06.16- Há muitas moradas na casa do Pai

A Cristologia
25 de outubro de 2018 Pamam

É sabido que somos partículas do Ser Total, que temos as mesmas substâncias do Criador. As substâncias de Deus são formadas pela Essência, representada pelo Ser Total, que é a substância principal, e pelas Propriedades, representadas pela Força Total, a Energia Total e a Luz Total, que são as substâncias secundárias. A nossa essência é uma partícula do Ser Total, que podemos denominar de espírito, então o Ser Total é o Espírito Total. As nossas propriedades são as parcelas das propriedades da Força e da Energia, que formam o nosso corpo fluídico, ou o nosso perispírito, e das parcelas da propriedade da Luz, que formam o nosso corpo de luz, em que o corpo fluídico e o corpo de luz formam a nossa alma.

Daí a razão pela qual Jesus, ao alcançar a condição do Cristo, tirar de si mesmo tudo aquilo que se refere a Deus, pois que Deus se encontra nele contido em uma imensa proporção, dado o seu elevadíssimo estágio evolutivo. Mas como Deus é o Ser Total e possui a Força, a Energia e a Luz em suas amplitudes, há que se realçar a semelhança entre ambos. No entanto, essa semelhança somente pode ser devidamente contemplada por quem alcançou a condição do Cristo, em que nesta condição se pode contemplar diretamente ao Criador para chamá-Lo de Pai, razão pela qual ele pôde constatar pessoalmente a sua filiação. Mas é preciso que todos sejam cientes de que todos os seres, dos seres atômicos aos seres espirituais, somos todos igualmente filhos de Deus. Então, tudo o que existe é Deus e os seus filhos, em conformidade com Jesus, o Cristo, e como as substâncias são comuns a ambos, podemos concluir que tudo é Deus. Em resumo: Deus é o Todo. Ressalvando-se aqui que não se pode suprimir a identidade de Deus, caindo assim no pampsiquismo.

Torna-se impossível conceber alguma coisa que não seja proveniente de Deus, que seja independente Dele, que exista à Sua revelia, pois aí teríamos que investigar a sua procedência, pois que essa coisa fatalmente teria que ser incriada, assim como Deus, ou então criada, sendo proveniente de outro Deus, que então seria também incriado, concebendo a existência de outras substâncias para mais um Criador, o que é ilógico para a realidade natural das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, a não ser que descambemos para o sobrenatural, mas aí é outra história. Senão vejamos:

O deus bíblico, que os seguidores dos credos e seitas bíblicos afirmam que ele é incriado e nos criou à sua imagem e semelhança, que é o denominado criacionismo, leva-nos fatalmente à conclusão da sua própria criação, qual seja, a de que ele também foi criado, pois é evidente que se nós realmente somos iguais a ele, em imagem e semelhança, isto implica em dizer que ele também foi igualmente criado. Ora, segundo Gênesis 2:7, o homem veio do pó do solo, ou do barro, como assim também dizem, e se o homem é a imagem e a semelhança desse deus, então ele igualmente veio também do pó do solo, ou do barro, como queiram.

Mas não é assim, por hipótese alguma, na realidade, sendo um espírito tremendamente obsessor e estando quedado no astral inferior, Jeová, o deus bíblico, obviamente que também é espírito e possui o seu corpo fluídico, com o seu corpo de luz estando enegrecido, e que estando desencarnado consegue ver naturalmente os corpos fluídicos dos encarnados, que ficam ligados aos corpos humanos por intermédio dos cordões fluídicos. Por isso, ele passa a afirmar para os médiuns de incorporação, videntes e ouvintes, tais como Abraão, Moisés e outros, que criou o homem à sua imagem e semelhança, quer dizer, em corpo fluídico tal como ele se encontra decaído no astral inferior, em que lá assume a essa sua pretensão estúpida de ser um deus, um deus todo-poderoso, chefe de exércitos, cujos exércitos nada mais são do que as suas falanges de anjos negros, dizendo-se também o criador dos céus e da terra, da maneira mais estúpida possível, o que explica a razão do sobrenatural, em face da ignorância dos seres humanos em relação ao astral inferior, advindo daí a adoração, o temor, a subserviência, os milagres, as rezas e orações, as suas intervenções diretas nas vidas dos seus seguidores, e tudo o mais que inferioriza a nossa inteligência e reduz a nossa capacidade para dirigir as nossas próprias vidas, com base na verdade, na sabedoria e na razão.

Em relação a Lúcifer, ou ao Satanás, este não passava de um dos anjos que chefiavam as falanges de Jeová, sendo acostumado a comandar as nações da Terra diretamente do astral inferior, através dos seus instrumentos encarnados, e vendo que Jeová, o deus bíblico, alimentava a pretensão genocida de acabar com a vida na Terra, através do fogo, extinguindo com esta civilização, assim como outras também foram extintas pelo astral inferior, por outros meios, tal como através do dilúvio, revoltou-se com tal pretensão estúpida, afirmando que não iria compactuar com esse descalabro, sendo mais aconselhável continuar comandando as nações, com ambos se desentendendo em relação ao caso. Nessa ocasião, um terço dos anjos negros se postou ao lado de Lúcifer, enquanto que o restante se postou ao lado de Jeová, que com um exército de anjos negros mais numeroso levou de vencida a essa guerra travada no astral inferior. É por isso que Jeová se diz chefe dos exércitos, e que Lúcifer é o Satanás, por ser o anjo revoltado. Posteriormente, Lúcifer encontrou também o seu Abraão, na pessoa de Maomé, quando então fundou o credo muçulmano, por intermédio desse seu instrumento encarnado, o que implica em dizer que Alá, o deus alcorânico, é o próprio Lúcifer. Tudo isso se encontra explanado em seus maiores detalhes neste site de A Filosofia da Administração.

Pode-se assim compreender claramente que, além de darem a forma humana a Satanás, afirmam também que ele era um anjo revoltado, nele inserindo mais algumas características, todas retiradas dos irracionais, tais como chifres, rabo e pés de bode, e até lhe deram um instrumento bastante peculiar: um tridente; que ninguém sabe explicar qual seja a sua utilidade, talvez para espetar a região glútea dos que o inventaram, que por ser macia e carnuda, causa menos danos aos seus inventores, e então, sendo espetados nessa região, possam os efeitos ser direcionados diretamente para o cérebro, para que assim eles tomem algum juízo.

A propriedade da Força contém o espaço, onde se encontram todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, os quais sempre existiram, por isso não são criados, tendo que ser percebidos e captados, mais propriamente nos elevando ao Espaço Superior, tendo por base a nossa moral, por isso desenvolvemos um dos nossos órgãos mentais com essa função e com essa finalidade, que se denomina de criptoscópio, que é o órgão mental da percepção e da captação.

A propriedade da Energia contém o tempo, onde se encontram todas as experiências físicas acerca da sabedoria, as quais nunca existiram, a não ser em similaridades, por isso não são captadas, tendo que ser compreendidas e criadas, mais propriamente nos transportando ao Tempo Futuro, tendo por base a nossa ética, por isso desenvolvemos um dos nossos órgãos mentais com essa função e com essa finalidade, que se denomina de intelecto, que é o órgão mental da compreensão e da criação.

A propriedade da Luz penetra o espaço e o tempo, cujas coordenadas fornecidas pelas estrelas formam todo o Universo, somente penetradas por quem realmente é educado, ou seja, detentor da moral e da ética, onde se encontram o repositório dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e o campo das experiências físicas acerca da sabedoria,  os quais têm que ser coordenados entre si, por isso desenvolvemos um dos nossos órgãos mentais com essa função e com essa finalidade, para essa coordenação, cujo órgão mental se denomina de consciência, que é o órgão mental que coordena o criptoscópio e o intelecto.

O criptoscópio, o intelecto e a consciência, portanto, são os órgãos mentais que compõem o nosso espírito, por onde o espírito manifesta toda a sua inteligência, sendo comandados pelos atributos individuais e relacionais, que formam as nossas qualidades, daí a razão pela qual se diz que nós somos as inteligências da Inteligência Universal.

Então, fica posto corretamente que Deus é também chamado de Inteligência Universal. E como a nossa inteligência é proveniente da Inteligência Universal, nós vamos aos poucos reunindo as condições necessárias para podermos perscrutar todo o Universo, à medida que a vamos desenvolvendo, por intermédio dos nossos órgãos mentais, no decorrer do processo da evolução espiritual, o que exige também o desenvolvimento de muitos outros atributos espirituais, que formam as nossas qualidades, para que possamos utilizá-los a contento em favor da nossa inteligência, pois, como dito, a nossa inteligência é comandada pelos nossos atributos.

Em sendo assim, que ninguém duvide da capacidade humana para desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, pois até o maior de todos os mistérios, o tão propalado Mistério da Santíssima Trindade, inserido intencionalmente nos livros ditos sagrados pelo Astral Superior, foi por nós desvendado, como consta no tópico anterior, já que ele foi inserido justamente com essa finalidade, para que ninguém afirme ser impossível qualquer realização humana, desde que rigorosamente dentro do contexto da natureza, de âmbito universal, longe das ilusões da matéria e dos devaneios do sobrenatural.

E por falar em natureza, que contém a verdadeira palavra de Deus, em que a Bíblia disto se arvora de conter, quando, na realidade, contém apenas as palavras de um espírito tremendamente obsessor quedado no astral inferior, transmitidas através de médiuns, vamos agora recorrer a um dos maiores poetas de todos os tempos para tratarmos acerca deste assunto. É lógico que a poesia, assim como a literatura, representam apenas fases no desenvolvimento da nossa inteligência.

Os poetas, quase sempre, fazem analogias com o amor ou com os objetos das suas inspirações, em suas rimas, que chegam a ser até um tanto quanto pitorescas quando analisadas à luz da razão. Mas, às vezes, deixam transparecer os seus esforços em encontrar as mais belas palavras, assim como também as suas satisfações quando as empregam, uma vez que isso é importante para a poesia, pois assim os poetas demonstram os esforços que empregam na busca do belo, e, geralmente, conseguem encontrá-lo, por isso mesmo as poesias não perdem o valor na formação da inteligência humana.

Já os literatas, quando realmente o são, procuram criar as histórias que sejam úteis e representativas da vida humana, encerrando lições valiosíssimas, que são necessárias ao polimento da conduta de vida de cada ser humano, além de também procederem ao polimento da escrita de cada língua em que escrevem. Mas quando não o são, originalmente, procuram a todo o custo fazer as maravilhas dos anseios daqueles seres humanos mais atrasados, que se julgam cultos, sem saberem que são simples leitores de literaturas nocivas, servindo apenas de instrumentos para a venda de livros, que é o objeto principal desses literatas de meia tigela, que passam a se considerar os maiorais da escrita, ignorando que fazem sucesso apenas com os ignorantes mais atrasados.

Em ambos os casos, as suas almas estão totalmente expostas em suas obras, pois elas são os retratos daquilo que escrevem. Então, que os leitores mais precavidos passem, ora em diante, a analisar as almas dos seus escritores favoritos, para que assim possam recomendá-las ou não aos demais.

Esse que é considerado um dos maiores poetas de todos os tempos é Guerra Junqueiro, citado até por Luiz de Mattos, que através da sua poesia vem nos fornecer novamente ainda mais inspiração para que possamos explanar um pouco mais acerca dessa mentirosa e perigosa Bíblia, assim como também acerca da própria natureza, quando em sua linguagem poética, ele assim se expressa:

Há mais fé e há mais verdade

Há mais Deus com certeza

Nos cardos secos de um rochedo nu

QUE NESSA BÍBLIA ANTIGA… Ó Natureza

A ÚNICA BÍBLIA verdadeira és tu…”.

Com toda certeza, esse grande poeta não concebeu sozinho a essa grande lição destinada a todos os seres humanos, que se encontra encerrada em sua poesia. Sem qualquer sombra de dúvida, ao procurar o belo, ele estava sendo intuído pelo Astral Superior, para que então pudesse manifestar toda a sua grandeza de ser humano, através da sua poesia.

Ora, a Bíblia é tida como sendo um livro sagrado que contém a palavra de Deus. E se contém realmente a palavra de Deus, é porque esse livro deve ter sido escrito por Deus, onde nele deveria estar contida toda a Sua alma, embora materialmente tenha sido escrita por seres humanos, mas que se considera haverem sido inspirados por Deus, por essa razão o autor verdadeiro deve ser Deus, e não os meros instrumentos por Ele inspirados. Cabem aqui agora as indagações abaixo:

A alma de Deus pode estar contida em uma única obra, que não a natureza? A alma de Deus pode estar restrita a um único livro? A alma de Deus compreende apenas o período que se inicia no Gênesis e se encerra no Apocalipse? Onde se encontra a alma de Deus que seja anterior ao Gênesis e posterior ao Apocalipse? Onde está a perfeição de Deus, antes da criação de todas as coisas, se tudo o que existia anteriormente era incompleto, sendo preciso criar todas as coisas para tornar completo o que já existia, e assim torná-Lo perfeito? Onde estará a perfeição de Deus, após a criação de todas as coisas, se ele criou os próprios seres  humanos e depois irá extinguir aqueles que são os pecadores, ou os ímpios, tornando incompleta a sua própria criação? De onde ele tirou as substâncias necessárias para criar todas as coisas? Do nada? E o nada existe? Então quem criou o nada? Do sobrenatural? E o sobrenatural existe? Então quem criou o sobrenatural? O nada e o sobrenatural existem por si mesmos? Sim? Então o nada e o sobrenatural são iguais a Deus que também sempre existiu? O nada e o sobrenatural foram criados por Deus? Sim? Então porque Deus não criou todas as coisas diretamente de Si mesmo, sem antes ser preciso criar o nada e o sobrenatural, para somente depois então retirar deles as substâncias para criar todas as coisas? E após a criação de todas as coisas, como ficaram o nada e o sobrenatural? O nada ficou sem nada e não continuou a existir, após a criação, ou o nada ficou com algumas substâncias para alguma outra criação, continuando a existir? O sobrenatural ficou natural e deixou de existir, após a criação, ou o sobrenatural forneceu algumas substâncias naturais para a criação, conservando outras sobrenaturais? Chega de indagações sobrenaturalmente ilógicas!

Com relação à Bíblia, só nos resta agora modificar a palavra Deus para deus, mais propriamente para Jeová, o deus bíblico, passando a primeira letra para o minúsculo, que nem isso esse deus safado e mentiroso merece, por ser belicoso, ciumento, iracundo, vingativo, chefe de exércitos, e, principalmente, um péssimo criador e um pai extremamente mau, por ser um pai assassino, candidato a ser o maior filicida de todos os tempos, ao pretender matar os seus próprios filhos, condenando-os à extinção, ou a arderem eternamente no fogo do inferno, ao invés de os regenerar, quando ele mesmo é quem vai ser regenerado, por não ser deus coisa nenhuma, a não ser apenas na imaginação dos bíblicos, dos mais atrasados, dos adoradores acretinados pelos sacerdotes.

No entanto, quem quiser continuar a ser bíblico, mas realmente bíblico, em sua autenticidade, para estudar as autênticas palavras de Deus, do verdadeiro Deus, aquele que realmente existe em toda a Sua Perfeição, Infinitude e Ilimitação, portanto, em toda a Sua Grandeza, para a nossa glória e felicidade, todas as Suas palavras se encontram expostas magistralmente em um único livro, cujas páginas não precisam ser abertas para a sua leitura, bastando apenas contemplá-las, por isso sem a necessidade da intervenção de quaisquer intermediários “inspirados”, para que assim possa continuar a sua preciosa vida neste mundo vivida com sabedoria. Para tanto, precisa apenas mudar o nome da natureza, e passar a denominá-la de Bíblia. Sim, Guerra Junqueiro, você está absolutamente correto, mas me permita, eu mesmo, repetir as suas palavras, tais como se fossem minhas, sem plágio, apenas as tomando por empréstimo, pois que com elas eu tenho que satisfazer a um grande júbilo pelo qual anseia ardorosamente a minh’alma: Ó natureza, a única Bíblia verdadeira és tu! Agora eu devolvo, agradecido e penhorado, as suas palavras que tomei por empréstimo, esperando ter feito bom uso delas.

Agora, quem quiser estudar e adquirir um pouco mais de noção acerca da única e verdadeira Bíblia, disponha-se a ler a obra Vibrações da Inteligência Universal, escrita pelo gigante Luiz de Mattos, onde nela poderá contemplar um pouco da natureza, através da sua própria alma, em toda a sua pureza, e constatar como o Espírito Santo, o ajudador, o espírito da verdade, conseguiu contemplar a Deus quando neste mundo encarnou para fundar o Racionalismo Cristão, e, através deste, transmitir a verdade.

Sim, Deus pode ser contemplado em uma única obra. Sim, Deus pode ser contemplado em um único livro. Na natureza! É, pois, na natureza onde podemos encontrar a Grande Obra, que representa o Livro de Deus, onde podemos ler as suas palavras com exatidão, uma por uma, que foram escritas com Amor, na obra que retrata a existência de todas as coisas, que é incomensurável, pois que se estende por todo o sempre, em apenas um único volume. Assim como o Espírito Total do Criador produz o verdadeiro Amor, todos os espíritos das criaturas têm que também produzir o amor, que é de natureza espiritual, jamais material, pois que todos os espíritos são derivados do Espírito Total, para que assim, produzindo o amor, possam todos eles retornar para o Seu Seio, quando estiverem todos educados, reunindo as condições para verdadeiramente amá-Lo.

Quando encarnado como Ruy Barbosa, jamais alguém se manifestou acerca da minha aparência humana, pois ninguém veio a público para dizer que eu era feio, baixo, magro, franzino, encurvado, calvo, bigodudo, em que este último eu também ainda o sou, pois que me sinto muito bem de bigode, mas não tão bigodudo quanto o era antes, sendo tudo isso acertadamente relevado. Entre os brasileiros dessa época, alguns se posicionavam em meu favor, eram os meus seguidores e apreciadores; enquanto que outros se posicionavam contrários, eram os meus críticos e perseguidores. Mas todos eles, sem qualquer exceção, eram admiradores das minhas inteligência e erudição, sem qualquer contestação a respeito, e, também, jamais puseram em dúvida o talento por mim demonstrado nas lides do Direito, tendo cada um dos meus pareceres emitidos quase a força de lei, aos quais recorriam constantemente em suas dúvidas, sendo no exercício desta minha profissão que pude fazer sobressair mais a minha coragem.

Todos os brasileiros, sem qualquer exceção, desde que não sejam analfabetos e tenham um mínimo de cultura, quando se referem à inteligência, são plenamente cientes de que o nome Ruy Barbosa dela é sinônimo, é marca registrada minha, conseguida com muito estudo, com muito esforço e com muita dedicação, que ao final desta obra eu explanarei o porquê desse fato, assim como determinados produtos são sinônimos da própria marca.

Daí a razão pela qual todos me chamarem de doido, de vaidoso, de perturbado, de soberbo, de vagabundo, e outros adjetivos mais, quando eu afirmei abertamente que fui quem realmente fui, distorcendo totalmente a esta minha afirmativa, considerando maldosa e nesciamente que eu apenas estava querendo ser, assim como muitos dizem ser Napoleão Bonaparte e outros. Mas hoje eu tenho bem mais inteligência do que tinha como Ruy Barbosa, o que comprovo plenamente com o incremento da minha coragem, ao fazer tal revelação, e ainda mais prová-la por completo, para que todos fiquem sabendo que a minha boa vontade em esclarecer a minha humanidade é isenta de vacilações e receios, pois se aqui, neste mundo, consideram-me doido, vaidoso, perturbado, soberbo, vagabundo, e outros adjetivos mais, nos Mundos de Luz me consideram aquilo que realmente sou, já que sou o que penso, conforme Jesus, o Cristo, assim me ensinou, que é o que realmente me interessa, pois que a espiritualidade está acompanhando passo a passo a minha trajetória evolutiva nesta minha encarnação.

No entanto, eu sei perfeitamente que no futuro me farão justiça, saberão honrar o meu nome, consoante o meu merecimento, mas eu não estou preocupado como isso, nem um pouco, mas sim apenas com a evolução espiritual da minha amada humanidade. Isto é ou não é uma demonstração de uma imensa sinceridade, aliada à coragem?

Mas no campo da política não se dava o mesmo, o que é compreensível, em face da sua dinâmica relativa e dos pensamentos divergentes, sendo muitas das minhas decisões contestadas posteriormente, daí a formação dos grupos contrários às minhas ações políticas. Mas algo eu pude fazer pelo Brasil, realizando o que me foi possível realizar em prol da minha pátria amada, não me limitando apenas em criticar a classe política em suas decisões, estando elas certas ou erradas, pois criticar é muito fácil, algo que qualquer idiota consegue fazer, mas realizar, construir, erguer, edificar, embelezar, é algo bem mais difícil, que requer talento e disposição para tanto, o que só se consegue com muito esforço, com muita disposição, com muita luta. E agora, estando reencarnado como Pamam, muito mais deverei fazer em prol da minha querida pátria, e, por extensão, em prol de toda a nossa humanidade.

No entanto, devo ressaltar, nem mesmo um dos meus mais ferrenhos críticos, que foi R. Magalhães Júnior, membro da Academia Brasileira de Letras, portanto, um ser humano inteligente e letrado, ousou abrir a sua boca ou se utilizar da sua pena para me acusar de qualquer ato que fosse indigno da minha moral e da minha ética, portanto, desabonador da minha conduta de vida, tais como os atos de corrupção, mordomia e outros que sejam de origens desonestas, os quais, para o meu grande desgosto e a minha profunda tristeza, são comuns e estão banalizados hoje em dia na política e nos demais cargos públicos, quase como se fossem instituições, mas que estão com os seus dias contados, e bem contados, afirmo eu com toda a minha convicção.

De modo radicalmente oposto, como simples exemplo, todos se manifestam acerca da aparência física dos artistas de cinema, televisão ou teatro, com todos vindo a público para dizer que são bonitos e sensuais, realçando as suas aparências, com os jornalistas especializados em fofocas dedicados em cascaviar as suas vidas pessoais, unicamente porque são famosos, cujas vidas geralmente são vazias de sentido, uma vez que adoram os namoricos avulsos, os casamentos constantes, as festas sociais, os embalos da noite, com alguns até se incomodando com esses jornalistas, sem saberem lidar com a própria fama que adquiriram. Ignoram todos eles que envelhecerão, que deixarão de ser galãs e musas, que o corpo humano é apenas um invólucro temporário neste mundo, sujeito ao desgaste natural pela ação do tempo, até ser completamente desintegrado, após a desencarnação.

Mas nunca, nunca mesmo, qualquer jornalista, seja em que setor haja se especializado, jamais veio a público se referindo a um artista de cinema, televisão ou teatro para realçar a sua moral, a sua ética, a sua educação, para que a sua conduta de vida pudesse servir de exemplo aos demais, notadamente aos seus próprios fãs. E muito menos para realçar a sua inteligência, que, ao contrário do corpo humano, é permanente e eterna, tendendo a se desenvolver cada vez mais, até atingir aos píncaros da glória da existência humana, quando realmente posta ao serviço do bem comum.

Quero com tudo isso dizer, que aquilo que realmente tem valor é o nosso espírito e a nossa alma, que são eternos e universais, com o espírito evoluindo e evoluindo sempre, cada vez mais, até reunir as condições adequadas para contemplar diretamente a Deus, tal como Jesus, o Cristo, porque a nossa inteligência, em sua evolução constante, tende necessariamente para a Inteligência Universal. No entanto, cada um de nós segue um caminho que lhe é próprio, particular, único, diferente do caminho de todos os demais seres. A quantidade de seres é incomensurável, então os caminhos por eles seguidos são também incomensuráveis.

Neste caso, há que se indagar o seguinte: se os caminhos são incomensuráveis, e se cada ser segue o seu próprio caminho, que lhe é próprio e peculiar, qual é então a ligadura, o laço de união, o fator que mantém todos os seres integrados, rumo ao mesmo sentido, em direção a Deus? Podemos responder a esta indagação discorrendo um pouco novamente sobre a nossa inteligência, da seguinte maneira:

O CRIPTOSCÓPIO

  • Todos nós desenvolvemos um órgão mental denominado de criptoscópio;
  • O criptoscópio é desenvolvido por intermédio da propriedade da Força;
  • A propriedade da Força contém o espaço;
  • O espaço contém todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade;
  • Os conhecimentos metafísicos acerca da verdade sempre existiram no espaço, mais propriamente no Espaço Superior, que é o seu repositório, uma vez que os mesmos são absolutos, incriáveis, imutáveis, ontológicos, por isso eles têm que ser percebidos e captados, e não compreendidos e criados;
  • Os conhecimentos metafísicos acerca da verdade representam as causas de todos os efeitos;
  • O criptoscópio é o órgão da percepção e da captação, por intermédio do qual os seres humanos se elevam ao Espaço Superior para perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, tendo por base a moral adquirida;
  • Os seres humanos que conseguem perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, assumem o dever de transmiti-los aos seus semelhantes.

O INTELECTO:

  • Todos nós desenvolvemos um órgão mental denominado de intelecto;
  • O intelecto é desenvolvido por intermédio da propriedade da Energia;
  • A propriedade da Energia contém o tempo;
  • O tempo é o campo de criação de todas as experiências físicas acerca da sabedoria;
  • As experiências físicas acerca da sabedoria nunca existiram no tempo, mais propriamente no Tempo Futuro, que é o seu campo de criação, uma vez que as mesmas são relativas, criáveis, mutáveis, empíricas, por isso elas têm que ser compreendidas e criadas, e não percebidas e captadas;
  • As experiências físicas acerca da sabedoria representam os efeitos de todas as causas;
  • O intelecto é o órgão da compreensão e da criação, por intermédio do qual os seres humanos se transportam ao Tempo Futuro para compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, tendo por base a ética adquirida;
  • Os seres humanos que conseguem compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, assumem o dever de explanar a verdade e indicar o sentido das ações dos seus semelhantes, direcionando as suas vidas com acerto.

A CONSCIÊNCIA:

  • Todos nós desenvolvemos um órgão mental denominado de consciência;
  • A consciência é desenvolvida por intermédio da propriedade da Luz;
  • A propriedade da Luz penetra o espaço e o tempo, que estão contidos nas estrelas, as quais fornecem as coordenadas universais, por serem partículas combinadas das propriedades da Força e da Energia, pois que elas formam o Universo, que é habitado pelos seres, os quais formam os mundos, que ficam sob as égides das estrelas;
  • O Universo contém todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e fornece o campo para a compreensão e a criação de todas as experiências físicas acerca da sabedoria, que devem se encontrar devidamente coordenados pela consciência;
  • Coordenando o criptoscópio e o intelecto, a consciência proporciona a que o primeiro perceba e capte os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, ao mesmo tempo que o segundo compreenda e crie as experiências físicas acerca da sabedoria;
  • Os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, tanto percebidos e captados como compreendidas e criadas, respectivamente, em conjunto, representam as causas e os efeitos de todas as coisas, fatos e fenômenos universais;
  • Os seres humanos ainda não conseguem fazer prevalecer as suas consciências na proporção desejada, em relação aos demais órgãos mentais, pois ainda lhes falta adquirir muitas parcelas de luz, em seus corpos de luz;
  • É através da consciência que os seres humanos devem produzir a amizade espiritual, fazendo emergir a solidariedade fraternal, com todos se tornando antecristãos, pois que o seu Antecristo já se encontra em seu meio, revolucionando toda a cultura humana, para que somente depois possam produzir o amor espiritual, com todos se tornando realmente cristãos, quando tiverem finalmente o seu Cristo em seu meio.

Estando compreendida assim a nossa inteligência, nós devemos adquirir a consciência plena de que em nossa evolução espiritual, ao evoluirmos por intermédio da propriedade da Força, que contém o espaço, nós somos regidos por leis espaciais, que têm que ser obedecidas; ao evoluirmos por intermédio da propriedade da Energia, que contém o tempo, nós somos regidos por princípios temporais, que têm que ser seguidos; e que, ao evoluirmos pela propriedade da Luz, que penetra o espaço e o tempo, nós somos regidos por preceitos universais, que têm que ser cumpridos.

Em nossa trajetória evolutiva, tais como espíritos, nós passamos a habitar as coordenadas universais consoante o estágio evolutivo em que nos encontramos, formando os Mundos de Luz das mais diversas categorias, que ficam sob as égides das estrelas. É por isso que Jesus, o Cristo, afirma que “Há muitas moradas na casa do Pai”. Sabendo-se que todas as coordenadas universais pelas quais os espíritos passam ficam gravadas em seus corpos fluídicos, em que os seus corpos de luz penetram a todas elas, isto quer dizer que os espíritos têm acesso a todas as coordenadas universais por que passou, através do deslocamento denominado de volição, mas que não têm acesso às coordenadas universais que se situam acima dos seus Mundos de Luz.

A razão disso é fácil de se explicar.

A moral é a condição sine qua non para que nós possamos nos elevar ao Espaço Superior, sendo por isso que os seres humanos não conseguem transcender ao espaço que forma o ambiente fluídico deste mundo, por não terem ainda a moral necessária para tanto. Enquanto que a ética é a condição sine qua non para que nós possamos nos transportar ao Tempo Futuro, sendo por isso que os seres humanos não conseguem transcender ao tempo que forma o ambiente fluídico deste mundo, por não terem ainda a ética necessária para tanto. A moral e a ética, em seu  conjunto, formam a nossa educação. E como os seres humanos ainda não são educados, eles não podem se universalizar, ou seja, não podem se elevar ao Espaço Superior e se transportar ao Tempo Futuro, concomitantemente. Ora, os seres humanos não conseguem acolitar sequer, nem ao menos, as legislações as suas próprias nações, fazendo-as viger, o que dizer então da legislação universal?

Em analogia, os espíritos que habitam a um determinado Mundo de Luz, não possuem a moral e nem a ética exigidas, portanto, a educação necessária, para que possam transcender a esse Mundo de Luz, alçando-se a uma coordenada universal que se situa acima da que se situa o seu Mundo de Luz, pois caso assim fosse, eles iriam tumultuar o ambiente do Mundo de Luz que é superior ao seu, em adiantamento espiritual, uma vez que não saberiam obedecer às suas leis espaciais, não saberiam seguir aos seus princípios temporais e nem saberiam cumprir aos seus preceitos universais.

A explanação resumida das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais, postos logo abaixo, em relação à existência dos Mundos de Luz, que são habitados por espíritos da mesma categoria, facilitarão a esta compreensão:

LEI DA AFINIDADE

É uma lei espacial que determina as proximidades dos espíritos entre si, em seus caminhos próprios, individuais, exclusivos, em função das suas semelhanças, cujas proximidades entre os espíritos ocorrem por analogia, de acordo com as suas categorias, ou com as aproximações entre os seus estágios evolutivos, evidenciando assim as suas conformidades uns para com os outros, ou seja, as suas tendências combinatórias, consoante as suas identidades se encontrem com certa igualdade no processo da evolução, pois que no Universo não existem duas coisas que sejam exatamente iguais.

Assim, a lei da afinidade pode ser compreendida como sendo uma determinação de Deus, através da qual o magnetismo, que se encontra contido nos fluidos, regulam o modo pelo qual os espíritos devem se combinar entre si, ou tendem a se combinar entre si, quando são afins uns aos outros, em relação aos estágios evolutivos em que se encontram, formando assim um único Mundo de Luz.

LEI DA COESÃO

É uma lei espacial que determina uma aproximação mais estreita possível em relação aos caminhos próprios, individuais, exclusivos, por onde os espíritos caminham pelo espaço, para que assim as aproximações desses caminhos pelo espaço, possibilitem uma integração entre todos eles, através do curso do tempo, proporcionando que ocorra uma integração universal entre todos os espíritos, em suas relações recíprocas, pois que todos os espíritos devem interagir uns com os outros, uma vez que no Universo deve existir uma verdadeira integração entre todas as coisas.

Assim, em relação aos Mundos de Luz, a lei da coesão pode ser compreendida como sendo o resultado de uma determinação de Deus para que todos os espíritos venham a aproximar os seus caminhos próprios, individuais, exclusivos, uns dos outros, a fim de que o curso do tempo atue no sentido de que eles fiquem ligados, ou permaneçam ligados entre si, durante um certo período, para as trocas de acervos entre si. Essa aproximação dos caminhos dos espíritos ocorre por intermédio do magnetismo contido nos fluidos.

É por isso que os espíritos podem percorrer os Mundos de Luz que se situam abaixo dos seus, para que ocorram as suas interações, inclusive encarnando nos mundos-escolas, quando então passam a interagir diretamente com vários espíritos de categorias diferentes, misturando-se uns aos outros, e, também, interagindo com uma infinidade de coisas infra-humanas.

PRINCÍPIO DA ATRAÇÃO

É um princípio temporal, através do qual Deus determina a inclinação, o pendor, o encantamento, a simpatia, o fascínio, que todos os espíritos manifestam uns pelos outros, em que o curso do tempo possibilita que toda essa atração venha a ser exercida e satisfeita em um único Mundo de Luz, uma vez que todos os espíritos têm uma origem comum em Deus, que é o Espírito Total.

Assim, o princípio da atração pode ser compreendido como sendo o modo determinado pelo curso do tempo, através do qual os espíritos se atraem reciprocamente na razão direta dos estágios evolutivos em que eles se encontram, o que ocorre através da eletricidade contida nos fluidos.

PRINCÍPIO DA REPULSÃO

É um princípio temporal, através do qual Deus determina que os espíritos venham a se repelir mutuamente, pois que os espíritos procuram impedir que outro ou outros espíritos venham a percorrer os seus mesmos caminhos, que lhes é próprio e exclusivo.

Em decorrência, eles agem no sentido de afastar ou pôr distante os demais espíritos que habitam aos Mundos de Luz mais atrasados, rejeitando-os prontamente, em que esta repulsão é decorrente das próprias individualidades inerentes aos seus Mundos de Luz, que procuram por todos os meios conservar.

Por isso, os espíritos se opõem e se recusam que outro ou outros espíritos mais atrasados venham a interferir nas individualidades dos seus Mundos de Luz, pois que a pretensão é adquirir, por si mesmos, os seus próprios poderes, através dos quais eles pautam as suas próprias ações no curso do tempo.

Assim, o princípio da repulsão pode ser compreendido como sendo um meio através do qual os fluidos regulam a aversão que os espíritos têm para impedir que outro ou outros espíritos com corpos fluídicos mais grosseiros venham a seguir pelos caminhos espaciais que são próprios dos seus Mundos de Luz, os quais se encontram determinados no espaço e no tempo para si mesmos.

Em razão disso, todos os espíritos buscam seguir as individualidades que são próprias e inerentes aos seus Mundos de Luz, ao repelirem naturalmente os espíritos que habitam aos Mundos de Luz mais atrasados.

PRECEITO DA POLARIZAÇÃO:

O preceito universal da polarização, então, pode ser compreendido como sendo uma determinação de Deus para regular o poder e a ação, portanto, a vida que os espíritos detêm em si mesmos, orientando as suas vibrações magnéticas, as suas radiações elétricas e as suas radiovibrações eletromagnéticas, em conformidade com a lei da afinidade e o princípio da atração, de modo a formar polos, formando centros de atividades e de interesses, que são justamente os Mundos de Luz.

PRECEITO DA INTEGRAÇÃO

O preceito da integração é um preceito universal, através do qual Deus determina que os espíritos venham a se integrar entre si, através do qual o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo, que se encontram contidos nos fluidos, regulam o modo pelo qual eles se encontram nos mesmos estágios evolutivos, por conseguinte, as suas afinidades e as suas atrações, vindo assim a formar um mesmo Mundo de Luz, a fim de que agrupados em uma mesma categoria, possam proceder às suas evoluções pelo Universo em companhia uns dos outros

Após a compreensão dessas leis, desses princípios e desses preceitos, pode-se então indagar: quantas humanidades não têm os seus espíritos que as integram habitando aos incontáveis Mundos de Luz que existem no Universo?

Devemos nesta contemplação transcendental, uma vez que ela se estende por todo o Universo, perceber e compreender que cada humanidade corresponde a inúmeros Mundos de Luz, mas, ao mesmo tempo, correspondendo a um único mundo-escola que lhe compete, pois que cabe a cada humanidade transformar o seu mundo-escola em um Mundo de Luz.

Então a nossa inteligência nos leva a contemplar de início a Via Láctea, que é a nossa galáxia. Que imensidão! Sem considerar a distância incomensurável que separa uma galáxia da outra. Mas quantas galáxias existem? Não o sabemos. Então não sabemos também quantos mundos se encontram em formação, até se transformarem em mundos-escola, com cada um deles servindo de depuração das almas dos espíritos que nele encarnarão para evoluir e fazê-lo também evoluir, até que venha a se transformar em um Mundo de Luz. Então o Universo não tem princípio, mas se encontra em constante expansão, com a formação de novos mundos e a reintegração de Mundos de Luz ao Seio de Deus.

E agora se pode compreender perfeitamente o que a imaginação pode fazer com a nossa humanidade. Dada a imensidão do Universo, como é que se pode racionalmente conceber a construção de espaçonaves para a sua exploração? Não é muito mais fácil conceber a exploração do Universo através de nós mesmos, em que por intermédio da volição nós abandonamos os nossos corpos humanos, ficando ligados a eles pelos cordões fluídicos, e transcendemos a este mundo, para visitar outros mundos? Não devemos esquecer que todas as coordenadas universais por que passamos ficam gravadas em nossos corpos fluídicos, e que os nossos corpos de luz penetram a todas elas.

No entanto, o mundo Terra, sendo um mundo-escola, no qual a nossa humanidade encarna para evoluir e fazê-lo também evoluir, encontra-se agora diretamente ligado ao mundo-escola de uma outra humanidade, a qual seguimos na esteira evolutiva do Universo, e logo estará também diretamente ligado ao mundo-escola de uma outra humanidade, a qual nos segue na esteira evolutiva do Universo. Isto implica em dizer que, uma a uma, as humanidades vão se interligando por intermédio do instituto do Cristo, através dos seus mundos-escolas, o que também deve ocorrer através dos seus Mundos de Luz.

Assim, fica devidamente explanado este ensinamento de Jesus, o Cristo, pois quando ele disse que “Existem muitas moradas na Casa do Pai”, estava a se referir aos Mundos de Luz que servem de morada aos espíritos. Aliás, esses Mundos de Luz servem de morada temporária, pois que em suas evoluções, os espíritos vão progredindo, ascendendo a outros Mundos de Luz mais adiantados, daí a razão pela qual alguns os denominam também de Mundos de Estágio.

 

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