05- OS PRINCIPAIS FUNDAMENTOS DA DOUTRINA

Prolegômenos
31 de maio de 2018 Pamam

Os compêndios são unânimes em afirmar que o termo doutrina pode ser definido como sendo o conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso, político, filosófico, militar, pedagógico, entre outros. Que as doutrinas podem ser propagadas de diversas maneiras, entre as quais se destacam as seguintes:

  • A catequese, que representa um tipo maléfico de ensinamento dito cristão, por ser credulário, muito utilizado pela Igreja Católica, principalmente pelos jesuítas, entre outros credos e seitas;
  • O ensinamento dirigido, que pode ser orientado para os mais diversos fins, desde os credulários até aos comerciais;
  • A pregação, que é também uma forma de propagar as doutrinas credulárias;
  • A opinião de autores, que é também considerada uma forma de doutrinamento no sentido de ensinamento;
  • O texto de obras escritas, como regras, preceitos, normas, etc., que norteiam determinada forma de ação.

Como se pode claramente constatar, a cultura humana faz um emaranhado de conjecturas a respeito do que seja a doutrina, mas não consegue expressar uma ideia clara e precisa do que ela seja na realidade, com as suas conjecturas representando as mais variadas manifestações da imaginação humana, em muitos sentidos, menos o que seja o real e verdadeiro, ao que podemos realmente denominar de doutrina.

E assim, nessas suas manifestações imaginativas, os seres humanos consideram que a doutrina seja uma reunião de fundamentos e ou representações imaginativas que deve ser ensinada, por ser essencial. Como também a própria política em si, uma reunião das plataformas políticas proporcionadas por um governo como base para as suas ações sociais ou políticas. Os conhecimentos que uma pessoa passa a adotar para gerir a sua própria vida, utilizando-se das suas normas, regras ou preceitos. O conjunto de conhecimentos que alguém se utiliza para ensinar, podendo neste caso ser considerada como sendo uma disciplina. As crenças ou as sessões de crenças que são tidas como verdadeiras pelas pessoas que nelas acreditam, tais como os dogmas relacionados à fé credulária dita cristã, o catecismo. E, por fim, no âmbito jurídico, a reunião das representações imaginativas, opiniões, pensamentos, pontos de vista, e tudo o mais que é utilizado como base para a formulação de teorias, exames ou análises no âmbito jurídico; as regras que são utilizadas como padrões no exercício prático das leis, resultantes de interpretações.

Sem que tenham ainda concebido uma ideia acertada do que seja uma doutrina, pelo fato dos seres humanos ainda se encontrarem na fase da imaginação, alguns estudiosos se referem a ela às suas maneiras, que obviamente são subjetivas, com os demais repetindo os seus dizeres, e entendendo ainda menos do que eles. Vejamos primeiro o que Kant disse sobre ela, e depois, logo abaixo, o que Victor Hugo falou ao seu respeito:

A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos nos tornar dignos da felicidade”.

Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável. Quando se decompõe uma sociedade, o que se acha como resíduo final não é o indivíduo, mas sim a família”.

No primeiro dizer, podemos constatar claramente que Kant se refere à moral como se ela fosse uma doutrina ou não, quando, na realidade, a moral é formada por uma série de atributos individuais superiores, então a doutrina em si, não nos ensina realmente a sermos felizes, mas apenas a adquirir os atributos individuais superiores que formam a moral, para que possamos ser dignos dela, ao mesmo tempo servindo de fonte para que a nossa inteligência possa emergir com toda a sua pujança na busca pelo Saber, por excelência. No segundo dizer, Victor Hugo deixa transparecer que existem doutrinas de todas as naturezas, inclusive as sociais, que é o que nos interessa na questão, já que se existe alguma doutrina em que se pretende destruir a família, ela não passa de uma aberração imaginativa.

E não para por aqui, pois o termo doutrina é também utilizado nos âmbitos credulário, político-militar e militar, o que indica claramente a utilização do termo sem a sua ideia clara e precisa, consoante a realidade. Vejamos o termo doutrina sendo empregado no âmbito dos credos, mais propriamente do credo católico, em dois exemplos extraídos do jornal A Folha de São Paulo, em 07 e 08 de julho de 2009; em seguida, no âmbito político-militar, em um exemplo extraído do mesmo jornal, em 16 de julho de 2009; e, por fim, no âmbito militar, cujo autor é desconhecido, na mesma ordem, conforme abaixo:

De acordo com o documento, a Igreja não sugere soluções técnicas para os problemas desencadeados pela crise que afeta a economia internacional, mas indica a doutrina social da Igreja como guia e recorda aos governantes que o primeiro capital a ser preservado e valorizado é o homem, em sua integridade”.

O papa colocou agora o Ecclesia Dei sob o controle do departamento de doutrina do Vaticano — a Congregação pela doutrina da Fé — e nomeou o cardeal norte-americano Joseph Levada para presidi-lo”.

Horas antes, o presidente Morales atribuiu a responsabilidade do golpe em Honduras ao Comando Sul dos EUA e pediu aos militares latino-americanos que construam uma doutrina própria, à margem da influência americana”.

A Doutrina Militar Terrestre (DMT) consiste no conjunto de valores, de princípios gerais, de conceitos básicos, de concepções, de normas, de métodos e de processos, que tem por finalidade orientar a organização, o preparo e o emprego da Força Terrestre (F Ter). Por ser dinâmica e evolutiva, a doutrina militar precisa ser analisada e aperfeiçoada constantemente, visando a sua permanente atualização”.

Em primeiro plano, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são captados do Espaço Superior, por intermédio da percepção oriunda do espírito que conseguiu desenvolver, sobremaneira, o seu criptoscópio, além dos atributos individuais superiores que formam a sua moral. Para que esses conhecimentos metafísicos acerca da verdade possam ser transmitidos para toda a nossa humanidade, eles devem conter algumas experiências físicas acerca da sabedoria, para que assim possam fazer eco na compreensão humana, para tanto esse espírito tem que desenvolver também o seu intelecto em larga extensão, embora prepondere sempre o seu criptoscópio, e desenvolver também a sua consciência em profundidade. Esses três órgãos mentais assim desenvolvidos tornam esse espírito um veritólogo. E assim, com os conhecimentos metafísicos acerca da verdade sendo transmitidos com a inserção de experiências físicas acerca da sabedoria, formam uma e apenas uma saperologia, que antes era denominada de uma filosofia, o que não representa a própria Saperologia. Posteriormente, outros veritólogos conseguem captar mais conhecimentos acerca da verdade, através das percepções oriundas dos seus criptoscópios, transmitindo-os da mesma maneira, tornando essa saperologia cada vez mais completa. A esse conjunto de conhecimentos metafísicos acerca da verdade transmitidos de tal maneira, dá-se a denominação de doutrina.

Em conformidade com o plano de espiritualização da nossa humanidade, quando todos os veritólogos tiverem conseguido tornar essa doutrina completa, estando ela posta neste mundo em função da espiritualidade, deve vir a este mundo um verdadeiro cientista, entendendo-se como verdadeiro cientista aquele que já se tornou completamente independente, quer dizer, que se encontra livre das peias do materialismo exacerbado, dos dogmas estabelecidos pela comunidade científica, pelos preconceitos existentes contra a espiritualidade, que justamente por isso a tudo estuda, a tudo investiga e a tudo pesquisa, consoante os próprios métodos por ele adotados, fazendo deste mundo o seu grande laboratório de estudo, de investigação e de pesquisa, nele realizando primeiramente as experiências acerca da baixa espiritualidade, em relação aos espíritos que se encontram quedados na atmosfera terrena, ao que os veritólogos denominam acertadamente de astral inferior, cujos espíritos inferiores são os grandes responsáveis pelo agravamento dos males que são praticados neste mundo-escola, assim como também por outros males que campeiam por esse mundo afora.

E aqui este explanador do Racionalismo Cristão, que ora se encontra escrevendo a obra intitulada de A Filosofia da Administração, entra diretamente neste contexto, como exemplo do verdadeiro e autêntico representante das ciências.

Após realizar as minhas experiências científicas, fazendo deste próprio mundo o meu grande laboratório, tendo comprovado experimentalmente a existência da espiritualidade, no que se refere aos espíritos inferiores, portanto, da baixa espiritualidade, ou do astral inferior, este cientista então teve que partir para comprovar experimentalmente a existência dos espíritos superiores, portanto, da alta espiritualidade. Mas para que conseguisse alcançar a este meu desiderato, eu tive que abandonar a condição de cientista e me tornar um saperólogo, para que assim pudesse me posicionar no Universo em igualdade de condições com os veritólogos que transmitiram a doutrina acerca da verdade. Isto quer dizer que os veritólogos estavam situados no Espaço Superior, e que eu tinha que me situar no Tempo Futuro, para que assim todos estivessem situados no mesmo patamar de igualdade, embora em polos opostos, em postos de observações diferentes, ou seja, os veritólogos no lado metafísico do Universo e eu no lado físico do Universo.

Em sendo assim, necessariamente assim, tornava-se absolutamente imperativo que eu, na condição de cientista, viesse a deixar registrado o caminho que foi por mim seguido para que pudesse alcançar a condição de saperólogo, que era a minha finalidade mais premente. Ora, o caminho a ser percorrido para se atingir a uma finalidade aspirada somente pode ser estabelecido com a utilização de um método a ser seguido. Esta é a razão principal da minha obra intitulada de O Método, que se encontra no site pamam.com.br, através da qual eu demonstro para toda a nossa humanidade como de cientista eu consegui me tornar um saperólogo, cujo método é o Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, que foi elaborado por Descartes.

Note-se que aqui fica evidenciado todo o esforço que foi por mim empregado para passar de um estágio evolutivo para outro mais adiantado, em decorrência, a existência da evolução espiritual, que todos almejam, mas que não sabem ainda como proceder, em face da tremenda ignorância em que medram.

Tendo passado da condição evolutiva de cientista para saperólogo, e estando situado no Universo, mais especificamente no Tempo Futuro, eu passei a partir daí a examinar detalhadamente a doutrina que havia sido transmitida pelos veritólogos, analisando detalhadamente os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, além das experiências físicas acerca da sabedoria que neles se encontravam inseridas. Assim, eu pude perfeitamente compreender toda a doutrina que havia sido transmitida pelos veritólogos.

No entanto, no Tempo Futuro em que me encontrava, eu passei a criar inúmeras e inúmeras experiências físicas acerca da sabedoria, muito além daquelas que se encontravam inseridas na doutrina da verdade, constatando que todas elas correspondiam inteiramente a esses conhecimentos metafísicos doutrinários. Então eu pude constatar plenamente que me encontrava em um polo oposto ao polo em que se encontravam os veritólogos, concluindo, por fim, que o meu polo correspondia à sabedoria, enquanto que o outro polo correspondia à verdade. E então indaguei para mim mesmo: por qual razão eu também não posso proceder como os veritólogos e, também, obter os conhecimentos metafísicos acerca da verdade?

Meditação! Muita meditação! Em obediência ao método cartesiano que estava seguindo, em que toda essa meditação era externada em forma de pensamentos positivos, lançando mão também dos meus sentimentos superiores.

A resposta por mim encontrada para tal indagação foi a seguinte: os veritólogos se encontravam elevados ao Espaço Superior, e que a única maneira de também me elevar a esse outro polo do Universo era obtendo todos os atributos individuais superiores que deviam formar a minha moral, tomando como base e como exemplo a extrema moral que Luiz de Mattos havia deixado como legado para este mundo-escola, sendo ela estendida também a todos os seus seguidores.

Neste caso, eu pude então compreender que o único método que existia para que pudesse me elevar ao Espaço Superior e lá obter os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, era através da minha própria moral, mas da minha moral já estando completa. Em contraposição, eu também pude então compreender que o único método que existia para se transportar ao Tempo Futuro e lá obter as experiências físicas acerca da sabedoria era através da ética, mas da ética já estando totalmente completa, como ela assim já se encontrava em meu ser. A conclusão óbvia, portanto, era que a moral dizia respeito à verdade, enquanto que a ética dizia respeito à sabedoria, em que uma não podia se sobrepor à outra, e vice-versa, pois que ambas eras de naturezas diferentes, distintas uma da outra, cada uma com a sua própria finalidade específica em relação ao ser, com a moral sendo individual e a ética sendo relacional. E mais: as mais elevadas alturas do Espaço Superior em que Luiz de Mattos havia se situado, eram diretamente proporcionais às mais longínquas extensões do Tempo Futuro em que eu havia me situado. Éramos, pois, dois espíritos da mesma envergadura no contexto da espiritualidade, embora ele estivesse em um polo e eu em outro, jamais em oposição um ao outro, mas em plena e total harmonia.

A conclusão a que eu deveria certamente chegar, do modo mais lógico e racional possível, era que deveria realizar mais uma experimentação, desta vez não mais no âmbito científico, mas sim no âmbito saperológico, qual seja, a de completar por inteiro a minha moral, e, estando de posse da minha moral já completa, elevar-me igualmente ao Espaço Superior, para que lá pudesse do mesmo modo obter os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, e assim poder comprovar e certificar a existência da alta espiritualidade, já que a existência da baixa espiritualidade já havia sido por mim comprovada experimentalmente e certificada, quando na condição de cientista.

Tendo assim realizado mais esta experimentação, agora no âmbito da Saperologia, alcançando um êxito completo na sua realização, estando então elevado ao Espaço Superior e transportado ao Tempo Futuro, simultaneamente, a conclusão inevitável a se chegar era que eu estava situado rigorosamente dentro do Universo, em uma das suas coordenadas universais, tendo rompido de vez e por completo com a atmosfera terrena, saindo do seu cativeiro, tornando-me totalmente livre, onde lá tudo poderia ser contemplado em conformidade com os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e com as experiências físicas acerca da sabedoria. Por aqui já se pode adquirir alguma noção do que seja realmente a liberdade.

Assim, havendo por fim alcançado a razão, eu adquiri a consciência plena de que ela era a grande responsável por coordenar a verdade e a sabedoria, assim como também coordenar a moral e a ética, e que somente assim o espírito poderia realmente se tornar educado, podendo então se universalizar, alcançando, por fim, o Saber, por excelência, que é a meta final da nossa humanidade, com fim na espiritualização.

Em resumo: a moral era a única condição para que eu pudesse me elevar ao Espaço Superior e lá captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, através da percepção oriunda do meu criptoscópio. A ética era a única condição para que eu pudesse me transportar ao Tempo Futuro e lá criar as experiências físicas acerca da sabedoria, através da compreensão oriunda do seu intelecto. E a educação, que coordena a moral e a ética, era a única condição para que eu pudesse percorrer as coordenadas do Universo e lá coordenar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, através da luz astral oriunda da minha consciência.

Restava apenas empregar ainda mais esforços para que eu pudesse me deslocar pelo Universo com a minha luz astral, elevando-me cada vez mais ao Espaço Superior e me transportando cada vez mais ao Tempo Futuro, tornando-me cada vez mais educado, percorrendo as coordenadas universais mais distantes, fazendo de cada uma delas o meu posto de observação, para que situado em cada uma das coordenadas universais eu pudesse contemplar a este mundo-escola e também aos demais mundos-escolas que rolam pelo Universo, tais como se representassem uma esteira evolutiva universal.

Tendo assim alcançado as coordenadas universais mais distantes, eu pude então contemplar diretamente os rastros luminosos que haviam sido deixados por Jesus, o Cristo, neste nosso mundo-escola, e então pude também compreender que havia alcançado a condição evolutiva do seu maior seguidor, por conseguinte, todo o legado que se encontrava em seu racionalismo posto para este nosso mundo-escola, e a razão pela qual o Astral Superior determinou que Luiz de Mattos modificasse a denominação inicial da sua doutrina, que ele havia denominado primeiramente de Espiritismo Racional e Científico Cristão, para a denominação atual de Racionalismo Cristão, sendo ele, pois, o legítimo fundador do instituto do Racionalismo Cristão, o instituto redentor da nossa humanidade, daí a razão pela qual Jesus, o Cristo, é o nosso Redentor, e não o nosso salvador, pois que a salvação não existe, em face da nossa existência eterna e universal, e também a razão pela qual o Astral Superior não permitiu que o jornal por ele também fundado fosse denominado de A VERDADE, e nem tampouco de A SABEDORIA, mas sim de A RAZÃO, pois que no plano de espiritualização da nossa humanidade estava previsto o meu retorno a este mundo, com a missão precípua de estabelecer a sabedoria neste mundo, fazendo emergir o tratado da Verdade, sob a denominação de Veritologia, segregando a verdade da sabedoria, que desde a antiguidade vinham sendo mescladas sob a denominação imprópria de Filosofia, fazendo emergir o tratado da sabedoria, sob a denominação adequada de Saperologia, e, após haver me desincumbido destes encargos, proceder, enfim, com a união, a irmanação, a congregação, entre ambos os tratados superiores, para que assim, estando a verdade e a sabedoria devidamente coordenadas, eu pudesse finalmente alcançar a razão, estabelecendo-a no seio da nossa humanidade, tendo logrado êxito em todos estes meus encargos, tendo nesse desiderato desprendido um esforço inaudito, inimaginável, que somente eu e o Astral Superior podemos avaliar com uma maior precisão, pelo menos no momento atual em que vivemos.

Eu posso afirmar, então, com toda a convicção de que o meu espírito pode ser capaz de possuir, que sendo Jesus, o Cristo, um espírito universal, portanto, o único ratiólogo que veio a este mundo, ele jamais poderia ser compreendido por quem quer que fosse, justamente por isso, em face da ignorância humana, além da incompreensão, no alto da sua superioridade espiritual, ele tanto é negado pelos materialistas, como é considerado pelos sobrenaturalistas como sendo o filho ingênito de um deus, mas não do Deus verdadeiro, pois que tal figura filial não existe, mas sim do tenebroso Jeová, o deus bíblico, tendo sido tal figura criada pela classe sacerdotal, como instrumento que é do astral inferior.

Por isso, os seus ensinamentos se situam fora do âmbito da compreensão de qualquer ser humano, notadamente da classe sacerdotal, que justamente por isso vem afirmar para todos que “evangelizar é preciso”, e, nesse desiderato, tomando indevidamente o nome do Nazareno, possa assim, através dessa evangelização, arrebanhar e encabrestar aos incautos, tornando-os verdadeiramente uns legítimos cretinos, para que então possa angariar cada vez mais riquezas e poderes, quando, na realidade, essa tal de evangelização é pura balela, não passando de uma tremenda chacota sacerdotal, pois que a Bíblia, por conseguinte, os Evangelhos, são todos mentirosos, com a exceção de algumas passagens postas pelo Astral Superior, para que assim a classe sacerdotal, utilizando-se da sua principal arma, venha a atirar contra o seu próprio pé, já que não podem atirar contra a própria cabeça, pois que aparentam não possuí-la.

Mas os ensinamentos de Jesus, o Cristo, não se situam fora do âmbito da minha compreensão, pelo fato de eu também haver me tornado um ser universal, um ratiólogo, um principiante, eu bem o sei, mas que consegue contemplar por inteiro os seus rastros luminosos, não propriamente a sua luz, mas que consigo chegar até ela seguindo os seus rastros, pois que me tornei um sábio, por isso não quero me ofuscar contemplando diretamente a tanta luminosidade, mas indo célere em sua direção, seguindo incessantemente aos seus rastros luminosos, sem qualquer perda de tempo.

Parece até petulância o que vem a seguir, mas que não tem nada de petulância, e muito menos de simples ousadia infundada, por hipótese alguma, mas sim uma extrema sinceridade, porém todos os ensinamentos que Jesus, o Cristo, deixou neste nosso mundo-escola foram dirigidos diretamente para mim, pois que até os seus rastros luminosos ofuscaram a todos neste mundo-escola, mas não a mim, por isso, na condição do seu maior seguidor, eu posso receber diretamente a sua luz e retransmiti-la a todos os meus companheiros de humanidade que tragam em si a boa vontade, para que eles, por sua vez, possam retransmiti-la para os demais, com o mínimo de dispersão. E eu comprovo a tudo isso quando na explanação da categoria A CRISTOLOGIA, em que nela eu explano os seus principais ensinamentos.

Sendo um ratiólogo, um ser universal, por isso tendo me deslocado para as coordenadas universais mais distantes, fazendo de cada uma delas o meu posto de observação, além de contemplar a este mundo-escola em que a nossa humanidade vem encarnando há milhões e milhões de anos, eu pude também contemplar os inúmeros mundos-escolas em que encarnam as demais humanidades, chegando à conclusão que são inúmeras as humanidades que existem no Universo, que Jesus é o Cristo da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, tendo ele se deslocado da sua humanidade para a nossa, a fim de formular um plano para a nossa espiritualização, encarnando várias vezes neste nosso mundo-escola com o fim de concretizá-lo, tendo logrado pleno êxito nesse seu desiderato, quando enfim foi fundado o Racionalismo Cristão, que expressa todo o seu racionalismo, a começar por Luiz de Mattos, o seu fundador, e os seus seguidores, que transmitiram a doutrina da verdade, passando por Antônio Cottas, o Consolidador, e a terminar por mim, o seu explanador, em que transmito o sistema de sabedoria, uno, irmano, congrego, a verdade à sabedoria, e alcanço a razão, estabelecendo uma finalidade para a existência eterna e universal.

E assim se torna completo o racionalismo posto neste mundo por Jesus, o Cristo, ou seja, o Racionalismo Cristão, através dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que formam um corpo de doutrina, através das experiências físicas acerca da sabedoria, que formam um corpo de sistema, do método, da união, da irmanação, da congregação, entre a verdade e a sabedoria, por onde se pode alcançar a razão, e, por conseguinte, de uma finalidade para a existência eterna e universal de todos os seres.

É por isso que a compreensão dos ensinamentos de Jesus, o Cristo, não é da alçada dos seres humanos em geral, notadamente da classe sacerdotal, tendo que ser dirigidos e entregues diretamente aos cuidados de um ratiólogo, o qual deve encarnar neste mundo Terra com a missão precípua de explanar o Racionalismo Cristão, além de cumprir com outros encargos e outras determinações inerentes a essa sua missão explanatória neste mundo-escola, tais como realizar as experiências científicas acerca da baixa espiritualidade no ambiente mundano, apreendendo ao mesmo tempo em sua alma os problemas do mundo, para depois resolvê-los, realizar as experiências saperológicas acerca da alta espiritualidade no Universo, certificando a verdade, para que somente depois então possa se tornar realmente um ratiólogo, ou um ser universal.

Então, em minha explanação, como ratiólogo, ou um ser universal, eu anexo um sistema a essa doutrina, e com esse sistema completo de vez a doutrina, através das experiências físicas acerca da sabedoria e as suas captações e deduções dos demais conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Temos agora, pois, juntos, anexados, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, portanto uma doutrina e um sistema totalmente coordenados entre si. Com a verdade e a sabedoria estando devidamente coordenadas, este ratiólogo se encontra agora posto no âmbito da razão, em que tudo acerca da vida fora da matéria pode agora ser revelado aos demais seres humanos, para que assim a nossa humanidade possa finalmente se espiritualizar. É somente na razão onde podemos encontrar o Saber, por excelência, portanto, onde podemos encontrar também a finalidade para a nossa existência eterna e universal, que tem que ser tanto absoluta como relativa, em suas correspondências biunívocas, para que assim possa ser posta no âmbito universal.

Neste contexto, podemos observar claramente que Luiz de Mattos, o veritólogo maior, fundou o Racionalismo Cristão e através dele transmitiu os conhecimentos metafísicos acerca da verdade para o mundo. Posteriormente, outros veritólogos encarnaram e conseguiram perceber e captar a verdade contida no Racionalismo Cristão, e, por seu intermédio, conseguiram perceber e captar outros conhecimentos metafísicos acerca da verdade, transmitindo-os da mesma maneira. Tudo isso formou um conjunto, assumindo a forma de um corpo de doutrina, pronto para ser completado por um sistema, um método e uma finalidade.

Então eu reencarnei neste mundo com a missão de ser o explanador do Racionalismo Cristão, dentre outros vários encargos de extrema relevância para a nossa humanidade. O Racionalismo Cristão na forma de doutrina era o instituto da verdade, daí a razão da sua pouca militância, pois os seres humanos relutam em dar trato aos seus raciocínios, têm preguiça mental, sendo assim indolentes, pois ainda não aprenderam sequer a ler corretamente, pelo fato de não haverem adquirido a arte de interpretar.

Como todos poderão constatar nas quatro obras explanatórias do Racionalista Cristão que se encontram no site pamam.com.br, com a primeira sendo relativa aos Prolegômenos, a segunda sendo relativa ao Método, a terceira sendo relativa ao Sistema e a quarta sendo relativa à Finalidade, o Racionalismo Cristão assume agora também as cores da sabedoria, que estando unida, irmanada, congregada, com a verdade, e ambas estando devidamente coordenadas pela razão, irá refletir a luz para todo o orbe terrestre, em que o Saber, por excelência, poderá surgir para o mundo, possibilitando a arquitetura de um novo edifício social a ser construído neste planeta, com base na Espiritologia, em substituição ao edifício antigo, que foi construído com base na ilusão da matéria e no devaneio do sobrenatural, e que já foi demolido pela dinamite da verdade, como Luiz de Mattos assim se expressa.

Além disso, o Racionalismo Cristão contém toda a arquitetura do instituto do Cristo, que é fundamental para a futura cristianização da nossa humanidade, estimada para daqui a 4.000 anos, cabendo a mim, pois, explanar lógica e racionalmente tudo que se refere ao Cristo, preparando a nossa humanidade para que, após esse período de alguns milênios, ela possa se tornar realmente cristã, diferentemente de como hoje se julga, de maneira indevida e equivocada, pois que os seres humanos, ao invés de serem cristãos, são anticristãos, como será depois devidamente demonstrado.

Assim, dada a elevadíssima espiritualidade encontrada no Racionalismo Cristão, todos irão se surpreender quando constatarem, sem quaisquer sombras de dúvidas, que ele foi arquitetado pelos espíritos de luz que compõem a plêiade do Astral Superior, com as suas finalidades próprias e específicas, que serão por mim devidamente reveladas no decorrer desta obra, mais detalhadamente na última obra explanatória relativa à finalidade, assim como também nas seguintes, que não deixam de ser também explanatórias, as quais se encontram no site pamam.com.br. Por isso, em sua doutrina estão contidos também todos os preparos para a minha vinda novamente a este mundo, os quais irão surpreender aos mundos pensante e não pensante, afastando-os do ilogismo em que se encontram, quando eles tentarem recorrer ao acaso ou às coincidências para qualquer réplica, já que estes não existem, na realidade.

Eu sei perfeitamente que para quase todos os seres humanos o preparo contido na doutrina do Racionalismo Cristão para a minha vinda novamente a este mundo se reveste de fatores quase inacreditáveis, praticamente inaceitáveis para as suas compreensões ainda não muito desenvolvidas, inclusive para as suas imaginações já bastante amadurecidas, mas que ainda impossibilita a formação da concepção, a fonte das formulações de ideias. Mas tudo isso não são fatores impeditivos para a manifestação da realidade, sendo, antes de tudo, limitações inerentes ao próprio estágio evolutivo em que se encontra a nossa humanidade. Não devemos esquecer que no Racionalismo Cristão se encontra contida a mais alta espiritualidade, em que verdade + sabedoria = razão, e nós, que somos espíritos superiores, e que formamos a plêiade do Astral Superior, sabemos como fazer tudo acontecer consoante o planejado, para o bem e o progresso da nossa humanidade. E como contra fatos verdadeiros não existem argumentos contrários, todos os fatos que comprovam esse preparo para a minha vinda serão devidamente expostos aos olhos de todos os seres humanos, tanto aos olhos da cara como aos olhos da razão, em que estes podem ser denominados de luz astral.

E agora vem aqui o fator mais importante: tudo isso faz parte de um fabuloso plano formulado por Jesus, o Cristo, por ocasião do seu deslocamento da sua humanidade para a nossa, quando ele ainda não havia alcançado a condição do Cristo, para nos espiritualizar e implantar no seio da nossa humanidade o instituto do Cristo, através do Racionalismo Cristão.

Os veritólogos que encarnaram antes do Cristo não formaram propriamente uma saperologia, portanto, um corpo de doutrina que pudesse ser explanado, já que eles deram início aos conhecimentos metafísicos que deveriam formar as religiões. Por isso, ao invés de saperologias, eles formaram escolas, como a Escola Jônica, a Escola Itálica, a Escola Eleática e a Escola Atomista. Mas, de qualquer maneira, todas essas escolas formaram as suas próprias doutrinas que serviram de fontes para que Aristóteles, como sendo saperólogo, pudesse dar início às várias parcelas do Saber, daí a razão de tantos equívocos por parte dele, já que as suas fontes não eram as dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade.

Após a vinda de Jesus, o Cristo, o impacto da sua encarnação abalou toda a cultura da nossa humanidade, que ficou estagnada por mais de mil anos, pois que a Idade da Fé e a Idade das Trevas preponderaram por mais de mil anos, quando então alguns intelectuais tiveram que encarnar para que pudessem modificar toda a nossa cultura, estabelecendo a Renascença. Somente após esse período foi que puderam encarnar vários veritólogos, que foram os grandes responsáveis pelo surgimento das principais filosofias, agora saperologias, tais como o racionalismo, o empirismo, o criticismo kantiano, o idealismo, o positivismo, etc. Todas essas saperologias foram devidamente examinadas e criticadas por um saperólogo, mais especificamente por Farias Brito, o nosso grande conterrâneo, que não encontrando a verdade em nenhuma delas, mesmo assim encontrou algo em Spinoza que o fascinou, tendo assim se prendido mais ao seu sentimento.

Em segundo plano, eu devo me referir ao vir a ser, e não ao que é atualmente, uma vez que a verdade já se encontra unida, irmanada, congregada, com a sabedoria, estando ambas coordenadas pela razão, a serem expostas lógica e realisticamente pelo Racionalismo Cristão, juntamente com o Saber, por excelência.

Quero com isso dizer que ora em diante os religiosos têm que ocupar os seus devidos lugares, para que neles postos possam fazer valer os seus criptoscópios, percebendo e captando os conhecimentos metafísicos relativos às parcelas do Saber com as quais se ocupam, aprofundando-os cada vez mais, e, assim como os veritólogos, transmitindo esses conhecimentos metafísicos com a inserção de experiências físicas, para que eles possam fazer eco na compreensão dos cientistas. À medida que esses conhecimentos metafísicos forem sendo transmitidos, irão formando um conjunto, ao qual devemos denominar de doutrina. Assim, cada parcela do Saber deve ter a sua própria doutrina, que deve se referir aos conhecimentos metafísicos próprios e específicos a ela, embora todos eles tendam a se integrar e a se harmonizar, formando assim as religiociências.

As religiões, pois, são as fontes legítimas e verdadeiras das ciências. Quando as religiões passarem a se ocupar das suas respectivas parcelas do Saber, formarão uma doutrina para cada uma delas, que servirão de base para que sejam incorporados os seus respectivos sistemas, será então quando cada parcela do Saber estará desenvolvida inteiramente com base na razão, e terá a finalidade que lhe é própria.

O Racionalismo Cristão, então, é o grande responsável pela realidade da Veritologia, da Saperologia e da Ratiologia, em primeiro plano. Assim como também é o grande responsável pela realidade das religiões, das ciências e das religiociências, em segundo plano. Por conseguinte, ele é o grande responsável por desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, demonstrando tudo o que se refere à vida fora da ilusão da matéria e do devaneio do sobrenatural, extinguindo tanto o materialismo como o sobrenaturalismo, o que implica em nossa plena e total espiritualização, por conseguinte, em nossa universalização. Sendo ele, ainda, quem irá esclarecer tudo o que se refere ao instituto do Cristo, para que a nossa humanidade possa então evoluir a passos acelerados em retorno para Deus, para o Criador, para a Inteligência Universal, para o Todo, já que Jesus, o Cristo, afirmou que “Somente poderão chegar ao Pai, através de mim”; não dele, Jesus, mas sim do Cristo, que é uma instituição estabelecida por Deus para esse desiderato.

Agora dá para se compreender o porquê de eu me referir ao vir a ser, pois atualmente não existem as doutrinas religiosas relativas aos conhecimentos metafísicos que sirvam de fontes para as ciências, uma vez que as religiões ainda se encontram presas às garras aduncas da classe sacerdotal, mas que agora serão libertadas pela Ratiologia, sendo necessário que ora em diante os verdadeiros religiosos assumam as suas posições, agora que estão esclarecidos, e assim sejam devidamente segregados dos cientistas, tal como os veritólogos agora se encontram devidamente segregados dos saperólogos.

Para que ninguém ouse contestar o meu pensamento a respeito da doutrina, afirmando simplesmente que nenhuma parcela do Saber possui a sua própria doutrina, que no caso encerraria mais uma confirmação e não uma contestação do meu pensamento, o Direito é a prova provada de que pelo menos uma parcela do Saber já foi dotada de doutrina, embora como sendo ainda um simples arremedo, o que implica em dizer que todas as outras também deveriam encerrar a sua própria doutrina.

Eu deverei abordar o Saber, por excelência, a partir da identificação das Substâncias de Deus e da Sua organização perante toda a nossa humanidade, de onde vêm e para onde vão todos os seres, as suas origens do Todo e os seus retornos para o mesmo Todo, no contexto da evolução universal, apontando os erros das ditas ciências elaboradas pela comunidade científica investigadora e pesquisadora, em que essa comunidade científica até hoje ainda se encontra atolada na ilusão da matéria, apontando os erros dessas ciências para que elas se modifiquem e possam reconhecer as religiões como sendo as suas legítimas fontes. Mas não devo aqui explanar a parcela do Saber denominada de Direito, o que farei quando nele inspirado fixar os meus ideais na face da Terra, após a devida explanação do Racionalismo Cristão, mas sim a parcela do Saber denominada de Administração, na qual eu sou graduado. Então, quando eu afirmo que a doutrina do Direito é apenas um arremedo da sua verdadeira doutrina, é porque parto do princípio de que nela devem estar sobressaídos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade que devem servir de base para o seu sistema.

No entanto, os estudiosos que militam na área jurídica, demonstrando também as suas ignorâncias em relação à Espiritologia, sem saberem ao certo o verdadeiro significado das próprias palavras que utilizam em seus escritos, concebem a doutrina do Direito como sendo o resultado do estudo de pensadores, juristas e filósofos do Direito sobre a teoria do Direito, a interpretação dos sistemas jurídicos positivos e a avaliação da sua aplicação às relações sociais e as condutas humanas em geral.

Para eles, a doutrina tem fundamental importância tanto na elaboração da norma jurídica, como em sua interpretação e aplicação pelos tribunais, neste caso estando absolutamente corretos. E estão também corretos quando afirmam que a doutrina do Direito assume o papel extremamente relevante para o Direito e é essencial para aclarar pontos, estabelecer novos parâmetros, descobrir caminhos ainda não pesquisados, apresentar soluções justas, enfim, interpretar as normas, pesquisar os fatos e propor alternativas, com vistas a auxiliar a construção sempre necessária e constante do Estado de Direito, com o aperfeiçoamento cada vez maior do sistema jurídico, em que aqui se constata a grande diferença entre doutrina e sistema, ou seja, entre os conhecimentos metafísicos e as experiências físicas.

E eles mesmos consideram a doutrina como sendo a fonte do Direito, como que constituindo um ambiente propício à formação do melhor critério de interpretação, oferecendo-se às normas jurídicas um fundo científico e consistente. Então reconhecem que na doutrina os juristas obtêm o conhecimento necessário para a prática experimental do Direito.

Há que ser reconhecida também no Direito a existência dos religiosos e dos cientistas, em que os seus valores se situam bem acima dos valores dos seus simples militantes profissionais. É dos conhecimentos metafísicos que se originam as leis, que são espaciais, assim como é das experiências físicas que se originam os princípios, que são temporais. Daí a razão da manifestação de Ribas Carneiro quando afirma que “uma lei será tão mais perfeita, quanto melhor houver sido a colaboração dos juristas versados na matéria”; no que se deve também acrescentar a perfeição dos princípios e dos preceitos, em que estes últimos são universais.

Os estudiosos do Direito consideram que a doutrina jurídica não possui força vinculante, pelo fato de que, em geral, não se encontra entre as normas jurídicas reconhecidas pelas Constituições. Mas isto porque eles ignoram que toda Constituição deve ser formada por leis, princípios e preceitos. Ora, as leis são espaciais, por isso provenientes da doutrina, que trata da verdade, os princípios são temporais, por isso provenientes do sistema, que trata da sabedoria, e os preceitos das combinações que existem entre o espaço e o tempo, sendo universais, por isso provenientes da coordenação entre a doutrina e o sistema, entre a verdade e a sabedoria, portanto, da razão.

Além do mais, o Direito é uma parcela do Saber que deve se integrar e interagir com as demais parcelas do Saber, para que assim todas reunidas possam formar o Saber, por excelência. Neste caso, as demais parcelas do Saber também devem ser consideradas como sendo fontes do Direito. E em sendo fontes do Direito, todas as Constituições devem possuir um dispositivo que permita ao magistrado decidir o seu julgamento tal como se esse dispositivo assumisse as formas de lei, princípio, ou preceito, quando em favor da natureza humana, ou mesmo da natureza dos seres infra-humanos, tendo sempre em vista o progresso das suas evoluções, e, por extensão, de toda a nossa humanidade, quando aquilo que se encontra em julgamento não se encontrar previsto na legislação.

Até aqui foram explanados os conhecimentos metafísicos acerca da verdade transmitidos pelos veritólogos, os quais formam um corpo de doutrina, que deve ser considerado pelos saperólogos, os quais devem anexar a ela as experiências físicas acerca da sabedoria, que formam um corpo de sistema, em que a doutrina e o sistema estando coordenados pela razão demonstram com lógica a realidade da existência da Ratiologia, portanto, dos ratiólogos.

E depois foram explanados os conhecimentos metafísicos acerca da verdade que dizem respeito às parcelas do Saber transmitidos pelos religiosos, os quais formam os corpos de doutrinas, que devem ser considerados pelos cientistas, os quais devem anexar a eles as experiências físicas correspondentes acerca da sabedoria, que formam os corpos de sistemas, em que as doutrinas e os sistemas estando coordenados pela razão demonstram com lógica a realidade da existência das religiociências, portanto, dos religiocientistas. O esquema abaixo mostra claramente as suas relações.

Agora eu devo explanar a natureza dos conhecimentos metafísicos oriundos do devaneio do sobrenatural transmitidos pela classe sacerdotal, que são invariavelmente baseados em narrativas de médiuns obsedados tidos como se fossem profetas, geralmente formando escrituras tidas como sagradas, tais como a Bíblia, o Talmude, o Alcorão e outras, as quais formam cada uma delas uma doutrina repleta de dogmas, de misticismos e de tabus, todas postas fora do âmbito da realidade. Assim também como alguns outros.

A classe sacerdotal é a responsável pelas instituições que representam cada uma dessas doutrinas, que sob a denominação indevida de religiões, quando, na realidade, são credos e seitas, como o catolicismo, o protestantismo, o judaísmo, o islamismo, o budismo, o confucionismo, o espiritismo, e tantos e tantos outros, tentam inculcar nas mentes dos seus arrebanhados a existência do sobrenatural, em detrimento da própria natureza, por isso essas doutrinas se nos apresentam repletas de incongruências, de ilogismos, de aberrações, de irracionalismos, e tudo o mais que seja congênere, por isso a classe sacerdotal, matreira e astuciosamente, estabeleceu sorrateiramente o instituto da fé credulária, ou seja, crer cegamente, mas sem compreender a doutrina. São nesses credos e seitas que vamos encontrar o maior repositório de mentiras que se encontra posto neste mundo Terra.

Por isso, o termo religião nada tem a ver com essas crenças estúpidas e ignorantes, que são os repositórios das mentiras mais deslavadas do mundo, por conseguinte, ora em diante, elas devem ser denominadas pelos seus verdadeiros nomes: credos ou seitas. Assim, as religiões passam a ocupar os seus verdadeiros lugares, livrando-se das garras aduncas da classe sacerdotal, incorporando-se às parcelas do Saber, como sendo as fontes das ciências, e os credos passam a assumir de vez as suas formas de crenças, estúpidas e grosseiras, por serem por demais ignorantes.

E aqui se explica devidamente a razão pela qual, englobando primeiramente os milhares e milhares de credos e seitas que se encontram espalhados por esse mundo afora, tais como os credos e seitas citados acima e outros, os quais devo sempre repetir, como o judaico, o católico, o católico ortodoxo, o protestante, o islâmico, o budista, o confucionista, o espírita, e muitos e muitos outros mais, os quais se encontram totalmente afastados da definição original da autêntica religião, que na realidade é a fonte da ciência, cuja definição desses credos e seitas foi efetuada de maneira mais própria pelo estudioso Albert Samuel, em sua obra Les Réligions Aujourd’hui, em que nela apresenta uma imagem representativa daquilo que parece ser a definição mais usual para todos esses credos e seitas que pululam por esse mundo afora, e que hoje são praticados pelos seres humanos mais fracos e ignorantes que se deixam arrebanhar pela classe sacerdotal, cuja definição é a seguinte:

Uma união de crentes vinculados entre si por uma instituição mais ou menos organizada e que os liga por uma tradição, por umas crenças e por uns rituais comuns”.

Então todos esses credos e seitas que conseguiram formar as suas próprias doutrinas, com todas elas sendo sobrenaturais, não são elas passíveis de serem explanadas de uma maneira racionalmente lógica, pelo fato de não conseguirem formar uma saperologia, em decorrência, não é possível que aos seus conhecimentos sobrenaturalísticos sejam incorporadas as experiências físicas acerca da sabedoria, formando um sistema, para que assim se possa alcançar a razão, por conseguinte, alcançar-se a uma finalidade universal, já que a finalidade da salvação é esdrúxula, que compete apenas ao mau e perverso Jeová, o deus bíblico, e outros deuses da sua mesma natureza, de índole má e perversa. A única tentativa neste sentido, que foi em vão, por ser infrutífera, vamos encontrar em São Tomás de Aquino, em que o tomismo vem se afirmar e se caracterizar como sendo uma crítica que procura valorizar a orientação do pensamento de Platão e o sentimento de Santo Agostinho, em nome do racionalismo aristotélico, como assim entendem os estudiosos, que pareceu um escândalo, na seara católica, ao misticismo agostiniano. Em todo o caso, o sistema tomista não conseguiu completar a doutrina católica, o que é lógico, como se pode constatar claramente nas minhas obras explanatórias que se encontram contidas no site pamam.com.br.

Sabendo-se agora que os conhecimentos metafísicos organizados formam um corpo de doutrina, eles passam a se estender por outras áreas além da Veritologia, das religiões e dos credos e das suas seitas, daí a razão pela qual os estudiosos afirmam que as doutrinas podem ser orientadas para os mais diversos fins. Nesta linha de raciocínio, ao invés de se fixarem somente nos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, os estudiosos consideram que a doutrina seja uma reunião de fundamentos que deve ser ensinada, por ser essencial, quando, na realidade, não o é, pois, não se pode abrir mão da Veritologia e das religiões para se ensinar os credos e as suas seitas; para se ensinar as ideologias políticas, que se traduzem em partidos políticos, com estes estando todos errados, por praticarem a reles política; para se ensinar as doutrinas bélicas das forças armadas; para se ensinar as doutrinas governamentais, como a Doutrina Truman e a Doutrina Monroe; e para se ensinar ainda outras doutrinas alheias ao Saber, por excelência.

Com relação às doutrinas governamentais, uma das mais famosas é a de Harry Truman, que foi o presidente norte-americano no período de 1945 a 1953. A Doutrina Truman nada tem a ver com os conhecimentos metafísicos, pois ela designa um conjunto de práticas do governo dos Estados Unidos, em escala mundial, à época da denominada Guerra Fria, que buscava conter a expansão do comunismo junto aos chamados “elos frágeis” do sistema capitalista. Vemos aqui, então, uma doutrina posta em prática por um sistema que procura agravar ainda mais os desentendimentos e os conflitos humanos.

Ao final da Segunda Guerra Mundial, os países europeus entraram em declínio, coincidindo com a ascensão dos Estados Unidos e da União Soviética como potências no palco das relações internacionais. Winston Churchill, o grande estadista britânico, foi o primeiro a perceber o avanço do comunismo, iniciando fortes pressões para que o Ocidente encontrasse uma estratégia para deter o avanço soviético.

Em resposta à atitude britânica, o então presidente dos Estados Unidos Harry S. Truman, em 12 de março de 1947, pronunciou diante do Congresso Nacional daquela nação, um violento discurso assumindo o compromisso de defender o mundo contra a “ameaça” comunista. Estava lançada a Doutrina Truman e iniciada a Guerra Fria, que propagou para todo o mundo o forte antagonismo entre os blocos capitalista e comunista. Em seguida, o secretário de Estado George Catlett Marshall anunciou a disposição dos Estados Unidos da efetiva colaboração financeira para a recuperação da economia dos países europeus. Quando então Harry Truman propôs a concessão de créditos para a Grécia e a Turquia, com o objetivo de sustentar os governos pró-ocidentais naqueles países.

Outra das mais famosas doutrinas de todos conhecida é a denominada Doutrina Monroe, que foi anunciada por James Monroe, presidente norte-americano no período de 1817 a 1825, quando da sua mensagem ao Congresso em 2 de dezembro de 1823, em que disse o seguinte:

Julgarmos propícia esta ocasião para afirmar, como um princípio que afeta os direitos e os interesses dos Estados Unidos, que os continentes americanos, em virtude da condição livre e independente que adquiriram e conservam, não podem mais ser considerados, no futuro, como suscetíveis de colonização por nenhuma potência europeia”.

A frase que resume a Doutrina Monroe é a seguinte: “A América para os americanos”; com o seu pensamento consistindo em três pontos fundamentais:

  1. A não criação de novas colônias nas Américas;
  2. A não intervenção nos assuntos internos dos países americanos;
  3. A não intervenção dos Estados Unidos em conflitos relacionados aos países europeus como guerras entre estes países e as suas colônias.

Essa doutrina reafirmava a posição dos Estados Unidos contra o colonialismo europeu, inspirando-se na política isolacionista do presidente George Washington, segundo a qual, em consonância com o seu discurso de despedida em 17 de setembro de 1796, “a Europa tinha um conjunto de interesses elementares sem relação com os nossos ou senão muito remotamente“, e envolvia o pensamento de Thomas Jefferson, segundo o qual “A América tem um Hemisfério para si mesma“, mas que tanto poderia significar o continente americano como o seu próprio país. De qualquer maneira, a intervenção ou a intromissão nos assuntos internos das nações americanas não foram obedecidos nem pelas nações europeias e muito menos pela nação norte-americana.

À época, a Doutrina Monroe representava uma séria advertência não só à Santa Aliança, como também à própria Grã-Bretanha, embora o seu efeito imediato, quanto à defesa dos novos Estados americanos fosse puramente através de um poder tido como moralista, dado que os interesses econômicos e a capacidade política e militar dos Estados Unidos não ultrapassavam a região do Caribe. De qualquer forma, a formulação dessa doutrina ajudou a Grã-Bretanha a frustrar os planos europeus de recolonização da América e permitiu que os Estados Unidos continuassem a dilatar as suas fronteiras na direção do Oeste, dizimando as tribos indígenas que lá habitavam. Essa expansão no continente americano teve como pressuposto o Destino Manifesto, e marcou o início da política expansionista do país no continente americano, em termos materialísticos.

 

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