04- OS PRINCIPAIS FUNDAMENTOS DO MÉTODO

Prolegômenos
30 de maio de 2018 Pamam

Antes de alguém tentar se ocupar diretamente do método, esforçando-se por defini-lo, ou então esboçar as técnicas dos diversos tipos de métodos possíveis de serem adotados em toda e qualquer atividade que alguém esteja desempenhando, traçando um caminho para que possa atingir a um determinado fim, antes de tudo, torna-se recomendável que ele possa formar uma boa ideia do que seja a metodologia, que é o seu tratado. Sob este prisma, vejamos o que os seres humanos compreendem fundamentalmente sobre o assunto, para que depois então eu possa explanar mais livremente ao seu respeito.

Todos os compêndios são unânimes em considerar a metodologia, em primeiro plano, como sendo a arte de dirigir o espírito para a investigação da verdade.

Indiscutivelmente, tanto a captação como a transmissão dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que representam as causas de tudo quanto existe, podem ser considerados, em conjunto, como sendo o primeiro grande problema imposto ao homem. E tanto isto procede, que o próprio Jesus, o Cristo, afirmou que “Somente a verdade poderá libertar a humanidade das garras da ignorância, levando-a ao cumprimento do dever”, em que esta afirmativa lança por terra, de logo, a maioria dos livros que se encontram contidos nessa mentirosa e estúpida Bíblia, dita sagrada pela classe sacerdotal e pelos seus arrebanhados bíblicos, os quais foram escritos em épocas anteriores à vinda do nosso Redentor a este mundo, na condição do Cristo, o que implica em dizer claramente que ainda não existia a verdade neste mundo e que o Velho Testamento é um amontoado de mentiras, portanto, toda a sua baboseira relativa ao criacionismo, que somente pode ser levada em consideração por aqueles que são profundamente néscios, inclusive a própria classe sacerdotal, que apesar das suas artimanhas e matreirices não deixa também de ser néscia, pois não se deve trocar a honra pelos infortúnios do poder e da riqueza terrenos, o que ela faz de todos os modos.

Em atendimento a essa unanimidade por parte dos compêndios, assim posta em primeiro plano, a minha obra explanatória acerca de A Filosofia da Administração relativa ao método, deverá retratar o caminho por mim seguido para a investigação da verdade, revelando e descrevendo o método por mim utilizado para me tornar verdadeiramente um saperólogo, que é a condição evolutiva exigida na época atual para que o ser humano possa depois se tornar um ratiólogo, para que assim possa se situar na condição do um verdadeiro explanador.

Então a metodologia, na realidade, diz respeito à investigação da verdade, mas também à pesquisa da sabedoria, além de tudo o mais que diz respeito aos seres que buscam traçar um caminho para alcançar a uma finalidade, notadamente aos seres humanos, quando eles pretendem alcançar a uma finalidade estabelecida pelo seu raciocínio.

É óbvio que nesta obra eu não posso explanar tudo a respeito da verdade, pelo fato dela conter os conhecimentos metafísicos em relação ao Saber, por excelência, tendo o seu tratado, que é a Veritologia, que ser explanado à parte, atendo-me apenas à arte de dirigir o espírito em sua direção. Assim como também não posso explanar tudo a respeito da sabedoria, pelo fato dela conter as experiências físicas em relação ao Saber, por excelência, tendo o seu tratado, que é a Saperologia, que ser explanado também à parte, atendo-me também apenas à arte de dirigir o espírito em sua direção. A verdade é a fonte da sabedoria, mas ambas têm que ser coordenadas pela razão. Então a Veritologia e a Saperologia têm que ser coordenadas pela Ratiologia, em cujo tratado nós alcançamos o Saber, por excelência, em que ela deve ainda ser explanada à parte.

Em sendo assim, eu vou me ater mais aos aspectos evolutivos da formação da nossa inteligência, embora neste momento seja apenas pela rama, mas em seus aspectos fundamentais, para que assim os seres humanos possam compreender satisfatoriamente como se percebem, captam e como se transmitem os conhecimentos metafísicos em suas investigações acerca da verdade; assim também como se compreendem, criam e como se transmitem as experiências físicas em suas pesquisas acerca da sabedoria. E como a verdade é indiscutivelmente a fonte da sabedoria, é óbvio que ambas têm que ser coordenadas, para que se possa alcançar a razão, aonde nós vamos encontrar o Saber, por excelência.

Fica descartada, então, desde logo, qualquer representação imaginativa das religiões e das ciências serem as grandes responsáveis por tudo o que possa se referir à vida fora da matéria, pelo fato delas serem as responsáveis apenas por aprofundar os conhecimentos metafísicos específicos acerca da verdade e as experiências físicas correspondentes acerca da sabedoria, respectivamente. E como as religiões são as fontes das ciências, é óbvio que ambas têm que ser coordenadas, para que então se possa alcançar as religiociências, aonde podemos efetivamente encontrar as parcelas do Saber, em grandes extensões.

Os seres humanos possuem três órgãos mentais, cujo grau de desenvolvimento de cada um deles depende do estágio evolutivo em que eles se encontram nas suas evoluções espirituais, em que o estágio evolutivo é decorrente do esforço empregado por cada um e da renúncia aos prazeres efêmeros e temporários proporcionados pela ilusão da matéria, desde que estes sejam avessos às leis morais e aos princípios éticos, portanto, aos preceitos da educação. Esses três órgãos mentais que formam a nossa inteligência são os seguintes: o criptoscópio, o intelecto e a consciência.

O criptoscópio é o órgão mental que irá caracterizar os seres humanos que decidiram evoluir, sobremaneira, por seu intermédio, tendo ele a função de perceber e a finalidade de captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. O intelecto é o órgão mental que irá caracterizar os seres humanos que decidiram evoluir, sobremaneira, por seu intermédio, tendo ele a função de compreender e a finalidade de criar as experiências físicas acerca da sabedoria. E a consciência é o órgão mental que tem como função coordenar aos outros dois órgãos mentais e a finalidade de uni-los, irmaná-los, congregá-los, para que assim se possa alcançar a razão. A verdade, a sabedoria e a razão representam a meta maior a ser alcançada pela nossa inteligência, que é espiritual, e jamais cerebral.

É claro e evidente que todos os seres humanos, em suas evoluções espirituais, são obrigados a desenvolver aos três órgãos mentais que possuem. Mas acontece que para podermos compreender mais a contento os seus desenvolvimentos, temos de nos reportar ao início da formação da nossa humanidade, quando os nossos três órgãos mentais ainda eram muito rudimentares. Assim, como é óbvio, nenhum ser humano poderia conseguir desenvolver aos três órgãos mentais concomitantemente, uma vez que tanto o criptoscópio como o intelecto possuíam o mesmo grau de desenvolvimento, mas a consciência estava em seus primórdios, já que é através dela que nós adquirimos o raciocínio e o livre arbítrio. Além do mais, é impraticável um ser humano se dispor a evoluir concomitantemente aos três órgãos mentais, e assim, sozinho, alcançar à condição de ratiólogo, transmitindo a verdade e a sabedoria para todos os demais seres humanos, por intermédio da razão.

Então, desde os primórdios da nossa humanidade, alguns decidiram evoluir, sobremaneira, por intermédio dos seus criptoscópios, quando então os mais esforçados conseguiram alcançar à condição de religiosos, e mais tarde ascendendo para a condição de veritólogos. Enquanto os outros decidiram evoluir, sobremaneira, por intermédio dos seus intelectos, quando então os mais esforçados conseguiram alcançar à condição de cientistas, e mais tarde ascendendo para a condição de saperólogos. É evidente que nesse evoluir constante e ininterrupto, qualquer descuido em relação ao desenvolvimento da consciência leva o descuidado a seguir por trilhas tortuosas e incertas, afastadas tanto dos caminhos da verdade e da sabedoria, como dos caminhos das religiões e das ciências, por onde podemos observar algumas inteligências relativamente desenvolvidas praticando os mais diversos tipos de crimes, pelo fato dessas inteligências serem comandadas pelos atributos individuais inferiores, que denigrem a moral, e pelos atributos relacionais negativos, que denigrem a ética, sendo os espíritos detentores dessas inteligências desprovidos de educação.

Os atributos espirituais mais exigidos para os que desenvolvem em primeiro plano os seus criptoscópios dizem respeito à moral, que é formada pelos atributos individuais superiores. Os atributos espirituais mais exigidos para os que desenvolvem em primeiro plano os seus intelectos dizem respeito à ética, que é formada pelos atributos relacionais positivos. Assim como a verdade e a sabedoria coordenadas alcançam a razão, do mesmo modo a moral e a ética coordenadas alcançam a educação. Então a educação é a coordenação dos grandes atributos individuais superiores e dos grandes atributos relacionais positivos daqueles que realmente possuem a consciência já bastante desenvolvida. É por isso que todos os atributos individuais superiores e todos os atributos relacionais positivos são exigidos para comandar a nossa inteligência, principalmente a coragem, a boa vontade, a sinceridade, a honestidade, estudar, trabalhar, cooperar, e tantos e tantos outros.

Os conhecimentos metafísicos acerca da verdade sempre existiram, existem e sempre existirão, não sendo permitido aos seres humanos a criação de qualquer um deles, sendo todos eles provenientes unicamente da Inteligência Universal, do Todo, de Deus, pelo fato deles representarem as causas racionais de tudo quanto existe, e tudo quanto existe são as coisas, que se encontram sujeitas às leis espaciais que determinam a evolução pelo espaço, provocando as causas e sofrendo os efeitos dos fatos e dos fenômenos da natureza, que por isso não podem permitir a existência da injustiça no processo evolutivo, sendo ela apenas aparente, partindo-se do princípio de que cada um tem aquilo que merece. Todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade se encontram contidos no espaço, tendo eles que ser captados por intermédio da percepção oriunda do criptoscópio. No entanto, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade não se encontram contidos no espaço terreno, uma vez que este espaço faz parte integrante da atmosfera da Terra, que é a sua aura, formando o ambiente terreno, mas sim no Espaço Superior, que para serem percebidos e captados pelo criptoscópio se faz necessário que o veritólogo ou o religioso consiga se elevar às suas alturas, o que somente se consegue através dos atributos individuais superiores que formam a moral, e que esta ainda contenha uma imensa extensão.

Portanto, o único método que existe para se investigar a verdade consiste na aquisição dos atributos individuais superiores que formam a moral, para que assim o espírito consiga se elevar ao Espaço Superior, que é o seu repositório de captação, e lá possa captar os seus conhecimentos metafísicos, por intermédio da percepção oriunda do seu criptoscópio já bastante desenvolvido.

As experiências físicas acerca da sabedoria nunca existiram repetidamente, a não ser na normalidade das suas similitudes, sendo não somente permitido, mas também destinado aos seres humanos a criação de todas as experiências físicas acerca da sabedoria, pelo fato delas representarem os efeitos racionais de tudo quanto existe, já que elas devem corresponder aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, pelo fato destes representarem as causas racionais de tudo quanto existe, e tudo quanto existe são as coisas, que se encontram sujeitas aos princípios temporais da evolução, sofrendo os efeitos e provocando as causas dos fatos e dos fenômenos da natureza, que por isso não podem permitir a existência da injustiça no processo evolutivo, em função da correspondência verdadeira que existe entre causa e efeito. Todas as experiências físicas acerca da sabedoria se encontram contidas no tempo, tendo elas que ser criadas por intermédio da compreensão oriunda do intelecto. No entanto, as experiências físicas acerca da sabedoria não se encontram contidas no tempo terreno, uma vez que este tempo faz parte integrante da atmosfera da Terra, que é a sua aura, formando juntamente com o espaço o ambiente terreno, mas sim no Tempo Futuro, que para serem compreendidas e criadas pelo intelecto se faz necessário que o saperólogo ou o cientista consiga se transportar ao vindouro, o que somente se consegue através dos atributos relacionais positivos que formam a ética, e que esta ainda contenha uma imensa extensão.

Portanto, o único método que existe para se pesquisar a sabedoria consiste na aquisição dos atributos relacionais positivos que formam a ética, para que assim o espírito consiga se transportar ao Tempo Futuro, que é o seu repositório de criação, e lá possa criar as suas experiências físicas, por intermédio da compreensão oriunda do seu intelecto já bastante desenvolvido.

Mas a verdade, após ser captada pelo criptoscópio, não deve ser transmitida apenas através da percepção, por si mesma, pois que assim ela não consegue ser apreendida pela compreensão oriunda do intelecto, para que este possa proceder com a sua devida explanação, unindo-a, irmanando-a, congregando-a, com a sabedoria, para que assim coordenadas se possa alcançar a razão, existindo para isto um método a ser seguido. Então o veritólogo, ou o religioso, é obrigado a desenvolver também o seu intelecto em patamares muito elevados, não tanto quanto o patamar do seu criptoscópio, para que ele então consiga transmitir os conhecimentos metafísicos acerca da verdade inserindo neles experiências físicas saperológicas, ou religiosas, formando assim, no primeiro caso, uma saperologia, que não deve ser confundida com a própria Saperologia em si, cuja denominação mais apropriada para o conjunto desses conhecimentos metafísicos deve ser denominado de doutrina, em ambos os casos, tanto o veritológico como o religioso, para que assim possa ser apreendida pelo intelecto, que deverá certificar se esses conhecimentos metafísicos correspondem à verdade ou não. Daí a razão da existência das diversas saperologias que existem por esse mundo afora, sob a denominação de filosofias, em formas de doutrina, como a escolástica, o racionalismo, o empirismo, o criticismo kantiano, o idealismo, o positivismo, o intuicionismo, etc., mas nenhuma delas traz em seu corpo as cores da verdade. E até os credos e as suas seitas possuem também as suas próprias doutrinas, apesar de elas serem todas esdrúxulas, como veremos mais adiante no decorrer desta obra, em virtude de todas elas serem sobrenaturais, místicas, dogmáticas, estando sempre apoiadas no irracionalismo da fé credulária, com todos crendo sem compreender, por isso é óbvio que todas elas são irreais, sem qualquer exceção.

Por outro lado, a sabedoria, após ser criada pelo intelecto, não deve ser transmitida apenas através da compreensão, por si mesma, pois assim ela não consegue ser apreendida pela percepção oriunda do criptoscópio, para que este possa proceder com a devida captação dos conhecimentos metafísicos correspondentes, já que aqui não cabe a explanação, uma vez que os conhecimentos metafísicos é que têm que ser explanados por intermédio das experiências físicas, ou seja, a verdade pela sabedoria, as religiões pelas ciências, uma vez que as causas devem anteceder aos efeitos, embora, às vezes, estes possam anteceder àquelas, por isso existe um método a ser seguido para a sua transmissão. Então o saperólogo, ou o cientista, é obrigado a desenvolver também o seu criptoscópio em patamares muito elevados, não tanto quanto o patamar do seu intelecto, para que assim ele consiga transmitir as experiências físicas acerca da sabedoria, ou das ciências, inserindo nelas conhecimentos metafísicos, formando assim no primeiro caso uma veritologia, que não deve ser confundida com a própria Veritologia em si, cuja denominação mais apropriada deve ser sistema, em ambos os casos, para que assim possa ser apreendido pelo criptoscópio.

A sabedoria criada pelo intelecto de Sócrates foi transmitida apenas pela compreensão, para que assim a Saperologia pudesse ser revelada para a nossa humanidade em seu estado puro, e tanto isso é procedente que ele afirmou “Só sei que nada sei”, referindo-se aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, já que experiências físicas acerca da sabedoria ele tinha de sobra.

Mas a sabedoria criada pelo intelecto de Aristóteles foi transmitida com ele utilizando o método mais acima descrito, tanto pela sua compreensão, através do seu intelecto, como pela sua percepção, através do seu criptoscópio, já que ele também inseriu muitos conhecimentos metafísicos em sua transmissão, não importando aqui se esses conhecimentos metafísicos eram procedentes ou não, pois todos os seres humanos têm a liberdade plena de especular, sendo por isso que ele compilou muitos conhecimentos metafísicos que haviam sido transmitidos pelos veritólogos que lhe antecederam, os quais formaram as diversas escolas gregas, que devem ser denominadas de Escolas Veritológicas, cujas escolas receberam as denominações de Escola Jônica, Escola Itálica ou Escola Pitagórica, Escola Eleática e Escola Atomística.

Muito antes da vinda de Jesus, o Cristo, e muito antes da encarnação de Aristóteles, muitos esforços foram empregados por parte dos veritólogos nas suas investigações acerca dos conhecimentos metafísicos, em suas tentativas constantes para perceber e captar a verdade, para que pudessem transmiti-la para a nossa humanidade. Mas tudo o que eles conseguiram foi perceber, captar e transmitir alguns conhecimentos metafísicos, os quais não continham propriamente a verdade, dado o limite de escopo para a época. No entanto, como a Veritologia é a fonte da Saperologia, e as religiões são as fontes das ciências, esses conhecimentos metafísicos transmitidos por esses veritólogos que formaram essas escolas foram mais tarde compilados por Aristóteles, que deu início ao desenvolvimento das parcelas do Saber, como é sabido por todos os que estudam. Mas acontece que a Veritologia ainda não havia emergido para a nossa humanidade, e as religiões estavam presas nas garras aduncas da classe sacerdotal, então tudo aquilo que continha alguma superioridade, pois que transcendia ao ambiente deste mundo Terra, era considerado como sendo Filosofia, ou mais propriamente Saperologia, olvidando-se da Veritologia, e tudo aquilo que era específico e especializado era considerado como sendo ciências, olvidando-se das religiões.

Após a vinda de Jesus, o Cristo, houve uma estagnação desses esforços por parte dos veritólogos, em virtude do profundo impacto causado pela sua encarnação, pois nessa época a nossa humanidade ainda não se encontrava preparada para contemplar tanta luz astral proveniente da mais alta espiritualidade. A classe sacerdotal, então, aproveitou-se da situação e influenciou toda a humanidade a enveredar pelo caminho tortuoso da fé credulária, tendo logrado pleno êxito nesse seu intento, pelo que assim surgiu em nossa história a Idade da Fé. Como consequência desse êxito sacerdotal, seguiu-se logo após a Idade da Fé a tenebrosa Idade das Trevas, com a predominância do criptoscópio em ambas as Idades, mas, infelizmente, sob o domínio ferrenho e nocivo da classe sacerdotal, a qual conseguiu que praticamente todos os seres humanos se voltassem para o âmbito do sobrenaturalismo, dos misticismos e dos dogmas.

Após os períodos dessas duas Idades, que revelam claramente para os mais raciocinadores os grandes malefícios proporcionados pelo irracionalismo da fé credulária, somente com a encarnação de muitos espíritos intelectuais é que pôde haver uma mudança significativa na cultura da nossa humanidade, em que a mentalidade do povo, ao invés de se fixar apenas nos falsos conhecimentos sobrenaturais, místicos e dogmáticos, com base na fé credulária, voltou-se também para os acontecimentos próprios deste mundo, apesar do cesarismo sacerdotal ainda continuar imperando por muitos séculos, impedindo o surgimento de novas representações mentais imaginativas, de novos conceitos acerca da natureza, com tudo isso considerado como sendo heresia por parte do catolicismo, o credo que imperava na época, com uma força bélica imperialística e uma riqueza bem superiores a qualquer outro império, ameaçando queimar na fogueira todos aqueles que ousassem ter as suas próprias representações imaginativas, manifestadas pelos seus pensamentos, e que fossem contrárias às imaginações sobrenaturais católicas, principalmente as bíblicas. E assim o papismo coarctou a liberdade de pensamento, à custa de prisões, torturas e fogueiras.

Mas, mesmo assim, esses intelectuais que criaram a Renascença abriram o caminho para que se formasse um ambiente propício para a vinda de muitos veritólogos, os quais formaram várias escolas veritológicas, já citadas mais acima como sendo filosofias em forma de doutrinas, além de outras que se formaram no decorrer do século XX.

Mas foi somente em 1910, que Luiz de Mattos, o veritólogo maior, o espírito da verdade, e que também foi prometido até nos Evangelhos por Jesus, o Cristo, através de inserções bíblicas realizadas pelo Astral Superior, como demonstrarei no momento oportuno, por intermédio da percepção oriunda do seu fabuloso criptoscópio e da sua moral impoluta, conseguiu se elevar ao Espaço Superior e lá perceber  captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Mas o fato é que ele não podia transmitir a esses conhecimentos metafísicos acerca da verdade de uma maneira apenas perceptiva, sendo obrigado a utilizar o método adequado para a sua transmissão, neles inserindo experiências físicas saperológicas, através do desenvolvimento do seu grande  intelecto, formando uma saperologia, antes conhecida como sendo uma filosofia, portanto, um corpo de doutrina, para que assim tudo pudesse ser apreendido pela compreensão de um saperólogo, a fim de que ele então pudesse certificá-la como sendo verdadeira, para que depois se tornasse um ratiólogo, e então explaná-la. Essa doutrina que contém a verdade é denominada de Racionalismo Cristão, que está sendo devidamente explanada através deste ratiólogo, por intermédio do site pamam.com.br.

É justamente por isso que Luiz de Mattos considera a sua transmissão dos conhecimentos metafísicos como sendo modernas caravelas pilotadas pela verdade neste tormentoso mar de mentiras convencionais, empolado pelo irracionalismo de tal grei científico-oficial, navegando à larga para os mares calmos e bonançosos da sabedoria real, verdadeira, autêntica, que já se encontra cá comigo, e que agora está se manifestando através do meu intelecto. E assim, tendo a sabedoria a verdade como sendo a sua fonte legítima e verdadeira, podemos chegar, todos aqueles que trazem consigo a boa vontade, com vento de feição, com essa larga constante, ao porto de destino, aonde eu consigo alcançar a razão, que é o progresso real das religiões, das ciências e da nossa humanidade, em que eu reconstruo em novas bases tudo o que foi por ele demolido, erguendo um novo edifício social para a convivência de paz e progresso entre todos os seres humanos.

Portugal é uma nação em que prepondera o criptoscópio. O Brasil é uma nação em que prepondera o intelecto. As duas nações são irmãs por natureza, já que assim foi determinado por Jesus, o Cristo, cujo assunto eu tratarei mais especificamente quando adentrar no âmbito da Cristologia, devendo esta irmandade se estender para todas as demais nações, sem que haja qualquer exceção.

Em razão disso, Luiz de Mattos, que era português, foi obrigado a se transferir de Portugal para o Brasil, com o fim de também desenvolver o seu intelecto, para que assim pudesse transmitir a verdade com a inserção de princípios saperológicos e fundar o Racionalismo Cristão. Vejamos o que diz sobre isso Antônio Cottas, o Consolidador, em sua obra Discursos de Antônio Cottas, a página 58, no seu discurso proferido em 15 de janeiro de 1936, por ocasião do aniversário da desencarnação de Luiz de Mattos, quando ele assim falou para a plateia que com atenção o escutava:

Mas para empreender a tua obra se tornava necessário vir para o Brasil e aqui formar o seu intelecto (grifo meu), a sua personalidade moral.

Atribuindo-lhe a sua progenitora rebeldia pelos estudos, pois, fugia das escolas para ir caçar, talvez não erremos hoje se dissermos que ele estava sendo empolgado por uma força invisível aos olhos de todos os seus, para assim proceder, a fim de que, tido como refratário ao estudo, a sua Mãe alimentasse a ideia de mandá-lo para o Brasil para junto dos irmãos Manoel e Vitorino, pessoas já naquele tempo conceituadas no alto comércio de Santos e do Rio, e mais tarde, principalmente Manoel Lavrador, na política e na revolução de 1893, pois era grande amigo de Saldanha Pessoa”.

Como agora se pode perfeitamente constatar, o estabelecimento da verdade neste mundo Terra era uma questão de pura inteligência, com esta sendo comandada por atributos individuais superiores que formam a moral, cujos órgãos mentais altamente desenvolvidos tinham que ser devidamente acionados nesse objetivo maior, preponderando sempre em primeiro plano o criptoscópio, para que a percepção dele oriunda conseguisse captá-la, e, em segundo plano, o intelecto, para que a compreensão dele oriunda conseguisse criar as experiências físicas saperológicas que deveriam ser inseridas na sua transmissão, em obediência ao método mais apropriado. É evidente que a consciência teria que ser também altamente desenvolvida, caso contrário ela não iria adquirir as condições necessárias para coordenar o criptoscópio e o intelecto nesse desiderato.

Mas o certo é que tendo Luiz de Mattos fundado o Racionalismo Cristão, em 1910, e através dele havido transmitido a verdade para o mundo, juntamente com os seus seguidores, tendo também demolido com tudo o que havia sido construído com base na ilusão da matéria, assim como também com base no devaneio do sobrenatural, haveria logicamente que surgir posteriormente um cientista para realizar as experiências físicas correspondentes para comprovar experimentalmente a todos esses conhecimentos metafísicos transmitidos, tornando-se depois um saperólogo, para investigar a essa verdade por ele transmitida por intermédio do Racionalismo Cristão, in loco, certificando a sua autenticidade. E sendo certificada a sua autenticidade, toda essa verdade deveria servir de fonte para que esse saperólogo pudesse uni-la, irmaná-la, congregá-la, com a sabedoria, tornando-se então um ratiólogo, ou um ser universal, para que assim pudesse explanar o Racionalismo Cristão e reconstruir tudo o que foi demolido por Luiz de Mattos, assentando tudo agora sobre novas bases, sem mais a influência equívoca da ilusão da matéria e a influência perniciosa do devaneio do sobrenatural, valendo-se do seu poder criador. E mais: como a verdade foi transmitida pelo instituto do Racionalismo Cristão, então esse ratiólogo deveria assumir também o dever de explanar a natureza racional do instituto do Cristo, demonstrando com a clareza racional proveniente da mais pura lógica, de onde veio Jesus, o Cristo, o que aqui veio fazer, e para onde retornou, uma vez que o seu estágio evolutivo é muito superior aos estágios mais evoluídos alcançados pelos expoentes da nossa humanidade.

Então eu posso afirmar que os compêndios estão absolutamente corretos quando afirmam, em primeiro plano, que a metodologia é a arte de dirigir o espírito na investigação da verdade, principalmente agora que todos os seres humanos irão formular a ideia verdadeira do que ela seja e do que ela representa, aonde pode ser encontrada e qual o órgão mental da inteligência é o responsável pela sua percepção e pela sua captação exatamente no local em que ela se encontra. O próprio Luiz de Mattos, o veritólogo maior, considerado acertadamente como sendo o espírito da verdade, não possuía a mínima ideia da natureza da sua inteligência superior que o capacitou a perceber e a captar a verdade do Espaço Superior, transmitindo-a através do Racionalismo Cristão.

Por isso, antes dele, tinha que surgir também um outro grande espírito com uma imensa capacidade inteligencial para que assim pudesse estabelecer um método preciso e eficaz, capaz de ser seguido por um cientista, na sua luta incessante para se tornar um saperólogo, afim de que a verdade pudesse ser devidamente investigada em todos os seus fundamentos, para depois então ser certificada, e por fim explanada, assim como este ratiólogo agora está procedendo.

O Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, elaborado por Descartes, é esse método citado, o qual corresponde por inteiro ao teor da minha obra explanatória relativa ao método, que nessa obra deverá ser tratado mais detalhadamente no capítulo que lhe foi destinado, quer dizer, na sua parte específica, que se encontra no site pamam.com.br. Note-se que Descartes é o fundador da saperologia denominada de racionalismo, que ainda é denominada de uma filosofia, e sendo racional a sua saperologia, tudo aquilo que se refere ao racionalismo, seja ele cristão ou não, deve ser aproveitado, desde que tenha realmente fundamento.

Foi dito que um saperólogo, ou um ratiólogo, tem que ser o grande responsável por explanar a verdade para o mundo, e como a verdade foi transmitida através da doutrina do Racionalismo Cristão, este instituto deve ser o alvo da explanação do ratiólogo, pelo fato da doutrina da verdade dever ser, necessária e obrigatoriamente, completada com um sistema proveniente da sabedoria, para que assim se possa alcançar a finalidade anteriormente prevista, ou seja, antes estabelecida em plano astral.

Então o método a ser adotado na explanação contida no site pamam.com.br, em sua obra específica, deve se referir ao caminho a ser seguido por um cientista que desenvolveu, sobremaneira, o seu intelecto, em um estágio que nenhum outro ser humano conseguiu desenvolver ao seu, com a finalidade precípua de se tornar um saperólogo, após como cientista realizar as devidas experiências científicas acerca da espiritualidade e, nesta condição, além de certificar a verdade transmitida pela doutrina do Racionalismo Cristão, tornar-se posteriormente um ratiólogo, a fim de que nesta condição possa explaná-la em todos os seus fundamentos, e depois fixar os seus ideais na face da Terra, reconstruindo tudo o que a verdade demoliu, já que tendo esta como sendo a legítima fonte da sabedoria, conseguiu coordenar a ambas e com elas ingressar no âmbito da razão.

É óbvio que no decorrer de toda a explanação ratiológica, a doutrina racionalista cristã deverá ser complementada com o seu respectivo sistema, por conseguinte, os estudos críticos dos princípios, das hipóteses, das teorias e dos resultados das ciências já constituídas e que foram demolidos, deverão ser todos reconstituídos sobre novas bases, visando a uma finalidade, que é determinar os fundamentos lógicos e realísticos das emergentes parcelas do Saber, agora com os seus aspectos religioso e científico aflorados, que fazem surgir as religiociências, com base no Saber, por excelência, ou seja, nos seus aspectos veritológico e saperológico, que fazem surgir a Ratiologia.

Tudo isso em inteira consonância com a Epistemologia, que exige uma teoria para os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e para as experiências físicas acerca da sabedoria, em seu conjunto, o que somente se consegue através da explanação de uma doutrina já estabelecida, em que se evidenciam o método, o sistema e a finalidade inerentes a ela, como agora estão sendo devidamente evidenciados. Fica assim, portanto, também resolvido o problema epistemológico, o qual deverá ser ainda explanado mais adiante, pois que nenhuma dúvida deverá prosperar nos corpos mentais dos seres humanos.

Após esta consideração em primeiro plano, que compreende a metodologia que engloba os métodos jamais imaginados pela nossa humanidade, inclusive o método por mim utilizado para a explanação do Racionalismo Cristão, em que eu demonstro plenamente como de cientista me tornei um saperólogo, assim como também iniciei a minha busca pela verdade, com o fim de explaná-la, os compêndios dirigem agora a metodologia para o âmbito saperológico, como se a sabedoria fosse a única responsável pelos estudos e as criações dos métodos e, especialmente, dos métodos das ciências, que neste caso se referem à metodologia das ciências positivas, ou naturais.

Assim, dirigindo diretamente a metodologia para o âmbito da Saperologia, os compêndios consideram que cabe especialmente a esse tratado da sabedoria o estudo dos métodos em geral, especialmente os das ciências naturais. Mas o fato é que os compêndios ignoram completamente a existência da Veritologia, que é o tratado da verdade, que em analogia também deveriam considerar a existência dos métodos das religiões, e que para ser consistentes deveriam se referir à metodologia das religiões positivas, ou naturais. Mas o fato é que a Veritologia, a Saperologia, as religiões e as ciências, devem adotar os seus próprios métodos para os seus estudos, em suas investigações e pesquisas, respectivamente, já que nada na vida é possível de realização sem a utilização de um método qualquer, do mais simples ao mais complexo, uma vez que os métodos indicam as maneiras de como foram estabelecidos os caminhos a serem seguidos para se chegar a uma determinada finalidade.

Mas isto não implica na impossibilidade da Veritologia emprestar um método à Saperologia, dando-se o mesmo para as religiões e as ciências, já que as primeiras são as fontes das segundas, valendo isto tanto para lá como para cá. Cabe aqui ressaltar e também lembrar que o método por mim utilizado para de cientista me tornar um saperólogo foi elaborado pela Veritologia, por intermédio de Descartes, que era um veritólogo, e não um saperólogo, logicamente que tendo já ingressado no âmbito do racionalismo, apesar desse racionalismo não ser cristão, mas importando em dizer que tudo aquilo que seja racional tem que ser aproveitado, desde que tenha realmente o seu fundamento, conforme dito anteriormente.

A seguir, os compêndios dirigem a metodologia para o âmbito da literatura, como sendo um conjunto de técnicas e de processos utilizados para ultrapassar a subjetividade de um autor e atingir a obra literária. Mas acontece que toda obra literária é de natureza subjetiva, por ser fruto da imaginação do autor, e caso seja utilizado algum método que venha a ultrapassar a sua subjetividade, o teor da obra será descaracterizado, passando a assumir as características do autor do método, que irá inserir os seus próprios pensamentos para interpretar aquilo que está restrito à imaginação do autor, ficando, portanto, sujeito à subjetividade do autor do método.

A não ser que os literatas, ora em diante, passem a criar as suas obras com alguma parcela de objetividade, sem lançarem mão exclusivamente das suas imaginações, com a literatura então passando a ser encarada sob outro prisma, em conformidade com a realidade da vida, que a partir de agora lhes está sendo apresentada. Aí sim, a literatura poderá adotar ao mesmo tempo os aspectos objetivos e subjetivos, com estes pendendo para a Saperologia e aqueles para a Veritologia, quando, enfim, os literatas poderão contribuir, sobremaneira, para destacar em suas obras as lições morais e éticas que nelas sempre deveriam estar contidas, contribuindo assim destacadamente para a educação mundial, lapidando o caráter e formando a personalidade dos seres humanos.

Saindo do âmbito dos compêndios oficiais, portanto, adentrando no âmbito de como os seres humanos concebem a metodologia de um modo geral, mas de uma maneira técnica, e não empírica, o tratado dos métodos passa a representar agora as etapas a serem seguidas em um determinado processo desencadeado. Assim, a metodologia passa a ter como objetivo a captação e a análise das características dos vários métodos considerados como sendo indispensáveis à obtenção de algumas informações a serem auferidas, avaliando as suas capacidades, as suas potencialidades, as suas limitações, as suas distorções, e criticando os pressupostos ou as implicações das suas utilizações. Por isso, além de ser uma disciplina que trata do estudo dos métodos, a metodologia é também considerada como sendo uma forma de conduzir uma investigação ou uma pesquisa ou um conjunto de regras para o ensino de uma religião, de uma ciência ou de uma arte.

Assim, a metodologia passa a assumir uma extensão, em decorrência, a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método, que possibilitou estabelecer o caminho a ser seguido, através do trabalho de uma investigação ou pesquisa, assumindo às vezes até a própria explicação do tipo de pesquisa, dos instrumentos utilizados, tais como questionários, entrevistas, etc., do tempo previsto, da equipe de investigadores ou pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho da investigação ou da pesquisa para se estabelecer um caminho a ser seguido.

Por isso, em Gestão de Projetos, foram adotados dois tipos de metodologia: a metodologia geral e a metodologia detalhada. Em corolário, a metodologia pode ser dividida em tantos métodos quantos forem necessários, até se chegar a um determinado objetivo, ou seja, em tantos caminhos quantos forem necessários, para se chegar a uma determinada finalidade preestabelecida.

Mas tudo isso leva a uma certa confusão na utilização dos termos metodologia e método, onde muitas vezes se utiliza o termo metodologia, onde o mais adequado seria a utilização do termo método. Tomemos como exemplo a frase seguinte: “em virtude de os políticos não estarem disponíveis para responder a pesquisa sobre o processo eleitoral, nós alteramos a nossa metodologia, e assim, ao invés deles, utilizamos as respostas dos próprios eleitores”. Neste caso, a metodologia era realizar a pesquisa, um caminho, presumindo que ela fornecesse os resultados confiáveis, alcançando assim a sua finalidade, o que não mudou. Na realidade, o que mudou foi o método, e não a metodologia, que era justamente perguntar aos políticos, ao invés dos eleitores, quer dizer, mudou-se o caminho para se alcançar a mesma finalidade.

E assim, os estudiosos vão incluindo cada vez mais conceitos ao termo metodologia, quando em relação a uma disciplina particular ou em relação a um campo de estudo qualquer, os quais, segundo as suas imaginações, são divididos em três grupos:

  1. Coleção de teorias, conceitos e representações imaginativas;
  2. Estudo comparativo de diferentes enfoques;
  3. Crítica de um método individual.

Em função disso, a metodologia passa a se referir bem mais do que a um simples conjunto de métodos, quando se refere aos fundamentos e pressupostos saperológicos que fundamentam um estudo particular qualquer. Justamente por isso, a literatura acadêmica geralmente inclui uma seção sobre a metodologia dos pesquisadores, com esta seção fazendo mais do que delinear os seus métodos, referindo-se aqui a entrevistas e a outros dados de pesquisas de campo.

Outra chave imprecisa do uso da metodologia não se refere às investigações, as pesquisas ou as técnicas de análises específicas, pois isso muitas vezes se refere a tudo aquilo que possa ser englobado por uma disciplina ou uma série de processos, atividades e tarefas, em que os exemplos são encontrados em desenvolvimentos de programas relativos aos sistemas eletrônicos de dados, gerenciamento de projetos e campos de processos de negócios. Esse uso do termo é tipificado pelas indagações quem, o quê, onde, quando e por quê. Na documentação dos processos que compõem a disciplina, que está sendo apoiada por esta metodologia, é aonde iremos encontrar os métodos ou processos transmitidos pelos estudiosos do assunto. Os processos em si, são apenas uma parte da metodologia, justamente com a identificação e a utilização das normas, políticas, etc. Daí, estando bem concebidas as metodologias, os investigadores e os pesquisadores frequentemente reconhecem a necessidade de rigor, lógica e coerência que deve resistir à revisão pelos pares, bem como a sua abordagem fundamental para a realidade, embora eles vivam à margem da realidade, levando as suas vidas no âmbito da irrealidade.

Como exemplo disso, citado pelos próprios estudiosos do assunto, os pesquisadores acreditam que no paradigma do positivismo, assim compreendido como sendo aquilo que é evidente, o qual não admite dúvidas, a verdade está lá fora, à espera de ser descoberta, sabendo-se agora que ela se encontra no Espaço Superior, tendo sido já captada pela percepção oriunda dos criptoscópios dos veritólogos. Nessa visão dos estudiosos, os fatos existem independentemente de quaisquer teorias ou observações humanas, o que é óbvio, uma vez que os fatos dizem respeito aos relacionamentos que existem entre os seres, sem que haja qualquer modificação das suas composições originais, mas, além dos fatos, os fenômenos também existem, devendo ser igualmente considerados, em que os fenômenos dizem respeito aos relacionamentos que existem entre os seres, mas havendo de alguma maneira as modificações das suas composições originais. Esta perspectiva por parte dos estudiosos domina para eles a tradição saperológica ocidental, que fornece a fundação da ciência ocidental, como se a Saperologia fosse orientada pelos pontos cardeais, assim como as verdadeiras ciências.

Assim, para esses estudiosos, a realidade é assumida como o objetivo de ser, com eles querendo dizer que existe fora da nossa percepção, no que estão completamente equivocados, a não ser que seja de uma percepção comum, banal, vulgar, e não de uma percepção correspondente a um invulgar criptoscópio, que se utilizando dos atributos individuais superiores que formam a moral, o seu detentor consegue se elevar ao Espaço Superior e lá captar a verdade em quase toda a extensão em que ele se elevou.

Neste paradigma formado pelos estudiosos, nem a busca da verdade e nem a própria verdade são problemáticas, quando, na realidade, são sim, inclusive a sua transmissão para o mundo, quando somente após isso é que ela pode se tornar definitiva e verificável, sendo comprovada experimentalmente pela ciência, que certifica a baixa espiritualidade, e pela sabedoria, que certifica a alta espiritualidade, em que a verdade e a sabedoria juntas alcançam a razão, quando então o ratiólogo procede à sua explanação.

Os cientistas que ainda são cativos da ilusão da matéria, inadvertidamente, realizam experiências empíricas em laboratórios e relatam o que eles descobriram na qualidade de peritos, com o que devo então indagar: peritos de quê? Se forem peritos de experiências físicas acerca da ilusão da matéria, tudo bem. Mas se forem peritos acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, tudo mal.

Então, ignorando completamente a formação e o desenvolvimento da nossa inteligência, portanto, dos órgãos mentais que a compõem, assim como dos atributos individuais superiores que formam a moral e dos atributos relacionais positivos que formam a ética, em que ambos comandam aos órgãos mentais, os estudiosos consideram que a verdade ou é fabricada na mente das pessoas, com as mentes se tornando fábricas de verdades, ou então é fabricada entre as pessoas em uma cultura, em que isto caracteriza fatos, e não conhecimentos metafísicos acerca da verdade, através de uma construção imaginativa, demonstrando ignorar também a natureza da própria fase da imaginação em que se encontram, raciocinando através das representações de imagens, e também a natureza da fase da concepção, em que deverão brevemente adentrar, por força da imposição da evolução espiritual, uma vez que a evolução é obrigatória, racionando através das formulações de ideias.

Nessa visão completamente equivocada, por ser imaginativa, em que prepondera o raciocínio através das representações de imagens, e não conceptiva, em que prepondera o raciocínio através das formulações de ideias, eles consideram que se os fatos forem verdades são apenas construções de teorias e pontos de vista. E aqui eles também misturam fatos com conhecimentos.

Esse paradigma sustenta a visão errônea de que tanto a natureza da verdade como o inquérito em que a verdade é problemática são decorrentes dela ser construída, ou fabricada, dos processos em curso de negociação, da reavaliação e do aperfeiçoamento dos indivíduos, tanto individualmente como também entre si. No entanto, isto não está relacionado com as perspectivas fora da comunidade científica, tidas como sendo reais, que inutilmente tenta igualar os resultados das suas investigações e pesquisas com as crenças sociais e populares e os sistemas de crenças, para justificar a existência dos credos e das suas seitas.

Já as ciências sociais julgam que são metodologicamente capazes de diferenciar os diferentes métodos de abordagens, de maneiras qualitativa, quantitativa e mista. Os métodos qualitativos incluem o estudo de casos, a fenomenologia, a teoria fundamentada e a etnografia, entre outros. Os métodos quantitativos incluem testes de hipóteses, análise do poder, análise reunida, estudos observacionais, reamostragens, randomizados controlados, análise de regressão, modelagem e multidimensional de análise de dados, entre outros. E os métodos mistos, obviamente, são as interações entre ambos.

Adentrando agora no âmbito do método propriamente dito, a etimologia da sua palavra é quem define mais claramente a expressão do seu termo, que sendo ela proveniente do grego methodos, expressa claramente a maneira utilizada para se estabelecer um caminho para se chegar a um fim. Não obstante, faz-se necessário que eu lance mão de outras expressões e de outros conceitos, além de outras maneiras de raciocinar que possam indicar os inúmeros métodos a seres utilizados para os procedimentos adotados pelos seres humanos, a fim de se conseguir alcançar racionalmente a uma finalidade, a saber:

  • Um caminho pelo qual se atinge a um objetivo;
  • Um programa que regula previamente uma série de operações que se deve realizar, apontando erros evitáveis, em vista de um resultado determinado;
  • Um processo ou uma técnica de ensino, que se caracteriza como sendo um método direto;
  • Um modo de proceder, uma maneira de agir, que são os meios para se chegar a um determinado fim;
  • Os recursos empregados para se alcançar a um objetivo, os expedientes adotados, quando os seres humanos procuram por todos os meios alcançar a um determinado objetivo ou sair de uma situação contrária em que se encontram, advindo daí a expressão de que “os fins não justificam os meios”;
  • Um tratado elementar, levando-se em consideração que todos os procedimentos humanos visam sempre atingir a uma finalidade subjetiva ou então objetiva, e eles requerem um método para a sua consecução;
  • Proceder sempre com método, para que assim possa surgir a prudência, a circunspecção, o modo judicioso de pautar as ações humanas, para que assim possam prevalecer a ordem e o progresso no mundo;
  • Um conjunto dos meios dispostos convenientemente para chegar a um fim que se deseja alcançar, daí a recomendação para a utilização de um bom método para conseguir os seus fins desejados;
  • Um modo de fazer as coisas, as maneiras de agir dos seres humanos, segundo os seus estágios evolutivos, daí a razão de se dizer que cada um tem o seu jeito especial de fazer as coisas e de contar os fatos e os fenômenos deste mundo;
  • Uma ordem que se segue no estudo ou ensino de qualquer disciplina;
  • Uma maneira sistemática de dispor as matérias de um livro;
  • Um conjunto de regras para resolver problemas análogos;
  • A definição prévia de um posto de observação, o qual irá determinar o conjunto dos processos próprios que irá determinar a contemplação da natureza, sem atuar diretamente com ela, quando na busca por captar os conhecimentos metafísicos, e atuando diretamente com ela, quando na busca por criar experiências físicas, para que assim possa se inteirar de tudo aquilo que se passa fora e dentro de si;
  • Na Veritologia e na Saperologia temos os métodos que indicam o modo de um ser humano se tornar um veritólogo ou um saperólogo, respectivamente, os quais irão delimitar o modo de captação dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e a sua transmissão, assim como o modo de criação das experiências físicas acerca da sabedoria e a sua explanação da verdade, já que esta é a sua legítima fonte, por onde se alcança a razão, em que se resolve todo o problema da Epistemologia;
  • O Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia elaborado por Descartes, que era um veritólogo, e não um saperólogo, em 1619, pode ser considerado como sendo uma das sementes ou um dos gérmens de todos os métodos racionalmente empregados, os quais abriram os caminhos para os métodos empregados pelas ditas ciências oficiais modernas, por conseguinte, para o método considerado como sendo científico em geral, apesar de nenhum religioso ou cientista, os quais formam a comunidade científica investigadora e pesquisadora, mesmo sem um saber da existência do outro, tenham a mínima ideia da sua representação no contexto religioso e científico, já que este discurso do método extrapola tanto a um como ao outro, situando-se nos âmbitos veritológico e saperológico, como provo no decorrer da minha obra explanatória relativa ao método, que se encontra no site pamam.com.br;
  • Em religião e ciência, mas que os estudiosos ainda consideram ambas como sendo ciências em geral, o método considerado apenas como sendo científico é constituído por uma série de passos codificados que se tem de tomar, de maneira mais ou menos esquemática, para que se possa atingir a um determinado objetivo dito científico;
  • Na denominada ciência da computação, em particular, um método é o mesmo que ação, algoritmo, função ou procedimento. E mais especificamente, em programação orientada a objeto, é uma implementação de código em resposta a certas mensagens;
  • Em engenharia de software, em particular, um método é uma espécie de receita técnica para a produção de software;
  • Como em todos os setores da vida o método tem que ser empregado, ele foi muito importante no século XX para a interpretação teatral, tendo sido desenvolvido por atores e atrizes norte-americanos, em uma leitura particular do sistema de interpretação de Constantin Stanislavski;
  • Na música, o método é uma espécie de manual para ajudar aos alunos a aprender a tocar um instrumento musical;
  • Etc.

 

Continue lendo sobre o assunto:

Prolegômenos

04.01- O método da dedução

Todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são captados do Espaço Superior, através da percepção oriunda do órgão mental denominado de criptoscópio, ou, então, obtidos por intermédio da intuição,...

Leia mais »
Romae