06.01- Os últimos serão os primeiros

A Cristologia
19 de outubro de 2018 Pamam

Na escala ordenada classificatória se parte normalmente do primeiro, depois para o segundo, posteriormente para o terceiro, o quarto, o quinto, e assim por diante. Mas, curiosamente, em sua escala ordenada classificatória relativa à nossa humanidade, Jesus, o Cristo, quase que inverteu os dois extremos das posições, não o fazendo totalmente porque não afirmou que os primeiros serão os últimos, fixando-se na aparentemente estranha, mas fabulosa ideia de que os últimos serão os primeiros. Quanta consciência e clarividência!

Para aqueles menos avisados, que são os partidários do sobrenaturalismo, os totalmente alheios ao esplendor que se pode observar em todos os setores da natureza, que se dizem cristãos sem o serem, estes se deixam levar pela suposta divindade do nosso Redentor, que era simples e humilde, como também avesso às riquezas materiais. Como quase todos os seres humanos pertencem às classes baixa e média das nossas sociedades, sem possuírem qualquer riqueza relativa a este mundo, são obrigados a viverem na simplicidade, julgando-se por isso humildes, em conformação com as suas pobrezas, tomando por base os exemplos da simplicidade e da humildade de Jesus, o Cristo, sem que muitos que as integram realmente o sejam. Enquanto que poucos pertencem à classe alta, por possuírem quase toda a riqueza relativa a este mundo, julgando-se por isso exalçada.

Em decorrência, os que se julgam humildes descartam aqueles da classe alta do atributo da humildade, geralmente os invejando; e, em sentido contrário, os que se julgam exalçados descartam aqueles das classes baixa e média da exalçação, geralmente os menosprezando, e às vezes até os humilhando, tratando-os de maneira fria e autoritária, como se eles fossem seres inferiores, sem atentarem para o fato de que todos nós somos seres humanos, irmãos uns dos outros. Quanta falta de ética!

Na escala ordenada classificatória relativa a este mundo, os da classe alta, que são considerados os ricos, por serem os ditos exalçados, situam-se sempre em primeiro lugar. Enquanto que os das classes baixa e média, que são considerados os pobres, por serem os ditos humildes, situam-se sempre em último lugar. Assim, muitos julgam, equivocadamente, que com este ensinamento Jesus, o Cristo, pretendeu inverter a essas posições, colocando os pobres como sendo os primeiros e os ricos como sendo os últimos, na escala ordenada classificatória relativa ao mundo espiritual, mais especificamente aos merecimentos das entradas no reino dos céus, sem conseguirem atentar para o fato de que ele não inverteu totalmente as posições referidas, apenas colocou os últimos com sendo os primeiros, sem que colocasse os primeiros como sendo os últimos.

Caso fosse assim, quer dizer, caso fossem invertidas totalmente as posições referidas, os grandes necessitados do continente africano e outros locais deste mundo, em que tanto os adultos como as crianças perecem constantemente pela fome, os esmoleres, os moradores de ruas, os que vivem embaixo das pontes e viadutos, os favelados, os desempregados, e tantos e tantos outros seres humanos carentes seriam os primeiros a ingressar no reino dos céus. Enquanto que os bilionários, os milionários e os demais seres humanos ricos seriam os últimos, com muitos deles indo pagar o pecado de serem ricos sofrendo no fogo do inferno, ou sendo exterminados pelo fogo proveniente da ira medonha do deus bíblico. De tão antagônica e despropositada, torna-se até engraçada essa ideia de que tanto o deus bíblico como o Satanás se utilizam igualmente do fogo para os seus respectivos fins, como se o fogo, sendo de natureza da ilusória matéria, pudesse realmente queimar o espírito e a sua alma, que são de natureza imaterial. Quanta ignorância, meu Deus! Quanta falta de raciocínio!

Mas a realidade é que, praticamente, todos os seres humanos que hoje vivem na carência, assim se encontram porque já encarnaram no pretérito como ricos, e não sabendo aproveitar a grande oportunidade de se tornarem magnânimos ou liberais, conservaram os seus imensos egoísmos em seus próprios espíritos, quando não se tornaram também avarentos. E assim, estando mergulhados nas águas profundas do egoísmo, deixaram de praticar a solidariedade humana com os seus semelhantes, a qual são obrigados a aprender e a praticar em suas ações neste mundo, por força do preceito da evolução, que é implacável em se fazer valer para todos os seres, principalmente para nós, os humanos viventes.

Então eles mesmos, os mais egoístas, resolvem encarnar na mais torturante pobreza que se possa imaginar, muitas vezes atingindo aos seus extremos, os mais radicais, padecendo profundamente nas agonias da miserabilidade, para que assim possam sentir em seus espíritos o desespero da necessidade. Da necessidade que significa a ausência. Da ausência que lhes traz a dor. Da dor que eles associam ao sofrimento. Do sofrimento que é uma das três formas de evoluir. Para que eles, então, possam assim proceder as suas evoluções e erradicar o egoísmo das suas vidas, pelo menos em parte, a cada vez, abrandando os seus malefícios, em busca da grandeza que se encontra na prática gloriosa da solidariedade humana, que é plenamente espiritual, enquanto que o egoísmo é plenamente material.

Ou, então, eles mesmos, agora os menos ou os pouco egoístas, resolvem encarnar na classe média, quando nela não sentem tão intensamente o desespero da necessidade, mas que às vezes esta lhes aponta as ausências, as ausências que lhes trazem algumas dores, ocasiões em que eles associam aos sofrimentos pelas suas próprias carências, ou, então, com os sofrimentos pelas carências do próximo, quando nessas ocasiões lhes vêm as oportunidades de precisarem da solidariedade do próximo, ou, então, as oportunidades de manifestarem alguma solidariedade para com o próximo, mesmo com as posses escassas, por isso se dispondo a ajudar segundo os seus próprios recursos, os que realmente têm valor, pois que ajudar com os recursos alheios pouco ou nenhum valor encerram essas ações, já que estão fazendo cortesia com os chapéus dos outros, como se diz comumente por aí. É justamente em uma dessas ocasiões que se inicia o sublime processo de aprendizagem da solidariedade humana.

Há também que se considerar outros fatores para a compreensão das dores deste mundo, além das provenientes da prática do egoísmo exacerbado que ora se comprova. Os outros fatores são decorrentes da prática dos mais variados tipos de crimes que muitos seres humanos praticaram no pretérito. Por isso, eles são banidos sumariamente dos ajuntamentos humanos aos quais pertenciam, sendo obrigados a se integrar a outros ajuntamentos humanos mais atrasados, para que não possam mais atrapalhar aos ajuntamentos humanos aos quais pertenciam, e assim consigam promover as suas evoluções por intermédio de um único meio que lhes convêm: o sofrimento.

Esses ajuntamentos humanos são as diversas nações espalhadas pelo mundo, que são todas selecionadas segundo as suas finalidades, sendo locadas nos territórios previamente destinados a cada uma delas, para que nestes elas possam se acomodar nas suas próprias terras, em estrita obediência ao plano de espiritualização elaborado para a nossa humanidade por aquele espírito que em sua última encarnação foi chamado de Jesus, o Cristo, a cujo conjunto — nação e território — alguns denominam apropriadamente de país, enquanto outros denominam de Estado, cujo resultado é refletido na sublimidade da pátria, à qual os que se consideram como sendo patriotas defendem com unhas e dentes, tanto aos seus compatriotas como ao seu território, para assim poderem conservar a sua soberania.

Mas para que possam ser realmente patriotas, precisam antes aprender a respeitar as pátrias dos seus semelhantes, que são também patriotas em suas respectivas pátrias, igualmente com o mesmo ardor e a mesma devoção que eles, não querendo para elas aquilo que também não querem para a sua, não se utilizando da barganha e da tecnologia para explorar em excesso as riquezas alheias, e nem cometendo o crime de usura em relação às suas economias, às vezes já bem debilitadas, procurando ajudar no que for possível a sobrevivência digna daquelas menos afortunadas, materialmente falando, não ajudando com o intuito de ampliar o seu domínio, mas sim em função da solidariedade humana.

Já os ricos são aqueles que encarnam neste mundo porque sentem em seus espíritos a necessidade de usufruírem dos bens materiais, do conforto proporcionado pela riqueza, do luxo, da sensação do poder e de serem prestigiados e admirados pelos infelizes apreciadores da fortuna, através da saliência social, um dos grandes males das nossas sociedades, cujos anseios têm que ser satisfeitos, como se eles fossem mais inteligentes, competentes e capazes que os demais, quando não os são, pois ignoram que não nascemos para adquirir riquezas materiais, mas sim para evoluirmos espiritualmente, isto sim, é que é inteligência, competência e capacidade.

Tal necessidade é absolutamente normal, uma vez que os seres humanos têm que passar por praticamente tudo em suas evoluções espirituais, para que assim possam adquirir as experiências necessárias de vida, que quando aliadas às virtudes nos elevam à altura da sabedoria. Então eles encarnam como grandes industriais, comerciantes, financistas, construtores, prestadores de serviços, artistas e outras atividades mais afins. Quando não, já encarnam ricos, herdando as fortunas dos seus parentes. Assim, eles passam a adquirir e a acumular a riqueza sem terem a mínima noção de que os bens materiais, na realidade, não lhes pertencem, mas sim a este mundo, pois que são próprios e exclusivos dele, os quais lhes são concedidos apenas por empréstimo de curto prazo, pelo período de apenas uma encarnação, pois quando dos seus retornos aos Mundos de Luz de origem, eles obviamente nada levam consigo, apenas as parcelas das propriedades da Força, da Energia e da Luz que conseguiram incorporar aos seus acervos espirituais, que são, na realidade, os seus únicos e verdadeiros bens, os seus autênticos tesouros, pois que de outros eles não necessitam.

Mas quando já estando ricos e se dispõem a acumular cada vez mais riquezas, ingressam em um profundo estágio de egoísmo, às vezes de grande avareza. Nessa ânsia incontida por adquirir cada vez mais riqueza, já na prática do egoísmo, eles dificilmente conseguem ser magnânimos ou liberais, e tanto isso é verdade que nem ao menos tomam a iniciativa de proporcionar aos seus colaboradores diretos um ganho condigno com um padrão de vida razoável, que eles realmente merecem, como retorno das suas labutas diárias, pois na busca incessante por auferir cada vez mais os lucros programados, fixados ferrenhamente na busca da mais alta rentabilidade possível, apegam-se fortemente aos valores das faixas salariais ditadas pelo mercado.

Às vezes, alguns se dispõem até a ajudar ao próximo, mas apenas um pouco, bem de leve, muito aquém das suas reais possibilidades, na tentativa inútil de deixar registradas as suas ações neste sentido, portando-se como seres caridosos, ignorando que a caridade é desabonadora da conduta humana, pois caso ela fosse procedente, eles mesmos necessitariam dela em suas vidas; como que estivessem preparando um forte argumento para as suas defesas no futuro, quando forem prestar contas com as suas próprias consciências em seus Mundos de Luz, por isso é em vão e improfícua tal preparação.

Mas, então, como é que os últimos poderão ser os primeiros, consoante o ensinamento de Jesus, o Cristo? A resposta tanto é simples como é fácil, basta apenas ser um tanto esclarecido para poder respondê-la com exatidão.

É sabido que desde os primórdios da nossa humanidade, logo quando da sua formação inicial, aos adquirirmos o raciocínio, passamos também a evoluir por intermédio da propriedade da Luz, além de continuarmos a nossa evolução por intermédio das propriedades da Força e da Energia. A partir daí, cada um dos seres humanos iniciou a sua evolução como espírito, em total condição de igualdade com os demais, sem que houvesse a mínima diferença entre nós, por menor que essa diferença pudesse ser considerada, estando também cada um de nós entregue a si mesmo, já que todos adquirimos também o livre arbítrio, embora, daí por diante, todos nós evoluíssemos coordenados uns com os outros.

Dadas todas essas condições, alguns passam a se esforçar mais em relação aos outros. Em decorrência, passam a evoluir mais em relação aos demais, por mérito próprio. No entanto, o processo evolutivo de cada humanidade é bastante longo, estendendo-se por milhões e milhões de anos, em que os seres humanos vão aperfeiçoando cada vez mais os seus corpos carnais, que se iniciam com a aparência do Australopithecus, evoluem para o Homo habilis, depois para o Homo erectus, posteriormente para o Neandertal, e, finalmente, tomam a forma do Homo sapiens, a que hoje retrata a forma atual da nossa humanidade. Se não ocorreu especificamente assim, ocorreu de forma muito similar.

Nesta última forma, a do Homo sapiens, a mais evoluída de todas até então, em que a nossa inteligência mais se faz valer, a nossa humanidade tentou por diversas vezes alcançar a espiritualidade, esclarecendo-se acerca da vida fora da matéria. Mas todas essas tentativas foram em vão, com todas as civilizações que se formaram tendo degenerado para a mais extrema materialidade, corrompendo-se, degenerando-se, sem que tivessem qualquer chance de reverter a esse quadro doloroso, mesmo com os trabalhos incessantes por parte dos espíritos que mais se destacaram em seu meio na evolução espiritual, em relação aos demais. Assim, sem que tivessem qualquer chance de reverter a esse quadro de extrema materialidade, o astral inferior encontrou o ambiente propício para extinguir a essas civilizações, obliterando-as da face da Terra, para que outras surgissem com mais chances de alcançar a plena espiritualização. Atualmente Jeová, o deus bíblico, comanda as suas falanges de anjos negros para extinguir a esta nossa civilização, através do fogo.

No entanto, todas essas civilizações que existiram foram benéficas para a nossa humanidade, pois que de uma maneira ou de outra possibilitaram a evolução em massa de todos os seres humanos dela integrantes, em que alguns espíritos se destacaram, sobremaneira, em relação aos demais, estando quase prontos para depois alcançarem ao estágio evolutivo considerado como sendo o ideal para dirigir os seus destinos espirituais.

Então a nossa última civilização foi devidamente formada e fixada na face da Terra, justamente esta atual que está destinada finalmente a ser espiritualizada. Mas ela em si, ainda não reunia as condições necessárias para poder se espiritualizar por conta própria. Por isso, um dos dois espíritos expoentes da humanidade à qual seguimos na esteira evolutiva do Universo, justamente o denominado Antecristo, dela se desligou e se integrou à nossa humanidade, não sem antes deixar fixados os seus ideais na sua própria humanidade, para que o seu outro expoente, justamente o verdadeiro Espírito Santo, o espírito da verdade, o ajudador, agisse no sentido de estabelecê-los em seu seio, preparando-a para o seu retorno como Cristo, enquanto na nossa humanidade ele iria agir, em resumo, com os objetivos seguintes:

  1. Formular um plano de espiritualização para a nossa humanidade;
  2. Evoluir de maneira constante e acelerada para alcançar a condição do Cristo;
  3. Estabelecer no seio da nossa humanidade o instituto do Cristo;
  4. Identificar e preparar um dos dois expoentes da nossa humanidade para ser o nosso Espírito Santo, o espírito da verdade, o ajudador, para que nesta condição ele pudesse justamente perceber e captar a verdade, transmitindo-a em seu teor principal no seio do planeta Terra, fundando ao mesmo tempo o Racionalismo Cristão;
  5. Identificar e preparar o outro expoente da nossa humanidade para ser o nosso Antecristo, o espírito da sabedoria, para que nesta condição ele pudesse explanar a verdade, unindo-a, irmanando-a, congregando-a, com a sabedoria, para que assim pudesse alcançar definitivamente a razão, e então todos pudessem compreender o verdadeiro significado do Racionalismo Cristão. Para que, em seguida, pudesse o nosso Antecristo fixar os seus ideais no planeta Terra, com base em sua sabedoria e na ciência, nesta, em todos os seus setores, mais propriamente no Direito Constitucional, para que o outro expoente, o Espírito Santo, que é o espírito da verdade, o ajudador, agisse no sentido de estabelecê-los definitivamente no seio da nossa humanidade. Enquanto isso, ele deveria se deslocar para a outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, para agir no sentido de realizar a mesma tarefa que ora está sendo explanada e que foi realizada por Jesus, o Cristo, enquanto o outro expoente prepararia a sua humanidade para o seu retorno definitivo como sendo o nosso verdadeiro Cristo.

É sabido que evoluímos por intermédio dos três tratados superiores: a Veritologia, a Saperologia e a Ratiologia; os quais se já encontram explanados neste site de A Filosofia da Administração, e mais aprofundados no site pamam.com.br, na categoria que trata acerca do Sistema. A Veritologia ainda era completamente ignorada na face da Terra, mas agora se encontra definitivamente estabelecida em nosso meio e ao alcance da compreensão de todos. A Saperologia já era estabelecida na face da Terra, sob a denominação imprópria de Filosofia, mas estava completamente ignorada em seu verdadeiro teor, uma vez que era mesclada com a Veritologia, mas agora ambas se encontram totalmente segregadas e ao alcance da compreensão de todos, para o bem de toda a nossa humanidade. E a Ratiologia, assim como a Veritologia, era completamente ignorada na face na Terra, mas agora ela já se encontra totalmente identificada e estabelecida neste mundo, pronta para ser seguida por quem se dispuser a tanto; porém, tão cedo ela não poderá ser exercida plenamente pelos seres humanos, pois que para poder exercê-la se faz necessário que o candidato alcance antes a Veritologia e a Saperologia, pondo o seu criptoscópio e o seu intelecto em um mesmo patamar de elevação, para que assim ambos trabalhem perfeitamente coordenados um com o outro, quando então a sua consciência se destaca e se faz valer plenamente em seu corpo mental, ressaltando todo o esplendor da sua luz espiritual.

Então, um dos espíritos integrantes da nossa humanidade, ao evoluir de modo preponderante pelo tratado da Veritologia, destaca-se em relação a todos os demais, tornando-se posteriormente um dos nossos expoentes, o veritólogo maior, o qual foi antes assim identificado para tal e passou a ser devidamente preparado pelo Antecristo da outra humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, que depois se tornou o seu Cristo, na pessoa de Jesus. Em seguida, os demais veritólogos aqui encarnaram com a missão de procurar a verdade no âmbito da própria natureza, procurando a todo o custo estabelecê-la no seio da nossa humanidade, se não toda ela, mas pelo menos algumas das suas parcelas mais relevantes. Esgotadas todas as tentativas desses veritólogos, e chegado o momento de o Cristo retornar para a sua própria humanidade, foi enviado por último esse expoente, o veritólogo maior, o ajudador, o denominado Espírito Santo, considerado o espírito da verdade pelo próprio Jesus, o Cristo, que conseguiu cumprir com a sua missão e estabelecer a verdade no seio da nossa humanidade, fundando o instituto do Racionalismo Cristão.

No entanto, faziam-se necessários ainda mais alguns requisitos:

  1. Que o Racionalismo Cristão fosse devidamente consolidado por intermédio de um espírito evoluidíssimo, que tivesse pulso firme, que não vacilasse ante a grandeza da verdade e que não recuasse ante os imensos obstáculos que por certo iria encontrar na sua missão de consolidador, para o qual o Astral Superior designou Antônio Cottas;
  2. Que mais veritólogos, agora na condição de seguidores do veritólogo maior, encarnassem com o fim de estender a verdade por ele já transmitida e torná-la acessível à compreensão humana, pelo menos a um dos integrantes da nossa humanidade, o que somente poderia se concretizar através de uma saperologia, quer dizer, não da Saperologia em si, mas apenas de uma saperologia;
  3. A seguir, um dos espíritos integrantes da nossa humanidade, ao evoluir de modo preponderante pelo tratado da Saperologia, destaca-se em relação a todos os demais, tornando-se posteriormente o outro expoente, o qual foi antes assim identificado para tal e passou a ser devidamente preparado pelo Antecristo da outra humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, que depois se tornou o seu Cristo, na pessoa de Jesus. Ao final, tendo a verdade sido estabelecida no seio da nossa humanidade, por intermédio do Racionalismo Cristão pelo outro expoente, estando devidamente consolidado, Jesus, o Cristo, retorna para a sua própria humanidade e deixa na chefia da nossa humanidade o veritólogo maior, o denominado Espírito Santo, o ajudador, o que por ele foi considerado o espírito da verdade;
  4. O chefe da nossa humanidade, então, determina que o outro expoente, o último enviado pelo Astral Superior, reencarne, torne-se um saperólogo, assuma a condição do Antecristo, explane o Racionalismo Cristão, fixe os seus ideais na face da Terra, e depois retorne para o seu Mundo de Luz, quando de lá poderá se desligar da nossa humanidade e se integrar à outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, para lá realizar o mesmo trabalho que Jesus, o Cristo, realizou na nossa humanidade. Enquanto isso, ele mesmo se encarregará de estabelecer os ideais do Antecristo já fixados na Terra, até que ele retorne como sendo o nosso Cristo, para daí por diante conduzir com a sua sabedoria os destinos da nossa humanidade, mantendo o ritmo da evolução para todas as humanidades, cujo ritmo foi estabelecido por Deus.

O último dos enviados pelo tratado da Veritologia foi Luiz de Mattos, o espírito da verdade, o ajudador, sendo por isso o Espírito Santo, um dos dois expoentes da nossa humanidade. E o último dos enviados pelo tratado da Saperologia foi este explanador, de cognome Pamam, o espírito da sabedoria e da razão, sendo por isso o Antecristo da nossa humanidade, pelo fato de ser o outro expoente da nossa humanidade.

Assim, como nós, Luiz de Mattos e eu, fomos os últimos enviados para estabelecer definitivamente cada um dos dois tratados neste mundo, através dos quais vínhamos evoluindo espiritualmente, somos então os dois primeiros na hierarquia da nossa humanidade.

Desta maneira, fica devidamente explanado este ensinamento de Jesus Cristo: “Os últimos serão os primeiros”. Fica também estabelecido que existe uma imensa hierarquia na organização de cada humanidade, em que os mais evoluídos vão ocupando as suas devidas posições nos topos dessa hierarquia, enquanto que os menos evoluídos vão ocupando as suas devidas posições intermediárias e as mais baixas dessa imensa organização espiritual.

 

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