06.06- Conforme pensamos, assim seremos

A Cristologia
20 de outubro de 2018 Pamam

Os sentimentos dizem respeito diretamente à verdade, que para ser percebida e captada do Espaço Superior, onde se encontra o repositório de todos os conhecimentos metafísicos, necessita, obrigatoriamente, da moral, que possibilita as elevações dos espíritos. Os pensamentos dizem respeito diretamente à sabedoria, que para ser compreendida e criada no Tempo Futuro, onde se encontra o campo de todas as experiências positivas, necessita, obrigatoriamente, da ética, que possibilita os transportes dos espíritos. Os sentimentos traduzem os atributos individuais superiores ou inferiores. Os pensamentos traduzem os atributos relacionais positivos ou negativos. Tanto os sentimentos como os pensamentos produzidos refletem os estágios evolutivos em que se encontram todos os seres humanos, então ambos são fundamentais para as nossas condutas de vida.

Mas acontece que, pelo fato de os sentimentos possibilitarem a percepção e a captação dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, eles se ligam diretamente ao poder, enquanto que os pensamentos, por possibilitarem a compreensão e a criação das experiências físicas acerca da sabedoria, eles se ligam diretamente às ações. Portanto, são os poderes e as ações que regulam as nossas condutas de vida, arbitrando o nosso proceder no cotidiano, identificando a cada um no cenário do viver humano no planeta Terra.

Então podemos facilmente concluir que os nossos sentimentos antecedem aos nossos poderes, enquanto que os nossos pensamentos antecedem as nossas ações. Mas sem jamais esquecer que os nossos sentimentos são as fontes dos nossos pensamentos, pois que somente podemos pôr em prática os nossos poderes por intermédio das nossas ações, que são fundamentais para que ambos possam ser exercidos consoante as suas naturezas.

Assim, como os nossos sentimentos antecedem aos nossos poderes e os nossos pensamentos antecedem as nossas ações, caso produzamos sentimentos superiores e pensamentos positivos, eles irão anteceder aos nossos poderes e as nossas ações salutares, benéficas, favoráveis, as quais são dignas de honra, por isso prestadoras de serviços relevantes em prol da harmonia, da fraternidade e da solidariedade entre os seres humanos.

É através desses sentimentos superiores e pensamentos positivos produzidos, os quais se encontram por trás desses poderes e dessas ações dignificadoras da conduta humana, que vamos encontrar a prática do bem. Então podemos identificar a natureza desses sentimentos e desses pensamentos produzidos por intermédio dos poderes e das ações dos seus produtores, que se retratam em suas condutas dignas de vida.

Por outro lado, é através dos sentimentos inferiores e dos pensamentos negativos produzidos, os quais se encontram por trás desses poderes e dessas ações desabonadoras da conduta humana, que vamos encontrar a prática do mal. Então podemos identificar a natureza desses sentimentos e desses pensamentos produzidos por intermédio dos poderes e das ações dos seus produtores, que se retratam em suas condutas indignas de vida.

No entanto, são os pensamentos que retratam com inteira fidedignidade a conduta de vida do ser humano, pois que ele sempre pratica as suas ações em conformidade com os seus próprios pensamentos, quer queira, quer não, pois que não importam os motivos, já que os seus órgãos mentais são comandados pelos seus atributos individuais e relacionais.

Tomemos o exemplo de um político corrupto que tem o poder de entregar uma obra a uma determinada empreiteira mediante uma comissão de propina. O seu sentimento de poder já está posto. Entretanto, os seus pensamentos passam engendrar a maneira mais eficaz para que ele possa praticar as suas ações de corrupção, que é justamente não deixar rastros que venham a comprovar a sua desonestidade. Mas acontece que os atributos individuais e relacionais comandam a nossa inteligência. Assim, se ele for deveras ambicioso, inconsequente, temerariamente audacioso, deverá então praticar o ato de corrupção. Por outro lado, mesmo sendo ambicioso, se não for inconsequente e temerariamente audacioso, não deverá por medo praticar o ato de corrupção. Portanto, ele é um corrupto, quer venha a praticar o ato de corrupção, quer não, pois que ele é julgado pela natureza dos seus pensamentos, e não pelo sua temeridade ou medo.

É justamente por isso, que Jesus, o Cristo, ensinou-nos que conforme pensamos, assim seremos, uma vez que os pensamentos produzidos antecedem as nossas ações, quer elas tenham sido praticadas em conformidade com a natureza dos pensamentos, quer elas não tenham sido praticadas por qualquer motivo impeditivo, pois serão os pensamentos que deverão revelar aquilo que realmente somos. Então cada um é aquilo que retrata a natureza dos seus pensamentos, em sua conduta de vida, portanto, cada um é aquilo que pensa.

 

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