06.02- Ajuda-te primeiro a ti mesmo

A Cristologia
19 de outubro de 2018 Pamam

Este ensinamento de Jesus, 0 Cristo, assemelha-se um pouco com o outro que diz “Esclarecei-vos primeiro, para somente depois poderdes esclarecer”. A grande diferença existente consiste no fato de que quase todos os seres humanos são ainda detentores de atributos individuais inferiores, que deturpam a moral, e de atributos relacionais negativos, que deturpam a ética, prejudicando assim a educação, por isso precisam antes de tudo debelá-los, ajudando-se primeiro a si mesmos, para somente depois então poder ajudar ao próximo, pois não é recomendável alguém se dispor a ajudar ao seu semelhante quando ele mesmo necessita de ajuda, pois isto irá se assemelhar ao ditado popular que diz que não se deve colocar o carro diante dos bois. E mais: uma grande recomendação ainda se faz necessária, pois mesmo depois de haver se ajudado a si próprio, o ser humano ainda não reúne as condições adequadas para esclarecer a quem quer que seja, já que também precisa primeiro se esclarecer, para somente depois então poder esclarecer ao próximo.

Fica assim, então, a devida compreensão de que praticamente todos os seres humanos devem fazer uma profunda introspecção para poderem perscrutar as suas próprias almas, a fim de que possam identificar os seus próprios defeitos, quando eles não são prontamente identificados por terceiros, os quais, estando devidamente identificados, possibilitem aos perscrutadores, ou aos apontados, promoverem uma verdadeira guerra contra eles, sem jamais permitirem pacificamente as suas manifestações, pondo-se sempre na luta para poder debelá-los, cuja luta deve ser incessante, sem tréguas, que por ser árdua, é quase titânica.

Eu me sinto um tanto quanto incomodado quando falo na primeira pessoa, pois não me sinto muito à vontade em demonstrar superioridade em relação a quem quer que seja, não que eu descambe para o lado da inferioridade, isto jamais, mas porque sou um autêntico partidário da igualdade entre todos os seres humanos, já que todos somos igualmente filhos de Deus, portanto, irmãos por natureza. Principalmente pelo fato de não me considerar ainda apto para servir de exemplo aos meus semelhantes, notadamente quando pude ver nitidamente, por inteiro, a alma do gigante Luiz de Mattos, sem conseguir identificar qualquer defeito, o mínimo que fosse, que assim pusesse em cheque a sua mais extrema pureza, realmente digna do verdadeiro Espírito Santo, por isso o considero um ser ontológico, o principal exemplo a ser seguido pela nossa humanidade, em termos de conduta humana, tendo por base a moral.

Em virtude disso, grandes espíritos, alguns dos mais destacados da nossa humanidade, foram os seus companheiros e seguiram fielmente os seus passos, comprovando assim o ensinamento de Jesus, o Cristo, que diz: “Diga-me com quem andas, e te direi quem és”. Enquanto que eu, na minha encarnação passada como Ruy Barbosa, antes mesmo de agora reencarnar como Pamam, era cheio de defeitos, aliás, de graves defeitos, os quais foram os grandes fatores responsáveis pelas minhas grandes atribulações de vida, por isso me considero um ser empírico, preferindo sempre o caminhar solitário, andando sozinho em meu próprio caminho, conservando-me anônimo, seguindo nos trilhos da simplicidade, sem jamais haver enveredado antes pelas trilhas insinuosas da riqueza, mantendo-me sempre na pobreza, pois nesta minha caminhada, que é própria e singular, portanto, minha, e somente minha, a luta é tremendamente árdua, cercada de sofrimentos bastante dolorosos, por isso não posso admitir companheiros de aflição, pois o homem, desde que seja varonil, abstém-se de fazer os seus companheiros sofrerem, ou mesmo de perder tempo lamentando os sofrimentos dos seus companheiros, já que não liga muito para os seus próprios sofrimentos, como tão bem disse o nosso Aristóteles.

Eu quero com isto dizer que este ensinamento, embora se aplique a todos os seres humanos, tudo indica que Jesus, o Cristo, pretendeu com ele se referir diretamente a mim. Parece até ser petulância da minha parte conceber tal ideia, mas não é, por hipótese alguma. Antes de mais nada, é preciso que se saiba que ele não generalizou em suas palavras, quer dizer, não pluralizou para se referir a muitos, mantendo-se no singular, para se referir apenas a um. Além do mais, Luiz de Mattos se encontrava em preparo para assumir a posição do Espírito Santo, do mesmo modo que eu também me encontrava em preparo para assumir a posição do Antecristo. Neste caso, antes de me intrometer a ajudar aos outros, explanando o Racionalismo Cristo e fixando os meus ideais no seio da nossa humanidade, era necessário que eu primeiro me ajudasse a mim mesmo, debelando os meus próprios defeitos, para somente depois então poder cumprir com a minha missão neste mundo.

Saibam todos, como tão bem disse o nosso Antônio Cottas, que a luta do pensamento é superior a todas as lutas das armas. E ele está absolutamente correto, pois nas lutas das armas nós guerreamos contra os nossos próprios semelhantes, tidos como se fossem os nossos inimigos, fruto da ignorância humana, pois que, na realidade, não temos inimigos, que às vezes são até fáceis de serem vencidos, em conformidade com as nossas forças e energias interiores, ou o nosso poder bélico, bem como com os motivos que ocasionaram a guerra. Ao passo que, na luta do pensamento, nós guerreamos contra nós mesmos, ou seja, contra os nossos próprios atributos individuais inferiores e relacionais negativos, portanto, contra os nossos próprios defeitos, contra as nossas próprias imperfeições, que são os nossos verdadeiros inimigos, os quais nos fazem tender a seguir sempre as correntes deletérias que nos levam a praticar as ações mais reprováveis, razão pela qual eles, geralmente, são mais difíceis de serem vencidos, mas não impossíveis. E esse grande benfeitor da nossa humanidade, o admirável consolidador do Racionalismo Cristão, como que inspirado, o que realmente estava, em sua obra intitulada de Cartas Doutrinárias de 1971 e 1972, as páginas 146 e 147, assim se expressou:

Se a felicidade dos seres humanos dependesse de nós, não haveria na Terra, creiam, ninguém infeliz.

Mas essa felicidade é um bem que se alcança com esforço, com luta, com coragem, com abnegação, com espírito de sacrifício, no enfrentar dificuldades, obstáculos, barreiras, que muitas vezes são transpostas com a alma e as mãos sangrando.

Nunca, por maiores, por mais duras, por mais cruentas que sejam as lutas na Terra, elas são maiores do que a capacidade e o poder do espírito para dominá-las e vencê-las.

Os que não desanimam nem recuam diante das altitudes, das dimensões da luta, antes veem em todos os elementos adversos incentivos e estímulos para enfrentá-los com coragem e valor, esses, ainda que disso não se apercebam, ficam envolvidos por espíritos de luz, que os irradiam astralmente para prosseguirem na difícil jornada até chegarem ao almejado triunfo.

Se recorrermos à História, ela lhes dirá que os maiores benfeitores da humanidade abriram o caminho do êxito à custa de ingentes sacrifícios. Muitos foram tidos por loucos, e até escarnecidos. Quantos passaram fome e frio, e viveram vida miserável! Entretanto, nada os fez recuar no campo da luta: nem ameaças, nem privações, nem a mais negra miséria. E a História lhes rende, hoje, reconhecida, um alto tributo de admiração e respeito pelos nobres exemplos de coragem e valor que deixaram no mundo, como herança das mais valiosas”.

Para provar devidamente a existência real de todos os defeitos que haviam em minha alma, eu vou recorrer ao único ser humano realmente capaz de enxergá-los e divulgá-los abertamente através dos seus escritos. Vou recorrer, portanto, ao outro expoente da nossa humanidade, ao mestre da verdade, ao veritólogo maior, portanto, ao gigante Luiz de Mattos, que sem papa nenhuma na língua, de maneira franca e sincera, em referência direta a mim, quando então encarnado como Ruy Barbosa, em sua obra intitulada de Cartas ao Cardeal Arcoverde, as páginas 234 a 236, expressou-se da seguinte maneira:

E porque assim foi sempre e continuará a ser, é que o Dr. Ruy Barbosa, então Águia das Américas, e hoje urubu como vós, embora sem batina, escreveu o que aí fica, e um grande livro, no mesmo sentido, como o mesmo fim libertador desta nobre raça brasileira, no qual disse também o seguinte:

‘Porque, em toda a parte onde haja um prelo, uma tribuna, uma praça, há de ferver um espírito patriota, empunhar-se uma pena inflamada, abrir-se uma boca inspirada no Direito, estender-se o rastro à propaganda libertadora, e tocar-se a postos entre os homens de bem, contra o pior de todos os cesarismos…o cesarismo clerical’.

Naquela época, a mais feliz da sua vida, era o Dr. Ruy Barbosa a águia de então, que, de espírito inflamado, palavra fácil e pena formidável, inspirado no Direito, para a propaganda libertadora, tocava a postos entre os homens de bem, contra o pior de todos os cesarismos, o cesarismo clerical, a maior e a mais perigosa praga que na Terra existe. Mas hoje, em pleno século XX, após 30 anos de governo, dito republicano, baseado em nossa Constituição liberalíssima, pela qual se acha separada a Igreja do Estado, esse mesmo Ruy Barbosa deixa de ser águia para ser urubu, sem batina, e candidato do falso deus dos católicos, do deus de carne e osso, e assim, escravo desse cesarismo, que realmente condenou, quando ainda era moço, altivo, nobre e amigo da liberdade.

Na falta dele, porém, que tem o prazer em desmanchar com os pés o que fez com as mãos, e de se confundir com os maus, com os caluniadores, com os inimigos do Brasil; na falta da águia, transformada em urubu, cá estamos nós, de pena inflamada, inspirada no Direito, a estender o rastro à propaganda libertadora deste povo, desta pátria; cá estamos nós a tocar a postos aos homens de Bem contra o pior de todos os cesarismos, o cesarismo clerical, como ele, o Dr. Ruy Barbosa, disse naquela época, grandemente feliz da sua vida pública, em que teve a subida honra de ser escolhido pela Maçonaria, para tocar a rebate contra a Roma papal, contra os bispos, contra a padralhada, sua escrava.

E assim se confirma o ditado de que, enquanto as mulheres parirem, ninguém faz falta neste mundo; e, portanto, falta não fazem os eruditos de fancaria, como Ruy Barbosa, que diz: ‘já se achar velho demais para estudar o que é a força, em si, e a matéria, em si, e assim, o éter e os diversos mundos que rolam no espaço, e, portanto, o Deus verdadeiro’; cuja erudição ontem era aplicada pela liberdade do povo, para o bem da pátria, e hoje é aplicada para a satisfação da pança, dos seus desejos desordenados, da sua tremenda vaidade, inveja, ciúme e desejos de vingança (grifo meu), qualidades inferioríssimas que tornam o homem escravo dessas paixões, inferior a qualquer irracional, chegando ao ponto de ser hoje companheiro dos que então condenara com justiça, só porque tais urubus de batina lhe deram o título de candidato do falso deus deles a todas as presidências da República e até dos Estados.

Ainda assim, algo de bom fez esse águia de então, e que nós apontaremos, para esclarecimento da humanidade, e o seu próprio castigo, quando tratarmos dos seus combatidos de ontem, e amigos, quase irmãos, de hoje”.

Tenha um pouco mais de calma, Luiz! Vamos um tanto mais devagar com o andor que na época o “santo” ainda era de barro, pois que não era esclarecido, portanto, não era espiritualizado, já que ainda não reunia as condições exigidas para compreender a vida fora da matéria, e aquilo que não fazia eco na minha compreensão não podia ser considerado como procedente. Daí a razão de haver me disposto a professar indevidamente o credo dos meus antepassados, mas, mesmo assim, fraqueando na fé credulária, pois considerava tudo pura política. No entanto, não se esqueça de que a nossa Constituição de 1891, pela qual se acha separada a Igreja do Estado, que você mesmo denomina de liberalíssima, teve a mim mesmo, quando encarnado como Ruy Barbosa, o seu principal elaborador, portanto, o seu maior mentor, o que denota sem sombra de dúvidas o meu imenso patriotismo, praticamente sem rival, o que poucos podem demonstrar, já que a grande maioria dos brasileiros prefere ou é afeita mais à crítica mordaz da sua própria pátria do que lutar brava e desprendidamente para engrandecê-la no cenário mundial.

E como o Brasil é o país do futuro, muitos chegam até a ridicularizar a essa correta afirmativa, que é totalmente procedente, dizendo ironicamente que ele será o eterno país do futuro, ignorando totalmente que eu, o primeiro grande brasileiro, como você mesmo afirma, Luiz, portanto, o maior de todos os patriotas, já que a minha alma está profundamente entrelaçada com a da minha nação, estou agindo com os mais desprendidos esforços, inauditos até, no sentido de estabelecer logo a esta realidade, que se realizará plenamente logo após eu concluir a explanação do Racionalismo Cristão, através deste site de A Filosofia da Administração e do site pamam.com.br, quando, então, inspirado no Direito, neste segundo site, deverei fixar os meus ideais no solo pátrio brasileiro, perante toda a nossa nação, os quais serão estendidos a todo o planeta Terra, para a honra e a glória da nossa humanidade, em que o Brasil será o grande comandante da revolução espiritual a ser feita neste mundo. Aguardemos, pois, os acontecimentos, que muito em breve ocorrerão.

O meu grande problema no passado, Luiz, que me fazia, às vezes, agir de modo contraditório, ora de uma maneira, ora de outra, foi colocar em primeiríssimo plano o Direito, que eu amava com todo o ardor de minh’alma, que você diz ser uma burla, no que hoje eu concordo plenamente, mas que o retificarei, quando do estabelecimento dos meus ideais na face da Terra, e, em segundo plano, a política, que eu punha acima de tudo, menos do Direito, sendo este fato o grande responsável pelas minhas ações controversas, uma vez que eu coloquei a política acima da própria espiritualidade, no afã de me projetar politicamente, o que somente se consegue através do voto, e este eu tinha que angariar de qualquer maneira, desde que fosse lícita, mesmo sendo tremendamente ignorante em relação à verdade que você transmitiu ao mundo.

Assim mesmo, em 1877, eu queria a expulsão dos jesuítas do solo pátrio, como também em 1890. Já em 1907, contraditoriamente, fazia de um deles um simples joguete político, tal como se fosse o meu intermediário junto a Deus, para angariar os votos dos católicos. Em 1910, candidato à presidência da República, dizia que havia, de um lado, a consciência católica, a inquirir dos meus sentimentos ditos religiosos, que tinha por mal definidos, e, de outro, as confissões dissidentes e os livres pensadores, a recearem da minha filiação ao catolicismo uma atitude parcial em favor da Igreja. Então, eu afirmei que nem de uma parte, nem de outra, havia razão. Assim, no intuito de obter os sufrágios de ambas as correntes, eu fiz manifestar a veia política que havia em mim, como exatamente assim, na época, eu me expressei:

Nunca ocultei que a minha fé houvesse fraqueado muitas vezes. Mas também nunca me senti constrangido em professar, através dessas vacilações, a minha fidelidade à religião dos meus antepassados. Católico, no entanto associei sempre à religião a liberdade, bati-me sempre, no Brasil, entre os mais extremados, pela liberdade religiosa, fui, no Governo Provisório, o autor do ato que separou a Igreja do Estado, e com satisfação íntima reivindico a minha parte na solução constitucional, que emancipou, em nossa terra, a consciência cristã dos vínculos do poder humano. Já se vê que, sob um governo meu, não correria risco de se romper o escudo tutelar dessa legalidade, com que tanto concorri, para abroquelar as minorias religiosas. Por outro lado, porém, sob a minha influência, ou com a minha sanção, não é que se autorizaria a expressão anticatólica ou ateia, que certas manifestações da incredulidade, entre nós, têm querido imprimir à solução brasileira do problema religioso.

A essa altura, eu, que antes afirmava corretamente querer libertar o Estado da influência da Igreja, na ânsia de angariar os votos dos católicos, apresentava tal solução como um ato em favor da Igreja, como a tendo eximido da influência do Estado. Assim, mesmo ciente de haver aludido ao meu passado anticlericalista à Montalembert, procurei estabelecer uma distinção que me colocasse sob a luz favorável aos olhos dos padres, realizando um jogo puramente político, assim como atualmente fez a nossa ex-presidente, Dilma Rousseff, e vários outros políticos, ao prestigiar com as suas visitas o grande monumento erguido pela Igreja Universal do Reino de Deus, às custas dos seus arrebanhados, no intuito claríssimo de angariar os votos dos seus seguidores, que já são bastante numerosos, mas que ninguém criticou, achando correta ou corriqueira tal atitude política. Sabendo-se que essa seita, feroz e ambiciosa, é das que mais arrecadam fundos dos seus arrebanhados, que são os mais cretinos de todos os credos e seitas que hoje pululam por esse mundo afora.

Mas sobre mim as críticas foram ferozes, contundentes, mordazes, implacáveis, pelo fato de eu ser quem eu era, o primeiro grande brasileiro, embora ninguém ainda soubesse deste fato, por ser o detentor da mais destacada inteligência do Brasil até à época, como hoje ainda o sou, agora reencarnado como Pamam, sem atentarem para o fato da minha total ignorância acerca da vida fora da matéria, por não ser ainda espiritualizado. Porém, em compensação, sendo um político assaz preocupado com os destinos da minha pátria, tendo por isso que me manter no topo do poder, para assim poder dirigir a esses destinos, mesmo que sendo através do jogo que ainda hoje todos os políticos ainda teimam em jogar, por também serem ignorantes. Mas que venham as críticas, partam de onde partir, pois quanto mais abundantes elas forem, melhor para mim, pois assim eu vou conseguindo burilar com mais rapidez a minha alma, evoluindo e evoluindo sempre, vertiginosamente, como assim requer a alta espiritualidade.

No entanto, desde que elas sejam respeitosas e procedentes, sem o acompanhamento infrutífero da clara intenção de apenas espezinhar, para somente demolir, sem o intuito de reconstruir, assim como as de Luiz de Mattos, que apenas manifesta claramente uma pequena revolta pela ausência de alguém capaz de explanar a verdade por ele transmitida. Caso contrário, a réplica será ainda muito mais intensa, severa e demolidora, portanto, esmagadora, pois para tanto eu tenho cá comigo o meu intelecto profundamente desenvolvido, por isso, apto e pronto para agir, pois que se encontra em constante e permanente posição de defesa da minha própria honra, já que nada temo, estando devendo ou não, nem ao próprio Satanás em pessoa, mesmo estando ele totalmente à vontade dentro do seu antro infernal, quer na companhia de todos os seus demônios ou não, pois caso esse ser infernal realmente existisse eu o liquidaria dentro do seu próprio antro, ou então assumiria a sua chefia e lá promoveria uma verdadeira revolução. Então, em referência ao dito logo no início do parágrafo anterior, eu resolvi novamente me manifestar, na época, da seguinte maneira:

O princípio das Igrejas livres no Estado livre tem duas hermenêuticas distintas e opostas: a francesa e a americana. Esta, sinceramente liberal, não se assusta com a expansão do catolicismo, a mais numerosa, hoje, de todas as confissões nos Estados Unidos, que nela veem um dos grandes fautores da sua cultura e da sua estabilidade social. Aquela, obsessa do eterno fantasma do clericalismo, gira de reação em reação, inquieta, agressiva, prescritora. Com uma, sob as formas de liberdade republicana, assiste o século XX ao tremendo acesso de regalismo, que baniu do país, em França, todas as congregações religiosas. Sob a outra se reúnem, na América do Norte, os prófugos da perseguição ultramarina, e as coletividades religiosas se desenvolvem, tranquilas, prósperas, frutificativas, sem a mais ligeira nuvem no seu horizonte.

Como eu era anticlerical à moda francesa, fui vencido no meu propósito de expulsar os jesuítas pela maioria do Congresso Constituinte, que assim se mostrou mais tolerante e ponderado em relação a mim. Mas, inversamente, eu afirmo, infelizmente, na minha plataforma, que foi a americana, a liberdade credulária que nós, os congressistas, escrevemos na Constituição brasileira, no que acrescentei com as seguintes palavras:

Esta exclui do programa escolar o ensino da religião. Mas não consente que o ensino escolar, os livros escolares, professem a irreligião e a incredulidade, nem obsta, quando exigido pelos pais, ao ensino religioso pelos ministros da religião, fora das horas escolares, no próprio edifício da escola. Exime o soldado e o marinheiro à observância obrigatória dos deveres cultuais. Mas não exonera o governo de proporcionar ao marinheiro e ao soldado, imparcialmente, os benefícios do ministério sagrado. Veda ao Estado o fornecer a instrução religiosa. Mas não o priva de animar indiretamente as vantagens morais do ensino religioso, favorecendo com imunidades tributárias as casas consagradas ao culto.

O grifo do advérbio de modo foi meu, na época, pois não me importava se esse grifar pudesse evidenciar melhor o fato de que o ferrenho anticlericalista e o ardoroso antirregalista de 1876 a 1890 estivesse disposto a todas as acomodações, caso chegasse à presidência da República. Era como se eu sustentasse o direito de ser incoerente, pois afirmava que somente os cretinos não mudam. Daí a razão de alguns dos meus mais ferrenhos críticos, por me considerarem de alta inteligência, sem poderem negar o fato, dizerem que eu seria “variável ao infinito”. E parece que assim eu o era realmente, já que ainda não era provido da verdade como fonte, por isso a minha imaginação corria à solta.

Mas, Luiz, naquela época, antes de eu me debandar para o lado do catolicismo, em busca dos votos para a minha campanha presidencial, que você diz que era a mais feliz da minha vida passada, ocasião em que fui considerado como sendo o Águia de Haia, quando de espírito inflamado, palavra fácil e pena formidável, inspirado no Direito, para a propaganda libertadora da nossa humanidade; eu estava apenas promovendo a minha evolução espiritual, principalmente através do estudo e do raciocínio, já que a minha biblioteca era composta de 23 mil títulos, com 37 mil volumes, a que todos eu conhecia e os indicava, por assunto, quando solicitado, deixando o sofrimento para depois, quando dele realmente necessitasse, dele lançando mão, como nesta encarnação eu o fiz e continuo a fazer. Por isso, agora, nesta minha outra encarnação, estou com o espírito bem mais inflamado, a palavra ainda mais fácil e a pena, se não tão formidável, já totalmente espiritualizada, já que hoje me encontro completamente esclarecido. Mas se realmente tem procedência o dizer da sua grande seguidora, Maria de Oliveira, que “descrever a obra ciclópica do Mestre Luiz de Mattos é trabalho para gigantes da pena”; neste caso, então, agora eu sou um gigante da pena.

Mas, infelizmente, na época em que me transformei de águia para urubu, consoante as suas próprias palavras, não sendo ainda esclarecido acerca da vida fora da matéria, portanto, não sendo ainda espiritualizado, não tinha a vocação apenas para as lides do Direito, embora esta fosse a principal, mas tinha também a vocação para a política. E esta falou mais alto aos meus ideais do que a minha própria luta contra o cesarismo clerical, quando você disse que eu ainda era moço, altivo, nobre e amigo da liberdade, razão pela qual eu me debandei para os lados do deus católico, em busca dos muitos votos controlados pela padralhada, deixando então realmente de ser águia para ser realmente urubu, mas, pelo menos, um urubu  sem batina, pois dos males o menor, e candidato ao mais alto cargo executivo do Brasil, pelo que só me resta pedir as devidas desculpas a toda a nação brasileira, pois não sou do tipo que foge às suas próprias faltas, mas sim do tipo que assume por inteiro as suas consequências, sejam elas quais forem, já que nada temo.

Na minha falta, porém, nessa época em que eu estava me confundindo com os maus, junto com toda a padralhada, em busca dos seus votos, ainda bem que você, Luiz, manteve-se firme, de pena inflamada, inspirado no Direito, a transmitir a verdade por todos os rincões deste meu lindo e grandioso país, a minha mais que querida pátria, o meu amado Brasil, cuja nação ainda irá comandar os destinos deste mundo, graças a verdade por você transmitida, pois foi justamente para isso que eu reencarnei, tanto para me redimir dos meus erros do passado, reparando a todos eles, como para explanar o Racionalismo Cristão por você fundado, aliás, o nosso Racionalismo Cristão, como também de todos os seres humanos, pois agora eu sei perfeitamente que cada um tem que resgatar os males que praticou no passado.

Mas. espere um pouco, apenas um pouquinho mais, Luiz, pois que mais coisas eu tenho ainda para dizer, para o meu próprio bem, para o seu próprio bem, e também para o próprio bem de toda a nossa humanidade.

É certo, Luiz, o que você diz, que enquanto as mulheres parirem, ninguém faz falta neste mundo, e, portanto, não fazem falta os eruditos de fancaria, assim como você afirma que eu o era, quando encarnado como Ruy Barbosa. No entanto, sob este aspecto me permita discordar um pouco de você, pois erudito sim, eu o era, e muito, muito mesmo, mas de fancaria não, eu não o era, absolutamente não. E não vou muito longe para provar com prova provada o que ora afirmo. Aliás, eu não vou extrapolar nem um milímetro ao nosso próprio âmbito, apenas de nós dois, já que somos os dois expoentes da nossa humanidade. Por isso nos compete apenas a nós mesmos colocar os pontos no is, para que assim toda a nossa humanidade possa comprovar por inteiro que as ideias podem ser até discordantes umas das outras, chocarem-se frontalmente umas com as outras, mas os homens, quer dizer, os espíritos, não, pois deve haver sempre um ponto intermediário em que se chega a um acordo, caso assim não seja, que cada um fique com a sua própria ideia, mas sem jamais entrar em desentendimento pessoal, por mínimo que ele seja, pelo fato dele produzir os conflitos, as intrigas e as desavenças entre os seres humanos.

Em sua obra intitulada de Vibrações da Inteligência Universal, as páginas 95 e 96, referindo-se diretamente não somente à minha vasta erudição, como também à minha oratória e à minha mentalidade, Luiz, você mesmo assim se expressou:

A Inteligência Universal — eloquência máxima, máximo amor e supremo bem — é sentida, remontando ao passado, na tribuna ocupada na Grécia e em Roma pelos grandes eruditos e notáveis oradores de épocas passadas, cujo saber e cuja fama oratória chegaram até nós, através das páginas da História.

Sente-se-a, depois, já na nossa época:

6°) — Ainda no Brasil, no Senado e fora dele, especialmente na reunião mundial dos mais notáveis homens daquela época havia, pela voz e a vastíssima erudição de Ruy Barbosa — a maior mentalidade das Américas — que assombrou todos os sábios do mundo, nessa grande assembleia dos notáveis de Haia, onde as verdades do Brasil, DITAS PELO SEU PRIMEIRO GRANDE FILHO (grifo e realce meus), calaram fundo no ânimo dos orgulhosos europeus, que ignoravam que no Brasil mais se soubesse e melhor e mais claramente se falasse, do que entre eles”.

É bastante compreensível o destaque do seu afã em querer espiritualizar toda a nossa humanidade o quanto antes, o mais rápido possível, dada a sua elevadíssima grandeza espiritual, que não consegue se conformar em ver tanta baixeza, tanta vilania, tanta desonestidade, no seio da nossa humanidade, que se retratam na prática dos mais diversos tipos de crimes, dos mais leves aos mais revoltantes, daí a sua pressa justificada em querer abolir de vez a todas essas inferioridades, que se expõem aberta e escancaradamente aos nossos olhos. Mas acontece, Luiz, que a paciência é uma virtude, a qual exige que se aguarde o momento propício para a devida ação regeneradora de toda a nossa humanidade. Daí a sua quase inconformação, a sua quase impaciência, pelo fato de eu haver declarado já me achar velho demais para estudar a Força, em si, e a matéria, em si, e assim, o éter e os diversos mundos que rolam no espaço sem fim, e, portanto, o Deus verdadeiro.

Mas acontece que as mulheres continuam parindo, Luiz, como você mesmo afirma, e, também, como podemos ver a cada instante neste mundo ainda tão cruel e desolador, por isso muito necessitado das nossas luzes espirituais. Em razão disso, você considera que como Ruy Barbosa eu não fazia falta neste mundo, mas, ao final desta obra, eu vou provar justamente o contrário. Sim, Luiz, eu vou provar totalmente que muita falta eu faria, caso não tivesse encarnado como tal, pois a minha condição de espírito superior não pode permitir uma encarnação à toa, sem visar a um grande objetivo, em bem da nossa humanidade. Veja bem, Luiz, o seu compromisso é apenas com a verdade, uma vez que você é o ajudador, e, como tal, o espírito da verdade, enquanto que o meu compromisso, além da verdade, é também com a sabedoria e a razão.

E agora eu indago: como é que você queria, Luiz, que eu sendo detentor de uma tremenda vaidade, inveja, ciúme e desejos de vingança, qualidades inferioríssimas que tornam o homem escravo dessas paixões, como você mesmo afirma, fosse me dispor a estudar a verdade em toda a sua grandeza transcendental? No entanto, mesmo assim, ficam aqui os meus mais profundos agradecimentos pelo fato de você haver apontados a todos os meus defeitos, para que assim eu pudesse corrigi-los e me tornar realmente apto a estudar a verdade que você transmitiu para toda a nossa humanidade. E não somente agradecido por isso, mas ainda agradecido por haver proporcionado tanto à nossa humanidade como também a mim — já que estou incluído no rol dos seres humanos — a oportunidade de haver conseguido alcançar a verdadeira espiritualização, com a fundação do Racionalismo Cristão. O restante, pode agora deixar sob os meus cuidados, cá neste mundo, que eu promovo o devido esclarecimento geral.

Apesar de sermos os dois expoentes da nossa humanidade, Luiz, Jesus, o Cristo, é ainda muito maior do que nós, por ser mais antigo, portanto, mais evoluído, já que ele é um dos dois expoentes da sua humanidade, à qual seguimos na esteira evolutiva do Universo, por isso essa humanidade é também bem mais antiga e evoluída do que a nossa. Devemos, pois, empreender o máximo de esforço possível para que seja mantida a distância entre a sua humanidade e a nossa, que abrange o período de cerca de 4 mil anos, em relação ao tempo, para que também seja mantido o ritmo evolutivo de cada humanidade, em relação à outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, já que pouco ou nada sei em relação à distância relativa ao espaço que de ambas nos separa.

Então a minha mãe me pariu, e assim eu reencarnei como Marcos Valente Serra, antes de tomar o cognome Pamam, sem manifestar qualquer saliência, por mínima que fosse, em relação à minha inteligência, mais precisamente ao meu intelecto, o qual é o órgão mental que eu mais desenvolvi, vindo depois a consciência, e logo após o criptoscópio.

A todos esses órgãos mentais eu estendi o máximo que pude estender. Mas, de início, mantendo-me sempre na média humana, talvez apenas um pouco mais acima, mas nem tendendo para a superioridade exabundante e nem para a inferioridade excruciante, desta maneira eu vivi a maior parte desta minha atribulada encarnação: e assim eu consegui debelar a minha tremenda vaidade, que, aliás, tinha a sua própria justificativa, pelo fato da minha intelectualidade estar muito acima da média da nossa humanidade, e eu ser plenamente consciente do fato.

Mantive-me também sempre pobre, sempre carente de recursos financeiros, vivendo sempre no limiar da carência, ao ponto de atingir a um extremo estresse, por ver a cruel possibilidade de não conseguir manter com dignidade aos meus, logo após me demitir de uma empresa ligada ao transporte rodoviário, sem um centavo sequer no bolso, por isso chegando até a sangrar pelo nariz, mas sem nunca me importar com aquilo que os meus semelhantes possuíam, pois pouco importância dava aos bens materiais, considerando até que não era merecedor deles, tornando-me um homem simples. E, também, pouco importância dava àqueles que se sobressaíam nas suas profissões, inclusive na que eu exercia, como auditor ou como administrador de empresas, cuja saliência eu considerava apenas da alçada deles, e não da minha: e assim eu consegui debelar a minha inveja.

Casei pela primeira vez com uma mulher à qual a minha mãe, logo de início, não considerava como sendo a ideal para mim. Mas como eu insisti no casamento, pelo fato da juventude ensejar uma grande atração que por ela sentia, a minha mãe aquiesceu, ficando resignada. Mas depois se concretizaram as suas apreensões, quando ficou constatado o fato dela não ser realmente uma boa esposa. Mas como que se estivesse previamente alertado, prevenido para o fato, eu também, pelo meu lado, não fui um bom marido, embora honrasse ao meu lar, pois que era muito mulherengo e farrista, não tanto farrista, que é a palavra menos apropriada, sendo mais genuinamente boêmio. Mas a ela eu sou profundamente agradecido, por ter servido de instrumento para a minha evolução espiritual, por isso continuo a amando profundamente, mas apenas em espírito. Então dela me separei, e consegui depois casar com a mulher que considero a ideal para mim, com quem vivo feliz até hoje. E assim, eu pude matar dois coelhos com uma só cajadada, pois consegui debelar tanto o meu ciúme como também o meu desejo de vingança, o que implica em dizer que eu não era propriamente um homem vingativo, apenas alimentava certos desejos de vingança, em determinadas situações.

É certo, então, Luiz, que como Ruy Barbosa eu não podia atender à sua solicitação para estudar a vida fora da matéria, portanto, a verdade em toda a sua extensão, pois assim eu estaria em desobediência a este ensinamento de Jesus, o Cristo, que ora estou explanando, pois que teria primeiro que me ajudar a mim mesmo. E como nós, ambos, temos a obrigação de obedecer a quem nos é superior, já que Jesus, o Cristo, ainda se encontrava na chefia da nossa humanidade, eu tinha que obedecer a ele, e não a você. Então tive que reencarnar para poder fazer cumprir a este ensinamento, ajudando-me primeiro a mim mesmo, antes de tentar ajudar ao próximo.

Ninguém, Luiz, mas ninguém mesmo, deve seguir a verdade, nem mesmo a você, que como um dos dois expoentes da nossa humanidade é o espírito da verdade, o ajudador, portanto, o Espírito Santo, a não ser o exemplo da sua conduta de vida e os exemplos das condutas de vida dos seus mais destacados seguidores. Mas sim à sabedoria, que tendo a verdade como a sua única fonte de conhecimentos, consegue unir, irmanar, congregar, a ambas, e assim alcançar a razão. Como agora, eu, não mais como Ruy Barbosa, mas sim como Pamam, o nome carinhoso pelo qual eu prefiro ser chamado, sendo, portanto, o Antecristo, o espírito da sabedoria e da razão, assim estou fazendo valer tal desiderato, para que toda a nossa humanidade agora possa se espiritualizar e ser ciente dos caminhos que são traçados pela evolução espiritual.

Em trabalho posterior à explanação de A Filosofia da Administração, através da explanação do Racionalismo Cristão, contida no site pamam.com.br, repito, deverei deixar bem fixados os meus ideais na face da Terra, os quais eu trouxe cá comigo do meu Mundo de Luz, o que o farei com a pena inflamada, em luta impulsionada com todo o ardor de minh’alma, por amor aos meus semelhantes, em prol da minha pátria amada, pela honra do meu Brasil, já que nele eu tinha obrigatoriamente que reencarnar, mas visando o bem e a glória de toda a nossa humanidade, inspirado no Direito, cujo talento como Ruy Barbosa ninguém ousou criticar ou pôr em cheque, nem agora como Pamam alguém também ousará, pois que agora, como saperólogo, sendo o espírito da sabedoria, e como ratiólogo, sendo o espírito da razão, todos deverão seguir aos meus ideais, onde no final poderão encontrar também a justiça, que deverá ser prontamente estabelecida neste mundo, pois ninguém mais do que eu a ama com tanto ardor, por isso ela tem que se fazer valer neste mundo. Assim, todos deverão ser antecristãos, deixando de serem anticristãos, embora imaginem que sejam cristãos.

Fica patente agora que eu sou o super-homem idealizado por Confúcio, que foi uma das encarnações anteriores de Jesus, o Cristo, já que possuo no mais elevado grau: inteligência, coragem e boa vontade; pois que ele assim idealizou, porque assim também foi idealizado como sendo o super-homem da sua humanidade, quando lá alcançou a condição do Antecristo. É por isso que ainda hoje todos me põem alguns adjetivos não muito agradáveis, mas que eu não me importo, nem um pouco, então me chamam de doido, de perturbado, de vaidoso, de irresponsável, de soberbo, de vagabundo, de insignificante, de medíocre, e outros adjetivos mais de natureza desabonadora, estes dois últimos porque não tenho um tostão furado no bolso, já que não sou afeito aos problemas advindos da riqueza, pois assim eu teria que ser magnânimo ou liberal, segundo as minhas posses, e não posso, absolutamente, perder tempo com algo de menor grandeza, ou mesmo de menor importância, pelo menos por enquanto.

Mas que todos fiquem cientes de uma grande certeza, pois puxando agora para o dito popular, afirmo com toda a convicção de minh’alma: a peteca não vai cair nas minhas mãos não, por hipótese alguma, e muito menos nas mãos da minha amada humanidade, pois que conheço um por um a todos os seus integrantes, acreditem ou não, pois acreditar é problema de cada um, já que não assumo o problema de fazer acreditar, que é do âmbito do livre arbítrio, mas sim de realmente conhecer aos meus semelhantes, por isso não deixarei a peteca cair também das nossas mãos.

Isso quer dizer, então, que eu vou sim, com toda a certeza, vou estabelecer o instituto do Cristo no seio da outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, confirmando a sua continuidade na corrente formada por todas as humanidades, não somente em agradecimento, reconhecimento, atendimento e obediência a Jesus, o Cristo, que por sua vez obedece ao Instituidor, mas também porque já está inserido em minh’alma. Além do mais, a nossa humanidade contraiu essa dívida de gratidão com a outra humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, e essa dívida eu vou pagar com toda a certeza, pois não vou deixar em nossa escritura contábil qualquer passivo, sabendo-se que essa dívida não é de cunho monetário, mas sim espiritual, e entre todos os seres humanos integrantes da nossa humanidade, apenas este que ora escreve tem o caixa suficiente para saldá-la, cujo tesouro estou agora revelando ao mundo, por mostrar por inteiro a minha própria alma a todos os viventes.

Fica provado então, assim, que primeiro temos que nos ajudar a nós mesmos, sopitando os nossos atributos individuais inferiores, conquistando os superiores, e também sopitando os atributos relacionais negativos, conquistando os positivos, pois que são eles que direcionam os nossos poderes e as nossas ações, respectivamente, comandando a nossa inteligência, tornando-nos realmente educados, quando então ela, a nossa inteligência, pode enfim ser direcionada para o bem comum de toda a nossa humanidade, pois que assim, e somente assim, é que nós poderemos também ajudar ao próximo: com inteligência, coragem e boa vontade; requisitos indispensáveis a uma boa educação.

 

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