06.09- Ninguém as faça, porque aqui as paga

A Cristologia
21 de outubro de 2018 Pamam

É sabido que todos nós, seres humanos, somos essência, portanto, espíritos, que evoluímos constantemente através das propriedades da Força, da Energia e da Luz, para que assim possamos formar as nossas almas. Então não somos deste mundo, ao qual temos que fazer evoluir até que ele alcance a condição de Mundo de Luz, onde habitam os espíritos. Por isso, os Mundos de Luzes são formados por espíritos, que os habitam segundo os estágios evolutivos em que se encontram. Assim, existe um número praticamente incontável de Mundos de Luz que se espalham por todo o Universo. Todos os seres humanos que integram a nossa humanidade, assim como os seres humanos que integram as demais humanidades, têm os seus respectivos Mundo de Luz onde temporariamente habitam, por isso os Mundos de Luz são também denominados de Mundos de Estágios. E isto se explica em razão da própria evolução espiritual, pois à medida que os espíritos vão evoluindo, eles vão ascendendo a outros Mundos de Luz mais evoluídos, cujos adiantamentos correspondem aos seus novos estágios de evolução.

Estando habitando em seus próprios Mundos de Luz, os espíritos vivem em condições harmônicas inimagináveis ou mesmo inconcebíveis para nós que nos encontramos encarnados. Essas condições harmônicas vão se tornando cada vez mais perfeitas à medida que eles vão ascendendo às classes superiores, pois já vimos que os Mundos de Luz são classificados por classes, que são as seguintes:

N° de Ordem Tipos de Mundos de Luz       Classe Espiritual

01

Mundos materializados Espíritos da 1ª à 5ª classes

02

Mundos opacos Espíritos da 6ª à 11ª classes

03

Mundos brancos Espíritos da 12ª à 17ª classes

04

Mundos diáfanos Espíritos da 18ª à 25ª classes

05

Mundos de luz puríssima Espíritos da 26ª à 33ª classes

Em todas essas classes predomina entre os espíritos o amor, que vai se intensificando cada vez mais de uma classe para a outra imediatamente superior, até alcançar a sublimidade do amor do Cristo, relativa à 33ª classe. Assim, essa harmonia proveniente do amor espiritual, proporciona a verdadeira felicidade na vida dos espíritos que habitam os seus respectivos Mundos de Luz.

Então não existe o mal nos Mundos de Luz, pois que todos os seus habitantes são obviamente esclarecidos acerca da vida espiritual. E jamais poderia ser diferente, pois que eles são e vivem como espíritos. Daí os espíritos não pautarem as suas ações na prática de crimes e delitos que prejudiquem ao próximo, e muito menos produzir sentimentos inferiores e pensamentos negativos para tornar pesada e deletéria a aura do Mundo de Luz em que habitam, embora sejam detentores de tais, pois que o ambiente fluídico não permite as suas manifestações, apenas nos mundos-escolas, daí a razão deles serem obrigados a encarnar.

Assim, o preceito da evolução exige a encarnação dos espíritos que ainda são apegados à ilusão matéria, para que eles como encarnados possam promover as suas evoluções e, também, possam promover a evolução deste mundo Terra, que é o nosso mundo-escola. Já os espíritos que não são mais apegados à matéria, considerados como sendo espíritos superiores, não mais necessitam encarnar neste planeta, promovendo as suas evoluções em seus próprios Mundos de Luz, e se o fazem é de livre e espontânea vontade, por amor ao próximo, para cumprir uma determinada missão necessária à evolução de toda a nossa humanidade, por isso eles se destacam com relevância em nosso meio, como a História tem a sua obrigação de nos mostrar em seus registros.

No entanto, muitos espíritos superiores ainda hesitam em encarnar para alavancar a nossa humanidade, em face das dificuldades que aqui irão encontrar, em virtude das cruezas deste mundo, por isso eles não querem se arriscar a vir e falhar em suas missões, acumulando débitos a serem resgatados, pois que o risco no fracasso de uma missão é potencialmente grande, portanto, real.

Podemos então constatar que a encarnação é dura, aliás, duríssima, pois se todos os seres humanos que aqui se encontram encarnados conseguissem cumprir com as suas respectivas obrigações e os seus respectivos deveres, assim como também com as suas respectivas missões, previamente estabelecidos em seus respectivos Mundos de Luz, aos quais se comprometeram a cumprir quando estavam mais sóbrios, quando estavam mais conscientes, quando estavam mais clarividentes, repletos de boa vontade, este mundo já seria outro, com a nossa humanidade estando muito mais evoluída.

Mas acontece que, infelizmente, não é assim, pois quando encarnam os espíritos se esquecem de tudo aquilo que haviam se comprometido astralmente a cumprir neste mundo Terra. Por isso, a matéria, que é apenas uma ilusão, faz-se valer sobre os seus espíritos, dominando-os por completo, razão pela qual eles passam a viver em função das diretrizes traçadas por este próprio mundo, obedecendo às suas injunções, abandonando completamente aquilo que aqui se comprometeram a cumprir. Que pena! Que tristeza! Como dói em minh’alma!

Afeitos a este mundo, que no futuro se tornará um Mundo de Luz, mas que ainda é um mundo-escola, os seres humanos são obrigados a aprender as suas lições, que geralmente são muito duras, outras vezes duríssimas, repetindo-as constantemente, até que consigam aprender a cada uma delas.

Todos já sabem que a amizade e o amor espirituais devem ser praticados por cada um dos viventes humanos, mas eles pouca ou nenhuma importância dão ao fato, pois consideram que a amizade mundana e o amor da família são mais do que suficientes para satisfazê-los. Ignoram todos que a amizade mundana e o amor da família são apenas arremedos da amizade e do amor espirituais. A prova provada disso, é que muitos pais e muitas mães se danam a destacar os seus filhos dos demais, priorizando-os em detrimento dos demais, que também têm igualmente os seus pais e as suas mães que zelam por eles. Gostariam aqueles que os outros pais e as outras mães fizessem os mesmos com os seus filhos? O mesmo fato ocorre com os demais parentes.

É preciso, pois, que todos sejam cientes de que aqui, neste mundo, todos nós nos misturamos uns com os outros, pois estamos todos vivendo em um único mundo, e se a igualdade ainda não pode ser estabelecida, é justamente porque uns querem ser melhores do que os outros, serem mais merecidos, serem privilegiados, sem se importarem nem um pouco com as condições dos seus semelhantes, sempre querendo levar vantagem em tudo, com tudo isso sendo fruto da educação que receberam dos seus próprios pais e das suas próprias mães, que sempre manifestam um grande orgulho quando veem os seus filhos manifestando alguma superioridade em relação aos demais, como os exemplos clássicos de serem os primeiros da turma e de tirarem os primeiros lugares em escolas, faculdades e concursos. Ignoram esses pais e essas mães que de tudo podemos lançar mão para podermos evoluir, assim alguns espíritos que se posicionam atrás desses que mais se destacam, podem ter resolvido abrir mão dos seus fabulosos intelectos ou dos seus fabulosos criptoscópios, para poderem conquistar outros atributos que julgaram necessários para as suas evoluções espirituais, sendo muitas vezes bem superiores àqueles que aqui, neste mundo, situam-se à sua frente.

Qual é o ser humano que não é plenamente ciente de que a fraternidade e a solidariedade são dois grandes elevadores da alma e que por isso têm que se fazer valer neste mundo? Qual é o ser humano que não é plenamente ciente de que o egoísmo e a avareza são dois grandes aborrecimentos da alma e que por isso têm que ser erradicados deste mundo? Praticamente todos os seres humanos são plenamente cientes disso, mas procuram ignorar propositalmente as virtudes das quais são plenamente cientes, obscurecendo as suas próprias consciências, preferindo levar as suas boas vidas quando delas se consideram os seus senhores, ao estarem situados nelas com alguma folga, então os semelhantes que se danem, tal como um meu ex- patrão, causando-me  um tremendo choque, assim se expressou: “Eu e a minha família estando bem é o que importa, o resto que vá para a p…”.

Também todos são cientes que não devem cometer crimes e delitos, pois que estão transgredindo as próprias leis e os princípios das suas pátrias, e mais, muitíssimo mais, transgredindo as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais. Mas muitos ignoram a espiritualidade, considerando que ela se restringe aos credos e as seitas sobrenaturais, frutos da ignorância humana, então pouca importância dão a eles, que por não possuírem a verdadeira moral e a verdadeira ética, não conseguem imprimir em suas almas essas virtudes, assim muitos se danam a praticar os mais diversos tipos de crimes e delitos, tais como:

  • Semear a ignorância no seio da nossa humanidade, inculcando na mente dos semelhantes a existência do sobrenaturalismo, sem permitir que eles raciocinem e dirijam os seus pensamentos para as coisas que formam a natureza, já que tudo é natural, e assim impregnando as suas mentes das mais diversas e esdrúxulas crenças que possa a imaginação humana inventar, sempre com os objetivos escusos de dominar, adquirir poder e angariar riquezas, tornando os seus arrebanhados uns verdadeiros cretinos, além de medrosos, covardes, adoradores, pedintes, dependentes, e, contraditoriamente a tantas inferioridades, seres especiais, por se considerarem os favoritos dos seus deuses, mais especificamente de Jeová, o deus bíblico, e de Alá, o deus alcorânico, os quais os irão salvar, enquanto os demais padecerão no fogo do inferno ou serão exterminados;
  • Praticar o egoísmo e a avareza quando acumulam riquezas, sem se disporem às práticas da magnanimidade e da liberalidade, sempre mantendo as suas panças cheias e sem se disporem a dividir as suas mesas fartas por demais com os seus próprios semelhantes, por se acharem o máximo da inteligência humana e os mais merecidos entre todos os seres humanos, quando não passam de meros obtusos e vulgares praticantes da soberbia, pois caso conseguissem manifestar um pouco mais de inteligência e bem menos orgulho e soberbia, poderiam constatar, sem maiores esforços, que a fraternidade e a solidariedade, por serem os ápices da superioridade humana, que iluminam ainda mais as grandezas das almas, não se assemelham e nem se comparam nem um pouco com os soalhos do egoísmo e da avareza, que obscurecem ainda mais as inferioridades das almas;
  • Deixar-se subornar, tornando-se corruptos, pois a corrupção é uma das maiores pragas da nossa humanidade, em que grande parte dos políticos e dos funcionários públicos, valendo-se dos cargos que ocupam, os quais deveriam ser exercidos em prol do progresso e do bem estar do povo em geral, utilizam-se deles para o proveito próprio, para se manterem no poder e angariarem riquezas, geralmente extorquindo a iniciativa privada quando esta necessita dos seus serviços ou quando pretende fornecer bens e serviços ao poder estabelecido, mediante uma remuneração para prestar os serviços que são obrigados a prestar, ou mediante uma comissão por intermédio de um percentual pelos bens e serviços a serem fornecidos. Ignoram esses seres humanos inferioríssimos que são todos imorais, aéticos, mal-educados, mentirosos, enganadores, infiéis, prevaricadores, desonestos e tantos outros adjetivos mais, além de serem os maiores traidores da pátria, pela razão de ocuparem cargos-chaves dos poderes públicos, muitas vezes de extrema confiança depositada pela nação, e de maneira vil traírem a essa confiança que lhes foi depositada, sempre às escondidas, na surdina, na moita, negando com o ardor da veemência os seus crimes ao serem acusados, quando fazem emergir das suas almas o mais profundo cinismo, o maior dos descaramentos, a mais intensa desfaçatez, afirmando desavergonhadamente que é perseguição política. Por isso, não se pode considerar qualquer relevância em relação à corrupção ativa, pois caso assim não procedam os representantes da iniciativa privada, não conseguem as prestações dos serviços e nem fornecem os bens aos poderes públicos. E dentre esses seres ignóbeis se destacam os prefeitos das cidades, que não podemos generalizar, em virtude da possibilidade de existir uns poucos que sejam honestos. Ora, a ação de corromper diz respeito à putrefação, que é o estado das coisas corruptas, então os corruptos têm as suas almas podres. É por isso que Manoel Ribeiro, em sua obra, Deserto, a página 36, diz-nos o seguinte: “Tudo na vida tem o seu lado fraco, e não há fruto, por mais apetitoso e são, que não oculte no seu âmago o verme da corrupção e da morte”;
  • Praticar os mais diversos tipos de crimes, como o genocídio, o latrocínio, o homicídio doloso, o assalto à mão armada, o roubo, o furto, o estelionato, o estupro, o infanticídio, a pedofilia, o tráfico de drogas ilícitas, o contrabando, e tantos e tantos outros crimes que vemos diariamente nas crônicas policiais;
  • Promover perversamente as guerras entre as nações ou a guerra civil nas nações, com os objetivos mais escusos, os quais variam de algumas maneiras, desde a pretensão do domínio e da influência de uma nação sobre as outras, passando pelo apego exacerbado ao poder, até o comércio de armamentos para enriquecer as indústrias bélicas;
  • E outros crimes e delitos.

Tudo isso que torna a vida neste mundo quase insuportável é proveniente da tremenda ignorância acerca da vida espiritual, pois os seres humanos ainda não se deram conta de que são espíritos e que têm as suas almas, por isso passam a cometer os mais diversos tipos de crimes e delitos neste mundo Terra. Mas quando em seus Mundos de Luz, deixam de praticar completamente qualquer tipo de crime e se dispõem a agir segundo as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, porque lá são devidamente esclarecidos.

É justamente por isso que Jesus, o Cristo, ensinou-nos para aqui não cometermos crimes e delitos, pois será aqui com certeza que iremos pagá-los, resgatando a todos os males que praticamos, pois não seria lógico cometermos os crimes e delitos neste mundo e pagá-los em outros, resgatando lá os males que praticamos, uma vez que os Mundos de Luz não precisam de qualquer resgate em relação aos mesmos.

O que ocorre, na realidade, é que quando os criminosos e delituosos desencarnam, geralmente estagiando um bom período no astral inferior, onde se encontram os papas e outros tipos de sacerdotes adoradores e semeadores da ignorância neste mundo, os ricos egoístas e avarentos, os corruptos e outros tipos de criminosos comuns, além dos bélicos, eles, enfim, conseguem ser transladados para os seus respectivos Mundos de Luz. Em lá chegando, deparam-se com as suas próprias consciências, ao analisarem as suas ações neste mundo. Então sofrem terrivelmente por causa dos crimes e delitos que cometeram, querendo a todo o custo pagá-los, resgatando no mais breve tempo possível a todos os males que praticaram.

Então resolvem reencarnar de qualquer maneira, seja em que condição for, como miserável, pobre, aleijado, cego, surdo, mudo, vivendo aqui como deficiente físico ou mental, e tudo o mais que a Providência Divina tenha preparado para promover as suas evoluções espirituais, para que assim eles possam no futuro resgatar os males que praticaram. Ao reencarnarem neste mundo, mesmo que nas piores condições, esses espíritos sentem um grande alívio, pois o corpo carnal absorve todas as dores que eles sentiam nas suas consciências quando em seus Mundos de Luz. E assim, através do sofrimento, eles conseguem retomar as suas evoluções espirituais.

Mas que ninguém se iluda, pensando que existe facilidade em reencarnar, pois cada encarnação obedece a um criterioso plano de espiritualização da nossa humanidade, o qual foi elaborado pelo espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa, pelo menos até ao final dos tempos que muito em breve deverá chegar ao seu desiderato, por ocasião do Juízo Final, em que a ignorância deverá ter o seu fim decretado. Após o Juízo Final, outro plano elaborado por nós mesmos deverá ser posto em ação, em que com base nele o Astral Superior deverá adotar outros critérios para as reencarnações dos espíritos, em observância aos ideais estabelecidos neste mundo pelo Antecristo, visando o estabelecimento desses ideais no seio da nossa humanidade. Então há uma lei da oferta e da procura, pois não há vagas disponíveis para todos aqueles que procuram as suas reencarnações, com alguns tendo que esperar pacientemente o momento propício para retornarem a este mundo, nas ocasiões que lhes forem mais favoráveis.

Não devo aqui, neste momento, deixar de ressaltar os espíritos que neste mundo encarnaram e conseguiram cumprir com as suas obrigações e os seus deveres, alguns com as suas missões, das mais simples às mais destacadas. A estes colaboradores do plano de espiritualização da nossa humanidade, mesmo sem serem racionalistas cristãos, os meus mais sinceros agradecimentos e a renovação dos meus votos de confiança em seus futuros promissores. Que continuem assim, sempre assim, e que de toda a nossa humanidade receba os pleitos favoráveis da honra e do respeito que como um dos seus dois expoentes, ora lhes concedo, com uma grande alegria e uma imensa satisfação.

Ah! Antes que eu me esqueça! O meu ex-patrão teve a infelicidade da sua empresa ir à falência, obviamente que bem após a minha saída. E como a sua mulher era sofisticada e metida a frequentar a alta sociedade, apesar de ele afirmar que ela tinha o curso avançado da Bíblia, não conseguiu suportar a vida simples e o abandonou, tendo a sua família sido desintegrada. E ele, agindo tal como se fôra um rufião, ainda intermediou um romance da sua ex-mulher com um dos seus amigos. Que vergonha! E hoje, estando na penúria, completamente arruinado, ela às vezes o socorre com algum recurso.

 

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