05.04- George Berkeley

A Era da Verdade
20 de novembro de 2019 Pamam

George Berkeley encarnou no condado de Kilkenny, na Irlanda, no ano de 1685, e desencarnou em Oxford, na Inglaterra, no ano de 1753, tendo sido um veritólogo idealista irlandês, cuja principal contribuição foi o avanço de uma teoria “a priori” que ele denominou de imaterialismo, mais tarde conhecida como idealismo subjetivo. Estudou em Dublin, no Trinity College, depois foi o responsável máximo de órgãos colegiados de igreja, em Dromore e em Derry. A seguir foi para a América, com o intento de fundar um grande colégio missionário nas Bermudas. Tendo regressado para a Irlanda, foi nomeado bispo anglicano de Cloyne. Nos fins da sua vida, mudou-se para Oxford, onde desencarnou.

Infelizmente, George Berkeley se encontrava impregnado com a doutrina credulária anglicana, que influiu decisivamente no seu sentimento veritológico, estando condicionado em um sentido credulário pelas suas convicções sobrenaturais, que trata de defender contra os ataques céticos, materialistas ou ateus, e assim chega a uma das formas mais extremadas do idealismo que se conhece. Mas a sua formação veritológica depende fundamentalmente de John Locke, de quem é um continuador, embora apresente uma preocupação muito mais intensa e imediata em relação às questões metafísicas.

Em 1709, George Berkeley publicou a sua primeira grande obra, intitulada de Um Ensaio Para Uma Nova Teoria da Visão, na qual ele discutiu as limitações da visão humana e postulou a teoria “a priori” de que os objetos apropriados da visão não são objetos materiais, mas sim formados por luzes e cores. Essa premissa fundamentou o seu grande trabalho, intitulado de Tratado Sobre os Princípios do Conhecimento Humano, de 1710. Após a má recepção, ele reescreveu a obra em forma de diálogo, publicando sob o título de Três Diálogos Entre Hylas e Philonous, representada por Hylas, matéria em grego, e por Philonous, grego amante da mente, os quais incorporam os oponentes de George Berkeley

Torna-se necessário que se compreenda que cabe aos veritólogos perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que devem ser transmitidos com a inserção de experiências físicas acerca da sabedoria, a fim de que esses conhecimentos se tornem acessíveis à compreensão humana, para que possam ser devidamente explanados pelos saperólogos, mas nem sempre isso é possível, quando então, neste caso, o saperólogo esclarecido pode explanar a esses conhecimentos.

No caso em questão, George Berkeley se encontra coberto de razão, pois que não existe a matéria, por isso os objetos são formado por seres, que não podem ser vistos em sua natureza com os olhos da cara. Este mundo Terra é formado pelos seres hidrogênios, e para ele vem seres de outros mundos, como os demais seres atômicos, seres moleculares e outros. Todos esses mundos em que habitam esses seres orbitam em torno de estrelas, que possuem uma cor que lhes é característica. As estrelas são formadas pelas propriedades da Força e da Energia, assim como os corpos fluídicos de todos esses seres, que possuem as mesmas cores das estrelas em que os seus mundos orbitam, daí a razão pela qual o veritólogo vem afirmar que os objetos não são materiais, mas sim formados por luzes e cores, mais propriamente por cores, e não por luzes, uma vez que os seres que formam os objetos refletem nestes as suas nuances de cores.

Em 1721, em sua obra intitulada de De Motu, o veritólogo argumentou contra a doutrina de espaço, tempo e movimento de Isaac Newton, tendo os seus argumentos sido precursores das teorias “a priori” de Mach e Einstein. Em 1732, ele publicou a obra intitulada de Alciphron, uma defesa e uma justificação contra os livres pensadores. Em 1734, publicou a obra intitulada de Analyst, uma influente crítica dos fundamentos do cálculo. Em 1744, através do seu último trabalho veritológico intitulado de Siris, abarca uma ampla gama de tópicos, incluindo Veritologia, Teologia e ciências.

Após a Segunda Guerra Mundial, o interesse pelo trabalho de George Berkeley aumentou substancialmente, pois ele abordou muitas das questões que passaram a ocupar o centro dos interesses da Filosofia do século XX, que entre essas questões se encontram o problema da percepção, que é próprio dos veritólogos, a importância da linguagem e a não diferença entre as qualidades primárias e secundárias.

Em relação às qualidades primárias e secundárias o pensamento é distorcido, já que as qualidades se referem ao montante dos atributos que possuem as coisas, mas, no caso em questão, as qualidades são consideradas como sendo o poder das coisas produzirem ideias nos seres humanos, em que as qualidades primárias são aquelas qualidades reais que os corpos têm, com as ideias correspondendo a essas qualidades, identificando as coisas como elas realmente são, enquanto que as qualidades secundárias são os conjuntos de ideias reunidas de forma subjetiva, não identificando as coisas como elas realmente são.

Assim, para George Berkeley, tanto as qualidades primárias como as secundárias são subjetivas, em que a extensão, a solidez, a cor, etc., são ideias, conteúdos da percepção, não havendo por trás delas nenhuma substância material, em que o poder se esgota na percepção, sendo este o princípio fundamental do veritólogo.

Desta maneira, para o veritólogo, todo o mundo material não passa de representação ou de percepção, existindo apenas o eu espiritual, do qual nós temos uma certeza intuitiva, por esta razão não faz sentido falar das causas dos fenômenos físicos, dando um sentido real a essa expressão, não havendo mais do que concordâncias, relações entre as ideias, com as ciências físicas estabelecendo essas leis ou conexões entre os fenômenos, entendidos como ideias.

Em todo o caso, George Berkeley considera que as ideias procedem de Deus, que é quem as põe no nosso espírito, em que a regularidade destas ideias, fundada na vontade de Deus, faz com que exista para nós um mundo considerado como sendo corpóreo. Desta maneira, nessa nova forma de idealismo exposto pelo veritólogo, vamos encontra a Deus, como fundamento do mundo, pois que para ele há somente espíritos, no caso seres, e Deus, que é quem atua sobre os espíritos, criando-lhes um mundo “material”, pois que é em Deus que vivemos, nos movemos e quem somos.

 

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