06.20- Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus

A Cristologia
27 de outubro de 2018 Pamam

Tomemos o exemplo do próprio Jesus, o Cristo, que foi o mais humilde dos humildes, o mais simples de todos os simples, tendo a plena consciência de que Deus se encontrava em si mesmo nas mais elevadas proporções, por isso tirava de si mesmo tudo aquilo que dizia do Pai, reconhecendo assim a sua filiação, tal como sendo uma partícula do Ser Total, por isso todos nós também somos igualmente filhos do Criador, de um simples ser atômico ao próprio Cristo, tendo ele como a sua maior preocupação estabelecer o instituto do Cristo no seio da nossa humanidade, cujo Instituidor é Deus, além de estabelecer a verdade neste nosso mundo-escola, já que ele veio decretar o final de A Era da Sabedoria e estabelecer o início de A Era da Verdade.

E se Deus se encontra em nós mesmos na proporção do estágio evolutivo em que nos encontramos, é agora de se indagar: e o que é de Deus? A resposta é relativamente simples, basta apenas nós podermos contemplar o processo evolutivo de todos os seres, notadamente em relação aos seres humanos, que são todos espíritos, que evoluem por intermédio das propriedades da Força, da Energia e da Luz. São as parcelas dessas propriedades que vão se agregando à nossa alma, à medida que vamos evoluindo, aquilo que mais nos interessa em nossas existências eternas e universais. É o que é de Deus.

Mas acontece que nós nos encontramos encarnados neste nosso mundo-escola, e aqui o atrativo da matéria organizada faz com que os seres humanos voltem os seus interesses para os seus gozos, para os seus prazeres, que são todos efêmeros, cujos gozos e prazeres são geralmente proporcionados pela pecúnia, que além de proporcionar a aquisição dos bens e serviços essenciais, proporciona também a aquisição do supérfluo, do supérfluo que traz a ostentação, da ostentação que traz a vaidade, da vaidade que traz a sensação de um falso poder, do falso poder que traz a impressão de que se pode comprar a tudo e a todos.

É por isso que muitos dizem por aí que o dinheiro é a mola do mundo, quando não é bem assim. A mola do mundo pode ser mais propriamente identificada como sendo a virtude, pois que o ser humano virtuoso é aquele que adquiriu a honra, e que por isso pauta as suas ações tendo por base a honradez, levando sempre uma vida simples, embora com certo conforto, sem praticar o egoísmo e sem se arvorar do interesse mesquinho, querendo tudo para si e nada para os seus semelhantes, sendo consciente da existência da solidariedade fraternal, por isso não inveja aos ricos, aos potentados, e não lhes é subserviente.

Quando Jesus, o Cristo, disse “Dai a César o que é de César”; ele se referiu literalmente ao próprio César, para assim poder aplacar as más intenções dos seus interlocutores, que queriam pô-lo contra o poder romano, a mando dos fariseus. Mas, na realidade, ele quis se referir a todos os seres humanos que são apegados em demasia à matéria organizada, que são afeitos aos gozos e aos prazeres terrenos, que consideram a riqueza material acima de tudo e de todos, e que por isso são alheios aos ditames da espiritualidade, não atentando para o fato de que são espíritos, e que a nossa maior riqueza é o nosso acervo espiritual, que se conquista com a renúncia aos gozos e aos prazeres terrenos, com ele próprio fornecendo o maior exemplo de tudo isso, pois que renunciou a tudo deste mundo, interessado apenas em cumprir com a sua missão espiritualizadora para com a nossa humanidade.

É certo que a riqueza material proporciona o poder neste mundo, uma falso poder, diga-se de passagem, pois que os bajuladores, os admiradores dessa riqueza alheia, sempre obedecem prontamente às ordens daqueles a quem bajulam, e até se sentem orgulhosos por terem os ricaços como sendo seus amigos, inclusive aqueles que exercem cargos públicos lhes prestam uma certa deferência, adotando uma atitude de um maior respeito e consideração, tal como se eles detivessem em si algo especial, no caso as suas fortunas, ignorando completamente que a nossa única riqueza diz respeito diretamente ao nosso acervo espiritual, o qual foi conquistado com um imenso esforço, no decorrer do processo da evolução espiritual.

As nações mais ricas também exercem esse falso poder, seja por intermédio do seu poderio econômico, seja por intermédio do seu poderio bélico, como é um grande exemplo os Estados Unidos da América, que os seres humanos que formam a sua nação se orgulham em considerar que pertencem ao Estado mais poderoso do mundo. Todos consideram, equivocadamente, que o presidente desse país é o homem mais poderoso do mundo. Mas esse poder é exclusivamente seu? Esse poder emana de si mesmo? É óbvio que não. Esse poder é emanente dos poderios econômico e bélico da sua nação, a qual ele preside. Então esse poder material é inerente ao cargo, e não ao próprio ser humano

Na realidade, o poder é imanente do próprio espírito, que se revela por intermédio das suas ações, em que o espírito, por si mesmo, passa a exercer influência no ambiente em que exerce as suas atividades, transmitindo os valores de que é detentor, cujos valores fazem parte integrante do seu acervo espiritual, causando uma grande admiração aos seus semelhantes, em que aqueles mais espiritualizados passam a seguir os seus exemplos de honradez, tornando-se mais virtuosos, agregando os valores observados em seu acervo espiritual.

Note-se que a esses espíritos altamente evoluídos são prestados um preito de elevado respeito e distinta consideração, não porque eles sejam detentores de poderios econômico e bélico, mas sim por eles mesmos, pelo poder imanente do seu espírito, revelado por intermédio das suas ações. Cabe sim, o respeito e a consideração pelo presidente dos Estados Unidos da América, assim como também a todos os presidentes das demais nações, pois que temos por obrigação respeitar e considerar as demais pátrias. Mas muito mais respeito e consideração cabem aos presidentes que sabem honrar os cargos que ocupam.

O poder de Jesus, o Cristo, é imanente do seu próprio espírito, que foi revelado por intermédio das suas ações neste nosso mundo-escola. E foi tão grande esse poder exercido que através dele foi criado o cristianismo, um falso cristianismo, ressalte-se, pois que nenhum integrante da nossa humanidade pôde ser capaz de compreendê-lo a contento, pôde ser capaz de compreender a sua ação espiritualizadora no seio da nossa humanidade, chegando ao cúmulo da estupidez de considerá-lo como sendo o próprio Deus, considerando o Mistério da Santíssima Trindade, mistério este já desvendado por nós, em todos os seus meandros.

Esse grande espírito pertence a uma outra humanidade, a que seguimos na esteira evolutiva do Universo, e para lá já retornou, deixando Luiz de Mattos, o verdadeiro Espírito Santo, como sendo o chefe da nossa humanidade. Em razão desse grande poder exercido no ambiente fluídico deste mundo, muitos se consideram cristãos, equivocamente cristãos, ignorando a própria ignorância de que são detentores, pois como disse o Nazareno: “A ignorância é o grande mal da humanidade”. E se a ignorância é o grande mal da nossa humanidade, não podem os ignorantes se considerarem como sendo cristãos, mas sim anticristãos, pois que sempre preferem aquilo que é César, e não aquilo que é de Deus.

Este simples escriba que ora se encontra explanando o Racionalismo Cristão, por intermédio deste site de A Filosofia da Administração, emprega um esforço inaudito para seguir de perto os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, tentando a todo custo compreender aos seus valorosos ensinamentos, todos situados no âmbito espiritual, de modo sempre natural, naturalíssimo, sem os afetos do sobrenatural, por isso eu sou bastante consciente do poder de que sou detentor, que é imanente do meu espírito, revelado através destas minhas ações de escritor. É por isso que eu dou a César o que é de César, e a Deus o que é Deus, em que Deus se revela por meu intermédio, tendo por base o meu acervo espiritual, já que Ele se encontra contido em mim em maior proporção, assim como em Luiz de Mattos, assim como em Jesus, o Cristo, o maior exemplo da grande proporção em que Deus nele se encontra contido.

E como primo sempre pela minha sinceridade, sem qualquer receio de revelar os meus pensamentos, pois que nada temo, afirmo com a máxima convicção de que sou muito mais poderoso do que o presidente da nação mais poderosa da Terra, mas poderosa materialmente falando, bélica e economicamente, pois, na verdade, a nação mais poderosa deste mundo é a nação brasileira, como demonstrarei racional e claramente no decorrer de toda a minha explanação do Racionalismo Cristão.

Os mais apressados podem considerar até que seja alguma petulância da minha parte, ou até que seja muita petulância, enquanto que os supérfluos, os que se julgam cristãos, sem o serem, sendo anticristãos, podem até manifestar um sorriso de zombaria, esquecendo-se de que o próprio Jesus, o Cristo, foi zombado pelos fariseus, e até apupado pelo povo em geral, sendo insuflado pelos fariseus, que preferiram Barrabás ao nosso Redentor, para conceder a liberdade a um preso.

Esquecem-se esses apressados e zombeteiros, que de há muito eu venho afirmando que para se compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, o espírito tem que se transportar ao Tempo Futuro, utilizando-se da sua ética, e é justamente aqui onde me encontro, no Tempo Futuro, de posse da minha própria sabedoria, por mim adquirida com um esforço inaudito, através de muito estudo, sofrimento e raciocínio, que estou a fazer esta afirmativa com toda a minha convicção.

O meu pensamento não se encontra no tempo presente, mas sim no Tempo Futuro, adiante por quatro mil anos. Se no presente eu tenho que suportar sofrimentos dolorosos, é porque esses sofrimentos dolorosos são de fundamental importância para o preparo do meu futuro, assim como também para o futuro da nossa humanidade.

Aqueles que estiverem de acordo com o maior poder do presidente dos Estados Unidos da América, estarão dando a César o que é de César. Aqueles que estiverem de acordo com o maior poder do Antecristo, estarão dando a Deus o que é Deus.

A História nos dirá mais detalhadamente no futuro qual poder se reveste de maior benefício para toda a nossa humanidade, quando então todos poderão comprovar por inteiro a razão pela qual Jesus, o Cristo, quando encarnado como Confúcio, afirmou que o seu super-homem teria que ser necessariamente detentor de três grande atributos: inteligência, coragem e boa vontade.

E qual ser humano tem um poder maior do que o poder do super-homem do nosso Redentor. E qual ser humano tem o poder maior do que aquele em que nele Deus se encontra em uma maior proporção?

 

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