06.17- As religiões são os males do povo

A Cristologia
25 de outubro de 2018 Pamam

Este ensinamento de Jesus, o Cristo, assim está posto porque foi justamente assim que ele nos foi transmitido com o decorrer do tempo, pois que não se deve radicalizar severamente contra a tradição, pois ela se encontra fortemente enraizada na nossa cultura, por isso as mudanças têm que ser formuladas de uma maneira repetida, pois a repetição tem a sua força, mas de uma forma constante e ininterrupta, para que assim as mentes dos seres humanos, ainda muito atrasadas, possam aos poucos ir se adaptando e se acostumando com as novas ideias que vão surgindo no cenário da vida, em face do inevitável progresso humano, uma vez que elas são benéficas às vidas das pessoas, além de serem esclarecedoras da nossa natureza espiritual, por isso remodeladoras das nossas ações.

Isto quer dizer que o termo mais adequado para este ensinamento não se refere diretamente às religiões, que, como visto neste site intitulado de A Filosofia da Administração, são as fontes das ciências, mas sim aos credos, que agora com os devidos esclarecimentos passa a ser o termo mais apropriado a ser utilizado para os cultos das diversas crenças, posto que eles designam a profissão da fé credulária anticristã, denominada  de símbolo dos apóstolos, oração que começa em latim pela palavra credo, que significa eu creio, ou seja, eu acredito sem raciocinar, sem investigar, sem pesquisar, sem ponderar, sem mensurar, sem estudar, sem analisar, sem meditar, sem refletir e também sem avaliar os prós e os contras de uma doutrina, pois esta determina as regras por que se governam o anticristianismo e as suas seitas, que também pode se estender às outras crenças, tanto às derivadas do anticristianismo, como as que surgiram desde os tempos antigos, estendendo-se até aos tempos atuais, com todas elas sempre governando as pessoas que se deixam arrebanhar. Assim, ao invés de nos utilizarmos do termo religiões, vamos nos utilizar do termo credos, que é o correto e, como dito, o mais apropriado, desprezando-se aqui as suas seitas, pois que elas exercem o mesmo papel nefasto.

O próprio Jesus, o Cristo, considerou que a ignorância se assemelha a uma ave predadora, cuja qualidade ou condição de rapinagem, que é o hábito ou a tendência para roubar, tal como fazem os sacerdotes, ao extorquirem o dinheiro das suas vítimas, mantém presas em suas garras aduncas a nossa humanidade, como veremos logo a seguir. Os credos são os grandes responsáveis por semear esse mal da ignorância no seio da nossa humanidade, em todos os tempos, através dos seus criadores, que são os próprios sacerdotes, por isso esses seres humanos infelizes são considerados como sendo os maiores malfeitores entre todos os seres humanos, em todos os tempos.

Caso esses desgraçados se limitassem apenas a semear a ignorância no ambiente terreno, menos mal provocariam aos seus semelhantes, pois bastaria apenas a verdade para livrar a nossa humanidade das garras daquilo que eles semeiam. Mas não, esses grandes malfeitores não se contentam apenas em semear a ignorância no seio da nossa humanidade, pois muitos outros males eles semeiam em nome dos seus credos, praticando outros tipos de crimes. Por isso, é preciso que, além da verdade, a sabedoria também entre em cena, para que unidas, irmanadas, congregadas, possam adentrar no âmbito da razão, para que então esse trio magnífico possa espantar de vez a essas intrujices dos credos e dos sacerdotes.

É sabido que desde os tempos antigos, os credos são os responsáveis pela criação do sobrenaturalismo, dos misticismos, dos dogmas e dos tabus, onde além deste mundo são criados outros locais imaginados fora do âmbito da natureza, tais como os paraísos, os purgatórios e os antros infernais, em que povoam os seres quiméricos, tais como os deuses, em que hoje prepondera o perigoso, nocivo e exterminador Jeová, o deus bíblico, o qual, dizem, irá exterminar aos seus próprios filhos pecadores, algo que nem um simples pai deste mundo é capaz de fazer, praticando o maior genocídio de todos os tempos, que têm como o seu grande inimigo o temido Satanás, o famoso anjo negro, o qual se revoltou contra esse próprio Jeová, o deus bíblico, como também os demais anjos, considerados como sendo demônios, e até as feiticeiras ou bruxas, faltando para completar o quadro doloroso desse triste atraso mental sacerdotal apenas as fadas, as ninfas, os magos, os duendes, os ciclopes, os centauros, os vampiros, os lobisomens e outros seres similares, para poder completar a esse triste quadro de tanta estupidez. Mas não estando estes últimos inseridos nos credos, encontram-se diretamente inseridos na imaginação sobrenatural da cultura humana, tal como uma singular decorrência credulária, já que todos não passam de simples fantasias.

E como todos os credos carecem de qualquer base racional, eles requerem, obrigatoriamente, o instituto da fé credulária, ou seja, crer ou acreditar sem raciocinar, pois somente apoiados na fé credulária os seus sacerdotes podem inventar todos os tipos de crenças, das mais simples às mais complexas, em que a fé credulária passa a ser considerada como se fosse uma virtude teologal, como se fosse uma grande conquista, tal como algo conseguido a muito custo, por isso sendo também considerada como se fosse sublime, e até divina, ou mesmo uma dádiva concedida pelo deus credulário, chegando ao extremo dos mais atrasados suporem que ela move até montanhas, quando, na realidade, ela não consegue mover nem ao menos um minúsculo grão de areia.

Todos os seres humanos esclarecidos são cientes de que a fé credulária é inibidora da percepção, da compreensão e da coordenação entre ambas, por isso ela não deixa trabalhar a contento os nossos órgãos mentais, que são o criptoscópio, o intelecto e a consciência. Em decorrência, ela é a grande responsável por toldar a nossa visão, evitando trabalhar a contento o raciocínio, que assim, inerte, praticamente paralisado, não permite a contemplação de todo o esplendor manifestado pela sapientíssima natureza.

Em imitação grotesca a Jesus, o Cristo, tal como se o estivessem seguindo a contento, mesmo sem a mínima noção do que seja realmente o instituto do Cristo, os credos, que são todos anticristãos, obrigam aos seus arrebanhados a adorá-lo, tanto a ele, como ao deus bíblico, assim como a outros deuses, e, em menor escala, ao seu espírito santo, com todos eles sendo um só, por conseguinte, a temerem o castigo ou a ira tidos como sendo divinos, tornando a todos os fiéis uns verdadeiros medrosos e covardes, assim: a implorarem o perdão pelos seus pecados, dos mais simples aos mais horripilantes, sabendo que podem pecar à vontade, pois sempre serão perdoados, sem jamais serem condenados, desde que sigam aos credos, ou, pelo menos, afirmem ser seus seguidores; a pedirem ajuda para tudo na vida, para assim poderem angariar riquezas, para as curas das suas doenças, para prosperarem nos negócios, para arranjarem empregos, para os familiares progredirem na vida, e tudo o mais que tenha o cunho ajudatório, sem atentarem para o fato do emprego do esforço pessoal para todas as conquistas; a jejuarem, pelo menos durante um dia, para poderem se purificar com a falta de alimentos, quando, na realidade, o corpo carnal precisa do alimento diário para nutri-lo, e a alma do alimento das parcelas das Propriedades de Deus para poderem evoluir; a rezarem e a orarem para poderem glorificar o nome do senhor a quem adoram, quando já se sabe que são inúteis as rezas e as orações, tendo todos que vibrarem sentimentos, radiarem pensamentos e radiovibrarem as suas combinações a Deus e ao Astral Superior, onde neste habitam os espíritos de luz, que acompanham de perto, com extremo interesse, a nossa evolução espiritual; a cantarem hinos para poderem louvar ao senhor a quem adoram, quando, na realidade, o verdadeiro Deus não precisa de louvores ou outras basbaquices mais, já que ainda nem O conhecemos, a não ser as Suas Substâncias, que também são as nossas, embora com as propriedades sendo ainda muito limitadas, em suas parcelas adquiridas; a pedirem bênçãos tanto ao seu deus como aos seus sacerdotes, para que assim possam ser consagrados, quer dizer, tornarem-se sagrados, como se um deus inventado ou uns simples criminosos tivessem o poder para sagrar a alguém, quando, na realidade, todos têm que evoluir espiritualmente, e não se sagrarem através das inúteis bênçãos, mas sim através dos atributos adquiridos, que os tornam realmente virtuosos. Tudo isso é cerceador da livre manifestação humana, por isso altamente prejudicial à utilização do livre arbítrio, impedindo a evolução dos seres humanos, por fechar as portas ao ingresso na natureza, por conseguinte, ao verdadeiro universo espiritual.

Mas o pior de tudo é que os credos obrigam aos seres humanos à genuflexão, que é a ação de dobrar os joelhos, tanto em seus cultos, como perante os altares, e como se esse abatimento, essa submissão, esse rebaixamento moral não fosse suficiente, eles impõem ainda a que os seus arrebanhados estendam os braços para a frente, voltem as palmas das mãos para cima, entortem a cabeça para um dos lados, olhem suplicantemente para cima, como a requerer graças, e assim, cretina e pateticamente, sem qualquer disposição de ânimo, em total submissão ao inexistente, posto que imaginário, não conseguem refletir em tal aparência nenhum mérito requerido pela humildade ou o respeito que se deve ter por algo que seja realmente superior, pelo contrário, demonstram todas as suas inferioridades espirituais, as pobrezas dos seus órgãos mentais, as mediocridades dos seus raciocínios, as fraquezas das suas almas perante o desconhecido para eles. Quando não assim, em genuflexão, com as suas faces rentes ao chão e as nádegas voltadas para cima, como fazem os muçulmanos, na mais ridícula e submissa posição que se possa imaginar. Quanta barbaridade, meu Deus!

E tudo isso sem atentarem para o fato de que a nossa grandeza se revela por intermédio da nossa inteligência, e não do nosso corpo humano, um mero invólucro temporário do espírito encarnado, em que o nosso corpo mental faz sobressair o criptoscópio, o intelecto e a consciência, os quais nos fazem ser os senhores das nossas ações, demonstrando com isso os nossos atributos espirituais, que não somente são os grandes responsáveis pelas nossas virtudes, mas também os reveladores das nossas qualidades superiores e positivas, pois que são os atributos que comandam aos nossos órgãos mentais.

Em sentido contrário, para o bem da nossa humanidade, navegando em águas claras e cristalinas, sem permitir a revolta ou a turbulência das águas em que branda e maciamente navega, vem hoje o Racionalismo Cristão erguendo e tremulando ao alto as bandeiras da verdade, da sabedoria e da razão, para anunciar ao mundo que está próxima a produção do nosso próprio Cristo, que no futuro deverá dirigir o rumo de toda a nossa humanidade, em direção aos caminhos gloriosos da evolução espiritual, em demanda acelerada do nosso Criador, o verdadeiro Deus, para que assim todos os seres humanos possam conhecer verdadeiramente ao nosso Pai, tal como Jesus, o Cristo, a Ele assim se referiu com base nas suas propriedades adquiridas. A partir daí, sim, todos os seres humanos poderão se tornar verdadeiramente cristãos.

Mas, antes disso, todos terão que extinguir os credos, por conseguinte, a peçonhenta classe sacerdotal, banindo a ambos da face da Terra, com os sacerdotes se regenerando, tornando-se homens dignos, pois o Racionalismo Cristão quer que todos os seres humanos que fazem parte integrante da nossa humanidade, sejam esclarecidos acerca da vida fora da matéria, portanto, verdadeiramente espiritualizados, inclusive os próprios sacerdotes, que apesar dos males que praticam são também seres humanos, para que assim, e somente assim, possa haver uma integração harmoniosa entre todas as nações, o primeiro passo para o estabelecimento de uma única nação na Terra, o tão idealizado Estado Mundial, em que irá preponderar a solidariedade fraternal entre todos os seres humanos, abolindo de vez a essa tal de caridade que dizem ser cristã, mas que não possui qualquer característica do nosso futuro caminho cristão.

Esta é a única maneira de todos poderem produzir a verdadeira amizade, que é de natureza espiritual, para que no futuro, estando ela já amadurecida e completada entre os humanos seres, possa finalmente o amor espiritual ser estabelecido neste mundo, com todos amando ao próximo como a si mesmos, quando então todos poderão ver o que realmente é a evolução espiritual, já que ainda não possuem a mínima noção do que ela realmente representa, pois o progresso até hoje auferido não se compara com o que virá no futuro, principalmente quando for desenvolvida a telepatia entre todos os seres humanos, com a informática sendo considerada, até hoje, o suprassumo do progresso humano, tornando-se mais do que obsoleta, pois somos nós, os espíritos, o centro de todo o desenvolvimento, a razão de todo o progresso, rumo à autossuficiência, e não as máquinas que são criadas com os seres deste e de outros mundos assaz atrasados.

Com a decretação da extinção dos credos e da classe sacerdotal, por isso sem estarem submetidos aos cultos por eles promovidos, como também das crenças por eles estabelecidas, estando então todos libertos das peias do sobrenaturalismo, dos misticismos, dos dogmas e dos tabus, aptos para se dedicarem totalmente à natureza, portanto, ao universo espiritual, o Racionalismo Cristão irá ensinar a todos o que seja a moral, a ética e a educação, para que todos possam ser conscientes de si mesmos, utilizando o livre arbítrio sempre para a prática do bem, extinguindo todo o mal existente neste mundo, quer dizer, abandonando paulatinamente o âmbito da imperfeição e adentrando paulatinamente no âmbito da perfeição.

Então todos poderão mudar de postura, tornando-se altivos, como requer a aquisição do caráter de uma alma elevada, briosa, nobre, magnânima, liberal, fraternal, solidária, mas assim sem deixar que as sombras da soberbia, da arrogância e da intolerância façam eco em seus espíritos. Estando assim postos altivos, os seus atributos morais e éticos passam a infundir o respeito exigido nas relações humanas, através da educação, com o reconhecimento da grandeza que possui cada um, já que todos serão conscientes tanto do seu próprio valor como do valor dos seus semelhantes, advindo daí a honra para todos, por onde se pode fazer valer a nobreza da autoridade a ser exercida pelos espíritos que mais se destacam. Somente assim, conscientes desses valores humanos, cada um poderá ser digno da posição que ocupa no seio da nossa humanidade, vindo daí a dignidade dos presidentes de cada nação, dos políticos, dos magistrados, dos demais servidores públicos, dos trabalhadores da iniciativa privada, dos profissionais liberais, dos líderes comunitários, dos homens e das mulheres em geral, em resumo: a dignidade do ser humano. Tudo isso tem que ser obrigatoriamente conquistado, pois devemos marchar conscientemente para a formação de um Estado Mundial.

O Racionalismo Cristão não quer e muito menos precisa de simples adeptos ou fiéis. Por isso não arrebanha, não se esforça por adquirir simples prosélitos. Queremos sim, seres humanos livres, libertos das peias de qualquer credo, seja ele qual for, portanto, das crenças irracionais, conscientes das suas próprias ações, que não haja às escondidas, na moita, por debaixo dos panos, atrás da cortina, como vulgarmente se diz, para que essas suas ações sirvam de exemplos aos mais atrasados, que ainda precisam de um norte para as suas vidas, e então se possa fazer valer mais profundamente o determinismo, com todos agindo coordenados uns com os outros, em uma quase perfeita sintonia de integração, para que assim prepondere a paz e o progresso entre todos, com todos sendo dignos das vidas que levam. Então serão realmente merecedores da felicidade relativa, quer dizer, dignos dela.

 

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