06.19- Aquilo que deres ao teu próximo não queiras que se torne público, pois o pai que a tudo assiste vê todas as tuas ações

A Cristologia
27 de outubro de 2018 Pamam

Muitos pensam que a caridade tem alguma relação como o amor, que ela representa uma das três virtudes teologais pela qual amamos a Deus como o nosso supremo bem, e ao próximo como a nós mesmos. Que assim, aqueles que praticam a caridade são benevolentes, assumem a condição de bondosos, por terem um bom coração, quando este não passa de um músculo, que tem a sua própria função no corpo carnal, e que por isso jamais deve ser ligado ao que se compreende por benevolência ou por bondade. Sendo tudo isso um grande e lamentável equívoco.

Todos devem compreender que a palavra caridade geralmente se encontra diretamente ligada à palavra esmola, quando não, a alguma doação, ou mesmo a oferta de alimentos, roupas, medicamentos, etc., pois tudo isso representa aquilo que se dá por caridade aos necessitados, como podemos observar em Francisco Luís de Sousa, em sua obra Vida do Arcebispo, a página 113, quando ele diz assim:

E aos doze pobres além do vestido e jantar mandava dar na mão certa esmola em dinheiro”.

O credo católico sempre estimula aos seus arrebanhados que pratiquem a caridade com a esmola da missa, que é a remuneração pecuniária que se dá ao que a celebra, uma vez que os sacerdotes engendram todas as formas possíveis e imaginárias para poderem arrecadar sempre cada vez mais, sem qualquer limite, sendo, portanto, insaciáveis. Os outros credos, através dos seus próprios sacerdotes, acompanham também a essa ânsia insana. Quando não é assim, estimulam as doações, geralmente em dinheiro, para realizarem as suas obras de caridade, fazendo desta maneira a famosa “cortesia com o chapéu alheio”, e mesmo assim ainda conseguem a fama de caridosos. Quanta ignorância!

E tanto a caridade é desabonadora da conduta humana, que muitas vezes ela é empregada com ironia, como se o ato de ofertar algo provocasse algum mal, algum dano ao próximo, o que realmente provoca, e como provoca, tal como na frase seguinte: fizeram-lhe aquela “caridade”, que o fez sofrer e o pôs às portas da morte.

Muitos afirmam que fazem a caridade por amor ao próximo e a Deus, mas o fato é que os seres humanos ainda não conseguiram auferir a evolução necessária nem para amar ao próximo quanto mais a Deus, pois não se pode amar a aquilo que se ignora, por conseguinte, aquilo que não se conhece, e que não se tenha a mínima noção daquilo que seja ou representa no contexto da vida. Se Jesus, o Cristo, afirmou: “Conhece-te a ti mesmo”; é um fato que os seres humanos ainda não se conhecem a si mesmos, em decorrência ao próximo. E o que dizer de Deus?

Já é mais do que sabido o estágio evolutivo em que se encontra a nossa humanidade, cuja realidade nos mostra os crimes, os desentendimentos e os conflitos que assolam a nossa humanidade, em que tudo gira em torno de interesses pessoais, pois que os interesses coletivos, indiretamente, são pessoais, evidenciando o tremendo atraso mental de todos os seres humanos, que ainda ignoram a composição astral e carnal dos seus corpos, portanto, as substâncias com que são formados tanto o espírito e a alma, como o corpo humano com que se locomovem neste mundo, o qual é formado por inúmeros seres deste e de outros mundos, mas sendo todos eles provenientes de Deus. Então como é que assim nessa crassa ignorância eles pretendem amar ao próximo? Como é que assim nessa crassa ignorância eles pretendem amar a Deus? Como é que assim nessa crassa ignorância eles assumem a pretensão estúpida de serem cristãos?

A caridade sempre está ligada àquilo por intermédio do qual alguns se dispõem a ajudar aos pobres ou a qualquer instituição beneficente, inclusive aos credos e as suas seitas, que se aproveitam de tudo para arrecadar. Por isso, aqueles que raciocinam com base na verdadeira espiritualidade, encaram tais ações caridosas como se fossem um negócio pecuniário, por intermédio do qual muitos seres humanos buscam alcançar as graças dos céus, como se estivessem comprando um lugar de destaque e sobressaído em um paraíso que julgam existir, por isso se julgam merecedores de lugares exclusivos, aproveitando-se da riqueza auferida neste mundo, que é deste mundo e para este mundo, às vezes adquirida de modo inidôneo, com tais caridades tendo por base a desgraça alheia, sem saberem que amanhã podem ser os mesmos desgraçados de hoje, com as posições sendo invertidas.

Aqueles que são abonados, tanto no sentido de ricos ou endinheirados, como no sentido de serem qualificados como bons, geralmente se danam a fazer caridades pressionados pela opinião pública ou pelos sacerdotes, ou então pelas freirinhas, as irmãs de caridade, que ficam com boa parte desses recursos caridosos para si e empregam o pouco restante entre os necessitados, para que assim os seus credos assumam ares de benevolentes, de preocupação com os menos afortunados, como se todos eles fossem seres humanos que praticam o bem, cujo efeito é a propagação e uma impregnação cada vez mais acentuada da ignorância no seio da nossa humanidade. Quando não assim pressionados, procuram fazer as suas caridades diretamente nas diversas instituições para tal fim constituídas, para o amparo aos necessitados, ou então nas favelas e nas ruas entre os seus moradores.

Em sua grande maioria, esses caridosos se sentem confortados e recompensados pelo bem que julgam estão a realizar, pelo que procuram tornar público a essas suas ações, geralmente de maneira indireta, sem ostentação, para que assim possam também ser considerados como sendo simples, humildes e bondosos, no intuito de serem consagrados pela opinião pública, considerando-se reconhecidos por todos pelas suas ações benevolentes, através dos elogios que recebem, das menções honrosas por parte dos conhecidos e da imprensa e dos prêmios que auferem por parte de alguns órgãos. E logo a tremenda vaidade se estampa claramente nos semblantes desses caridosos, quando as pessoas, dirigindo-se diretamente a eles, assim se expressam: “Fulano é caridoso”. Eles então sorriem deveras envaidecidos, no que sempre esses sorrisos são acompanhados do proceder de uma leve inclinação de cabeça para baixo, como se estivessem acanhados pela exposição das suas “humildades” e “simplicidades”, quando, na realidade, estão no âmago das suas almas se regozijando com isso, contentes e satisfeitos por estarem sendo exaltados.

Tais caridosos, que geralmente se dizem cristãos, sem que na realidade o sejam, pois a nossa humanidade ainda não se encontra preparada para ter o seu próprio Cristo em seu seio, sendo, portanto, anticristãos, jamais prestaram atenção a este ensinamento de Jesus, o Cristo, pois caso atinassem para o que o Nazareno nos ensinou, não se danariam a sair por aí fazendo caridades a torto e a direito, esmolando aos seus semelhantes, depreciando a dignidade humana, cuja razão para isso iremos destacar mais à frente.

Que todos fiquem cientes, e bem cientes, de que nenhum ser humano encarna neste mundo para ser alvo da caridade por parte dos seus semelhantes, para ser esmolado, e muito menos para ser mendigo, pois isso fere profundamente a dignidade humana. Todos os seres humanos devem partir do princípio de que todos nós somos iguais, por sermos semelhantes uns aos outros, por estarmos próximos uns dos outros, daí as expressões semelhante e próximo, por isso todos temos a mesma importância, embora os valores sejam diferentes, em razão do processo evolutivo. Então qual é a razão de alguns se julgarem mais merecidos do que os demais, considerando-se caridosos e esmolando aos que se encontram em estado de necessidade, por serem menos afortunados com os bens da ilusória matéria?

Nós somos todos iguais como substâncias de Deus. Como partículas da Essência do Ser Total somos todos rigorosamente iguais, portanto, como essência. Em alma somos também iguais, pois todos nós temos força, energia e luz. Mas na alma não existe o rigor que existe na igualdade da essência, por força da evolução, quando nos diferenciamos profundamente uns dos outros, em razão de alguns haverem se esforçado mais e, em decorrência, terem adquirido uma maior porção das parcelas das propriedades da Força, da Energia e da Luz. Mas isso não implica em merecimento de riquezas deste mundo, pois caso assim fosse o próprio Jesus, o Cristo, teria sido o mais rico de todos os homens, e ainda com mais poderes do que Augusto César. No entanto, se todos são rigorosamente iguais em essência, que é a substância principal, devemos todos nos esforçar para que todos sejamos também iguais em alma, auferindo todos o mesmo patamar evolutivo, que deve ser a meta comum da nossa humanidade. Nós sabemos que a superioridade evolutiva é necessária, mas nos dói essa desigualdade, por isso procuramos estabelecer a igualdade entre todos os espíritos que formam a nossa humanidade, no que se refere aos estágios evolutivos.

Isso implica em dizer que, no mínimo, devemos produzir uma amizade espiritual coletiva no seio da nossa humanidade, como verdadeiros irmãos que somos uns dos outros, o que o somos, na realidade, em face da nossa mesma essência em comum. Dessa irmandade espiritual coletiva, que é real e autêntica, deve surgir espontaneamente a fraternidade entre todos os seres humanos. Surgindo a fraternidade de maneira espontânea, fica propício o ambiente para que possa emergir com toda a sua pujança a solidariedade entre todos.

É com o emergir da solidariedade fraternal que vamos encontrar a responsabilidade que todos os seres humanos devem ter uns com os outros, para que assim possa ser estabelecida a dependência mútua de cada um para cada um dos integrantes da nossa humanidade, que representa justamente o estado de obrigação de uns pelos outros, de cada um por todos e de todos por cada um. Essa ligação solidária e fraterna entre todos os seres humanos, torna bela, suave e confortável a dependência que uns têm pelos outros neste mundo-escola, em razão da harmonia que se estabelece entre todos. Já em 1884, Teófilo Braga, em sua obra intitulada de Sistema de Sociologia, a página 16, dizia o seguinte:

Deste estado de concepções positivas nasceu um novo sentimento, o da solidariedade humana, manifestado pela palavra humanidade”.

Todos nós aqui neste mundo-escola temos compromissos uns com os outros, pelos quais nos obrigamos uns com os outros. E isso é um fato! E isso é incontestável!

O ser humano verdadeiramente solidário é aquele que se responsabiliza pelos outros, que toma a responsabilidade pelos outros, assim como Luiz de Mattos e outros grandes espíritos procederam quando aqui se encontravam encarnados. Mas essa responsabilidade tem que ser mútua, recíproca, interdependente. Em sentido figurado, diz-se do ser humano solidário aquele que é responsável. Assim, todos os seres humanos devem compartilhar da responsabilidade geral a ser estabelecida neste mundo-escola, dando cada um o seu de acordo em apoio ao novo plano formulado para o estabelecimento de um Estado Mundial neste planeta, que será a nossa próxima meta a ser alcançada.

A própria parcela do Saber denominada de Direito já determina uma noção do que seja o ser humano solidário, que faz que de entre muitas pessoas cada uma seja obrigada diretamente ao pagamento de uma soma total, a caução solidária. Mas tal determinação, ao invés de nos alegrar, faz-nos entristecer, pois que ela se refere apenas aos valores pecuniários, assim como a caridade, quando, na realidade, deveria ser estendida a todas as ações humanas, por intermédio da responsabilidade mútua.

Nós também vemos que na própria carreira militar há um arremedo da solidariedade, pode ser até um tanto quanto ríspido e grosseiro esse arremedo, mas não deixa de ser solidário, pois se prende aos ditames da ordem, da disciplina e da obediência, que são essenciais no militarismo, como podemos observar em Afrânio Peixoto, em sua obra, Maias e Estevas, a página 29, quando o autor diz o seguinte:

… exercícios ginásticos e militares, com que se aprende a ordem, se conforma à obediência, se submetem os ímpetos individuais à vantagem coletiva, se solidariza o esforço”.

A caridade é frágil, pois o caridoso que hoje se encontra esmolando aos seus semelhantes pode ser o necessitado de amanhã, quando nas suas próximas encarnações, por isso o instituto da caridade deve ser extinto da face da terra, dando lugar à solidariedade fraterna. Esta sim, é forte, sólida, por ter o caráter resistente, à prova das maiores borrascas, por isso tem as qualidades inerentes ao que é durável, em virtude de ser real, efetiva, bem fundada, emprestando segurança e firmeza à alma, por ser proveniente de uma vontade educada de resolução para tudo, para o que der e vier.

Todos os seres humanos já presenciaram as manifestações de elogios e os aplausos fervorosos em relação àqueles que se danam a fazer as suas obras de caridades, uma vez que todos se admiram em face dessas ações, já que permeiam nas profundezas da ignorância, pela falta de esclarecimentos acerca da vida fora da ilusória matéria, por não serem ainda espiritualizados, daí a necessidade do Racionalismo Cristão no seio da nossa humanidade.

Mas de igual modo, todos os seres humanos são cientes de que os irmãos carnais ou de sangue, quando são realmente irmãos, na acepção da palavra, ajudam-se reciprocamente uns aos outros, em uma verdadeira corrente de solidariedade fraternal. E agora é de se indagar: onde se encontram então as manifestações de elogios por parte do público? Onde se encontram então os aplausos fervorosos por parte do público? A resposta é simples e direta: em lugar algum.

A explicação para isso é que ninguém, mas ninguém mesmo, dá a mínima atenção àquilo que os irmãos biológicos fazem uns pelos outros, pois consideram acertadamente que isso faz parte dos laços familiares que os prendem uns aos outros, cujos laços requerem e exigem a solidariedade fraternal entre eles. É por isso que os esclarecimentos acerca da vida fora da ilusória matéria é fundamental para a espiritualização de todos os seres humanos. Nós não somos todos irmãos em essência? Se somos todos irmão em essência, não temos o mesmo Pai em comum, como assim a Deus Jesus, o Cristo, referiu-se? E se temos o mesmo Pai em comum, não devemos também ser todos fraternalmente solidários uns com os outros?

Todos são cientes de que os laços familiares são desfeitos por ocasião da desencarnação, por isso o pai deixa de ser pai, a mãe deixa de ser mãe, o filho deixa de ser filho, o irmão deixa de ser irmão, assim como toda a parentela, uma vez que todos perdem a condição de seres humanos e retornam ao mundo da espiritualidade, onde lá, em retorno aos seus Mundos de Luz, poderão constatar plenamente que somos todos irmãos, que a nossa humanidade representa a nossa família, que é una, indivisível, permanente, onde na alta espiritualidade impera o amor entre todos os espíritos.

Meu Deus! É tão fácil concluir que a família carnal neste mundo é toda desfeita em brevíssimos anos, mas que a família espiritual que forma a nossa humanidade jamais será desfeita, podendo até se entrelaçar com outras humanidades quando da integração com Deus, mas sem que jamais seja desfeita. Então qual é a razão plausível para que não possamos ser fraternalmente solidários uns com os outros?

Um dos maiores espíritos da nossa humanidade, que foi Presidente Astral do Racionalismo Cristão, que em sua última encarnação recebeu o nome de Antônio Cottas, em sua obra intitulada de Cartas Doutrinárias de 1971 e 1972, a página 41, referindo-se à caridade e a solidariedade, assim com imensa sabedoria se manifestou:

Outra expressão errada, não dizemos no sentido semântico, mas no realístico, é a tal ‘caridade’, que nenhuma obra editada pelo Centro Redentor contém. Estamos todos ligados uns aos outros pelo dever de solidariedade, que implica auxílio mútuo. O simples cumprimento desse dever, repudia a decantada ‘caridade’, profundamente humilhante para quem a recebe e de que tantos que ostensivamente a fazem, pavoneiam-se”.

Devemos observar aqui que Antônio Cottas se refere à solidariedade como sendo um dever. No entanto, não é bem assim, pois ele não atentou para a grande diferença que existe entre o dever e a obrigação, em que esta última se antepõe àquele. Assim, a solidariedade é uma obrigação que deve se impor a todos os seres humanos, e não um dever, e mais ainda, devendo ela ser fraternal.

Se toda a nossa humanidade representa uma família, por sermos todos os seres humanos irmãos fraternos uns dos outros, quem seria capaz de expor racionalmente as razões pelas quais uns devem ficar à mercê da caridade dos outros? Quem seria capaz de expor racionalmente as razões pelas quais uns devem receber as graças caritativas dos outros? Quem é que se atreve petulantemente a se julgar como sendo um dos mais merecidos neste mundo, em detrimento aos demais? Quem é que não reconhece que todos nós temos os nossos próprios talentos, que ensejam as mais diversas vocações, para que assim possamos nos completar individualmente, com a ajuda de uns pelos outros, para que assim possamos formar um todo neste mundo?

Essa ajuda tem que ser mútua, obrigatoriamente, uma vez que todos precisam de todos, por isso a vida de cada um neste mundo é previamente traçada em plano astral, para que assim haja a completação das demais ações conjuntas do todo humano. Se a responsabilidade solidária fraternal é mútua entre todos os seres humanos, assim deve ser também a proteção, o amparo, o patrocínio, a ajuda, o socorro, o benefício, a defesa, o abono, a garantia, e tudo o mais que possa refletir as obrigações que existem entre si.

Daí a desnecessidade do favor, dado que tudo é obrigação recíproca. Mas a boa ética exige a civilidade, a urbanidade, a polidez, que se refletem nas maneiras finas e delicadas, daí ser de bom princípio o agradecimento por tudo aquilo que nos é propiciado pelos semelhantes, como demonstração de cortesia e afeto pelas suas ações solidárias, o reconhecimento pelas boas ações que nos são prestadas.

No entanto, os espíritos de luz, os considerados espíritos superiores, que habitam as regiões mais elevadas e longínquas do Universo, que formam a plêiade dos espíritos do Astral Superior, e que por isso ocupam o topo da cadeia hierárquica organizacional da nossa humanidade, dirigindo os rumos da nossa evolução, não precisam mais encarnar para poder evoluir. Mas mesmo assim, demonstrando um imenso amor e uma fraternal solidariedade para com os demais, decidem encarnar, mesmo assim, para alavancar o nível evolutivo da nossa humanidade. Nessas suas decisões de pleno amor espiritual, após as suas ações em prol da nossa humanidade, eles não querem qualquer agradecimento por aquilo que realizaram em benefício dos seus semelhantes, e se sentem até acanhados e constrangidos quando são agradecidos, dada as verdadeiras e reais humildades e simplicidades que trazem em suas almas. Por que não assim com os demais seres humanos?

Como esses espíritos superiores, que formam o alto escalão do Astral Superior, dirigem os rumos da nossa evolução, torna-se óbvio e ululante que eles acompanham pari passu as nossas ações aqui no mundo Terra. E se eles acompanham todas as ações dos seres humanos neste nosso mundo-escola, torna-se até mais do que evidente, caso isso seja possível, que o Ser Supremo acompanha tanto as nossas ações como também as deles, assim como a de todos os seres, pois que Dele todos provêm.

Em sendo assim, não se faz necessária a caridade, para que os ditos caridosos não se pavoneiem e também não adquiram saliência aos olhos dos seus semelhantes, causando estremecimentos de admiração e os correspondentes elogios, pois isto não vale absolutamente nada aos olhos da espiritualidade, que exige e requer a solidariedade fraternal.

Mas para que haja a solidariedade fraternal, faz-se mister o esclarecimento acerca da vida fora da ilusória matéria e, por conseguinte, a espiritualização de todos os seres humanos, o que somente podem ser auferidos por intermédio do Racionalismo Cristão. Em sendo todos militantes do Centro Redentor da nossa humanidade, os seres humanos se tornarão antecristãos, estando todos no primeiro patamar fora da ignorância, reunindo as condições evolutivas necessárias para poderem produzir a amizade espiritual entre si, que é a condição básica essencial para o emergir da solidariedade fraternal. No futuro, após haverem desenvolvido a produção da amizade espiritual até ao seu limite almejado, a nossa humanidade estará apta para produzir o amor espiritual, quando então poderá ter o seu próprio Cristo em seu seio, que a conduzirá de maneira mais acelerada rumo ao Criador, proporcionando uma felicidade geral neste planeta.

E aqui damos por encerrada a explanação deste ensinamento de Jesus, o Cristo, dando a continuidade dos seus principais ensinamentos nos tópicos seguintes, na esperança de que todos os seres humanos, ora em diante, evoluam de maneira mais acelerada, extinguindo a ignorância, fazendo bom proveito das explanações e tirando delas as suas devidas lições, para que agora possam pautar as suas vidas com base na espiritualidade, já que todos nós somos espíritos, tendo também as nossas almas, e não feitos de carne e osso, como facilmente se pode comprovar com a desencarnação certa e esperada por cada um que está a habitar temporariamente a este nosso mundo-escola.

 

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