04- O RACIONALISMO

A Era da Verdade
28 de setembro de 2019 Pamam

Nós vimos que no âmbito de A Era da Sabedoria foi de fundamental importância o Período Doutrinário, em que prevaleceram as Escolas Pré-socráticas, sobressaindo-se as escolas Jônica, Itálica ou Pitagórica, Eleática e Atomista, em que os escritos dos seus veritólogos serviram de fonte para os saperólogos que os sucederam, notadamente Aristóteles, que compilou a esses escritos para servirem de fontes para as suas obras. E assim a sabedoria ficou definitivamente estabelecida no seio da nossa humanidade.

Com a vinda de Jesus, o Cristo, a este mundo, além de estabelecer o instituto do Cristo no seio da nossa humanidade, ele decretou o final de A Era da Sabedoria e estabeleceu o início de uma nova Grande Era, A Era da Verdade, já que ele mesmo afirmou que “Somente a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância e levá-la ao cumprimento do dever”; o que implica em dizer que a Bíblia, notadamente o Velho Testamento, não passa de um livro mentiroso, transmitido aos médiuns por espíritos obsessores, em que se sobressai entre eles Jeová, o deus bíblico, que não passa de um tremendo patife.

Mas a nossa humanidade não possuía ainda uma mentalidade desenvolvida o suficiente para que pudesse avaliar um espírito detentor de tanta luz como Jesus, o Cristo, cujo impacto da sua encarnação abalou as estruturas mentais de todos os seres humanos, quando então os sacerdotes se apoderaram do seu nome e estabeleceram um falso cristianismo, que nos primeiros séculos originou a Idade da Fé, a qual perdurou pelo período de 1 a 568, quando então teve início a Idade das Trevas, a qual perdurou pelo período de 578 a 1299, em que nesses dois períodos os seres humanos faziam pouco uso do raciocínio, já que o ambiente terreno se encontrava impregnado de sobrenaturalismo, de misticismos e de dogmas.

Para que se tenha uma ideia mais aprofundada acerca do atraso mental proporcionados pela Idade da Fé e pela Idade das Trevas, basta apenas comparar essas mentalidades que predominaram nesses períodos com as mentalidades que predominaram no Período Doutrinário, em que o sobrenaturalismo, os misticismos e os dogmas foram todos rejeitados, repelidos de pronto, quando então se deu mais atenção à natureza.

Foi preciso, então, que muitos intelectuais encarnassem neste mundo para que os pensamentos pudessem ser voltados para o lado físico da vida, já que os criptoscopiais cuidam mais do lado metafísico, lado este que se encontrava totalmente voltado para o âmbito do sobrenatural, dos misticismos e dos dogmas, provocados pelo falso cristianismo, em que os pensamentos dos intelectuais se encontravam voltados para resgatar os valores greco-romanos, mudando a cultura do mundo, cujo período é conhecido como Renascença.

E assim se dava prosseguimento ao plano de espiritualização da nossa humanidade, cujo plano espiritualizador deve ser narrado pelos historiadores que forem se espiritualizando, a partir da encarnação de Hermes, no Egito, há quatro mil anos atrás, que foi a primeira encarnação do Antecristo da humanidade a qual nós seguimos na esteira evolutiva do Universo, cujo espírito se integrou à nossa humanidade para formular um plano para a nossa espiritualização e estabelecer o instituto do Cristo no seio da nossa humanidade.

É sabido que quando os veritólogos buscam os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, eles devem transmitir a esses conhecimentos com a inserção de experiências físicas acerca da sabedoria, ou as suas hipóteses, para que assim esses conhecimentos possam se tornar acessíveis à compreensão humana, daí a razão de se denominar de uma filosofia, ou de uma saperologia, em que este último é o termo mais adequado, mas como todos já se encontram acostumados com o termo uma filosofia, ele também pode ser utilizado.

Por outro lado, quando os saperólogos buscam as experiências físicas acerca da sabedoria, eles devem transmitir a essas experiências com a inserção de conhecimentos metafísicos acerca da verdade, ou as suas especulações, para que assim essas experiências possam se tornar acessíveis à percepção humana, daí a razão de se denominar uma veritologia, como assim procederam Aristóteles na Grécia Antiga e Farias Brito no Brasil.

Ora, mesmo sendo através de uma filosofia, a verdade deve se encontrar unida, irmanada, congregada, com a sabedoria, quando então se deve adentrar no âmbito da razão, mesmo que em pequena monta. Mas o problema é que as filosofias que nos foram apresentadas não se encontravam constituídas pela verdade, com a exceção da filosofia do Racionalismo Cristão, que veremos ao final de A Era da Verdade. Mas mesmo assim têm procedência as filosofias que trazem em si alguma racionalidade.

Com o Renascimento mudando a cultura terrena, o plano espiritualizador da nossa humanidade prosseguiu com alguns veritólogos encarnando e estabelecendo uma filosofia que fosse alheia ao sobrenatural, ao místico e ao dogma, surgindo assim o Racionalismo.

Mas para que nós possamos compreender a contento o que seja o Racionalismo, devemos primeiramente compreender o que seja o termo racional, cuja palavra é derivada do latim rationale, significando aquele que usa da razão, obviamente que através do raciocínio, em que a verdade e a sabedoria são deduzidas pela razão.

Assim, o termo racionalismo, formado pela palavra racional mais o sufixo ismo, pode ser compreendido como sendo um método de observar as coisas baseado exclusivamente na razão, considerada como sendo a única autoridade quanto à maneira de pensar e de agir, obviamente que tendo por base o raciocínio livre das peias do sobrenatural, dos misticismos e dos dogmas. Mas quando não contém a verdade em seu escopo, a atividade do espírito se torna de caráter eminentemente especulativo.

Em sendo assim, como realmente é assim, como jamais poderia ser diferente, a filosofia do Racionalismo pode ser considerada como sendo uma doutrina segundo a qual todo conhecimento verdadeiro é consequência necessária de princípios evidentes e irrecusáveis postos através de teorias a priori, que são as teorias que dizem respeito aos conhecimentos, antes das experiências, que dão origem às teorias a posteriori. Note-se que as leis fazem parte da Veritologia, enquanto que os princípios fazem parte da Saperologia, daí a razão da inserção de princípios aos conhecimentos.

O Racionalismo é uma doutrina filosófica que se iniciou com a utilização do raciocínio como sendo uma operação mental, discursiva e lógica, que se utiliza de uma ou mais proposições para se chegar a conclusões, evidenciando se uma ou outra proposição é verdadeira, falsa ou provável, tendo como base priorizar a razão como o caminho para se alcançar a verdade, em que aqui se pode compreender a utilização da sabedoria, uma vez que verdade + sabedoria = razão.

Reconhecendo a relação que existe entre causa e efeito, o Racionalismo afirma que tudo o que existe tem uma causa inteligível, mesmo que essa causa não possa ser demonstrada empiricamente, tal como a causa da origem do Universo, sabendo-se que o Universo sempre existiu, não tendo origem ou princípio, uma vez que o Ser Total sempre teve as suas partículas desprendidas de Si para ingressar no Universo, individualizando-se, pois caso não fosse assim Ele não poderia ser o Todo.

O conhecimento é próprio da Veritologia, enquanto que a experiência é própria da Saperologia, por isso o Racionalismo tenta privilegiar o conhecimento em detrimento da experiência, tendo por base a razão, considerando o método da dedução como sendo o método adequado de investigação do conhecimento, no que se encontra absolutamente correto, em conformidade com o tópico 04.01- O método da dedução, contido em Prolegômenos.

Os principais veritólogos do Racionalismo são os seguintes:

  1. Descartes
  2. Spinoza
  3. Malebranche
  4. Leibniz
  5. Cristiano Wolff
  6. Hegel

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