05.01.09- Frederick Taylor

A Adm. de Empresas
10 de setembro de 2020 Pamam

Frederick Winslow Taylor encarnou na Filadélfia, nos Estados Unidos, em 1856, e desencarnou no mesmo local em 1915, de pneumonia, tendo sido um engenheiro mecânico que se formou estudando à noite, exercendo a profissão de técnico em mecânica e operário. Em 1911, lançou a sua obra intitulada de Os Princípios da Administração Científica, propondo a utilização dos métodos científicos cartesianos na Administração de Empresas, tendo como foco principal a eficiência e a eficácia operacional na administração industrial e comercial.

O fundador da Administração Científica vem de uma rica família quaker de Germantown, sabendo-se que quaker é o nome dado a vários grupos religiosos, com origem comum em um movimento protestante britânico do século XVII, cuja generalização é denominada de quakerismo, Sociedade Religiosa dos Amigos, ou, simplesmente, Amigos, que são conhecidos pela defesa do pacifismo e da simplicidade, rejeitando qualquer organização clerical, para viver no recolhimento, na pureza moral e na prática ativa do pacifismo, da solidariedade e da filantropia, estimando-se que existam 360.000 quakers no mundo, sendo o Quênia, na África, o local que possui a maior comunidade de quakers. O seu pai, Franklin Taylor, era um advogado educado em Princeton, que construiu a sua riqueza com hipotecas. A sua mãe, Annette Emily, foi uma ardente abolicionista. Sendo educado inicialmente por sua mãe, Frederick Taylor estudou por dois anos na França e na Alemanha, tendo viajado pela Europa durante dezoito meses. Em 1872, ingressou na Phillips Exeter Academy, em Exeter, New Hampshire.

Após a sua formatura, foi aceito na Harvard Law School, mas teve que considerar uma carreira alternativa após uma rápida deterioração de sua visão. Após a depressão de 1873, ele se tornou um aprendiz industrial, adquirindo experiência no chão de fábrica em uma empresa de fabricação de bombas, a Enterprise Hydraulic Works, na Filadélfia. Em 1878, a sua carreira progrediu, quando se tornou um trabalhador da loja de máquinas da Midvale Steel Company, onde foi promovido a chefe de equipe, supervisor, diretor de pesquisa e, finalmente, engenheiro-chefe, já que em 1883 havia obtido o diploma de engenharia mecânica do Instituto de Tecnologia Stevens, onde estudou por correspondência. Em 1884, casou-se com Louise M. Spooner, da Filadélfia.

De 1890 até 1893, Frederick Taylor trabalhou como gerente geral e engenheiro consultou em gestão para a Investment Manufacturing Company, da Filadélfia, que operava grandes fábricas de papel no Maine e em Wisconsin, tendo passado um tempo como gerente de fábrica no Maine. Em 1893, abriu uma consultoria independente na Filadélfia, em que em seu cartão de visitas se lia o seguinte: “Especialista em sistematizar gestão de trabalhos e minimizar custos de processos”. Em 1898, entrou na Bethlehem Steel, onde desenvolveu o aço de alta velocidade, junto com Maunsel White e uma equipe de assistentes. Por seu processo de tratamento de ferramentas de aço de alta velocidade, recebeu uma medalha de ouro individual na Exposição de Paris, em 1900, tendo sido condecorado com a medalha Elliot Cresson, no mesmo ano, pelo Instituto Franklin, da Filadélfia. Em 1901, demitiu-se da Bethlehem Steel por desavenças com os outros gerentes, ano em que juntamente com Louise Spooner adotaram os três órfãos: Kempton, Robert e Elizabeth.

Em 1906, Frederick Taylor recebeu o grau honorífico de Doutor Honoris Causa em ciências pela Universidade da Pensilvânia, tendo em seguida lecionado na Tuck School Business, no Dartmouth College. Entre 1906 e 1907, foi presidente da Sociedade dos Engenheiros Mecânicos dos Estados Unidos, onde tentou implementar o seu sistema em sua gestão, mas recebeu muita resistência, tendo conseguido somente reorganizar o departamento de publicações, e, mesmo assim, apenas parcialmente. Ele também substituiu o secretário de longa data dessa Sociedade, Morris L. Cooke, por Calvin W. Rice. A sua presidência foi marcada por problemas e pelo início de um período de divergências internas.

Em 1912, Frederick Taylor reuniu vários dos seus artigos em um manuscrito com volume de livro, apresentando-o à Sociedade dos Engenheiros dos Estados Unidos para publicação, que formou uma comissão para revisar o texto, a qual continha alguns dos seus aliados, como James Mapes Dodge e Henry R. Towne. A comissão delegou a preparação do relatório para o editor do American Machinist, Leon P. Alford, o qual era um crítico do sistema de Frederick Taylor, tendo o seu relatório sido negativo. A comissão ainda fez algumas leves modificações no relatório, mas aceitou a recomendação de Leon P. Alford e se recusou a publicar o livro. Frederick Taylor desistiu de publicar o livro, mas publicou os seus princípios sem a aprovação da Sociedade, tendo ainda registrado quarenta e duas patentes. Em 1915, contraiu pneumonia e desencarnou no mesmo ano, um dia apenas do seu aniversário de 59 anos. Foi enterrado em West Laurel Hill Cemetery, em Bala Cynwyd, na Pensilvânia.

O introdutor da Administração Científica no mundo, acreditava que através dos seus princípios científicos, com base no estudo dos tempos e movimentos, treinando os trabalhadores, haveria a possibilidade de fazê-los produzir mais e com melhor qualidade, já que considerava que todo e qualquer trabalho necessitava, preliminarmente, de um estudo para determinar uma metodologia própria, visando sempre o máximo do desenvolvimento.

No que concerne à produtividade e a participação dos recursos humanos, estabeleceu a coparticipação entre o capital e o trabalho, cujo resultado refletiu em menores custos, salários mais elevados e no aumento dos níveis de produtividade.

Em relação ao estudo dos tempos e movimentos, Frederick Taylor estabeleceu o controle das atividades desempenhadas em relação às normas procedimentais, a fim de que o trabalho fosse executado em conformidade, através de uma sequência e de um tempo pré-programados, de modo a não haver qualquer desperdício do tempo operacional.

Estabeleceu a supervisão funcional, determinando que todas as fases de um trabalho devem ser acompanhadas por um supervisor, de modo que este venha a verificar se as operações estão sendo desempenhadas em conformidade com as instruções programadas, acrescentando que todas estas instruções devem ser sistematicamente transmitidas a todos os trabalhadores.

Estabeleceu também um sistema de pagamento por quantidade produzida ou vendida, ensejando a que os rendimentos dos funcionários aumentassem em conformidade com os seus esforços, aumentando assim significativamente a eficiência da organização.

A Administração Científica proposta por Frederick Taylor teve uma repercussão mundial, sendo muito difundida nos Estados Unidos, França, Suíça, Rússia e outros países. Mas também sofreu muitas críticas, como a do teórico Henry Mintzberg, o qual afirma que a obsessão com a eficiência permite benefícios mensuráveis e quantificáveis que ofuscam completamente os benefícios sociais e sindicais menos tangíveis, com os valores sociais sendo deixados para trás. Os métodos de Frederick Taylor foram também contestados por intelectuais socialistas, sob o argumento de que ocorre o esgotamento progressivo dos trabalhadores no local de trabalho, ocasionando a subsequente degradação do trabalho, movido pelo capital, que utiliza os métodos de Frederick Taylor para tornar o trabalho repetitivo, monótono e reduzindo ainda mais as habilidades inatas dos trabalhadores.

 

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