06.12- É mais fácil um camelo entrar no buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino dos céus

A Cristologia
22 de outubro de 2018 Pamam

Antes de podermos adentrar propriamente no âmbito deste ensinamento, faz-se mister esclarecer o que seja o camelo a que Jesus, o Cristo, refere-se em suas palavras. O que os seres humanos mais associam a esta palavra é uma qualidade de ruminante, tipo da família dos camelídeos, caracterizado por ter no dorso bossas ou gibas formadas de gorduras, que se divide em duas espécies: o camelo de duas corcovas, ou o camelo propriamente dito; e o camelo de apenas uma corcova, mais conhecido como dromedário. Dá-se também a denominação de camelo à sua própria lã, quando retirada ou não, já que ela obviamente existe tanto de um modo como de outro. Na linguagem relativa à artilharia, o que designa uma peça curta de grosso calibre e de pequeno alcance. Na linguagem figurada, diz-se do ser humano que seja ignorante e estúpido, assim como também é denominado de burro, jumento, cavalo, anta, toupeira e outros adjetivos mais. No Brasil, tem o mesmo significado de caramuru, cuja palavra designa várias representações: como uma espécie de grande moreia, cuja mordedura é muito perigosa; o nome que se dava antigamente aos europeus; os membros do partido político que, sob a chefia de José Bonifácio, pleiteavam a restauração de D. Pedro I; os adeptos do grupo contrário à declaração da maioridade de D. Pedro II; e os membros do partido conservador, no Império, que eram os imperialistas, sendo esta denominação específica mais utilizada lá para as bandas do Rio Grande do Sul. Neste Estado brasileiro, a palavra camelo tem também o mesmo significado de carimboto, a alcunha que os farrapos davam aos legalistas, outrossim chamados de absolutistas e de reformadores. Mas, na realidade, o significado a que Jesus, o Cristo, quis se referir diz respeito ao calabre, um cabo grosso, formado de piaçaba, a que se prendem os alcatruzes, que são os vasos de forma ordinariamente cilíndrica, com que se eleva a água de uma cisterna ou poço, fixando-os a uma corda ou corrente de ferro, que passa pela circunferência de uma roda, nas noras, que são as máquinas de tirar a água das cisternas e dos poços.

Antes de encarnarem, os espíritos são previamente orientados pelos seus mentores espirituais, que são os espíritos de luz bem mais evoluídos, para que eles possam pautar as suas condutas de vida em conformidade com essas orientações, delas se aproximando o máximo possível, ou, pelo menos, delas se afastando o mínimo possível. Mas geralmente eles não conseguem alcançar a esse desiderato, não pela carência das orientações precisas, pois todas elas são fornecidas em conformidade com a capacidade que os espíritos possuem de poder prontamente segui-las, e ninguém encarna sem a capacidade de realizar aquilo a que se propôs realizar. E como eles querem aproveitar por inteiro a oportunidade da encarnação para poderem fazer evoluir ao máximo possível que podem os seus espíritos, eles encarnam imbuídos desse propósito, qual seja, o de seguir as orientações recebidas.

No entanto, encarnar neste mundo e cumprir fielmente com as suas obrigações e deveres, para os quais foram devidamente orientados pelos seus mentores espirituais em plano astral, não é tarefa assim tão fácil quanto possa parecer, pelo contrário, é tarefa tão árdua e tão difícil que até alguns espíritos de muita luz, aqueles que são bem mais adiantados, hesitam em encarnar para cumprir com algumas missões que poderiam ser a eles reservadas, receosos de que nelas possam falhar e então contraírem débitos a serem resgatados no futuro.

Caríssimo leitor, encarnar não é brincadeira não! Aqui, neste mundo Terra, estando ligados o espírito e a alma ao corpo carnal, a tendência é esquecer completamente de toda a orientação recebida em plano astral. E, caso o espírito não tenha um certo adiantamento espiritual, deixa-se envolver totalmente pela ilusória matéria, dedicando a ela todo o seu viver cotidiano, sem exercer a vontade devida para dela se desapegar. Daí a grande necessidade de nos misturarmos uns com os outros aqui neste nosso mundo-escola, sem a hierarquia que existe na vida espiritual, para que assim possamos promover o aprendizado mútuo, em reciprocidade conjunta, notadamente os menos evoluídos aprendendo em maior escala com os mais evoluídos, mas com a existência da recíproca sendo verdadeira, por isso os mais evoluídos devem sempre procurar servir de exemplos aos menos evoluídos.

Em razão disso, muitos espíritos preferem proceder as suas evoluções em plano astral, habitando os seus próprios Mundos de Luz, pois lá não correm os riscos que correm cá. No entanto, a evolução ocorrida em plano astral é por demais lenta, dando-se a passos curtos, enquanto que a ocorrida aqui neste mundo Terra é incomparavelmente mais rápida, correndo a passos largos, em virtude de o esforço ser incomparavelmente maior, por isso ela é muito arriscada, tal como ocorre nas finanças, pois quanto maior é o risco, tanto maior é o lucro. Mas como a evolução tem pressa, e muita pressa, pois que deve seguir ao ritmo universal estabelecido por Deus, esses espíritos que optam por evoluir em plano astral ficam tão atrasados em relação aos demais, que assim passam a se situar muito distantes em relação aos adiantamentos devidos, então são coarctados os seus livres arbítrios, sendo obrigados a reencarnar, quer queiram, quer não, por força do preceito da evolução, como são grandes exemplos os indígenas.

Mas esperamos, por demais esperançosos, e até um pouco ansiosos, que com o estabelecimento pleno do plano de espiritualização da nossa humanidade, estando todos os seres humanos esclarecidos e espiritualizados, todo o panorama apresentado por este mundo possa mudar, quando então cada um possa ser ciente das suas obrigações e deveres, às vezes das suas missões, passando então a cumpri-los rigorosamente, para que assim tudo aquilo que planejaram em plano astral para as suas vidas neste planeta possa ser seguido à risca, e assim possamos estabelecer um novo modelo de vida na Terra.

Os casos de Luiz de Mattos e o meu são bem mais particulares, por serem ambos específicos, assim como os de outros espíritos muito adiantados são também particulares e bem mais específicos. Isto se explica pelo fato de sermos os dois expoentes da nossa humanidade, e os demais serem instrumentos valiosíssimos e fundamentais para a consecução do plano elaborado para a nossa espiritualização pelo espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa. Por isso, nós dois, mais particularmente, não podíamos exercer sequer o direito de falharmos em nossas missões, nem ao menos cogitar ou pensar em tal possibilidade. Nota-se aqui a diferença entre a fé racional e a convicção, pois que Jesus, o Cristo, tinha lá a sua convicção no cumprimento da missão de Luiz de Mattos neste mundo, assim como também da minha.

E como se isso não bastasse, tendo também que assumir a tremenda obrigação de procedermos as nossas evoluções de maneira bastante acelerada, sempre constante, de maneira ininterrupta, a passos largos, sem paradas e sem tempo para qualquer descanso, pois não podemos jamais deixar ser posto em xeque a consecução desse plano de espiritualização elaborado para a nossa humanidade, nós que somos os esteios desse plano, os dois seus eixos-diretores, por isso, os seus dois principais executores. Caso contrário, a nossa civilização seria mais uma vez extinta, obliterada da face da Terra, e isso não podemos permitir de maneira alguma, nem por hipótese. Além do mais, encontra-se também em andamento o estabelecimento do instituto do Cristo em nossa humanidade, em decorrência, o seu estabelecimento também na humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, que deve ser estendido para todas as humanidades que lhe seguem.

E tanto isso é verdade, como também as dificuldades que todos têm para cumprir com as suas obrigações, deveres e missões quando encarnados aqui neste mundo, que o gigante Luiz de Mattos, quando encarnado, deveria ter começado a sua missão de perceber, captar e transmitir a verdade, fundando o Racionalismo Cristão, aos vinte e seis anos de idade, mas que somente deu início a ela ao completar cinquenta anos de idade, vinte e quatro anos depois do planejado, após esforços inauditos por parte do Astral Superior, que fez de tudo para que ele a iniciasse e assim prosseguisse pelo restante da sua gloriosa existência neste mundo, conseguindo o seu intento, que resultou na primeira pilastra erguida para sustentar o templo que iria abrigar a redenção da nossa humanidade, através da nossa espiritualização.

Em relação ao meu caso, que é bastante diferente, quando eu estava em meu Mundo de Luz, totalmente pleno de clarividência, ao analisar a sólida pilastra da verdade erguida por esse gigante, pude conceber que a minha missão consistia em erguer a outra pilastra, por intermédio da sabedoria, tão sólida quanto a pilastra da verdade, e com base em ambas erguer o valiosíssimo templo da razão, para que nele toda a nossa humanidade pudesse entrar e fazer a sua morada por toda a eternidade. Missão árdua e dificílima!

Luiz de Mattos concebeu em que palpos de aranha eu iria me meter ao reencarnar, por isso não se deu por satisfeito com a sua grandiosa obra, querendo tomar para si a tarefa de completá-la, novamente encarnando neste mundo, antes de mim, para somente depois me entregá-la por completo para a sua devida explanação, ao que parece um tanto quanto preocupado por haver afirmado, equivocadamente, que o Universo é composto de Força e Matéria, e por outros complementos mais que se faziam necessários à verdade.

No entanto, o tempo urge, sem dar trégua a quem quer que seja, e chegamos à conclusão que não podíamos mais esperar por mais um período de toda uma encarnação para podermos proceder ao esclarecimento da nossa humanidade, principalmente porque a outra que nos segue na esteira evolutiva do Universo já estava a clamar pela minha presença, e eu não podia me atrasar em demasia, notadamente porque atualmente já estou um tanto quanto atrasado, mas isso havia sido previsto entre nós. Sobre a real procedência dessa tentativa em querer completar a sua obra, quem nos demonstra claramente é Antônio Cottas, em sua obra intitulada de Discursos de Antônio Cottas, a página 54, ao afirmar o seguinte:

Em 1926, no segundo dia após a sua desencarnação, em Sessão Especial de Doutrinação, dizia ele que voltaria a encarnar para concluir a sua obra. Mas, para a felicidade nossa e dele, não se torna mais precisa a sua volta à Terra em corpo carnal”.

Quando o espírito alcança um certo adiantamento em sua evolução espiritual, em solidariedade aos seus semelhantes, ele sempre procura compartilhar com todas as ações praticadas neste mundo, às vezes tomando para si as culpas pelas más ações praticadas por outros. O maior exemplo disso é o próprio Jesus, o Cristo, que pretendeu tomar para si as culpas pelo genocídio dos judeus, pelas guerras das Cruzadas e outras, pela Inquisição e outros crimes praticados pela Igreja Católica em seu nome, como se ele realmente fosse o grande responsável por esses desatinos, e não a tremenda ignorância da classe sacerdotal.

É lógico e evidente que Luiz de Mattos não cometeu sequer uma falta em toda a sua honrada existência quando por aqui esteve encarnado, mas se ele não conseguiu conceber a real composição do Universo, percebendo e captando mais alguns conhecimentos metafísicos acerca da verdade, não se pode de modo algum lhe tirar qualquer mérito, principalmente porque ele é o grande fundador do Racionalismo Cristão. Além do mais, sempre temos que dar um desconto ao espírito que se encontra encarnado no cumprimento de uma missão, principalmente a dele, a mais destacada de todas entre todos os veritólogos, pois estar encarnado neste mundo significa estar totalmente encoberto pela ilusória matéria, perdendo quase toda a clarividência que possui, em relação ao plano astral.

Por isso, em solidariedade a ele e querendo compartilhar a todo o custo do seu natural equívoco sobre a composição do Universo, eu procurei aqui, de todas as maneiras, considerar que o real motivo da sua manifestação em querer retornar a este mundo, era o fato de eu estar temendo e hesitando em encarnar novamente, por me encontrar envolto em dúvidas sobre se conseguiria cumprir ou não com a minha missão, com ele decidindo de uma maneira ou outra vir em meu lugar, pelo menos para não pecar por omissão. Mas sempre que os meus pensamentos analisavam a questão, eu sentia uma dor terrível em minh’alma, sentindo-me desprezível e o último dos seres humanos, indigno de encarnar com essa missão. Mas procurei nisso insistir, até não poder mais. Então eu tive que analisar o assunto sob outros aspectos.

Meu Deus, eu nada temo! Em nada hesito. Mas sou ciente da grandeza de Luiz de Mattos, então, se existe algum equívoco, ele tem que estar necessariamente em  mim, e jamais nele, uma vez que ele é um ser ontológico, e eu apenas um ser empírico. Mas agora eu sei que ambos são fundamentais para a evolução humana. Assim, eu fui analisar com mais atenção o teor textual de Antônio Cottas sobre o assunto, e concluí o seguinte:

  1. Caso Luiz de Mattos se dispusesse realmente a encarnar em meu lugar, fatalmente iria falhar em sua missão, pois não tem as qualidades exigidas para o seu cumprimento, assim como eu tenho, do mesmo modo que eu não tenho as qualidades exigidas para o cumprimento da sua missão, assim como ele tem, já que ele é um veritólogo, enquanto que eu sou um saperólogo;
  2. A decisão mais sábia seria comigo encarnando, pois mesmo com algum temor e com alguma hesitação teria alguma chance de sucesso — devendo-se aqui ressaltar que esse temor e essa hesitação seria em relação à minha própria humanidade, não em relação a mim mesmo —, e não com ele, pois, neste caso, ao invés de coragem, seria temeridade, ao invés de hesitação, seria precipitação, então seria inútil não pecar por omissão, pelo contrário, seria entrar em uma guerra sabendo de antemão que ela já estava perdida, sem a mínima chance de vitória;
  3. No cumprimento da missão se fazia necessário chafurdar na lama infecta deste mundo, algo que eu sou bastante capaz de fazer pela minha humanidade, em face da minha prioridade para a ética, sem deixar de possuir a minha moral como poucos a possui, mas que sendo preciso arranhá-la eu a arranho, desde que seja com limites, apesar de que, em certa ocasião, eu não consegui mais suportar me encontrar atolado em seu pântano, algo que já narrei em páginas outras. Mas não ele, posto que é todo moral, e jamais suportaria passar pelo que eu passei neste mundo, além do mais, eu jamais suportaria vê-lo passar por tudo isso, pois o meu sofrimento seria ainda muito maior, e tanto isso é verdade que lágrimas estão escorrendo pelos meus olhos, neste momento. Meu Deus, como eu o amo! Mas sei que estou errado nesta manifestação, pois sou obrigado a amar a todos igualmente, e não somente aos que tem valor, mas muito em breve eu consertarei este erro, se é que eu já não tenha consertado, pois já me manifestei a esse respeito, e talvez aqui seja apenas uma manifestação das nossas aproximações, face às tremendas lutas recíprocas que travamos em prol da nossa humanidade, mas, de qualquer maneira, eu tenho que obedecer à convenção contábil do conservadorismo, sempre antecipando uma despesa, e jamais uma receita;
  4. Segundo as palavras de Antônio Cottas, que são bem objetivas de sentido, ele manifestou que iria reencarnar para concluir a sua obra, especificamente a sua obra, e não a obra de outro espírito, e não a futura obra de outro espírito, e não substituir a outro espírito em alguma missão, estando tais palavras muito claras neste sentido;
  5. E se também Antônio Cottas afirma, peremptoriamente, que para a felicidade nossa e dele, não se torna mais precisa a sua volta à Terra em corpo carnal, temos dessa afirmativa, obrigatoriamente, duas conclusões, e aqui eu abandono o meu raciocínio sinóptico e adoto o silogístico de Aristóteles, que são as seguintes:
    1. Ele confiou prontamente na minha inteligência, coragem e boa vontade, convicto de que eu conseguiria retificar o seu natural equívoco da composição do Universo — Força e Matéria — e estender a verdade naquilo que fosse necessário;
    2. Que ele teria que vir à Terra, não em corpo carnal, mas em espírito, para poder me livrar das armadilhas armadas pelo astral inferior, no intuito de procederem a minha desencarnação prematura, e assim poder evitar a solução de continuidade da espiritualização da nossa humanidade, pois como ele foi instrumento do Astral Superior, eu me dispus a ser instrumento do astral inferior, até determinado ponto, para depois torná-los os meus instrumentos de aprendizado.

Há que se deixar aqui o registro do quão difícil é prover do real sentido um assunto que aparentemente é banal e que tende a passar despercebido por todos, pois a arte de interpretar o sentido das palavras alheias requer uma compreensão fora do comum, a qual deve vir acompanhada da devida erudição, em termos filológicos, para que possamos dirigir os nossos pensamentos em todas as direções, possíveis e concebíveis, no intuito de poder apreender aquilo que elas realmente querem expressar. É justamente por isso que a hermenêutica é mais praticada na jurisprudência, em que a arte de interpretar as leis, os princípios e os preceitos jurídicos mais se impõe. No entanto, não manifestam essa arte de interpretar aqueles que procuram, inútil e ignorantemente, os verdadeiros sentidos porventura existentes nos textos sagrados, já que no âmbito do sobrenaturalismo tudo carece do real sentido.

Todos também devem procurar analisar com mais profundidade as poucas palavras de Antônio Cottas, que, para aqui serem dotadas do seu real sentido, foram necessários cinco itens para a sua interpretação, os quais estão carregados da preocupação empregada de não deixar maiores omissões e nem entrar no âmbito da prolixidade. Agora comparem com o seguinte: imaginem explanar todo o Racionalismo Cristão, cuja explanação está sendo resumida em apenas dois sites, este que trata de A Filosofia da Administração, e outro que trata de vários outros assuntos considerados como sendo de suma importância para o esclarecimento da nossa humanidade, intitulado de pamam.com.br.

Mas a nossa grande tristeza e profundo pesar é o fato de poucos terem a disposição para ler este site que trata de A Filosofia da Administração, neste momento, uma vez que o site pamam.com.br se encontra em compasso de espera, embora nós saibamos que no futuro as suas leituras serão obrigatórias a todos os seres humanos. Ora, se para a simples leitura se torna praticamente impossível para os seres humanos esta simples ação e exercício mental, o que poderíamos dizer se eles fossem incumbidos de escrevê-los? Para mim, torna-se até engraçada essa suposição, o que me faz agora estampar um sorriso na expressão da minha face, bem diferente da expressão quando lágrimas por ela rolaram, ao me referir logo acima a Luiz de Mattos. Meu Deus, por qual razão os seres humanos têm as suas mentes tão preguiçosas que não se dispõem a ler as obras recomendadas para os seus esclarecimentos espirituais?

Mas não entranhe, querido leitor, pois é a minha própria alma que você está observando em sua leitura, o que espero seja com a devida atenção, apesar dos sacerdotes católicos e protestantes afirmarem que ela e o espírito não existem, que a nossa vida é proveniente do sopro do seu deus, que tem boca e pulmões para assoprar, mas que não explicam como esse deus respirava antes dele mesmo criar todas as coisas, em seis dias, inclusive o oxigênio, por isso ficou bastante cansado, o que é próprio da fraqueza humana desse deus, tendo que descansar no sétimo dia, e que irá ressuscitar os mortos no dia do Juízo Final, ignorando completamente que é ele quem vai desaparecer da face da Terra, juntamente com os seus anjos negros, assim como todos os demais deuses que também foram inventados, sendo transladados para os seus respectivos Mundos de Luz, para que possam dar lugar ao verdadeiro Deus, para o bem e a felicidade da nossa querida humanidade.

Então decida, querido leitor, por Luiz de Mattos e por mim, por conseguinte, pelo Racionalismo Cristão, ou então por eles, os sacerdotes, escolhendo ficar em um dos dois lados, pois que não vale a neutralidade, concebendo quem na realidade são os grandes mentirosos da nossa humanidade, em consonância com a sua própria consciência. Nós, pelo nosso lado, afirmamos a existência do espírito e da alma, mostrando a esta por inteiro a todos os que se disponham a ler as nossas obras, e que ao desencarnarmos temos que ascender aos nossos próprios Mundos de Luz, consoante os nossos estágios evolutivos, onde continuaremos a evoluir, retornando ou não a este mundo. Enquanto que eles, pelo lado deles, negam a existência do espírito e da alma, alegando que a vida é proveniente do sopro do seu deus, e que aos morrermos nos extinguimos completamente, retornando à vida pelo milagre da ressurreição, levantando-nos das sepulturas, sem considerar aos que foram cremados e sem qualquer alusão à desintegração, por ocasião do Juízo Final, quando serão julgados tanto os vivos como os mortos.

Ora, se Luiz de Mattos tem o seu criptoscópio bem mais desenvolvido que o meu, é justamente para que ele reúna as condições necessárias para perceber, captar e transmitir a verdade, mas que também tem o seu intelecto bastante desenvolvido, por isso conseguiu inserir experiências saperológicas em sua doutrina, tornando-a uma saperologia. Por outro lado, se eu tenho o meu intelecto bem mais desenvolvido que o dele, é justamente para que eu reúna as condições necessárias para compreender, criar e transmitir a sabedoria, explanando a verdade e com ela entrando no âmbito da razão, mas que também tenho o meu criptoscópio bastante desenvolvido, por isso consegui inserir conhecimentos veritológicos em meu sistema.

Então eu resolvi reencarnar, vindo para este mundo exatamente no limite da minha capacidade de realização, nem um milímetro fora da linha de demarcação dessa divisória, nem para cá e nem para lá, com a missão precípua de retificar a composição do Universo, que não é composto de Força e Matéria, mas sim das partículas combinadas da Força, que contém o espaço e outros, e da Energia, que contém o tempo e outros, dando origem às estrelas, as quais fornecem as coordenadas universais; enquanto que os seres são partículas do Ser Total, que formam os mundos, os quais ficam sob as égides das estrelas, por isso são os seus habitantes. De explanar o Racionalismo Cristão, unindo, irmanando, congregando, a verdade e a sabedoria, para se alcançar a razão, assim como também promover o casamento entre as religiões e as ciências, fazendo surgir as religiociências. De organizar a Deus perante este mundo-escola. E estabelecer os meus ideais espiritualizadores no seio da nossa humanidade, com vista à formação de um Estado Mundial. Além de perceber, captar e transmitir mais alguns conhecimentos metafísicos acerca da verdade, necessários ao complemento da doutrina racionalista cristã, que são primordiais para o esclarecimento humano.

E para provar a todos que eu vim para este mundo para cumprir com uma missão exatamente no limite da minha capacidade intelectiva, ao me sentar pela primeira vez para escrever as obras relativas à explanação do Racionalismo Cristão, após o trabalho do dia a dia, eu passei horas e horas, à noite, do seu início ao início da madrugada, meditando profundamente sobre aquilo que iria escrever, em primeiro lugar. E por todas essas horas, através de muito esforço, eu só consegui escrever cinco pequenas linhas, todas relativas ao meu despertar, as quais se encontram na obra relativa ao Método, contida no site pamam.com.br, que são as seguintes:

A maior coisa que eu quero fazer,

É a menor coisa que eu sei fazer.

Esperarei o tempo que for preciso.

Farei tudo o que me for possível.

Mas a farei!

Os menos avisados tendem a considerar que essas minhas meditações abrangeram todo o processo de explanação do Racionalismo Cristão, estendendo-se por todo o seu contexto, como que avaliando a imensidão da obra a ser elaborada, no que estão totalmente equivocadas essas considerações. Ora, eu era apenas uma tábua rasa, portanto, não reunia ainda as condições necessárias para tanto. Por isso, muito pelo contrário, eu procurei me fixar prontamente ao meu próprio ponto de partida, limitar-me a ele, sem a pretensão de estendê-lo uma vírgula sequer, pois ali se encontrava o meu despertar, o qual somente pude conceber totalmente no dia seguinte, ao reler as pequenas linhas que havia escrito. Nestas minhas meditações, eu abstraí tudo, pois não podia deixar que os meus pensamentos fossem dirigidos a qualquer assunto que fosse alheio, que estivesse além do meu despertar, fosse ele qual fosse. Nesta plena abstração, sem me utilizar de qualquer palavra, já que não haviam assuntos alheios, eu pude avaliar toda a minha capacidade adquirida em minha evolução, que eu posso resumir em inteligência, coragem e boa vontade, em relação àquilo que eu deveria realizar, considerando ser possível a sua realização, desde que eu conseguisse me situar nos extremos. Ainda não sabia especificamente o que era, então eu denominei de coisa, o que, na realidade, era a minha missão neste mundo.

Tudo isso que foi explanado acima é para comprovar que o espírito pode encarnar em qualquer situação, inclusive no limite extremo da sua capacidade de realização, que consegue levar de vencida a todos os obstáculos postos à sua frente, vencer a todas as barreiras, desde que tenha inteligência, coragem e boa vontade para tanto, pois ninguém encarna neste mundo para realizar algo que esteja além do limite da sua capacidade de realização, antes disso, encarna para com muita facilidade realizar aquilo a que se comprometeu realizar em plano astral, quando planejou a sua encarnação, em seu Mundo de Luz.

Mas, infelizmente, não é o que acontece no cotidiano da vida terrena, pois o que vemos com abundância são os espíritos preocupados unicamente com os seus trabalhos profissionais, na ânsia incontida por vencerem na vida, ou mesmo lutando pelas suas próprias sobrevivências, pelo menos isso, pois dos males o menor, já que o pior seria se eles enveredassem pelos caminhos do crime. Porém, sem se dedicarem às suas vidas espirituais, que foram previamente traçadas em plano astral, e quando assim consideram que estão se dedicando, tornam-se totalmente acretinados pelos milhares de credos e seitas que campeiam por esse mundo afora, com as pouquíssimas exceções dos que militam heroicamente no Racionalismo Cristão, que ainda se encontra em forma de doutrina.

Mas acontece que muitos espíritos ainda sentem em suas almas um grande apego aos bens materiais, um desejo imenso de usufruir da fortuna, de desfrutar do luxo proveniente da riqueza, os quais também lhes proporcionam as grandes saliências sociais, um dos grandes males das nossas sociedades, fazendo com que eles se destaquem em relação aos demais, cujos destaques são meramente convencionais, proporcionados pela ilusória matéria, uma vez que os verdadeiros destaques devem ser esteados nas realizações do espírito, em prol do bem comum, proporcionados pela espiritualidade.

Em decorrência, os ignorantes e admiradores dos bens externos, que muitas vezes são também bajuladores e aproveitadores inveterados, passam a considerar que os haveres materiais, os estados de opulência e as posições sociais, são os principais fatores de elevação do espírito neste mundo, daí a razão das falsas estimas que granjeiam e das honras indevidas que são concedidas aos ricos, pois são todas direcionadas diretamente ao que eles materialmente possuem, embora argumentem focar naquilo que eles fizeram para possuir, mas não ao que eles realmente são e realizam em prol do bem comum, o que deveria ser o verdadeiro alvo dessas estimas e honrarias. Assim, nesses seres humanos amigos da fortuna, os chamados ricaços, ficam de logo ressaltados os seus imensos egoísmos, as suas abomináveis avarezas, os seus tremendos apegos à riqueza, que se revelam plenamente pela total falta de solidariedade fraternal para com o próximo.

Justamente por isso eles encarnam para serem ricos, porque ao sentirem em seus espíritos o desejo da necessidade da riqueza, o mesmo tem que ser satisfeito, para que, ao passarem por essa experiência, possam aprender a superá-la, perdendo o medo da pobreza, sendo absolutamente normal esse aprendizado. E geralmente são tão atrasados esses espíritos, que quando são vítimas do infortúnio morrem de vergonha, e isso literalmente, pois muitos chegam a cometer até o suicídio, com vergonha de serem pobres, e assim se apresentarem diante dos conhecidos ou do público em geral, em contraste com o que antes apresentavam.

Mas ter vergonha da pobreza! Se ser pobre representa alguma falta de vergonha, neste caso, Jesus, o Cristo, Sócrates, Diógenes, Buda, que inclusive abdicou de toda a sua riqueza e até do seu reino para sair em busca da verdade, e muitos outros espíritos que encarnaram neste mundo em tal condição, inclusive este que está aqui a escrever A Filosofia da Administração, seríamos todos os maiores sem-vergonhas de toda a nossa humanidade, com a exceção de Jesus, o Cristo, que pertence a à humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo.

Mas, conforme dito anteriormente, quando os espíritos encarnam e entram na posse da riqueza, dispõem-se a acumular cada vez mais fortuna, ingressando em um profundo estágio de egoísmo, às vezes de grande avareza. Nessa ânsia incontida por adquirir cada vez mais fortuna, já na prática do egoísmo, eles dificilmente conseguem ser magnânimos ou liberais, e tanto isso é verdade que nem ao menos tomam a iniciativa de proporcionar aos seus colaboradores diretos um ganho condigno com um padrão de vida razoável, que eles realmente merecem como retorno das suas labutas diárias, pois na busca incessante por auferir cada vez mais os lucros programados, fixados ferrenhamente na busca da mais alta rentabilidade possível, apegam-se fortemente aos valores das baixas faixas salariais ditadas pelo mercado. Às vezes, alguns se dispõem até a ajudar ao próximo, mas apenas um pouco, bem de leve, muito aquém das suas reais possibilidades, como já dito anteriormente em outras páginas, na tentativa inútil de deixarem registradas as suas ações neste sentido, portando-se como seres caridosos, ignorando que a caridade é desabonadora da conduta humana, pois caso ela fosse procedente, eles mesmos necessitariam dela em suas vidas; como que estivessem preparando um forte argumento para as suas defesas no futuro, quando forem prestar contas com as suas próprias consciências em seus Mundos de Luz, por isso é em vão e improfícua tal preparação argumental.

Assim, estando por demais apegados à ilusória matéria, quer dizer, extremamente materializados, os seus corpos fluídicos se tornarão pesados, em função dos fluidos deletérios que neles se incorporarão, com eles fatalmente sendo atraídos pela lei da gravidade que existe neste mundo, ao desencarnarem, passando a estagiar no astral inferior e a intuir aos encarnados para que estes venham a incorrer no mesmo erro em que vinham incorrendo quando encarnados, geralmente cometendo também outros tipos de crimes. Esta é a razão pela qual eles não conseguem, de imediato, ascenderem aos seus Mundos de Luz. Somente depois, após um prolongado período decaído na atmosfera da Terra, eles conseguem ascender aos seus respectivos mundos de origem, cuja duração desse período vai depender da natureza dos seus próprios pensamentos.

Jesus, o Cristo, disse ao ladrão que se encontrava crucificado ao seu lado: “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Os credos de hoje não afirmam que os mortos ressuscitarão para serem julgados no Juízo Final? Que os pecadores serão exterminados ou queimados para sempre no fogo do inferno? Então como explicam esse dizer de Jesus, o Cristo, a um ser humano que iria morrer e que era pecador? É óbvio que isso tudo é balela credulária, pois, na realidade, o que realmente existe são os Mundos de Luz que rolam pelo espaço e se situam no tempo, enchendo de moradas o Universo, o que é devidamente comprovado pelo próprio Redentor, quando ele assim se expressa: “Há muitas moradas na casa do Pai”. Então ele quis dizer a Barrabás que no mesmo dia o levaria direto para o seu próprio Mundo de Luz, dele, de Barrabás, sem a necessidade de estagiar no astral inferior.

Mas se Jesus, o Cristo, referiu-se diretamente aos ricos para dizer que é mais fácil um camelo entrar em um buraco de agulha do que eles entrarem no reino dos céus, é porque eles representam uma grande praga para a nossa humanidade, comparável apenas à praga sacerdotal, pois caso eles fossem solidários fraternalmente com os seus semelhantes, não haveriam a pobreza e a miséria neste mundo, com todos passando a ter uma vida digna e relativamente confortável, já que a renda per capita calculada no planeta é mais do que suficiente para tanto. E já que são considerados tão inteligentes e capazes de grandes prodígios, deveriam deixar de ser ignorantes e atentar para o fato de que nada levarão deste mundo ao desencarnarem, assumindo a consciência de que nós apenas levamos as parcelas das propriedades da Força, da Energia e da Luz que conseguimos incorporar a mais em nossas almas, em nosso patrimônio espiritual, o qual representa verdadeiramente o nosso tesouro, a nossa riqueza, a nossa fortuna, e que não tem nada de material, uma vez que não é ilusório e nem efêmero, mas sim real, eterno e universal.

No entanto, este ensinamento cristão deve ser estendido aos demais seres humanos que pautam as suas ações por outros destinos, os que também trafegam por outros caminhos sinuosos, notadamente os caminhos do crime, pois todos eles são também candidatos a não entrarem no reino dos céus, ao desencarnarem, quer dizer, ascenderem aos seus Mundos de Luz de origem, tendo que também estagiar no astral inferior, às vezes por um longo período.

E não somente os criminosos, mas também os sacerdotes e os seus arrebanhados, por também serem altamente materializados e ignorantes acerca da vida espiritual, os quais seguem rigorosamente as mentiras credulárias, tornando-se adoradores, pedintes, rezadores, temerosos, sobrenaturalistas, místicos, dogmáticos, servos de um divindade inventada, e tudo o mais que inferioriza o espírito humano. Tudo isso denigre o caráter do ser humano!

Como é que muitos seres humanos enchem a boca de empáfia e muitos declaram abertamente ser cristãos, se não possuem a mínima noção daquilo que representa o instituto do Cristo para cada uma das humanidades?

Na realidade, todos os seres humanos, na prática, ainda não são nada, absolutamente nada, em termos de cristianismo, podendo, inclusive, ser considerados propriamente de anticristãos, pelo que peço as devidas desculpas pela rude franqueza, até um tanto quanto carregada de uma certa grosseria, já que absolutamente não sou assim. Contudo, o meu intento não é esse de grosseria, de modo algum, mas sim sacudir as almas, agitá-las, para que elas então possam tomar impulso e ser arremessadas para o alto, elevando-se ao Espaço Superior e se transportando ao Tempo Futuro, para que assim possam alcançar o esplendor da espiritualidade, da mais alta espiritualidade, esclarecendo-se acerca da verdade, da sabedoria e da razão, sendo conhecedores da vida fora da matéria, que é a verdadeira vida, e então possam sair dessas suas vidinhas inoperantes que hoje todos estão vivendo, para quando desencarnarem possam se alçar de imediato aos seus Mundos de Luz, sem terem que estagiar no astral inferior, passando mais uma temporada presos a este planeta, e sujeitos a cometerem os mesmos crimes que esses espíritos decaídos cometem em relação aos que se encontram encarnados, embaraçando e atrasando as vidas destes e as suas próprias evoluções.

O certo é que a nossa humanidade, não reunindo ainda as condições evolutivas para ter o seu próprio Cristo em seu seio, estando ainda muito longe de reunir a essas condições, não podem os seres humanos ser considerados cristãos, mesmo que afirmem por todos os meios assim serem. Na realidade, terão que se esforçar, e muito, para poderem reunir as condições necessárias para serem considerados pelo menos antecristãos, cujas condições requerem que sejam esclarecidos acerca da vida fora da matéria e espiritualizados, para que assim possam adquirir a boa vontade necessária para seguir ao Antecristo, esforçando-se todos para que os seus ideais sejam estabelecidos na face da Terra, com todos os seus colaboradores contando com a ajuda eficaz de Luiz de Mattos, o espírito da verdade, o ajudador, ou o Espírito Santo, que atuará sem descanso para fazer vir a luz em suas consciências, já que não precisa de um dia de descanso semanal como o deus bíblico, já que ele é espírito e real, e não humano e inventado.

Assim, após estabelecidos os ideais do Antecristo em nossa humanidade, ele retornará da humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, para a qual se deslocou para lá formular um plano para a sua espiritualização, e, ao mesmo tempo, estabelecer o instituto do Cristo em seu seio, já na condição própria do Cristo, quando então conduzirá toda a nossa humanidade em retorno para Deus. Aí sim, todos os seres humanos da nossa humanidade poderão se considerar realmente como sendo cristãos.

Os únicos que ainda conseguem manter uma vida mais espiritualizada são os militantes do Racionalismo Cristão, os quais já conseguem algum conhecimento relativo acerca da verdade, da qual por sua vez se consideram os seus seguidores, mas mesmo eles, esses valorosos militantes, que hoje representam o sustentáculo desse instituto, sem permitirem que ele pereça, para o bem da nossa humanidade, não possuem também a mínima noção do que seja o Racionalismo Cristão, o qual está sendo explanado neste site de A Filosofia da Administração e no site pamam.com.br, para que todos possam se esclarecer realmente em relação a esse instituto fundado por Luiz de Mattos, em obediência a Jesus, o Cristo, por intermédio do seu plano espiritualizador elaborado para a nossa humanidade.

É preciso que todos os seres humanos, tanto os que são completamente ignorantes como os que são menos ignorantes, sendo estes os que atualmente militam no Racionalismo Cristão, consigam compreender em sua plenitude as posições que Luiz de Mattos e eu ocupamos no contexto da nossa humanidade, assim como a que outros espíritos evoluidíssimos ocupam nesse contexto, pois é certo que com a compreensão total do Racionalismo Cristão, muitos desses espíritos reencarnarão para poderem alavancar a evolução da nossa humanidade, sem qualquer receio de falharem em suas missões, por isso eles precisam ser bem cuidados, sendo tratados com amizade e carinho, pois quanto mais reunirem as condições propícias para desenvolverem os seus talentos, tanto mais os seres humanos lucrarão com as suas ações espiritualizadoras, já que não se faz mais necessário que eles sofram as dores deste mundo sem que seja realmente preciso, embora eles sejam fortes e calejados.

Então, em face de tudo isso, como é que os ricos podem entrar no reino dos céus, quer dizer, como é que eles podem ascender de imediato aos seus Mundos de Luz, ao desencarnarem, se não praticam a solidariedade fraternal com o próximo, mesmo tendo os recursos necessários para tanto? É sabido que quase toda a riqueza deste mundo se encontra nas mãos de pouquíssimos seres humanos, acumulada entre eles, os quais, empanturrando-se com ela, estando todos já bem nutridos e alimentados, preferem ficar sentados à mesa, com as suas panças por demais cheias, propositalmente, por serem totalmente indiferentes à longa fila formada por aqueles que anseiam desesperadamente por um prato de comida, tanto para si como para os seus, sofrendo terrivelmente com as dores da fome por que passam os seus filhos, bem mais, incomparavelmente mais, que as suas próprias dores da fome.

Por qual motivo eles não retêm para si e para os seus os recursos que permitam uma vida muito abastada e bastante confortável, materialmente falando, e não distribuem o restante equitativamente entre os necessitados, quando é tão fácil adotar a esse procedimento solidário de magnanimidade e de liberalidade? Eles se julgam os seres humanos especiais, os merecedores exclusivos da usufruição dos bens materiais, quando estes são destinados a todos os viventes? Eles se consideram os prediletos de alguma entidade sobrenatural, em detrimento dos demais? Eles conseguem ao menos enxergar, ter uma antevisão, que no futuro as posições estarão todas invertidas? Tudo indica que não, pois que continuam a agir egoisticamente.

Como todos podem facilmente constatar, os ricos não possuem a mínima noção de que a natureza é pródiga, mas é pródiga para a nossa humanidade como um todo, pois caso a divisão dos recursos fosse equitativa como realmente deveria ser, todos viveriam com muita fartura e bastante conforto neste mundo, pois que a Providência Divina é pródiga, apesar de ceder temporariamente para o egoísmo, a avareza e a mesquinhez, por força da evolução espiritual, por isso a ignorância é o nosso grande mal.

Mas se assim está sendo, tudo isso faz parte do nosso aprendizado espiritual, em que a ignorância será extinta deste nosso mundo, muito em breve. Deixemos, pois, que o egoísmo, a avareza e a mesquinhez reinem por mais algum tempo, para que todos possam depois compreender que o excesso é prejudicial a tudo, ou, como diz o ditado popular, que “Tudo demais é veneno”, quando então verificarão que tudo em demasia representa exagero, o qual provoca o descomedimento, o que gera o abuso, e abusar de qualquer coisa produz o aborrecimento, o grande responsável pelos reveses da vida, tal como se os ricos estivessem abusando por demais da sorte, como se diz comumente.

O fato é que os seres humanos agora  podem conseguir compreender a razão de muitos serem abonados, enquanto outros penam dolorosamente pela sobrevivência. Luiz de Souza, em sua obra intitulada de A Felicidade Existe, as páginas 55 e 56, vem colaborar para facilitar ainda mais a esta compreensão, quando abordando o assunto sob o título de Contrastes Aparentes, apesar de não explicar, indica o caminho da sua compreensão, ao assim se expressar:

Observam-se na vida verdadeiros contrastes nos comportamentos dos seres humanos.

Há indivíduos maldosos, incorretos, imorais, vingativos, desonestos, que em lugar de serem colocados nos seus lugares, pelas inferioridades que apresentam, são, quando ricos e influentes, cortejados, tratados cerimoniosamente, acolhidos com suposta simpatia e olhados com reverência, pela notável posição que desfrutam.

Quadros como esses são vistos por aí, em toda parte. Então o que acontece é ficarem aqueles que estão propiciando os seus estudos espirituais, estarrecidos, por notarem o contraste, que é apenas aparente, quando se reafirma que ‘cada um tem o que merece’, ‘quem planta colhe’, ‘quem mal faz para si o faz’, etc., etc., etc., parecendo que essas verdades não se ajustam à realidade.

Ficam esses estudiosos incipientes intrigados, ao constatarem que tudo corre bem para tais bisbórrias, pois ganham rios de dinheiro, são eleitos, com grande maioria de votos, nas pugnas eleitorais para os cargos aos quais se candidatam, desfrutam de grandes privilégios, vivem, nababescamente, cercados do maior conforto, têm tudo o que precisam do melhor e do mais caro, são contemplados com generosos favores, a maioria diante deles se curva, e vivem como se fossem os escolhidos da ‘grei celestial’.

Como é então — pensam — que tais indivíduos, tão falhos em virtudes espiritualistas (grifo meu) conseguem na vida uma situação preferencial de soberania sobre os que palmilham pela estrada do dever, da honra e do trabalho?

Parece realmente um paradoxo; mas é preciso não esquecer de que na vida tudo obedece a leis naturais. Não há, nem pode haver, injustiça na aplicação dessas leis sábias. Assuntos dessa natureza só encontram explicação na órbita dos estudos espiritualistas”.

Por isso, como Jesus, o Cristo, ensinou-nos, é muito difícil um rico entrar no reino dos céus, ou seja, ascender para os seus Mundos de Luz, e muito mais difícil ainda é ele ter um futuro promissor, de paz, de tranquilidade e de felicidade, pois aquilo que o espera são muitos sofrimentos para lhes dar as lições que eles necessitam na vida, sofrimentos esses acompanhados de muitas dores, tanto para si, como para os seus, sendo estes os seus companheiros de infortúnio, que no passado também praticaram as suas ações perversas, situando-se ao lado do mal.

 

Continue lendo sobre o assunto:

Romae