05- O EMPIRISMO

A Era da Verdade
5 de novembro de 2019 Pamam

Para que possamos compreender a contento toda a extensão do empirismo, torna-se necessário que antes nós venhamos a conhecer os órgãos mentais que formam a nossa inteligência, que são os seguintes:

  • Criptoscópio: é o órgão mental destinado à percepção, em que através dele se pode perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade;
  • Intelecto: é o órgão mental destinado à compreensão, em que através dele se pode compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria;
  • Consciência: é o órgão mental destinado à coordenação, em que através dele se pode coordenar o criptoscópio e o intelecto, possibilitando a união, a irmanação, a congregação, dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e das experiências físicas acerca da sabedoria.

Estando assim formada a nossa inteligência, pode-se facilmente refutar que na Filosofia o empirismo é uma teoria “a priori” acerca do conhecimento que afirma que o conhecimento sobre o mundo vem apenas da experiência sensorial.

Mas acontece que nos encontramos encarnados neste mundo-escola, e que para conhecê-lo nós temos necessariamente que transcendê-lo, uma vez que não podemos conhecer primeiro a parte para que somente depois possamos conhecer ao todo, pelo contrário, nós temos primeiro que conhecer o todo para que depois possamos conhecer a parte. Então não podemos, por hipótese alguma, conhecer a este mundo sem transcendê-lo, seja de que maneira for.

E como nós podemos transcender a este mundo?

Aqueles que desenvolveram, sobremaneira, os seus criptoscópios, tendem também a desenvolver as suas morais em patamares muito elevados. É com base na moral, pois, que os espíritos encarnados conseguem se elevar ao Espaço Superior, que é o repositório dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, em que lá percebem e captam a esses conhecimentos. Estes são os veritólogos, que obviamente seguem a verdade, sendo, pois, aqueles que lidam com a Veritologia.

Aqueles que desenvolveram, sobremaneira, os seus intelectos, tendem também a desenvolver as suas éticas em patamares muito elevados. É com base na ética, pois, que os espíritos encarnados conseguem se transportar ao Tempo Futuro, que é o campo de criação das experiências físicas acerca da sabedoria, em que lá compreendem e criam a essas experiências. Estes são os saperólogos, que obviamente seguem a sabedoria, sendo, pois, aqueles que lidam com a Saperologia.

E aqueles que desenvolveram, sobremaneira, tanto os seus criptoscópios como os seus intelectos, tendem também a desenvolver as suas morais e as suas éticas em patamares muito elevados, tornando-se educados. É com base na educação, pois, que os espíritos encarnados conseguem se elevar ao Espaço Superior e se transportar ao Tempo Futuro, ao mesmo tempo, quando então se universalizam, em que no Universo conseguem perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria. Estes são os ratiólogos, que obviamente seguem a razão, sendo, pois, aqueles que lidam com a Ratiologia.

O método indutivo, por sua vez, afirma que a ciência como conhecimento somente pode ser derivada a partir dos dados da experiência, em que esta afirmação acerca da construção do conhecimento gera o problema da indução.

Em primeiro lugar, deve aqui ser esclarecido que as ciências não geram qualquer conhecimento, uma vez que elas são filhas legítimas da Saperologia, por isso lidam com as experiências físicas acerca da sabedoria relativas às parcelas do Saber, enquanto que as religiões, as legítimas, as verdadeiras, as genuínas, são filhas legítimas da Veritologia, por isso lidam com os conhecimentos metafísicos acerca da verdade relativos às parcelas do Saber. Então os conhecimentos não geram qualquer problema de indução, mas sim de dedução, vide os tópicos 04.01- O método da dedução e 04.02- O método da indução, na categoria Prolegômenos.

Em sendo assim, eu posso afirmar com a devida racionalidade lógica universal que a dedução é um método por intermédio do qual os veritólogos e os religiosos adquirem a arte de deduzir, como se eles estivessem somando ou adicionando uma verdade a outra, mas que na realidade não estão, já que estão apenas se inspirando em um ou mais conhecimentos metafísicos acerca da verdade para que dele ou deles possam deduzir outro ou outros conhecimentos metafísicos acerca da verdade, uma vez que a verdade é una, absoluta, ontológica, imutável, representando assim um todo universal que se situa no Espaço Superior, em cada uma das coordenadas do Universo, sendo, portanto, incriável, por isso a dedução diz respeito diretamente a todos os espíritos, devendo todos considerá-la sob um único prisma, sem qualquer dispersão, portanto, de uma única maneira, o que implica em dizer que ela é comum a todos, com todos a percebendo de uma única maneira, sem qualquer diversidade ou entendimento contraditório.

Por outro lado, eu posso afirmar com a devida racionalidade lógica universal que a indução é um método por intermédio do qual os saperólogos e os cientistas adquirem a arte de induzir, como se eles estivessem somando ou adicionando uma sabedoria a outra, mas que na realidade não estão, já que estão apenas se inspirando em uma ou mais experiências físicas acerca da sabedoria para que dela ou delas possam induzir outra ou outras experiências físicas acerca da sabedoria, uma vez que a sabedoria é diversa, relativa, empírica, mutável, representando assim uma criação que deve corresponder aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e que se situa no Tempo Futuro, em cada uma das coordenadas do Universo, sendo, portanto, criável, por isso ela geralmente não é comum a todos os espíritos, mas partindo das coordenadas mais distante do Universo todos devem se esforçar por considerá-la sob este prisma, sem maiores dispersões, portanto, desta única maneira, o que implica em dizer que assim posta ela deve ser comum a todos, com todos se esforçando por compreendê-la de uma única maneira, com o mínimo de diversidade ou contradição.

De qualquer maneira, o empirismo causou uma grande revolução nas ciências, uma vez que estas são destituídas de conhecimentos, pois que as verdadeiras religiões ainda não se fizeram valer neste mundo, já que as religiões são as fontes das ciências, então foi graças à valorização das experiências que o ser humano passou a buscar resultados práticos, buscando o domínio da natureza, o que implica em dizer que as ciências são todas práticas, experimentais, já que são destituídas de conhecimentos verdadeiros. O empirismo deu um impulso à metodologia científica.

O empirismo se opõe ao racionalismo, já que os racionalistas defendem a tese de que o conhecimento é puramente racional e não depende da experiência, no que se encontram absolutamente corretos, mas não que se encontra inserido no intelecto humano, como assim consideram alguns estudiosos, uma vez que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade não se encontram inseridos em nenhum órgão mental, pois que tem o seu repositório no Espaço Superior, tendo, pois, que serem percebidos e captados, já que são absolutos e ontológicos, enquanto que as experiências físicas são relativas e empíricas.

Não se pode jamais misturar conhecimento com experiência, portanto essa doutrina segundo a qual todo conhecimento provém unicamente da experiência é incongruente, fora dos padrões racionais da inteligência, uma vez que tal doutrina se limita ao que pode ser captado do mundo externo pelos sentidos, ou então do mundo subjetivo, pela introspecção, mas o ponto positivo é que ela descarta as pseudo verdades reveladas e transcendentes do misticismo, mas, por outro lado, descarta as verdades apriorísticas e inatas do racionalismo.

Os principais veritólogos empiristas são os seguintes:

  • Francis Bacon;
  • Thomas Hobbes;
  • John Locke;
  • George Berkeley;
  • David Hume.

 

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