionais, pois que além de agirem por instinto, agem também por meio do pensamento, engendrando mil e uma maneiras de atacar ao próximo, geralmente se comprazendo com o sofrimento doloroso alheio.

Nós podemos observar a manifestação dessa fera racional no credo que se diz seguidor de Jesus, o Cristo, para se comprovar que os seres humanos seguem a um falso cristianismo, e que aqueles que se dizem cristãos são todos anticristãos; quando os seus sacerdotes torturavam e queimavam na fogueira os hereges e as mulheres tidas como sendo feiticeiras; quando o papa Urbano II predicou a Primeira Cruzada contra os muçulmanos, promovendo assim as guerras entre esses dois credos, nas quais perecerem milhares e milhares de pessoas, além dos estupros e dos saques das cidades; quando os papas mantinham os seus exércitos e guerreavam pela conquista das cidades; quando os papas promoviam as guerras entre os Estados para enfraquecer os seus oponentes que também ambicionavam o poder.

Como Jesus, o Cristo, no alto da sua clarividência, poderia observar a essas feras humanas que promoveram a sua desencarnação na cruz? Como Jesus, o Cristo, sendo detentor da mais elevada espiritualidade, poderia observar a turba que clamava pela sua crucificação? Como Jesus, o Cristo, sendo detentor da mais elevada sabedoria, não poderia ser capaz de observar a mais extrema ignorância que reinava no meio do povo?

Assim como os seres humanos não podem culpar as feras irracionais que lhes atacam e tiram as suas vidas, pois são cientes de que elas agem por instinto, do mesmo modo Jesus, o Cristo, não pôde culpar as feras racionais que também estavam agindo por instinto. Com a grande diferença de que essas feras racionais eram movidas pelos seus atributos individuais inferiores e relacionais negativos, que comandavam as suas inteligências, além de serem insufladas pelo astral inferior.

Jesus, o Cristo, perdoou de imediato aos seus algozes e à turba que se encontrava insuflada, tanto pelos seus algozes como pelo astral inferior. Mas ele era ciente de que o Cristo é um instituto estabelecido por Deus, necessário para espiritualizar a todas as humanidades e conduzi-las em retorno para Ele, tanto que afirmava haver sido enviado pelo Pai.

Assim, como os seus algozes e a turba insuflada estavam violando criminosamente ao instituto estabelecido por Deus, a cujo instituto ele estava representando no seio da nossa humanidade, ele então se dirigiu diretamente a Deus, e assim clamou:

Perdoai Pai, eles não sabem o que fazem”.

 

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