06.10- Não queiras para os outros aquilo que não queres para ti

A Cristologia
22 de outubro de 2018 Pamam

Este ensinamento não assim é tão fácil de explanar, pois exige uma noção de vários assuntos relativos à evolução dos seres, para que possamos compreender a contento aquilo que se refere aos âmbitos da perfeição e da imperfeição, além de outras grandezas necessárias à compreensão do que seja uma extensão, do ser, do vir a ser e outros, por isso devemos nos estender nele um pouco mais.

A partir do momento em que saltamos do seio do Ser Total e passamos a adquirir as primeiras parcelas das propriedades da Força e da Energia, tais como seres atômicos, damos início à nossa evolução pelo Universo. Nos bilhões e bilhões de anos seguintes, vamos evoluindo constantemente, adquirindo cada vez mais parcelas das propriedades da Força e da Energia, que vão formando os nossos corpos fluídicos, sempre no âmbito da irracionalidade, sendo dirigidos pelos espíritos que zelam pelos seres irracionais, tendo por base as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais. Até que passamos a também evoluir por intermédio da propriedade da Luz, passando a formar o nosso corpo de luz, quando então o nosso corpo fluídico pode ser também denominado de perispírito, pelo fato de passarmos a ser espíritos, adentrando no âmbito da racionalidade, adquirindo o nosso livre arbítrio, para que assim possamos dirigir nós mesmos as nossas próprias vidas, que jamais devemos esquecer, são eternas e universais, pois que quando da desencarnação, nós devemos ascender aos Mundos de Luz que nos são próprios, caso não ocorra o desatino de ficarmos quedados no astral inferior, engrossando as fileiras dos espíritos obsessores.

Nesse evoluir constante, desde a irracionalidade até a racionalidade, nesta como espíritos que encarnam neste mundo-escola, tais como seres humanos, somos todos nós imperfeitos, mas que buscamos aprimorar cada vez mais as nossas existências, em nossas tentativas constantes por abolir as nossas imperfeições e alcançar as nossas perfeições, em nossos retornos ao seio do Ser Total, de Deus.

Assim, falta-nos a perfeição, pois a nossa trajetória evolutiva ainda não se encontra concluída, por termos carências de ainda mais parcelas da propriedades da Força, da Energia e da Luz, que ainda irão se instalar em nossas almas, até que possamos alojá-las totalmente, no que for possível no âmbito das nossas individualidades e das nossas relacionalidades, para que possamos individual e relacionalmente nos tornarmos completos.

A imperfeição, portanto, representa uma coisa que ainda não se encontra completa, que apresenta a falta de um maior desenvolvimento inteligencial e de atributos necessários para que ela se torne totalmente acabada, que por isso ela ainda não está perfeita. Em razão disso, como coisa que somos, nós nos apresentamos defeituosos, pois a falta de uma maior inteligência e de maiores atributos superiores e positivos enseja a que cometemos faltas de todas as naturezas, adquiramos vícios e tudo o mais que se restrinja ao âmbito da imperfeição, cujas máculas irão impregnar os nossos perispíritos de manchas e nódoas, que somente irão desaparecer com os resgates das faltas cometidas e com a abolição de tudo o mais que seja nocivo, quando serão apagadas, digamos melhor, quando serão encobertas e envolvidas com as ações contrárias e regeneradores daquelas que as ocasionaram, que de certo modo serão devidamente anuladas, sopitadas da nossa alma.

Em toda a nossa existência, do ser atômico ao ser espiritual, toda a nossa trajetória evolutiva fica registrada em uma esteira fluídica, que permite a gravação de tudo aquilo que nos diga respeito, tanto em nossas individualidades como em nossas relações com os outros seres, estando ela exposta no Universo, para que todos os espíritos possam contemplar, e assim consigam analisar as maiores e menores imperfeições de cada um, desde que possuam o mesmo estágio evolutivo daqueles que estão a observar, ou então possuam um estágio evolutivo ainda mais elevado. E isto é de fundamental importância para a perfeição, que iremos mais destacando à medida em que nela formos mais adentrando, em uma maior noção.

A evolução espiritual possibilita que, aos poucos, as imperfeições venham a ser superadas, pelo fato de virem sendo devidamente observadas e analisadas pelos espíritos, que se esforçam e procuram deixar de todas as maneiras de ser imperfeitos, e assim possam alcançar a perfeição, que é a meta de todos os seres quando ingressam na espiritualidade, já que são detentores do raciocínio e do livre arbítrio.

A perfeição caracteriza um ser ideal, em que nele se encontram reunidos todos os atributos individuais superiores e todos os atributos relacionais positivos, tornando-o verdadeiramente educado, o que evidencia a sua perfeição, uma vez que os atributos individuais inferiores e os atributos relacionais negativos se encontram todos sopitados, embora todos eles se encontrem gravados em sua esteira evolutiva, fazendo parte do seu corpo fluídico. São os atributos que comandam a nossa inteligência. Por isso, um ser ideal pauta os seus poderes e as suas ações tomando por base as suas qualidades superiores e positivas, que indicarão o grau da sua inteligência e a extensão da sua perfeição, uma vez que as qualidades inferiores e negativas servirão apenas de base para que ele possa definir a extensão do seu grau de perfeição, e então possa aprimorar cada vez mais a esse grau.

Isso implica em dizer que todas as imperfeições que fazem parte da nossa existência, do ser atômico ao ser espiritual, a partir do ponto em que teoricamente passamos a ser perfeitos, deverão servir como lastro para que possamos ser cada vez mais perfeitos, tal como o peso necessário que se assenta no porão de um navio para que ele se equilibre sobre a água, ou como se fosse uma camada que está cobrindo a existência da perfeição, que vai paulatinamente descobrindo a essa camada, até que ela esteja totalmente descoberta, quando então ambas alcançam o ponto de equilíbrio, com a imperfeição sendo diretamente proporcional à perfeição. O que nos leva à inevitável conclusão que a nossa imperfeição individual deve ter a mesma extensão da nossa própria perfeição, segundo nos aponta a lógica, pelo menos até certo ponto, para que assim possa haver um ponto de equilíbrio.

Ao alcançarmos a esse ponto de equilíbrio, passamos a pautar as nossas ações rigorosamente dentro do âmbito da perfeição, e assim continuaremos, até que todas elas sejam estendidas a todas as ações que foram praticadas no âmbito da imperfeição. Muitos consideram que a perfeição designa uma circunstância que não possa ser melhorada ainda mais e mais, no que estão completamente equivocados. Para que possamos compreender a contento a este assunto de natureza puramente saperológica, basta apenas raciocinarmos da seguinte maneira: nós não evoluímos no âmbito da imperfeição para estendê-la, pois isto seria revestido de ilogismo, mas sim para nos tornarmos cada vez menos imperfeitos, pois isto está revestido de lógica, sendo que em nossas tentativas iremos percorrer todas as suas extensões que nos foram destinadas individual e relacionalmente por Deus, até alcançamos o seu limite, quando então nos livramos da imperfeição; e, de maneira contrária, nós passamos a evoluir no âmbito da perfeição, para que possamos estendê-la, para nos tornarmos cada vez mais perfeitos, sendo que nessas tentativas nós iremos estendê-la até ao ponto em que a imperfeição nos fez chegar, ao alcançarmos o seu limite, para que assim possamos obter a mesma extensão. Se a imperfeição individual tem a sua própria extensão, por que a perfeição individual não teria igualmente a mesma extensão?

Neste caso, a extensão é o atributo de grandeza por intermédio do qual as criaturas podem identificar as outras criaturas, segundo as intensidades das suas grandezas, das maiores imperfeições para as menores, das menores perfeições para as maiores, que neste último caso as menores perfeições vão se intensificando cada vez mais, até que consigam identificar ao próprio Criador, uma vez que ambos têm as mesmas substâncias.

As criaturas podem identificar ao Criador através de si mesmas, através das suas próprias substâncias, da seguinte maneira:

  • Essência: os seres são partículas da Essência de Deus, sendo, portanto, seres individualizados, enquanto que o Criador é a própria Essência, sendo mais apropriado o termo Ser Total;
  • Força: os seres individualizados vão aos poucos adquirindo partes desta propriedade, cada vez mais as suas porções, que são as quantidades parceladas, de maneira contínua e progressiva, em suas evoluções, por todas as suas existências, enquanto que o Ser Total possui a Força Total;
  • Energia: os seres individualizados vão adquirindo partes desta propriedade, cada vez mais as suas porções, que são as quantidades parceladas, de maneira contínua e progressiva, em suas evoluções, por todas as suas existências, enquanto que o Ser Total possui a Energia Total;
  • Luz: os seres individualizados vão adquirindo aos poucos partes desta propriedade, cada vez mais as suas porções, que são as quantidades parceladas, de maneira contínua e progressiva, em suas evoluções, por todas as suas existências, enquanto que o Ser Total possui a Luz Total.

Conforme anunciado por Jesus, o Cristo, os tempos são chegados para que seja separado o joio do trigo, para que aqueles de boa vontade possam ter paz na Terra e possam dar continuidade às suas evoluções espirituais, sem serem importunados pelos espíritos mais atrasados, ou seja, sem que estes venham interferir diretamente em suas vidas, prejudicando assim os seus progressos neste mundo-escola.

Todos são cientes de que cada um somente pode dar aquilo que tem. Por isso, aqueles que guardam o mal dentro de si têm apenas o mal para ofertar, pois é isso o que eles têm para dar, então, em reciprocidade aos seus conteúdos perversos e criminosos, todos deverão ficar juntos, com todos eles sofrendo as dores dos próprios males que trazem consigo, provocados uns pelos outros, até que despertem e os mais esforçados consigam extinguir os males que trazem consigo, quando então passarão ao outro grupo.

Enquanto que aqueles que guardam o bem dentro de si têm apenas o bem para ofertar, pois é isso o que eles têm para dar, então, em reciprocidade aos seus conteúdos nobres e honestos, todos deverão ficar juntos, com todos eles usufruindo dos prazeres do próprio bem que trazem consigo, para que assim sirvam de exemplos àqueles que pertencem ao grupo do mal, adotando medidas regeneradoras e os ajudando a enveredar pelo caminho do bem, até a regeneração do último, quando então poderão formar um Estado Mundial, com todos os seres humanos praticando o bem, rumo à perfeição, ocasião em que poderão ter o seu próprio Cristo em seu seio, que os conduzirá rumo à perfeição.

Nenhum ser humano gosta de ser assassinado, de ser roubado, de ser assaltado, de ser espoliado, de ser maltratado, de passar ou ver os seus passarem fome e sede, de passar ou ver os seus passarem necessidades, de não ter o amparo governamental para si e para os seus no que diz respeito à saúde e a educação, de não ter para si e para os seus uma moradia digna para se viver em um lar, de não ter para si e para os seus uma segurança protetora governamental, de não ter uma remuneração condigna para o sustento e o lazer próprio e dos seus, e outros mais. Então por que não conseguem interagir nesse sentido e promover o bem uns aos outros, preenchendo a tudo isso? A resposta é a seguinte: porque ainda são ignorantes acerca da vida fora da ilusória matéria, porque ainda não estão espiritualizados, por isso lhes falta a amizade espiritual, que possibilita a solidariedade fraternal, que é a base de todo o bem, mesmo na imperfeição.

Foi justamente em razão disso tudo que Jesus Cristo nos ensinou que não devemos querer para os outros aquilo que não queremos para nós. Se não gosta de ser assassinado, não assassine ao próximo. Se não gosta de ser roubado, não roube ao próximo. Se não gosta de ser assaltado, não assalte ao próximo. Se não gosta de ser espoliado, não espolie ao próximo. Se não gosta de ser maltratado, não maltrate ao próximo. Se não gosta de passar ou ver os seus passarem fome e sede, que não deixe passar fome e sede ao próximo. Se não gosta de passar ou ver os seus passarem necessidades, não deixe passar necessidades ao próximo. Se não gosta do desamparo governamental para si e para os seus, no que diz respeito à saúde e a educação, não deixe que o governo venha a desamparar ao próximo, em sua saúde e educação. Se não gosta da falta de uma moradia digna para se viver em um lar, não deixe que falte uma moradia digna para se viver em um lar ao próximo. Se não gosta de não ter para si e para os seus uma segurança protetora governamental, não deixe que o governo venha a desproteger ao próximo. Se não gosta de não ter uma remuneração condigna para o sustento e o lazer próprio e dos seus, que não deixe de remunerar ao próximo. E assim outros mais.

Procurando todos os seres humanos interagir uns com os outros nesse sentido, a nossa humanidade poderá ser relativamente feliz, pois que com a adoção da amizade espiritual com os semelhantes, por certo virá a solidariedade fraternal, quando todos os crimes desaparecerão da face da Terra, estando ela propícia à formação de um Estado Mundial.

É sabido que quando os seres saltam do seio do Ser Total, eles passam a adquirir as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia, passando a ser os seres atômicos, os mais atrasados de todos os seres, portanto, os mais imperfeitos, com todos eles juntos formando os seus próprios mundos. E assim passam a evoluir nessa categoria, adquirindo cada vez mais parcelas dessas duas propriedades, por isso existem muitos mundos que são formados pelos diversos tipos de seres atômicos, contidos no espaço e no tempo, portanto, no Universo.

Quando alcançam o último estágio requerido na atomicidade, eles deixam de ser seres atômicos e passam a ser seres moleculares, deixando de ser os menos atrasados de todos os seres, tornando-se, portanto, menos imperfeitos, com todos eles juntos formando um novo mundo. E assim passam a evoluir nessa categoria, adquirindo mais parcelas das propriedades da Força e da Energia, por isso existem muitos mundos que são formados pelos diversos tipos de seres moleculares, contidos no espaço e no tempo, portanto, no Universo.

Não cabe aqui descrever toda a evolução dos seres, uma vez que na obra relativa ao Sistema, contida no site pamam.com.br, essa evolução deverá se encontrar explanada. Mas o fato é que eles vão evoluindo constantemente, até que alcançam a condição de vegetal e de animal irracional, e, posteriormente, a do animal racional, tornando-se seres humanos, por conseguinte, adentrando no âmbito da espiritualidade.

É principiando nos vegetais e se desenvolvendo na irracionalidade animal, quando os seres adquirem a sensibilidade, que as dores e os prazeres do mundo neles começam a se fazer valer. Nenhum ser conseguiria suportar as dores da imperfeição se elas fossem constantes, ininterruptas, por isso a existência dos prazeres, mesmo na imperfeição, para que as dores possam vir a ser intercaladas, interrompidas, proporcionando um refrigério a todos os seres, tanto aos irracionais, como aos racionais.

Nos animais irracionais, as dores são provocadas pelo mal, e os prazeres pelo bem, sendo todos eles instintivos, uma vez que são brutais. Mas como eles são dirigidos pelos espíritos de luz que cuidam das suas evoluções, pelo fato deles ainda não possuírem o raciocínio, portanto, o livre arbítrio, esses males são necessários aos seus aprendizados e à sobrevivência de cada espécie, enquanto que os prazeres são também específicos de cada espécie, por isso eles não são desvirtuados, para serem bem conduzidos os rumos das suas evoluções.

Nos mundos-escolas, a natureza se manifesta de todas as maneiras, das mais belas às mais cruentas, onde nas mais cruentas nós podemos observar os animais irracionais interagindo de todas as maneiras entre si, como se fosse uma guerra, uma competição, um conflito, com todos eles buscando uma alternativa de vitória ou derrota, em que cada espécie luta pelo espaço e pelo tempo das outras, que são diferentes, para que assim ocorra o equilíbrio; enquanto que nas mais belas podemos observar os próprios seres, em si, e os fatos e os fenômenos que provocam, como descritos por Luiz de Mattos, em sua obra, Vibrações da Inteligência Universal.

Nessas manifestações da natureza mais cruentas, marcadas pela luta da sobrevivência, Schopenhauer nos dá um pequeno retrato dessas cruezas que existem nos irracionais, partindo dos seres vegetais e irracionais, chegando até ao ser racional, mas neste sem o retratamento, quando diz:

A jovem hidra que na hidra mater cresce como botão e depois se separa, enquanto está unida ao tronco luta pela presa que se lhe oferece, de modo a roubá-la da irmã que tem ao lado. A formiga buldogue, da Austrália, ainda nos apresenta ilustração mais frisante: cortada em dois, trava-se entre os pedaços a luta — luta de cabeça e cauda. A cabeça apanha a cauda nos ferrões e a cauda se defende com o aguilhão; a batalha dura meia hora, até que morram os dois pedaços ou sejam carregados pelas outras formigas. O fato se repete em cada experiência feita… Yunghatan conta ter visto em Java uma planura extensíssima literalmente coberta de esqueletos de tartarugas; vindas do mar para pôr os seus ovos, eram atacadas pelos cães, que as reviravam e as devoravam vivas. Para isso existem as tartarugas… Os tigres, por sua vez, frequentemente atacavam aos cães… a vontade de viver faz preia por toda parte e sob diferentes formas o seu próprio alimento. Vem por fim a raça humana, que pelo fato de dominar todas as espécies considera a natureza propriedade sua. Mas ainda na raça humana se revela o conflito da vontade consigo própria”.

Nos seres humanos, as dores são igualmente provocadas pelo mal e os prazeres pelo bem, porém estes devem ser virtuosos, mas tendo todos eles ainda resquícios das ações instintivas irracionais, uma vez que possuem características brutais. Nos mundos-escolas, todos os seres humanos passam a interagir uns com os outros, das mais diversas maneiras. Nessa interação, os conflitos são absolutamente necessários, para que haja um aprendizado, com cada um sofrendo as dores desses conflitos, e aprendendo com elas, para que possam abandonar as suas imperfeições.

A coragem, por exemplo, é um atributo valiosíssimo, que somente incorporamos ao nosso acervo espiritual interagindo com os demais seres humanos, seja na guerra, seja nos conflitos particulares, seja nas ocasiões em que se façam necessários o destemor, a intrepidez, o arrojo, para que os seres humanos possam demonstrar os seus valores.

Os desenvolvimentos dos órgãos mentais sem as bases dos atributos superiores e positivos que devem nortear as ações dos seres humanos, como a moral e a ética, esteadas pela coragem, a boa vontade e outros atributos, podem acarretar a prática dos mais diversos crimes, uma vez que essas inteligências serão utilizadas para a satisfação dos atributos inferiores e negativos, como o egoísmo, que gera o desejo insaciável pelo acúmulo de poder e riqueza, ensejando que a prática da solidariedade humana seja esquecida, por conseguinte, que alguns tenham demais e o restante de menos, em uma encarnação, com as posições se invertendo em outras, sem que muitos seres humanos consigam aprender com as suas próprias dores.

A ignorância acerca da vida espiritual é considerada por Jesus, o Cristo, como sendo o maior mal da nossa humanidade, uma vez que ela enseja a que os seres humanos, nessa ânsia incontida por satisfazer aos seus desejos, os quais são requeridos pelos atributos inferiores e negativos, pratiquem os mais diversos tipos de crimes com os seus semelhantes, sem se darem conta de que terão que resgatá-los um por um, estando passíveis de sofrerem as mesmas dores que provocaram nos semelhantes.

É certo que todo esse acervo de imperfeições deverá ser levado para ser incorporado ao acervo do Criador, quando em troca deveremos receber o seu acervo de perfeições. Mas a nossa humanidade já está no limite da sua cota de imperfeição. Por isso, tem que abandonar agora todas as suas imperfeições e procurar adentrar no âmbito da perfeição, esclarecendo-se sobre a vida fora da ilusória matéria, espiritualizando-se, para que assim possa conseguir a esse desiderato.

E a nossa humanidade está no limite da sua cota de imperfeição, porque os seres humanos renitentes, que teimam em permanecer praticando todos os tipos de males, já estão a atrapalhar em demasia aqueles que querem a todo o custo ingressar no âmbito da perfeição, impedindo as suas evoluções. Então já não se pode mais tolerar a convivência entre esses dois grupos: o grupo dos de boa vontade, formado por aqueles que tentam praticar o bem, os bons, sendo considerados o trigo; e o grupo dos de má vontade, formado por aqueles que insistem em praticar o mal, os renitentes, sendo considerados o joio.

Então tem que ser providenciada a separação entre esses dois grupos, para que o joio não venha a atrapalhar o crescimento do trigo, em suas evoluções conjuntas, através das interações humanas. Por isso, uma ação enérgica e reparadora, essencial para a regeneração dos seres humanos transviados do caminho do bem, deverá ser praticada agora pelo Astral Superior, para que a nossa humanidade possa tomar um novo rumo.

Ninguém deve esquecer que por diversas vezes as várias civilizações que existiram formaram o ambiente fluídico propício para que o astral inferior as extinguisse, obliterando-as da face da Terra. Mas agora a situação é diferente, pois já temos o Racionalismo Cristão estabelecido em nosso seio, por isso a nossa humanidade reuniu as condições propícias para poder se espiritualizar, com esta civilização dando prosseguimento à evolução de todos os seres humanos.

 

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